segunda-feira, 5 de agosto de 2024

China/Enviado Li Hui  diz que proposta de Pequim para pôr fim ao conflito na Ucrânia tem apoio de 110 países

Bissau,  05 Ago 24 (ANG) – O enviado especial de Pequim para os assuntos euro-asiáticos, Li Hui, afirmou hoje que a proposta de Pequim para pôr fim à guerra na Ucrânia tem o apoio de 110 países.

Li Hui esteve no Brasil e na África do Sul, na semana passada, no âmbito daquela que é a sua quarta missão de paz, desde maio do ano passado.

A China tem procurado posicionar-se como parte neutra no conflito na Ucrânia, que já entrou no terceiro ano, apesar da sua crescente aproximação a Moscovo.

Pequim procurou contrariar as críticas de que apoia a Rússia na sua campanha na Ucrânia e apresentou um documento composto por 12 pontos sobre o conflito, no ano passado, que foi recebido com ceticismo pelo Ocidente.

Na África do Sul, e propósito do documento proposto por Pequim, Li disse que a China está disposta a reforçar a comunicação e a coordenação com o país africano e a promover a formação de uma "base comum mais alargada" que reúna o consenso internacional baseado "em seis entendimentos comuns", segundo indicou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, num comunicado.

Segundo a mesma nota informativa, Li disse que a proposta de Pequim recebeu "respostas positivas" de mais de 110 países.

Tal como a China, a África do Sul não condenou a Rússia pela invasão da Ucrânia e manteve um relacionamento ativo com Moscovo durante a guerra.

Joanesburgo também envidou esforços para pôr fim ao conflito, liderando uma delegação africana de paz a Kiev no ano passado.

Foi uma das dezenas de nações em desenvolvimento, incluindo o Brasil, que não assinaram o comunicado final da cimeira de paz apoiada pela Ucrânia, realizada na Suíça, em junho passado.

A China faltou à reunião, insistindo na "participação igualitária" da Rússia e da Ucrânia. A Rússia não foi convidada para a cimeira.

Após a cimeira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou Pequim de ajudar Moscovo a minar a reunião, que visou obter mais apoio internacional para uma solução baseada numa fórmula de paz de 10 pontos proposta por Kiev.

O plano de paz da Ucrânia exige a retirada total das tropas russas dos seus territórios ocupados, incluindo a Crimeia e partes de quatro províncias do leste da Ucrânia.

No entanto, têm surgido alguns sinais de que a Ucrânia e a Rússia estão dispostas a dialogar.

No final do mês passado, na sua primeira visita à China desde o início da guerra, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, disse ao seu homólogo chinês, Wang Yi, que Kiev estava disposta a negociar se Moscovo agisse de "boa-fé".

A Rússia afirmou que está aberta a conversações, mas que a Ucrânia deve primeiro abandonar a sua candidatura à NATO e retirar-se das suas quatro províncias mais a leste.

Durante a sua visita ao Brasil, Li Hui afirmou que a integridade territorial de cada país deve ser respeitada, mas que as exigências para que a China pressione a Rússia a pôr fim à guerra são "irrealistas".

"A China não é participante no conflito. A Rússia é um país independente e soberano, um membro de pleno direito do Conselho de Segurança da ONU", disse Li, citado pelo jornal brasileiro Folha de S. Paulo.

"A China e a Rússia são parceiros estratégicos. Não podemos forçar a Rússia a fazer o que queremos", vincou.

Não há "nenhuma solução simples" para o conflito na Ucrânia, acrescentou, avançando, no entanto, que a China e o Brasil querem impulsionar o consenso de seis pontos a ser adotado pelas Nações Unidas na Assembleia-Geral ainda este ano, para servir como uma proposta oficial para levar os dois lados à mesa de negociações.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). ANG/Lusa

Cabo Verde/”Cabral promovia igualdade de género, mas sempre houve resistência”,diz Lilica Boal

Bissau,05 Ago 24(ANG) – Lilica Boal, professora na luta de libertação, ao lado de Amílcar Cabral, diz que a alfabetização de mulheres à hora de preparar o jantar incomodava os homens, sobre o projecto que retomou no regresso a Cabo Verde nos anos 1980.

“Quando viemos para aqui [Cabo Verde] começámos a trabalhar na alfabetização”, conta a antiga directora da escola-piloto do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), uma das mulheres escolhidas por Cabral para lugares de chefia, ao promover a igualdade de género.

