quinta-feira, 29 de junho de 2023


Ucrânia/
bombardeamento a restaurante em Kramatorsk deixa múltiplas vítimas

Bissau,29 jun 23(ANG) - Um restaurante de Kramatorsk, no Oblast de Donetsk a lesta da Ucrânia, foi bombardeado na terça-feira pela força aérea russa.

O balanço provisório das autoridades ucranianas aponta que uma dezena de pessoas morreram e outras dezenas resultaram feridas. Face às acusações, a Rússia alega que ataca “somente infra-estruturas militares”.

Um restaurante de Kramatorsk, no Oblast de Donetsk a lesta da Ucrânia, foi bombardeado na noite de terça-feira. Trata-se do restaurante Ria Pizza, emblemático local no centro da cidade, muito frequentado por jornalistas, celebridades, soldados e trabalhadores humanitários. Este ataque que ocorreu num momento em que se relata a presença de instrutores internacionais na cidade, acabou por destruir o restaurante.

De acordo com o balanço provisório divulgado pelo Serviço de Situações de Emergência da Ucrânia, estima-se que cerca de dez pessoas morreram na sequência do bombardeamento, dentre das quais estavam três crianças. Dezenas de pessoas resultaram feridas, e as equipas de resgate estão mobilizadas no local para socorrer as vítimas debaixo dos escombros.

Kiev acusa Moscovo de perpetrar este ataque. Num vídeo publicado no Twitter, o presidente ucraniano salientou começa por salientar que a cidade de Kremenchuk no Oblast de Poltava localizado a leste de Kiev, foi bombardeada na data do aniversário deste ataque. “Hoje, terroristas também bombardearam brutalmente a Kramatorsk com mísseis S-300. Infelizmente, houve mortos e feridos. Cada manifestação destas de terror prova mais uma vez a todo o mundo que a Rússia merece apenas uma coisa como consequência de tudo o que ela fez: derrota e um tribunal, julgamentos justos para todos os assassinos e terroristas”, acrescentou.

Moscovo por sua vez nega ter bombardeado um restaurante. “A Rússia não está a atacar infra-estruturas civis, está a atacar instalações que estão ligadas, de uma forma ou de outra, a infra-estruturas militares”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

"O local de destacamento temporário do pessoal de comando da 56.ª brigada de infantaria motorizada do exército ucraniano foi atingido na cidade de Kramatorsk, na República Popular de Donetsk. Em zonas próximas das cidades de Predtecheno e Vesyoloye, na República Popular de Donetsk, foram destruídos os postos de comando e observação dos batalhões da 63.ª brigada mecanizada e da 10.ª brigada de assalto de montanha do exército ucraniano. Na zona da povoação de Novopavlovka, na República Popular de Donetsk, foi destruído um depósito de munições para foguetes da 47.ª brigada de artilharia do exército ucraniano. (…) Durante as últimas 24 horas, aviões operacionais/tácticos e do exército, tropas de mísseis e artilharia dos agrupamentos de forças russas atingiram 93 unidades de artilharia ucranianas em posições de tiro, efectivos e equipamento militar em 134 áreas”.

Diversas personalidades estavam no local

Três personalidades colombianas, o famoso escritor Hector Abad e o político Sergio Jaramillo, que se deslocaram à Ucrânia para participar na feira do livro de Kiev, onde apresentaram a iniciativa “Aguanta Ucrania!”, que retrata o apoio da América Latina à Ucrânia. No local também se encontrava a jornalista Catalina Gómez Ángel, correspondente na Ucrânia da RFI/France 24 em espanhol, e os três ficaram levemente feridos enquanto comiam no restaurante com a escritora ucraniana Victoria Amelina, uma jovem que faz trabalho de campo documentando crimes de guerra russos há meses.

É um dos maiores restaurantes da cidade, que fecha pouco depois das sete da noite. E foi aí que um míssil caiu exactamente, como vocês podem ver, no restaurante. Estava repleto de gente e há cenas de terror: vimos sair feridos, alguns muito graves. Aqui, verdadeiramente, estamos de alguma forma vivos por um milagre. O local ficou totalmente destruído. Este é um dos muitos ataques que aconteceram hoje pela cidade, mas foram longe. E esse míssil caiu em um lugar onde havia civis, e em uma cidade onde obviamente também há muitos soldados – estamos perto do front.ANG/RFI

 

terça-feira, 27 de junho de 2023

Pescas/Conselho Directivo do Ministério considera de “falsas e infundadas”, as denúncias feitas pelo Presidente do Sindicato daquela instituição

Bissau,27 jun 23(ANG) – O Conselho Directivo do Ministério das Pescas, qualificou de “falsas e infundadas”, as denúncias feitas pelo Presidente do Sindicato dos Funcionários das pescas.

