quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Dia Mundial Saúde Mental/”Fator socioeconómico do país motiva aumento de doenças mentais”, afirma Diretora do Centro Mental Osvaldo Vieira  

Bissau, 10 Out 24 (ANG) - A Diretora do Centro Mental “Osvaldo Máximo Vieira”, afirmou hoje que, os fatores  sociais e económicos com que o país se depara no preciso momento estão por detrás de aumento dos casos de  doenças mentais no país.

Vista do Centro Mental
Finhamba Quessangue em entrevista à Rádio Capital FM no âmbito das celebrações do Dia Mundial de Saúde Mental (10 de Outubro), sustentou ainda  que,  atualmente na Guiné-Bissau as dificuldades de várias ordens são enormes o que acaba por conduzir muitas pessoas à situação de desiquilíbrio ou perturbação mental.

“No momento as dificuldades em termos de alimentação é enorme, as escolas públicas não funcionam de forma adequada, o salário não corresponde com as despesas de um funcionário, o stresse  e a ansiedade aumentam a cada dia que passa. O que muitas das vezes acaba por levar uma certa pessoa ao consumo excessivo do álcool, droga ou outros vícios que obviamente possa lhe conduzir aos problemas mentais”, disse Quessangue.

Finhamba acrescentou igualmente que, a ganância é um dos fatores que as vezes leva com que os jovens acabam por deparar com problemas mentais. Porque, as vezes um individuo é obrigado a praticar um certo ato só para competir com outros e isso leva a pessoa à perturbação mental em muitos casos.

A Diretora do Centro Mental Osvaldo Máximo Vieira defendeu a necessidade de saúde mental ser priorizada pelo Governo uma vez que, segunda ela não se pode falar de boa saúde sem que haja saúde mental de qualidade.

“Neste Centro recebemos os casos de psicose (que é uma coisa mais  agravada), caso de alcoolismo, ansiedade, transtornos, depressão, stresse, entre outros. A consulta é acessivel ou seja é de 1500 francos CFA, porque prestamos o seviço público”,informou.

Por outro lado, aquela responsável disse que o povo tem todo Direito de ter cuidado mental de qualidade e que  por isso, precisam dos profissionais capazes de dar respostas aos casos de doenças mentais com que o país se depara.

Sublinhou que, o Governo é o responsável no que concerne a garantia dos medicamentos para o Centro de modo à estar em condições de responder as necessidades dos seus pacientes.

Quessanguê sugeriu que, o Centro de Saúde Mental seja estendida para diferentes regiões do país com finalidade de facilitar o acesso à atendimento aos necessitados uma vez que, de acordo com ela, saúde mental  é um Direito que assiste o povo em geral.

“Atualmente, no Centro contamos com apenas três médicos clínico geral que  fazem consultas e dois enfermeiros que os apoiam, dois psicólogos. Assim sendo,  existe a necessidade de investir na capacitação dos recursos humanos para dar resposta as demandas”,defendeu Finhamba.

Contou que, o referido Centro foi criado nos meados de 1985 sob o financiamento de cooperação holandesa e que depois de ter findado a  colaboração com Holanda, o Governo da Guiné-Bissau assumiu a gestão do mesmo. Mas, com a guerra de 07 de Junho de 1998 aquele estabelecimento ficou destruído por completo.

A mesma instituição de tratamento de saúde mental foi reconstruído graças ao apoio financeiro da União Europeia e foi inaugurado e  entregado ao Governo no dia 10 de Agosto de 2016.

“Apesar de ser reconstruído, com a capacidade de 36 camas, mas não podemos internar doentes, porque não temos cozinha para preparar comida dos doentes e também não foram separadas as celas para dividir os doentes agressivos e os não agressivos”, revelou.

Aproveitou a oportunidade para lançar um apelo ao Governo, bem como as pessoas de boa vontade no sentido de ajudarem na ampliação do centro uma vez que segundo ela, ainda têm espaço para fazer as coisas que estão a dar falta no momento.

