sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Iraque


           Ataque dos EUA mata poderoso general iraniano em Bagdá
Bissau, 03 jan 20 (ANG) - O bombardeio foi ordenado por Donald Trump, três dias após manifestantes pró-Irã terem atacado a embaixada americana na capital do Iraque, confirmou o Pentágono.
O general e herói iraniano Qasem Soleimani era o chefe da Guarda Revolucionária do Irã.
O líder de uma milícia iraquiana pró-iraniana, Abu Mehdi al-Muhandis, também morreu no ataque na noite desta quinta-feira (2) contra o Aeroporto de Bagdá. O aiatolá Ali Khamenei pediu na manhã desta sexta-feira (3) "vingança".
Segundo o departamento americano de Defesa, a ordem para liquidar Soleimani partiu diretamente de Donald Trump. "Sob as ordens do presidente, o Exército americano agiu para proteger o pessoal americano e estrangeiro e matou Qasem Soleimani", informou o Pentágono. Minutos antes, Trump havia tuitado uma bandeira americana.
O Congresso americano não foi previamente informado. O presidente do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, Eliot Engel, admitiu que Soleimani foi "o autor intelectual de uma enorme violência" contra americanos, mas afirmou que "seguir em frente com uma ação desta importância sem envolver o Congresso cria sérios problemas legais e é uma afronta aos poderes do Congresso".
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, qualificou o ataque de "escalada extremamente perigosa e imprudente" deflagrada por Washington. Mohsen Rezai, um antigo chefe dos Guardiães da Revolução, declarou que "Soleimani se uniu a nossos irmãos mártires e nossa vingança sobre a América será terrível".
"Uma reunião extraordinária do Conselho Supremo de Segurança Nacional foi convocada para as próximas horas para discutir o ataque...", anunciou o porta-voz Keyvan Koshravi, citado pela agência estatal Isna.
O general Soleimani, 62 anos, liderava a força Al-Qods dos Guardiões da Revolução, encarregada das operações no exterior. Era visto como um herói no Irã e exercia um papel-chave nas negociações políticas para formar um governo no Iraque. O general iraniano foi um dos principais personagens do combate às forças jihadistas na região e tinha uma atuação fundamental no reforço da influência diplomática de Teerã no Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Síria.
Al-Muhandis era o número dois da Hashd al Shaabi e seu chefe operacional. Na terça-feira, milhares de apoiadores, combatentes e altos comandantes do Hashd al Shaabi protestaram na Zona Verde de Bagdá contra os ataques dos Estados Unidos a milícias pró-Irã.
Os manifestantes quebraram as janelas e invadiram as instalações de segurança da embaixada americana, sem que as forças iraquianas que protegiam o local reagissem.
Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico da República Islâmica, confirmaram que "o glorioso comandante do Islã Haj Qasem Soleimani morreu como mártir em um ataque dos Estados Unidos contra o aeroporto de Bagdá", em nota divulgada na TV estatal em Teerã.
As vítimas estavam em um comboio das Forças de Mobilização Popular (Hashd al Shaabi), uma coalizão de paramilitares majoritariamente pró-Irã e atualmente integrada ao Estado iraquiano, revelou o porta-voz do grupo Ahmed al-Assadi. "Três mísseis atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdá próximo ao terminal de carga, e dois explodiram", matando ao menos oito pessoas, confirmaram funcionários iraquianos, que pediram para não ser identificados.
O Iraque tem sido palco, nas últimas semanas, de uma espiral de tensão que ameaça transformar o país em um campo de batalha entre forças apoiadas por Estados Unidos e Irã. Desde o final de outubro, militares, funcionários terceirizados e diplomatas americanos são alvo de ataques no país.
Washington, que acusa as Forças de Mobilização Popular de estar por trás do ataque à sua embaixada em Bagdá, havia bombardeado no domingo (29) posições do grupo na zona de fronteira com a Síria, matando 25 combatentes. O bombardeio dos Estados Unidos foi lançado em resposta ao disparo de um foguete que matou um empreiteiro americano na sexta-feira (27) em uma base militar no norte do Iraque, que Washington atribuiu às brigadas do Hezbollah no país.
Segundo o Pentágono, Soleimani liderou os ataques às bases da coalizão no Iraque nos últimos meses, inclusive o da sexta-feira passada. "O general Soleimani também aprovou a invasão da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá esta semana".
Para Phillip Smyth, especialista americano em grupos xiitas armados, esta "foi a mais importante operação de “eliminação” já realizada pelos Estados Unidos, superando as mortes de Abu Bakr al-Baghdadi e de Osama Bin Laden", chefes do Estado Islâmico e da Al-Qaeda.
"Para os xiitas do Oriente Médio", o general era uma "mescla de James Bond (espião do cinema), Erwin Rommel (general alemão) e Lady Gaga", escreveu o ex-analista da CIA Kenneth Pollack em um perfil de Soleimani para a revista Time, que o situou entre as 100 personalidades mais influentes de 2017. "Para o Ocidente", era o "responsável por exportar a revolução islâmica do Irã, de apoiar os terroristas (...) e de promover as guerras do Irã no exterior", avaliou Pollack.
Soleimani mostrou todo o seu talento no Iraque, atuando nos bastidores diante do avanço do grupo Estado Islâmico (EI), o referendo de independência no Curdistão e a formação do novo governo. Sua influência era antiga, uma vez que já liderava a Al-Qods quando os Estados Unidos invadiram o Afeganistão, em 2001.
Após se manter discreto durante décadas, Soleimani começou a aparecer nas manchetes dos jornais depois do início da guerra na Síria, em 2011, onde o Irã apoia o regime do presidente Bashar al Assad.
Após a divulgação da notícia da morte do general, os preços do petróleo subiram mais de 4% nos mercados asiáticos nesta sexta-feira.ANG/RFI/AFP

