segunda-feira, 10 de julho de 2023

Saúde/Presidente da República enaltece progresso da CEDEAO na luta contra Doenças Tropicais Negligenciadas

Bissau, 10 Jul 23 (ANG) - O Presidente da República, na qualidade de Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) enalteceu o progresso da  organização sub-regional na luta contra Doenças Tropicais Negligenciadas (DNT).

Umaro Sissoco Embaló falava no ato de premiação dos Presidentes do Benin,  Gana e  da Comissão da CEDEAO, pelo empenho no combate contra a malária, à margem da 63ª Conferência dos Chefes de Estados e do Governo da CEDEAO decorrido no domingo, em Bissau.

”O peso das DNT nas nossas nações tem sido imenso, afetando  mais de mil milhões de pessoas do nosso planeta, dos quais  600 milhões são  do continente africano”, revela o Presidente Embaló.

Salientou que o conjunto de DTN perpetuaram ciclos de pobreza, dificultaram as oportunidades de educação e sufocaram o progresso económico. Tendo acrescentado que os seus efeitos foram sentidos pelo povo, principalmente os que vivem nas regiões remotas, e que o sofrimento suportado por inúmeros indivíduos e comunidades têm sido uma lembrança clara da urgente necessidade de ação de esforço coletivo no sentido de aliviar a situação.

As DTN mais comuns identificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) incluem o tracoma, ulcera, doença de sono, vermes intestinais, a lepra, entre tantos.

“A OMS calcula que cerca de 250 milhões de pessoas necessitam de uma intervenção contra as doenças transmitidas nas regiões de CEDEAO. Mas, estou bastante satisfeito em saber que dos 21 países em África que eliminaram as doenças tropicais, pelo menos 10 dos quais pertencem a região da CEDEAO, uma prova de poder, da colaboração, da vontade política e das parcerias alcançadas numa jornada coletiva da  organização”, disse.

O Presidente da República  disse  que o Togo emergiu como pioneiro mundial da eliminação das DTN, ao tornar o primeiro país do mundo a eliminar 04 DTN fato  que lhe valeu uma premiação na última reunião do Comité Regional de OMS, realizada em Lomé.


Por outro lado, Sissoco Embaló, na qualidade de Presidente em Exercício da Aliança de Líderes Africanos contra a Malária congratulou-se com o Gana e Mali por conseguirem também eliminar três DTN cada um.
ANG/AALS/ÂC//SG

 

Cimeira CEDEAO/ Ativistas instam a CEDEAO a defender direitos das pessoas com deficiência para recolocar ODS  na agenda

Bissau, 10 Jul 23 (ANG) -  Os Ativista instam a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a defender os direitos das pessoas com deficiência para recolocar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)  na agenda.

A solicitação dos ativistas vem expressa num comunicado à imprensa enviado à ANG , através do qual estas  organizações de defesa dos direitos das pessoas com dificência divulgaram uma declaração  conjunta pedindo aos governos membros para se comprometerem  a defender a inclusão  no evento e na próxima reunião  das Nações Unidas sobre os ODS, prevista  para  Setembro próximo.

O Director Global de Advocacia  da Sightsaveras para África  Ocidental Francófona, Saleck Ould Dah disse que está lançada uma campanha em que   a CEDEAO é convidada a renovar os seus compromissos  com uma maior inclusão de pessoas com dificiência  na cúpla dos ODS, e a servir como defensora da inclusão, em todo o mundo em geral e na África  Ocidental em particular.

Saleck  Dah diz que  a promessa de não deixar ninguém para trás, incluindo pessoas com dificiência está em perigo, e que se os  ODS devem ser cumpridos agora é hora de refletir sobre sua implementação, bem como as etapas necessárias,  global e ao nível de cada país, para alcançá-la”, frisou.

Acrescentou  que o mundo está chegando à metade do prazo  de 2030 para alcançar os ODS, mas que as  evidências  demonstram  que o progresso previsto vem  atrasado.

Os Chefes de Estado e de Governo  da CEDEAO se reunirão  na cimeira sobre os ODS da ONU, em Nova Iorque, para avaliar o progresso  feito  nos ODS e assumir compromissos sobre ações transformadoras e aceleradas.

O resultado  da cimeira será uma declaração política negociada, para qual ps Etados membros podem contribuir. ANG/JD//SG

 

  

 

  CEDEAO/Novo presidente  rejeita mais golpes de estado na África Ocidental

Bissau, 10 Jul 23(ANG) – O Presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, que assumiu domingo a presidência rotativa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), afirmou no seu primeiro discurso que não serão tolerados mais golpes de Estado na região.

“Devemos mantermo-nos firmes na democracia. Não há governação, liberdade e Estado de direito sem democracia. Não aceitaremos golpe após golpe novamente na África Ocidental”, afirmou o chefe de Estado da Nigéria na cerimónia de encerramento da cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização, na qual a Guiné-Bissau cessou a sua presidência.

Salientou que os líderes dos países representados na CEDEAO não equiparam as forças armadas para depois “violarem a liberdade do povo”.

