terça-feira, 2 de abril de 2019

Media


ONG Enda-Guiné-Bissau capacita jornalistas em matéria de redução de danos nos usuários de drogas injectáveis

Bissau,02 Abr 19(ANG) – Cerca de 30 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social públicos e privados participam a partir de hoje num ateliê de formação sobre Estratégias de Redução de Danos nos Usuários de Drogas Injectáveis na Guiné-Bissau.

Em declarações à imprensa à margem da abertura da referida formação, o Director Nacional da Enda-Guiné-Bissau, afirmou que estão a capacitar a média como sendo actores importantes no desenvolvimento e na resolução de problemática de saúde no país.

Mamadú Aliu Djaló disse que têm plena consciência das influências, forças e o papel que os jornalistas desempenham no desenvolvimento de um país, acrescentando que, por isso, entendem que têm por direito de receber essas informações tendo em conta os seus compromissos de ajudar na resolução dessa prática.

Aquele responsável sublinhou que  a estigma e descriminação não ajudam a resolver a problemática de saúde na Guiné-Bissau .

“Devemos mudar a nossa abordagem porque os exemplos e estratégias utilizados baseando nas estigmas e descriminação sobretudo na criminalização não surtiram  efeitos desejados”, disse.

O Director Nacional da Enda-GB salientou que existem exemplos de países que utilizaram estratégias abordando questões de saúde como Portugal,  e que tiveram resultados positivos.

“Alguns países que adoptaram  experiências completamente contrárias e que optaram em prender os usuários de drogas, estigmar e descrimina-los tiveram problemas e, hoje em dia, estão a gerir  situações ligadas à pessoas com dozes altas de drogas no corpo e estão a considerar esse problema de uma epidemia”, explicou.

No ateliê com a duração de dois dias serão abordados os temas sobre Conceitos e Definição da Redução de Danos e Riscos Associados, Princípios e Componentes da Redução de Danos, Conceitos de Overdose, Gestão de Casos e Sensibilização direccionada aos jornalistas, entre outros.

ANG/AC//SG

Cabo Verde


Presidente da Associação Cultural das Mulheres da Guiné-Bissau defende união entre cabo-verdianos e guineenses

Bissau, 01 abr 19 (ANG) – A presidente da Associação Cultural das Mulheres da Guiné-Bissau em Cabo Verde – Raiz di Nha Terra, Joaninha Pina, defendeu recenemente, na Cidade da Praia, a promoção da união entre os povos cabo-verdianos e guineenses.
imagem ilustrativo
Joaninha Pina falava à Inforpress momentos após o empossamento dos órgãos sociais da Associação Raiz di Nha Terra, que aconteceu no âmbito de uma jornada alusiva ao Março-Mulher, promovida pela Associação das Mulheres da África Ocidental (RAMAO), em parceria com a Embaixada da Guiné-Bissau em Cabo Verde e a Associação Cultural das Mulheres da Guiné-Bissau em Cabo Verde.
“Pensamos fazer muitas coisas, porque sonhamos alto”, afirmou Joaninha Pina, completando que contarão com a ajuda de algumas organizações, como a RAMAO e a Embaixada da Guiné-Bissau em Cabo Verde que as abriram portas neste desígnio de levar a cultura da Guiné-Bissau mais para frente.
A mesma fonte recordou que tiveram algumas dificuldades até então. Entretanto, reconheceu que agora a associação Raiz di Nha Terra está legalizada graças a ajuda da presidente da RAMAO, Josefina Chantre.
“Hoje, tomamos posse com a ajuda da Embaixada da Guiné-Bissau e da Associação dos Guineenses na Ilha do Sal”, acrescentou aquela responsável associativa.
Joaninha Pina disse ainda que a associação que preside foi pensada com o primeiro objectivo de promover a união entre os povos guineenses e cabo-verdianos.
“Temos muitas coisas em comum com Cabo Verde, falamos a mesma língua, o crioulo”, referiu aquela fonte.
Raiz di Nha Terra servirá ainda, conforme a sua presidente, para fazer com que os bissau-guineenses residentes no arquipélago não esqueçam a cultura do seu país e também para que os seus filhos nascidos em Cabo Verde conheçam os traços culturais daquele país irmão.
Refira-se que a jornada alusiva ao Março-Mulher se insere o âmbito do décimo segundo aniversário da Associação das Mulheres da África Ocidental (RAMAO).
O evento serviu para lançar a Associação das Mulheres Guineenses com o empossamento dos seus órgãos sociais.
“A Associação que se denomina Raiz di Nha Terra vai com este evento ganhar corpo e a partir de agora passar a realizar actividades em prol da mulher guineense que se encontra em Cabo Verde”, disse na sexta-feira, 29, à Inforpress, a presidente da RAMAO, Josefina Chantre. 
ANG/Inforpress