O Presidente do Sindicato dos Funcionários do Ministério das Pescas, Paulo da Silva, denunciou em entrevista concedida segunda-feira à ANG, a  alegada admissão de mais de 60 funcionários naquela instituição sem obedecer os critérios exigidos pela lei.

Em conferência de imprensa realizada hoje em jeito de reação as referidas denúncias, o director geral da Pesca Artesanal e porta-voz do Conselho Directivo do Ministério das Pescas, disse que em nome da verdade e transparência na gestão da coisa pública em caso algum deve ser beliscado pela contra-informação ou aproveitamento político dos terceiros.

Anselmo Mendes adiantou que, a denúncia tem a ver com a preocupação das pessoas com as grandes realizações e conquistas inabaláveis do actual titular da pasta das pescas ao longo da sua governação e em continuar a promover um desenvolvimento sustentável no sector.

“Assim sendo, o Mnistério das Pescas, reuniu-se em Conselho Directivo extraordinário no dia 26 do corrente mês de junho, para analisar a falsa e infundada denuncia feita pelo Presidente do Sindicato dos funcionários do Ministério das Pescas”, disse.

Anselmo Mendes sublinhou que, para o efeito o Conselho Directivo do Ministério das Pescas considerou que as declarações do Presidente do Sindicato dos Funcionários das Pescas, lesam de forma flagrante o património do Estado e pondo em causa as boas realizações e o bom nome dos dirigentes daquela instituição.

Disse que, em relação a denúncia do elevado volume da massa salarial em consequencia da falta de controlo do processo selectivo da entrada dos funcionários no sistema,  é bom questionar o Presidente do Sindicato sobre o seu contrato laboral com o Ministério, datado de 13 de abril de 2016.

Informou que, ele aufere mensalmente 200 mil francos CFA, como técnico do Gabinete Jurídico, quantia que triplica o ordenado de um técnico superior da Função Pública.

“Esta situação em concreto foi uma das razões da elevada massa salarial herdada pela actual direcção do Ministério e que ainda está a ser regularizada”, salientou.

No tocante as admissões e nomeações do pessoal após a implementação do despacho do primeiro ministro de 05 de outubro, sobre o controlo das despesas com impacto na massa salarial, acrescentou que é uma decisão do Governo que não pode ser violada.

Anselmo Mendes sublinhou que, em relação a cerca de 70 jovens residentes no país e na diáspora que apoiaram o Partido da Renovação Social durante a campanha eleitoral, o Ministério das Pescas só deu anuência a integração de 23 técnicos que haviam trabalhado como estagiário dos diferentes serviços naquela instituição.ANG/ÂC

Coopeação/Embaixador da Angola espera que PAI-Terra Ranka possa dar continuidade à estabilidade no país

Bissau, 27 jun 23 (ANG) – O Embaixador da Angola na Guiné-Bissau disse esperar que a Coligação Plataforma de Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka) possa vir a formar um governo e coabitar com todas as outras forças vivas no sentido de dar continuidade à estabilidade e de poder promover a profundidade e bem-estar de Povo guineense.

Mário Augusto fez estas declarações à imprensa esta terça-feira, após o encontro com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, no qual revelou que o objetivo do encontro é para entregar as mensagens de felicitações do Presidente angolano, João Manuel Gonçalves Lourenço ao seu homólogo guineense pela forma ordeira, exemplar e democrática como decorreram às eleições legislativas de 4 de junho passado.

O diplomata disse que tiveram também a ocasião de trocar algumas palavras a cerca do aprofundamento de relações de amizade entre os dois Povos, nomeadamente guineense e angolano, sustentando que a amizade destes dois povos datam desde a época de luta de libertação contra o colonialismo português. ANG/DMG/ÂC

 

Educação/Ministra revela que a instituição conta com 47 por cento dos funcionários públicos

Bissau, 27 Jun (ANG) – A ministra de Educação Nacional disse que actualmente a instituição que dirige  conta com 47 por cento dos funcionários públicos em geral e que absorvem 46 por cento da massa salarial, tendo qualificado de “assustador”, os referidos dados.

Mônica Buaro da Costa falava esta terça-feira no acto da abertura da cerimònia de apresentação do Relatório Preliminar da Validação dos Dados do Pessoal Docente e não Docente do Ministério da Educação Nacional, no qual referiu que o referido trabalho dada a sua natureza e complexidade contou com a participação do Ministério da Administração Pública e o Ministério Público.