“Não demos recursos aos nossos soldados, não investimos neles, nas suas botas, na sua formação, para violarem a liberdade do povo. Virar as suas armas contra as autoridades civis é uma violação dos princípios pelos quais foram contratados, que é defender a soberania das suas nações”, sublinhou o também recentemente empossado Presidente da Nigéria.

O Burquina Faso, o Mali e a Guiné-Conacri foram suspensos pela CEDEAO após sucessivos golpes militares em 2020, 2021 e 2022. O retorno à ordem constitucional é teoricamente esperado em 2024 no Mali e no Burquina Faso e em 2025 na Guiné-Conacri.

O chefe de Estado da Nigéria pediu igualmente ações concertadas e urgentes não só contra os golpes de Estado, mas também contra o terrorismo, que considerou ser uma ameaça à paz na sub-região.

No âmbito do combate ao terrorismo, a CEDEAO desenvolveu um Plano de Ação Regional de Combate ao Terrorismo e criou uma força de alerta para esse fim.

“Vou garantir que harmonizamos imediatamente aqueles planos e mobilizamos recursos, bem como a vontade política para a concretização das iniciativas. Como os terroristas não respeitam fronteiras, devemos trabalhar coletivamente para ter uma medida eficaz de contraterrorismo regional”, afirmou.

A CEDEAO é composta por 15 países: além dos lusófonos Guiné-Bissau e Cabo Verde, pertencem Benim, Burquina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Serra Leoa, Senegal e Togo.

A Guiné-Bissau assumiu a presidência rotativa da organização de julho de 2022 até domingo. ANG/Inforpress/Lusa


Política/Governo exige reposição da verdade de todas as “injúrias,difamações e acusações” proferidas contra Chefe de Estado guineense

Bissau, 10 Jul 23 (ANG) – O Governo guineense exige,  em comunicado, a reposição da verdade sobre  todas as injúrias, difamações e acusações,termologias que diz serem “levianamente proferidas” contra o Chefe de Estado  guineense,Umaro Sissoco Embaló, sob pena de tomar “medidas retificadoras”.

Vista do Palácio do Governo
Por via desse comunicado  entregue hoje à redação da ANG, o Executivo, para além de manifestar a sua indignação,  refere  que os comentadores  foram escolhidos a dedo para o efeito, e diz que  “marginais frustrados” e sem nenhuma base factual proferiram “injúrias, difamações contra o bom nome pessoal do presidente da Guiné-Bissau”.

“O governo guineense tem constatado que, de forma sistématica  o canal televisivo, RTP/ÁFRICA E A RDP/ÁFRICA imprensa portuguesa tem feito uma cobertura mediática tendenciosa da atualidade politica guineense, permitindo ofensas, acusações desonestas ao Presidente da República da Guiné-Bissau a quem acusam de tudo, de modo despudorado, de criminosos”, lê-se no comunicado do governo  assinado pelo  ministro porta-voz, Fernando Vaz.

Em comunicado o governo refere que os dois órgões de comunicação portugueses, ao invéz de notíciar de forma positiva a primeira cimeira dos Chefes dos Estados da África Ocidental que decorreu na Guiné-Bissau, feito que aconteceu pela primeira vez no país, após 50 anos de independência, entende esta “gentalha desqualificada”, visar o Presidente Embaló, como forma de amenizar o impacto de mais uma vitoria para a diplomacia guineense.

Por isso, O Governo condenou  essas “coberturas tendenciosas” da atualidade politica guineense, feita por essa imprensa portuguesa, e mais uma vez apela para o  cumprimento das leis editoriais democraticas livres e justas.

ANG/LPG//SG

    Religião/Escolha de Lisboa para a JMJ 2023 "aproxima" Igreja de África

Bissau, 10 Jul 23 (ANG) - A Jornada Mundial da Juventude de 2023 que vai reunir em Lisboa milhares de jovens católicos vindos de todo o Mundo em torno do Papa Francisco começa daqui à 22 dias.

A Guiné-Bissau terá este ano uma participação recorde, com mais de 140 pessoas a irem de Bafatá e de Bissau até Portugal, uma participação que se justifica com as afinidades entre guineenses e portugueses.

A Jornada Mundial da Juventude vai trazer a Lisboa milhares de crentes na primeira semana de Agosto e, entre eles, muitos lusófonos vão fazer o caminho dos países de língua oficial portuguesa para ver e estar com o Papa, assim como com jovens de todo o Mundo.

A Guiné-Bissau vai ter uma presença recorde nestas jornadas, com mais de 140 pessoas a partirem das paróquias de Bafatá e de Bissau. Em entrevista à RFI, o padre Galiano Lima de Oliveira, que está a organizar esta ida a Lisboa, explicou que a Igreja guineense é uma costela da Igreja portuguesa e que a escolha de Portugal serve para a aproximar esta jornada de África.

"A nível da escolha de Portugal para estas jornadas, foi poder aproxima-las de África. E Lisboa está muito consciente disso. Nunca a Guiné teve um histórico de tal participação em quaisquer jornadas realizadas antes. Por ser em Portugal, nós podemos dizer que a ligação aérea entre Lisboa e Bissau é directa, mas não tenho dúvidas que falou mais alto a afinidade entre os dois países, os dois povos e as duas Igrejas", declarou o padre guineense.