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Política


Líder do Movimento Patriótico diz ser “incontestável”a vitória de Umaro Sissoco Embaló

Bissau, 02 Jan 20 (ANG)  - O líder do Movimento Patriótico (MP) considerou hoje “incontestável”  a vitória do candidato do Movimento para Alternância Democrática MADEM-G15, na segunda volta das eleições presidenciais de 29 de Dezembro 2019.

José Paulo Semedo que falava em conferência de imprensa sustentou as suas considerações com o facto de não ter sido  registado nenhuma  reclamação nas Assembleias de Voto e nas Comissões Regionais de Eleições contra os resultados eleitorais divulgados pela Comissão nacional de Eleições.

 Agradeceu aos dois candidatos finalistas pelo o que diz ser “bom trabalho” feito durante a campanha eleitoral, desde as mensagens claras dirigidas ao Povo que não criou nenhum incidente.

“ O MP encoraja à todos para concluírem  o processo da mesma forma como o iniciaram, com civismo,”frisou.

Semedo disse  que, se houver motivos para reclamações na CNE,  que seja dentro do prazo estipulado pela lei  respeitando assim a Lei Eleitoral do país, mas se não houver razões para tal, o MP exorta os dois candidatos finalistas a se abdicarem de manobras dilatórias.

Aquele político felicitou Umaro El Moktar  Sissoco Embaló e o aconselhou a não defraudar as expectativas do Povo guineense, tanto aqueles que nele votaram  como os que não votaram e os que se abstiveram.

“O novo Chefe de Estado deve criar pontes entre os prós e contras e os que não escolheram nenhum projecto apresentado porque este último compõe vinte e sete por cento do eleitor,”exortou.

Paulo Semedo afirmou que o sucesso de novo Presidente eleito no dia 29 de Dezembro depende da concretização do projecto da unidade e concórdia nacional, sem esquecer do desenvolvimento e da  justiça para todos.

Questionado sobre as declarações do candidato derrotado Domingos Simões Pereira que prometeu impugnar o resultado publicado pela CNE, respondeu que o candidato tem direito de concordar ou de discordar com o resultado.

Acrescentou que se o vício aconteceu na Assembleia de Voto deve ser atacado no mesmo lugar, se não foi reclamado aí, não pode ser feita na CRE, mas se começou nas CREs deve ser atacado pelo representante do candidato,  “isso significa que  não pode ser atacado na CNE”.

“ Infelizmente não temos conhecimento do ocorrido, se foi atacado nestes locais ou não, mas  posso afirmar  que temos acesso à todas as atas sínteses de todas as CREs e foram assinadas pelos representantes dos dois candidatos,” revelou.  