"O Ministério de Educação Nacional preocupado com esta situação assumiu o desafio de confirmar estes dados para poder determinar o número real do seu pessoal efetivo e neste âmbito no passado mês de maio foi feita a atualização e validação dos dados do pessoal docente e não docente em todo território nacional”, explicou.

A ministra aproveitou a ocasião para falar de algumas medidas já em curso adotadas pela instituição que derige a fim de garantir um bom funcionamento de Sistema de Educaçâo no ano lectivo 2023/2024, nomeadamente matrícula automática para alunos internos e de 5 à 31 de Julho será a matrícula definitiva para alunos internos e novos ingressos.

A governante disse que, esta medida permitirá ao Ministério de Educação Nacional planificar e coordenar melhor as suas actividades, sobretudo no que diz respeito a previsão de contratação do pessoal docente e lançou apelo aos pais encarregados de educação no sentido de matricularem seus filhos no prazo estabelecido.

Em relação ao Inspecção Geral de Educação, aquela responsável disse que o Ministério de Educação irá produzir um despacho que vai fixar as regras e condições básicas que os estabelecimentos do ensino particular devem oferecer e sobretudo no que concerne aos conteúdos programáticas, recursos humanos, segurança e conforto das instalações e sua compatibilidade com a proposta pedagógica.

Agradeceu os a equipa técnica que participou no trabalho e o parceiro do Banco Mundial pelo financiamento da actividade e ainda incentivou aos participantes no sentido de fazerem um debate profundo para uma ideia clara que vai ajudar na melhoria dos conteúdos que vão ser apresentados no relatório.

Por sua vez, o Especialista em Educação para o Banco Mundial, Xavier Lovelle Varela disse que uma recolha de dados do pessoal docente que está a trabalhar no país é muito necessário para poder ter as informações atualizadas para poder desenvolver e melhorar o desmpenho de Ministério de Educação que está a fazer um esforço muito grande para melhorar a situação de Educação no país. ANG/MI/ÂC

       Política/José Mario Vaz designado membro do Conselho de Estado

Bissau, 27 jun 23 ( ANG) – O  Presidente da Republica Umaro Sissoco Embalo nomeou segunda-feira o antigo chefe de Estado José Mario Vaz com membro Conselho de Estado.

A informação consta numa nota informativa do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República da Guiné-Bissau a que ANG teve acesso hoje, que cita o Decreto Presidência número 38/2023.

A nomeação do ex-presidente acontece depois do analista político Fransual Dias e dirigente do Partido de Renovação Social (PRS), ter demitido do cargo do membro do Conselho de Estado da Guiné-Bissau após ataque armado à sua residência.

O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República.

O órgão é composto para além do Presidente da República, pelos Presidente da Assembleia Nacional da República, o Primeiro-Ministro e mais cinco cidadãos designados pelo Chefe de Estado pelo período correspondente à designação do seu mandato.ANG/LPG/ÂC

 
Serra Leoa/ PR em exercício lidera com 55,86%, após contagem de 60% dos votos

Bissau, 27 Jun 23 (ANG) - O Presidente em exercício Julius Maada Bio lidera as eleições presidenciais na Serra Leoa com 55,86%, após a contagem de 60% dos votos, de acordo com os números parciais fornecidos segunda-feira pela comissão eleitoral.

Se a tendência se mantiver, Bio será reeleito para um segundo mandato, uma vez que um candidato é eleito à primeira volta se obtiver mais de 55% dos votos.

Com 1.067.666 votos, Bio está à frente de Samura Kamara, que recebeu 793.751 votos (41,53%), de acordo com os números fornecidos por Mohamed Kenewui Konneh, o presidente da comissão eleitoral.

Kenewui Konneh acrescentou que os resultados definitivos seriam anunciados dentro de 48 horas.

Cerca de 3,4 milhões de pessoas foram convocadas no sábado para escolher entre 13 candidatos para a eleição presidencial, um escrutínio com a aparência de uma desforra de 2018 entre Bio, um militar reformado de 59 anos que procura um segundo mandato, e Kamura, um tecnocrata de 72 anos e líder do Congresso de Todo o Povo (APC).

Em 2018, Bio, o candidato do Partido do Povo da Serra Leoa (SLPP), venceu a segunda volta com 51,8% dos votos.

Este ano, Bio defendeu a educação e os direitos das mulheres. Afirmou ser a favor da agricultura e da redução da dependência do seu país das importações de alimentos.

Kamara, que foi ministro das Finanças e depois dos Negócios Estrangeiros, antes de Bio assumir o cargo em 2018, disse que queria restaurar a confiança nas instituições económicas do país e atrair investidores estrangeiros.

No domingo à noite, as forças de segurança dispersaram violentamente os opositores na sede do partido APC em Freetown, apesar de as eleições terem decorrido de forma geralmente calma.

