terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Política



Carlos Gomes Júnior regressa de exílio  à 18 deste mês

Bissau,09 Jan 18 (ANG) – O ex-primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior vai regressar ao país no dia 18 deste mês sem compromisso com nenhuma organização e nem tão pouco com qualquer que seja formação política, mas disponível a dar sua contribuição para o desenvolvimento social  do país.

O anúncio foi feito hoje em conferência de imprensa pelo Presidente do Movimento Nacional Cívico “ Nô Djunta Mom pa Fidjus di Tchom riba Cassa”, Fernando Gomes.

Gomes apelou a comparência massiva dos guineenses na recepção de Carlos Gomes Júnior, alegando a necessidade de uma reconciliação verdadeira entre os guineenses, independentemente da posição política ou religiosa de cada um.

“Todos os responsáveis dos órgãos da soberania tiveram conhecimento sobre o regresso de Carlos Gomes ao país na próxima quinta-feira  e concordaram”, disse ,Fernando Gomes.  

Carlos Gomes Júnior, que foi o candidato  mais bem posicionado para vencer as presidenciais de 2012, exilou-se em Lisboa desde Abril desse ano na sequência de um golpe militar.  

ANG/LPG/ÂC/SG


Cumprimentos de novo ano



Presidente da República quer que 2018 seja ano de “verdadeira reconciliação”

Bissau, 09 Jan 18 (ANG) – O Presidente da República manifestou o seu desejo de 2018 ser o ano de “verdadeira reconciliação” entre os guineenses.

José Mário Vaz que falava na cerimónia de cumprimento do ano novo da parte do executivo, aconselha à todos para trabalharem arduamente para a erradicação da fome e pobreza.

Elogiou o papel apartidário das forças de defesa e segurança durante os três anos e meio do seu mandato, que para ele, teria sido um dos importantes factores para que todos possam exercer seus direitos democráticos.

Falando na ocasião, o primeiro-ministro disse ter a consciência dos enormes desafios que o país enfrentou durante os 12 meses de seu mandato, e salientou os ganhos e as boas referências inscritos em relatórios dos organismos internacionais.

“Apesar de tudo, a Guiné-Bissau continua a manter uma imagem de vulnerabilidade, nomeadamente na economia”, frisou Umaro Sissoco Embalo.

Sugeriu que haja uma mudança na dependência da economia à produção e exportação de castanha de cajú para uma mais competitiva virada para a produção de bens e serviços transnacionais.

Afirmou que mesmo com o bloqueio da Assembleia Nacional Popular e a não discussão e aprovação do programa do seu governo, verificou-se melhorias substânciais em algumas áreas nomeadamente, nas finanças públicas, segurança, energia e turismo.

Antes, o Presidente da República havia recebido os deputados da nação que o foram desejar um bom ano novo.

 ANG/J/SG

STJ



 Paulo Sanhá critica Procurador-geral da República

Bissau, 08 Jan 18 (ANG) – O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) aconselhou  segunda-feira ao Procurador-geral da República (PGR) a consultar os processos antes de proferir qualquer declaração à imprensa sobre os seus conteúdos.
 
Paulo Sanhá referia assim as declarações feitas recentemente pelo PGR relativamente a acórdão do supremo tribunal que, segundo disse, teria arquivado o processo-crime sobre a morte do então presidente Nino Vieira e do Chefe de Estado-maior das Forças armadas, Tagme na Waié.

 “É indispensável o procurador-geral manter maior serenidade e propensão pela verborreia nos media a bem do cumprimento do dever de informar a comunidade jurídica e a população em geral sobre o andamento dos processos”, disse o Presidente do STJ ao discursar na cerimónia do cumprimento de novo ano ao Chefe de Estado.

Disse que o PGR deve fazer o seu trabalho com posse de elementos jurídicos carreados nos autos e com responsabilidade, sob pena de não contribuir para a paz social, timbre dos órgãos judiciários, lançando “combustíveis na tensão política prevalecente.

Por outro lado, Paulo Sanha sugeriu ao Presidente da República para situar na defesa dos princípios do sistema judicial tais como a qualificação dos tribunais como órgão de soberania, com competência para administrar a justiça em nome do povo. 

De acordo com este responsável, os tribunais esperam do Presidente da República uma magistratura de influência que permita assegurar o entendimento necessário dos poderes públicos, que apesar de separados, todos eles concorrem, atendendo a especialidade, natureza e competência na realização do bem-estar económico, social, segurança e justiça que são fins essenciais do Estado.

Sanhá pediu ainda que o princípio e a independência do juiz seja da autonomia do Ministério Público, e solicitou ao governo para criar condições propulsoras de um quadro de prestação qualitativa dos mesmos na administração judiciária da justiça.

Pediu ainda que seja aprovado um estatuto remuneratório aos magistrados do Ministério Público compatível com as exigências de exercício da profissão, o princípio de acesso à justiça, ao direito e à tutela jurisdicional efetiva.

Sanhá reafirmou que o Poder Judicial encarna os tribunais, através dos seus magistrados, é e continuará como um poder apolítico e apartidário, como ficou demostrado em várias circunstâncias da prestação institucional dos tribunais.

“Todos têm direito à obtenção de uma decisão pelos tribunais em prazo razoável mediante um processo equitativo”, disse. 

 ANG/JD/ÂC/JAM/SG