Finhamba Quessangue explicou que, nos tempos passado, o Centro de Saúde Mental Osvaldo Máximo Vieira era considerado como referência a nível da sub-região e que as pessoas vinham de exterior para fazer o tratamento na Guiné-Bissau. Mas, que, infelizmente agora limitam simplesmente em fazer consultas, porque, não têm condições para internar e muito menos dar seguimento aos pacientes.ANG/AALS/ÂC

Regiões/”Más condições das estradas têm  impacto negativo no desenvolvimento socioeconómico da população”, afirma Governadora de Cacheu  

Bissau, 10 Out 24 (ANG) – A Governadora da Região de Cacheu, norte do país,  reconhece  que as más condições que caracterizam a maioria das estradas daquela região, têm impacto negativo directo no desenvolvimento socioeconómico da população local, razão pelo qual defende a requalificação das mesmas.

Em declarações exclusivas à ANG, Honorina Vasconcelos disse que, a degradação das estradas, é um dos factores do aumento do  custo de transporte na região.

Disse que, as estradas, sobretudo do sector de Calequisse, Caio e da secção de  Varela estão num estado de degradação avançada, com buracos, pelo que necessitam de intervenção urgente do Governo.

Acrescentou, a título de exemplo, o custo de transporte para evacuação de um doente de Varela para hospital de São Domingos é de 50 mil francos cfa, sem contar com despesas de tratamento médico e medicamentosa.

Para além disso, ilustrou ainda que devido as más condições da estrada, não conseguem até ao momento instalar a fábrica de gelo fornecidos pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação(FAO).

Em relação a questão da energia elétrica,  disse que nesse aspecto, a região de Cacheu “morreu”, porque  até a  residência da Governador não tem luz eléctrica.

“O fornecimento da corrente eléctrica é assegurado por sistema de painêis solares, que no momento não funciona, devido aos problemas de baterias”, informou Honória Vasconcelos.

Lamentou a insuficiência das receitas recolhidas para fazer alguns despesas, para além do pagamento dos funcionários, tendo adiantado por exemplo aquisição de baterias para assegurar o fornecimento da luz eléctrica e reabilitação das residências, que deparam com problemas de infiltração de água.

Informou que, as más condições das estradas foram reportada ao Governo, através do ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, que prometeu melhoria, sobretudo da rodovia da secção de Varela, no momento da  construção da estrada de Safim-Mpack para minizar o sofrimento das populações daquela zona.

Honorina Vasconcelos  disse que pretende melhorar condições de vida da população da região de Cacheu, mas para o efeito necessita do apoio do Governo, através dos projectos que perpesctivam implementar, principalmente no domínio da agricultura e energia.

Sustentou que, o seu maior interesse em  priorizar o sector da agricultura, tem a ver com existância de sinais de fome na região de Cacheu neste ano.

Por isso, manifestou-se contra a transferência de quatro dos sete tratores de lavoura da região de Cacheu para Bafatá.

No sector energético, aquela responsável disse que não há a luz eléctrica na maior parte dos sectores que compõe a região de Cacheu.  

Relativamente a questão de roubo que tem sido verificado na região, principalmente na zona fronteiriça com Senegal, a Governadora da Região de Cacheu disse que a situação reduziu significativamente não só nesta zona,  por causa de um trabalho conjunto entre as autoridades regionais guineenses e senegaleses.

Acrescentou que internamente a prática reduziu também nos sectores de Canchungo e Bula, graças ao empenho das autoridades locais.

A Governadora da região de Cacheu exortou ainda ao Governo central no sentido de reabilitar todas as casas dos responsáveis regionais locais, por estar em degradação progressiva.ANG/LPG/ÂC

CAN-2025/Jogador dos Djurtus Sambinha afirma que estão motivados e focados para o jogo de amanhâ contra Mali

Bissau 10 Out 24 (ANG) – O jogador da Selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau “os Djurtus “, Mamadú Samba Candé vulgo Sambinha afirmou esta quarta-feira que os jogadores estão motivados e focados para o jogo de amanhã, dia 11 do corrente mês, contra as Águias do Mali da terceira mão das eliminatórias para o Campeonato Africano das Nações à disputar em 2025 em Marrocos.

Sambinha como é conhecido no futebol, citado pela TV Futebol Local falava depois do primeiro treino realizado no solo maliano, frisando que estão bem e preparados para o jogo.

“Sabemos que é uma jornada dificil, mas estamos concentrados e acreditamos que podemos alcançar um bom resultado”, disse.

