sexta-feira, 12 de abril de 2019

«Golpe de Estado» Sudão:



Bissau,12 Abr 19(ANG) -  O Presidente sudanês, Omar Al-Bachir, foi destituído, nesta quinta-feira, em Cartum, pelas Forças Armadas, disse o ministro da Defesa, Awad Mohamed Ibn Auf, que anunciou a criação de um Conselho de Transição, que será dirigido pelos militares.

“Na qualidade de ministro da Defesa, anuncio o derrube do regime, e a prisão do seu chefe num lugar seguro”, declarou o general Awad Mohamed Ahmed Ibn Auf, na televisão estatal.

O ministro da Defesa sudanês anunciou ainda uma série de medidas a ser aplicadas durante os três meses da vigência do Estado de emergência, dentre as quais o encerramento dos aeroportos e um recolher obrigatório que iniciará às 22 horas.

No Sudão, as manifestações iniciaram a 19 de Dezembro de 2018, quando a população da localidade de Altabara (Norte) revoltou-se contra a medida do governo de multiplicar por três o preço do pão.

Seguiu-se, em Fevereiro, a instalação de um Estado de Emergência no país.

Terça-feira, 09 de Abril, milhares de manifestantes começaram a concentrar-se frente ao Quartel-general das Forças Armadas, para continuarem a exigir a demissão do Presidente Al Bachir e a formação de um governo de transição, pelos civis e os militares.

As manifestações que derrubaram o Presidente Omar Al-Bachir são uma reacção à degradação da situação política e económica, ao fracasso do governo e à sua incapacidade em encontrar soluções para as sucessivas crises que o país atravessa desde a secessão do Sudão do Sul, em 2011.

Na sua separação do Norte, o Sudão do Sul ficou com 75 porcento dos jazigos de petróleo, com reservas estimadas em mais de seis mil milhões de barris.

Depois da independência do Sudão do Sul, as autoridades de Cartum tomaram medidas de austeridade económica que visavam eliminar o défice engendrado pela perda dos jazigos de petróleo.

Essas consistiram na supressão das subvenções aos combustíveis, o que provocou o aumento dos preços dos bens de primeira necessidade.

Na altura, muitos observadores foram unânimes em considerá-la a pior repressão protagonizada por Al-Bachir desde que tomou o poder, através de um golpe de Estado, em 30 de Junho de 1989.

A repressão de 2013, a persistência da crise económica, a contínua degradação das condições de vida, a propagação da corrupção e a impunidade dos corruptos, a sua protecção e promoção, os privilégios concedidos às mesma pessoas, convenceram a população a, por falta de vontade política do governo, encetar reformas e contestar as derivas das autoridades.

As manifestações que iniciaram em Dezembro de 2018 esbarraram com um sistema ideológico-religioso, fanático e autoritário que geria o país há 30 anos, e que dedicava 70 % do Orçamento do Estado ao aparelho de segurança e militar.

Mas, o facto de a partir de terça-feira última, vários militares desertarem e juntarem-se aos manifestantes em frente ao Quartel-general das Forças Armadas, e o de a Polícia vir a declarar oficialmente que não se associava às Forças que reprimiam a população, foi um passo gigante, uma incontornável fissura que debilitou o poder do Presidente Al Bachir, levando ao seu derrube nesta quinta-feira.

O Sudão, um país milenar que fez parte da antiga Núbia, tornou-se independente do Reino Unido, em 1956.

Desde 30 de Junho de 1989, o país era dirigido por Omar Al-Bashir e o seu partido, o Congresso Nacional, coligado às castas muçulmanas.

Militar, Omar Al-Béchir aderiu às Forças Armadas aos 16 anos de idade e, por várias vezes, participou no Egipto, em combates contra Israel.

Em 1989, toma o poder através de um golpe de Estado contra Sadiq al-Mahdi, lança uma purga, e instaura um regime Islâmico-militar, introduz a xaria e alberga terroristas, entre os quais Oussama Bin Laden, o que levou os Estados Unidos da América a colocá-lo na lista negra.

As sangrentas guerras que levou a cabo contra a região de Darfour fizeram com que, em 2009, o TPI emitisse um mandado de captura conta si, por genocídio, crime de guerra e crimes contra a humanidade.ANG/Angop

Infra-estruturas


“Porto de Bissau agora mais seguro para receber navios de grande porte”, afirma Ministro dos Transportes e Comunicações

Bissau,12 Abr 19(ANG) – O ministro dos Transportes e Comunicações, afirmou que os operadores económicos que outrora tinham ideia de deixar de utilizar o Porto de Bissau que o façam de uma forma segura pois as infra-estruturas agora existentes o permitam e facilitam.

