segunda-feira, 26 de setembro de 2011

38º Aniversário da Independencia da Guiné-Bissau


24 de Setembro: “A estabilidade veio para ficar na Guiné-Bissau”, garante o PR

Bissau, ANG – O Presidente da República Malam Bacai Sanha, afirmou em entrevista a imprensa no passado dia 23 que, desta vez, a estabilidade veio mesmo para ficar na Guiné-Bissau.

Malam Bacai Sanhá durante campanha em Gabú (Foto arquivo)
Malam Bacai Sanhá que falava aos jornalistas, em vésperas da celebração do 38º aniversário da independência do país, aconselhou que a preservação da paz e estabilidade é um processo que deve envolver toda a gente, ou seja, a nação inteira. “Ninguém pode remar contra a maré”, advertiu o Chefe de Estado guineense.

Referindo-se as notícias postas a circular em alguns órgãos de informação e que davam conta que o chefe de Estado Maior da Armada, José Américo Bubo na Tchuto teria recusado ir a reforma, respondeu que não pode acusar este de tal posição.

“Recebi o Contra Almirante Na Tchuto no meu gabinete e o tema que nós discutimos foi a questão da reforma. Os combatentes estão cansados. Alguns possuem mais de 40 anos de carreira nas forças armadas e se sentem velhos. O que importa agora é criar condições para que as pessoas possam ir para casa com tranquilidade e não voltem a criar problemas depois de serem reformados”, referiu.

Quanto ao Bubo Na Tchuto frisou que quer este como os outros generais, já se prontificaram a ir para a reforma e estão a trabalhar nesse sentido. “Na Tchuto é um dos oficiais disponíveis  < ir para a reforma. Não só a ir para a reforma pessoalmente como também mobilizar todo o conjunto de elementos das forças armadas em condições de reforma para aceitarem o processo”, vincou Malam Bacai Sanha.

Disse que nem todas as pessoas podem ir para a reforma, pois ela possui critérios definidos claramente. Enfim, concluiu que todo o comando das forças armadas está preparada e virada para a reforma em curso no sector da defesa e segurança.

“Não obstante alguns recuos e incapacidade nossa em atingir determinados objectivos, sinto-me orgulhoso, primeiro de ser um combatente da liberdade da pátria. Participei no processo de libertação do país e sou dirigente desde a independência e tomei parte em tudo quanto passou nesse país. Portanto, se há alguém um, dois, três, para julgar será eu Malam Bacai Sanha em termos de responsabilidade”, predispôs-se o presidente ai falar do 38º aniversário da independência da Guiné-Bissau.

Declarou que os 38 anos da independência foram interessantes, cheio de histórias, de trabalho, de realizações, de dor e amargura, estes últimos aspectos quando o guineense se chegou ao ponto de pegar armas contra irmão.

“Tudo isso faz parte de um processo de desenvolvimento. Chegamos a independência através duma luta armada e não estávamos preparados para resolver os problemas de então e, portanto, estávamos certo de que alguns problemas graves como aquilo que aconteceu em Junho de 1998 poderia surgir”, reconheceu Bacai Sanha.

O chefe de Estado frisou que hoje, Bissau mudou completamente e está a tornar-se numa bela cidade da sub-região.

“Não é muita coisa, é uma avenida e meia, mas, mas quem sabe que daqui a um ano poder ser ampliado. Vamos criar as condições de forma a permitir que os produtos agrícolas possam ser escoados para serem comercializados em Bissau”, sublinhou.

Questionado sobre o que é necessário fazer para o país corrigir os erros do passado e caminhar rumo ao desenvolvimento, Malam Bacai Sanha sublinhou que é nisso mesmo que esta a trabalhar, ou seja, identificação de erros e sua correcção.

“Já estamos a dar sinais importantes nesse sentido. É preciso fazer história. Toda a gente está a ver a realidade”, disse.

Perguntado sobre de como qualifica o relacionamento institucional entre a Presidência da República e o governo, Bacai Sanha respondeu que a sua relação com o executivo são aquelas exigidas para as instituições tão importantes. Garantiu que nada passa e que esteja fora da normalidade.