Ensino público


Director  da Educação do SAB afirma que conteúdos programados para presente ano lectivo serão cumpridos na íntegra

Bissau, 02 Abr 19 (ANG) – O Diretor de Serviço da Educação do Sector Autónomo de Bissau afirmou que os conteúdos programados para o presente ano lectivo serão cumpridos na íntegra.

Em entrevista exclusiva a rádio Pindjiquiti,  Causo Mané explicou que o Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação(INDE), já está a trabalhar para que tudo corra bem, salientando que, se for necessário, as aulas vão prolongar até ao mês de Agosto.

Esclareceu que a única entidade que pode afirmar que o ano lectivo será nulo ou não é o governo e não um grupinho de pessoas, acrescentando que quem não quer ir à escola que fique  em casa.

Questionado se há condições para funcionamento de aulas nas escolas públicas na período das chuvas, aquele responsável respondeu que  não tem conhecimento se existe uma escola com problemas de cobertura ou que não pode fazer provas por causa da chuva.

Mané indicou, como alternativa, a transferência de alunos para escolas privadas, que nesse período estarão em férias, uma possibilidade que, segundo disse,  o Ministério da Educação conta recorrer emprestando salas de aulas de escolas privadas.

Mané pede aos pais e encarregados de educação para seguirem seus educando, para saber  se estão a frequentar as aulas, porque muitos a interpelam no caminho a perguntar se o  ano lectivo será nulo.

Escolas públicas enfrentaram no início  do ano lectivo em curso um longo período de interrupção devido a greve dos professores.

ANG/JD/AC//SG

Aviação


 Boeing e FAA dizem que é preciso mais tempo para corrigir sistema dos aviões 737 MAX

