terça-feira, 12 de setembro de 2017

Futebol sub 23/Torneio UFOA



      Guiné-Bissau perde com a Guiné-Conacri e despede-se da competição

Bissau,12 Set 17(ANG) - A seleção nacional de sub-21 perdeu segunda-feira por 2-1 com a seleção da Guiné-Conacry no jogo realizado no quadro do torneio da União das Federações Oeste Africana(UFOA), que decorre no Gana.

Em consequência dessa derrota a turma guineense ficou eliminada da competição iniciada no sábado.

 A seleção nacional de futebol entrou bem na partida, tendo partido em vantagem logo aos  15 minutos por intermédio do Gilson Correia que recebeu um cruzamento na sequência da cobrança de um livre e cabeceou para o fundo das redes, inaugurando assim o marcador.

Aos 32 minutos, Keita Sekou reestabeleceu a igualdade convertendo uma grande penalidade contestada fortemente pelo capitão Emiliano Lopes que esteve em ação no referido lance.
 Antes do final da primeira parte, a seleção da Guiné-Conacri voltou a marcar por intermédio do Abdoulaye Camará, num lance sem hipótese para o guarda-redes nacional Rui Dabo.

Na segunda partida, o placar não se mudou,  tendo a Guiné-Conacri conservado a vantagem até ao final da partida garantindo assim o seu apuramento para a fase seguinte.

O mister Domingos Nafatcha alinhou com o seguinte onze: Rui Dabo (GK) Emiliano Lopes (Cap), Lamine Bá, Gilson Correia, Mane Pereira Braira (Nhanko), Issa Embalo, Edson Mário Valdo Bartolomeu, Serifo Djalo (Sheriff), Grinood Júlio da Costa (Gui), Mutaro Embalo (Bata) e Tigana Quebe. Na segunda parte, Gui foi rendido aos 60 minutos pelo Pio Gomes Correia.
 ANG/Site Sou Djurtu

Coreia do Norte

    Seul e Tóquio qualificam novas sanções de “advertência” a Pyongyang

Bissau, 12 Set 17 (ANG) -  A Coreia do Sul e o Japão afirmaram hoje que as novas sanções impostas a Pyongyang pela ONU representam uma advertência de que o país arrisca a um isolamento total se prosseguir com os programas nuclear e de mísseis.

Líder Norte Coreano
“A última resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas representa o compromisso renovado da comunidade internacional de não tolerar o desenvolvimento nuclear e de mísseis da Coreia do Norte”, assinalou o gabinete da presidência sul-coreana.

“Isto deixa clara a vontade da comunidade internacional para elevar a pressão a um novo nível e levar a Coreia do Norte a mudar as suas políticas”, afirmou, por seu lado, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, também citado em comunicado.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou na segunda-feira, por unanimidade, um novo pacote de sanções destinado a isolar economicamente a Coreia do Norte, que limita as importações de petróleo e derivados e proíbe as exportações de têxteis, entre outras medidas.

Este novo conjunto de sanções – a oitava – envia “uma séria advertência ao regime norte-coreano de que se prosseguir com as suas incessantes provocações apenas conseguirá aprofundar o seu isolamento económico e ficar sob maior pressão diplomática”, realçou Seul.

“Se a Coreia do Norte continuar por este caminho ficará progressivamente mais isolada do resto do mundo e será incapaz de ter um futuro próspero”, reiterou o chefe de Governo japonês.

As sanções impostas à Coreia do Norte são menos drásticas do aquilo que pretendia Washington, que queria uma proibição total de venda de crude, produtos petrolíferos refinados e gás à Coreia do Norte por parte dos Estados-membros da ONU.

No entanto, Rússia e China, com direito de veto no Conselho de Segurança, manifestaram a sua oposição a alguns dos pontos do projecto de resolução inicial elaborado pelos 
Estados Unidos, com o documento final a resultar mais ‘suavizado’ após negociações.

As medidas agora tomadas, somadas às sanções anteriores, que fixaram um embargo às exportações de carvão, ferro, peixe e marisco, representam uma perda de 2.700 milhões de dólares (cerca de 2,26 mil milhões de euros) para a Coreia do Norte, valor que corresponde a 90% das vendas ao estrangeiro, segundo cálculos apresentados no ano passado pelos Estados Unidos.