Segundo o porta-voz do APC, uma mulher foi morta durante os distúrbios. O seu filho de 25 anos, Ibrahim Conteh, reconheceu o corpo da sua mãe na morgue, disse, exigindo justiça. A polícia não confirmou a morte. ANG/Angop

 

      Guantanamo/Detidos  sujeitos a tratamento cruel, desumano e degradante

Bissau,  27 Jun 23 (ANG) – O tratamento dos últimos 30 detidos em Guantanamo é “cruel, desumano e degradante”, denunciou na segunda-feira uma perita da Organização das Nações Unidas (ONU), depois da primeira visita do género a esta prisão militar dos EUA.

Depois de duas décadas de solicitações infrutíferas de peritos independentes de direitos humanos da ONU, a relatora especial sobre os direitos humanos e a luta antiterrorista, Fionnuala Ní Aoláin, foi finalmente autorizada a efetuar esta visita em fevereiro.

O seu relatório, divulgado na segunda-feira, descreve, apesar de “melhorias importantes” do centro de detenção, “uma vigilância quase constante, extrações forçadas das celas, utilização excessiva de meios de contenção”, “carências estruturais em matéria de saúde, acesso desadequado às famílias” e “detenções arbitrárias caracterizadas pela continuação de violação do direito a um processo equitativo”.

Em conferência de imprensa, Fionnuala Ní Aoláin disse que “a totalidade de todas estas práticas e negligências (…) têm efeitos agravantes cumulativos sobre a dignidade, as liberdades e os direitos fundamentais de cada detido, o que equivale a tratamentos cruéis, desumanos e degradantes”.

Disse ainda que “o fecho deste estabelecimento continua a ser uma prioridade”, saudando a propósito “a abertura e a vontade dos EUA de dar o exemplo”, ao permitir a sua visita.

Os peritos independentes de direitos humanos da ONU procuram ter acesso a esta prisão militar, no sudeste de Cuba, desde a sua abertura em 2002, para averiguarem as condições dos detidos durante “a guerra ao terrorismo” conduzida pelos EUA, no seguimento dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Tornada uma espinha no pé de Washington, acusada de detenções ilegais, violações dos direitos humanos e tortura, a prisão chegou a ter 800 “prisioneiros de guerra”, na sua maior parte detidos apesar de provas frágeis da sua implicação.

Fionnuala Ní Aoláin também se pronunciou sobre o seguimento das vítimas do 11 de setembro, apontando que continuava a ser necessário para respeitar o seu “direito à reparação”.

No seu texto, realçou que a prática de tortura, em “sítios negros” (prisões clandestinas) e depois em Guantanamo, “representa o principal obstáculo para o direito das vítimas à justiça”. ANG/Lusa

 

             Rússia/Autoridades  retiram acusações contra grupo Wagner

Bissau,  27 Jun 23 (ANG) - As autoridades russas anunciaram hoje a retirada das acusações contra o grupo de combatentes a soldo da empresa Wagner, liderado por Yevgeny Prigozhin, cuja rebelião se prolongou durante 24 horas no passado fim de semana.

"Ficou estabelecido" que os participantes no motim "puseram termo às ações que visavam diretamente a prática de um crime", afirmaram hoje os serviços de segurança russos (FSB), citados pelas agências noticiosas de Moscovo.

Nestas circunstâncias, "a decisão de retirar as acusações foi tomada a 27 de junho [hoje]", acrescentou o FSB.

No fim de semana, Yevgeny Prigozhin, que lidera o grupo Wagner, conduziu uma rebelião armada de 24 horas, com os mercenários a tomarem a cidade de Rostov-on-Don, no sul da Rússia, e a avançar até 200 quilómetros de Moscovo.

A rebelião terminou com um acordo mediado pelo Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, que, segundo o Kremlin, estabelece que Prigozhin fique exilado na Bielorrússia, em troca de imunidade para si e para os seus mercenários.

Yevgeny Prigozhin justificou na segunda-feira a “rebelião” do grupo com a necessidade de “salvar” a organização, rejeitando ter tentando um golpe de Estado e adiantando que 30 dos seus mercenários morreram em confrontos com militares russos.

Por seu lado, o Presidente russo, Vladimir Putin, num discurso transmitido na segunda-feira pela televisão russa, acusou os responsáveis pela rebelião de serem traidores e disse que as suas ações só beneficiaram a Ucrânia e os seus aliados.

ANG/Lusa

 
China/ Inaugurado maior complexo híbrido solar e hidroeléctrico do mundo

Bissau, 27 Jun 23 (ANG) -  A China inaugurou o maior complexo híbrido solar e hidroeléctrico do mundo, com capacidade de geração de um milhão de quilowatts, avançou esta segunda-feira à noite o portal de notícias chinês Yicai.