O jogador salientou que tentarão dar o melhor deles em cada jogo  e este não foge a regra, realçando que sempre com determinação e fogo nos objectivos da selecção.

O jogo agendado para o  11 de Outubro pelas 19 horas no estádio 26 de Março em Bamako capital maliana é referente a terceira jornada do grupo I da qualificação para a fase final dos Campeonato Africano das Nações do ano 2025 em Marrocos.

Os pupilos dos treinador Luis Boa Morte ocupam a terceira posição com três pontos fruto de uma vitória e um empate, atrás do Moçambique e do Mali ambas com quatro pontos.ANG/MSC/ÂC

  EUA/Pelo menos dois mortos na passagem do furacão Milton pela Florida

Bissau,10 Out (ANG) - Pelo menos duas pessoas morreram durante a passagem pela Florida do furacão Milton, que perdeu intensidade e desceu para a categoria 1, disseram as autoridades locais alertando que estado de emergência se mantém.

As autoridades já confirmaram pelo menos duas mortes causadas por um tornado que passou pelo condado de St. Lucie, na costa oeste da Florida, antes do furacão Milton.

O departamento do xerife do Condado de St. Lucie relatou “múltiplas mortes” relacionadas com os tornados, que atingiram uma comunidade de reformados antes de Milton chegar à península.

A tempestade deixou sem energia pelo menos 2,6 milhões de clientes na Florida, segundo o levantamento realizado pelo portal especializado PowerOutage, sendo os concelhos de Pinellas, Manatee e Hillsborough os mais afetados.

Os cortes de energia aumentaram durante a noite e várias cidades, como São Petersburgo, sofreram também cortes no abastecimento de água.

O furacão chegou a ter rajadas de ventos máximos sustentados de 144 quilómetros por hora, referiram as autoridades.

De acordo com a última atualização do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), o furacão perdeu força hoje de manhã e moveu-se de leste para nordeste a cerca de 25 quilómetros por hora.

O NHC alertou que o estado de emergência continua devido à grande quantidade de chuva que o furacão deixou no seu rasto.

O furacão atingiu a costa norte-americana na quarta-feira como uma tempestade de categoria 3 perto de Siesta Key, na costa oeste da Florida, por volta das 20:30, no horário local (23:30 em Cabo Verde).

Os danos causados pelos ventos do furacão Milton atingiram também a costa leste da Florida, depois de terem devastado especialmente a baía de Tampa, por onde entrou no país.

Os alertas de inundações repentinas e deslizamentos de terra mantêm-se devido à quantidade de chuva deixada pelo furacão Milton.ANG/Inforpress/Lusa

 

          Eleições gerais/Moçambique conta votos em compasso de espera

Bissau,10 Out 24(ANG) - Depois das eleições gerais desta quarta-feira, Moçambique conta votos e espera resultados que poderão ser conhecidos em duas semanas.

Na Escola Secundária Josina Machel, em Maputo, a mesa de votação onde o Presidente foi o primeiro a votar foi também pontual na hora prevista para o fecho, às 18h. Depois de contados todos os boletins, começou o apuramento.

No entanto, foram muitas as escolas onde os eleitores ainda faziam fila às 18h, recebendo senhas para votar se tivessem chegado antes do horário limite.

Ao início da noite, a Comissão Nacional de Eleições indicava, em comunicado, que a votação decorreu sem incidentes de relevo, depois de um dia de críticas dos partidos e candidatos da oposição sobre alegadas irregularidades, como impedimento de acesso a assembleias por parte de membros dos partidos e trocas de posição dos partidos nos boletins de voto.

Iniciada a contagem dos votos, a publicação dos resultados da eleição presidencial pela CNE, caso não haja segunda volta, demora até 15 dias. Depois, têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

De recordar que nestas eleições gerais, os eleitores eram chamados às urnas para escolher o Presidente da República, a cor política dos 250 deputados da Assembleia Nacional e os membros das assembleias provinciais e governadores de província.ANG/RFI

 


                 
Ucrânia/ Volodymyr Zelensky inicia périplo europeu

Bissau,10 Out 24(ANG) - O Presidente ucraniano foi recebido nesta quinta-feira de manhã, 10 de Outubro, pelo primeiro-ministro Keir Starmer, em Londres, a primeira etapa do périplo pela Europa. Volodymyr Zelensky vem buscar apoio dos aliados, a menos de um mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Ao receber o Presidente ucraniano, em Downing Street, o chefe do executivo britânico, Keir Starmer, reiterou a importância e o compromisso de continuar a apoiar a Ucrânia. O Reino Unido tem sido um dos principais aliados de Kiev, desde o início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de Fevereiro de 2022.