Desde Novembro que as estas duas dioceses, Bafatá e Bissau, estão a organizar esta viagem, com uma comissão da JMJ de Lisboa a ajudar no terreno com a facilitação de vistos no Consulado de Portugal e com a Câmara Municipal de Lisboa a facilitar a estadia na capital portuguesa. Os jovens guineenses vão partir antecipadamente, chegando a Portugal por volta de 21 de Julho e serão acolhidos na Guarda e no Porto, juntando-se depois à celebração oficial em Lisboa.

A Guiné é muito portuguesa. É uma coisa muito profunda e muito séria. Os dois povos têm muito em comum, eu posso afirmar isto porque a minha vida passou por outros países de África e eu vejo isso porque sei o quão Portugal está presente na Guiné e a Igreja da Guiné é um costela da Igreja portuguesa", indicou.

O Papa vai chegar a Portugal no dia 02 de Agosto, permanecendo alguns dias em Lisboa onde vai estar com jovens, mas também fazer visitas oficiais, partindo depois um dia para Fátima e voltando no Domingo para Lisboa onde vai ser celebrada uma grande missa ao ar livre. ANG/RFI

 

Propriedade industrial/CEDEAO lança marca de certificação de qualidade de produtos denominada “ECOQMARK”

Bissau,10 Jul 23(ANG) – O ministro da Energia e Indústria disse que a Marca de Certificação de Qualidade da Comunidade dos Económica dos Estados África Ocidental (ECOQMARK) é um importante fator  de sustentabilidade, em benefício da região africana e que irá permitir que produtos “Made in West África” acedam aos mercados africanos e internacionais.

Augusto Poquena falava no último fim de semana, na cerimónia oficial do lançamento da Marca de Certificação de Qualidade da Comunidade dos Económica dos Estados África Ocidental (ECOQMARK) e à entrega de certificados simbólicos aos Organismos Nacionais de Certificação e a algumas empresas financiadas pela União Europeia.

“A Guiné-Bissau tem a honra de acolher esta importante cerimónia, que reforçará a competitividade da nossa região”, disse lembrando que as matérias primas africanas exportadas para o mercado internacional são básicas, mas têm tido dificuldades em aceder ao mercado internacional, devido à ausência de organismos de avaliação, em conformidade com os requisitos internacionais, porque “a maioria dos países africanos não adotou o conceito de cadeia de valor muito cedo”, diz Poquena.

Segundo o ministro da Energia e Indústria, essa situação ajudou  muito as organizações africanas a desenvolverem programas e projetos de desenvolvimento de cadeias de valor, a reduzir e  eliminar as barreiras ao comércio interafricano, criar um mercado mais vasto para bens e serviços africanos entre a sua população de mais de 11 mil milhões de pessoas, nomeadamente a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZLECAF).

Poquena realçou que o desenvolvimento de cadeias de valores regionais e a sua integração em cadeias de valores internacionais permite à empresas aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo ajudá-las na transição da exportação de matérias-primas para a exportação de produtos manufaturados.

Neste sentido, o governante  defendeu que essas dinâmicas devem ser apoiadas por políticas inovadoras para fortalecer as unidades de produção locais, o estabelecimento de infraestruturas de qualidade nacionais e regionais modernas e eficientes, capazes de demonstrar a conformidade dos produtos com as normas internacionais.

Salientou que o valor dos produtos, acompanhada de medidas de apoio às indústrias nascentes, irá facilitar o acesso ao mercado africano através da eliminação gradual de barreiras que ainda existem entre os Estados-Membros.

O ato contou com as presenças do vice-presidente da Comissão da CEDEAO, do representante da Comissão da UEMOA, do representante da União Europeia e do representante da UNIDO.ANG/ÂC//SG

 

Portugal/Identificados compostos que potenciam novas soluções no tratamento oncológico

Bissau,  10 Jul 23(ANG) – Investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), no Porto, identificaram novos compostos capazes de inibir os mecanismos de controlo da resposta imunitária e que potenciam o desenvolvimento de novas soluções para o tratamento oncológico.

Num artigo publicado na revista científica Internacional Journal of Molecular Sciences, os investigadores explicam ter identificado, através de técnicas computacionais, novos compostos capazes de inibir os ‘checkpoints’ imunitários, “espécie de travão da resposta imunológica”, revela hoje, em comunicado, o centro da Universidade do Porto.

Segundo o CINTESIS, a descoberta é essencial para produzir “mais e melhores” células dendríticas (células responsáveis pela identificação da infeção e desenvolvimento da resposta imune) para a terapia imunológica antitumoral.

O artigo foi publicado no âmbito do projeto DCMatters, que tem como principal objetivo a produção de vacinas baseadas em células dendríticas de “nova geração” que combinam inibidores de ‘checkpoint’ imunitário com a capacidade de ajudar o sistema imunitário a reconhecer e “atacar” as células cancerígenas.

Citada no comunicado, a investigadora Paula Videira destaca o papel “muito importante” das células dendríticas a nível imunológico.

“Elas orquestram a resposta imune, tanto ao ativar o sistema imunitário contra as células tumorais, mas também ao criar uma tolerância imunológica, o que já não é benéfico em terapia antitumoral”, refere, observando que este balanço tem de ser “gerido muito finamente” em laboratório.