Segundo resultados divulgados quarta-feira pela CNE, Umaro Sissoco Embaló venceu as eleições com 53 por cento dos votos centro os 46 do seu adversário, Domingos Simões Pereira.ANG/JD/ÂC//SG

Cooperação


 Portugal expressa vontade de colaborar com o novo Presidente da Guiné-Bissau

Bissau,02 Jan 20(ANG) - O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros expressou quarta-feira a firme intenção de Portugal colaborar com o novo Presidente eleito da Guiné-Bissau, incrementando a colaboração no quadro bilateral, e multilateral, com aquele país africano de língua oficial portuguesa, noticiou hoje a Lusa.
Augusto Santos Silva falava à agência Lusa sobre o desfecho das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, que Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática, venceu à segunda volta, com 53,55 por cento dos votos, segundo resultados provisórios divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Santos Silva salientou o "enorme civismo e maturidade democrática demonstrados pelo povo guineense nestas eleições presidenciais", notando que estas "são muito importantes porque fecham um ciclo político-eleitoral" que todos esperam que resulte na "estabilidade institucional da Guiné-Bissau".
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros quis ainda "registar e saudar" o facto de os resultados eleitorais indicarem uma possível vitória do candidato Umaro Sissoco Embaló, aproveitando para, em nome de Portugal, manifestar a vontade do Estado português em colaborar com o novo Presidente guineense da "mesma forma que tem colaborado com todas as autoridades guineenses".
"Isto é, com o único propósito de aprofundar o nosso relacionamento bilateral, incrementando o nível da nossa cooperação no quadro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ou em outros quadros multilaterais" e também colaborar com a Guiné-Bissau "nas agendas de interesse comum para ambos os países".
De acordo com os resultados apresentados pela CNE, em Bissau, Umaro Sissoco Embaló foi eleito Presidente da Guiné-Bissau com 53,55  por cento dos votos.
O candidato derrotado Domingos Simões Pereira obteve 46,45  por cento dos votos e só ganhou nas regiões de Biombo, Bolama/Bijagós, diáspora e sector autónomo de Bissau.
Umaro Sissoco Embaló venceu nas regiões de Tombali, Quinara, Oio, Bafatá, Gabu e Cacheu.
Votaram 555.521 eleitores (71,92 %) e a abstenção foi de 27,33 por cento, uma subida em relação à primeira volta quando se abstiveram mais de 25 por cento. ANG/Angop

Balanço de fim do ano


Serviços de Urgência do Hospital Simão Mendes regista 18 casos de acidentes e 23 de agressões físicas

Bissau, 02 Jan 20 (ANG) – O Director dos Serviços de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes afirmou hoje que durante a passagem do ano deram entrada naquela instituição 18 casos de acidente de viação e 23 de agressões físicas, acrescentando que “felizmente” não houve nenhum óbito.

Valeriano Vieira Có convidado pela ANG a fazer o balanço das festividades de passagem do ano, disse que entre os casos, tanto de acidentes como de agressões, não houve grandes problemas com  as vítimas.

“Ou seja ,  nos 18 casos de acidentes de viação, só houve um caso grave de homem morador do Bairro de Gabusinho com traumas e fracturas expostas ao nível do cránio. E quanto às  agressões físicas igualmente houve um caso grave de um  rapaz de nome Gonçalves Cá, morador do Bairro Militar a quem foi  expectado  uma garrafa na garganta originando-o uma ferida profunda no local”,explicou.

Comparando o mesmo período com o ano passado, o igualmente Médico Cardiologista frisou, sem avançar com números, que a situação melhorou bastante porque a população está a acatar as recomendações das autoridades nomeadamente dos serviços de Viação e Transportes Terrestres, da Polícia de Trânsito .ANG/ÂC//SG


Política





Bissau,02 Dez 20(ANG) - O Presidente da República eleito,  Umaro Sissoco Embaló, prometeu quarta-feira ser acima de tudo um "homem de concórdia nacional", tendo exortado os seus apoiantes a acabarem com as divergências nos seus partidos.

No primeiro discurso de vitória perante os seus apoiantes, numa unidade hoteleira de Bissau, Sissoco Embaló dirigiu-se particularmente a Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Social Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), instando-o a promover a reconciliação com os dirigentes.

Na corrida às presidenciais, a APU-PDGB dividiu-se, com parte de militantes a apoiarem Sissoco Embaló e a outra parte do partido a suportar o outro candidato na segunda volta das eleições, Domingos Simões Pereira.