No ano em que se celebra o centenário do nascimento do líder das independências dos dois países, Maria da Luz Boal – mais conhecida como Lilica – recorda, em entrevista à Lusa, o convívio com a figura histórica e refere que, ainda hoje, há “lutas inacabadas” – quanto ao género e à maneira como a história cabo-verdiana é ensinada

Após o golpe de Estado de 1980, em Bissau, que pôs fim ao projecto de união dos dois países, Lilica Boal regressa às ilhas onde nasceu (Tarrafal de Santiago, 1934), continuando a trabalhar no setor público da educação.

As desigualdades de género estavam presentes, assim como o analfabetismo.

“Quando organizávamos reuniões com as mulheres, os maridos reclamavam: agora na hora de se fazer o jantar é que a Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV) se lembra de vir alfabetizar”, questionavam.

Uma recordação hoje acompanhada com uma gargalhada, mas que serve para ilustrar a resistência à igualdade de género – mesmo depois de o líder das independências pregar que a luta de libertação face à ditadura colonial portuguesa também dependia das mulheres.

“Não era comum, mas ele [Cabral] já tinha na cabeça o problema do género”, refere Lilica, como quem vai descrevendo os traços marcantes de uma personalidade que ela própria foi descobrindo.

“Não era um homem qualquer” e isso percebia-se “logo na maneira de falar”.

Mesmo que lentamente, a igualdade de género tem progredido, mas a antiga directora da escola-piloto tem uma opinião: “Acho que podemos [mulheres] fazer muito mais ao nível da base do que estando lá em cima”, em cargos de maior poder e aponta para aquele trabalho de base, de alfabetização, como exemplo.

Lilica Boal enfrentou as desigualdades, de género e não só, desde cedo.

Ainda era criança, no Tarrafal, quando lhe ficaram gravadas na memória as imagens duras da fome no norte da ilha de Santiago.

“Estávamos à mesa e estava um miúdo à porta, com uma casca de coco, a pedir comida. Para mim, era duro ver uma criança da minha idade naquela situação. Isto foi muito importante no percurso da minha vida, marcou-me profundamente”, relata, recordando a casa dos pais, comerciantes, célebres pelo apoio à comunidade e aos presos políticos do campo de concentração do Tarrafal.

As imagens da infância encaixaram-se no resto do percurso que a levou à Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, como uma força que, em 1961, a fez virar costas a uma vida universitária, em Portugal, para arriscar a vida com um grupo em fuga (clandestina) para a luta de libertação – relatada e documentada na Internet.

Hoje, perante as comemorações do centenário de Cabral, Lilica Boal mostra-se otimista quanto à preservação do legado histórico, apesar de achar que as actividades que têm decorrido mereciam mais relevo: “fazemos muito, mas ainda estamos longe”.

“Chamam-nos para ir falar sobre a luta aos liceus, falar sobre Cabral. Portanto, há uma vontade. Começa a haver mais interesse em conhecer o passado”, refere à Lusa.

A antiga directora e professora da escola-piloto do PAIGC enaltece sobretudo as atividades nas ruas, sempre que há motivos para o povo sair, porque “é aí que [a população] mostra o seu descontentamento”.

“Não é ao sentar-se na assembleia [parlamento] a ouvir o discurso deste ou daquele partido, do que fez um ou o outro. Não é essa guerra [política] que interessa, mas é o povo na rua, a cantar, saltar ou a mostrar que tem isto ou aquilo”, conclui.

Amílcar Cabral celebraria 100 anos a 12 de Setembro de 2024, decorrendo actividades em diferentes países para assinalar a efeméride.

Em Cabo Verde, várias comemorações estão associadas à Fundação Amílcar Cabral e incluem um colóquio internacional sobre o líder histórico, a realizar em Setembro, como ponto alto do programa. ANG/Inforpress/Lusa

     Bangladesh/Primeira-ministra  demite-se e deixa o país após protestos

Bissau,  05 Ago 24 (ANG) – A primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, renunciou hoje ao cargo e deixou o país, segundo a estação de televisão Canal 24, após semanas de violência generalizada nas ruas por causa dos protestos estudantis que provocaram quase 300 mortos.

Hasina deixou o país num helicóptero militar às 14:30 locais (09:30 em Lisboa), acompanhada pela irmã mais nova, Sheikh Rehana, noticiou o jornal local Prothom Alo.

Fontes citadas pelos meios de comunicação social disseram que partiram para Bengala Ocidental, na Índia.

Momentos depois destas informações terem sido avançadas pelos ‘media’ locais, uma fonte próxima da governante, citada pela agência francesa AFP, confirmou que Sheikh Hasina tinha saído da capital do país, Daca, de helicóptero, antes de milhares de manifestantes invadirem o palácio governamental.

