quarta-feira, 27 de julho de 2022

        Rússia/Gazprom cortou 20% do abastecimento de gás à Alemanha

 Bissau, 27 Jul 22(ANG) – A empresa de gás russa Gazprom reduziu hoje “por motivos técnicos” o abastecimento à Alemanha correspondente à quinta parte da capacidade do gasoduto Nord Stream, indicam os dados publicados no portal oficial da companhia.

A redução do fluxo de combustível russo começou às 09:00 em Moscovo (05:00 em Bissau) e segundo as informações que constam do portal o volume diário de abastecimento à Alemanha, pelo Nord Stream, vai ser de 33 milhões de metros cúbicos.

De acordo com a agência federal de redes alemã (Bundesbetzagentur), o corte que se verifica a partir de hoje é uma “estratégia de guerra” por parte de Moscovo e rejeitou a justificação técnica referida pela Gazprom.

As explicações de Moscovo sobre a redução de 20% (capacidade de envio) “não são realistas”, disse o responsável pela Bundesnetzagentur, Klaus Muller, em declarações à rádio Deustchlandfunk.

A autoridade alemã confirmou hoje de manhã que se verifica a redução esperada e que corresponde “a metade” do que estava a ser abastecido nos últimos meses.

Em concreto, estão a fluir desde as 09:00 (hora de Moscovo), 1,28 metros cúbicos de gás por hora, tal como tinha anunciado a Gazprom que justifica a redução com trabalhos de manutenção assim como falhas numa turbina.

O corte ocorre depois de o serviço ter sido retomado na semana passada, após 10 dias de interrupção total devido, segundo Moscovo, a serviços de manutenção.

O chanceler alemão, Olaf Scholz e o ministro da Economia, Robert Habeck, disseram que “não há obstáculos” de ordem técnica para que se verifica o fluxo regular de gás russo através do Nord Stream.

Habeck tem acusado Moscovo de utilizar o abastecimento de gás como “arma de guerra”.

No passado mês de Fevereiro, quando começou a nova campanha militar da Rússia contra a Ucrânia, o abastecimento russo correspondia a 55% do total das importações de gás que a Alemanha recebia, um valor que no final de Junho baixou para 26%.

Habeck mantém o objectivo de conseguir até ao dia 01 de Novembro o armazenamento de 95% dos depósitos para garantir segurança energética durante o próximo inverno. Actualmente, os depósitos alemães encontram-se com 64,4% da capacidade, de acordo com o governo. ANG/Inforpress/Lusa

 

terça-feira, 26 de julho de 2022

Vias urbanas de Bissau /Ministério de Obras Públicas pretende terminar obras de infraestruturas rodoviárias até dezembro do ano em curso

Bissau, 26 jul 22 (ANG) O Ministério das Obras Públicas, através da Direção-Geral, até as obras de infraestruturas visadas, em curso de dezembro deste ano.

Em entrevista à ANG nesta terça-feira, Braima Djassim garantiu que, em relação à relação daqui a dezembro, muitas vias mudarão daqui a dezembro, adiantando que uma cidade das metas a atingir é requalificar  a cidade de Bissau até às legislativas legislativas.

Sem identificar,Djassi disse que existem muitos projetos, e espera que até a infra-estação haja progresso em relação às infra-estruturas de curso.

Aquele responsável referiu que, de momento, estão em curso algumas obras dentre as quais, a da reabilitação da estrada via Sitec, Quelelé-Bor, Bissau-Safim e  Bissau-velha.

“Em relação a Bissau-velha, queremos fazer esta obra para podermos salvaguardar a história da Guiné-Bissau e sua capital. Por isso, queremos melhorar essas ruas, melhorar a iluminação, a drenagem e até as pinturas das casas para que possam  ser mais apreciáveis ​​pelos turistas, tal como eram no tempo colonial. das Coisas Públicas e Urbanismo está a pensar em fazer voltar coisas boas da parte da cidade .

Perguntas que provavelmente ocorrerão conta das estradas,, estudos preliminares, provavelmente, terão ocorrido conta das estradas, estudos preliminares, que provavelmente não tiveram uma noção que sai clara da hidráulica das chuvas dos bairros para  desaguar para a estrada.

“Nesse águas, podem-se fazer valetas, mas vão os seus redicionamentos não podem dar   banhos de águas, e essas águas ainda vêm com muitas outras coisas sobretudos”, salientou.

Djassi referiu   que tudo isso dificultou a evacuação das   águas  através das valetas, frisando que, o estudo foi feito, mas que, talvez, houve um descuido ou esquecimento de que  todas as águas que vêm da bacia entre a cidade e o  Centro Comercial Santy devem ser consideração em consideração para os efeitos da evacuação, sem por causa da circulação rodoviária.

Braima Djassi disse que o desejo do seu Ministério era de fazer algo diferente antes do final desta legislatura de 4 anos para poder encorajar o próximo governo a fazer mais.    