"Não serei um Presidente com a mão nos partidos políticos. Sou um Presidente de todos os guineenses", defendeu Embaló, um dos vice-presidentes do Movimento para a Alternância Democrática.

Ainda na senda da reconciliação que disse ser urgente para o país, o Presidente eleito afirmou que não pretende humilhar o seu adversário na segunda volta das presidenciais e exortou os seus apoiantes a terem a mesma postura.

"Não vou humilhar Domingos Simões Pereira, se o fizer serei um homem cobarde", disse o novo Presidente guineense, salientando, porém, que haverá justiça para todos e que ninguém poderá estar acima da lei.

Umaro Sissoco Embaló prometeu exercer a sua presidência de forma intransigente contra a corrupção e que no dia em que tomar posse irá apresentar publicamente os seus bens, atitude que exigirá dos futuros membros do Governo.

Prometeu acabar com "a banalidade do Estado", encontrar soluções internas para os problemas do país e dignificar os antigos chefes de Estado, mesmo o que serviram de forma interina.

A todos os ex-presidentes da Guiné-Bissau prometeu lugar no Conselho de Estado.

Sissoco Embaló disse que a partir de hoje começou a era do respeito pelo outro, da disciplina e do rigor no tratamento dos assuntos da Guiné-Bissau, país que, disse, irá reerguer-se do chão.

Antes, num discurso lido em português, o novo Presidente guineense afirmou que irá promover um bom relacionamento com a comunidade internacional, nomeadamente a Comunidade Económica de Estados de África Ocidental (CEDEAO), a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Africana (UA) e outras organizações.

Segundo os resultados provisórios hoje apresentados pela Comissão Nacional de Eleições, Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) venceu o escrutínio da segunda volta com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), conseguiu 46,45%. ANGLusa 


Presidenciais 2019/2ª volta




Bissau,02 Jan 20(ANG) - O chefe da missão de Observadores da União Africana, Rafael Branco, afirmou quarta-feira que, que a Comissão Nacional de Eleições(CNE) da Guiné-Bissau fez um trabalho isento e transparente no processo das eleições presidenciais.

Acrescentou ainda que o povo guineense fez uma grande demonstração de maturidade política e de participação cívica na paz e na tranquilidade. 

O antigo primeiro-ministro são-tomense, que dirige a missão de observadores da União Africana no país, fez estas considerações aos jornalistas depois da publicação dos resultados provisórios da segunda volta das eleições presidenciais realizadas no último domingo, 29 de dezembro, que ditou a vitória do candidato do MADEM G 15, Úmaro Sissoco Embaló, com 53,55 por cento de votos contra 46,45 por cento do seu adversário, Domingos Simões Pereira.  

As instituições são credíveis. O povo confia nas suas instituições, portanto o processo será muito mais fácil se o povo confia nas instituições do seu país”, referiu para de seguida, assegurar que a Guiné-Bissau começa hoje uma nova página no novo ano.

“Penso que são criadas as condições para que o povo guineense e o novo Presidente eleito bem como outras instituições do Estado se unam para aproveitar esta oportunidade e dar um passo importante no processo do desenvolvimento da Guiné-Bissau para a melhoria das condições de vida do povo”, sublinhou.

Rafael Branco manteve esta quinta-feira um encontro com o Presidente da República eleito na residência privada deste.ANG/O Democrata


Religião


                  Papa critica uso de telemóvel à mesa das refeições

Bissau,02 Jan 20(ANG) - O Papa desafia as famílias a falarem mais e a usarem menos o telemóvel, na oração do Angelus,dando como exemplo o momento da refeição e deixou o apelo às familias, a partir da praça de São Pedro, no Vaticano.

O Papa chamou, este domingo, à atenção, as crianças que usam o telemóvel enquanto comem com os pais e disse que se deve restabelecer a comunicação nas famílias.

"A Sagrada Família, Jesus, José e Maria, rezava, trabalhava e comunicava entre si e eu pergunto-me: tu na tua família sabes comunicar ou és como essas crianças que, cada uma com o seu telemóvel, estão chateadas sentadas à mesa?", perguntou o Papa durante a tradicional oração do Angelus dos domingos na praça de São Pedro.

Francisco acrescentou: "Nessa mesa há um silêncio como se estivessem na missa" e lançou um apelo - "devemos reanimar a comunicação na família".