"A equipa de segurança pediu-lhe que saísse, ela não teve tempo para se preparar", disse a mesma fonte, acrescentando que a política saiu do local numa coluna de veículos e posteriormente “foi retirada (da capital) de helicóptero".

Milhares de pessoas reuniram-se hoje em frente à residência oficial da primeira-ministra em Daca.

Depois de a notícia da sua partida se ter tornado pública, muitas delas invadiram e pilharam o edifício, segundo as imagens transmitidas pelos canais de televisão.

O Canal 24 do Bangladesh mostrou imagens de dezenas de cidadãos na residência oficial, Ganabhaban, a transportar mobiliário, frigoríficos e loiça, num clima de vitória.

Muitos deles pararam para acenar para as câmaras de televisão, de braços erguidos, após meses de protestos.

Os manifestantes tinham saído à rua apesar do recolher obrigatório decretado pelo Governo na noite passada, em resposta a mais um dia de violência no contexto dos protestos estudantis que começaram há cinco semanas.

Os serviços de banda larga e de Internet móvel também foram interrompidos durante cerca de duas horas na segunda-feira, de acordo com a organização independente de vigilância da cibersegurança NetBlocks.

A renúncia de Hasina segue-se a cinco semanas de protestos estudantis que começaram pacificamente mas que se tornaram violentos devido a alegações de uma dura repressão policial contra os manifestantes.

Cerca de 300 pessoas, na sua maioria estudantes e civis, foram mortas durante os violentos confrontos que mergulharam o Bangladesh num clima de caos.

Os protestos dos estudantes começaram por exigir o fim das quotas no emprego público, que consideram discriminatórias num dos países mais pobres do mundo, mas acabaram por exigir a demissão de Hasina e do seu governo após a morte dos manifestantes.

Hasina assumiu o poder em janeiro para um quarto mandato consecutivo, depois de ter ganho umas eleições que foram boicotadas pela oposição. ANG/Lusa


EUA
/Kamala Harris confirmada como candidata democrata às presidenciais

Bissau, 05 Ago 24 (ANG) - A vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, garantiu  sexta-feira o número de votos para se tornar candidata democrata na corrida à Casa Branca.

A votação do Comité do partido Democrata começou na quinta-feira e termina na segunda-feira. Passados menos de duas semanas depois de o Presidente norte-americano Joe Biden ter desistido da corrida à Casa Branca, a vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, recebeu votos suficientes de mais de metade dos delegados que tinham sido eleitos nas primárias em todos os estados do país.

Kamala Harris reagiu nas redes sociais e mostrou-se "honrada por ser a presumível candidata à Presidência dos Estados Unidos", adiantou também que vai "aceitar formalmente a nomeação na próxima semana", depois de a votação nominal virtual estar concluída.

Também o actual presidente Joe Biden reagiu na rede social X  mostrando-se "orgulhoso" pela nomeação da sua vice-presidente norte-americana.

Aos 59 anos, Kamala Harris, é a primeira mulher negra e a primeira asiático-americana candidata à presidência dos Estados Unidos.ANG/RFI

Cabo Verde/ Embaixador da Guiné-Bissau “muito contente” com o comportamento da comunidade na ilha

Bissau,05 Ago 24(ANG) – O embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, Ibraima Sanó, manifestou-se no fim de semana “muito contente” com o apoio que a Câmara Municipal da Boa Vista tem dispensado aos imigrantes e com o comportamento da comunidade Bissau-guineense na ilha.

A afirmação foi feita pelo diplomata, após uma visita de cortesia ao presidente da Câmara Municipal, Cláudio Mendonça, a qual considerou “frutífera”, por permitir conhecer um pouco a situação dos imigrantes de Guiné-Bissau na ilha.

Ibraima Sanó, que está de visita à ilha da Boa Vista até de 04 de Agosto, afirmou o grosso da comunidade guineense no arquipélago está legalizado, mas adiantou que, mesmo assim, Bissau está a fazer alguma “pressão” junto das autoridades competentes para uma nova legalização extraordinária.

Quanto a problemática de habitação, considera ser comum com o que se passa em qualquer parte de mundo, e que estão a procurar soluções, fazendo um “grande esforço” para colmatar a situação. 

Segundo o autarca local, Cláudio Mendoça, Boa Vista é a ilhas que mais acolhe os imigrantes guineenses e que autarquia tem dado uma especial atenção com apoio social, trabalho, documentação, tendo colaborado agora com a embaixada para trazer a equipa técnica para emissão de passaportes na ilha.