“Garanto contudo que todas as nossas aspirações em termos de infraestrutura não vão ser apresentadas em quatro  anos, mas a cidade de Bissau vai conhecer o progresso nas suas rodoviárias até Dezembro”, prometeu.

Braima Djassi destacou que como mencionados obras foram financiadas na sua pelo governo guineense. ANG/DMG/ÂC//SG

Moçambique/Empresa estatal de hidrocarbonetos diz que o país pode ser alternativa ao gás russo

Bissau, 26 Jul 22 (ANG) – A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), detida pelo Estado moçambicano, admitiu hoje a hipóteses de o país responder às crescentes necessidades de gás na Europa, devido à incerteza em relação ao fornecimento russo, na sequência da invasão da Ucrânia.

“Com a situação da guerra na Ucrânia, o mercado europeu aumentou a demanda por gás. Uma das formas de acelerar para que o nosso gás chegue aos mercados é usar uma segunda plataforma flutuante similar à que já está aqui em Moçambique”, disse o administrador executivo comercial da ENH, Pascoal Mocumbi Júnior, citado hoje pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Mocumbi Júnior afirmou que uma segunda plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito iria juntar-se a uma infraestrutura idêntica, que já existe nas águas moçambicanas, caso o país tivesse que ser parte da solução para o défice energético provocado pela guerra Rússia-Ucrânia.

O tempo de construção de uma eventual segunda unidade flutuante seria de três anos, menos dois anos em relação ao tempo que durou a construção da unidade que já arrancou com o carregamento de hidrocarbonetos, como forma de ganhar tempo e acelerar a produção do gás, acrescentou.

“Com a quantidade de gás existente em Moçambique, o país, automaticamente, se posiciona como uma alternativa para suprir a necessidade existente atualmente e quanto mais rápido o país conseguir colocar o seu gás no mercado, maior será a possibilidade de tirar vantagens da atual crise provocada pelo conflito Rússia-Ucrânia”, destacou.

 Na última semana, o embaixador cessante da União Europeia (UE) em Moçambique defendeu que o gás natural de Cabo Delgado está entre as alternativas no plano da Europa de diversificar fontes de energia face às limitações provocadas pela invasão russa da Ucrânia.

“O gás de Moçambique, com a presença de grandes companhias multinacionais europeias, tem agora um valor ainda mais importante e estratégico”, declarou Sánchez-Benedito Gaspar, em entrevista à Lusa em Maputo.

Segundo o diplomata, com a invasão russa da Ucrânia, a Europa chegou à conclusão de que “não pode confiar no parceiro antigo [a Rússia, entre os maiores exportadores de gás no mundo], que é autoritário e usa o gás como instrumento de guerra”, estando a envidar esforços para garantir fontes alternativas.

“Temos adotado uma nova estratégia na Europa, designada “RePower EU”, que tem vários elementos […] No que diz respeito ao gás, que é considerado uma energia de transição, estamos a procurar fornecedores alternativos […] Moçambique está entre as alternativas”, frisou Sánchez-Benedito Gaspar.

Embora o gás dos três projetos até agora aprovados já tenha destino, Moçambique dispõe de reservas comprovadas de mais de 180 triliões de pés cúbicos, segundo dados do Ministério dos Recursos Minerais e Energia. ANG/Inforpress/Lusa

 

Saúde/Ministro declara que Centro de Hemodiálese não pode estar no Hospital Simão Mendes

Bissau, 26 Jul 22 (ANG) – O ministro da Saúde Pública afirmou que o futuro Centro de Hemodiálese não pode estar num hospital como o Simão Mendes, devido à riscos de infeção que acarreta.

Dionicio Cumba  falava hoje em entrevista à Agência de Notícias da Guiné(ANG), sobre as expectativas de o país dispor de um Centro de Hemodiálese, há muito aguardado.

"A ideia que temos é que o futuro Centro de Hemodiálise não pode estar dentro de um hospital como o Hospital Nacional Simão Mendes, porque o risco de infeção que um paciente de hemodiálese vai ter no espaço onde circula é muito alto”, disse.

O  que se pode fazer, segundo Cumba,  no hospital Simão Mendes e nos seus potenciais serviços, onde haja  doentes com insuficiencia renal aguda, é arranjar  uma sala com camas que têm cadeiras de hemodiálise, nomeadamente nos Serviços de Urgência,  de Cirurgia, Medicina Interna e outros.

O governante disse que o Centro tem que estar fora do Simão Mendes com estrutura própria e construido de raiz. “E ao lado do centro, ter  uma residência para os doentes que saiem de regiões do interior dso país, em estado agúdo e que não têm família em Bissau para fazerem seus percursos de hemodiálise”, acrescentou.