As sanções impostas na segunda-feira estendem-se ainda aos norte-coreanos empregados fora do país, aos quais não serão concedidos vistos de trabalho, o que os impedirá de enviar remessas dos rendimentos para o país de origem.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta resolução na sequência do sexto ensaio nuclear efectuado por Pyongyang em 03 de Setembro. A Coreia do Norte afirma ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio, conhecida como ‘bomba H’ miniaturizada, apta a ser colocada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

O ensaio com uma bomba de hidrogénio foi o mais potente realizado pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região.

Em Julho, a Coreia do Norte já tinha realizado dois disparos de ICBM.

Estas actividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas que com sanções, cada vez mais severas, pretendem forçar os dirigentes de Pyongyang a negociar os programas de armamento nuclear e convencional, considerados uma ameaça para a estabilidade mundial.  
ANG/Inforpress/Lusa

Mon na Lama



Objectivo do governo é aumentar a produção e produtividade, diz Ministro da Agricultura

Bissau, 11 Set 17 (ANG) – O Ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos revelou recentemente que o executivo delineou como objectivo no sector agrícola reduzir o nível da insegurança alimentar, combater a fome e pobreza no país.

Nicolau dos Santos que falava a imprensa no âmbito da comitiva do Presidente José Mário Vaz que semana finda deslocou-se em visita as bolanhas de Safim, Bafata, Gabu, Quinara e Tombali, justificou que por isso o governo esta a fazer de tudo para aumentar o nível de produção e produtividade.

“Não temos outro caminho a seguir para desenvolver o pais que não seja apostar na agricultura”, destacou o governante que lembrou que não se deve limitar-se apenas na produção de arroz, mas também de outros cereais, tubérculos, hortaliças e afins.
Para tal, apelou a colaboração dos agricultores, ou seja, exortou a estes a mostrarem vontade e empenho nas suas actividades por forma a atrair mais apoios e investimentos dos parceiros internacionais.

Por exemplo, por aquilo que Nicolau dos Santos disse ter constatado, o espaço e potencialidade existentes na bolanha de Dara, sector de Piche, Região de Gabu, os agricultores locais ficaram aquém do que podia ser feito. “Portanto, façam mais”, exortou.

Falando em nome dos populares locais Marum Camara chamou a atenção do chefe de Estado sobre a necessidade do governo apoiar os agricultores, particularmente as mulheres produtoras de Dara, as quais viram suas produções reduzirem-se a nada por causa da inundação que se registou nas bolanhas daquela localidade devido a ma qualidade de construção duma ponte.

Assim, implorou a intervenção do Presidente Vaz, sobretudo na melhoria da referida ponte por forma a evitar a catástrofe verificada esta época agrícola nas bolanhas de Dara e que deixou os agricultores desalentos.

A mesma preocupação foi manifestada por Amadu Sane, que representava os mais de 200 agricultores das bolanhas de Quatche, nas margens do porto de Fulamory, no sector de Pitche, região de Gabu, que evocou as inundações como factor que estaria a obstaculizar as suas actividades.

Explicou que iniciaram muito tarde os trabalhos devido a falta de máquinas de lavoura, mas que depois de terem plantado o arroz nas bolanhas, as águas inundaram-nos e estragaram tudo.

“Queremos produzir mais somos confrontados com falta de meios”, vincou o agricultor que informou que muitos deles já optaram pela produção de arroz chamado “Mpanpam” nas matas como alternativa.

ANG/JAM

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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Mon na Lama



“A Guiné-Bissau pode desenvolver com agricultura sem necessidade de explorar seus recursos naturais”, diz José Mário Vaz

Bissau, 11 Set 17 (ANG) – A agricultura pode projectar a Guiné-Bissau na senda do desenvolvimento sem necessidade de exploração do seu petróleo, bauxite, fosfato e outros recursos naturais, garantiu este fim-de-semana o Presidente da República.

José Mário Vaz falava a imprensa no final de um périplo agrícola que o levou as bolanhas do interior do pais, nomeadamente Cumebu e Cubumba, ambos no sector de Catio na região de Tombali, bem como as de Ndjassan e Nhacoba em Quinara.