De acordo com a especialista, estes inibidores de ‘checkpoint’ imunitário são “muito promissores no tratamento de vários tipos de cancro, incluindo o cancro da pele, do pulmão e da bexiga”.

Financiado em 2,1 milhões de euros pelo programa Portugal 2020, o projeto junta especialistas do Instituto Português de Oncologia do Porto, da NOVA School of Science and Technology da Universidade NOVA de Lisboa e da empresa portuguesa Stemmatters.

O projeto vai explorar um “novo paradigma de combate ao cancro”, bem como potenciar o desenvolvimento de “uma terceira geração de células dendríticas com maior capacidade de indução de resposta antitumoral”.  ANG/Inforpress/Lusa

 

Turquia/Ancara condiciona adesão da Suécia à NATO a entrada da Turquia na UE

Bissau, 10 Jul 23 (ANG) - O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, admitiu hoje que Ancara pode vir a aprovar a adesão da Suécia à NATO se os países europeus "abrirem caminho" à Turquia a entrar na União Europeia. 


"A Turquia está à espera à porta da União Europeia há mais de 50 anos e quase todos os países membros da NATO são agora membros da União Europeia. Estou a fazer este apelo a esses países que deixaram a Turquia à espera, às portas da União Europeia, durante mais de 50 anos", disse Erdogan.

"Abram o caminho para a adesão da Turquia à União Europeia. Quando abrirem o caminho para a Turquia, nós abriremos o caminho para a Suécia, tal como fizemos com a Finlândia", acrescentou.

A Turquia é um país candidato à adesão à UE, mas esta candidatura tem estado bloqueada devido ao que Bruxelas considera o retrocesso democrático de Ancara e aos litígios com o Chipre, membro do bloco europeu.

Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Estocolmo manifestou otimismo quanto à possibilidade de a Turquia abandonar objeções à adesão da Suécia à NATO, considerando a adesão uma questão de tempo. 

Erdogan e o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, devem encontrar-se hoje em Vilnius, antes da cimeira da NATO que começa na terça-feira.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sueco, Tobias Billström, disse à emissora pública SVT que espera que a Turquia acabe por dar um sinal sobre a adesão da Suécia à NATO. 

A Turquia bloqueou a adesão da Suécia à NATO, afirmando que o país precisa de "fazer mais" para reprimir os militantes curdos e outros grupos que Ancara considera como ameaças à segurança nacional turca.

Os recentes protestos contra a Turquia e contra o Islão em Estocolmo levantaram dúvidas quanto à possibilidade de se alcançar um acordo antes da cimeira da NATO.

Billström disse ainda que espera que a Hungria, que também não ratificou a adesão da Suécia à NATO, venha a concretizar a entrada de Estocolmo antes de uma eventual decisão de Ancara.

A Suécia e a Finlândia solicitaram a adesão à NATO no ano passado, após a última invasão da Ucrânia pela Rússia.

A Finlândia aderiu à Aliança Atlântica no passado mês de abril. ANG/Lusa

 

Pequim/Jornal do PC Chinês adverte que expansão da NATO para a Ásia é caminho “perigoso”

Bissau, 10 Jul 23(ANG) – Um jornal do Partido Comunista Chinês considerou hoje que a NATO está a conduzir a “civilização ocidental” por um caminho “errado e perigoso”, ao aludir a um maior envolvimento da aliança na região Ásia–Pacífico.

“Uma infiltração da NATO na Ásia–Pacífico vai provavelmente levar a civilização ocidental a enfrentar reveses sem precedentes na região economicamente mais vibrante do mundo”, lembrou o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do Partido Comunista (PCC).

“A China não pode permitir que as forças militares ocidentais interfiram de forma alguma nos seus assuntos internos”, lê-se no editorial, em que acrescenta que Pequim “tem já a capacidade de combater tal interferência”.

Durante a cimeira da NATO que arranca terça-feira em Vílnius vai ser abordada a implementação do Conceito Estratégico adoptado em 2022. O documento reconheceu que a aliança enfrenta uma “competição sistémica” suscitada pelas “ambições e políticas coercivas” de Pequim, que desafiam os “interesses, segurança e valores” dos seus membros.

Austrália, Japão, Nova Zelândia e Coreia do Sul, que participaram na cimeira da NATO no ano passado, vão estar presentes em Vílnius.

Em particular, a organização está a estudar a abertura de um escritório no Japão, país que mantém rivalidades históricas e disputas territoriais com a China. O Presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou-se já contra, afirmando que a medida seria um “grande erro”.

As diferentes visões entre os aliados face à China são também motivadas pela relevância dos laços comerciais entre o país asiático e a Europa: a China representa quase 10% das exportações do continente e cerca de 20% das suas importações.

O Global Times lembrou, porém, que as divergências existentes dentro da NATO “não são fundamentalmente sobre se [a organização se deve] expandir ou não, mas sim sobre que tipo de expansão prosseguir, e se este processo deve ser mais lento ou mais rápido”.

O jornal afirmou que existe uma “mudança” na política tradicional da NATO, fundada com foco na defesa, à medida que “um número crescente de países membros e líderes demonstram uma ambição mais forte em relação à expansão”.