Tudo isso para ajudar e facilitar a integração e melhorar a situação de vida dos guineenses na ilha, pois o mesmo acredita que é uma das comunidades que tem dado sua participação do ponto de vista de mão de obra na ilha.

O embaixador iniciou a missão à ilha com uma visita de cortesia ao Comando Regional da Polícia Nacional e para este sábado, 03 de agosto, vai reunir-se com a comunidade guineense no Centro de Arte e Cultura, em Sal Rei.

A emissão de passaporte e renovação do cartão consular iniciado hoje prossegue até domingo.ANG/Inforpress

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Saúde Pública/Presidente da República aconselha novo Bastonário da Ordem dos Médicos a trabalhar para deixar legado  

Bissau, 02 Ago 24 (ANG) – O Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló felicitou  e aconselhou o novo Bastonário da Ordem dos Médicos a trabalhar para deixar bom legado neste novo desafio que tem pela frente.

O  chefe de Estado falava,  hoje, na cerimónia de tomada de posse do novo Bastonário da Ordem dos Médicos, na pessoa de Elísio Pedro Indi .

Na ocasião, Umaro Sissoco Embaló garantiu que vai usar da sua magistratura de influência como PR para fornecer bolsas de formação para os profissionais da saúde pública, criar parcerias com outros países no domínio de saúde, com a finalidade de os técnicos nacionais da saúde pública puderem  beneficiar sempre de  capacitação e reciclagem .

“O novo Bastonário pode contar comigo, estarei sempre com portas abertas para atender a precupação que me coloquem sobre a saúde pública nacional. O vosso setor é especial, por isso ,merece a minha atenção”, disse o PR.

A ministra da Saúde Pública em exercício, Maria Inácia Có Sanhá, reiterou na ocasião que o Governo da Guiné-Bissau almeja boa saúde para todos os guineenses.

“Vem sendo referido de algum tempo  a necessidade de dotar os serviços da saúde   de mais recursos técnicos e humanos, com melhores condições de trabalho, que salvaguardem a dignidade e a segurança clínica e física de doentes e médicos, para que possamos manter o  nível de qualidade que pretendemos alcançar no setor ”, disse  a governante.

Para Maria Inácia Có Sanhã, a Ordem dos Médicos é uma Associação Pública e profissional representativa dos médicos que deve defender e incentivar respeito e a observância dos principios que garantem a dignidade médica e os exercícios da profissão nos domínios da ética e  deontologia profissional.

O novo Bastonário da  Ordem dos Médicos, Elísio Pedro Indi pediu  o apoio de todos os profissionais da classe,segundo diz,  “para o bem da saúde pública”.

Indi destacou que os profissionais da saúde pública têm a missão de garantir saúde de qualidade para todos os cidadões guineenses.

“Como médicos somos chamados de curadores, ao mesmo tempo de defensores da saúde pública e do bem estar da nossa população”, sublinhou.

Apelou  aos 42 médicos empossados e que irão integrar a nova Direcção da Ordem dos Médicos para darem os seus máximos, para juntos colmatarem os problemas que afetam a classe.

“De igual modo apelo a ministra da Sáude Pública a trabalhar com a Ordem dos Médicos para minimizar as dificuldades com que  os profissionais do setor se confrontam”, frisou.

Os médicos nacionais elegeram, Elísio Pedro Indi, num congresso extraordinário, realizado a 22 de Junho,para as funções de novo bastonário da Ordem dos Médicos.ANG/LLA/ÂC//SG


Economia
/Preços das moedas para sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Moeda

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Oferta

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

604.000

611.000

Yen japonês

4.045

4.105

Libra esterlina

769.000

776.000

Franco suíço

693.500

699.500

Dólar canadense

434.750

441.750

Yuan chinês

83.250

85.000

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

164.000

166.750

Fonte:BCEAO


Presidenciais/Brasil, Colômbia e México pedem “verificação dos resultados” na Venezuela

Bissau, 02 Ago 24 (ANG) - O Brasil,a Colômbia e o México pediram, quinta-feira,  em comunicado conjunto, uma “verificação imparcial dos resultados” das contestadas eleições presidenciais na Venezuela.

Os três países instam as autoridades eleitorais venezuelanas a publicar, o mais rapidamente possível, os resultados detalhados da votação de 28 de Julho por assembleia de voto.

“O princípio fundamental da soberania popular deve ser respeitado através da verificação imparcial dos resultados”, lê-se no comunicado assinado pelo Brasil, Colômbia e México.

O secretário de Estado americano falou nesta quinta-feira de provas indiscutíveis” de uma vitória do candidato da oposição, Edmundo Gonzalez Urrutia, nas eleições presidenciais.

