terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Internacional



Vice-presidente do MLSTP/PSD demite-se em São Tomé e Príncipe

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 12 dez 17 (ANG)  - O vice-presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrático (MLSTP/PSD), principal partido da oposição,  Osvaldo Vaz, demitiu-se das suas funções” devido a implicação do seu partido num alegado ato de suborno de magistrados do Supremo Tribunal, o chamado caso da “Cervejeira Rosema”.

Numa carta endereçada ao presidente do MLSTP-PSD, Aurélio Martins, Osvaldo Vaz repudiou o posicionamento do seu partido sobre o caso da “Cervejeira Rosema”, considerando o tal facto de "violação grosseira" na competência de outros órgãos de soberania.

Mostrou-se descontente por ter tomado conhecimento da intromissão do ADI (Acção Democrática Independente), partido no poder, nomeadamente por parte de seus altos dirigentes, no funcionamento interno do MSLTP/PSD.

“Venho pela presente apresentar de forma irreversível o meu afastamento, no cargo de vice- presidente do MLSTP/PSD para o qual fui eleito no último congresso do partido”, desabafou o político, frisando no entanto continuar a ser um militante activo do partido e disposto a apoiar em tudo que for necessário.

Osvaldo Vaz pede a cessação do seu mandato numa altura em que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada (presidente da ADI), saiu em defesa do sócio gerente da Cervejeira Rosema, Nino Monteiro, pedindo que a justiça trabalhe a fim de esclarecer o caso.

Nino Monteiro é militante com grande influência na direcção do MLSTP/PSD, gere a Cervejeira Rosema, há vários anos, desde que o seu legitimo dono, o Angolano Melo Xavier, a perdeu num processo judicial agora reaberto e cuja sentença será publicada brevemente.
ANG/Pana

Internacional



Cabo Verde colocado como país mais democrático em África

Praia, Cabo Verde, 12 dez 17 (ANG)  - Cabo Verde figura na primeira posição de uma lista de 10 países africanos que se destacam como “livres” no mapa mundial da Freedom House, que mede graus de liberdades públicas e direitos políticos, apurou a PANA terça-feira, na cidade da Praia.

O arquipélago apresenta um índice alto de 90, semelhante ao de França, numa escala de 0 a 100, seguido das ilhas Maurícias (89), do Gana (83), Benim (82), de São Tomé e Príncipe (81), do Senegal, da África do Sul e da Tunísia (78), da Namíbia (77) e do Botswana (72).

Esta lista de 10 países africanos que se destacam como “livres” representa 18 porcento do total da população do continente e apenas 12 porcento da população ao sul de Sara.

Em seguida, estão os países “parcialmente livres”, sendo 41 porcento ao sul do Sara e 49 porcento da população africana.

Nesta lista figuram países como Marrocos, Mali, Côte d’Ivoire, Togo, Níger e Nigéria, Quénia, Zâmbia, Tanzânia, Moçambique, Malawi, Zimbabwe ou Madagáscar, entre outros.

O relatório anual da Freedom House, que avalia a condição dos direitos políticos e das liberdades civis em todo o mundo, é composto de classificações numéricas e textos descritivos de apoio para 195 países e 14 territórios.

Publicado desde 1973, o documento permite que a Freedom House acompanhe as tendências globais da liberdade ao longo de mais de 40 anos.

Tornou-se no relatório mais lido e citado de seu tipo, usado regularmente por formuladores de políticas, jornalistas, académicos, activistas e muitos outros.

É considerado como “a primeira e melhor fonte disponível sobre o estado dos direitos políticos e civis em todo o mundo, igualmente útil para estudiosos e profissionais interessados pelo estado da democracia e da liberdade humana". 
ANG/Pana

SINDEPROF


 
Governo paga total de dívida contraída com professores até fim do ano

Bissau, 12 Dez 17 (ANG) – O governo já regularizou os atrasados salariais com os professores relativo ao ano lectivo 2016/2017 e do 2011/2012 e, até ao fim deste mês, vai concluir as dívidas de 2006, confirmou hoje a ANG o Presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF).

“Felizmente estamos num bom caminho e acredito que a manutenção deste clima ira resultar num bom sucesso do ano lectivo em curso’, desejou Laureano Pereira da Costa.

 O Presidente do SINDEPROF lembrou ainda que a questão de aplicação de carreira docente já se encontra na Assembleia Nacional Popular para efeitos de apreciação e eventual aprovação.

Questionado sobre o bloqueio pelo governo de salário aos professores devido a greve decretada no sector, aquele sindicalista respondeu que a situação já foi ultrapassada e cada professor recebeu seu salário sem ter sido descontado.

ANG/AALS/JAM



PR



Presidente da Guiné-Bissau orgulhoso com novo aeroporto internacional do Senegal 
Bissau,11 Dez 17(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou sexta-feira estar orgulhoso com o novo aeroporto do Senegal, cuja inauguração assistiu, quinta-feira, em Dacar, tendo regressado esta sexta-feira à Bissau.

Em declarações aos jornalistas no aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau, o líder guineense defendeu que o novo aeroporto, Blaise Diagne, não só orgulha os senegaleses mas também a todos os africanos.
"Vê-se que o Senegal está a crescer e a desenvolver", frisou o Presidente guineense.

O aeroporto Blaise Diagne (um político senegalês que viveu entre 1872-1934) e que foi o primeiro deputado negro eleito, em 1914, para o Parlamento francês, custou ao Estado senegalês cerca de 600 milhões de euros e terá capacidade para acolher anualmente 3,5 milhões de passageiros.

À margem das festividades, o Presidente guineense, manteve encontros de trabalho, nomeadamente com o seu homólogo senegalês, Macky Sall e com os embaixadores de alguns países acreditados em Dacar.

Com todos os interlocutores, José Mário Vaz disse ter abordado a situação política na Guiné-Bissau e de todos recebeu indicações em como a solução para os problemas deve ser encontrada entre os guineenses, enalteceu.

"Todos os países têm os seus problemas, mas os problemas dos países estão circunscritos a cada país que tenta resolver o seu próprio problema mas infelizmente, nós guineenses, temos um problema terrível, internacionalizamos os nossos problemas", afirmou José Mário Vaz.

De acordo com a LUSA, para o líder guineense, o problema é quando os assuntos transbordam para fora do país.

"Quando os problemas são internacionalizados significa que a solução também deve ser internacionalizada e é triste que assim seja, porque há países com muito mais problemas graves do que a Guiné-Bissau", observou José Mário Vaz.
Na Guiné-Bissau, acrescentou ainda Mário Vaz, a paz reina, o que existe são desentendimentos entre a elite política. "A Guiné-Bissau é de todos e para todos, não pode ser um país de um grupinho", sublinhou o líder guineense.
ANG/Lusa