terça-feira, 31 de julho de 2018

CEDEAO / CEEAC


Chefes de Estados e governos adoptam Declaração de Lomé sobre a paz e               segurança

   
Bissau, 31 Jul 18 (ANG) - A Cimeira conjunta da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), realizado segunda-feira na capital togolesa, adoptou a Declaração de Lomé sobre a paz e a segurança nas duas regiões.

"Os Chefes de Estado enfatizaram a necessidade de uma cooperação aprimorada e efetiva entre as duas comunidades. Assim, eles adoptaram a Declaração de Lomé sobre a paz, segurança, estabilidade e a luta contra o terrorismo e o extremismo violento em espaços CEDEAO / CEEAC ", a declaração final lido no final desta cimeira conjunta.

"Os Chefes de Estado também se comprometem a cooperar pela paz e estabilidade em ambas as regiões. Eles colocarão em prática um mecanismo de alerta antecipado de ameaças ", refere o documento.

Os chefes de Estado decidiram reunir-se anualmente, à margem da Cimeira da União Africana (UA) e organizar agora a cada dois anos, a Cimeira Conjunta CEEACO / CEEAC.

O próximo encontro está previsto para 2020 em N'djamena (Chade).

Os 15 países membros da CEDEAO são Benin, Burkina Faso, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Costa do Marfim, Serra Leoa, Togo e Cabo Verde.

Os 11 membros dos países da CEEAC são Angola, Burundi, Camarões, República Centro Africano, Congo - Brazzaville, na República Democrática do Congo, Gabão, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Ruanda e Chade.
ANG/MAP

Saúde


Unicef e OMS alertam que 78 milhões de bebés não são amamentados na primeira hora após parto

 
Bissau, 31 Jul 18 (ANG) – Cerca de 78 milhões de bebés (60 por cento do total) não são amamentados na primeira hora de vida, aumentando o risco de morte e de doença, alertaram hoje a Unicef e a Organização Mundial de Saúde num novo estudo.
As organizações notam que a maior parte destes bebés nasce em países de rendimento baixo e salientam que mesmo uma demora de algumas horas na amamentação após o nascimento pode colocar as crianças em risco de vida.
O contacto pele com pele na amamentação estimula a produção de leite nas mães, incluindo o colostro, rico em nutrientes e anticorpos, chamado a “primeira vacina” de um bebé.
As taxas de amamentação na primeira hora após o nascimento são mais altas na África Austral e do Sul (65 por cento) e mais baixas no leste da Ásia e Pacífico (32 por cento), refere-se no relatório.
Em países como o Burundi, Sri Lanka e Vanuatu, 90 por cento dos bebés são amamentados na primeira hora, enquanto no Azerbaijão, Chade e Montenegro, só dois em cada dez são amamentados.
O director-geral da OMS, Tedrso Adhanom Ghebreyesus, salientou que “a amamentação é o melhor começo de vida possível” e defendeu que é preciso as famílias, sistemas de saúde, patrões e governos apoiarem as mães para “darem aos filhos o começo que merecem”.
No relatório, chamado “Capturar o momento”, elencam-se razões que fazem demorar o primeiro aleitamento, como diferenças nos cuidados às mães e recém-nascidos.
Em muitos casos, os bebés são separados das mães imediatamente após o nascimento e não é a presença de pessoal qualificado a assistir aos partos que afecta a frequência da amamentação após o nascimento.
Práticas como dar aos recém-nascidos leite preparado, mel ou água açucarada ainda contribuem para adiar o primeiro contacto do bebé com a sua mãe.
Outro factor é o aumento de cesarianas, que em países como Egipto mais do que duplicaram entre 2005 e 2014, de 20 por cento para 52 por cento, enquanto a percentagem de bebés amamentados desde logo desceu de 40 por cento para 27 por cento.
Estudos anteriores citados no documento agora divulgado mostra que os recém-nascidos que foram amamentados entre as duas e as 23 horas a seguir ao parto tinham 33 por cento mais riscos de morrer do que os que foram amamentados antes.
Entre os recém-nascidos amamentados a partir do dia seguinte ao nascimento, o risco duplicava.
No relatório apela-se aos governos, doadores e decisores para que adoptem medidas legais fortes para restringir a publicidade de leite preparado para recém-nascidos e outros substitutos do leite materno. ANG/Inforpress/Lusa

ANP


Primeiro-ministro pede provas sobre aumento do tráfico de drogas 


Bissau,31 Jul 18 (ANG) - O primeiro-ministro, Aristides Gomes, pediu domingo ao líder do parlamento, Cipriano Cassamá, para apresentar provas e estratégias de combate ao tráfico de droga que disse estar a aumentar no país.