“Pode surgir momento de desentendimento ou incompreensão em determinada matéria, mas é normal no processo de desenvolvimento. Não há nada de especial e estamos a trabalhar em conjunto rumo ao desenvolvimento desse país, sobretudo, na implementação do programa de reforma nos sectores da defesa, segurança e justiça” proclamou.

Questionado sobre as reivindicações dos partidos da oposição que exigem justiça em relação a assassinatos de altas figuras do Estado, Malam Bacia Sanha afirmou que a oposição tem razão em colocar um problema que considerou de essencial, mas, acrescentou, é preciso pensar o país em primeiro lugar.

“Parece-me que as coisas estão a andar muito bem e a questão da justiça não ficou atrás. É um processo muito complicado e é preciso trabalhar com mais calma e cautela para não criarmos outras situações desagradáveis. Nós e a oposição vamos nos entender e encontrar um caminho de entendimento para relançar o país”, prometeu o Presidente.

ANG/ÂC

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Festival inter-Ilhas


XIIº Intercâmbio reúne populações de 16 Ilhas em Bubaque

Mais de seis mil pessoas, dentre as quais, 3500 oriundas de 16 das muitas ilhas existentes na Guiné-Bissau afluíram a cidade de Bubaque onde no passado 17, teve inicio o XIIº Intercâmbio inter-ilhas sob o lema “Solidariedade, Paz, Estabilidade e Revitalização dos Valores Culturais”.


Danças culturais, torneio desportivo, palestras sobre temas “Reformas”, “Autarquias”, “O estrangulamento ao desenvolvimento das ilhas” e plantação de 800 árvores pela comissão organizadora e participantes no evento são as actividades em curso e que preencherão os 7 dias que vão durar este certame, cuja cerimónia de abertura foi presidida pelo Primeiro-ministro.

Na ocasião, Carlos Gomes Júnior salientou constituir motivo de orgulho o facto dos parceiros internacionais perspectivam uma taxa de crescimento económica guineense na ordem dos 5 porcentos, o que na sua opinião, foi possível graças ao esforço e sacrifício consentidos pelo povo e que resultou na perdão da divida externa do país.

O chefe do executivo manifestou-se satisfeito por testemunhar o inicio deste fórum recreativo inter-ilhas e realçou a confiança na sua equipa governamental demonstrada pelos parceiros, que neste certame se fizeram representar através de embaixadores de Angola, África do Sul, China e encarregado de negócios da Palestina, para além de representantes de alguns organismos internacionais.

“São estes parceiros que estiveram, estão e continuarão a estar sempre ao lado da Guiné-Bissau”, proclamou Cadogo filho, como carinhosamente é conhecido, tendo de seguida vincado que as infra-estruturas recentemente criadas no país contaram com apoios destes mesmos parceiros, os quais manifestou sua gratidão em nome do povo guineense.

Quanto ao evento propriamente dito, Carlos Gomes Júnior começou por assegurar que algumas das promessas deixadas aquando da entrada em função do executivo, nomeadamente a de resgatar o arquipélago dos Bijagós do isolamento, já estão a ser materializadas.

“Estes dois barcos constituem as primeiras amostras da nossa determinação”, aludiu o primeiro-ministro indicando os navios “Baria” e “Pecixe” para transporte de pessoas e cargas, recentemente adquiridas pelo governo e que ancorados no porto de Bubaque, mansamente balouçavam ao sabor da brisa marítima.

De acordo com Carlos Gomes Júnior, na sequencia da compra destes meios de transportes, torna-se possível agora transportar maquinas como tractores, para a construção e reabilitação de estradas e outras infra-estruturas, cujas acções a cidade de Bubaque a muito reclama. 

Avançou mesmo que o ministro das infra-estruturas teria já prometido transportar “bulldozer” com vista a construção das estradas de Bubaque, possibilidade essa que foi longamente ovacionada pelos presentes na cerimónia que decorreu no porto local.

“Temos que construir a ilha de Bubaque por causa da erosão”, determinou o chefe do governo que estimou que aquela ilha é muito bonita e que possui grande potencialidade turística.

Prometeu que na elaboração do próximo Orçamento Geral de Estado o governo vai contemplar a fatia destinada a tirar as ilhas do isolamento a que estão confinadas devido a falta de tudo.

