sexta-feira, 21 de maio de 2021


 
Covid-19/
Àsia regressa a confinamentos com aumento de novos casos

Bissau, 21 Mai 21 (ANG) - Uma nova vaga da pandemia de covid-19 está a obrigar partes da Ásia a introduzir intensivas medidas de confinamento, perante o aumento de número de contágios e de mortes.

A escassa população da Mongólia viu o número de mortos subir de 15 para 239, enquanto Taiwan, que foi considerado um caso de sucesso na luta contra o novo coronavírus, registou mais de 1.200 casos desde a semana passada e colocou mais de 600.000 pessoas em isolamento por duas semanas.

Hong Kong e Singapura adiaram pela segunda vez a possibilidade de retomar viagens entre si sem quarentena, após um surto de origem incerta em Singapura.

A China, que praticamente tinha eliminado os casos de infecções, viu novos casos de covid-19, aparentemente devidos ao contacto com pessoas que chegam do exterior.

A situação está a prejudicar os esforços para o regresso ao normal da vida social e económica na Ásia, especialmente em escolas e setores como o turismo, que depende do contacto pessoal.

Em Taiwan, o aumento de novos casos de contágio está a ser impulsionado pela variante mais facilmente transmissível identificada pela primeira vez no Reino Unido, de acordo com Chen Chien-jen, epidemiologista e ex-vice-Presidente da ilha, que liderou a muito elogiada resposta à pandemia no ano passado.

Em Wanhua, normalmente uma área movimentada de Taiwan com barracas de comida, lojas e locais de entretenimento, o mercado noturno de Huaxi e o templo budista Longshan estão encerrados.

A ilha fechou todas as escolas e as restrições foram ampliadas a todo o território: restaurantes, ginásios e outros locais públicos foram encerrados e reuniões de mais de cinco pessoas em ambientes fechados e mais de 10 pessoas ao ar livre foram proibidas.

A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, procurou tranquilizar as pessoas que procuravam voltar a circular livremente, mas foram confrontadas com novas medidas de confinamento.

"Continuaremos a fortalecer a nossa capacidade médica", disse Tsai, acrescentando que as vacinas devem chegar em breve.

A Malásia impôs inesperadamente um confinamento de um mês, até 07 de Junho, depois de as autoridades terem registado aumentos acentuados no número de novas contaminações e o aparecimento de novas variantes do vírus.

Este é o segundo confinamento geral em pouco mais de um ano e ocorre depois de os casos terem quadruplicado desde janeiro no país, sendo agora mais de 485.000, incluindo 2.040 mortes.

As viagens entre os estados da Malásia, bem como as actividades sociais, estão proibidas, as escolas estão fechadas e os restaurantes podem fornecer apenas serviço de entrega, quando os hospitais estão quase a esgotar a sua capacidade de atender mais doentes com covid-19.

Singapura impôs severas medidas de distanciamento social até 13 de Junho, restringindo as reuniões públicas a duas pessoas e proibindo o serviço de jantar em restaurantes, depois de um significativo aumento no número de novas infecções com o novo coronavírus.

As escolas voltaram ao regime de ensino à distância, após os alunos de várias instituições de ensino terem sido contaminados.

Hong Kong respondeu a novos surtos aumentando a exigência de quarentena de 14 para 21 dias para viajantes não vacinados que chegam de países de "alto risco", incluindo Singapura, Malásia e Japão, bem como da Argentina, Itália, Holanda e Quénia.

A China montou postos de controle em aeroportos e estações ferroviárias na província de Liaoning, onde novos casos foram registados esta semana.

Os viajantes devem ter prova de um recente teste de vírus negativo e os testes em massa foram exigidos em Yingkou, uma cidade portuária com conexões marítimas para mais de 40 países.

A Tailândia registou 35 mortes na terça-feira e 29 hoje, os mais elevados números desde o início da crise sanitária, elevando o número total de óbitos para 678.

Nas Filipinas, o Presidente Rodrigo Duterte suavizou as medidas de combate à pandemia, procurando combater a crise económica e a fome, mas continua a impedir reuniões públicas, numa época de festividades religiosas no país.

As infecções de covid-19 nas Filipinas aumentaram em março para os piores níveis da Ásia, ultrapassando 10.000 novos casos por dia e levando Duterte a impor confinamento em Manila, em Abril.

O secretário de Saúde filipino, Francisco Duque, disse que a retoma parcial das atividades económicas, o aumento do não cumprimento das restrições e o rastreio inadequado das pessoas expostas ao vírus combinaram-se para desencadear o aumento acentuado das infecções.ANG/Angop

 


quinta-feira, 20 de maio de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

 

Cooperação/Presidente São-tomense deposita coroas de flores no Mausoléu de Amílcar Cabral e João Bernardo Vieira                                                                                                                                                                      

Bissau, 20 Mai 21 (ANG) – O Presidente de São Tomé e Príncipe depositou hoje coroas de flores no Mausoléu de Amílcar Cabral e João Bernardo Vieira, na Fortaleza de Amura, em Bissau.