Antony Blinken lembrou que "a rápida" declaração do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que deu a vitória a Maduro no domingo, "veio sem qualquer evidência que a apoie" e sem que tenha, até agora, "publicado dados desagregados e nenhuma ata", apesar dos apelos internacionais para que o faça.

O Presidente da Venezuela já respondeu a Antony Blinken, aconselhando os Estados Unidos a "tirarem o nariz" do país, lembrando que o povo é soberano.

"Os Estados Unidos deviam tirar o nariz da Venezuela porque é o povo soberano que governa na Venezuela, que põe, que escolhe, que diz, que decide", afirmou Nicolás Maduro.

Nesta sexta-feira, 2 de Agosto, o Presidente venezuelano anunciou que 1.200 pessoas foram detidas nos protestos pós-eleitorais e que outras 1.000 estão a ser procuradas por destruírem 300 esquadras policiais no país. Nicolás Maduro explicou que os alegados criminosos foram "treinados" nos Estados Unidos, na Colômbia, no Peru e no Chile e que estariam a ser divulgados os vídeos de onde foram treinados para fazer ataques a esquadras policiais no país.

Por seu lado, a líder da oposição, Maria Corina Machado, convocou manifestações para este sábado “em todas as cidades” do país para denunciar a fraude que, segundo ela, permitiu a reeleição do presidente cessante, Nicolás Maduro.

“Devemos continuar firmes, organizados e mobilizados com o orgulho de termos obtido uma vitória histórica”, no domingo, disse Maria Corina Machado. num vídeo publicado quinta-feira nas redes sociais, prometendo ir “até ao fim.

De acordo com os resultados oficiais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que a oposição acusa de estar às ordens do poder, Maduro, 61 anos, herdeiro do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013), foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo de seis anos com 5,15 milhões de votos (51,2%).

A CNE, que denunciou ter sido alvo de pirataria informática, não publicou os resultados detalhados por assembleia de voto, enquanto a oposição afirma ter agrupado mais de 80% dos boletins de voto. De acordo com esta contagem, o candidato da oposição, Gonzalez Urrutia, obteve 67% dos votos.

Várias pessoas morreram e centenas foram detidas nos protestos em várias cidades da Venezuela contra a vitória do Presidente Nicolás Maduro. ANG/RFI

 

Bélgica/UE alerta Hungria que facilitar entrada de russos e bielorrussos pode comprometer segurança

Bissau, 02 Ago 24 (ANG)  – A Comissão Europeia alertou hoje a Hungria que facilitar a entrada de cidadãos russos e bielorrussos no Espaço Schengen através das fronteiras húngaras pode comprometer a segurança de todos os Estados-membros e requisitou informações detalhadas.

De acordo com uma carta endereçada pela comissária para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, ao ministro do Interior húngaro, Sándor Pintér, o executivo comunitário reconheceu que a definição de regras para entrada de cidadãos estrangeiros “continua a ser uma competência nacional”.

“Mas também está sujeita à obrigação de uma cooperação sincera e não pode colocar em colocar em causa o efeito útil das provisões da legislação” da UE, incluindo no que diz respeito ao Espaço Schengen, advertiu a comissária europeia.

Com a decisão húngara de facilitar a entrada de cidadãos bielorrussos e russos no território da UE, Ylva Johansson “convidou as autoridades [húngaras] a contactarem” a comissária para averiguar os riscos para a segurança da decisão até 19 de agosto com informações concretas.

O objetivo é avaliar se a decisão de facilitar a entrada de cidadãos da Rússia e Bielorrússia é compatível com as regras do Espaço Schengen, com as sanções impostas e com a política de segurança atual vigente nos Estados-membros.

Em causa está a decisão por parte do Governo da Hungria de facilitar a concessão a cidadãos bielorrussos e russos, em contraciclo com aquela que é a política dos Estados-membros da UE, que apertaram as regras para estes cidadãos desde o início da invasão russa da Ucrânia, há dois anos e meio.

“A extensão da facilitação dos processos de vistos de residência e de trabalho para cidadãos da Rússia e da Bielorrússia pode, de facto, levar a um contorno das restrições que a União impôs. Os cidadãos destes países têm de ter um visto para entrar nas fronteiras do Espaço Schengen e estão, por isso, sujeitos a um nível elevado de escrutínio”, sustentou Ylva Johansson.