Ministro dos Transportes e Comunicações
Mamadú Serifo Jaquité que falava hoje na cerimónia da entrega das obras de reabilitação de novas defensas de atracagem de navios do Porto de Bissau, disse que a infra-estrutura ora entregue vai permitir uma nova dinâmica no tecido económico e comercial do país.

“Esta obra não fica atrás de qualquer outra de engenharia ao nível dos serviços portuários mundiais, porque foi concebida mas também estudada e reestruturada aliada a parceria técnica de outras empresas vocacionadas para os trabalhos do sector”,  disse.

O governante sublinhou que as suas promessas têm que ser bem vinculadas, acrescentando que a dinâmica para a transformação do Porto Comercial de Bissau e cujo objectivo é permitir que os operadores económicos nacionais se sintam cada vez mais sensibilizados e garantidos na realização das suas operações e por isso não vão terminar com a colocação das defensas.

Por isso, o titular da pasta dos Transportes e Comunicações garantiu que muitos outros desafios estão a frente da Direcção da Administração dos Portos da Guiné-Bissau, do seu Conselho de Administração, Sindicato e todos os trabalhadores.

Vista de defensas colocadas no Porto de Bissau
Por sua vez, o director Geral da Administração dos Portos da Guiné-Bissau(APGB), afirmou que volvidos dois meses após o início dos trabalhos de recolocação de novas defensas no principal Porto de ligação do país com o exterior, foi o fruto de um árduo trabalho conjunto entre o Conselho de Administração, equipa directiva e os técnicos daquela instituição.

Fèlix Bulutna Nandungué disse que a iniciativa demonstra as suas capacidades internas de materializar os grandes projectos de reabilitação e modernização das infra-estruturas portuárias particularmente do Cais comercial de Bissau.

“Hoje estamos todos aqui para inaugurar as novas defensas já colocadas ao longo do Cais comercial que vai oferecer as melhores condições de segurança nas manobras de atracação e desatracação de navios no Porto de Bissau.

Aquele responsável sublinhou que a dinâmica do processo de integração sub regional, tanto da UEMOA como da CEDEAO e dos desafios que neste contexto coloca o país, impõem a criação das condições necessárias a modernização da industria portuária, diminuindo os seus custos e dota-los de recursos humanos e materiais que lhe permite enfrentar os desafios futuros.ANG/AC

Pescas


       Governo inicia abastecimento de pescados em todos os mercados do país

Bissau, 12 Abr 19 (ANG) – A ministra das Pescas garantiu que o governo vai criar as condições para abastecer todos os mercados do país com pescado de qualidade.

Segundo a rádio Capital-FM, Maria Adiatú Djaló Nandigna esteve quinta-feira em Bafatá e Gabú com intuito de entregar o primeiro carregamento do pescado para abastecer o mercado local, onde afirmou que o processo vai continuar em todas as localidades do país porque o executivo tem responsabilidade de garantir alimentação ao seu povo.

Acrescentou que a Organização Mundial de Saúde(OMS) exige que, em toda a parte do mundo o consumo mínimo de peixe por cada pessoa deve ser duas vezes por semana, acrescentando que felizmente na Guiné-Bissau é o prato do dia-a-dia.

“Se a população não tiver peixe ao seu alcance, isso significa que o governo não está a cumprir com seu dever, “frisou a governante.

Adiatú Nandigna afirmou que o país não possui nenhuma frota pesqueira mas, o Governo assinou um acordo com uma empresa Chinesa para o abastecimento do mercado nacional.
Em nome das mulheres peixeiras,  Sirem Mané agradeceu o gesto do governo e apelou o mesmo para colocar uma câmara frigorífica para conservação dos seus pescados.

A mesma delegação do Ministério das Pescas desloca-se esta sexta-feira  a Canchungo e Bissorã com o mesmo propósito naquelas cidades do norte do país.
ANG/JD/AC

Ensino


Presidente da República apoia intercâmbio Académico das Associações Estudantis da Faculdade de Direito de Bissau e Cabo Verde

Bissau, 12 Abr 19 (ANG) – O Presidente da República José Mário Vaz, apoiou esta quinta-feira com um valor monetário não revelado, o intercâmbio académico entre os estudantes da Faculdade de Direito de Bissau e de Cabo Verde.

O encontro decorrerá de 12 à 24 do corrente mês em Cabo Verde sob lema, “Reviver o Passado Comum e Comungar as Ideias da Integração Oeste Africana e na CPLP”.

A saída da audiência, o Presidente da Associação dos Estudantes da Faculdade de Direito de Bissau, Osvaldo Oliveira Té disse à imprensa que informaram o Presidente da República sobre a importância do referido intercâmbio para os estudantes assim como para o país em geral.

Reforçou por outro lado que, aproveitaram o momento para expor o Chefe de Estado, sobre as dificuldades financeiras que a própria Associação atravessa, para poder realizar o evento estudantil com os seus irmãos de Cabo-Verde.