Bissau, 02 Abr 19 (ANG) – A Boeing e o organismo que regula a aviação nos EUA dizem que a empresa precisa de mais tempo para corrigir o sistema de controlo de voo que se suspeita ser responsável por dois acidentes que mataram 346 pessoas.
A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) anunciou na segunda-feira que prevê as melhorias finais no ‘software’ da Boeing para os aviões 737 Max “nas próximas semanas”.
A Boeing deveria ter concluído essa tarefa na semana passada, mas o porta-voz da FAA, Greg Martin, esclareceu que a empresa precisa de mais tempo para se certificar de que identificou e respondeu a todos os problemas.
A norte-americana Boeing, sediada em Chicago, ofereceu o mesmo cronograma de tempo para convencer os reguladores de que pode corrigir o ‘software’.
“A segurança é nossa primeira prioridade, e vamos adoptar uma abordagem metódica e completa para o desenvolvimento e teste da atualização”, disse o porta-voz da Boeing, Charles Bickers.
A Boeing precisa de aprovação não apenas da FAA, mas em outros países, incluindo Europa e China, onde as autoridades de segurança que regulam a aviação já indicaram que vão conduzir os seus próprios testes.
Os aviões deixaram de voar um pouco por todo o mundo desde meados de Março.
A informação da FAA sugere que as companhias aéreas podem ser forçadas a deixar em terra os seus aviões 737 Max por mais tempo do que esperavam.
As companhias aéreas que possuem jactos Max estão a recorrer outros aviões para preencher alguns voos que deveriam ser garantidos por aquelas aeronaves, enquanto cancelam outros.
“Estamos cientes de que o regresso ao serviço da nossa aeronave 737 Max pode ser adiada, e a nossa equipa trabalhará com todos os clientes afectados por cancelamentos”, disse Ross Feinstein, porta-voz da American Airlines.
A American Airlines apontava para um regresso no final de Abril dos seus 24 Max 8s. No fim-de-semana, a Southwest Airlines anunciou que seus 34 Max 8s serão removidos do cronograma até Maio, em vez de meados de Abril. A United Airlines desactivou os seus 14 Max 9s até 05 de Junho.
Entretanto, o regulador da aviação dos EUA e a Boeing aguardam por um relatório preliminar de investigadores etíopes sobre o acidente de 10 de Março de um avião MAX 8 da Ethiopian Airlines, que se despenhou logo após a descolagem.
A expectativa é que o relatório consiga determinar se existem semelhanças entre o que aconteceu naquele voo e o acidente de 29 de Outubro com o Boeing 737 MAX 8 da Lion Air, no Mar de Java, ao largo da Indonésia. Os dois acidentes mataram 346 pessoas.
Dados do avião indonésio indicam que os pilotos lutaram sem sucesso contra o sistema automatizado de controlo do avião, que caiu no mar logo após a descolagem. De acordo com relatórios publicados, o mesmo sistema foi activado no voo da Ethiopian Airlines.
A Boeing está a proceder a alterações no sistema automatizado que serve para evitar que o nariz do avião suba.
As mudanças incluem contar com leituras de mais de um sensor antes que o sistema seja activado e empurre o nariz para baixo, tornando as acções do sistema mais fáceis de gerir pelos pilotos.
Dois pilotos da American Airlines que participaram numa sessão com especialistas da Boeing na semana passada expressaram a sua satisfação com as mudanças efectuadas pelo fabricante.
O piloto chefe da American 737, Roddy Guthrie, disse que a Boeing acrescentou “alguns controlos e equilíbrios que tornarão o sistema muito melhor”.
Enquanto isso, o Congresso norte-americano está a averiguar a relação entre a Boeing e a FAA. A Comissão de Transportes e Infra-estruturas da Câmara dos Representantes disse na segunda-feira que solicitou registos da comunicação entre a Boeing e a FAA relacionados com a certificação do 737 Max.
ANG/Inforpress/Lusa

Tempo


Meteorológica aponta baixo nível das nuvens como motivo da queda prematura de chuvas no país

Bissau, 02 Abr 19 (ANG) – A Directora de Serviço de Previsão de Tempo do Instituto  da Meteorológica da Guiné-Bissau apontou hoje  o baixo nível das nuvens, que facilita a deslocação da corrente “rajada subtropical”, associado às nuvens de tipo alta cru, alta estática e comum limpa, como motivo da queda prematura das chuvas, registada esta manhã um pouco por toda parte do país.

foto arquivo
Feliciana Mendonça que falava esta manhã em exclusivo à Agência de Noticias da Guiné (ANG) em termos de esclarecimento dos motivos da queda da chuva, acrescenta que, a caída da chuva é provocada pela corrente “rajada subtropical” que se formou na zona oeste da República Islâmica da Mauritânia.

Feliciana Mendonça disse ser uma situação que se verifica quando o nível das nuvens está abaixo do normal.

“Apesar desta queda, ainda não estamos na época da chuva, mas sim num período de transição da estação da seca para o início da chuva”, esclareceu a Directora de Serviço de Previsão de Tempo do Instituto da Meteorológica Nacional, em entrevista a ANG.

Perguntado se não existe nenhuma relação entre a  queda das chuvas registada e as altas temperaturas que, actualmente, se fazem sentir no pais , disse que normalmente este é o tempo em que se regista alta temperatura que  varia entre 35 e 40 graus, sobretudo na zona leste do país onde se registam ventos  fortes.

Por isso, Feliciana Mendonça aconselha a sociedade em geral, principalmente aos praticantes de desporto, para  não ficarem debaixo de sol por muito tempo, por ser prejudicial a saúde.

Chuvas sem vento nem trovoadas caíram hoje de manhã no país fazendo prever que a estação das chuvas, que normalmente inicia em Maio, vai, este ano,começar mais cedo, com todos os prejuízos que poderiam dar a colheita da castanha de caju, cuja campanha foi aberta no sábado. 