A central fotovoltaica de Kela, ligada no domingo, é a primeira fase do complexo híbrido Lianghekou, situado no curso do rio Yalong, na província central de Sichuan, que irá já fornecer electricidade à metrópole vizinha de Chongqing durante o pico de procura do verão.

A imprensa chinesa destacou que é também o projecto híbrido solar e hidroeléctrico situado à maior altitude do mundo, já que o ponto mais elevado se encontra a cerca de 4.600 metros acima do nível do mar. ANG/Angop


Paris
/Planeta perdeu em 2022 área de floresta tropical equivalente ao tamanho da Suíça

Bissau, 27 Jun 23 (ANG) – O planeta perdeu em 2022 uma área de floresta tropical virgem equivalente ao tamanho da Suíça ou da Holanda, ecossistemas destruídos sobretudo devido à agricultura e pecuária, segundo o World Resources Institute (WRI), com sede em Washington, EUA.

De acordo com uma análise do WRI, que teve por base dados recolhidos através de satélite, a perda é equivalente a um campo de futebol de árvores tropicais derrubadas ou queimadas a cada cinco segundos em 2022, representando mais 10% de área destruída do que em 2021.

O satélite Global Forest Watch (GFW) registou em 2022 a destruição de mais de 4,1 milhões de hectares de florestas primárias tropicais, cruciais para a biodiversidade e o armazenamento de carbono do planeta.

O país mais afetado é o Brasil, com uma área destruída que representa 43% das perdas globais, à frente da República Democrática do Congo (13%) e da Bolívia (9%).

No top 10 do ranking de 2022 estão também o Peru (3,9%), Colômbia (3,1%), Laos (2,3%), Camarões (1,9%), Papua Nova Guiné (1,8%) e Malásia (1,7%).

Na Indonésia, por outro lado, a destruição da floresta diminuiu pelo quinto ano consecutivo.

"Estamos a perder uma das nossas ferramentas mais eficazes para combater as mudanças climáticas, proteger a biodiversidade e apoiar a saúde e os meios de subsistência de milhões de pessoas", disse hoje a diretora do GFW, Mikaela Weisse, em conferência de imprensa.

A aceleração da destruição florestal continua, apesar dos compromissos assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) em Glasgow, Escócia, em 2021 pelos principais líderes mundiais. ANG/Lusa

 

segunda-feira, 26 de junho de 2023


Pescas
/Presidente de sindicato de base dos trabalhadores do Ministério exige  aplicação da lei  no processo de admissão de funcionários

Bissau, 26 Jun 23 (ANG) - O Presidente de sindicato de base dos trabalhadores do Ministério das Pescas disse que vão continuar a exigir a legalidade no processo de admissão dos fincionários naquela instituição.

Vista do  Ministério das Pescas

Paulo da Silva que falava em entrevista exclusiva à ANG sobre a alegada admissão de mais de 60 funcionários naquela instituição sem obdecer os critérios exigidos pela lei, disse que as exigências vão continuar com a atual administração assim como com o futuro executivo.

Sublinhou que esta situação que denunciaram deve ter uma resposta para se acabar, de uma vez por todas,  com colocação ilegal de pessoas na administração pública.

"A denuncia que fiz em conferência de imprensa na sexta-feira é verdade, porque neste momento no Ministério das Pescas estamos a assistir admissão e contratação de mais de 60 pessoas inclusive das pessoas que entraram há menos de uma semana e que os seus salários já são processados e pagos com subsídios”, disse.

Acrescenta que devido a esta situação, o sindicato e os  responsáveis do Ministério das Pescas fizeram um trabalho sobre o número de pessoal que existe na instituição  e constatou-se que situa-se em mais de 800 pessoas.

Referiu que quando fizeram o levantamento e recenseamento sobre despesas do Ministério relativo ao pagamento de subsídio e mais outras ragalias para funcionários do Ministério, foi apurado que se gasta mensalmente  mais de 100 milhões de francos CFA, mas que após o recenseamento esse montante ficou reduzido a  82 milhões de fcfa.

Paulo Silva sublhinha  que o sindicato, enquanto defensor dos trabalhadores e preocupado com situação dos funcionários que recebem um salário precário, entende que é necessário pedir que haja um aumento de subsídio, que possa possibilitar uma melhoria nas condições de vida dos trabalhaores do ministério.