Em declarações à imprensa,  Evaristo Espírito Santo Carvalho  disse que, com esta visita ao país e o  acto de deposição de coroas de flores  no Mausoléu  do grande líder Amílcar e o ex. Presidente da República da Guiné-Bissau João Bernardo Vieira, saúda aos  irmãos  guineenses e deseja-lhes um futuro próspero, de paz, tranquilidade, unidade e o progresso.

Evaristo Espírito Santo  Carvalho aproveitou a ocasião para agradecer ao Chefe de Estado e  ao Povo guineense pela oportunidade e convite que lhe dirigiu para visitar a Guiné-Bissau.

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, iniciou na terça-feira uma visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau com o objetivo de reforçar as relações de amizade e cooperação entre os dois países.

De acordo com o programa da visita  o Presidente são-tomense segue ainda hoje para a Assembleia Nacional Popular (ANP) para um encontro com o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, e com os líderes das bancadas parlamentares.

O chefe de Estado de São Tomé e Príncipe reúne-se também com o primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, com quem almoça, partindo depois em visita privada para a ilha de Rubane, no arquipélago dos Bijagós, Sul do país.ANG/JD/ÂC//SG


Direitos Humanos/AMIC e parceiros capacitam jornalistas em matéria de Direitos Humanos nas Mulheres e Crianças

Bissau 20 Mai  21 (ANG) – A Associação de Amigos da Crianças (AMIC) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Casa dos Direitos organizam hoje um seminário de formação para os profissionais  de comunicação social de diferentes órgãos do país, em matéria dos Direitos Humanos nas Mulheres e Crianças da Guiné-Bissau.

O encontro com a duração de dois dias, visa capacitar os profissionais das Mídias para uma comunicação que promova a igualdade e equidade de género, promoção de  um ambiente no qual as mulheres podem gozar dos seus direitos e liberdades e zelar para que os mesmos não sejam violados.

O seminário pretende ainda influenciar as politicas públicas e a adocção de instrumentos de defesa dos direitos políticos e cívicos das mulheres, bem como a consciencialização pública sobre a necessidade da temática dos direitos das mulheres.

Falando no acto da abertura do referido encontro que  junta cerca de 50 jornalistas,  Degol Mendes, em representação do ministro da Justiça e Direitos Humanos considerou importante a iniciativa sustentando que representa   uma oportunidade para o diálogo, reflexão conjunta e trocas de impressões na prespectiva de reforço da abordagem de género, auto-exame , avaliação de indicadores relativos a observância dos direitos das mulheres e meninas no país, bem como a agenda global  para a sua afirmação.

“Os direitos humanos é garantia fundamental e universal que visam proteger os indivíduos e grupos sociais contra diversas acções e omissões daqueles que atentam contra os valores da dignidade humana”, salientou.

Segundo aquele responsável,  a integração da prespectiva  do género no quadro legal nacional é um dos requisitos essenciais para assegurar a observância da igualdade dos direitos fundamentais da dignidade da pessoa humana enquanto finalidade do Estado de Direito.

Referiu que  a realidade social vigente na maioria das comunidades guineenses  evidencia diferença substancial no domínio de acesso ao ensino básico, à terra,  igualdade de oportunidade, o mercado de trabalho entre o homem e a mulher.

Degol Mendes disse que o Governo vai assegurar, com rigor, a integração da prespectiva de género em todas as iniciativas públicas como passo importante para a erradicação da desigualdade .

Por seu turno, o administrador executivo da AMIC, Laudulino Medina disse que reuniram para assinalar a primeira actividade pública do projecto se sensibilização sobre o direito das mulheres e meninas e a capacitação das Mídias para uma comunicação que promova a igualdade e equidade de género.

Segundo Laudulino, o projecto foi financiado pelo  PNUD e está sendo implementado pala AMIC, em parceria com a Casa dos Direitos a nível das regiões de Cacheu ,Biombo e Sector Autonimo de Bissau .

Vanesa Saniede, em representação do PNUD, entidade financiadora do evento felicitou os participantes daquela que chamou de importante iniciativa que demostra a vontade de promover os direitos humanos das mulheres e meninas guineenses por meio de uma comunicação atenta.

“Esta jornada da formação é apoiado por PNUD no âmbito do projecto “Colocando as Mulheres no Centro em Forma da Justiça", financiado
através do Fundo das Nações Unidas para Consolidação da Paz , cujo objectivo é assegurar que os direitos das mulheres e a igualdade do genero sejam garantidos no contexto da reforma de justiça em curso “,disse.ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

             
            Caso Maradona
/Equipa médica acusada de homicídio doloso

 Bissau, 20 Mai 21 (ANG) – As sete pessoas indiciadas pela morte do ex-futebolista argentino Diego Maradona, até agora acusadas de homicídio involuntário, vão responder por homicídio doloso e incorrem em penas de prisão de oito a 25 anos, refere hoje fonte judicial.

Com esta mudança de qualificação, o Ministério Público argentino entende que a morte de Diego Maradona, 25 em novembro de 2020, aos 60 anos, não é fruto de falha profissional ou negligência da equipa clínica, mas que os médicos e os cuidadores não fizeram nada para a evitar.

O agravamento das acusações está ligado à publicação, no início de maio, de um relatório pericial, que concluiu que Maradona tinha sido “abandonado à própria sorte” pela equipa de saúde, cujo tratamento “inadequado, deficiente e temerário” levou a uma agonia lenta.

