quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Transportes


Aeroporto de Bissau beneficia de equipamentos modernos para controlo de passageiros e cargas

Bissau, 20 dez.11 (ANG) - O Aeroporto Internacional “Osvaldo Vieira”, beneficiou de equipamentos modernos para controlo de pessoas e cargas adquiridos pela Agência da Aviação Civil da Guiné-Bissau, no montante de cerca de cento e cinquenta e quatro mil euros.

Os referidos equipamentos constituídos por duas máquinas de raio X para a revista das bagagens, 20 detectores metálicas, dois lotes de mesa rolante de bagagens para entrada e saída de pessoas e cargas, entre outros.

O acto da entrega dos referidos materiais foi presidido pelo ministro da Educação Nacional, Ciência, Juventude, Cultura e Desportos, Artur Silva,  que, na ocasião, afirmou que a partir de agora é declarada “tolerância zero” ao acesso  ao interior do aeroporto pelos não passageiros.

Artur Silva disse que os equipamentos ora adquiridos criam  as condições para que a Guiné-Bissau possa  cumprir com as normas internacionalmente aceites.

“Gostaria de aproveitar essa ocasião para pedir a todos aqueles que eventualmente vão ter acesso ao Aeroporto, que respeitam as normas estabelecidas”, exortou o governante.

Para o Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, José Carlos Esteves, os equipamentos adquiridos, marcarão uma nova era no tratamento, gestão,  prevenção e  combate a prática de interferência ilícita nos serviços aeroportuários.


Aquele responsável disse que,  as auditorias e avaliações realizadas pela Organização de Aviação Civil Internacional, evidenciaram a existência de enormes carências na organização e  funcionamento do sistema nacional de facilitação de segurança da aviação civil.

Informou que, por essa razão, o Aeroporto Internacional de Bissau, é considerado até aqui, como um dos mais inseguros da Sub-região.

Face a esta realidade, acrescentou, o Governo decidiu assumir as suas responsabilidades, adoptando como estratégia, a intervenção metódica no processo tendo em conta a transversalidade do tratamento da questão de segurança da aviação civil e da multiplicidade dos sectores que intervêm na procura de soluções.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da Agência da Aviação Civil da Guiné-Bissau (AACGB) José António Có, destacou que a aquisição dos referidos equipamentos de vigilância e segurança aeroportuárias, enquadra-se nas obrigações que o Estado guineense tem perante a Comunidade Internacional.

“Como sabem, a insegurança num determinado Aeroporto, engendra igualmente a inquietação nos outros Aeroportos. Portanto, a Guiné-Bissau está comprometido a fazer tudo para montar um sistema eficaz a partir do seu Aeroporto”, explanou.

Perguntado se com a instalação dos novos equipamentos de segurança, o Aeroporto de Bissau saíra da lista dos mais inseguros da Sub-região, José António Có respondeu que, o Governo conta realizar mais  acções com vista a garantia da segurança a partir do Aeroporto de Bissau.

“Isso tem a ver não só com os equipamentos, como também com as pessoas que vão tomar conta das máquinas”, considerou o DG da AACGB.

ANG/ÂC

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ANP




      Deputados aprovam OGE para 2012 com 88 votos a favor

Bissau, ANG - O Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano económico 2012, foi aprovado dia 14, pela Assembleia nacional Popular, com 88 votos favoráveis, 1 contra e uma abstenção.

Avaliado em 116.3 biliões de francos CFA, o OGE aprovado vai permitir o Governo melhorar a gestão do país. É o último orçamento da presente legislatura, iniciado em 2008, devendo o país realizar, no próximo ano, as eleições legislativas.

O orçamento apresenta um défice de 54.3 biliões, que o Governo espera com apoios da Comunidade Internacional, nomeadamente doadores e parceiros bi e multilaterais de cooperação, através de donativos, empréstimos, projectos e doações orçamentais.

Momento após a sua votação, o primeiro-ministro mostrava-se feliz, tendo declarado que a aprovação do OGE é prova de maturidade dos parlamentares e significa mais um acréscimo de responsabilidade para o Executivo, tendo em conta os desafios do contexto actual.

Carlos Gomes Júnior agradeceu a confiança, mais uma vez, dos deputados no seu Governo, à semelhança do que tem acontecido desde o início da legislatura.