A comissária acrescentou que o escrutínio também determina se esses cidadãos “apresentam um risco para a segurança dos Estados-membros”. ANG/Lusa

 

Ucrânia/Mais de metade dos ucranianos querem negociações com Rússia para acabar guerra

Bissau, 02 Ago 24 (ANG) – A maioria dos ucranianos acredita que as autoridades devem começar a negociar com a Rússia para acabar a guerra desencadeada pela invasão russa em fevereiro de 2022, revelou hoje uma sondagem financiada pelos EUA e Suécia.

Segundo o estudo de opinião, realizado em maio pelo Instituto Internacional de Sociologia em Kiev, 57 por cento (%) dos ucranianos defendem o início das negociações entre Kiev e Moscovo, mas 38% opõem-se.

Esta é a primeira sondagem publicada desde o início da guerra em que a maioria dos ucranianos é a favor da abertura de negociações para pôr fim ao conflito.

Ao mesmo tempo, 66% dos inquiridos afirmam que a Ucrânia deve recuperar todos os seus territórios, incluindo a Crimeia e as áreas nas regiões orientais de Donetsk e Luhansk, onde os rebeldes pró-russos declararam repúblicas independentes em 2014, quando a Rússia anexou a península do Mar Negro.

Além disso, 74% e 76%, respetivamente, rejeitam a renúncia da Ucrânia às suas aspirações de aderir à NATO e à União Europeia (UE) no quadro de um hipotético acordo de paz com a Rússia.

A sondagem foi realizada por telefone, entre 8 e 25 de maio, junto de mais de 2.500 adultos residentes nos territórios ucranianos sob o controlo do governo de Kiev, cujos números de telemóvel foram escolhidos aleatoriamente.

A possibilidade de negociações com a Rússia ganhou proeminência no discurso oficial de Kiev e na conversa pública ucraniana, tendo como pano de fundo os avanços limitados mas constantes da Rússia na linha da frente e a falta de qualquer perspetiva aparente de o exército ucraniano conseguir inverter esta situação.

Nas últimas semanas, o Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, tiveram contactos diretos e públicos com vários líderes que defendem negociações para pôr fim à guerra o mais rapidamente possível, como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, o candidato presidencial norte-americano, Donald Trump, e o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi – todos de países com ligações ao Kremlin.

Zelensky anunciou que apresentará um plano de paz detalhado antes do final do ano, que poderá ser apresentado à Rússia depois de receber o aval de parte da comunidade internacional. ANG/Lusa

 

EUA/ Chegam aos Estados Unidos prisioneiros libertados no âmbito de troca com Rússia

Bissau, 02 Ago 24 (ANG) - Vários dos presos libertados pela Rússia numa troca histórica com Estados ocidentais, incluindo o jornalista Evan Gershkovich e o antigo fuzileiro Paul Whelan, chegaram aos Estados Unidos na quinta-feira à noite, informou a agência de notícias France-Presse.


Os ex-presos chegaram a bordo de um avião que aterrou pelas 23:40 (03:40 em Bissau) na base militar de Andrews, perto de Washington, onde foram recebidos pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, e pela vice-Presidente, Kamala Harris.

A Federação Russa e vários Estados ocidentais trocaram 26 presos, numa operação coordenada pela Turquia.

Segundo as autoridades turcas, 10 presos, incluindo dois menores, foram transferidos para a Rússia, 13 para a Alemanha e três para os Estados Unidos.

Entre eles contam-se jornalistas, ativistas políticos veteranos e simples opositores à guerra na Ucrânia. O mais novo tem 19 anos e o mais velho 71.

Entre os russos detidos no Ocidente encontram-se alegados agentes 'adormecidos' que tinham uma vida dupla. Outros foram condenados por pirataria informática. Um foi preso pelo assassínio, a tiro, de um homem durante o dia num parque de Berlim.

Trata-se da maior troca de presos civis Leste-Oeste desde a Guerra Fria. ANG/Lusa

 

          Guiné-Conacri/ Defesa de Dadis Camara vai recorrer da decisão

Bissau, 02 Ago 24 (ANG)  - Os advogados do ex-ditador Moussa Dadis Camara, condenado quarta-feira a 20 anos de prisão por crimes contra a humanidade, cometidos durante o massacre de 28 de Setembro de 2009 na Guiné, anunciaram, quinta-feira,, que vão recorrer da decisão.

Em comunicado, o colectivo de advogados considerou a sentença “injusta” e disse que que vai apresentar recurso junto da justiça.

“O colectivo rejeita a decisão no conjunto e, para assinalar o desacordo, pretende, de acordo com o Presidente Moussa Dadis Camara, recorrer a sentença injusta para que seja censurada pelo tribunal de recurso”, declararam.