Os líderes da aliança transatlântica alertaram já que o que está a acontecer na Europa com a guerra na Ucrânia pode replicar-se na Ásia, com uma invasão de Taiwan pela China.

China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil frente aos comunistas. Pequim considera Taiwan parte do seu território e ameaça a reunificação através da força, caso a ilha declare formalmente a independência.

“Se o Presidente [russo], [Vladimir] Putin, vencer na Ucrânia, isto enviaria a mensagem de que regimes autoritários podem atingir os seus objectivos por meio da força bruta”, disse o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, em Tóquio, no início deste ano. “Isto é perigoso. Pequim está a observar de perto e a aprender lições, o que pode influenciar as suas decisões futuras”, observou.

Para o Global Times, no entanto, “a agressividade da NATO não é apenas uma expansão da dissuasão militar, mas também uma expansão de valores”.

“A expansão da civilização ocidental é, até hoje, inseparável da sua natureza agressiva e ofensiva”, lê-se no editorial. “Quando desafiados, os elementos agressivos da sua natureza tornam-se mais ativos e proativos”, apontou.

ANG/Inforpress/Lusa

                  México/Jornalista do diário "La Jornada" assassinado

Bissau, 10 Jul 23 (ANG) - A organização Repórteres Sem Fronteiras alerta que o Méxco regista uma escalada de ataques contra jornalistas e as autoridades mexicanas anunciam, sábado, o assassínio de Luís Martin Sánchez, correspondete do diário La Jornada, no estado de Nayarit, no norte do país.

 O corpo do jornalista mexicano Luis Martín Sánchez foi encontrado , três dias depois de ter desaparecido perto de Tepic, cidade onde morava, na costa do Oceano Pacífico.

O corpo do jornalista tinha vestígios de violência e foram deixadas duas mensagens manuscritas, a marca do crime organizado. Luis Martín Sánchez era correspondente do grande jornal La Jornada em Nayarit, região marcada pela actuação de cartéis de drogas.

A região situa-se perto dos estados de Sinaloa, ao norte, e Jalisco, no sul, um corredor do Pacífico conhecido por ser uma rota de drogas.

Recentemente, foram confirmadas ligações entre o poder e os cartéis: o  antigo procurador Edgar Veytia, também conhecido como El Diablo, está detido nos Estados Unidos por tráfico de drogas, e o antigo governador do estado Roberto Sandoval Castañeda está atrás das grades por corrupção.

O jornalista de 59 anos desapareceu esta semana. Na sexta-feira, a sua esposa, Cecilia López, alertou a polícia para o desaparecimento de Luis Martín Sánchez, descreve o jornal.

Este é o terceiro correspondente do jornal La Jornada assassinado nos últimos anos. Miroslava Breach, no estado de Chihuahua, foi morto em Março de 2017, e Javier Valdez, no estado de Sinaloa, em Maio do mesmo ano.

Nos últimos meses, os ataques multiplicaram-se: no passado dia 23 de Maio, Marco Aurelio Ramírez Hernández, jornalista e antigo funcionário municipal, foi assassinado no estado de Puebla. A 11 de Maio, o jornalista Gerardo Torres Rentería foi morto a tiros no balneário de Acapulco, em Guerrero. A 12 de Fevereiro, o jornalista Abisaí Pérez Romero também foi assassinado em Tula, no estado de Hidalgo.

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, “o clima de insegurança para os jornalistas no México atingiu um nível extremamente preocupante”. A organização pede investigações minuciosas e denuncia o uso do terror para intimidar jornalistas. ANG/RFI

 

Genebra/Organização não governamental condena envio de bombas de fragmentação para Ucrânia

Bissau, 10 Jul 23 (ANG) - Uma organização que se dedica à reabilitação de feridos e amputados em conflitos armados condenou hoje os Estados Unidos pelo anunciado envio de bombas de fragmentação para a Ucrânia, alertando para os danos que podem provocar nos civis.

Para a organização não-governamental (ONG) Handicap International, com sede em Lyon, França, as bombas de fragmentação "podem causar danos aos civis durante décadas e hipotecar a reconstrução do país".

Em comunicado, a mesma ONG lamenta a decisão dos Estados Unidos, frisando que as bombas de fragmentação são as mais perigosas para a população porque podem causar vítimas mesmo depois de terminado o conflito, visto que os projéteis podem manter-se ativos. 

Este tipo de munição consiste na projeção de pequenas bombas mais pequenas lançadas no ar e que podem explodir antes de alcançarem o solo, ou um obstáculo, provocando uma forte dispersão de outros pequenos projéteis. 

As bombas de fragmentação podem ficar ativas, por exemplo enterradas no solo, e explodirem quando manipuladas mais tarde. 

"Além de matarem civis, (as bombas de fragmentação) obstaculizam o acesso físico a muitos agentes humanitários", disse o diretor da Handicap International na Suíça, Daniel Suda-Lang. 

As bombas de fragmentação estão proibidas pela Convenção de Oslo sobre submunições explosivas.

Os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia não assinaram a Convenção de Oslo. 