Ao celebrar o domingo da Sagrada Família, o Papa também lembrou as famílias obrigadas a emigrar, como a formada por Jesus, José e Maria, que foram obrigados a ir para o Egito.

O Papa expressou a "solidariedade com todas as famílias do mundo obrigadas ao exílio, solidariedade com todos aqueles que se veem obrigados a abandonar as suas terras, devido à repressão, à violência, à guerra".ANG/Lusa


Presidenciais 2019


                            Ruas festejaram vitória de Sissoco Embaló
Bissau, 02 jan 20 (ANG) - Minutos depois de o presidente da comissão nacional de eleições, José Pedro Sambu, ter anunciado a vitória do candidato do Madem G-15 as ruas de Bissau encheram-se .
A pé, de carro, ou até mesmo em camiões de caixa aberta, milhares de guineenses invadiram as principais artérias da capital para evocar o nome de Umaro Sissoco Embaló e repetiam que quarenta e seis anos depois  a mudança vai chegar à Guiné-Bissau, gritavam os guineenses esta manhã.  
Depois de ter partido para a segunda volta com com o apoio do presidente cessante, José Mário, Vaz, e dos candidatos Nuno Nabiam e Carlos Gomes Júnior, Umaro Sissoko Embaló impôs-se nesta segunda volta obtendo 53,55 por cento dos votos.
Umaro Sissoco Embaló venceu em seis das dez regiões: Gabu Tombali, Quínara, Oio, Bafatá e Cacheu.
O candidato do Paigc  que tinha saído com o favorito na primeira volta obteve 46,45 por cento dos votos.
Domingos Simões Pereira já reagiu à vitória de Umaro Sissoco Embaló alega irregularidades processuais e diz que pondera contestar os resultados eleitorais junto das instâncias competentes.
Enquanto uns festejavam, outros assumiam a sua frustração com o resultado das urnas. ANG/RFI

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Presidenciais 2019/2ª volta


Candidato derrotado Domingos Simões Pereira promete impugnar resultados provisórios

Bissau,01 jan 20(ANG) – Domingos Simões Pereira  candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, derrotado na segunda volta das presidenciais guineenses, anuncia que a sua candidatura vai impugnar os resultados provisórios por "ferirem a legalidade".

Simões Pereira que falava hoje perante os dirigentes e militantes do PAIGC em jeito de reação aos resultados provisórios publicados pela Comissão Nacional de Eleições(CNE), diz que foi "um roubo escandaloso", tendo denunciado atos de compra de votos no dia da votação e zonas em que o número de votantes supera o número de inscritos.

 “Não podemos aceitar os resultados hoje apresentados. É um escândalo que não podemos aceitar", revelou.

Prometeu que, depois de ouvir toda a gente vão propor a impugnação destes resultados.

De acordo com os resultados provisórios da segunda volta do escrutineo de 29 de Dezembro divulgados hoje pela Comissão Nacional de Eleições o candidato Umaro Sisso Embalo suportado pelo Movimento para Alternância Democrática(MADEM G15), é o vencedor do escrutínio com 293. 359 votos, equivalente a 53,55 por cento, contra 254.468 votos equivalente a 46,45 por cento do seu rival Domingos Simões Pereira, do PAIGC.ANG/ÂC

Presidenciais 2019/2ª volta


     Umaro Sissoco Embaló é o novo Presidente da República da Guiné-Bissau

Bissau,01 Jan 20(ANG) – O candidato do Movimento para Alternância Democrática MADEM G15, Umaro Sissoco Embalo foi o vencedor da segunda volta das presidenciais de 29 de Dezembro,  com 293. 359 votos, equivalente a 53,55 por cento, contra 254.468 votos equivalente a 46,45 por cento do seu rival Domingos Simões Pereira, do PAIGC.

Segundo os resultados provisórios do escrutínio divulgados hoje pela Comissão Nacional de Eleições(CNE), na voz do seu Presidente José Pedro Sambú, o número total de votantes é de 553.521 correspondente à 71. 92 por cento, tendo sido registado 3.466 votos em brancos, 2,228 nulos e zero protestos.

O Presidente da CNE informou que os votos válidos situam-se em 547.827 equivalente à 98,97 por cento, número de inscritos na ordem de 761.676 correspondente à 100 por cento e a abstenção na ordem de 208.155, equivalente à 27.33 por cento.

