segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Crise Política



CEDEAO ameaça aplicar sanções colectivas e individuais aos políticos nacionais

Bissau,04 Dez 17 (NAG) – A Missão de avaliação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que esteve no país este fim-de-semana ameaça aplicar sanções colectivas e individuais aos actores políticos nacionais, na 52 cimeira dos Chefes de Estado e Governo a ter a lugar no dia 16 corrente mês na Nigéria.

A informação consta no seu comunicado final à que ANG teve acesso hoje, na qual a Missão disse ter constato que os três meses concedidos as autoridades nacionais, aquando da conferencia de chefes de estado da CEDEAO que decorreu em Morávia em Junho passado, para o dialogo com vista a encontrar solução para saída da crise chegou ao seu termo sem que algo tenha sido feito.

O comunicado da Missão exprime a sua preocupação face as manifestações de rua e pela repressão policial que dela decorre. Por isso, conforme o documento, as partes devem pautar pelo respeito as liberdades públicas, sobretudo do direito a manifestação pacífica.

A missão exorta para a necessidade das partes trabalharem seriamente para implementação efectiva do acordo de Bissau e de Conacri.

A Missão apela a todos, autoridades, como o Presidente da República, da Assembleia Nacional Popular, dirigentes de partidos políticos, a fazerem contenção e respeitarem a Constituição e pediu para que as eleições legislativas do próximo ano decorram na data prevista.

Por fim, a Missão felicita as forças da defesa e segurança pela sua posição de neutralidade perante os actores políticos e encoraja –as à manterem esta posição.

A Missão chefiada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Cooperação e Integração de Togo, Robert Dossey disse ter registado com muita satisfação o nível da colaboração existente entre CEDEAO e as Nações Unidas, União Europeia, União Africana e Comunidade dos Países da Língua Portuguesa. 

ANG/LPG/JAM




 
  

Exportacao de Batata-doce



Presidente da República promete encontrar mais mercado no estrangeiro

Bissau,04 Dez 17 (ANG) – O Presidente da República e o Governo vão prosseguir na prospeccao de mercados no estrangeiro visando o escoamento dos produtos agricolas da Guine-Bissau, em particular a Batata-doce, garantiu recentemente o Chefe de Estado guineense.

José Mário Vaz falava no passado dia 01 de Dezembro na povoação de Saré Meta, região de Bafatá, leste do país, ao presidir a cerimónia de partida de dez camiões com 350 toneladas de batata-doce para serem comercializadas no Senegal.

José Mário Vaz disse na ocasião que, pela primeira vez na sua história, o país conseguiu um bom preço de castanha de cajú, a produção de arroz em algumas regiões do país teve um bom resultado e, já no fim do ano, o escoamento da batata-doce para o Senegal.

“Pelo nosso potencial o cabaz de produtos agrícolas, não deve limitar-se apenas a estes produtos, mas deve também incluir a mancarra, óleo de palma, coconote, algodão, feijão,madioca, limão entre outros para tornar a nossa economia mais forte”, vincou JOMAV.

O presidente da Republica disse que com a promocao dos produtos agricolas do pais no estrangeiro decorre do cumprimento de promessa eleitoral em que havia dito que iria “mudar” a Guiné-Bissau..

O chefe de Estado sublinhou que esta mudança não está a ser fácil como era de esperar, porque mudar maus hábitos instalados ao longo de muitos anos, não é, e nem nunca foi fácil em parte alguma.

“Ao longo do meu mandato a mudança que propomos aos guineenses são fudamentalmente três. Pôr Mão Na Lama, para a nossa auto-suficiência alimentar e criação de emprego local para os jovens. 

Com o dinheiro de Estado no cofre de Estado, Jose Mario Vaz prometeu financiar investimentos estruturantes para o futuro do país nomeadamente nas areas dos serviços públicos como educação, saúde, infraestruturas entre outros.

A terceira proposta aos guineenses, de acordo com José Mário Vaz prende-se com o início do desenvolvimento no sentido do campo para a cidade, pois é onde se encontra o grosso da população activa e que representa mais de 80 por cento da população.

As 350 toneladas de batata-doce foram orçadas em 25 milhões de francos CFA para dividir aos produtores daquela povoação.

ANG/ÂC/JAM

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Brazzaville




Jornalistas agredidos durante conferência de imprensa em Brazzaville

Foto Ilustrativo
 Congo 01 Dez 17 (ANG– Jornalistas foram agredidos por agentes de polícia à paisana quinta-feira em Brazzaville, soube-se de fonte segura no local.

Os jornalistas em apreço cobriam uma conferência de imprensa sobre a detenção de André Okombi Salissa e Jean Marie Michel Mokoko, ambos ex-candidatos ás presidenciais de 2016, detidos presentemente na Prisão Central de Brazzaville por atentado contra a segurança do Estado e posse ilegal de armas.

O general Mokoko e o ex-ministro Okombi Salissa foram detidos em Junho de 2016 e Fevereiro de 2017, respectivamente, por terem contestado a vitória de Denis Sassou N'Guesso nas eleições presidenciais de 2016.

Desde então, estão cativos  na Prisão Central de Brazzaville sem julgamento, refere-se.

Enquanto ocorria esta conferência, polícias à paisana penetraram no local onde a mesma   decorria e espancaram todos os profissionais da comunicação presentes no local.

Alguns jornalistas, como um correspondente da Rádio França Internacional (RFI) e da Agência France Press (AFP), foram molestados por esses elementos que, ainda assim, receberam um  telefone e material de trabalho deste último.

A polícia igualmente invadiu as instalações do bissemanário La Semaine Africaine, muito próximo do local onde ocorreram agressões contra jornalistas, e espancou também o pessoal deste jornal.
ANG/Pana



Congresso da UNTG



Laureano Pereira promete aumento salarial na Função Publica caso for eleito
bt
Bissau, 01 12 16 (ANG) – O Candidato ao cargo de Secretário-geral no IV Congresso da União Nacional dos Trabalhadores Guineenses (UNTG), Laureano Pereira da Costa prometeu hoje que, em caso de Victoria, vai trabalhar para que haja aumento salarial na Função Publica.
 
Pereira da Costa com isso e a criação de condições de habitação a todos os funcionários públicos ajudaria a motiva-lhes a produzirem mais.

Aquele responsável prometeu fazer uma política sindical que assenta no diálogo e concertação permanente, com coerência e responsabilidade em benefício dos trabalhadores do sector público e privado.

Por outro lado, prometeu que vai promover a igualdade de género entre os Funcionários Públicos, tendo condenado as descriminações que hoje se verificam neste sentido.

“A nossa candidatura visa dar respostas rápidas e eficientes aos graves problemas dos trabalhadores do sector público e privado guineense, procurando a fórmula potenciadora de mudança”, disse o candidato, que lembrou que o papel da UNTG neste contexto será de ajudar a rentabilizar os recursos.

ANG/LLA/JAM