Em Londres, Volodymyr Zelensky tem encontro marcado com o novo patrão da NATO, Mark Rutte, que já alertou para o facto da Ucrânia poder confrontra-se com o inverno mais rigoroso desde a invasão russa.

Neste périplo europeu, o Presidente ucraniano desloca-se ainda a Paris, Roma e Berlim. Esta viagem acontece numa altura em que o exército russo progride no leste da Ucrânia e a menos de um mês das eleições nos Estados Unidos, cujo resultado incerto levanta os receios de Kiev quanto à continuidade do apoio americano. 

Esta tarde, Volodymyr Zelensky reúne-se com o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron e ao final do dia viaja para Roma onde será recebido pela chefe do executivo italiano, Giorgia Meloni, e na manhã de sexta-feira com o Papa Francisco no Vaticano.

No mesmo dia, Volodymyr Zelensky será recebido em Berlim, na Alemanha, pelo Chanceler Olaf Scholz, cujo Governo planeia reduzir para metade, em 2025, o montante atribuído à ajuda militar bilateral destinada à Ucrânia, para grande descontentamento de Kiev.

Volodymyr Zelensky  vai aproveitar esta viagem à Europa para insistir nas exigências em termos de equipamento militar. A Ucrânia tem estado a pedir luz verde para usar mísseis britânicos "Storm Shadow" para atingir alvos dentro do território russo.

O instituto de pesquisa alemão -Kiel Institute- alertou para uma possível queda na ajuda ocidental à Ucrânia no próximo ano. O possível regresso de Donald Trump à Casa Branca “poderá bloquear futuros planos de ajuda no Congresso”, alerta ainda instituto, que enumera a ajuda militar, financeira e humanitária prometida e entregue à Ucrânia.

De acordo com as projecções do Kiel Institute, a ajuda militar e financeira deverá ascender a cerca 55 mil milhões de euros, respectivamente, em 2025, se os doadores ocidentais mantiverem o nível de ajuda. Por outro lado, o apoio pode cair para metade, para 25 mil milhões de euros, sem nova ajuda americana e se os doadores europeus se alinharem com a Alemanha.

O chefe de Estado ucraniano poderá ainda discutir com os líderes britânicos, franceses, italianos e alemães o “plano de vitória”, que pretende, segundo Zelensky, criar as condições para um “fim justo da guerra”. Este plano, que permanece ainda vago, deverá ser revelado durante uma segunda cimeira de paz, prevista para Novembro, mas as datas ainda não foram confirmadas por Kiev, o que coloca em dúvida a organização da reunião de alto nível.

Nos últimos dias, Volodymyr Zelensky tem repetido que quer “forçar” Moscovo a sentar-se à mesa de negociações e aceitar as condições de Kiev.ANG/RFI

 

Guerra Médio Oriente/Angolanos no Líbano pedem ajuda para regressar ao país

Bissau, 10 Out 24(ANG) - As autoridades angolanas asseguram que mais de quarenta
famílias angolanas, no Líbano, estão bem e fora do epicentro da guerra que opõe Israel e o Hezbolah. Todavia, em Beirute, há angolanos que “contrariam” essa informação, alegando estarem no meio de fogo cruzado e pedem ajuda à embaixada angolana no Egipto, uma vez que Angola não tem representação diplomática no Líbano.

Em declrações à Radio Nacional de Angola, Fernanda Sousa, uma angolana que se deslocou a Beirute para tratamento médico, relata que a situação no sul do país é devastadora, sublinhando que os ataques obrigaram-na a passar na noite na estrada.

“Estou aqui em Beirute há um mês. Não vivo cá, vim para uma consulta, sou casada com um libanês. A situação aqui está péssima. Estou na cidade de Beirute, mas não estava aqui, estava no sul de Beirute, numa terra que foi totalmente atacada e destruída. Tive que sair dela no momento que estavam a bombardear. Fiquei 24 horas na estrada”, descreveu a angolana.