“Porque durante troca de ideias com os estudantes da Associação do Instituto de Ciências Jurídicas e Sociais de Cabo-Verde, pretendemos visitar várias cidades para conhecer as histórias que uniram os dois povos, mas para isso aconteça precisamos de meios para materializarmos o sonho”, assegurou o responsável.

Osvaldo Oliveira Té acrescentou por outro lado que, o Presidente da República ficou sensibilizado com a ideia, e prontificou em resolver o assunto para que a partida dos 32 estudantes da referida Associação, possam acontecer na data prevista.
ANG/LLA/AC     

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Caso arroz da China Popular


Advogado do Inspector Geral da PJ considera acção do Ministério Público de uma “autêntica prevaricação” à justiça “

Bissau, 11 abr 19 (ANG) – O advogado de defesa do Inspector e chefe da operação “arroz de povo” da Polícia Judiciária considerou a acção do Ministério Público de “uma autêntica prevaricação à justiça” ou seja um atentado contra um processo em curso na Polícia Judiciária.

José Paulo Semedo que falava à imprensa após audição do seu constituinte pelo Ministério Público, no âmbito de uma operação de recuperação de cerca de 1000 toneladas de arroz oferecidos pela República Popular da China, e   supostamente desviado, disse que o Ministério Público chamou o chefe de operação apenas para o assustar, estrangular o processo e dar a sua continuidade com a intenção de proteger alguém.

E neste caso, segundo José Paulo Semedo, o que acabou de assistir é o “não processo”, porque não existe nenhum denunciante e todos os documentos apresentados são falsos e servem apenas para estrangular a investigação em curso na PJ, abrindo um outro processo.

Acrescentou que a PJ não enviou o processo para o Ministério Público por isso exigiu ao Ministério Público a explicar a sociedade guineense  como abriu o processo contra o Inspector e chefe da operação “arroz de povo”, Fernando Jorge.

José Paulo Semedo informou que Fernando Jorge saiu das instalações do Ministério Público sem nenhuma medida de coacção e nem foi declarado como suspeito.

Por sua vez, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva considerou também de grave e incompreensível o incumprimento da ordem de detenção emitido pela PJ contra o cidadão Nicolau dos Santos.

“Como é possível num Estado de Direito Democrático, a PJ, entidade responsável pela investigação estar perante uma situação e com necessidade de deter o ministro da Agricultura, em conformidade com os factos e não consegue”, lamentou Augusto Mário, pedindo ao ministro do Interior para assumir as suas responsabilidades, ordenando a retirada imediata dos agentes que estão obstruir o cumprimento do mandato da Policia Judiciária para permitir a detenção do ministro da Agricultura.

O Presidente da Liga salientou que a obstrução à justiça é um crime Punível no Código Penal, acrescentando que para qualquer individuo que esteja a obstruir actividade judicial deve ser objecto de um processo criminal e responsabilizado pelo facto.

Em relação a audição do Inspector e chefe da operação denominada “arroz de povo” da parte do Ministério Público, Augusto Mário qualificou-a de um espectáculo deprimente, porque os documentos apresentados pelo Ministério Público são de proveniência duvidosa.

“São autos de declaração das pessoas que supostamente ouvidas na Polícia Judiciária, mas esta instituição não encaminhou nenhum dos autos para o Ministério Público e como é que a Procuradoria-Geral da República conseguiu os referidos documentos que não é da PJ para constituir um processo paralelo àquele que já está a ser conduzida pela PJ”, questionou.

Explicou que o inquérito preliminar é feito pela PJ e a partir daí é que Ministério Público dispõe de elementos que lhe permite instruir o processo criminal, frisando que não havendo a envio dos documentos da parte da PJ, onde é que Ministério Público obteve os autos que estão a ser usados para constituir um processo contra o Inspector e chefe de operação de “arroz de povo”.

Por isso, segundo Augusto Mário da Silva, a  acção do Ministério Público demonstra a vontade de proteger alguém e de ocultar a verdade sobre eventuais confirmações das suspeitas de desvio  do arroz doado pelo governo de República Popular da China ao da Guiné-Bissau.

O Presidente da LGDH encorajou a PJ a prosseguir com o inquérito para apurar a verdade e renovar a ordem de detenção ao Ministro da Agricultura.

Exigiu ao ministro do Interior a retirar todos os agentes que estão a dificultar o cumprimento do mandado  de detenção do governante.

“Estamos num estado de direito. A sociedade guineense pugna pela justiça, pela verdade e não se pode estar a escamotear a verdade , o caso deve ser esclarecido”, concluiu.