Dionísio Cumba sublinhou que o resultado final da Hemodiálese leva ao transplante de rins , o que, segundo as suas palavras,  a Guiné-Bissau está longe de chegar, porque exige um conjunto de intervenções  que têm que ser feitas antes do processo de transplante, sobretudo no que toca com o cadáver ou as pessoas em vida, onde a mãe pode dar para filho ou vice versa, caso são compatíveis.

Cumba disse que o projeto vai levar ainda um pouco de tempo para se concretizar, porque tem que ser criadas as condições básicas em termos logistícas e de  infraestruturas.

Para o funcionamento do Centro propriamente dito, Dionísio Cumba realçou que tudo vai depender de financiamento, frisando   que, em termos de formação dos técnicos, não deve haver grandes problemas  e diz  que pode durar  cinco ou seis meses, para formar os enfermeiros que vão trabalhar no Centro de Hemodiálise, e para médico nefrologista, um ano.

"Durante o encontro que vamos ter com a missão da Agência de Cooperação Brasileira, cuja chegada está prevista para 01 de Agosto, vamos perceber  a disponibilidade do Brasil, em termos de financiamento do Centro  e apartir daí poderemos ver  qual será  a dimensão do Centro e se o financiamento vai nos permitir tê-lo”, explicou.

Segundo o  ministro da Saúde  já foi identificado um  espaço, em Antula, para construção de raiz do referido Centro.

 “O importante neste momento é prevenir-se de todos os factores de risco que levam a insuficiência renal, a hipertensão, diabetes e outras, que nos últimos tempos aumentaram muito no país”, disse Dionísio Cumba em entrevista à Agência de Notícias da Guiné(ANG). ANG/MI/ÂC//SG

     Rússia/MNE  destaca papel crescente de África na política externa

Bissau, 26 Jul 22 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirmou hoje, terça-feira, durante uma visita ao Uganda, que o papel de África na política externa russa está a aumentar, enquanto os contactos com o ocidente estão a diminuir.

"O papel do continente africano na nossa política externa irá aumentar e aumentará significativamente. Isto irá acontecer independentemente do que acontecer nas relações com o ocidente", disse Lavrov, numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente ugandês, Yoweri Museveni.

O chefe da diplomacia russa, que chegou ao Uganda vindo da República do Congo, foi citado pela RIA Novosti como afirmando que o papel de África está a crescer devido aos interesses da Rússia a longo prazo, e não a curto prazo, na região.

O Presidente russo, Vladimir Putin, salientou também o aumento dos contactos russos com países africanos nos últimos meses, o que levou a um aumento de 34% no comércio bilateral com o continente.

"Estamos numa nova fase de desenvolvimento e atribuímos grande importância às nossas relações com os países africanos", disse o chefe do Kremlin.

O chefe de Estado senegalês e actual presidente da União Africana (UA), Macky Sall, apelou no mês passado aos países ocidentais para que levantassem as sanções que impedem a exportação de trigo e fertilizantes russos, após um encontro com Putin para abordar os efeitos sobre África da guerra da Rússia na Ucrânia.

Na semana passada, a UA saudou o acordo assinado pela Rússia e pela Ucrânia para permitir a exportação de cereais ucranianos dos portos do Mar Negro e apelou novamente a um "cessar-fogo imediato". ANG/Angop

 

Saúde/”O projecto de implementação do Centro de Hemodiálise ainda se encontra na fase de elaboração”, diz  ministro da Saúde   

Bissau, 26 Jul 22 (ANG) – O ministro da Saúde Pública afirmou que ainda não existe a data para o arranque do Centro de hemodiálise no país, porque o respetivo projeto ainda está na  fase de elaboração.

Dionisio Cumba falava em entrevista à ANG sobre as expectativas de se  inaugurar um centro de hemodiálise, que muita falta faz ao país, e diz  que o referido projeto é muito grande pelo que precisa ser pensado “muito bem” para ter sustentabilidade.

"Se não for bem pensado pode se repetir o  ocorrido em 2014, em que foram arranjadas  máquínas e colocadas no hospital Simão Mendes mas o projeto não arrancou, e todos os materiais foram deitados no lixo porque eram todos de plástico”, sustentou  o governante.

Dionísio Cumba disse que o hemodiálise é uma das preocupações  do  Presidente da República ,que na visita  ao Brasil recebeu  a promessa do seu homólogo brasileiro, no sentido de apoiar para que exista um Centro de hemodiálise no país.

Disse que estão a trabalhar  para que o projeto de  criação de um centro para o efeito seja uma realidade.

Revelou que, de momento, já receberam três propostas de parceiros  interessados em apoiar, nomeadamente do Irão, Portugal e do próprio Brasil, e cujo os dossiês estão sendo tratados através de canais diplomáticos.

Segundo Dionísio Cumba,    uma missão da Agência de Cooperação Brasileira deve estar em Bissau de 01 à 05 de  Agosto  para analisar com as autoridades sanitárias aspetos técnicos   necessários para o avanço do projeto.