Na sua explanação, Carlos Gomes Júnior disse que a presença da delegação do Estado maior General das Forças Armadas ao lado do executivo para assistir a este evento significa que a paz chegou de vez na Guiné-Bissau.

Exortou a juventude para que esteja preparada para assumir o processo de desenvolvimento do país, através de preservação de valores defendidos por Amílcar Cabral e assumiu que o intercâmbio constitui um espaço valoroso para reforçar e consolidar a unidade nacional. 

A concluir a intervenção, o primeiro-ministro prometeu que o executivo vai continuar na senda actual de implementação a boa governação de forma a reforçar a credibilidade do país e atrair mais apoios dos seus parceiros de desenvolvimento para erguer uma nova Guiné-Bissau, responsável, seguidor e respeitador dos seus compromissos internacionais.

O primeiro-ministro que recebeu várias prendas de estatuetas de madeira e “panos de pente” havia antecedido esta cerimónia com a visita ao hospital, a Casa do Ambiente, Comité de Estado, Mercado e procedeu ainda a inauguração duma bomba de água em Bubaque.

O Secretário de Estado da Juventude, Cultura e Desportos reforçou que o executivo estaria a cumprir assim com uma das suas atribuições que é o da promoção e divulgação do diversificado mosaico cultural de que dispõe o país.

“A nossa cultura é bastante rica e diversificada”, elogiou Fernando Saldanha para recordar que o executivo pretende, através da comissão organizadora deste intercâmbio, preservar e divulgar a cultura nacional para o além fronteiras.

De acordo com este responsável, que falou já na cerimónia de desfile de apresentação das ilhas participantes, só desta forma e ainda através do desporto é que “podemos sentir o pulsar do guineense”. “A paz e estabilidade medem-se através de manifestações de alegria e de entusiasmo, libertando as nossas almas”, filosofou o governante.

Instado a pronunciar sobre o isolamento a que as ilhas se encontram confinadas, devido a falta de meios de transportes e de infra-estruturas sociais, o Secretario de Estado da Juventude, Cultura e Desportos assinalou a apresentação das duas embarcações como primeiros sinais para superar o obstáculo natural (mar) que separa da parte continental da Guiné-Bissau.         

“Com o inicio da operação destes barcos, as ínsulas ver-se-ão desencravadas e vão dinamizar o comércio local, através da atracção de mais operadores económicos para promoverem o desenvolvimento tão almejado para a ilhas”, disse considerando que este intercâmbio constitui um factor de união das ilhas, mas também de todo o povo guineense.

“É o mais importante evento inter-ilhas e representa tudo para esta parte insular do território nacional”, definiu o Presidente da Comissão Organizadora que saúda as comitivas participantes pelos sacrifícios consentidos para estarem presentes neste encontro cultural.

Marcelino Delgado (Tony) disse que o evento constitui ocasião de partilha de amizade e de solidariedade entre as populações de diferentes ilhas, as quais apenas encontros desta natureza proporcionam oportunidades para conhecerem-se e estabelecerem laços de amizade e de cooperação.

 Participam no XIIº Intercâmbio, cujo encerramento esta prevista para o dia 24 do mês em curso as comunidades insulares de Bolama, Orangozinho, Canogo, Ilhéu de Rei, Orango, Ilha das Galinhas, Soga, Uno, Onhocomo, Pecixe e Geta, Formosa, Canhabaque e Caravela. Houve um interregno de 10 anos desde a realização do último evento desta natureza em Bubaque no ano de 2001.

Esta festa cultural, académica e desportiva inter-ilhas foi assim possível graças aos apoios materiais (alocação das duas embarcações que transportou os participantes) e financeiro do governo, e o próprio primeiro-ministro é o padrinho do mesmo. 

O Próximo intercâmbio vai decorrer em Setembro de 2012 na Ilha de Bolama.

ANG/JAM

Diplomacia

Aberto primeiro Consulado da Guiné-Bissau em Cabo-Verde

Bissau, ANG – O primeiro consulado da Guiné-Bissau em Cabo-verde será aberto ainda no decurso desta semana de forma a colmatar as dificuldades com que deparam os emigrantes guineenses naquele país “irmão” principalmente no que toca a documentação.