Ao nível das regiões, Umaro Sissoco Embaló obteve 18.371 votos correspondentes a 64,60 por cento de votos na região de Tombali contra  os  10.069 de Domingos Simões Pereira ,equivalente a 35,40 por cento de votos válidos.

Na região de Quinara, Domingos Simões Pereira obteve 9.749 votos equivalente a 42,65 por cento e Umaro Sissoco Embalo 13.111 votos equivalente 57,35 por cento.

Na região de Oio, Umaro Sissoco Embalo teve 43.299 votos correspondente a 55,37 por cento e Domingos Simões Pereira obteve  34.905 votos equivalente à 44,63 por cento.

Enquanto que na região de Biombo, Domingos Simões Pereira teve 22.868 votos equivalente a 61,50 por cento e Umaro Sissoco Embalo com 14.313 equivalente a 38,50 por cento.

Em Bolama Bijagós, Domingos Simões Pereira obteve 8.935 equivalente a 74,03 por cento, Umaro Sissoco Embalo, 3.135 votos correspondente  25,97 por cento.

Região de Bafatá, Umaro Sissoco Embalo 51.857 votos correspondente a 69,60 por cento e Domingos Simões Pereira arrecadou 23,086 votos equivalente a 30.80 por cento.

 Em Gabu, Umaro Sissoco Embalo 48,094 votos correspondente 67,49 por cento e Domingos Simões Pereira conseguiu  23.163 votos equivalente à 32,51 por cento.

 Na região de Cacheu, Domingos Simões Pereira obteve 23,380 votos equivalente a 39,66 por cento e Umaro Sissoco Embalo 35.570 correspondente a 60, 34 por cento.

Na diáspora, concretamente África e Europa, Domingos Simões Pereira, 4,835 equivalente a 62,05 por cento e Umaro Sissoco Embalo conseguiu 2.957 votos equivalente a 37,95 por cento.

No sector Autónimo de Bissau, Domingos Simões Pereira arrecadou 93,478 votos correspondente a 59,87 por cento e Umaro Sissoco Embalo conseguiu 62.652 votos equivalente a 40,13 por cento.

Umaro Sissoco Embaló venceu as eleições presidenciais com 7 por cento de diferença de votos com o candidato derrotado Domingos Simões Pereira.

Umaro Sissoco Embalo de 47 anos de idade torna-se assim no sétimo Presidente da República da Guiné-Bissau, desde a independência em 1973. ANG/ÂC//SG

Presidenciais 2ª volta


Representante de Umaro Sissoco junto da CNE apela união entre políticos para desenvolver o país

Bissau, 01 Jan 20(ANG) – O representante do Candidato apoiado pelo Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) junto da Comissão Nacional de Eleições pediu união entre os actores políticos e sobretudo ao candidato vencido  para se juntar ao novo  Presidente da Republica nos trabalhos do desenvolvimento do país.

Vençã Mendes que falava  à imprensa após divulgação dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais de domingo passado.

Agradeceu ao povo guineense pela confiança deposita no candidato que representa.

O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva felicitou o candidato vencedor e desejou-lhe sucessos no exercício das suas funções, e, por outro lado, encorajou ao candidato apoiado pela Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde Domingos Simões Pereira PAIGC.

Disse que o país está em primeiro lugar e que tanto os vencedores assim como os vencidos devem trabalhar, em conjunto, para a construção de um Estado do Direito Democrático.

Agradeceu  ao povo guineense pela maturidade demonstrada ao longo do processo e considerou que deu, mais uma vez, ao uma lição de Democracia,mostrando que a Guiné-Bissau é um país onde a Democracia está a implantar-se.

O representação do Movimento da sociedade Civil para Paz, Democracia  e Desenvolvimento Mamadu Queita felicitou ao povo da Guiné-Bissau e à Comissão Nacional de Eleições pelo o que considera de “excelente trabalho”.

“o povo guineense é  que ganhou, portanto ninguém perdeu e o país deu lição de Democracia ao mundo”, disse.