“Foram ignorados os sinais de perigo de morte que apresentava”, estimam ainda os vinte especialistas, entre os patologistas forenses que realizaram a autópsia e especialistas de várias disciplinas médicas, e os cuidados de enfermagem prestados foram “marcados por deficiências e irregularidades”.

Maradona, que sofria de problemas renais, hepáticos e cardíacos, morreu de ataque cardíaco em 25 de novembro de 2020, em casa, poucas semanas depois de ter sido submetido a uma cirurgia ao cérebro para extrair um coágulo sanguíneo.

Tido como um dos melhores futebolistas da história, a carreira de Maradona, entre 1976 e 2001, ficou marcada pela conquista, pela Argentina, do Mundial de 1986, no México, e pelos dois títulos italianos e a Taça UEFA arrebatada ao serviço dos italianos do Nápoles.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Acidente maritimo/Naufrágio nos Bijagós mata pelo menos duas pessoas e  três pessoas são dadas como desaparecidas

Bissau,20 Mai 21(ANG) - Um naufrágio no arquipélago dos Bijagós, sul da Guiné-Bissau, matou pelo menos duas pessoas e  três pessoas são dadas como desaparecidas, informou o capitão dos portos do país, Sigá Batista.

O naufrágio ocorreu por volta das 20:00 de terça-feira, quando uma piroga de pesca oriunda de Unhocome, última ilha da Guiné-Bissau, em direção a Bissau, parou na ilha de Carace, onde apanhou passageiros que queriam chegar à capital, explicou Sigá Batista.

No trajeto para Bissau, a piroga terá embatido num banco de areia entre as ilhas do Maio e Papagaio, disse Batista, acrescentando que aquela localidade "é de difícil navegabilidade mesmo durante o dia, quanto mais à noite".

Sigá Batista explicou que não existe transporte regular entre aquelas ilhas da Guiné-Bissau e que de vez em quando são os pescadores que transportam as pessoas em viagens.

O capitão dos portos da Guiné-Bissau negou que o acidente se deu por falta de iluminação no local.

"Há mais de 30, 40 anos que não há um farol naquela zona, mas as pessoas atravessam aquela zona sem problema", observou Sigá Batista, lamentando que o pescador não tenha preferido navegar durante o dia.

Ao tomarem conhecimento do acidente, alguns pescadores e populares de ilhas vizinhas fizeram-se ao local, tendo conseguido resgatar nove pessoas com vida e dois corpos, explicou Sigá Batista.

Uma equipa de resgate do Instituto Marítimo Portuário já se deslocou ao local do acidente na tentativa de encontrar as três pessoas desaparecidas, revelou o capitão dos portos da Guiné-Bissau.

Sigá Batista aproveitou uma conversa com jornalistas para revelar "a situação de dificuldade" que o comando dos portos guineense enfrenta.ANG/Lusa

 

CPLP/Comité promove  III encontro do Fórum da Sociedade Civil da Comunidade

 Bissau, 20 Mai 21 (ANG) – O Comité Local do Fórum da Sociedade Civil da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (FSC-CPLP) realiza sob a presidência da Verdefam, nos dias 20 e 21 de Maio, o III encontro do Fórum da CPLP.

Conforme um comunicado de imprensa enviado à Inforpress, o fórum decorre sob o tema “O papel do Fórum da Sociedade Civil no reforço de parcerias para a implementação dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável ODS”.


De acordo com a mesma fonte, o fórum contará com a participação do secretário executivo da CPLP, uma especialista, o embaixador de Cabo Verde em Portugal, um especialista das Nações Unidas em Cabo Verde e do INE de Cabo Verde, entre outros.

O evento, informou, acontecerá em formato misto, presencial na Cidade da Praia, e via plataforma zoom para os demais países da CPLP, devido à pandemia, e será presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e ministro da Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, no dia 20.

No segundo e último dia, 21, a sessão será presidida pelo ministro de Estado da Família e de Inclusão Social, Elísio Freire.

De acordo com o comunicado, o FSC- CPLP, enquanto representante das organizações da sociedade civil da CPLP, pretende prosseguir o seu papel de promotor da implementação de projectos no âmbito da economia “sustentável” e “justa”. ANG/Inforpress/Fim

 

Covid-19/ Mais oito  pessoas se recuperaram da doença e não há registo de novo caso de infecção

Bissau, 20 mai 21(ANG) –  Bissau  registou mais  oito casos de pessoas dadas como recuperadas, elevando para  3.469 o total de casos de recuperação e não se registou novo caso de infecção por Covid-19, segundo os dados do Boletim número 103 do Alto Comissariado da covid-19 no país.

De acordo com os mesmos dados referentes a  18 de Maio,  à que a ANG teve acesso hoje,  51 pessoas foram testadas e nenhum deles acusou positivo, subindo o número das amostras para o total acumulado 65.909 testes realizados.

Segundo os dados  do Alto Comissariado, não há um caso activo  e o número voltou  a reduzir de 212 para 203.

Actualmente, conforme esses dados, apenas um paciente se encontra  internado  por covid-19, e mantém-se  o total acumulado de 236 doentes hospitalizados.