A garantia foi dada pelo Secretário de Estado das Comunidades em entrevista exclusiva concedida à ANG.

Secretario Estado das Comunidades, Dr. Fernando Dias
Fernando Dias justificou que a não abertura a de um consulado a mais tempo poderia estar ligado precisamente as relações de amizade que unem os dois países desde tempos de luta de libertação nacional e, por outro lado, presumiu a falta de meios, como outras das razões de não abertura da representação diplomática em Praia.

“No entanto, com a dinâmica e ao evoluir muito positivo das relações entre os dois países, o actual executivo fez questão de mandar abrir um consulado da Guiné-Bissau em Cabo-Verde”, explicou o Secretário de Estado das Comunidades.

Perguntado sobre o que os emigrantes guineenses radicados em Cabo-Verde podem ganhar com a abertura desta missão diplomática, Fernando Dias disse que isso constitui mais um despertar de atenção para os expatriados e acrescentou que o executivo está muito atento à diáspora.

“Hoje em dia, a nossa política externa não deve ser visto no quadrante, digamos assim de “champanhe” mais sim nos interesses de Estado. A Guiné-Bissau tem uma comunidade significativa em Cabo-Verde e há toda uma necessidade de dar uma maior atenção a essa comunidade e o Consulado a ser aberto vai servir muito aos guineenses radicados naquele país”, estimou.

Prometeu que na sua deslocação à Cabo-Verde será portador da máquina de confecção de passaportes, peça de identidade essa que a muito tempo os emigrantes vinham reclamando.

“Mas agora, este governo conseguiu realmente contornar a situação. Já temos as máquinas de confecção de passaportes em quase todas as Embaixadas e Cabo-Verde era o único país que ainda não a possuía”, disse aquele governante.

Questionado sobre as maiores dificuldades com que deparam os guineenses em Cabo-Verde, Fernando Dias, frisou que os emigrantes não têm grandes problemas, mas a maior “dor de cabeça”, segundo indicou na altura esta ligado com a falta de documentação.

“Os nossos concidadãos em Cabo-Verde estão bem integrados e a própria classe política local elogia muitos emigrantes guineenses, por serem muito trabalhadores”, sublinhou.

No que concerne a Senegal, Portugal, Espanha, França, entre outros, o Secretário de Estado das Comunidades disse que nestes países as máquinas de confecção de passaportes estão a funcionar normalmente nas respectivas representações diplomáticas guineenses.

Fernando Dias salientou que a sua deslocação à Cabo-Verde vai servir igualmente para sensibilizar os emigrantes e autoridades cabo-verdianas no sentido de prepararem para o recenseamento eleitoral em breve para poderem votar nas próximas eleições legislativas de 2012.

Só para se ter ideia da importância da diáspora, Aquele governante revelou que a remessa de emigrantes aos seus familiares no ano 2010 atingiu os vinte e dois bilhões de francos CFA, segundo os dados fornecidos pelo Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO).

Disse ainda que, no ano 2009 foi de menos um bilião, enquanto nos anos antecedentes variava de 21 à 23 biliões. Advertiu que nestas estatísticas não se incluíram transferências efectuadas em “Darling”, “Money Gram”, “Casa Correia” e outras instituições especializadas em transferir dinheiro.

Abordado sobre a situação dos estudantes guineenses na Rússia que acabaram os seus estudos e não têm meios para voltar o país, o Secretário de Estado das Comunidades disse que o Ministério da Educação vai dentro em breve solucionar a questão.

ANG/ÂC

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Matadouro Municipal




Responsável do Matadouro Municipal afirma-se preocupado com abates clandestino de animais

Bissau, ANG – O Responsável do Matadouro Municipal de Bissau manifestou-se preocupado, este fim-de-semana, com a prática de abate clandestino de bovinos e caprinos para a comercialização de carne e apelou a população para denunciarem os seus autores.

Carlos Dfoguian Najack que falava em exclusivo à ANG, exortou a população para não consumir carne que não seja portador de carimbo que certifique de que a carcaça foi inspeccionada pelos serviços da veterinária.