 O Inspector da Polícia Judiciária, Fernando Jorge, que leva a cabo os inquéritos para a recuperação de 1000 toneladas do chamado “Arroz do Povo”, supostamente desviados, foi hoje ouvido no Ministério Público. ANG/LPG/ÂC//SG

Sudão


                            Manifestantes exigem queda do presidente

Bissau, 11 abr 19 (ANG) -  Milhares de sudaneses mantêm nesta quinta-feira, pelo sexto dia consecutivo, o desafio ao governo do presidente Omar Al Bashir diante do quartel-general do Exército, cuja posição é incerta no confronto entre o governo e os manifestantes, noticiou à AFP.
Presidente do Sudão El Bachir
"As pessoas chegam em massa", disse um manifestante na madrugada desta quinta-feira, diante do QG do Exército. "Vêm homens e mulheres de todas as partes de Cartum e de outras cidades para o que chamam de plantão nocturno".
O partido do Congresso Nacional (NCP), base de apoio de Bashir, havia convocado uma contra-manifestação de apoio ao presidente para esta quinta-feira, em Cartum, mas decidiu adiar o protesto para data ainda não definida.
Na terça-feira, 11 pessoas, incluindo seis membros das forças de segurança, foram mortas nas manifestações em Cartum, disse Hasan Ismail, porta-voz do governo, sem especificar as circunstâncias, segundo a agência oficial de notícias Suna.
No total, 49 pessoas morrem devido à violência ligada às manifestações, segundo responsáveis locais.
A ONG Human Rights Watch divulgou um balanço de 51 mortos, incluindo crianças.
As manifestações começaram em Dezembro pela decisão do governo de triplicar o preço do pão num país mergulhado na crise económica. Rapidamente, os actos transformaram-se num movimento contra Bashir.
"O povo quer a queda do governo", gritaram durante a noite os manifestantes, que fizeram o "V" da vitória e usaram os telefones celulares para iluminar o local.
Agitando bandeiras nacionais, os manifestantes repetiram o apelo para que o exército se una ao movimento, que ganhou força desde sábado.
"Os soldados no quartel-general estão revoltados com os ataques de gás lacrimogéneo contra os manifestantes esta semana e estão determinados a impedi-los", afirmou outro manifestante.
Na terça-feira, a polícia anunciou que ordenou que os agentes não actuassem contra os activistas.
A intenção dos militares, no entanto, continua a ser um mistério. Num comunicado divulgado na segunda-feira, o general Kamal Abdelmarouf, comandante do Estado-Maior do exército, afirmou que a tropa "continua a cumprir com a sua responsabilidade de proteger os cidadãos".
Na quarta-feira, os manifestantes tentaram arrecadar dinheiro para garantir água e alimentos à multidão que permanece diante do QG, sob uma temperatura de 40 graus.
Desde sábado, dia da retomada dos protestos, sete pessoas morreram, o que elevou o balanço a 38 vítimas fatais desde o início das manifestações contra o governo de Bashir em Dezembro, de acordo com o governo.
Bashir, diante do maior desafio desde que chegou ao poder, nega-se a demitir-se. Após tentar reprimir as manifestações à força, declarou a 22 de Fevereiro estado de emergência durante um ano em todo país.
A mobilização havia perdido força, mas ganhou um novo estímulo no sábado 06 de Abril, data que recorda a revolta de 06 de Abril de 1985 que derrubou o governo de Jaafar al Nimeiri.ANG/Angop


Caso arroz da China Popular



Bissau, 11 abr 19 (ANG) - A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau tentou hoje deter o ministro da Agricultura no âmbito do caso do arroz doado pela República Popular da China,  mas foi impedida pelos seguranças do governante.

Nicolau dos Santos
O ministro Nicolau dos Santos foi ouvido esta manhã por elementos da PJ durante mais de duas horas, no seu gabinete no ministério, tendo a polícia dado ordem de detenção, testemunhou a Lusa no local.

Perante a ordem policial, seguranças do governante tentaram impedir a detenção e arrastaram o ministro para uma outra sala, onde se barricaram.

Nicolau dos Santos tentou resistir à iniciativa dos seus seguranças, dizendo: "Eu vou, eu vou".

Cerca das 11:30 em Bissau (12:30 em Lisboa), o ministro ainda se encontrava no interior do edifício.

A PJ reforçou entretanto a presença no local, incluindo com agentes armados, e acabou por arrombar a porta.

O momento foi marcado pela tensão, registando-se confrontos entre elementos da PJ e seguranças do ministério, e um jornalista guineense foi agredido.

Segundo fonte da PJ, a diligência está relacionada com o processo "Arroz do Povo", relativo a arroz doado pela China Popular e que estaria a ser preparado para ser vendido no mercado.

No início desta semana, a PJ apreendeu 36 toneladas de arroz numa quinta do ministro da Agricultura.

Até agora, a operação desencadeada pela PJ guineense no início deste mês já levou à apreensão de pelo menos 136 toneladas daquele alimento base  dos guineenses.