Para aquele reasponsável,  hemodiálise não é só pôr uma maquína, liga-lá ao doente e filtrar seu sangue. Disse que exige  um conjunto de situações que começa com formação de quadros, nefrologistas, enfermeiros, higienistas, técnicos de laboratório,  um conjunto de profissionais para trabalhar a volta da hemodiálese.

"Tem que ser construida uma estrutura para poder albergar as pessoas não só  de internamento mas também de alojamento porque vai ter pacientes vindos de diferentes zonas e que precisarão  de um lugar para ficar, e no leque dos profissionais têm que ter  médicos cirurgiões, porque os doentes de hemodiálise precisam sempre ser canalizado através da veia”, disse.

Acrescentou que vai ser preciso  ter  cirurgiões capazes de fazer operações de fístulas que vai durar mais tempo.

Dionicio Cumba salientou que, em termos de infra-estrutura, tem que haver um espaço para internamento e alojamento durante o período em que o paciente vai ficar para tratamento, acrescentando que os pacientes de himodiálise são de natureza carrenciados que precisam ter bons logistícas para não faltar o tratamento.

Cumba disse que as pessoas com problema de hemodiálise também precisam do suporte de alimentação e que devem evitar qualquer ambiente onde há risco de infeção.

Por outro lado, sustenta que deve haver equipamentos de ponta nos seus tratamentos para não criar problemas durante o período de hemodiálise.

“O Centro de Hemodiálise deve ter equipamentos fáceis  de utilizar e de limpar e também ter um laboratório de análise clínica que vai permitir com que qualquer situação de febre do paciente, que  seja detetado de imediato”, afirmou.

O ministro da Saúde disse que, em todo este aspetos existem  componentes importante que é ter materiais sempre disponíveis e criar um circuito de fornecimento contínuo, onde não pode faltar isto mais aquilo ou seja fazer tudo funcuionar.

A Guiné-Bissau não dispõe de nenhum centro de hemodiálise pelo que os pacientes com necessidades relacionadas, se puderem recorrem ao estrangeiro para tratamento.ANG/MI/ÂC//SG

     EUA/FMI mantém crescimento de 3,8% em África este ano e 4% em 2023

 Bissau, 26 Jul 22(ANG) – O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve hoje a previsão de crescimento para a África subsaariana nos 3,8% este ano e 4% em 2023, salientando que as perspetivas por país mantêm-se “inalteradas ou positivas”.

“As perspectivas de evolução dos países no Médio Oriente e Ásia Central e na África subsaariana continuam, em média, inalteradas ou positivas, refletindo os efeitos dos elevados preços dos combustíveis fósseis e dos metais para alguns países exportadores de matérias-primas”, lê-se na atualização do relatório sobre as Perspectivas Económicas Mundiais, hoje divulgado em Washington.

Para as duas maiores economias da África subsaariana, a Nigéria e a África do Sul, o FMI mantém o crescimento da Nigéria em 3,4% este ano e sobe uma décima na estimativa de expansão económica no próximo ano, agora de 3,2%, ao passo que para a África do Sul, a previsão melhora de 1,9% para 2,3% este ano e mantém nos 1,4% para 2023.

Numa actualização muito dominada pelos efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia, o FMI alerta que “os países de baixo rendimento, cujas populações já estavam a passar por uma grave má nutrição e mortalidade em excesso antes da guerra, especialmente na África subsaariana, tiveram um impacto particularmente severo”.

Na altura da divulgação das Perspectivas para a África subsaariana, no final de Abril, o conselheiro do Departamento Africano do FMI Alex Segura disse, em entrevista à Lusa, que o impacto da guerra na Ucrânia era “muito negativo e muito grave em África”, devido às vulnerabilidades já existentes.

“O impacto em África da guerra na Ucrânia é muito negativo, é muito grave, porque os países de baixo rendimento já tinham mecanismos mais limitados para lutar contra a pandemia de covid-19, e tiveram um choque importante, com mecanismos muito menos desenvolvidos do que os países avançados para gerir a pandemia”.

Agora, continuou o conselheiro do departamento africano, “chegam numa situação de grande vulnerabilidade, e a preocupação principal do FMI é o aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares”, algo que se veio a verificar de forma muito significativa desde então.

A Ucrânia e a Rússia são dois dos principais produtores de cereais, nomeadamente trigo, que é a base da alimentação em vários países africanos, nomeadamente do norte do continente. ANG/Inforpress/Lusa

 


Desporto-futebol/
Benelívio Insali nega que tenha assaltado à direção dos Balantas de Mansôa para exercer funções de administrador do clube

Bissau, 26 Jul 22 (ANG) – O comentarista desportivo Benelívio Cabral Nancassa Insali negou que tenha usurpado poderes da direção do Clube de Futebol “Os Balantas de Mansôa”para exercer funções de administrador interino, contrariando as acusações que lhe foram feitas por elementos dessa direção, que alegadamente se demitira em bloco.