ANG/LPG/AC//SG

ONU


Apelo a recuo  na adopção de pena de morte para gays e adúlteras em Brunei

Bissau, 02 abr 19  (ANG) – A ONU classificou segunda-feira como cruel e desumana a nova legislação que instaura a pena de morte para homossexualidade ou adultério no Brunei, pequeno Estado do sudeste asiático muito rico em petróleo.
“Apelo ao governo [do Brunei] para que não deixe entrar em vigor o novo código penal draconiano que, se for aplicado, representará um sério recuo da protecção dos direitos humanos”, apelou a Alta Comissária dos Direitos Humanos, Michele Bachelet, em comunicado hoje divulgado.
A partir de quarta-feira, o Brunei vai juntar-se ao grupo de países que penaliza o adultério e a homossexualidade com a pena de morte, neste caso por apedrejamento e chicotadas.
O actor norte-americano George Clooney e o cantor inglês Elton John já apelaram a um boicote aos nove hotéis de luxo detidos pelo sultão do Brunei.
O Brunei, que adoptou uma interpretação mais conservadora do Islão nos últimos anos, anunciou pela primeira vez em 2013 a sua intenção de introduzir a lei da sharia, o sistema legal islâmico que impõe violentas penas físicas.
A decisão resulta de uma directiva do sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah, um dos chefes de Estado mais ricos do mundo – com uma fortuna pessoal que ronda os 20 mil milhões de dólares (cerca de 18 mil milhões de euros) – e que se mantém no trono desde 1967.
Hassanal Bolkiah descreveu a implementação do novo código penal como “uma óptima conquista”.
O anúncio de que a lei da sharia passará a ser completamente implementada a partir de quarta-feira, sobretudo em relação à comunidade gay, foi acolhida com horror pelos grupos de defesa dos direitos humanos.
A Amnistia Internacional instou o Brunei a “suspender imediatamente” a implementação destas sanções.
“Além de serem penas cruéis, desumanas e degradantes, [a nova lei] restringe a liberdade de expressão, de religião e de fé e põe no papel a discriminação contra mulheres e raparigas. Legalizar penas tão cruéis e desumanas é pavoroso só por si”, afirmou a responsável da Amnistia Internacional no Brunei, Rachel Chhoa-Howard. 
ANG/Inforpress/Lusa

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Saneamento urbano





Bissau,01 Abr 19(ANG) - O jovem guineense Juviano Landim, emigrante na Noruega, iniciou o desafio de colocar mil caixotes de lixo pelas ruas de Bissau, para ficar mais limpa através do projeto "Homens Novos"para inspirar os cidadãos a terem um comportamento melhor.

Desde dia 26, Juviano e um grupo de 30 jovens do projeto "Homens Novos" começaram a colocar recipientes em alguns cantos da capital guineense, contando iniciar uma campanha de sensibilização para que as pessoas passem a deitar lixo naqueles bidões metálicos.

A meta de Juviano Landim, jovem guineense crescido em Portugal, mas emigrante na Noruega desde 2008, é colocar nas ruas mil bidões.

"Queremos ter uma cidade limpa. Somos homens novos, uma mentalidade nova. Basta uma Guiné diferente, uma Guiné melhor, um Bissau limpo, uma cidade limpa é o que nos pretendemos, é o nosso ganho neste projeto", disse á Lusa para justificar a iniciativa.

Juviano Landim afirmou que faz o que pode enquanto cidadão para ajudar a mudar as mentalidades num país, numa cidade "que deixa muito a desejar" em termos de saneamento, onde, disse, a população não tem o hábito de deitar o lixo para algum recipiente, que "nem existe".

Os promotores do projeto "Homens Novos" compram os bidões de 200 litros às gasolineiras, nomeadamente à subsidiaria da Galp na Guiné-Bissau, a Petromar, cortam-nos ao meio, pintam-nos, perfuram-nos, para evitar tentação de roubo para outros fins, e a seguir colocam-nos em lugares de passagem para que as pessoas deixem aí o lixo.