O chefe do executivo sublinhou que o Executivo tudo fará para não defraudar esta confiança. “Pois, o orçamento visa fundamentalmente o fortalecimento das instituições do país, o crescimento económico, dar impulso ao desenvolvimento, promover o Estado de Direito Democrático, criar ambiente favorável ao negócio e consolidar as conquistas alcançadas, sobretudo a confiança da comunidade internacional”, esclareceu.
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O Chefe de Executivo prometeu tomar em consideração todas as contribuições, sugestões e conselhos dados durante a discussão deste instrumento de governação e prometeu reforçar as medidas de controlo e de saneamento das finanças públicas com vista a assegurar o ritmo actual, e manter confiança dos parceiros, particularmente as instituições de Brettom Wood.

O presente OGE, de acordo com o Programa do Governo, prioriza os sectores das Infra-estruturas com 14,19% do bolo; educação com 12,02%; Agricultura com 7,22% e saúde com 6,53%.
Aliás, durante o seu discurso de apresentação da proposta orçamental, o Primeiro-Ministro sublinhou que o quadro orgânico global de distribuição das despesas em termos percentuais, parece contrastar com as prioridades definidas pelo Governo em Ministérios como Finanças e Defesa, que aparentemente parecem ser mais prioritários.

“Essa disparidade é apenas aparente, visto que no caso das Finanças, a sua maior participação na despesa se deve ao facto de assumir despesas transversais a todos os sectores, tais como o pagamento de pensões, dívida interna e externa, despesas comuns, quotas de organismos internacionais, dotação provisional, entre outros”, esclareceu Cadogo Filho.

No que concerne ao sector da Defesa, o chefe de Governo sublinhou que se trata duma área onde o Executivo reafirma o seu empenho na continuidade do processo de reforma, mas, a sua elevada participação na despesa se deve ao facto de seu orçamento de funcionamento ser muito elevado em consequência do atraso na conclusão do processo de reforma.

Importa sublinhar que o presente OGE prevê o aumento salarial em 2012 aos servidores do Estado, com maior percentagem à aqueles que recebem a partir de 100.000 Francos CFA para baixo. O salário mínimo deverá situar entre 30 ou 40 mil Francos CFA, conforme as projecções.

ANG/ÂC

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Agricultura







A GB possui terra generosa e fiel para prática de agricultura

“Temos condições climatéricas e campos propícios, portanto, voltemos a nossa terra, que é generosa e que não trai, para cultivar e alimentarmo-nos” Barros Bacar Banjai, Ministro da Agricultura numa das suas intervenções no périplo que efectuou recentemente as regiões do país.


Bissau, ANG - A Avaliação da presente campanha agrícola prestes a terminar, a luz da irregularidade verificada nas precipitações deste ano e o impacto das intervenções de alguns projectos ligados a garantia da segurança alimentar que operam nas regiões do país, foram “globalmentemente” positivos, ainda que se tenha sido registado algumas dificuldades em termos de colheitas em certos locais.
 
A constatação é do Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural no final de um périplo de três dias as regiões de Biombo, Cacheu, Oio, Bafatá e Gabú acompanhado do seu Staff e pelos representantes residentes das instituições parceiras como a FAO e Banco Mundial (BM), onde teve a oportunidade de ouvir as dificuldades dos agricultores e procedeu a entrega de materiais pós-colheitas e de produção de animais de ciclo curto a algumas associações e cooperativas agrícolas, sobretudo juvenis e femininas.

A visita de avaliação de Barros Bacar Banjai teve inicio na região de Biombo, concretamente na localidade de Bissa, cuja população se queixa da necessidade do fecho da Bolanha local que a mais de 12 anos não é cultivado, por isso se encontra em avançado estado de degradação por causa da invasão de água salgada. 

Por este facto, a população de Bissa, sobretudo a feminina, optou pela horticultura, cujo rendimento lhe permite garantir o mínimo de sustento familiar, bem como cobrir as despesas sanitárias e escolares dos filhos. Em tempos, Bissa liderava a produção a nível da região, no entanto, hoje, os tempos são outros, mas mesmo assim os agricultores não querem baixar braços e esperam voltar aos tempos áureos, por isso pediram ao governo matérias para horticultura, sementes e arame para vedação dos seus campos de cultivo.

Na curta intervenção que fez na altura, o titular da pasta da agricultura informou aos presentes da preocupação do executivo perante o problema das chuvas verificado este ano, por isso mesmo a necessidade desta sua deslocação, acompanhado dos principais parceiros no sector, no intuito de registarem eventuais dificuldades e procurar soluções para as mesmas.