Em conferência de imprensa realizada no último fim de semana, em Mansôa, Nancassa Insali  apresentou  documentos que diz serem comprovativos do acordo de demissão em bloco dessa direção, assinado por todos os seus elementos e por Pierre Gomis Mendy, que, em consequência dessa demissão , passou a exercer as funções de administrador interino dos “Balantas de Mansôa”.

Nancassa diz que, por solicitação de Mendy, emigrante em França, assumiu as funções interinas de administrador do clube em representação deste.

A Direção   dos CF Os Balantas de Mansôa promoveu recentemente uma conferência de imprensa, na qual, Mussa Sani acusou o comentarista desportivo Benelívio Cabral Nancassa Insali de ter usurpado os poderes da  direção do clube, exercendo funções diretivas sem que haja um acordo para o efeito.

“Fui solicitado por um dos membros da direção cessante para assumir  o clube, que na altura vinha de maus resultados na  presente época desportiva, vencida pelo Sport Bissau e Benfica. Na altura Os Balantas se encontrava na última posição da tabela classificativa da Guiness Liga, com apenas 11 pontos. Por minha vez, recusei a proposta, informando que tenho outras prioridades”, explicou Nancassa.

Segundo o comentador, o emigrante, em França, Pierre Gomis Mendy  que diz ser seu  amigo pessoal, foi quem lhe convenceu  a assumir, interinamente, a administração do clube, em sua representação, depois que a direção do clube se demitira em bloco, na sequência de um acordo, devido aos maus resultados na Guiness Liga.

 E  para isso acontecer,Benelívio disse que a direção cessante produziu um documento de demissão em bloco, assinado por todos os seus membros.

Aquele responsável acrescentou que Pierre Mendy assumiu interinamente a administração do clube, e que  ele, Benelívio, por este se encontrar no estrangeiros, assumiu a representação de Mendy perante associados do Clube nortenho e com alguns filhos de Mansôa trabalhafram para evitar a descida de divisão do clube.

“Juntos com alguns filhos de Mansôa e graças ao esforço imprimido pela actual administração, a equipa ergueu-se e terminou a época na sexta posição, com 43 pontos na tabela classificativa”, disse Benelívio Nancassa.

O analista desportivo, mostrou-se ainda endignado com as acusações feitas pela direção cessante, sequndo as quais  pretende entregar a equipa à um estrangeiro , o que os estatutos dos Balantas não admite.

Para ele, as acusações feitas contra a sua pessoa, não passam de manobras da direção cessante do clube  para convencer os filhos do setor de Mansoa e os associados .

 Nancassa contra-ataca acusando a  direcção cessante de estar a procura, por todos os mecanismos, impedir que Pierre Mendy assuma a presiência do clube e exerça um mandato de quatro anos..ANG/LLA/ÂC//SG

 

 

 

 

 

Burquina Faso/Ex-PR Blaise Compaoré "pede perdão" à família de Thomas Sankara

Bissau, 26 Jul 22 (ANG) - O ex-presidente do Burkina Faso Blaise Compaoré, julgado à revelia e condenado a prisão perpétua pelo assassínio em 1987 do seu antecessor, Thomas Sankara, "pediu perdão" à família deste, numa mensagem divulgada hoje, terça-feira.

"Peço desculpas ao povo de Burkina Faso por todos os actos que possa ter cometido d
urante o meu magistério e mais particularmente à família do meu irmão e amigo Thomas Sankara", lê-se na mensagem lida pelo porta-voz do governo burquinabe, Lionel Bilgo.

"Assumo e lamento do fundo do meu coração todo o sofrimento e drama vivido por todas as vítimas durante os meus mandatos à frente do país e peço às suas famílias que me concedam o seu perdão", prossegue a mensagem.

Blaise Compaoré, de 71 anos, chegou ao poder em 1987 após um golpe que custou a vida do então Presidente Thomas Sankara.

Em Abril passado, Compaoré foi julgado e condenado à revelia a prisão perpétua pelo papel que desempenhou no assassínio de Sankara.

Forçado pelos protestos populares a fugir do país em 2014, vive desde então na Côte d’Ivoire, mas foi autorizado a regressar brevemente por alguns dias ao país no início de Julho, sem ser detido.

O breve regresso ao país foi feito a convite do tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, actual Presidente de transição que chegou ao poder num golpe de Estado em Janeiro, com o objectivo de "selar a reconciliação nacional" perante os ataques fundamentalistas islâmicos que atingem o país.

Depois de conhecer o novo homem forte do país, Compaoré deu sinais de aproximação.

Expressando a "sua profunda gratidão" às autoridades de transição, ele pediu na sua mensagem aos burquinabes "uma união sagrada, tolerância, contenção, mas acima de tudo perdão, para que os interesses superiores da Nação prevaleçam".