A defesa acrescentou ainda que o Presidente Moussa Dadis Camara nunca foi ouvido, durante os dois anos de julgamento, sobre os elementos que constituem o crime contra a humanidade, ameaçando remeter o assunto ao Tribunal de Justiça da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“Durante quase dois anos de julgamento neste tribunal, o Presidente Moussa Dadis Camara nunca foi ouvido ou obrigado a explicar os elementos que constituem o crime contra a humanidade”, notou.

Na quarta-feira, quando foi anunciado o veredicto do julgamento, os factos foram reclassificados como crimes contra a humanidade pelo tribunal. Moussa Dadis Camara foi considerado culpado “com base na responsabilidade do superior”, declarou Ibrahima Sory II Tounkara, o presidente do tribunal. Dadis Camara foi ainda considerado culpado pela “intenção de reprimir a manifestação” e por não cumprir o dever de sancionar os autores do massacre.

O ex-ditador respondeu por uma série de crimes, incluindo assassínios, violência sexual, actos de tortura, sequestros e sequestros.

A defesa de Aboubacar Sidiki Diakité, conhecido como "Toumba", antigo chefe da unidade de protecção de Dadis Camara- condenado a 10 anos de prisão- também veio dizer que vai "interpor recurso", disse o seu advogado Lanciné Sylla num comunicado de imprensa na quinta-feira.

A 28 de Setembro de 2009, pelo menos 156 pessoas foram mortas e centenas de outras ficaram feridas, na repressão de um comício da oposição num estádio de Conacri e arredores. Segundo o relatório da comissão internacional de inquérito mandatada pela ONU, pelo menos 109 mulheres foram violadas.

Os abusos, cujos números reais são provavelmente mais elevados, continuaram durante vários dias contra mulheres detidas sequestradas e torturadas, naquele que é considerado um dos episódios mais sombrios da história contemporânea da Guiné Conacri.

Além de Dadis Camara, outros sete arguidos foram condenados quarta-feira a penas que podem ir até à prisão perpétua.

O presidente da Associação de Vítimas, Pais e Amigos do 28 de Setembro (AVIPA) sublinhou que o veredicto marcou o culminar de uma luta de 15 anos, que procurou a verdade e a justiça para as vítimas”.

O Gabinete do Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) saudou o veredicto, sublinhando que “marca um ponto de viragem no estabelecimento da verdade sobre os acontecimentos de 28 de Setembro de 2009 e na responsabilização daqueles que têm a maior responsabilidade pelas atrocidades cometidas”, acrescentando que os juízes guineenses enviaram um sinal claro de que ninguém está acima da lei".

A ONU apelou nesta quinta-feira à continuação da luta contra a impunidade na Guiné, num comunicado de imprensa do alto Comissário para os Direitos Humanos das Nações, Volker Türk, apelou à continuação da luta contra a impunidade na Guiné, lembrando a importância de continuar a trabalhar para "estabelecer todos os factos e responsabilidades ligados a estes acontecimentos". ANG/RFI

Eletricidade/EAGB recua com a decisão de suspensão do serviço de venda de saldo pré-pago

Bissau, 02 Ago 24 (ANG) – A Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB),  informou hoje que vai voltar a atrás na sua decisão de suspender o serviço de venda de saldo pré-pago por um tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira ,como constava no seu comunicado.

De acordo com uma fonte da Direção da empresa contactada hoje pela ANG, essa suspensão pode vir a durar apenas 24 horas ou menos, dependendo dos trabalhos técnicos a decorrer no terreno por causa da mudança para a nova sede da instituição.

Segundo essa mesma fonte que proferiu não identificar, dentro de horas ,poderá sair um novo comunicado da EAGB a confirmar esta alteração.

O Gabinete de Comunicação e Imagem da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau(EAGB) emitiu um comunicado,na quinta-feira(01) em que informa os seus clientes a suspensão de serviços de venda de pré-pago de eletricidade, a partir do dia 05 de Agosto, segunda-feira.

A mesma nota informa que esta suspensão seria necessária para garantir a transferência segura e eficiente das operações da EAGB para novas instalações e que abrangem, também, os serviços de carregamento de saldo via Orange Money e Mobile Money.

A EAGB tinha anunciado no referido comunicado de que não tinha uma previsão exata para a reposição do serviço, pois a duração do restabelecimento dependerá da reinstalação dos servidores no escritório central. ANG/MSC/ÂC//SG



Comunicação SocialDireções   das Rádios Popular e  Capital FM exigem responsabilização criminal dos agentes da PIR envolvidos na agressão contra  jornalistas

Bissau, 02 Agot 24 (ANG) – A Direção  da Rádio Popular FM e da Capital FM exigem a  responsabilização criminal  dos agentes da Policia da Intervenção Rápida(PIR) envolvidos na agressão contra as jornalistas dos respectivos órgãos de comunicação social.