Além da apreensão feita na segunda-feira na quinta do ministro da Agricultura, a PJ já tinha apreendido outras tantas toneladas de arroz em armazéns em Bafatá alegadamente propriedade da empresa Cuba Lda, cujo dono é Botche Candé, antigo ministro do Interior do país.

Na semana passada, foram detidas três pessoas no âmbito desta operação.

Em declarações à imprensa, o inspetor da PJ responsável pela operação, Fernando Jorge, disse que o arroz doado pela China estava a ser preparado para ser vendido no mercado.

"Só queremos mostrar a nossa determinação e dizer que esta investigação vai até ao fim. A China doou 104 contentores de arroz e agora vamos perceber a dinâmica de distribuição desse arroz", disse.

Na quinta-feira, após a primeira apreensão de arroz ter sido tornada pública, o ministro da Agricultura disse que os armazéns onde se encontrava o arroz apreendido em Bafatá foram alugados pelo Governo e que o donativo doado pela China não tinha sido desviado.

Num comunicado divulgado à imprensa no mesmo dia, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, que se encontrava em Washington, pediu à PJ para "prosseguir o inquérito visando situar as responsabilidades no descaminho verificado na distribuição do arroz doado pela República Popular da China".
ANG/Lusa



EUA


  “Vitória de Netanyahu aumenta chances de paz no Oriente Médio”, Diz Trump

Bissau, 11 abr 19 (ANG) -  O presidente americano, Donald Trump, afirmou, na quarta-feira (10), que os resultados das eleições legislativas israelitas, que apontam para uma vantagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, aumentam as probabilidades de se conseguir paz no Oriente Médio.
"Agora que 'Bibi' (apelido do primeiro-ministro) ganhou, acho que veremos boas coisas em relação à paz", disse Trump, evocando o plano de paz, no qual o seu governo trabalha desde a sua chegada ao poder e cujo conteúdo continua a ser secreto.
"Todo mundo disse que não pode haver paz no Oriente Médio entre Israel e os palestinianos. Acho que temos uma oportunidade e acho que, agora, temos uma oportunidade melhor", completou Trump, citado pela AFP.
Netanyahu caminha para o seu quinto mandato como primeiro-ministro de Israel, depois da apuração quase total dos votos.
"Quero felicitar Bibi Netanyahu", disse Trump, ao se referir a seu "amigo" e "aliado formidável".
Trump apoiou Netanyahu energicamente, incluindo o reconhecimento americano da soberania israelita sobre as Colinas de Golã. A região foi tomada por Tel Aviv da Síria em 1967, e anexada em 1981.
As lideranças palestinianas mostram-se cépticas quanto ao plano de paz americano de paz no Oriente Médio, devido ao amplo apoio de Trump a Netanyahu.
Na terça-feira, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, recusou-se a reafirmar o histórico apoio dos Estados Unidos à criação de um futuro Estado palestiniano.ANG/Angop

Caso arroz da China Popular


       Embaixador Jin hongjun  confirma que o produto não é para venda

Bissau, 11 Abr 19 (ANG) – O Embaixador da República Popular da China afirmou  quarta-feira que o arroz doado pelo seu país á Guiné-Bissau não é para venda, salientando que é destinado para os mais carenciados segundo o acordado entre os dois governos.

Jin Hongjun em entrevista à RDP África e Agência Lusa, disse que depois da entrega do produto, cabe ao Governo guineense fazer a distribuição, e o governo chinês através da sua Embaixada em Bissau monitorar a repartição e depois avaliar o resultado da operação.

O diplomata frisou que o acordo entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China prevê duas condições ou seja o primeiro é que o arroz deve ir para as pessoas mais carenciadas a nível nacional e a segunda não deve ser vendido.

“Agora não vou entrar em detalhes e vamos esperar os resultados da investigação e apurar a verdade que é só uma, e vamos esperar com paciência porque para mim o processo de distribuição estava a correr bem até aparecer estas dúvidas, por isso, cabe as autoridades guineenses esclarece-las para que a população fica descansada “,frisou.

O diplomata chinês explicou que o arroz foi dividido de seguinte maneira: mais de 2700 toneladas foram doadas ao Governo e 36 toneladas  para o Gabinete da Primeira Dama, e que a distribuição desta pequena quantidade já foi feita para as instituições mais carenciadas do país.