A sua visita em Julho desencadeou uma enxurrada de críticas de políticos e da sociedade civil, que achavam que a reconciliação não deveria ser sinónimo de impunidade. ANG/Angop

 

segunda-feira, 25 de julho de 2022


Visita de Macron
/”França tenta abrir portas na África Ocidental a partir da Guiné-Bissau”, diz analista guineense

Bissau, 25 Jul 22 (ANG) - O analista guineense Armando Lona considerou que a visita do Presidente francês, Emanuel Macron, na próxima quinta-feira a Bissau deve ser entendida como uma tentativa de a França abrir novas portas na África Ocidental a partir da Guiné-Bissau.

Para o analista de assuntos políticos na rádio privada Bombolom FM de Bissau, a França sentiu que está a perder terreno em vários países da Costa Ocidental africana e decidiu jogar as cartas também a partir da Guiné-Bissau.

"Por não ter uma porta aberta no Mali, por não ter uma janela na Guiné, por não ter uma janela no Senegal, a França tem de abrir um novo caminho.

Está a tentar fazê-lo utilizando todas as cartas para continuar presente nesta parte de África", defendeu Armando Lona.

A visita de Mácron acontece num momento particular para aqueles países e também, observou Lona, para a própria Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO), presidida, de forma rotativa, durante os próximos doze meses, pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

"A CEDEAO está a atravessar um momento critico da sua história com revoltas militares em vários países, nomeadamente no Mali, na República da Guiné, recentemente no Burkina Faso, paralelamente a essa situação militar há uma outra situação mais preocupante que é o terrorismo na zona", notou Lona.

Todas estas situações preocupam a França, mas o caso do Mali, referiu o analista guineense, constitui a principal dor de cabeça para o palácio do Eliseu, ao ponto de mandar retirar o continente militar que tinha estacionado naquele país, por incompatibilidades com a Junta Militar no poder em Bamako.

"Também há uma outra dimensão, para além das duas situações que citei, que é a geopolítica decorrente da presença de um outro ator maior na República do Mali que é a Rússia, que está a substituir o espaço que a França tinha até aqui", destacou Armando Lona.

Assiste-se a um reposicionamento da França nesta zona da África, observou o analista guineense, que fala num processo complexo em que a Guiné-Bissau acaba por entrar, sem ser "um ator muito importante", disse.

Armando Lona é da opinião de que a Guiné-Bissau só dirige a CEDEAO por força de 'lobbies' do Senegal, da Côte d'Ivoire e da Nigéria.

"O Presidente do Senegal, que está a dirigir a União Africana, não poderia, paralelamente, também dirigir a CEDEAO e contribuiu, através de corredores, para que a Guiné-Bissau pudesse dirigir a CEDEAO, sabemos também que a Côte d'Ivoire, que recentemente abriu um corredor aéreo para Bissau, através dos voos da Air Côte d'Ivoire que passa agora a operar, isto constitui um sinal daquilo que é a relação agora entre o regime de Bissau, Senegal, Côte d'Ivoire, mas também a Nigéria, embora o Presidente (da Nigéria) esteja quase a terminar o seu mandato", defendeu Armando Lona.

O analista político guineense afirmou que a Guiné-Bissau foi apanhada no meio de uma disputa geopolítica regional, situação que soube capitalizar promovendo a visita histórica de um chefe de Estado francês ao país.

O Presidente francês visitará os Camarões, Benim e a Guiné-Bissau entre segunda-feira e quinta-feira, anunciou a Presidência francesa.

Esta viagem é a primeira deslocação de Macron a África desde a sua reeleição, em Abril.

A crise alimentar causada pela guerra na Ucrânia, a produção agrícola e as questões de segurança estarão no centro desta viagem, adiantou a Presidência francesa. ANG/Angop

 

Emanuel Macron/Sociólogo guineense considera visita de  “honrosa” na medida em que se trata de Chefe de Estado de um “país importante”

Bissau, 25 Jul 22 (ANG) – O socióliogo guineense Diamantino Domingos Lopes considerou de “honrosa” a visita do Presidente francês à Guiné-Bissau, prevista para o próximo dia 28,uma vez que “se trata de um Chefe de Estado de um país muito importante da União Europeia” e que sempre esteve presente na Costa ocidental da África, em particular.

O igualmente analista político e docente na Universidade Lusófona da Guiné, disse que a vinda de Emanuel Macron à Bissau é bom, do ponto de vista politico, sobretudo para o Presidente da República, uma vez que pode   capitalizar ganhos político-diplomáticas, por ser  uma visita “inédita” de um Presidente da França à Guiné-Bissau.

Domingos Lopes sublinhou que a agenda francesa é bem clara ou seja, que a França tem uma agenda geopolitica, geoestratégia e geoeconómica na Costa Ocidental da África, sobretudo no Mali, Burkina Faso e na Guiné-Conacri, países que sofreram golpes de Estado, e são zonas de muito interesse francês por causas dos recursos minerais.