Antes, a comitiva presidencial esteve na localidade de Dara e Porto de Fulamory, ambos no sector de Pitche, região de Gabu, bem como visitou o campo de produção de bananas, ananás e outras frutas propriedade do agricultor guineense, Joaquim Lobo de Pina.

“Temos todas as condições de viver felizes sem tocarmos nos recursos naturais”, disse o chefe de Estado referindo-se as condições climatéricas de que dispõe o pais e tomando em conta a sua dimensão em termos de quilómetros quadrados.

José Mário Vaz vincou que, por quilo que viu em termos de potencialidades agrícolas durante os dois dias que esteve nas regiões, chegou a conclusão de que o pais pode projectar-se rapidamente na senda do desenvolvimento sem necessariamente tocar nos seus outros recursos. 

Para tal, pediu que haja entendimento entre os guineenses como factor mais importante, tendo evocado Amílcar Cabral que dizia que apenas na unidade é que se podia ganhar a luta de libertação nacional. “Portanto, só na unidade também eh que poderemos vencer a luta pelo progresso”.

De acordo com o estadista guineense já eh hora de se por de lado as divergências político/sociais e unir-se para desenvolver o pais, com base na inteligência de cada um e tendo por suporte o projecto “Mon na Lama”.

“Entretanto, quem não quiser seguir a nossa caravana rumo ao progresso que deixe de nos incomodar”, advertiu justificando que, para já, ninguém mais pode fazer o pais regredir, pois “ o desenvolvimento da Guiné-Bissau já arrancou”. 

De acordo com o Presidente, com a actual dinâmica do Mon na Lama todos acabarão por aderir-se ao mesmo e, por conseguinte, o projecto vai resgatar o respeito que cabe a Guiné-Bissau no concerto das nações.

Justificou a sua deslocação com a necessidade de constatar in-loco da situação no mundo rural e prometeu fazer uma avaliação real para depois determinar os apoios de que necessitam os camponeses.

Outrossim, o Chefe de Estado apelou aos agricultores a aproveitarem os espaços disponíveis para produzirem mais, pois, a dada altura da sua visita, mostrou-se descontente com o facto de em certas bolanhas com capacidade de até 500 hectares, os agricultores locais terem produzidos apenas 25.

Integraram esta missão presidencial do projecto de relançamento da produção agrícola denominado “Mon na Lama” os ministros da Agricultura e do Interior, respectivamente Nicolau dos Santos e Botche Cande, além da representante residente do Fundo das nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e técnicos agrícolas.

ANG/JAM

PR

Presidente da República pede signatários do “Acordo de Conacri” para se empenharem no seu cumprimento

Bissau, 11 Set 17 (ANG) – O Presidente de República da Guiné-Bissau José Mário Vaz, considerou hoje que chegou o momento para que cada signatário do Acordo de Conacri reflicta sobre o que tem feito para o seu cumprimento. 

Em declarações à imprensa, momentos antes de partir para a República de Congo Brazavile, para uma visita de 48 horas, o chefe de estado guineense destacou que esteve em Conacri apenas para proceder a entrega dos três potenciais nomes indicados na altura, para assumirem o cargo de Primeiro-ministro da Guiné-Bissau. 

“Eu não sou assinante deste acordo. Na tentativa de encontrar solução , depois de ter recebido o relatório por parte das mulheres facilitadoras convoquei uma reunião entre as partes,  que devia fechar com a reunião do Concelho de Estado. Infelizmente, nesta altura nenhum deles se encontrava no país e a reunião não chegou de acontecer”, disse o Chefe de Estado. 

 José Mário Vaz frisou que  o problema da Guiné-Bissau já é conhecido pela comunidade internacional, acrescentando que a própria comunidade internacional “tem tomado uma posição correctíssima sobre o assunto”. 

“Devem ser os guineenses a encontrar solução para resolver os seus próprios problemas. Não vale a pena estar no estrangeiro e ficar a mandar recados que não ajuda o país nem a Comunidade Internacional, ou então estar aqui a fazer igual”, disse .

ANG/LLA/SG