 “A administração do Ministério entendeu que não tinham condições financeiras para fazer o aumento de subsídio, não obstante as poupanças geradas com a redução do pessoal, na sequência do  recenseamento dos trabalhadores”, disse Silva ANG/MI/ÂC//SG

 


Comunicação Social
/“Redes sociais têm grandes efeitos no comportamento dos cidadãos guineenses”,diz Humberto Monteiro

Bissau, 26 Jun 23(ANG) – O Conselheiro do ministro da Comunicação Social, Humberto Monteiro, disse que as redes sociais têm grandes efeitos no  comportamento de cidadãos guineenses.

Humberto Monteiro que falava na cerimônia de abertura do Lançamento  do projeto de Avaliação da Panorama dos media e de Workshop de formação sob o tema (A Lei de acesso à informação na Guiné-Bissau),em representação do ministro da área, Fernando Mendonça lembrou que durante a disputa das eleições legislativas todos acompanharam a forma como as redes sociais intervieram.

 “A Guiné-Bissau é um país de rumores e muitas das vezes elas são usados de forma perniciosa para provocar instabilidade, desordem e paz social”, frisou. 

Monteiro disse  que os promotores do workshop vão apoiar os média e  seus  profissionais que trabalham  dia-à-dia, e que têm um papel indispensável na  manutenção da paz e tranquilidade no país.

Lamentou  a não participação da sua instituição  na elaboração deese prejeto, apesar de terem quadros e peritos no domínio da comunicação social que podiam dar  contribuições valiosas para elaboração do índice do Desenvolvimento dos Média na Guiné-Bissau(IDM).

Referiu  que as leis existentes nesta área carecem de atualização desde 2011, pelo que devem ser  atualizadas para poderem se  enquadrar no atual panorama democrático que agora se desenha.

O representante do ministro da Comunicação Social guineense solicitou ao Fundo das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura(UNESCO) para ajudar a comunicação social a trabalhar na regularização da implicação das  redes sociais na vida dos cidadãos, porque não são controladas e não existe legislação que as regulamente.

Por sua vez, em nome do  Director Regional da Comunicação e Informação para África Ocidental da UNESCO,  o Conselheiro  Regional de Comunicação e Informação, Michel Knmoe disse que o projeto visa apoiar o desenvolvimento do sector porque  desempenha um papel “extremante importante” no reforço da democracia,  boa governação e do Estado de Direito.

Kenmoe acrescentou que, para melhor acompanhar os representantes dos Média, há necessidade de fazer um estudo  para compreender  o engajamento dos media  na Guiné-Bissau e diz ser o que vão apresentar durante a formação, com a finalidade de encorajar mais os profissionais neste processo.

Disse esperar que a conclusão desse estudo seja  uma cartografia e imagem  real da Guiné-Bissau, e que o relatório contenha  recomendações pertinentes que trarão mais vália para o setor.

O Workshop tem como objetivo reforçar o desenvolvimento, a liberdade e a sustentabilidade dos meios de comunicação social no país através da realização de uma avaliação profunda do panorama dos media, utilizando os indicadores do desenvolvimento dos media da UNESCO , e assim apoiar o processo de reformas da comunicação social que está em curso  na Guiné-Bissau.

A formação é ministrada pela UNESCO, FNUAP, PNUD  e financiada pela Fundo das Nações Unidas para Paz, devendo abranger 25 beneficiários  entre os profissionais da comunicação social, sinditcatos, associações, Conselho Nacional  da Comunicação Social e a Sociedede Civil. ANG/JD/ÂC//SG

 

            Desporto/Canchungo vence Bissorã e está mais perto do título

Bissau,26 jun 23(ANG) - Os Lobos de Canchungo viajaram no domingo, (25.06), até à região de Oio, onde venceram o aflito Atlético Clube de Bissorã por 0-3, no cumprimento da 28ª jornada do Campeonato Nacional da primeira divisão (Guines -Liga), disputado no Estádio Municipal de Bissorã

.

Foi uma partida com uma primeira parte bem disputada, mas Bissorã esteve um pouco melhor, apesar de ter sofrido golo logo aos 12 minutos, apontado pelo inevitável Baguera, avançado dos Lobos de Canchungo, e o  resultado de 0-1 prevaleceu até ao final dos 45 minutos.

A segunda parte começou com a expulsão do jogador do Atlético Clube de Bissorã, o recém-entrado Rui Djata, uma decisão do árbitro que gerou protestos nas bancadas do Municipal de Bissorã e da equipa técnica.

Contudo, Erasma (vulgo Pogba), apareceu no minuto 80 para aumentar a vantagem dos Lobos para dois a zero, antes do Maudo fixar a contagem final em três a zero, já nos descontos, aos 90+2′.

Com este resultado, o Futebol Clube de Canchungo soma 56 pontos na tabela classificativa e está a um passo de se sagrar campeão nacional, numa altura em que restam apenas duas jornadas para o fim do campeonato.