A Handicap International, que garante apoio a pessoas afetadas pelos conflitos armados e catástrofes naturais nos países mais necessitados, tem destacados 200 elementos da organização na Ucrânia onde presta apoio médico e psicológico às vítimas da guerra. 

Em 1992, a Handicap International foi uma das seis organizações não-governamentais que fundaram a Campanha Internacional para a Proibição de Minas Antipessoais que recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1997.  ANG/Lusa

 

domingo, 9 de julho de 2023


CEDEAO
/Presidente Sissoco pede novas formas  de mobilização de financiamentos para reforçar a paz e segurança humana na sub-região

Bissau, 09 Jul 23 (ANG) -  O Presidente da República, na qualidade de Presidente em exercício da CEDEAO, exaltou hoje a necessidade de a organização encarrar novas formas de mobilização de financiamentos para reforçar a paz e segurança humana na sub-região.

Umaro Sissoco Embaló falava na abertura, este domingo, em Bissau, dos trabalhos da 63ª Cimeira de chefes de Estados e de Governos dos 15 países membros da CEDEAO.

“Gostaria de relembrar o quão é importante e urgente encarrarmos outras formas de mobilizaçao de meios financeiros a nível de cada Estado membro e junto dos parceiros estratégicos, de modo a operacionalizar o nosso Plano de Ação de luta contra O terrorismo(2020-2024) , e criar condições  para operacionalização da Força de Intervenção da CEDEAO, no combate ao terrorismo e  mudanças anticonstituicionais de governo“, disse o PR. 

Umaro Sissoco Embaló disse que o retorno à normaldade constitucional no Burquina Faso, Guiné-Coanacri e no Mali é uma necessidade imperativa  para a estabilidade política e a promoção do Estado de Direito Democrático e bem-estar dos povos desses países.

Para o chefe de Estado guineense, a tomada de poder através de golpes de estado nos três países e consequente prolongamento do período de transição, representa uma regressão dos valores do Estado de Direito Democrático adotados pelos estados membros através do Protocolo Adiciional da Democracia e Boa Governação.

À comissão e outras instituições da CEDEAO endereçou  agradecimentos, pela forma como acompanharam os processos  de transição política , organização e seguimento  dos processos  eleitorais regulares, garantindo a implementação dos  mecanismos legais que regem o funcionamento das instituições da CEDEAO.

Umaro Sissoco Embaló que  cessa funções de  presidente em exercício  da CEDEAO  nesta cimeira dirigiu “profundos agradecimentos” aos seus pares, pela a oportunidade que lhe deram de servir a  organização  “em defesa indefetível dos Princípios  e Objetivos que norteiam a evolução e construção de uma verdadeira CEDEAO dos povos rumo a realização da Visão 2050”.

A 63ª cimeira de Chefes de Estados e Governos da CEDEAO encerra hoje a tarde , e após cerimónia de abertura os trabalhos prosseguiram à  porta fechada.

Na mesa de trabalhos estão vários relatórios para debater nomeadamente sobre o estado da comunidade, as transições no Burquina Faso, Guiné-Conacri e Mali, o Programa de Moeda Única da CEDEAO, e sobre os obstáculos à Livre Circulação de Mercadorias no corredor Abidjam –Lagos.

Para além da adopção de Comunicado Final, a cerimónia de encerramento da 63ª Cimeira deve ser marcada pela  entrega  de Emblema ao novo presidente da Conferência dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, para um mandato de 12 meses. ANG///SG

 

CEDEAO/Presidente da Comissão da União Africana diz ser necessário ativar mecanismo para combater insegurança na  região

Bissau,09 Jul 23(ANG) – O Presidente da Comissão da União Africana defendeu hoje a necessidade de reforçar a  cooperação no que diz respeito a segurança e operacionalização das estruturas africanas de paz de forma a dar respostas as inseguranças reinantes na sub-região.

Mussa Faki falava na abertura da 63ª Conferência dos Chefes de Estados e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), que decorre hoje em Bissau.

Acrescentou   que a região oeste africana é das que mais sofre com  alterações climáticas nomeadamente a seca e a desertificação  e que têm provocado  efeitos multiplicadores na insegurança alimentar.

“Na verdade, a pobreza e a precariedade juntos com a incerteza de amanhã, fazem com que muitos dos jovens africanos se optassem pelo caminho de emigração clandestina”, disse.

Aquele responsável frisou que as peripécias da Covid-19 e as buscas de assistências devido as mudanças climáticas na sub-região e mais recentemente a crise entre a Russia e Ucrânia, demonstraram  a importância da solidariedade internacional em particular a africana.

Mussa Faki salientou que alguns Estados da sub-região devem continuar a travar sozinho a luta contra o terrorismo, as alterações climáticas, os refugiados entre outros flagelos, tendo questionado se se deve  continuar de “braços cruzados” à  espera de ajudas internacionais, em casos de necessidade.

O representante especial do Secretário-geral da ONU para África Ocidental, Lenardo Santos Simão louvou a iniciativa e a vontade dos chefes de Estados e do Governo  da CEDEAO de prosseguir com esforços para  consolidação da paz, segurança e desenvolvimento das  populações.