A cidadã angolana, casada com um libanês, diz que as noites, no Líbano, têm sido de intensos bombardeamentos, pelo que pede a ajuda da embaixada de Angola no Egipto para regressar ao país.

“Eles atacam todos os dias à noite. Não durmo há dias, porque todos os dias atacam aqui a cidade. Estou numa casa com os familiares do meu marido. Ninguém aqui fala português, ninguém consegue me entender. Por favor, eu só quero sair daqui, só quero que me ajudem ! Eu sei que tem mais angolanos aqui, mas eu não tenho contacto com nenhum outro angolano que está aqui”, apelou Fernanda Sousa.

Fernanda Sousa, como muitos angolanos que se encontram naquele país do Médio Oriente, revela que não há voos comerciais em Beirute e os que existem são os de repatriamento.

“Não há voos. O aeroporto está aberto, mas os voos que vêm para aqui são aqueles vêm buscar os cidadãos dos seus próprios países. Já veio voo de Portugal, já veio voo do Brasil e são esses os únicos voos que vêm para aqui. Tudo que eu preciso é sair daqui", explicou.

A nota da Embaixada de Angola no Egipto avança que a maioria dos angolanos são cidadãs casadas com libaneses, que foram transferidas da região Sul para a zona norte do Líbano. É a equipa de Nelson Cosme, embaixador de Angola no Cairo, também acreditado para o Iémen, Jordânia e Palestina, que está a supervisionar a situação no Líbano.ANG/RFI

 

Frente Social/"Greve de três dias teve maior impacto no setor da Saúde" diz o porta-voz

Bissau,10 Out 24(ANG) - O porta-voz da Frente Social, João Yoyo Correia, disse esta quarta-feira, à Lusa que a greve de três dias no país “teve maior impacto no setor da Saúde”, com uma adesão de cerca de 90%.

Yoyo Correia, que procedia ao balanço da paralisação, iniciada na segunda-feira, afirmou que a Frente Social, plataforma que junta dois sindicatos de técnicos da Educação e outros tantos da Saúde, “não se sente bem em afirmar que a greve teve impacto na Saúde”.

“É uma batalha pela dignificação dos profissionais das duas classes. Podemos dizer que houve cerca de 90% de adesão no setor da Saúde, de onde recebemos diferentes gritos de socorro da população”, mesmo com serviços mínimos nos hospitais e centros de saúde, afirmou o sindicalista.

Vários serviços do Simão Mendes, em Bissau, principal hospital da Guiné-Bissau, tiveram de mandar para casa, para clínicas privadas ou para o Hospital Militar os doentes que procuraram atendimento durante os três dias da greve.

O serviço de urgência do Simão Mendes, hospital de referência, funcionou apenas com um médico que atendia os pacientes internados no serviço de ortopedia.

João Yoyo Correia lamentou que “antes e durante a greve”, quarta-feira terminada, a Frente Social não tenha sido convocada pelo Governo para analisar os pontos que motivaram a paralisação laboral desde segunda-feira.

A greve surgiu no âmbito do protesto da Frente Social pelo não pagamento de cerca de dois anos de salário a cerca de cinco mil professores, pela exigência de efetivação na Função Pública de dezenas de técnicos da Saúde e ainda pela melhoria de condições de trabalho.

O porta-voz da Frente Social prometeu anunciar “novos passos a seguir” enquanto o Governo não se sentar à mesa e atender às reivindicações dos trabalhadores da Função Pública.

Das outras vezes que a Frente Social convocou greves, os líderes da organização denunciaram que foram alvo de ameaças e intimidações, o que desta vez não aconteceu, conforme reconheceu João Yoyo Correia.

No entanto, disse que, na região de Cacheu, no norte da Guiné-Bissau, o delegado do Ministério da Saúde “teria pedido um documento comprovativo” aos funcionários que não quiseram prestar serviço porque estavam de greve.