O Atlético Clube de Bissorã mantém-se como lanterna vermelha, com apenas 24 pontos.

Concluída a 28ª jornada eis a tabela classificativa:

1

FC Canchungo - 56 pontos

 

2

SB BENFICA - 52 pontos

 

3

UDIB - 47 ptos

 

4

CDR GABÚ – 45 pontos

 

5

SPORTING CGB - 42

 

6

PORTOS DE BISSAU - 40

 

7

FLAM. DE PEFINE -40

 

8

FC CUNTUM - 39

 

9

FC SONACO -37

 

10

FC PELUNDO -37

 

11

BAL. DE MANSÔA -33

 

12

SC BAFATÁ - 32

 

13

TF SÃO DOMINGOS-31

 

14

BINAR FC - 30

 

15

MASSAF CACINE - 24

 

16

AC BISSORÃ - 24

 

ANG/O Golo GB

 

Desporto/Futebolista hispano-guineense deseja sucesso mundial ao futebol da Guiné-Bissau

Bissau,26 Jun 23(ANG)- O futebolista hispano-guineense Alejandro Baldé felicitou fim-de-semana a Guiné-Bissau pela sua  participação, quarta vez consecutiva, no Campeonato Africano das Nações  (CAN-2023) e desejou que o sucesso do país no mundo de futebol seja cada vez mais notável, tanto a nível nacional assim como internacional.

Alejandro Baldé manifestou seu desejo à saída do encontro hoje com o Presidente da República, no âmbito da sua visita ao país desde dia 20 do corrente mês com a finalidade  de conhecer a sua origem uma vez que o seu pai é guineense.

“No que diz respeito a evolução de futebol guineense, no meu ponto de vista, é importante que a selecção nacional  conta com a presença de mais jogadores guineenses que estão a jogar no estrangeiro, de modo a poder alcançar mais benefícios”, sugeriu aquele futebolista hispano-guineense .

Por outro lado, Baldé não escondeu a sua satisfação pela forma como foi recebido pelos familiares, pelo povo guineense em geral e o próprio Presidente da República. Tendo prometido que levará consigo a humildade do povo da Guiné-Bissau e orgulho que depositaram na sua pessoa enquanto filho desta nação.

Perguntado se tem algum projecto para futebol da Guiné-Bissau, Baldé disse que esta é a sua primeira vez no país e que em conjunto com os familiares verão a possibilidade de fazer algo.

Admitiu entretanto a possibilidade de  vir a criar  uma Academia de Futebol para as crianças da Guiné-Bissau e e diz que  seu plano para país com certeza será de suma importância.

O lateral esquerdo hispano-guineense Alejandro Baldé, jogador do Barcelona e da selecção espanhola, está de visita a Guiné-Bissau desde passado dia 20 de Junho em curso acompanhado do seu pai Saliu Baldé, da sua mãe Glaides Martinez, do seu irmão mais velho e de um cameraman.

A sua visita terá a duração de uma semana, durante a qual manteve contactos com a Federação Nacional de Futebol da Guiné-Bissau e  entidades estatais. Também já viajou para Gabú e  Sonaco -  terra natal do seu pai, ambas situadas no Leste da Guiné-Bissau.ANG/AALS/ÂC//SG

Novo Pacto Financeiro Global /"Está a exigir-se a Àfrica uma transformação supersónica", diz sociólogo Miguel de Barros

Bissau, 26 Jun 23 (ANG) - A Cimeira para a constituição de um Novo Pacto Global acaba hoje em Paris, com o Presidente Emmanuel Macron a anunciar 200 mil milhões de investimento para a transição energética nos próximos anos para os países em desenvolvimento, mas Miguel de Barros alerta que o que é preciso é "reconfigurar toda a estratégia do financiamento público" para servir África.

A proposta deste encontro que juntou em Paris cerca de 40 chefes de estado e de Governo era de criar um roteiro para canalizar financiamento para o desenvolvimento sustentável nos países mais vulneráveis, repensar as instituições financeiras existentes, e, sobretudo, encontrar uma solução para a dívida externa dos países africanos e dos países da América Latina que os impedem de cobrir custos importantes como educação ou saúde.

Em entrevista à RFI, Miguel de Barros, sociólogo e director executivo da organização não-governamental Tiniguena, que luta pela proteção da biodiversidade na Guiné Bissau, disse em entrevista à RFI que os modelos económicos sobre os quais se está a discutir em Paris não servem o sul global e que é preciso procurar soluções africanas para África.