Explicou que apesar da situação de dificuldades registada em algumas localidades no concernente a produção agrícola, devido ao problema pluviométrica, em termos gerais as coisas foram positivas, por este facto encorajou aos agricultores de Bissa pela mudança para positiva que disse ter constatado naquela localidade.

A localidade, para alem da intervenção duma ONG local denominada Wluty no domínio da agricultura, educação, pesca, saneamento e produção de aves e porcinos, apoiada pelo executivo guineense e pelo PAM, também beneficiou de electricidade solar que ajuda no carregamento de telemóveis e movimentar alguns aparelhos importantes graças a colaboração do governo com o projecto Índia, Brasil e África do Sul (IBAS), como também as suas pistas foram reabilitadas graças ao Projecto do MADR de Apoio a Segurança Alimentar (PASA). 

“O governo está com os olhos virados para Biombo, uma das maiores em termos de produção de cerais. Quer o Presidente da República como o Primeiro-ministro recomendaram uma atenção especial para com Biombo” estimou o Ministro da Agricultura prometendo criar condições com vista a minimizar os problemas dos agricultores locais, nomeadamente o fecho, em 2012, da Bolanha de Bissa, cujo financiamento o governo já mobilizou junto do BM.

Apelou a população a colaborar com os projectos que operam na região, nomeadamente o coordenado pelo executivo, PASA, que possui duas parcelas de demonstração de técnicas melhoradas e divulgação, em melhor escala possível, de produção de batata-doce, mandioca e feijão nas localidades de Dorse e Cupedo, na mesma região. 

“Com a colheita recolhida, cada agricultor vai proceder a sua produção no próximo ano para alimentar o seu agregado familiar”, explicou o Coordenador do PASA que esclareceu que a distribuição de sementes fora feita de forma gratuita, bem como prometeu o apoio do projecto na criação de fontenários para facilitar a irrigação aos campos.

As Bolanhas de Cupedo e Dorse, numa extensão de perto de 180 hectares beneficiarão de melhoramento hidroagrícola nos tempos vindouros, anunciaria ainda Aníbal Pereira que justifica isso como forma para facilitar a questão da gestão de água. Em geral o PASA pretende criar cerca de 20 hectares de campos de horticultura, sendo 10 em Biombo, 5 na região de Gabú e igual número em Tombali.

Entretanto, na mesma ocasião, o Ministro da Agricultura procedeu a entrega as associações de mulheres horticultoras das tabancas de Cupido e Dorse de um conjunto de materiais de horticultura constituído por regadeiras, ancinho, pás, baldem, enxadas, redes de vedação entre outros.

Quer os beneficiários na voz dos representantes das mulheres, jovens e as autoridades tradicionais de Biombo, este último na pessoa do Regulo Casma Có elogiaram o executivo pelo que esta a fazer em prol da região, sobretudo no domínio agrícola e aproveitaram para reforçar o pedido sobre construção de escolas e fecho de algumas Bolanhas.

O Ministro disse ter tomada nota de tudo e prometeu que o governo vai cumprir com a promessa eleitoral no que toca a reabilitação de pistas rurais, recuperação de Bolanhas e incentivo a horticultura, e lembrou que neste domínio, a região poderá em breve estar em condições de produzir batatas para o consumo próprio. Anunciou que os agricultores de Ondame, através da respectiva associação irão beneficiar também de mesmos materiais.

Enfim, Barros Bacar Banjai frisou que Biombo é uma região cuja maioria da população mais se dedica a agricultura, e que possui grande prática na arte de tecelagem, que a nível da costa ocidental da África suscita muita concorrência. “Com a agricultura, a fome e pobreza serão combatidas”.

A visita prosseguiu para a região de Cacheu, na cidade de Canchungo onde opera uma Cooperativa Agro-pecuária de Jovens Quadros (COAJOC) que se dedica a produção agrícola e criação de aves, para além de intervenções em outras áreas sócias. A organização recebeu do Ministro da Agricultura um kits de materiais para produção avícola, moinhos, placas de painéis solares e respectivas baterias, entre outros.

Na ocasião, Barros Bacar Banjai enalteceu a COAJOC sublinhando que é um exemplo para o associativismo juvenil ao nível do país, por isso mesmo, prosseguiu, é preciso encoraja-la neste caminho muito importante para a Guiné-Bissau, em termos de resposta que se queira dar a situação da insegurança alimentar.