Bissau testou um total acumulado de 65.909 pessoas dos quais 3.746 deles deram positivos,  3.469 individuos foram dados como  recuperados e hà dois casos suspeitos de contágio da covid-19.

Dados   de 18 de Maio indicam que  Bissau não registou nenhuma  vitima mortal associado a pandemia da Covid-19, permanecendo o total acumulado de 41 óbitos, desde o inicio da doença em Março de 2020.

O país contabiliza um total acumulado de  65.679  testes realizados, 3.746 infecções, 3.451 indivíduos recuperados, 222 casos activos da covid-19, 67 óbitos devido a covid-19 e um acumulado e 236 casos activos.ANG/LPG/ÂC//SG

 

       Clima/Árctico aquece a ritmo três vezes superior ao resto do planeta

Bissau, 20 Mai 21 (ANG)  – A temperatura no Árctico está a aumentar três vezes mais depressa que no resto do planeta e a tendência irá manter-se, de acordo com um relatório científico divulgado hoje.

A hipótese de a camada de gelo marinho derreter completamente no verão antes de se restabelecer no inverno será seis vezes mais provável se a temperatura da terra aumentar dois graus centígrados em vez de 1,5 graus até ao final do século, como estabelecido no Acordo de Paris, refere-se ainda no relatório do Programa de Vigilância e Avaliação do Árctico.

O documento foi revelado hoje na capital da Islândia, Reiqueiavique, numa reunião ministerial do Conselho do Árctico (em que estão representados os países com território na região).

“O Árctico é realmente um ponto quente do aquecimento global”, afirmou o glaciólogo Jason Box, do Serviço Geológico da Dinamarca e Gronelândia, registando-se ali 3,1 graus centígrados de aumento da temperatura média anual entre 1971 e 2009, quando no planeta esse aumento foi de um grau.

Em 2019, a versão anterior do relatório indicava que o aumento da temperatura no Árctico estava em mais do dobro da média mundial.

De acordo com os investigadores que contribuíram para o relatório, houve um ponto de viragem em 2004 que continua por explicar, em que a temperatura em torno do Círculo Polar Árctico começou a aumentar a um ritmo 30 por cento superior.

Actualmente, a região regista “episódios de calor invernal mais frequentes e mais longos”, disse Jason Box à agência France Presse, com sistemas meteorológicos, incluindo ondas de calor, que a afectam sobretudo nos períodos em que normalmente o gelo se forma, em maio e Outubro.

Segundo projecções no relatório, as temperaturas médias no Árctico poderão até ao fim do século aumentar entre 3,3 e 10 graus em relação à média do período entre 1985 e 2014, dependendo da evolução das emissões de gases com efeito de estufa.

Mesmo sem saber como evoluirão, estas alterações têm consequências que já se fazem sentir nos ecossistemas, com modificações dos ‘habitats’, dos hábitos alimentares e das interacções entre espécies e suas migrações.

Da Sibéria ao Alaska, os fogos florestais incontroláveis são um problema habitual e “o fumo que produzem contém dióxido de carbono e partículas de carbono negro que também aceleram as alterações climáticas”, afirmou o investigador norte-americano Michael Young.

O impacto do aquecimento acelerado do Árctico sente-se no resto do mundo e de forma especialmente aguda nas vidas dos quatro milhões de pessoas que ali vivem, especialmente as populações indígenas.

“Os caçadores do nordeste da Gronelândia queixam-se que agora só têm três meses por ano em que conseguem deslocar-se nos trenós puxados por cães, quando antes tinham cinco”, relatou a directora do Centro de Avaliação e Política do Clima do Alaska, Sarah Young.

A responsável acrescentou que os caçadores e pescadores canadianos e russos apanham focas cada vez mais magras e mais animais doentes.

A diminuição do gelo abre oportunidades económicas que os ambientalistas temem, como novas zonas de pesca, novas rotas marítimas comerciais e acesso facilitado a reservas de petróleo, gás natural e minerais.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Visita Presidente são-tomense/Presidente Sissoco diz que a visita   vai sementar  nova era nas relações entre  dois países

Bissau, 19 Mai 21 (ANG) – O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, disse hoje que a visita ao país do seu homologo são-tomense vai sementar uma nova era nas relações entre os dois países lusófonos.

Em declaração conjunta à imprensa depois de assinatura de acordos entre os dois países  em diversos domínios, o Chefe de Estado guineense descreveu que receber o Presidente de São Tomé e Príncipe no país constituiu para ele e  para o povo guineense uma boa ocasião para enaltecer as relações de amizade e de fraternidade que unem há  muito os dois países.

“Senhor Presidente, a sua visita à Pátria de Amílcar Cabral é um marco histórico que servirá para reforçar os laços de amizade e cooperação entre os nossos dois países”, disse o Chefe de Estado.

Umaro Sissoco Embaló acrescentou  que os dois países têm grandes potencialidades que podem ser explorados ao nível bilateral e assim como ao nível da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa  (CPLP).

Segundo o Chefe de Estado guineense, o país deu mais um passo importante no reforço de laços de cooperação, com a assinatura de acordos no domínio diplomático e consular, com São Tomé e Príncipe.