A Polícia Judiciária Guineense, perante suspeitas de desvio desse arroz desencadeou uma operação que já resultou na recuperação de várias toneladas desse cereal, em propriedades de altos dirigentes do país e de um comerciante, estando alguns implicados, nesse alegado desvio de arroz doado para as populações guineenses mais carenciadas, detidos.ANG/MSC/ÂC//SG

Brexit


        Reino Unidopode deixar União Europeia em Maio, diz Theresa May

Bissau, 11 abr 19 (ANG) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou hoje  em Bruxelas, que, apesar da nova extensão para a saída da União Europeia (UE) até 31 de Outubro próximo, o Reino Unido ainda pode deixar a UE em 22 de Maio.
"Se pudermos chegar a um acordo agora (...) ainda podemos sair em 22 de Maio", disse May, em conferência de imprensa, em Bruxelas, referindo-se aos parlamentares britânicos, que até agora rejeitaram todos os acordos e todas as alternativas que lhes foram propostas.
"Já poderíamos estar fora da União Europeia se houvesse apoio do parlamento britânico para o acordo de saída”, lamentou May.
Apesar disso, a primeira-ministra britânica mostrou-se confiante na ambição de "chegar a um acordo para uma saída ordenada o mais rápido possível", antes do prazo agora prolongado.
May, afirmou que, apesar da nova extensão para a saída da União Europeia até 31 de Outubro próximo, o Reino Unido ainda pode deixar a UE em 22 de Maio, antes das eleições europeias e por isso “sem ter que realizar eleições”.
"Se um acordo for alcançado e as obrigações legais puderem ser ratificadas antes de 22 de Maio, poderemos sair sem ter que realizar eleições europeias", disse.
“Enquanto políticos, temos que ouvir o mandato do referendo e agir para que o país possa avançar", frisou May.
A primeira-ministra sublinhou que, enquanto o seu país permanecer na UE "vai manter os direitos e obrigações".
Minutos antes, o presidente do Conselho Europeu pediu ao Reino Unido para não desperdiçar esta nova oportunidade, mas não excluiu taxativamente a possibilidade de o processo não estar finalizado em 31 de Outubro, a nova data para o ‘Brexit’.
“Esta extensão é tão flexível como eu esperava, mas mais curta do que esperava, mas ainda assim suficiente para encontrar a melhor solução possível. Por favor, não a desperdicem desta vez”, instou Donald Tusk, após a conclusão da cimeira europeia extraordinária dedicada a uma nova prorrogação da data do ‘Brexit’,
A União Europeia e Reino Unido acordaram hoje uma nova data limite para o ‘Brexit’, com os '27' a concederem a Londres uma
extensão até 31 de Outubro, que a primeira-ministra britânica aceitou.
Ao cabo de uma “maratona” negocial concluída perto das 02:00 locais (01:00 de Lisboa), a UE a 27, que há três semanas já prolongara a data do ‘Brexit’ de 29 de Março até 12 de Abril, decidiu conceder uma nova extensão, solicitada por Theresa May, para lhe dar tempo para alcançar por fim uma maioria positiva no parlamento britânico que permita a aprovação do Acordo de Saída, chumbado já por três vezes pela Câmara dos Comuns.
O novo prolongamento do Artigo 50.º “exige” a participação do Reino Unido nas eleições europeias (23 a 26 de Maio) e contempla uma revisão intercalar do processo de saída do Reino Unido da União Europeia por ocasião do Conselho Europeu de 20 e 21 de Junho próximo.
Em aberto fica a possibilidade de o Reino Unido abandonar a UE a qualquer momento antes da data agora fixada se o parlamento britânico ratificar o Acordo de Saída celebrado entre o bloco europeu e o Governo britânico em Novembro de 2018.
A data de 31 de Outubro proposta pela UE a 27 deve-se ao facto de a futura Comissão Europeia entrar em funções em 01 de Novembro.
Uma vez mais, os líderes da União Europeia não concordaram com a data solicitada por May – que, tal com em Março, pedira uma extensão do Artigo 50.º até 30 de Junho -, por não acreditarem que o Reino Unido consiga ultrapassar nas próximas semanas a profunda divisão que se regista na Câmara dos Comuns, evitando assim novas cimeiras de emergência e novas extensões curtas. ANG/Angop

Caju




Bissau,11 Abr 19(ANG) - A campanha de comercialização da castanha de caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, foi aberta oficialmente a 30 de março, mas os agricultores de Cumura/ Pepel desesperam porque, na prática, ainda ninguém apareceu para comprar a castanha.

O campo agrícola de Palestina, na localidade de Cumura/ Pepel, a 20 quilómetros de Bissau, acolhe as comunidades de Cumura de Padre e Prabis para apanha do caju, mas os proprietários da granja e os próprios agricultores que lá trabalham não sabem o que fazer para vender a castanha que já juntaram.

A granja, que se estende por sete quilómetros de cajueiros é gerida pelo embaixador da Palestina na Guiné-Bissau, mas é o guineense Adulai Bari que passa lá os dias para coordenar o trabalho de centenas de famílias de agricultores que aí permanecem entre os meses de março a setembro na apanha do caju e extração do vinho que vem do mesmo fruto.