“Isso quer dizer, aproveitar-se da agricultura, produção local e proceder ao abastecimento as nossas populações”, indicou o MADR que esclareceu que esta organização independentemente da forma moderna em que efectua suas actividades agrícolas também apoia as populações, através de actividades de capacitação no domínio agrícola.

Gabou a experiencia detida pelo COAJOC no domínio da agricultura e sugeriu que a mesma deve começar a ser exportada para outras regiões do país, por isso exortou aos membros desta organização a prosseguirem na senda actual.

O ministro disse que, a parte do que teve oportunidade de inteirar-se através de informações em brochuras e relatórios, a sua visita é para constatar “In loco” das actividades do COAJOC, como também de encorajar os seus membros, através de oferta de kits agrícolas como forma de minimizar as dificuldades decorrentes do roubo de que a organização fora vitima na parte da sua produção avícola.

Na ocasião, Barros Banjai transmitiu um recado do Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior em que este manifesta a sua disponibilidade em apoiar a juventude como força activa para catapultar o sector para outros patamares e convidou a COAJOC a juntar-se na execução do projecto do governo para a produção de arroz financiado pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), cujo inicio está previsto para 2012.

“Neste projecto fez-se uma referência a COAJOC, que em conjunto com a RENAJ (Rede Nacional das Associações Juvenis) e o CNJ (Conselho Nacional da Juventude), que já expressaram sua vontade na produção de arroz, poderiam fazer muita coisa” estimou o governante que solicitou ao COAJOC a transmitir suas experiencias, não só na região como em todo o país.

Disse que o seu Ministério se sente bastante encorajado com a COAJOC que considerado de “um exemplo a seguir” e “coisa positiva a apropriar-se”, por isso está em curso exercício de parceria entre esta organização com o Projecto de Reabilitação do Sector Agrária e Rural (PRESAR), que forneceu um lote de equipamentos e matérias para a produção, para alem de apoios técnicos fornecidos pelo seu pelouro.

Lembrou que a chuva iniciou relativamente muito tarde esta época e teve uma interrupção bastante precoce, pelo que a Guiné-Bissau, enquanto país frágil não se encontra “aparelhado” para fazer face a situação. “Não é por acaso que estamos a encarar a possibilidades de avançar com aplicação de novas agro-tecnicas, ainda que seja onerosa, nomeadamente infra-estruturas para irrigação numa amplitude média”, sugeriu o ministro que elogiou que o país possui condições naturais favoráveis a esta prática.

Por sua vez, o representante residente do FAO na Guiné-Bissau corroborou as palavras de Barros Bacar Banjai, no que diz respeito a felicitação da direcção do COAJOC pela iniciativa, dinamismo e empreendimento, bem como apoio que tem dado aos agricultores daquela zona.

Arlindo Bragança Gomes classificou a organização como “uma grande referência” no país e manifestou a sua convicção de que o trabalho destes “jovens quadros” deve ser conhecido através doutras regiões para que outros púberes possam inspirar para encontrar solução aos seus problemas.

“A tendência que existe no mundo é de ficar a espera da protecção do Estado” criticou Arlindo Bragança Gomes que elogiou a iniciativa da COAJOC que demonstra que existem saídas alternativas para vários problemas que afrontam as populações, tendo acrescentado que o desenvolvimento da agricultura no país passa pela sua mecanização, associada ao trabalho manual e a capacidade técnica do agricultor em executar as suas tarefas.

A concluir, manifestou sua convicção de que o périplo em curso vai permitir a delegação ter um conhecimento mais aprofundado sobre o que tem sido as realizações no terreno, o alcançar das expectativas das populações e dar ao MADR a dimensão do que lhe espera, enquanto reitor do desenvolvimento agrícola do país.

“A questão das chuvas é um problema bastante sério. Mas, é necessário ter imaginação para, paulatinamente, adoptar medidas de trabalhos de engenharia que nos permitam estar preparados para eventualidade da sua falta”, constatou lembrando que não se deve depender a 100 por cento das precipitações e ofereceu o apoio da sua organização na mobilização de recursos financeiros para que a segurança alimentar seja uma realidade na Guiné-Bissau.