Mamadu Queita disse esperar que, com a eleição do Umaro Sissoco Embaló para cargo do Presidente da Republica o país volta a normalidade e que todos aquele que tiveram a capacidade para trabalhar que criem condições para o efeito. ANG/LPG//SG  

CPLP


 Situação financeira  é “séria e preocupante” e a principal dificuldade – Ribeiro Telles

Bissau, 01 jan 20 (ANG) – O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Francisco Ribeiro Telles, em funções há um ano, alertou hoje que a situação financeira da organização “é preocupante”.
“Vim encontrar uma organização internacional complexa e difícil, mas que está a fazer o seu caminho e penso que tem dado os seus frutos”, disse o diplomata, considerando, por isso, que ao fim de um ano de mandato “o balanço é necessariamente positivo”.
Porém, com uma “dificuldade” a destacar, a financeira, que considerou não ser “dramática”, mas “é uma situação séria e preocupante”, afirmou.
“Todos nós temos consciência dessa situação e os Estados-membros, de uma forma ou de outra, vão tentar resolvê-la”, pagando as suas contribuições, que “estão estabelecidas há algum tempo”, adiantou em entrevista à Lusa.
O secretário-executivo não vê necessidade de se alterarem regras ou de aplicar sanções aos incumpridores.
“O que vejo é a necessidade de os Estados-membros poderem atempadamente pagar as suas contribuições”, reforçou.
Contudo, lembrou que esta é “uma dificuldade recorrente, que qualquer organização internacional hoje em dia tem”, citando como exemplo as Nações Unidas e recordando que recentemente o seu secretário-geral, o português António Guterres, admitiu que poderia já não ter dinheiro para pagar ordenados caso se mantivesse o actual estado de contribuições dos membros.
“A CPLP não foge à regra, e há Estados que passam por dificuldades económicas, que são perfeitamente compreensíveis, portanto o que nós temos de lidar aqui no dia-a-dia é com o orçamento disponível”, referiu.
Assegurando que ainda não está numa situação de dificuldade de pagar os salários dos funcionários da CPLP, aponta as limitações que esta situação representa.
“Não podemos pensar que poderíamos ter grandes projectos quando no fim de contas às vezes falta uma capacidade financeira para os realizar”, reconheceu.
Do lado positivo, destacou a evolução no dossiê da mobilidade, uma prioridade da actual presidência rotativa da CPLP, que é de Cabo Verde.
Mas, sublinhou que sobre essa matéria gostaria que fosse a própria presidência cabo-verdiana a pronunciar-se, porque cabe-lhe a gestão deste dossiê que, na sua opinião, “tem sido feita de uma forma notável”.
Assim, sobre este assunto apenas adiantou que vai haver “uma última” reunião técnica sobre a mobilidade em finais de Janeiro, a que se seguirá uma outra de ministros dos Negócios Estrangeiros, “especialmente convocada para fazer um balanço daquilo que foram as decisões a nível técnico” e, “muito possivelmente”, na cimeira de chefes de Estado e de Governo, em Luanda, previsivelmente em Julho, deverá ser assinado “um documento que vai ser aprovado”.
“Eu acredito, eu tenho de acreditar que vai ser aprovado. Penso que estaremos em condições de apresentar um documento bastante significativo e que representa um grande impulso àquilo que já existia antes na CPLP”, afirmou, escusando-se mais uma vez a dar pormenores.
Até porque, acrescentou: “Há uma reunião técnica em Janeiro, há pormenores a serem limados e, depois, a presidência cabo-verdiana estará em condições de poder já dizer qualquer coisa daquilo que, possivelmente, será uma nova Convenção Quadro sobre mobilidade no espaço CPLP”.
“Isso é um aspecto para mim muito positivo”, sublinhou.
Para Ribeiro Telles, a CPLP tem funcionado bem em alguns sectores, nomeadamente ao nível da concertação política ou diplomática, mas também da cooperação e da difusão da língua portuguesa.
Mas, alertou, “é preciso criar um sentimento de pertença, é preciso que o cidadão comum se aproxime da CPLP e veja alguma utilidade na CPLP”, considerando que “a questão da mobilidade é crucial para isso”.
Reconhecendo que a tarefa “não é fácil”, porque é preciso “consensualizar posições entre nove Estados-membros, que estão espalhados por quatro continentes”, realçou que “os avanços que já foram feitos a esse nível são bastante significativos” e por isso, disse estar “optimista”.
O que está a ser discutido é, à imagem do que sucedeu com a União Europeia, uma mobilidade a várias velocidades, e sobre isso “já há um consenso dos Estados-Membros que deve ser assim”, sublinhou. ANG/Inforpress/Lusa