“Achamos que é a falta de conhecimento da exigência legal por parte dos trabalhadores de que basta o pré-aviso da greve” para aderir à paralisação, declarou João Yoyo Correia, que aproveitou para exortar e agradecer a “firmeza dos trabalhadores”.ANG/Lusa

CHAN’2024/Guiné-Bissau defronta Guiné-Conacri na segunda ronda da prova

Bissau,10 Out 24(ANG) - A seleção nacional local da Guiné-Bissau, irá defrontar a congénere da Guiné-Conacri, na segunda ronda da eliminatória para o CHAN, Campeonato Africano das Nações reservado para os futebolistas que atuam nas competições domésticas.

Segundo o resultado do sorteio realizado quarta-feira, Guiné-Bissau e Guiné-Conacri irão se defrontar na última semana de Dezembro, em duas mãos.

Na primeira mão, a seleção nacional irá visitar a Guiné-Conacri, entre os dias 20 a 22 de dezembro, e na segunda mão, na semana seguinte, já em Bissau, no Estádio Nacional 24 de Setembro, entre 27 a 29 de dezembro.

CHAN’2024, será disputada em três países, Quénia, Uganda e Tanzânia, de 1 a 28 de fevereiro de 2025.

De recordar que, na corrida para o CHAN’2022, a última edição desta competição, a Guiné-Bissau eliminou a seleção gambiana na primeira ronda, e caiu na segunda ronda frente a seleção da Mauritânia, numa eliminatória onde ambos os jogos foram disputados no solo mauritaniano.ANG/FUT 245

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Infraestruturas/”O Plano Nacional de Transporte e Logística é um documento estratégico para desenvolver o setor ”, diz José Carlos Esteves

Bissau, 09 Out 24 (ANG) – O ministro das Obras Públicas, Construção e Urbanismo defendeu que o Plano Nacional de Transporte e Logística da Guiné-Bissau é um documento estratégico para o desenvolvimento do setor de infraestruturas e transportes no país.

José Carlos Esteves que falava, terça-feira, na cerimónia de entrega formal do Plano Nacional de Transportes e Logística da Guiné-Bissau ao Governo, sublinhou que todos os  componentes do Plano vão levar o país à desenvolver o turísmo, os setores das  pescas, minas,  comércio entre outros .

Acrescentou que quando se diz Plano Nacional de Transportes e Logística, muita das vezes leva quem não é experts na matéria a pensar que se trata de um plano para desenvolver a logística de transportes.

“Para ter logística de transporte é preciso dispor de infraestruturas em diferentes áreas e que acaba por ser um Plano que vai incluir nomeadamente estradas, aeroportos entre outros”, disse.

O referido Plano, diz o governante, prevê também o desenvolvimento de  meios de transportes dentre os quais a rede de autocarros, de transportes aéreos e transportes marítimos.

O ministro das Obras Públicas, Construção e Urbanismo, disse que a versão final do documento   levou quase um ano e meio de preparação, porque foi discutido com os responsáveis de todos os setores e foram definidos os aspetos prioritários.

“Outros aspetos que entenderam ser prioritários, tem a ver com o  transporte fluvial, de cargas e passageiros,   um  potencial para o país tendo em conta o constrangimento que existe na rede rodoviária”, afirmou José Carlos Esteves.

O Plano Nacional de Transportes e Logística é financiado pelo Banco Mundial e é um compromisso do Governo de no prazo de 15 anos  fazer o que tem que ser feito no setor de insta estruturas para poder desenvolver  a logística, na Guiné-Bissau.ANG/MI/ÂC//SG

Regiões/Governador de Oio considera construção da ponte sobre Rio Farim fundamental para desenvolvimento local

Bissau 09 Out 24 (ANG) – O Governador da região de Oio, norte do país, considerou hoje  fundamental para o desenvolvimento da Região,a construção da ponte  sobre o rio Farim.

Braima Camará demonstrou essa  preocupação numa entrevista exclusiva a ANG, na qual  afirmou que a região de Oio enfrenta dificuldades em vários domínios, mas que a maior preocupação tem a ver com a falta de uma jangada para o porto de Farim, cujas atividades de travessia do rio, asseguradas por pequenas embarcações, cessam a partir das 20 horas.

.“Isso complica a situação, por exemplo, em casos da evacuação dos doentes para Mansoa ou Bissau durante a noite, temos que recorrer a Guarda Nacional para diligências de pirogas a remo para levar o doente para outra margem do rio”, disse.