A ideia, acrescentou Juviano Landim, é que a Câmara Municipal retire as caixas do lixo diariamente e que nunca falte meios para a compra dos bidões.

Através da amostra nas redes sociais das ações, o projeto "Homens Novos" tem recebido apoios financeiros sobretudo de guineenses no estrangeiro, mais do que no próprio país, destaca o promotor da iniciativa que visa "mudar o rosto de Bissau".

Juviano Landim considera-se patriota daí ter trabalhado sempre no sentido de apreender na emigração, voltar e ajudar a Guiné-Bissau, incutindo nos cidadãos o respeito pelo ser humano.

"Saí daqui muito novo, cresci em Portugal, fui para Noruega em 2008. Vi na Noruega o respeito pelo ser humano, aprendi isso e como guineense, gosto da minha terra, considero-me um patriota, sempre foi meu objetivo voltar para trabalhar para minha terra", frisou Landim.

Por querer trabalhar "de forma honesta", Juviano vai vivendo entre Bissau e a Noruega, para onde volta sempre que lhe faltam recursos para desenvolver o projeto que traz da emigração.ANG/Lusa

Violência Doméstica


Presidente da ANAPROMED culpa Ministério Público de não detenção da suspeita Terezinha Gomes Pereira

Bissau, 01 Abr 19 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional de Promoção das Mulheres e Empregadas Domesticas (ANAPROMED), responsabilizou o Ministério Público por não decretar a prisão preventiva da cidadã Terezinha Gomes Correia por alegado despejo de água quente na sua empregada doméstica adolescente de nome Ivandra Agostinho Longa desde o mês de Outubro de 2018.
Colectivo da ANAPROMED

Em declarações hoje à imprensa após a saída do encontro com Diretor Adjunto da Polícia Judiciária (PJ), Sene Bacai Cassamá disse que, este lhe informou que não podem executar a detenção da suspeita sem mandato do Ministério Público.

Acrescentou que o Diretor Adjunto da PJ manifestou a sua insatisfação com a situação, tendo confirmado que desde o mês de Março que receberam a ordem do Tribunal Regional para executar a prisão da suspeita e encaminha-la ao julgamento.

Aquele responsável garantiu contudo que o documento já foi despachado e a suspeita será encaminhada ao julgamento no próximo dia 11 de Abril.

“Depois da Polícia Judiciária ter investigado o caso, o processo foi entregue ao Ministério Público que devia decretar a prisão preventiva da suspeita até o dia de julgamento, mas não foi o caso”, explicou. ANG/JD/AC

Campanha caju/2019




Bissau,01 Abr 19(ANG) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, defendeu este fim de semana que é necessário investir na promoção da fileira do caju do país e que os exportadores já têm uma "ideia clara" da nova taxa de promoção daquele produto.

"Todos os exportadores já têm uma ideia clara do objetivo taxa de promoção do caju. É uma taxa de 15 francos cfa (cerca de dois cêntimos de euro) por quilograma de caju, que vai permitir fazer funcionar a estrutura de regulação do setor do caju, que é a Anca (Agência Nacional do Caju), e ao Governo constituir o fundo de promoção", afirmou Aristides Gomes.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final da cerimónia de lançamento oficial da campanha de comercialização e exportação do caju, que decorreu no centro de transformação daquele produto, na zona industrial de Brá, em Bissau.

A nova taxa de sobrevalorização do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, tem sido contestada pelos exportadores, que são contra parte do dinheiro ser entregue à Anca, que, segundo o presidente da Associação de Exportadores do país, Mamadu Jamanca, não tem prestado contas.

Segundo o primeiro-ministro, a nova taxa vai permitir tratar os pomares e a criação de fundo para facilitar a obtenção de crédito junto dos bancos aos empresários que participam na campanha.

"Todos os países sub-região estão a investir no caju, apesar de termos melhor qualidade, estamos em concorrência e é preciso uma promoção da fileira do caju e por isso é uma necessidade", salientou.

A campanha de caju arrancou hoje com um preço de referência de 500 francos cfa (0,76 cêntimos) por quilograma ao agricultor.

Nas declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro sublinhou também que é necessário explicar aos agricultores o que é um preço de referência.