 “Em nome das Nações Unidas permitem-me felicitar  o antigo Presidente da Nigéria Muhamadu Buhari pelo bom trabalho feito e que criou as condições necessárias para o bom desenrolar do processo eleitoral, face aos desafios da insegurança bem como o Presidente eleito Bola Tinubu pela sua escolha como novo chefe de Estado da Nigéria”, enalteceu.  

Leornardo Simão disse que, em nome de toda a Sistema das Nações Unidas, espera trabalhar em estreita colaboração com a CEDEAO e outros parceiros, para apoiar a realização de eleições gerais, pacíficas, transparentes e inclusivas na Libéria.

Na 63ª Conferência de CEDEAO, cujos os trabalhos se encerram hoje em Bissau,  a Guiné-Bissau passará a presidência rotativa para a Nigéria.

À porta fechada os chefes de Estados e de Governo de 15 países membros da organização vão debater e aprovar vários relatórios nomeadamente  sobre o estado da comunidade, as transições no Burquina Faso, Guiné-Conacri e Mali, o Programa de Moeda Única da CEDEAO, e sobre os obstáculos à Livre Circulação de Mercadorias no corredor Abidjam –Lagos. ANG/AC//SG


UEMOA
/”O crescimento económico foi de 3,4 por cento em 2022 em relação a 6,3 em 2021”, diz Adama Coulubali

Bissau,09 Jul 23(ANG) – O Presidente do Conselho de Ministros da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), afirmou que, de acordo com o Fundo Monetário Intrnacional(FMI), o crescimento económico em 2022, foi de  3,4 por cento em relação a 6,2 por cento de 2021.

Adama Coulubali, ministro da Economia e Finanças da Costa do Marfim fez estas afirmações, no sábado, na abertura da Sessão Extraordinária da cimeira de chefes de Estados e de Governos da UEMOA realizada, em Bissau.

Acrescentou   que no seio da organização, o crescimento económico está em degradação, devido a conjuntura internacional e a fragilidade da situação sociopolítica e da insegurança em diferentes Estados Membros.

Disse que o Produto Interno Bruto(PIB), da União registou  um progresso em tempo real de 5,9 por cento em 2022, devido ao  rigor de consumação e intensificação do investimento ligados aos projectos de grande envergadura, nomeadamente, no sector de gás e petróleo.

Coulibali salientou que essa dinâmica prosseguiu no primeiro trimestre de 2023, em que  o crescimento económico é estimado em 5,4 por cento  graças ao desembolso rigoroso na prestação de serviços.

A pressão inflacionista, de acordo com Coulubali, se deve ao custo de energia e ao mesmo tempo da subida de produtos da primeira necessidade. “Tudo  isso atingiu 7,4 por cento em 2022 contra os 3,6 de 2021.

De acordo com Coulubali, a situação das finanças públicas dos países da organização se reflete nas ações de governação e preservação do poder de compra das populações.

O governante costa-marfinense e presidente do Conselho de Ministros da União Económica e Monetária Oeste-Africana(UEMOA) disse ainda que, no plano mundial, a atividade económica registou ,  em 2022, em  consequência negativa da guerra na Ucrânia, uma baixa performance económica da China no combate a Covid-19, denominado Zero Covid.

O Presidente da República Umaro Sissoco Embalo que presidiu a cerimónia de abertura, manifestou a  sua satisfação pela realização da Cimeira em Bissau, pela primeira vez, desde adesão do país à organização de oito países membros.

“Manifesto-me, em nome do povo guineense, toda a nossa gratidão como sentimos honrados por esta escolha”, salientou o chefe de Estado da GuinéBissau e presidente em exercício da CEDEAO que ainda hoje cessa funções após 12 meses de mandato. ANG/DMG/ÀC//SG

 

Portugal/Governo mantém apoio mas reitera que é contra bombas de fragmentação na Ucrânia

Bissau,09 Jul 23 (ANG) – O Governo reafirmou sábado que apoiará a Ucrânia “pelo tempo que for necessário”, mas lembrou que Portugal é signatário da Convenção de Oslo, que proíbe bombas de fragmentação como as que os EUA vão fornecer a Kiev.

A propósito do anúncio norte-americano de envio de bombas de fragmentação para a Ucrânia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e o Ministério da Defesa Nacional (MDN) garantiram que Portugal irá continuar a apoiar a Ucrânia “pelo tempo que for necessário, nos planos político, militar, financeiro e humanitário”.

No entanto, numa resposta escrita conjunta enviada à Lusa, os responsáveis recordaram que Portugal é “signatário da Convenção de Oslo sobre Munições de Dispersão, que promove a proibição de bombas de fragmentação”.

“Recorde-se que este tipo de armas pode provocar vítimas numa área muito alargada e, por vezes, mesmo muito tempo depois de terem sido lançadas”, afirmam o MNE e MDN.

Os dois ministérios garantiram ainda que “Portugal continuará a apoiar a Ucrânia na sua legítima defesa contra a invasão ilegal e injustificada por parte da Rússia”.

O Governo norte-americano defendeu hoje que a Rússia é o "único obstáculo" a uma "paz justa", um dia após ter anunciado que iria fornecer munições de fragmentação (‘cluster’), ultrapassando assim uma barreira importante no tipo de armamento oferecido a Kiev para se defender da Rússia.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, frisou na sexta-feira que as munições que entregarão têm uma taxa de não explosão - ou seja, permanecem no solo por detonar – inferior a 2,5%, indicando que haverá muito menos cartuchos não detonados que podem resultar em mortes não intencionais de civis.