Camará lançou um apelo ao ministro das Obras Públicas no sentido de resolver o problema da ponte sobre o rio Farim.

Segundo este responsável, as fortes chuvas deste ano estragaram o arroz plantado nas bolanhas e prevê-se  que a população da região de Oio, na maioria das tabancas, passe forme .

Por isso, o governante regional  pediu ao Ministério da Agricultura para encetar diligências  junto dos seus parceiros no sentido de apoiar os agricultores que neste momento se encontram sem espaço de manobra devido aos prejuízos sofridos .

O governador da região de Oio pede ao ministro do Interior  para reforçar as forças de segurança sobretudo policias nas diferentes esquadras da região, bem como infraestruturas e meios de transportes para que possam combater o crime organizado.

Braima Camará lamentou a falta de técnicos de laboratório e de médicos bem como técnicos farmacêuticos no Hospital Regional de Oio, situado em Mansoa.

Disse  que está a deparar-se ainda com falta de ambulância e de oxigênio, cujas as botijas são  são enviadas para Bissau para reabastecimentos.

Este responsável apelou ao ministro da Saúde a fazer o possível para equipar o Bloco Operatório do Hospital de Farim e lamentou a corte das estradas que ligam Farim-Cuntima, Bissorã-Burufa entre outras, devido as fortes chuvas, e lamentou a falta da água potável  e da energia elétrica naquela zona sobretudo nos setores de Mansoa, Mansabá, Nhacra e na própria sede regional, em Farim.

O governador de Oio lamentou ainda a retirada do projeto de saúde denominado “Programa Integrado para Redução da Mortalidade Materna Infantil (PIME)”, que ajudava grávidas e crianças de 0 a 5 anos de idade e adultos de 70 a 80 anos, que eram isentas de pagamento de consultas , análises e  ecografia.

Falando do sector educativo, Braima Camará lamentou a falta de professores nas tabancas com grande número de população, casos de Guedadje, Cambantam, Djirbam e Bircama, e pediu a recuperação do  Internato de Morês e aproveitou a oportunidade para apelar ao chefe de Estado a incluir a região de Oio no seu projeto de infraestruturar o país, para  minimizando o sofrimento do povo .

Falando na reabilitação da estrada que liga Farim à Dungal, na linha fronteiriça com a República do Senegal cujas as obras de reabilitação foram lançadas no ano passado pelo Chefe de Estado Umaro Sissoco Embalo, o governador de Oio disse que os materiais para a execução da obra já se encontram no local mas que devido as chuvas, os trabalhos só vão recomeçar na época seca.ANG/MSC/ÂC//SG

Israel/Netanyahu ameaça Líbano com mesmo nível de destruição que infligiu a Gaza

Bissau, 09 Out 24 (ANG) - O Hezbollah disparou nesta quarta-feira, 9 de Outubro, rockets contra Israel, um dia depois do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter ameaçado o Líbano com o mesmo nível de destruição que infligiu a Gaza.


Num discurso dirigido ao povo libanês, Benjamin Netanyahu explicou, terça-feira, que Israel enfraqueceu as capacidades do Hezbollah, sublinhado que nos últimos ataques foram eliminados “milhares de terroristas, nomeadamente Hassan Nasrallah, o substituto de Nasrallah e o substituto do seu substituto”.

O primeiro-ministro israelita disse ainda que os libaneses “têm oportunidade de salvar o Líbano” antes que este caia numa guerra que leve “à destruição e sofrimento que se vê em Gaza”.

Israel está a preparar uma resposta ao ataque lançado, a 1 de Outubro, pelo Irão com 200 mísseis contra o território israelita. Ataque que Teerão diz ter sido a resposta ao assassínio de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah e do líder do Hamas palestiniano Ismaïl Haniyeh, mortes reclamadas por Israel.O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, avisou Israel para “não pôr à prova” a determinação de Teerão, perante a possibilidade de ataques israelitas em resposta à investida do Irão, na semana passada.

No terreno, as forças armadas israelitas afirmaram que estão a expandir a operação terrestre no Líbano com o destacamento de uma quarta divisão, enquanto o movimento xiita libanês garante que impediu, por duas vezes, que tropas israelitas se infiltrassem na cidade fronteiriça de Blida, no sudoeste do Líbano.