"Quando o Governo fixa um preço de referência, indicativo, o agricultor pensa normalmente que o Estado fixou um preço obrigatório e que tem a obrigação de impor esse preço aos intervenientes do mercado. É preciso fazer um trabalho para explicar", afirmou, acrescentando que o preço não é fixo e pode ser reduzido ou aumentado. ANG/Lusa



Cultura


Filhos de Djolmet realizam segunda edição de Jornada Cultural de 04 à 07 de Abril

Bissau, 01 Abr 19 (ANG) - Os filhos de sessão de Djolmet, região de Cacheu no norte do país, vão realizar a segunda edição de Jornada Cultural nos dias 04 à 07 de Abril sob o lema “Nó Djunta Mon” com o objectivo de demonstrar a cultura da etnia manjaca.

A informação é do responsável da organização da referida jornada à nível de capital Bissau, Sanha Ianca, este fim-de-semana na conferência de imprensa realizada para informar a opinião pública sobre a vantagem da realização do referido evento.

“No evento, vão tomar parte diferentes pessoas inclusive os filhos de Djolmet que vivem no estrangeiro e vão ser apresentados diferentes pratos tradicionais da etnia manjaca, assim como outras práticas culturais da mesma”, informou aquele responsável.

Sanha Ianca informou que no primeiro dia do evento vão apresentar o ritual de fanado, no segundo irão realizar a conferência sobre actos de “mandjidura” e no terceiro, serão apresentados peça teatral e no quarto e último dia será a vez da gastronomia.

“Depois da realização de primeira edição da Jornada Cultural em 2016, surgiu a ideia de construção de uma sede de União de Associação dos Filhos de Djolmet, cuja obra já está na fase final”, informou, acrescentando que, assim que a sede acabar vão ter uma biblioteca para enriquecer o conhecimento dos filhos local.

Por outro lado, Sanha Ianca contou que os filhos de Djolmet não preocupam apenas com a divulgação das suas culturais, mas também com a questão de segurança e que por isso, conseguiram com apoio das autoridades locais, criar um posto de Guarda Nacional que lhes ajudam em controlar a zona e igualmente na questão de roubo de gados.

Aquele responsável garantiu que vão trabalhar ainda mais no sentido de ter mais forças de segurança de forma a garantir a tranquilidade à população da área uma vez que situações de roubo são frequentes naquela zona.
ANG/AALS/AC

Sociedade

Inquérito sobre condições de vida de agregados familiares arranca amanhã em todo território nacional

Bissau, 01 Abr. 19 (ANG) – O Director Geral de Instituto Nacional de Estatística e Senso (INEC), anunciou em conferência de imprensa no último fim de semana, que o dia 02 de Abril será a data do início de inquérito harmonizado sobre as condições de vida dos agregados familiares ao nível nacional.

Segundo Carlos Mendes da Costa, a operação com a duração de 90 dias no terreno, vai decorrer em todo o território nacional mobilizando uma equipa de 76 agentes, composta de 19 supervisores e 57 agentes inquiridores, acompanhados de uma forte logística para deslocação e materiais de recolha de dados.

Ainda explicou que esta operação de recolha de dados foi dividida em duas vagas, sendo a primeira que decorreu de 23 de Setembro à 22 de Dezembro de 2018, e a segunda vaga que vai iniciar nesta terça-feira, dia 2 de Abril, em todo território nacional.

Reforçou ainda que, para o efeito, os questionários serão aplicados no terreno de seguinte forma, um para colectar informações sobre os agregados familiares e é endereçado aos chefes e membros da família e o outro será aplicado para recolher informações sobre o local de residência das famílias, suas estruturas e serviços sociais de base.

"Os inquéritos serão feitos em grupo de pessoas numa determinada localidade ou tabanca, composta pela base sociocultural da aldeia, dentre as quais homens, mulheres, jovens, líderes de opiniões e responsáveis religiosas", explicou.

De acordo com este responsável, o sucesso deste inquérito que se inicia amanhã, dependerá em grande parte da qualidade dos dados recolhidos durante o trabalho de recolha, o que por sua vez, depende também da colaboração dos agregados seleccionados à inquirir.