"A ideia de construção do desenvolvimento foi sobretudo baseada numa premissa colonial, da sub-categorização de contextos e países, remetendo-os para um modelo extractivista de produção e de consumo que colocou estes países como bases de produção de matérias-primas com base à sua exportação para o Norte global, para depois esses produtos voltarem como produtos acabados, onde a mais valia fica na transformação. Esta ideia permitiu que a especulação tenha sido favorecida, mas ao mesmo tempo, essa lógica criou um fosso entre a capacidade de enriquecimento do Norte e do Sul, ficando o Sul global com o lixo e destruição do ecossistema", indicou o sociólogo.

Esta transição não é, segundo Miguel de Barros, justa para África, já que perpetua a dependência faze aos páises do Norte.

"Está-se a exigir a África uma transformação supersónica e faltam todas as etapas da transformação e capacidade de produção, económica, geração de emprego, financiamento de forma soberana das suas económicas para uma base de importação tecnológica a partir do Norte, mantendo esse mesmo nível de dependência, o que é injusto", 

A Cimeira em Paris começou a pensar a reforma de organizações financeiras como o Banco Mundial ou o FMI, duas instituições que, segundo Miguel de Barros, estão desajustadas da realidade africana.

"A questão da disciplina financeira a partir do FMI e do Banco Mundial tem levado a uma destruição da capacidade económica, a uma proliferação de políticas que são completamente desajustadas da realidade social, económica e ambiental e isso tem levado a conflitos, migrações e destruição do património cultural", concluiu Miguel de Barros.ANG/RFI

 

França/”Dívida africana é ridícula" quando comparada com países do Norte”, diz Carlos Lopes

Bissau, 26 Jun 23 (ANG) - No rescaldo da Cimeira para um Novo Pacto Financeiro Global, que decorreu em Paris, um dos temas mais debatidos foram as dívidas soberanas dos países mais vulneráveis, com Carlos Lopes, economista guineense, que esteve na capital francesa para seguir e aconselhar este encontro de líderes mundiais, a afirmar que as dívidas africanas "são ridículas", já que são apenas uma fracção das dívidas do Norte, mas que estes países têm mesmo assim dificuldades em financiarem-se nos mercados financeiros. 

 

Mais de 40 líderes mundiais estiveram em Paris no fim desta semana para encontrar novas soluções para o finaciamento das economias em desenvolvimento, com alguns resultados importantes como a dotação de 100 mil milhões de dólares para um fundo verde e a doação dos direitos de saque do FMI dos países mais ricos para os países mais pobres. Um dos temas discutidos foi a dívida soberana dos países africanos que pesa nos orçamentos destes Estados, embora a nível global, pese muito menos do que as dívidas dos países do Norte.

"Em todos os sentidos, a dívida africana é ridícula. Se tivermos em conta o que diz o banco responsável pela regulação mundial no sistema bancário, o Bank of International Settlements, há um fosso criado pela dívida soberana de 800 biliões de dólares onde os 800 mil milhões de África não são nada. E, depois para complicar as coisas, podemos olhar para a dívida em relação ao PIB e o rácio da África é muito baixo, é de 60%, a média dos países ricos é de 120%, portanto nós não somos os responsáveis principais pela dívida", explicou o economista Carlos Lopes.

Carlos Lopes esteve em Paris para acompanhar esta cimeira, tendo integrado também o grupo de 12 economistas que fizeram diversas propostas de estímulo da economia global de forma a financiar os países mais vulneráveis, que têm, ,tais dificuldades em apostar no desenvolvimento sustentável.Com o aquecimento global, o esconomisa defende que África está a passar um preço mais elevado do que a sua contribuição.

"Se seguirmos os relatórios científicos e compararmos com os montantes e atitudes dos diferentes países para poder dar satisfação à exigência de conter o clima e as mudanças climáticas em várias frentes, nomeadamente da temperatura, de 1,5 graus até 2050 não estamos nem perto dessa trajectória. A ideia é saber quem são os responsáveis. Os países africanos emitem cerca de de 3% das emissões totais e quando vemos a contribuição do continente para a captura do carbono, nós somos contribuintes da solução, não somos parte do problema e devíamos ser compensados por isso", defendeu.

Neste fórum, Carlos Lopes garantiu que as vozes dos países africanos e da América Latina se fizeram ouvir.

"Durante esta cimeira tivemos vozes estridentes a dizer basta, não queremos mais esta discussão. Tivemos o Presidente Lula, o Presidente Rutto do Quénia, o Presidente Ramaphosa da África do Sul, tivemos uma série de protagonistas africanos todos em sintonia, com a primeira-ministra dos Barbados, e, portanto, há grandes chances de este ano podermos chegar a alguns resultados importantes", declarou. ANG/RFI