O Chefe de Estado guineense aproveitou a ocasião para convidar  as empresas e potenciais investidores guineenses e sãotomenses para  explorarem as oportunidades que as riquezas dos dois países lhes oferecem.

Por Seu turno, o Presidente de São-Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho disse que está convicto de que, com esta visita, as relações de amizade entre os dois povos vão conhecer novos dias, acrescentando  que  a assinatura dos acordos hoje em Bissau vão  reforçar ainda mais a relação entre ambos os povos.

“Aproveito esta ocasião para enaltecer a Guiné-Bissau e exprimir os meus votos de bem estar e de prosperidade ao povo irmão da Guiné-Bissau . Estou certo de que as nossas relações vão sair fortalecidas e haverá acções concretas nas relações entre os dois povos”, disse Evaristo Carvalho.

As chefes da diplomacia da Guiné-Bissau e de São-Tomé e Príncipe, nomeadamente Suzi Barbosa e Idite Ramos da Costa Tenjoa, assinaram  protocolo de acordo no domínio  diplomático, com destaque para isenção reciproca de vistos, em passaportes diplomáticos,  de Serviço, Especiais e Ordinários.

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, inicia assim esta quarta-feira uma visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau com o objetivo de reforçar as relações de amizade e cooperação entre os dois países.

Na quinta-feira, Evaristo Carvalho realiza uma visita à Fortaleza da Amura, onde vai depor flores nos túmulos de Amílcar Cabral, pai da Nação guineense, e do ex-Presidente João Bernardo "Nino" Vieira.

Da Amura, o Presidente são-tomense segue para a Assembleia Nacional Popular (ANP) para um encontro com o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, e com os líderes das bancadas parlamentares.

O chefe de Estado de São Tomé e Príncipe reúne-se também com o primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, com quem almoça, partindo depois em visita privada para a ilha de Rubane, no arquipélago dos Bijagós, Sul da Guiné-Bissau
ANG/LLA/ÂC//SG   

 

 

Covid-19/“Os riscos de contaminação tendem a aumentar com a visita dos dois Presidentes da República estrangeiros“, diz Magda Robalo

Bissau, 19 Mai 21 (ANG) - A Alta Comissaria para Covid-19, Magda Robalo  afirmou hoje que o  risco de contaminação tem tendência a aumentar devido as aglomerações de pessoas verificadas com a  visita de dois Chefes de Estado nomeadamente o de Portugal e de São Tomé e Príncipe.

Em declarações à imprensa a saída de um encontro com o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, aquela responsável disse que as pessoas devem evitar situações de aglomerações e por cima sem uso de máscaras e de outras medidas preventivas, acrescentando que isso só prejudicará o país.

“Discutimos com o Presidente da República a necessidade de  respeito às medidas preventivas, uma vez que existem situações de aglomerações nos últimos dias e que isso pode agravar a situação”, disse.

Por outro lado, Magda Robalo lançou um apelo aos guineenses em geral no sentido de colaborarem para que o país possa sair da situação de Pandemia da Covid-19.

Novas medidas de prevenção e combate a pandemia serão discutidas no próximo dia 24 de Maio, e Magda Robalo admite que o quadro de restrições em vigor no âmbito do estado de Calamidade pode ser alterado tendo em conta a redução dos casos de contaminação por Covid-19 que tem sido registado no país. ANG/AALS/ÂC//SG



    ONU/Comércio mundial recupera e chega a atingir níveis pré-pandémicos

Bissau, 19 Mai 21(ANG) – O comércio mundial recuperou para níveis inesperados no primeiro trimestre de 2021, ultrapassando níveis pré-pandémicos, uma recuperação impulsionada pelo comércio de bens, mas não de serviços, ainda a sofrer os efeitos da crise.

O comércio de mercadorias aumen
tou 3% nos primeiros três meses deste ano, em comparação com o primeiro trimestre de 2019, tendo sido os sectores relacionados de alguma forma com a pandemia que registaram os melhores resultados, de acordo com um estudo da Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês).

A UNCTAD divulgou hoje dados actualizados sobre o desempenho do comércio global, revelando que aumentou 10% no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2020, e 4% em comparação com o quarto trimestre de 2019.

As exportações da Ásia Oriental, particularmente da China, foram as que mais recuperaram, graças à rapidez com que os países daquela região controlaram a propagação do coronavírus, permitindo-lhes tirar rapidamente partido da procura que foi criada em torno de produtos associados de alguma forma à pandemia.

A análise sugere que a recuperação noutras regiões do mundo tem sido mais lenta, embora não forneça dados específicos.

Os economistas da UNCTAD estimam que a recuperação continuará no segundo trimestre deste ano e que o comércio mundial poderá encerrar o ano com um crescimento de 16%, embora reconheçam que existem muitas incertezas envolvidas.

Já no segundo trimestre, estima-se que o valor do comércio global, incluindo bens e serviços, atinja os 6,6 biliões de dólares (5,4 biliões de euros), 31% acima do ponto mais baixo do mesmo período em 2020 e 3% acima dos níveis pré-pandémicos.