Jovens preparando entranhas dos animais abatidos
“A carne exposta no mercado deve portar o carimbo dos médicos da veterinária que prestam serviços diários neste Matadouro Municipal”, explicou aquele responsável que voltou a insistir com os consumidores para que pediu ainda aos cidadãos para que delatem os infractores, pois, simplesmente, estes constituem um perigo para a saúde humana.

Carlos Dfoguian Najack acrescentou que alguns destes clandestinos julgam-se experientes ao ponto de saberem distinguir os animais doentes ou não, mas, prosseguiu, por vezes as características físicas de muitos não reflectem exactamente o seu estado clínico. “Porque há os que se apresentam bem dispostos, mas que depois de serem abatidos e inspeccionado suas carnes descobre-se que são portadoras de alguma infecção.

Segundo constatou na ocasião o colunista, o Matadouro Municipal de Bissau funciona sem mínimas condições higiénicas, apesar do fornecimento regular da água pela Empresa da Electricidade Água da Guiné-Bissau (EAGB.

Carlos Dfoguian Najack
Carlos Dfoguian Najack informou que todos os magarefes que ali trabalham teriam sido previamente examinados e possuem cartão médico que certifica de que não são portadores de nenhuma infecção, isso de acordo com o novo critério por si introduzido.

Instado a definir períodos de produção de carne no Matadouro Municipal, aquele responsável apontou os meses de Fevereiro à Maio como época “magra”, pois é nesta altura que o número de abate não ultrapassa dez gados diário.

“Isto porque nestas ocasiões registam-se muitas cerimónias de “Toca-choro”, por isso mesmo a procura é maior”, frisou lembrando, no entanto, que nos meses de Junho a Dezembro a colheita é boa, pois chegam a atingir por dia 20 vacas mortos.

A concluir, revelou que o seu serviços se encontra incapacitado para conservar as carcaças dos animais mortos ali, tudo porque o gerador e a câmara de conservação deixaram de não funciona desde o conflito militar de 7 de Junho de 1998.
ANG/ LLA, LPG

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ministério Público

Vice-PGR toma posse

Bissau, ANG – O Procurador-geral da República garantiu hoje que a sua instituição irá apresentar “resultados concretos” das suas acções, em particular sobre “os processos que agitam a sociedade guineense”.

A promessa de Edmundo Mendes foi feita durante a cerimónia de posse do vice-PGR, José Luís Rodrigues, que acrescentou que o Ministério Público tem magistrados eficientes, tecnicamente preparados e com vontade de contribuir para a melhoria da justiça na Guiné-Bissau.

No entanto, avisou que para que tal melhoria ocorra, é necessário que cada um dos actores na administração da justiça cumpra a sua parte. Neste particular, o Procurador-geral lançou duras críticas a alegados comportamentos negativos de certos magistrados.

“Hoje, é bem patente que a Procuradoria-Geral da República vive de portas escancaradas. Não há controlo, Nem segredos”, censurou Edmundo Mendes para depois salientar que “cada um faz o que bem lhe apetece”, incluindo, avançou, actos de “conspiração” contra a própria instituição.

Este responsável prometeu inverter a situação e aconselhou que dos dirigentes dos órgãos que tomam parte na administração da justiça se espera sempre uma postura de seriedade e neutralidade na tomada de decisões.

“Essa atitude, não pode acontecer com magistrados que já fizeram parte de órgãos superiores de partidos políticos, delegados aos seus congressos ou ainda seus representantes nas instituições”, criticou.

Perante estes e outros “maus comportamentos” de altos funcionários do MP, Edmundo Mendes adverte que “o combate ao crime” deve começar ao nível interno, visto que, nas suas palavras, quem combate o crime deve ter a autoridade moral para o fazer.

 O Procurador-geral elogiou as qualidades profissionais do recém-empossado adjunto e desafiou a todos os intervenientes no processo judiciário, a terem a coragem com vista a mudar o que designou de “muitas coisas”.

Parco em palavras, o novo Vice Procurador-geral da República afirma ter consciência de responsabilidades que impendem sobre o ministério público, mas prometeu trabalhar para corresponder as expectativas.

José Luís Rodrigues é magistrado de carreira e substitui no cargo o juiz Conselheiro, João Sampaio.

FIM/ANG/QC