"Nós só precisamos da castanha, as mulheres precisam da polpa para extrair o vinho. Elas vêm cá, com as suas crianças apanhar o caju, dão-nos a castanha", contou à Lusa Bari para lamentar, logo de seguida, que o problema é quem compre os cerca de 20,30 sacos do caju que conseguem juntar diariamente.

O preço oficial decretado pelo Governo para compra de cada quilograma da castanha ao agricultor é de 500 francos cfa (cerca de 0,76 cêntimos de euro).

Porque não há ninguém a comprar nem a este ou outro preço, Adulai Bari prefere ensacar a castanha que vai recolhendo da granja e guardá-la em armazéns "à espera de melhores dias".

A granja da Palestina, um campo agrícola que o Estado guineense doou aquele povo árabe como recompensa pela sua ajuda pela independência do país, é enorme, e a gerência decidiu, este ano, contratar jovens rapazes da região de Gabu (no leste) para ajudar na apanha do caju.

Rapazes entre os 14 e os 16 anos enchem várias extensões do campo da Palestina. Adulai Bari incentiva-os a trabalhar. A cada um é dado cinco bacias de 20 quilogramas que têm de encher, diariamente, de caju apanhado e que vão entregando às mulheres que separam a castanha da polpa.

Bari contou à Lusa que no final do mês dá a cada um dos rapazes de Gabu, "um salário de 60 mil francos" cfa (cerca de 91,47 euros), mais comida, alimentação e cuidados médicos. Os jovens disseram à Lusa que são pagos, mas, diariamente e recebem 1000 francos (cerca de 1,5 euros) por cada bacio de caju apanhado.

"Nem sei o que vamos fazer com tanta castanha que já guardamos e que ninguém aparece aqui para comprar", disse o chefe da granja, olhando para os novos sacos prontos com o produto que Mamadu Diallo, cidadão da Guiné-Conacri vai ter que arrumar no armazém.

Diallo é vendedor de quinquilharias em Bissau, mas há quatro anos que durante os meses da campanha do caju troca a capital da Guiné-Bissau pela granja da Palestina onde é armazenista da castanha de caju, sob as ordens do chefe Bari.

Ao ser questionado pela Lusa se o trabalho corre bem, Mamadu ri-se e dispara: "No ano passado a esta altura já o armazém estava sem castanha". ANG/Lusa

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Cultura


Charbel Pinto promete apoiar a produção discográfica de dois músicos da nova geração

Bissau, 10 abr 19 (ANG) – O músico Charbel Pinto prometeu apoiar dois músicos da nova geração, nomeadamente, Bubex Interpretador e Flav Nice na dinamização das suas produções que segundo ele, os dois têm  talentos mas não têm  meios para fazer bons trabalhos.

Assume ter a responsabilidade na cultura guineense, devido assistência que teve no seu último concerto, realizado sábado passado.

Sobre as críticas de algumas pessoas em relação aos concertos musicais no Estádio 24 de Setembro, revelou que nos outros países os Estádios não são apenas  para os jogos, mas  também para a investidura dos presidentes, tomada de posse de ministros, concertos musicais,entre outras actividades.

Em nome da Direcção-geral da Cultura, Nelito Taborda disse que o governo tem muitas coisas na manga em relação ao Direito de Autor.

"Se o Direito de Autor começar a ser respeitado  na Guiné-Bissau, então vamos criar condições necessárias para que os artistas começassem a ter os seus benefícios. Mesmo fazendo o espectáculo no Estádio, o artista tem o seu ganho quando o direito do autor está a funcionar porque qualquer espectáculo feito, esse direito deve ser pago", disse Nelito Taborda.   

Disse ainda que é uma satisfação ver um cantor guineense a levar a bandeira do país ao mais alto nível, acrescentando que é preciso deixar as comparações e ciúmes, e pede aos  artistas para serem humildes nos seus trabalhos.

Nelito Taborda pediu aos artistas nacionais da diáspora para se inscreverem na Sociedade Guineense do Direito do Autor para poderem  ser protegidos por essa sociedade.

Em nome da comissão organizadora do concerto de Charbel,  Emílio Costa considerou o evento  de dimensão internacional devido os cenários que havia no campo e a disciplina que reinava nesse dia, acrescentando que o objectivo é  realçar a cultura do país e fazer coisas boas que são feitas em todas as partes do mundo.

Disse que é preciso dar apoio aos cantores nacionais porque é através dos concertos que se consegue angariar fundos para  gravar  discos.

Segundo Emílio Costa ter um campo lotado, os músicos vão poder andar com seus próprios pés.