Carlos Mendes da Costa, exortou ainda os órgãos de comunicação social no sentido de ajudar na divulgação dos objectivos do inquérito, por forma de conseguir a colaboração massiva dos chefes da família e os seus representantes para o sucesso do processo.

Director Geral do INEC, informou que estes inquéritos estão sendo executados em todos os países membros da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA).

Disse também que foi financiado pelo Banco Mundial e Comissão da UEMOA e acordado pelos Estados membros no seu todo, na qual, a Guiné-Bissau faz parte, com objectivo de reforçar as capacidades dos Estados sobre condições de vida das famílias, respeitando as normas harmonizadas ao nível da sub-região e tornar disponíveis os micro-dados colectados ao público.ANG/CP/AC

Solidariedade


              Milionário doa um milhão de dólares para vítimas em Moçambique

Bissau,01 Abr 19(ANG) - O milionário sul-africano Patrice Motsepe entregou ao Presidente da República de Moçambique, Filipe Nuysi, uma doação de mais de um milhão de dólares para apoio às vítimas do ciclone, noticiou no domingo, o jornal moçambicano O País.4

Patrice Motsepe
"Esta humilde doação é para contribuir para fazer face à crise e aos desafios com que estão confrontados dentro do país. É uma singela contribuição", disse Patrice Motsepe.

O empresário visitou, na quinta-feira, a zona da Beira, a mais afetada pelo ciclone Idai, integrado na comitiva da ministra das Relações Exteriores sul-africana, Lindiwe Sisulu, que entregou também ao Presidente moçambicano uma doação de 60 milhões de rands (cerca de 3,6 milhões de euros).

Lindiwe Sisulu sobrevoou as zonas afetadas e esteve reunida com as equipas sul-africanas que, desde o primeiro momento, prestam assistência às vítimas.

"Fizemos o melhor para salvar vidas e queremos que o povo deste país saiba que, para além da fronteira, há um país chamado África do Sul, que fez muito para apoiá-los. Temos uma fronteira entre nós, mas somos o mesmo povo. A África do Sul fará tudo o que for possível" para apoiar Moçambique, disse Sisulu.

As equipas sul-africanas foram as primeiras a chegar ao terreno para ajudar nas operações de resgate, após a passagem do ciclone Idai no país.

Patrice Motsepe, que fez fortuna no setor mineiro, tornou-se milionário em 2008, sendo o primeiro africano negro a entrar para a lista dos mais ricos da Forbes.

Com uma fortuna avaliada em 2,3 mil milhões de dólares ocupa atualmente o lugar 962 da referida lista.

Pelo menos 493 pessoas morreram em Moçambique após a passagem do ciclone Idai e das cheias que se seguiram.

O último balanço, apresentado pelas autoridades, aponta ainda para 1.523 feridos e 839.748 pessoas afetadas pelo desastre natural de 14 de março.
ANG/Lusa

Cultura


Colectivo “artistas ka murri” homenageia a título “póstumo” actores teatrais falecidos

Bissau, 01 Abr 19 (ANG) – O colectivo “artistas ka murri” homenageou este fim de semana à título póstumo, os actores teatrais falecidos, nomeadamente Venâncio Cabral (Vi), Seco Seide, Martin Malam Biai (Manisinhu), Samore da Costa (Totó), Dirceu Francisco G. Costa, Malam Seide (Mundu ka bedju), Liu Nanque, Lionel Osíris Afonso (Piba) e Kennedy pelos seus contributos na cultura guineense.

Moisés João Aleluia Lopes, responsável do grupo teatral “Blife”, disse na ocasião que o objectivo do evento é para chamar atenção às instituições responsáveis da área da cultura no sentido de fazer algo para os actores guineense, assim como demonstrar as famílias dos mesmos os trabalhos feitos para o desenvolvimento da cultura do país.

Afirmou ainda que esses homens de cultura merecem ser homenageados por parte do Estado guineense a fim de fazer as suas famílias entenderem que eles deixaram obras que ficarão para sempre.

