Irão/ Chefes da diplomacia chinesa e russa pedem "cessar-fogo imediato" no Médio Oriente
Bissau, 07 Abr 26(ANG) - O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, manteve este domingo uma conversa telefónica com o homólogo russo, Serguei Lavrov, na qual ambos defenderam "um cessar-fogo imediato" no Médio Oriente e o diálogo para resolver o conflito.
Wang indicou que "a China sempre defendeu a resolução política de questões internacionais e regionais críticas através do diálogo e da negociação", de acordo com um comunicado publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O
diplomata chinês lamentou ainda que "a situação no Médio Oriente continue
a deteriorar-se e os combates se intensifiquem".
Wang
afirmou que "a China está disposta a continuar a cooperar com a Rússia no
Conselho de Segurança da ONU, a comunicar oportunamente sobre assuntos
importantes e a envidar esforços para reduzir a tensão e salvaguardar a paz e a
estabilidade regionais".
"A
solução fundamental para o problema da navegação no Estreito de Ormuz é um
cessar-fogo imediato e a cessação das hostilidades", acrescentou o
ministro chinês, que indicou que o seu país "sempre defendeu a resolução
política de questões críticas internacionais e regionais através do diálogo e
da negociação".
Por
seu lado, Lavrov declarou que "a Rússia está extremamente preocupada com a
contínua escalada da situação no Médio Oriente", de acordo com o
comunicado do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.
O
diplomata russo afirmou que "as operações militares devem cessar
imediatamente e que o conflito deve regressar à via política e diplomática para
abordar as suas causas profundas", para o que, na opinião do chefe da
diplomacia russa, o Conselho de Segurança da ONU "deve desempenhar um
papel construtivo".
O
conflito opõe, desde o final de fevereiro, o Irão a Israel e aos Estados
Unidos, numa escalada que incluiu ataques a infraestruturas energéticas e
afetou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde transita, em
circunstâncias normais, cerca de 20% do petróleo mundial e cerca de 45% das
importações energéticas da China.
A
China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel
contra o Irão, mas também tem sublinhado a necessidade de se "respeitar a
soberania" dos Estados do Golfo, com os quais mantém laços políticos,
comerciais e energéticos estreitos e que têm sido alvo de ataques iranianos. ANG/Inforpress/Lusa

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