Iraque


                Manifestantes atacam embaixada dos EUA no Iraque
Bissau, 01 jan 20 (ANG) - Milhares de manifestantes iraquianos entraram à força na embaixada dos Estados Unidos em Bagdá na terça-feira (31), em protesto contra os bombardeios norte-americanos.
Os ataques de domingo mataram 25 combatentes das brigadas do Kataeb Hezbollah, um grupo armado xiita iraquiano apoiado pelo governo iraniano.
No Twitter, o presidente Donald Trump acusou o Irã de "orquestrar" o ataque à embaixada de Washington em Bagdá. Horas depois, o ministro iraniano de Relações Exteriores, Abas Musavi, negou apoio ao ataque e chamou de “audácia” a acusação norte-americana.
O ataque de Washington com a morte de 25 combatentes no domingo alimentou o sentimento antiamericano entre os apoiadores pró-Irã no Iraque, país abalado desde 1º de outubro por uma revolta popular contra o governo iraquiano, acusado de corrupto e incompetente.
Os milhares de manifestantes que participavam do cortejo fúnebre dos combatentes mortos em Bagdá nesta terça conseguiram atravessar pontos da capital iraquiana sob forte controle de segurança e se reuniram em frente ao grande complexo diplomático dos EUA.
A ação começou com uma oração em memória aos mortos e depois seguiu com um protesto que invadiu a primeira barreira de proteção da sede diplomática.
Os manifestantes pró-Irã queimaram bandeiras norte-americanas aos gritos de “Morte à América”, arrancaram câmeras de segurança, atiraram pedras nas torres dos guardas e cobriram o vidro blindado com bandeiras das Forças de Mobilização Popular e das brigadas do Kataeb Hezbollah.
O Kataeb Hezbollah é uma das menores milícias apoiadas pelo Irã, mas uma das mais potentes. O comandante da milícia Jamal Jaafar Ibrahimi, também conhecido como Abu Mahdi al-Mohandes, participou do protesto.
As forças de segurança da embaixada norte-americana atiraram bombas de lacrimogêneo para dispersar a multidão. De acordo com a agência Reuters, ao menos 12 milicianos foram feridos pelas bombas de efeito moral.
Duas horas após o início do ataque, o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, pediu aos manifestantes que deixassem o complexo e alertou que "as forças iraquianas proibirão estritamente qualquer ataque à representação diplomática".
Embora o ataque não tenha sido reivindicado, Washington o atribuiu às brigadas do grupo Kataeb Hezbollah.
Os americanos dizem que as Forças de Mobilização Popular -que têm unidades nascidas para combater a ocupação americana- representam uma ameaça para os Estados Unidos ainda mais importante que o grupo Estado Islâmico.
No entanto, o grupo lutou ao lado dos americanos nos três anos de guerra contra o grupo EI em território iraquiano.
Bagdá anunciou que convocaria o embaixador americano -atualmente, fora do país- e Washington acusou o Iraque de não saber proteger seus soldados e diplomatas presentes no país "a convite do governo".
O primeiro-ministro iraquiano admitiu que o Pentágono o havia alertado dos ataques antes que eles ocorressem e que o governo "tentou advertir os comandantes", aparentemente em vão.

Bagdá teme que seus dois aliados, Estados Unidos e Irã, usem o Iraque como campo de batalha.
Teerã afirmou que os ataques dos Estados Unidos significam "apoio ao terrorismo" e negou ter responsabilidade no ataque.
"A surpreendente audácia dos responsáveis americanos é tal que após matar ao menos 25 iraquianos [em bombardeios aéreos] e violar a soberania e a integridade territorial do Iraque [...], atribuem à República Islâmica do Irã as manifestações do povo iraquiano contra seus atos cruéis", declarou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abas Musavi.
Enquanto isso, os aliados de Washington no Golfo denunciaram os ataques às bases americanas no Iraque e apontaram que o Irã e as facções que colaboram com ele são uma "força de desestabilização" contra a qual qualquer país "tem o direito de se defender".
A Arábia Saudita condenou o que chamou de "ataques terroristas" contra as forças americanas no Iraque.
De volta ao Twitter, Trump ameaçou o governo de Teerã: "O Irã será responsabilizado por vidas perdidas ou danos causados ​​em qualquer uma de nossas instalações. Eles vão pagar um preço muito grande! Isso não é um aviso, é uma ameaça. Feliz Ano Novo!". ANG/RFI/AFP