"Nós gostaríamos que essa pessoa que citou [Cipriano Cassamá] ponha à disposição das autoridades nacionais e estrangeiros os dados de que dispõe para que se possa colaborar na resolução do problema", afirmou Aristides Gomes, em declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, à chegada de uma visita de dois dias à Guiné-Conacri.

Ao discursar numa sessão parlamentar na passada quarta-feira, Cipriano Cassamá, que não citou nomes, disse que o tráfico de droga voltou ao país e pediu que se parasse com o que considera de anarquia na Guiné-Bissau.

Cassamá questionou a "quantidade de aviões que chegam ao país", assinalando que se trata de venda de droga.

Confrontado com aquelas declarações, o primeiro-ministro guineense admitiu que "há dificuldades nessa matéria", mas pediu a quem tiver provas que colabore com as autoridades.

"Que eu saiba fui a primeira autoridade da Guiné-Bissau a denunciar, a fazer uma análise e apresentar propostas concretas sobre essa matéria", assinalou Aristides Gomes, sem nunca referir a palavra droga. ANG/Lusa

segunda-feira, 30 de julho de 2018

ANP


Deputados debatem ante-projecto lei de quota mínima de 40 por cento das mulheres nas instâncias de decisão

Bissau,30 Jul 18 (ANG) – Os deputados debatem hoje o Ante-projecto lei de quota mínima de 40 por cento das mulheres nas instâncias de tomada de decisão, nomeadamente nas estruturas sociais, políticas, económicas e culturais.
 
A referida lei foi elaborada pela Plataforma das Mulheres em colaboração com outras organizações das mulheres apoiadas pelas Nações Unidas, União Europeia e que agora está em debate  no hemiciclo guineense.

A Lei obriga aos partidos políticos a incluir nas suas listas de candidaturas a deputado 40 por cento de mulheres, para garantir que a camada feminina esteja representada no parlamento significativamente. 

A proposta de  40% dos assentos serem ocupados por mulheres foi apresenta pela deputada Martina Morreira Moniz, da bancada do PRS.

Segundo um documento à que a ANG teve acesso , actualmente as mulheres têm uma representação de 13,73 por cento no parlamento, e na África subsariana  a percentagem de mulheres é de 23,6 por cento.

Momentos antes da sua apresentação ou seja antes da Ordem do Dia, os deputados levantaram algumas questões relacionadas com problemas que afectam os guineenses, nomeadamente a falta de água potável em quase todas as regiões, de pessoal médica nos centros de saúde, de manutenção das estradas e dos postos públicos de iluminação solar.

 Os deputados pediram ainda  esclarecimentos sobre o caso Leopoldo da Silva, deputado que havia sido detido por algumas horas, no ano passado, pelas autoridades senegaleses, no posto de controlo fronteiriço do Norte.

Ainda pediram explicações sobre a obrigatorieade de pagamento de mil francos cfa a cidadãos que se deslocam ao Senegal e a Gâmbia.

Pediram igualmente a desconcentração dos serviços de produção de Bilhete de Identidade, bem como da caixa de pagamento da emissão de  passaportes .

Reagindo as preocupações dos deputados, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Agnelo Regalla garantiu que a questão do pagamento nos postos de controlo de Senegal vai ser analisada a nível dos dois governos para se pôr fim à  prática que considera de ilegal.

Em ralação as preocupações levantadas sobre a energia electrica, saúde Regala prometeu transmiti-las aos ministros das respectivas áreas.

ANG/LPG/ÂC//SG