Quando comparado com um período normal, como 2019, a maior progressão do comércio entre Janeiro e Março foi observada em produtos agrícolas (18%) e farmacêuticos (27%), equipamento de telecomunicações (20%), maquinaria (19%) e minerais (33%).

O único sector onde a queda se manteve foi nos transportes, particularmente o aéreo, com uma queda bastante acentuada em relação aos anos recentes antes da pandemia (-34%) e mesmo de 19% quando comparado com o primeiro trimestre de 2020.

Tudo isto reflecte em grande parte as mudanças nos hábitos de consumo durante a pandemia, o que levou a um aumento da procura de produtos de saúde, serviços digitais, comunicações e equipamento tecnológico para trabalhar a partir de casa.

À excepção da indústria dos transportes, que foi duramente atingida por restrições às viagens, a UNCTAD prevê para este ano uma recuperação económica, largamente apoiada por pacotes de estímulo fiscal nos países desenvolvidos.

O aumento dos preços das mercadorias também contribuirá para um aumento do valor do comércio este ano.

A recuperação não deverá ter a mesma força em todo o lado, esperando-se que a China e os Estados Unidos liderem o caminho e que os países cujas economias estão integradas com as suas sejam influenciados positivamente.

Este deverá ser o caso dos países da Ásia Oriental, México e Canadá, assinalou a UNCTAD.

Os peritos assumem que os governos farão uso de todas as políticas públicas possíveis para estimular a recuperação das suas economias, mas, considerando as actuais fricções políticas entre várias potências comerciais, acreditam que tal pode resultar em medidas restritivas do comércio.

Outro risco identificado é que o empréstimo significativo a que os países tiveram de recorrer para sustentar as economias durante a pandemia possa resultar em instabilidade financeira.

Por fim, o organismo advertiu que qualquer aumento das taxas de juro pode aumentar a pressão sobre os empréstimos públicos e privados, e ter repercussões negativas sobre os fluxos de investimento e comércio internacional.

Isto seria particularmente verdade para os países em desenvolvimento, que têm uma margem de manobra fiscal muito limitada.ANG/Inforpress/Lusa

Covid-19/ Bissau registou mais um óbito associado a pandemia e dez pessoas se recuperaram da doença

Bissau, 19 Mai 21(ANG) – Bissau  registou  mais uma vitima mortal associada a infecção pelo novo coronavírus e mais  dez pessoas foram dadas como recuperadas, indica os dados do Alto Comissariado, de segunda-feira, sobre a situação epidemiológica da covid-19 no país.

Os dados do Boletim diário número 102, à que a Agência de Noticias da Guiné teve acesso hoje, apontam que o número de óbitos na cidade Bissau subiu agora para 41.

Os mesmos dados referem que foram realizados 179 testes, mas nenhum caso acusou positivo, dez  pessoas recuperam da pandemia, elevando assim um total acumulado para 3.428 dos recuperados e zero caso activo, permitindo a redução do número de casos de 222 para 212.

“Não há registo de um novo internamento e número total dos doentes internados  por covid-19  continuam em 236 pacientes”, informa a nota.

De acordo com os dados do Boletim do Alto Comissariado sobre a evolução epidemiológica no país, o Sector Autônomo de Bissau, realizou um total acumulado de 65.285 testes entre os quais 3.743  infectados,  3.428 indivíduos foram dados como  recuperados e, actualmente,  duas  pessoas estão hospitalizadas  por suspeitas de contágio por covid-19.

O Guiné-Bissau testou um total acumulado de  65.679 pessoas dos quais 3.746 deles acusaram positivos, 3.451 indivíduos recuperados, 222 casos activos da covid-19, 67 óbitos devido a covid-19 e um acumulado 236 casos activos.

O Governo guineense decretou o estado de calamidade no país até 24 de maio, mas autorizou a retoma do campeonato nacional de futebol e sem público, o exercício colectivo de liberdade religiosa nas igrejas, mesquitas e outros locais de culto em observância as medidas de prevenção anunciadas pelas autoridades sanitarias.ANG/LPG/ÂC//SG

                
                 Covid-19
/Pandemia já matou 3.391.849 pessoas no mundo

Bissau,19 Mai 21 (ANG) – A pandemia do novo coronavírus matou, até terça-feira, pelo menos 3.391.849 pessoas no mundo, desde o final de Dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias AFP a partir de fontes oficiais.

Mais de 163.507.240 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Os números são baseados em relatórios diários das autoridades de saúde de cada país até às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa) e excluem revisões posteriores de agências estatísticas, como ocorre na Rússia, Espanha e Reino Unido.

Na segunda-feira, 10.076 novas mortes e 581.379 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de novas mortes nos seus balanços mais recentes são a Índia, com 4.329 novas mortes, o Brasil (786) e a Colômbia (509).

Os Estados Unidos são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 586.359 mortes para 32.994.443 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil com 436.537 mortes e 15.657.391 casos, a Índia com 278.719 óbitos (25.228.996 casos), o México com 220.493 mortes (2.382.745 casos) e o Reino Unido com 127.684 óbitos (4.452.756 casos).

Entre os países mais atingidos, a Hungria é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 302 mortes por 100.000 habitantes, seguida pela República Checa (280), Bósnia (276), Macedónia Norte (251) e Montenegro (249).