Por outro lado, as bombas de fragmentação que a Rússia supostamente usou têm uma taxa de não explosão de 30 a 40%, de acordo com Sullivan.

Mais de uma centena de países, incluindo membros da NATO como a França e a Alemanha, opõem-se ao uso de bombas de fragmentação e ratificaram a Convenção sobre Munições de Fragmentação, da qual a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos não fazem parte.

Antes da confirmação por parte da Casa Branca, também o secretário-geral da ONU, António Guterres, tinha condenado o uso de munições de fragmentação.

O Reino Unido e o Canadá também já se manifestaram contra o uso de bombas de fragmentação.

O primeiro-ministro britânico Rishi Sunak lembrou que o Reino Unido é um dos 123 países signatários da Convenção sobre Munições de Fragmentação de 2008, lembrando que Londres está a fornecer tanques e armas de longo alcance a Kiev para lutar contra a invasão russa.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). ANG/Lusa

 

Reino Unido/Organização Marítima Internacional anuncia acordo para descarbonizar transporte marítimo

Bissau,09 Jul 23 (ANG) – Um acordo internacional para descarbonizar o setor muito poluidor do transporte marítimo foi divulgado na sexta-feira pela Organização Marítima Internacional (OMI), mas que é menos ambicioso do que esperado e foi muito criticado por organizações não-governamentais (ONG).

As ONG denunciaram a timidez do compromisso apresentado, com objetivos de redução de emissões poluentes mais modestas, ausência de medidas vinculativas e o projeto de uma taxa internacional sobre as emissões de carbono relegado para um conjunto de medidas eventuais para reduzir as emissões do transporte.

O acordo evidencia “uma ambição comum melhorada de atingir a neutralidade carbónica para o transporte marítimo internacional em torno de 2050” e visa uma redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) “em média de 40% até 2030, por referência a 2008”, escreveu no seu sítio da organização, que integra a ONU.

O compromisso estabelece também objetivos “indicativos”, isto é, não obrigatórios, de redução das emissões poluidoras de pelo menos 70% até 2040, por referência a 2008.

“É um dia importante para o clima”, felicitou-se Dieter Janecek, que representou a Alemanha durante as discussões que decorreram esta semana na sede da OMI.

Já o secretário de Estado francês com o pelouro do Mar, Hervé Berville, saudou “uma etapa relevante na corrida para a neutralidade carbónica” antes da adoção de “medidas obrigatórias”.

Não obstante, concedeu que “o acordo final conseguido está aquém das ambições com que se esteve na mesa das negociações”.

Com efeito, a União Europeia reclamava durante as negociações, que decorreram esta semana na sede da OMI, em Londres, um objetivo mais ambicioso de emissões zero, em termos líquidos, a alcançar em 2050, com duas etapas intermédias, de redução de 29% em 2030 e 83% em 20540.

As ilhas-Estado do Pacífico, particularmente ameaçadas pelas alterações climáticas, queriam ir mais longe, apoiadas por EUA, Reino Unido e Canadá, ao apontarem para uma redução das emissões de 96% até 2040.

Em 2018, a OMI tinha avançado o objetivo de redução de emissões de CO2 de 50% até 2050 por referência a 2008, o que foi considerado muito insuficiente.

Ao contrário, vários grandes exportadores, como China, Brasil, e Argentina, travaram aquele objetivo, argumentando que metas muito estritas beneficiariam os países ricos, em detrimento dos em vias de desenvolvimento.

Em particular, opunham-se ao projeto de uma taxa carbono, apoiado pelo presidente francês, Emmanuel Mácron, e por empresas como a transportadora marítima Maersk.

Uma eventual taxa foi remetida no projeto de acordo para um conjunto de medidas propostas para reduzir as emissões do transporte marítimo.

O vice-secretário-geral da Câmara Internacional da Marinha Mercante, Simon Bennett, saudou um acordo “histórico”, que “dá um sinal muito forte aos utilizadores de navios e sobretudo aos produtos de energia”, que devem agora fornecer “combustíveis marinhos sem emissões de gases com efeito de estufa em grandes quantidades para possibilitar uma transição tão rápida quanto possível”.

A grande maioria dos cem mil navios do setor, que transportam 90% das mercadorias do mundo, usam fuelóleo pesado. O setor é responsável por cerca de três por cento das emissões de CO2 mundiais, segundo a ONU.

As ONG ecologistas mostraram-se muito críticas e contrapuseram a meta de redução de 50% até 2030 e a neutralidade carbónica até 2040.

Harjeet Singh, da Rede Internacional para a Ação Climática [Climate Action Network International], considerou que o acordo “não está à altura das expectativas”, jukgamento também assumido pela Coligação Marinha Limpa [Clean Shipping Coalition], a Greenpeace classificou-o como “muito fraco” e a Camoanha Oceanos [Ocean Campaigns] resumiu: “Os representantes da sociedade civil estão profundamente inquietos”.  ANG/Inforpress/Lusa