“Não podemos ficar a chorar os grandes homens, como Cabral e os outros combatentes da luta de libertação nacional. Esses actores merecem e têm valores na sociedade guineense porque lutaram para levar a cultura da Guiné-Bissau ao mais alto nível”, revelou Moisés Aleluia Lopes.

Para Jorge Queta, da Fundação UBUNTU, deve ser explorada a melhor parte que os guineenses têm que é o valor da solidariedade e irmandade.

“Há outros valores que nos faz esquecer essa nossa solidariedade. E uma das nossas funções é de fazer as pessoas relembrar que temos valores de irmandade que nos mostra que somos iguais e que devem ser explorados melhor. Portanto UBUNTU vai continuar a trabalhar nesse espírito”, disse.

Disse ainda que devem ser reconhecidas as pessoas que contribuíram de forma extraordinária para a cultura do país, como caso dos embaixadores de UBUNTU, Carlos Schwartz (Pipito), Adelino Mano Queta, Ideraldo Pires (Tony Bana), Aguinaldo Embaló que segundo ele, de uma regra geral não são recordados na sociedade.

Em nome dos familiares dos homenageados falaram Leocádia Batista Lopes e Mónica Sia, na qual agradeceram o gesto que segundo elas, é um reconhecimento aos falecidos e isso demonstra que fazem parte da cultura, acrescentando que seria melhor homenagear as pessoas vivas.

Esta é a 2ª Edição de homenagem aos actores culturais que desapareceram fisicamente.  Na 1ª edição foi homenageado o músico Fernando da Góia (Bidinte). ANG/DMG/AC

Cooperação





Bissau,01 Abr 19(ANG) - João Lourenço começa hoje, segunda-feira uma visita oficial de quatro dias à Rússia, estando previsto um "intenso programa". Putin será condecorado na quarta-feira, no próprio Kremlin.

O Presidente angolano parte na segunda-feira para Moscovo para uma visita oficial de quatro dias à Rússia, a convite do homólogo russo, que será condecorado quarta-feira, no próprio Kremlin, com a Ordem Agostinho Neto, indica este domingo uma nota oficial.

Em comunicado, a Casa Civil do Presidente de Angola adianta que João Lourenço irá cumprir um “intenso programa”, que inclui um encontro com Vladimir Putin e conversações ao mais alto nível entre delegações dos dois países, com o objetivo de alargar a cooperação bilateral

Segundo o documento, que não adianta as áreas e setores em discussão, João Lourenço, que visita a Rússia pela primeira vez enquanto chefe de Estado, irá também discursar perante os deputados no parlamento russo e participará num fórum com empresários dos dois países.

Há a expectativa da ampliação dos horizontes de investimento num e noutro mercado”, lê-se no comunicado, que indica ainda que no programa oficial consta uma vertente cultural, com a delegação oficial angolana a assistir a um espetáculo no teatro Bolshoi, em Moscovo.

Na capital russa está já, desde sábado, o chefe da diplomacia angolana, Manuel Augusto, a preparar a visita de João Lourenço, tal como indicou em comunicado o Ministério das Relações Exteriores (MIREX) de Angola.

No documento é salientado que as “relações privilegiadas” entre Angola e Rússia conheceram o seu “ponto alto” em 1976, altura em que Moscovo (então capital da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Socialistas – URSS – entretanto extinta) e Luanda assinaram o Tratado de Amizade e Cooperação.

De 1976 até aos dias que correm, as relações entre os dois países passaram por diferentes etapas de cooperação, sendo atualmente mais significativas nos setores da Energia, Geologia e Minas, Ensino Superior, Formação de Quadros, Defesa, Interior, Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Pescas, Transportes, Finanças e Banca”, lê-se no comunicado.

O MIREX estima que cerca de 1.000 cidadãos russos residem em Angola, dando indicações de pelo menos 1.500 angolanos a viver na Rússia.

No comunicado é recordado que, a 05 de março de 2018, esteve em Luanda o ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Serguei Lavrov, altura em que “foram reforçados os laços de amizade e cooperação”.

Já este mês, o MIREX angolano esteve em Moscovo, depois de participar numa reunião sobre direitos humanos em Genebra. ANG/Lusa