A Europa totalizava hoje 1.111.682 mortes para 52.309.980 casos, a América Latina e Caribe 984.378 mortes (30.961.704 casos), os Estados Unidos e Canadá 611.321 óbitos (34.326.283 casos), a Ásia 418.562 mortes (32.886.797 casos), o Médio Oriente 138.267 óbitos (8.275.925 casos), a África 126.563 mortes (4.700.370 casos) e a Oceânia 1.076 óbitos (46.187 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou substancialmente e as técnicas de rastreamento e despistagem melhoraram, levando a um aumento no número dos contágios declarados.

O número de casos diagnosticados, entretanto, reflecte apenas uma fracção do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detectados.

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde.  ANG/Inforpress/Lusa

Visita do presidente português/“Nem sempre Portugal foi capaz de lidar bem com o seu passado colonial”, diz  Marcelo Rebelo de Sousa

Bissau,19 Mai 21(ANG) - O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu que nem sempre Portugal  foi capaz de lidar com o seu passado colonial de forma eficaz e bem, não obstante ao longo da sua história, ter criado plataformas de culturas, civilizações, Oceanos e Continentes, apesar de nem sempre bem e muitas vezes mal.

Marcelo Rebelo de Sousa expressou esse sentimento na sua declaração conjunta com o Chefe de Estado da Guiné Bissau, Úmaro Sissoco Embaló, no Palácio da República, no âmbito da sua visita de pouco menos de 24 horas à Bissau.

Enfatizou que a Guiné-Bissau não encontrará nenhum país capaz de fazer plataformas  em culturas, civilizações, Oceanos e continentes, para além de Portugal.

“Fê-lo ao longo da sua história, mas nem sempre bem e muitas vezes mal. O passado colonial é um passado que nós assumimos em plenitude, mesmo naquilo que não foi positivo, mas é isso que explica essa plataforma”, assinalou e disse que “ só há política, porque o povo quer”.

Momentos antes de proferir a sua declaração, Marcelo de Sousa foi condecorado pelo chefe de Estado guineense com a medalha de “Amílcar Cabral”, a mais alta distinção do país.

Em retrospetiva aos acontecimentos que o trouxeram muitas vezes à Guiné-Bissau, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que quando chefiou uma delegação da Faculdade de Direito de Lisboa e de Coimbra, abriu caminho para a criação da Escola de Direito na Guiné-Bissau.

Adiantou que, só quando regressou à Bissau como político e líder partidário é que usou o seu papel para estreitar o relacionamento entre o partido no poder e o partido que representava, que vinham de hemisférios completamente diferentes, mas que se entediam no essencial para se entenderem naquilo que era mais importante para a Guiné-Bissau e Portugal.

O chefe de Estado de Portugal disse que foram anos em que foi difícil esquecer tudo, porque “foi difícil não amar a Guiné-Bissau e deixar alguns amigos desses tempos”.

“Os tempos mudam, mudou a Constituição. Prosseguiu Nino Vieira, prosseguiram as minhas vindas cá e hoje muita coisa mudou quer na realidade portuguesa, quer na realidade da Guiné-Bissau. Transitoriamente sou Presidente da República portuguesa e transitoriamente, V.Exa., Presidente da República da Guiné-Bissau”, frisou. 

Sublinhou que são protagonistas de uma história que lhes ultrapassa e onde “eu me sinto, em termos de biografia, ter-me cruzado com a Guiné-Bissau muito antes de vir cruzar-me como Presidente da República Portuguesa”.


A terceira ideia que Marcelo de Sousa destacou, depois ter sido condecorado com a medalha “ Amílcar Cabral” tem a  ver com o fato de a condecoração com a medalha Amílcar Cabral  existir em dois países, dois Estados: Guiné-Bissau e Cabo Verde, ambos herdeiros  do legado do “ grande líder, que é Amílcar Cabral”,   que quis o destino que a tivesse recebido em Cabo Verde, uns anos atrás, e vir recebê-la hoje na Guiné-Bissau.

Para o chefe de Estado de Portugal, essas condecorações simbolizam o peso desses dois países no contexto africano, sobretudo na África Ocidental, representando uma das três famílias linguísticas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), ao lado da família francesa, inglesa e da família da língua portuguesa.

Perante estes fatos, Marcelo diz esperar que seja possível, no futuro chegar à presidência da CEDEAO, alguém que resulte dessa língua, dessa linha e dessa  família, “uma vez que as outras famílias têm chegado com frequência  a essa presidência.

O chefe de Estado da República Portuguesa destacou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP ) como o maior ponto de união entre os países desta comunidade, tendo desafiado Úmaro Sissoco Embaló    a encarar esse sentimento com que Portugal e outros países membros têm encarado a CPLP, portanto “ são tantas as razões que nos unem”.