Pede aos  Estado guineense e as instituições ligadas a cultura para reflectirem sobre o que deve ser feito para ajudar a cultura guineense. ANG/DMG/ÂC//SG

Caso arroz da China Popular


              Líder do MDG diz que Guiné-Bissau está refém de malfeitores

Bissau, 10 Abr 19 (ANG) – O  líder do Movimento Democrático Guineense (MDG), Silvestre Alves afirmou  terça-feira que o país está refém de mal- feitores, e que, continuando no caminho em que está, nunca mais sairá do marasmo em que se encontra.

Silvestre Alves citado pela Radio Bombolom, comentava sobre o alegado envolvimento do ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural no alegado desvio de arroz doado pela República Popular da China as autoridades de Bissau para fins de caridade.

“Ou seja, uma ajuda que devia ser canalizada através de um departamento de Estado é desviada para alimentar o ego de certas pessoas e enganar o eleitorado, é escandaloso. 

Tirando o ex-Presidente da República João Bernardo Vieira (Nino Vieira) que não comportava desta maneira, todos os restantes se envolveram neste carnaval de desorganização do Estado “,disse.

Alves frisou que dificilmente o Presidente da República vai equidistar da situação, salientando que não sabe que ligação tem com as partes envolvidas no caso ou seja a República Popular da China o doador, o ministro da Agricultura e o seu eterno e patético projecto denominado Mão na Lama”, criticou.

Alves disse ser  triste chegar a esta constatação, frisando que a Nação está a ser gozada ou está refém de malfeitores.~

Para além das quantidades de arroz que a Policia Judiciaria aprendeu no interior do país, concretamente em várias localidades do Leste e Norte, na terça-feira, foram recuperadas igualmente 1000 sacos numa taberna de um cidadão Mauritaniano no Bairro de Brá arredores da capital Bissau, e o proprietário se encontra em fuga. ANG/MSC/AC//SG

Pescas


 “Fraco poder de compra limita consumo de peixe  de qualidade”, diz Director Geral da Pesca Industrial

Bissau, 10 Abr 19 (ANG) – O Director-geral da Pesca Industrial afirmou que o país dispõe de quantidades suficientes de pescado, mas que é notável o fraco  poder de compra por parte da população.

Segundo a Rádio Pindjiguiti ,Carlos Nelson Sanó fez estas afirmações depois de uma visita realizada aos três complexos  frigorífico, nomeadamente Afripeixe, Guiné-Pesca e o Projecto de Porto de Bandim.

Sanó disse que o mercado também tem a sua lei que é da procura e da oferta, acrescentando que, se os pescados forem estocados durante muito tempo e não forem vendidos, isso acarreta muito custo para as vendedeiras porque têm que pagar a câmara frigorifica e enfrentar outras despesas.

Aquele responsável garantiu que brevemente os pescados serão distribuídos em diferentes regiões com objectivo de atingir toda a população guineense, tendo mostrado que os peixes não são como arroz ou outros produtos que podem ser guardados nos armazéns por muito tempo, porque vai ser preciso  corrente eléctrica constante parta a sua conservação e não pode ser exposto ao sol.

Referiu  que o Ministério das Pescas decidiu reabilitar as câmaras frigoríficas nas regiões, acrescentando que já recuperaram as de  Canchungo, Farim e Bafatá, e que a da região de Gabú será o próximo passo.

“Vamos fazer chegar o pescado em todo o país a custo muito acessível, porque o Ministério vai assumir o custo de transporte e de conservação do produto nesta fase” garantiu Sano.   ANG/JD/AC//SG

Caso arroz da China Popular


                        LGDH apoia investigações da Polícia Judiciaria

Bissau,10 Abr 19 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), declarou apoio “sem reservas” as investigações em curso conduzidas pela Policia Judiciaria (PJ), tendentes ao esclarecimento cabal do destino dado ao arroz oferecido pelo governo da República Popular da China ao povo guineense.

Numa nota publicada terça-feira na sua página no facebook, a LGDH defende a sua convicção no combate, sem tréguas, a corrupção nas múltiplas dimensões.

Salientou ainda que estas acções levadas a cabo pela PJ, constituem um passo importante em direcção a moralização da sociedade e consequente na resolução de  problemas sociais e económicos com que o país se depara.

Ainda na nota LGDH declara a sua estranheza pela suposta notificação do  Ministério Público ao Inspector-geral da PJ, Fernando Jorge, responsável pela investigação do caso, para ser ouvido no dia 12 de Abril.

A Liga lamentou ainda e disse que não se sabe a que título foi notificado o Inspetor.

A LGDH  refere que a notificação ocorre numa altura em que a investigação chegou a uma fase decisiva no que diz respeito a recolha de elementos provatórios que irão instruir o processo.

Por último, a Liga  disse estar vigilante e pronta para denunciar quaisquer manobras que visam impedir a PJ prosseguir com as acções de investigações, e, por conseguinte, obstruir a realização da justiça. ANG/CP/AC//SG