O Director Executivo da COAJOC aludiu que a sua organização é um compromisso de trabalho de mudança paulatina e disse que a visita da delegação conjunta do MADR e FAO serve de encorajamento aos seus membros, que se vêm assim recompensados dos esforços desprendidos e de prosseguir nas etapas seguintes com vista atingir o patamar pretendido.

A COAJOC conta com duas áreas de implementação de experiencias; Administração e demonstração, que alberga uma loja e um centro de transformação e processamento de produtos locais, incluindo sementes produzidas com apoio do projecto PRESAR, e unidade de produção, este ultimo onde se encontra montado unidades de ensaios. Possui uma rádio comunitária para sensibilizar a população local sobre os seus trabalhos e anunciou para breve a criação de uma televisão comunitária, cujas obras já estão em curso.

A primeira etapa da deslocação de Barros Bacar Banjai ao interior do país passou ainda pela cidade de Bula, onde esta em curso obra de construção de um mercado comunitário com capacidade para albergar 300 utentes, por forma aliviar a população na comercialização dos seus produtos e atrair o “lumo” local que, até aqui, é feito no centro da praça daquela cidade, criando assim constrangimentos a circulação rodoviária.

O mercado, constituído por três pavilhões, divididos respectivamente para venda de produtos agrícolas, roupas usadas e géneros alimentícios, foi financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em cerca de 30 milhões de francos CFA e as obras executadas pelo PRESAR terminam em Janeiro próximo, segundo Bernardo Mancabu, responsável de reabilitação de infra-estruturas do mesmo projecto ligado ao MADR.

O dia terminaria em Bissorã, localidade aonde o governante visitou a unidade de transformação de madeiras em torro ali instalada, tendo sido informado pelos responsáveis locais do seu funcionamento e das dificuldades com que deparam, nomeadamente na concorrência desleal de outras unidades instaladas clandestinamente no meio das florestas. O centro avícola local recebeu também a visita da delegação.

Em jeito de balanço preliminar, o ministro manifestou sua satisfação pelo que viu na região de Biombo, passando pela de Cacheu e terminando em Oio, pois a reabilitação de algumas pistas rurais nestas três localidades, quase que já estão concluídas, para alem de obras de construção de mercados comunitárias e armazéns agrícolas.

De acordo com este responsável, os desafios que o país deve fazer face são sérios, pelo que, devido a sua fragilidade, deve começar a produzir seu próprio alimento, sobretudo nesta circunstância em que possui todas as condições naturais para o fazer.

O ministro indignou-se pelo facto do país não estar em condições de produzir, pelo menos, 80 por cento do arroz, produto que constitui a base do “prato” do guineense e indicou que é no sentido de inverter este quadro dramático que o seu pelouro criou 4 “grandes” projectos de segurança alimentar, conceito que se subentende como disponibilidade física e acesso aos alimentos.

O governante assumiu que tal iniciativa visa criar condições para que todos tenham acesso ao que comer para se desenvolver e apontou que a situação actual demonstra que o país já esta a produzir com meios próprios para garantir a tal segurança alimentar. 

Prometeu mais apoios do seu ministério, nomeadamente na criação de infra-estruturas tais como pistas para escoamento de produtos de grandes centros de produção para os pólos de comercialização.

“É um circuito a instalar para facilitar os camponeses não só em termos de produção e consumo, mas também criar excedente a colocar no mercado”, adiantou Barros Bacar Banjai que informa que estruturas desta realização já se encontram instaladas nas regiões do país.

Sobre a possibilidade de irrigação, como forma de suplantar a questão de insuficiência ou irregularidade das precipitações que se constatam a cada ano, devido aos problemas ambientais, o ministro frisou que este método é uma possibilidade, dado que o país possui muita água e terras para a lavoura.

Prometeu que com apoio de parceiros, o MADR vai começar brevemente a ensaiar a irrigação de Bolanhas de arroz e a técnica conhecida por “gota à gota”, tal como a instalada no campo agrícola de COAJOC em Canchungo, experiencia que se espera venha a ser transladada para outras zonas agrícolas.

No entanto, advertiu que dado o aumento populacional a necessidade de consumo de produtos de primeira necessidade também seguem nas mesmas proporções, por isso é necessário ter um perfil nutricional no país que responda aos padrões de consumo de calorias iguais a outras nações.

“Precisamos trabalhar para nos alimentar, pois existem competências e capacidades para transferir as comunidades pelos projectos em curso para que os camponeses possam continuar, de forma durável, a praticar a sua agricultura”
(Continua)
ANG/JAM