“A visita acontece no momento em que a Guiné-Bissau está a assumir à presidência rotativa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO) o que vai servir de uma porta para a França repiscar a sua zona de conforto que neste momento está a sair do seu controlo”, sustentou,

O analista disse que mesmo no Senegal, principal afiliado, por assim dizer, a França está a perder o seu protagonismo, devido a consciência civica e uma “oposição muito forte” neste país vizinho.

Segundo o sociólogo, o Presidente guineense, na qualidade de Presidente da Conferência de Chefes de Estados e de Governos da CEDEAO pode ter influência na definição da agenda e pode usar a presidência guineense como um “cavalo”  para tirar o máximo de proveitos.

Diamantino Lopes disse ser sua preocupação  a contrapartida de tudo isso ou seja o seu impacto  na Guiné-Bissau.

Para o sociólogo, o país tem dois problemas que não favorecem a agenda nacional,  e diz que o  primeiro tem a ver com a falta de um Governo normal e sem a Plenaria da Assembleia Nacional Popular em funcionamento,  o que leva  muitas vozes a questionar sobre o porquê de a Guiné-Bissau ter assumido a Presidência da Conferência de Chefes de Estados da CEDAEO, se neste momento “não está a cumprir com os valores democráticos”.

“Esta situação pode não favorecer a agenda nacional . Até agora não se sabe, claramente, qual é o programa que o país está a implementar para atingir o desenvolvimento, apesar de tanto se falar da diplomacia agressiva, mas sem ter aquele impacto desejavél. Acaba por se resumir  em simples visítas de Chefes de Estados, como temos vindo a assistir nos últimos tempos ou seja tudo continua na mesma, sem melhorias em termos politicos, democráticos  e económicos, nem grandes acordos de parceria público-privado”,admitiu.

Diamantino Domingos Lopes disse que cabe as autoridades nacionais saber tirar o melhor proveito desta visita do Presidente de um gigante europeu, que sempre esteve presente na Guiné-Bisssau.

“A coperação bilateral não é muito forte e as autoridades nacionais podem explorar a visita em termos da cooperação nas mais diversas áreas., Não tendo, claro, o que se quer, o maior beneficiário vai continuar a ser a França,”salientou.

O presidente  Emmanuel Macron deve estar em  Bissau na próxima quinta-feira, dia 28, naquilo que é a primeira visita de um chefe de Estado francês ao país.

 Segundo o jornal francês Le Fígaro, a viagem africana de Emmanuel Macron  irá iniciar hoje, dia 25 do corrente mês de Julho nos  Camarões,  e Macron visita depois o Benin antes de vir a Guiné-Bissau.ANG/MSC/ÂC//SG

 

                 Cereais/UA saúda acordo de desbloqueio das exportações

 Bissau, 25 Jul 22 (ANG) - A União Africana (UA) "saudou", sábado, o acordo assinado entre a Rússia e a Ucrânia para desbloquear as exportações de cereais, um "desenvolvimento bem-vindo" para o continente que enfrenta um risco acrescido de fome.

O acordo é "uma resposta" à visita de Junho à Rússia do Presidente senegalês, Macky Sall, atual presidente da UA, e de Moussa Faki, presidente da comissão da UA, que tinha sublinhado ao Presidente russo, Vladimir Putin, "a urgência do regresso dos cereais da Ucrânia e da Rússia aos mercados mundiais", disse a organização num comunicado.

"A UA reitera o apelo para um acordo de cessar-fogo imediato e para a abertura de novas negociações políticas sob os auspícios das Nações Unidas, no interesse da paz e da estabilidade mundial", afirma-se no comunicado.

Entretanto, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e o Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, saudaram a retoma das exportações de cereais da Ucrânia e da Rússia, sob a supervisão da Turquia e das Nações Unidas.

"A nossa dependência contínua de quantidades maciças de cereais dessa parte do mundo deve ser vista como um risco e um perigo real para os 1.300 milhões de pessoas dos países africanos. Devemos, portanto, utilizar este conflito como um alerta", disse Ramaphosa, numa conferência de imprensa em Pretória, relatada pela BBC.

O Presidente sul-africano salientou que o bloqueio de cereais nos portos ucranianos tinha forçado os países africanos a repensar o abastecimento alimentar devido à elevada dependência das importações.

Por outro lado, Ouattara disse estar satisfeito por ver que o Presidente russo tinha concordado em assinar o acordo.

"Também indiquei ao Presidente (ucraniano) Volodymyr Zelensky que queria que o abastecimento se tornasse uma prioridade para o continente africano devido à fragilidade das suas economias e à situação social em muitos países", acrescentou o Presidente da Costa do Marfim.

A invasão da Ucrânia pela Rússia - dois países que juntos representam 30% das exportações mundiais de trigo - provocou um aumento do preço dos cereais e do petróleo, bem como dos fertilizantes.

A ONU disse temer "um furacão de fome", principalmente nos países africanos que importavam mais de metade do seu trigo da Ucrânia ou da Rússia.