A exigência das direções dos dois órgãos de comunicação social  constam nas notas de condenação das duas rádios privadas do país, á que a ANG teve acesso hoje.

Djuma Culibali, da Rádio Capital FM e Nguissam Casimiro Monteiro, da Rádio Popular  foram agredidas por agentes da PIR, quando faziam a cobertura jornalística da vígilia organizada pelos professores contratados, que reivindicavam o pagamento de cinco meses de salários em atraso, em  frente ao Ministério da Educação Nacional.

A Direcção das duas  Rádios privadas sustentam que as duas  jornalistas  não representavam nenhuma ameaça ao exercício constitucional da PIR no local.

Para além de reclamar a abertura de um inquérito da parte do Ministério do Interior  para identificação de todos os elementos envolvidos neste ato e a sua consequente responsabilização,a Rádio Popular exige que  este ministério assumisse  todas as despesas relacionadas à assistência médica e medicamentosa de Nguissam Monteiro, que foi atropelada pela viatura dos agentes da PIR.

“O depoimento da repórter da CFM perseguida e a evidência de sofrimento fisico e moral da jornalista Djuma Culibali não nos deixam calar”, diz a direção da R.CFM  que acrescenta que  esta rádio  foi duas vezes atacada por homens armados, deixando alguns dos seus  funcionários, até hoje, com sequelas, e sem que a justiça seja feita sobre o caso.

 Foi vazado nas redes sociais um vídeo em que o motoristas da PIR usava  da viatura para  dispersar  o grupo de professores em protesto, ou seja, avançava sobre o grupo e os professores se dispersavam aos saltos  e correria para os passeios. ANG/LPG/ÂC//SG

Política/Tribunal notifica Presidente do PRS para contestar a ação de anulação movida por Fernando Dias

Bissau,02 Ago 24(ANG) - O Tribunal Regional de Bissau notificou o Presidente do Partido da Renovação Social (PRS) eleito no congresso extraordinário organizado pelos altos dirigentes inconformados do partido, Félix Blutna Na Ndunguê, para, no prazo de 20 dias, contestar a ação declarativa Constitutiva de anulação movida pelo PRS, representado por Fernando Dias da Costa.

“O juiz de Direito, da Vara Civil do Tribunal Regional de Bissau, Me. Upá Patrão da Costa, MANDA citar Félix Na Ndunguê, em representação de membros da Comissão Ad-hoc e da comissão organizadora do congresso, Ibraima Sori Djaló, Augusto Poquena, Mónica Buaro, Orlando Mendes Veigas e outros para no prazo de 20 dias, a contar da citação, querendo, contestar, a Ação Declarativa Constitutiva de Anulação movida pelo Partido da Renovação Social, representado pelo Dr Fernando Dias da Costa” lê-se no mandado, com o processo n°545/2024, assinado pelo escrivão de Direito,  Vicente Ussumane Baldé.

No referido mandado, pode ler-se que a falta de contestação importa confissão dos factos articulados pelo autor, nos termos do artigo 480° conjugado com o n°1, in fine, do artigo 484°, todos do Código de Processo Civil”.

Refira-se que o Partido da Renovação Social vive uma profunda divisão histórica, desde o surgimento de um grupo de altos dirigentes que se auto-intitulou-se de Inconformados com a postura de Fernando Dias da Costa,  na sequência da vacatura deixada pelo falecido Presidente do PRS, AlbertoN’bunhe Nambeia. 

As partes desavindas organizaram dois congressos extraordinários paralelos entre os dias 28 e 29 de junho de 2024.

Os inconformados elegeram o antigo secretário-geral adjunto da então direção do partido saído do último congresso, Félix Na Ndunguê, como Presidente do PRS, enquanto a direção interina que era liderada por Fernando Dias da Costa viu o nome de Dias da Costa escolhido também noutro congresso como Presidente do PRS até ao próximo congresso a realizar-se em 2026.

As duas direções requereram ao Presidente Interino do Supremo Tribunal de Justiça, Lima António André, a anotação dos referidos congressos extraordinários, mas este acabou por anotar as resoluções do congresso extraordinário dos inconformados, uma decisão que a Direção do Fernando Dias da Costa considera “um simples ato administrativo”, pelo que recorreu da decisão junto do plenário do Supremo Tribunal de Justiça, que, no entanto, não se reuniu ainda para pronunciar-se sobre a matéria. ANG/O Democrata