E no quadro de trabalho em união, Marcelo de Sousa enumerou algumas áreas prioritárias nas quais será assente a cooperação entre os dois países, nomeadamente,  na saúde, “que tanto nos preocupa e ainda com a pandemia”, na educação, com a criação de uma escola portuguesa em Bissau, na formação, na reforma administrativa, no aperfeiçoamento do estado de direito democrático, no quadro da nossa vivência da CPLP  e deve ser cada vez mais no futuro, nas infraestruturas, nas águas ou energias renováveis, no turismo, no mar e no setor das pescas.ANG/O Democrata

 

   França/António Costa diz que a cimeira "excedeu todas as expectativas"

Bissau, 19 Mai 21 (ANG) - O primeiro-ministro português considerou,  terça-feira, que a Cimeira de Paris para o Financiamento das Economias Africanas "excedeu todas as expectativas".

António Costa revelou que foi acordado u
m programa que prevê 88 mil milhões de euros de financiamento para cooperação de desenvolvimento, sendo que 30 mil milhões têm de ser dedicados à África Subsahariana.

O primeiro-ministro português anunciou que durante a Cimeira para o Financiamento das Economias Africanas foi decidido um Programa Europa Global que prevê 88 mil milhões de euros de financiamento para cooperação de desenvolvimento, sendo que 30 mil milhões têm de ser dedicados à África Subsahariana.

António Costa diz ter a esperança de aprovar este programa durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia. 

António Costa afirmou, ainda, que as organizações internacionais desenvolveram um trabalho com vista à reestruturação de algumas dívidas africanas e que foi discutida a possibilidade de os países europeus transferirem os Direitos de Tiragem Especial para financiarem as economias africanas, nesta fase pós-Covid-19.

“Foi desenvolvido um trabalho, quer com o Banco Mundial, quer com o Fundo Monetário Internacional, tendo em vista, por um lado, a reestruturação da dívida de alguns países africanos e, por outro lado, com a possibilidade haver um aumento dos Direitos de Tiragem Especial, com o compromisso dos países da União Europeia procurarem, entre si, contribuírem com parte dos DTS, a que têm direito e que não vão utilizar, para poderem transferir para o financiamento das dívidas africanas”, detalhou. 

Questionado sobre o valor dos Direitos de Tiragem Especial, o primeiro-ministro português afirmou que foi fixado  “um objectivo muito ambicioso”, mas remeteu o anúncio do valor para o chefe de Estado Francês. 

“Não queria aqui dizer o que vai ser anunciado publicamente pelo Presidente francês. Foi fixado um objectivo muito ambicioso e vamos trabalhar, designadamente no seio da União Europeia, para conseguir contribuir e para que seja possível alcançar esse objectivo. Quer eu quer o presidente Charles Michel ficamos encarregues de trabalhar com os nossos colegas, tendo em vista alcançar esse objectivo”, garantiu. 

António Costa acredita que “toda a gente ficou satisfeita com esta conferência porque excedeu as expectativas que todos tinham

A dívida pública africana atingiu 58% do PIB global em 2020, um aumento de 6% comparado ao ano anterior e a taxa mais elevada dos últimos 20 anos. Em 2020, 17 países estavam numa situação de elevado sobreendividamento.

Em entrevista à RFI, o antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Carlos Lopes, declarou que o continente africano precisaria de "cerca de 200 mil milhões de dólares para poder voltar ao nível de actividade económica que existia antes da crise"ANG/RFI


Cooperação
/Presidente de são-tomense inicia hoje visita à Guiné-Bissau para reforçar relações

Bissau,19 Mai 21(ANG) - O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, inicia hoje uma visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau com o objetivo de reforçar as relações de amizade e cooperação entre os dois países.

O chefe de Estado são-tomense aterrou em Bissau na terça-feira, mas o programa da visita tem início apenas hoje com um encontro restrito com o seu homólogo guineense, Umaro Sissoco Embaló.

Na sequência do encontro, será assinado um acordo e feita uma declaração conjunta à imprensa. Ao final do dia, o Presidente guineense ainda oferece um jantar oficial no Palácio da Presidência, em Bissau.

Na quinta-feira, Evaristo Carvalho realiza uma visita à Fortaleza da Amura, onde vai depor flores nos túmulos de Amílcar Cabral, pai da Nação guineense, e do ex-Presidente João Bernardo "Nino" Vieira.

Da Amura, o Presidente são-tomense segue para a Assembleia Nacional Popular (ANP) para um encontro com o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, e com os líderes das bancadas parlamentares.

O chefe de Estado de São Tomé e Príncipe reúne-se também com o primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, com quem almoça, partindo depois em visita privada para a ilha de Rubane, no arquipélago dos Bijagós.

Evaristo Carvalho ainda janta na sexta-feira com o Presidente guineense, regressando no sábado a São Tomé e Príncipe.

Em declarações aos jornalistas, em 12 de Maio, em Bissau, o chefe da Casa Civil do Presidente são-tomense, Arlindo Gomes, afirmou que a visita vai permitir o reforço dos laços de amizade, solidariedade e cooperação.

"Os nossos dois países, talvez devido ao problema de distanciamento geográfico, estiveram ao longo destas décadas, em certa medida, de costas voltadas em termos de relacionamento bilateral, mas tiveram muitos contactos no âmbito multilateral", salientou.

"A perspetiva que se abre é de voltarmos de novo à Guiné-Bissau e a Guiné-Bissau voltar de novo a São Tomé e Príncipe para vermos como reforçar a cooperação e amizade", disse.ANG/Lusa