O Corno de África (Quénia, Etiópia, Somália, Djibuti) enfrenta a sua pior seca dos últimos 40 anos, que deixou pelo menos 18 milhões de pessoas com fome.

O acordo assinado na sexta-feira em Istambul entre a Rússia e a Ucrânia prevê o estabelecimento de "corredores seguros" para permitir a circulação de navios mercantes no Mar Negro, que Moscovo e Kiev se comprometem "a não atacar", de acordo com um responsável das Nações Unidas.

Nos termos do acordo, uma coligação de pessoal turco, ucraniano e da ONU supervisionará o carregamento de cereais em navios nos portos ucranianos de Odessa, Chernomosk e Pivdenyi, antes de navegar numa rota pré-planeada através do Mar Negro.

Os navios atravessarão o Mar Negro até ao Estreito do Bósforo na Turquia, onde será criado um centro de coordenação conjunto em Istambul, incluindo representantes da ONU, Ucrânia, Rússia e Turquia. Este centro será também responsável por examinar os navios que entram na Ucrânia para garantir que não transportam armas ou equipamento de combate. ANG/Angop

 


Saúde
/”Sem autosuficiência medicamentosa o país não resolverá problemas sanitários”, diz Secretário-geral da Anaprofarm

Bissau, 25 Jul 22(ANG) – O Secretário-geral da Associação Nacional dos Proprietários das Farmácias(Anaprofarm), diz  que sem a autosuficiência medicamentosa o país não conseguirá resolver os problemas básicos de saúde.

Em declarações exclusiva à ANG, Amhed Akdhar disse que a Guiné-Bissau está a enfrentar a falta de medicamentos, há muitos anos, devido a incapacidade das empresas grossistas de abastecer o mercado nacional.

Akdhar igualmente proprietário da Farmácia Moçambique disse que a situação de escassez de medicamentos não pode ser resolvida por apenas dois ou três empresas grossistas, defendeu que mais empresas devem ser  permitidas operar  como grossista.

“O governo deve pensar na criação de autoestrada de importação de medicamentos, para permitir maior abastecimento do mercado interno. A título de exemplo, o Senegal conta actualmente com mais de 20 empresas grossistas de medicamentos”, disse.

Declarou que, ao contrário dos outros produtos cujos preços dispararam no mercado, os medicamentos continuam a ser comercializados nos seus preços normais, “tendo em conta o fraco poder de compra das populações”.

O Secretário-geral da Anaprofarm criticou as empresas grossistas de medicamentos que operam no país, por não terem capacidades logísticas de abastecer as reigiões, conforme recomenda o Caderno de Encargo dos respectivos concurso público para a concessão de licenças.ANG/ÂC//SG

 

     Ucrânia/Kiev diz que as exportações de cereais podem começar esta semana

 Bissau,  25 Jul 22(ANG) – A Ucrânia espera retomar nos próximos dias as exportações
de cereais interrompidas desde o início da guerra, apesar do bombardeamento russo contra o porto de Odessa no sábado passado.


“Esperamos que o acordo comece a funcionar nos próximos dias e que um centro de coordenação seja instalado em Istambul nos próximos dias. Estamos a preparar tudo para começar já esta semana”, disse o ministro ucraniano para as Infraestruturas, Oleksandr Kubrakov, numa conferência de imprensa.

De acordo com o ministro, o principal entrave à exportação é o risco de bombardeamentos russos, tal como aconteceu no passado sábado em Odessa, no Mar Negro.

Koubrakov apelou para que o acordo multilateral celebrado na sexta-feira passada seja cumprido, dirigindo-se à Turquia e às Nações Unidas para que seja garantida a segurança dos comboios navais ucranianos.

“Se as partes não garantirem a segurança, (o acordo) não pode ‘andar para a frente'”, alertou.

A Ucrânia e a Rússia assinaram na sexta-feira acordos separados com a Turquia e a ONU para desbloquear a exportação de cerca de 25 milhões de toneladas de cereais presos nos portos do Mar Negro.

As exportações são igualmente comprometidas pela presença de minas navais disseminadas pelas forças ucranianas no sentido de impedirem, junto à costa, um assalto anfíbio por parte da Rússia.

De acordo com o ministro, a desminagem vai decorrer na medida “do que for necessário para as exportações”.

Navios ucranianos vão acompanhar os comboios navais que só podem transportar cereais ou fertilizantes agrícolas.

O vice-ministro das Infraestruturas, Iuri Vaskov, adiantou na mesma conferência de imprensa que o porto de Tchornomorsk (sudoeste) vai ser o primeiro a funcionar, de acordo com o plano alcançado para as exportações.

Em seguida, serão ativados os portos de Odessa e o de Pivdenny.

“Nas próximas semanas estaremos tecnicamente perto de efetuar as exportações de cereais a partir de todos os portos ucranianos”, indicou.

ANG/Inforpress/Lusa