Face à escalada no Médio Oriente, o chefe da diplomacia da União Europeia lembrou que a Europa deve tentar tirar partido da actual "fraqueza" do Hezbollah para reforçar as estruturas políticas do Líbano e garantir um acordo de cessar-fogo com Israel,

Josep Borrell apelou repetidamente aos intervenientes regionais para que respeitem o direito internacional e humanitário, criticando Israel por bombardear infra-estruturas civis e pela violência dos colonos na Cisjordânia ocupada. O responsável pela diplomacia da União Europeia apresentou também uma proposta de sanção a dois ministros israelitas. ANG/RFI

                                      Moçambique/Dia de eleições gerais

Bissau, 09 Out 24 (ANG) - Esta quarta-feira é dia de eleições gerais de Moçambique, que incluem presidenciais, legislativas e eleições dos governadores e das assembleias provinciais.

Mais de 17 milhões de eleitores são chamados às urnas.

As mesas de voto abrem às 7h00 em Moçambique e encerram às 18h no país e 21h na diáspora. Mais de 17 milhões de eleitores são chamados às urnas, incluindo 333.839 recenseados no estrangeiro para escolher o Presidente da República, as assembleias provinciais e respectivos governadores, bem como 250 deputados da Assembleia da República.

Na corrida à presidência estão quatro candidatos: Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, no poder; Ossufo Momade, apoiado pela Renamo, principal partido de oposição; Lutero Simango, apoiado pelo MDM, terceira força parlamentar; e Venâncio Mondlane, apoiado pelo Podemos, sem representação parlamentar.

O actual Presidente da República, Filipe Nyusi, não vai concorrer no escrutínio, por já ter atingido o limite constitucional de dois mandatos.

Para acompanhar estas eleições há 11.516 observadores nacionais e 412 observadores internacionais, incluindo Missões de Observação Eleitoral da União Europeia, da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, da União Africana e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, entre outras organizações.

Na observação do escrutínio, há organizações da sociedade civil, como o Consórcio Eleitoral Mais Integridade, que mobilizou 1250 observadores para todo o território, a Sala da Paz com cerca de 500 observadores, a plataforma Decide, com previsão de 400 observadores, e a Mais Transparência com 250.

Há mais de 184.500 membros de mesas de voto, distribuídos pelos 154 distritos do país e fora do país. Em Moçambique, no dia da votação, vão funcionar 8.737 locais de voto e no estrangeiro 334, correspondendo a 25.725 mesas de assembleia de voto em território nacional e 602 assembleias no exterior, cada uma com sete elementos.

O presidente da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique, Carlos Matsinhe, pediu, na véspera, aos eleitores para não ficarem nas assembleias depois da votação. Em causa, o apelo de um dos candidatos presidenciais, cuja frase “votou, sentou” foi repetida em várias acções de campanha para que os eleitores permaneçam nas assembleias de voto e vigiem o escrutínio.

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral proibiu o uso de telemóvel, máquinas fotográficas, carteiras e mochilas nas cabines de voto, bem como o “porte de carteiras, mochilas e outros objectos similares, durante as operações eleitorais, por parte dos sete membros da mesa da assembleia de voto”.  

As urnas fecham às 18h locais e depois começa o apuramento parcial. A publicação dos resultados pela Comissao Naconal de Eleiçoes, caso não haja segunda volta, demora até 15 dias, antes de seguirem para validação do Conselho Constitucional.ANG/RFI

Suécia/David Baker, Demis Hassabis e John Jumper vencem Nobel da Química

Bissau, 09 Out 24 (ANG) - O Prémio Nobel da Química foi atribuído esta quarta-feira, 9 de Outubro, a David Baker, Demis Hassabis e John Jumper, pelo trabalho na previsão da estrutura das proteínas através da computação.


De acordo com o comunicado, o Comité do prémio Nobel explica que o norte –americano David Baker, bioquímico de 62 anos, foi recompensado “pelo design computacional de proteínas”, enquanto o britânico Demis Hassabis e norte-americano John Jumper foram distinguidos pelo trabalho em “previsão da estrutura de proteínas” através da inteligência artificial, de acordo com o comunicado de imprensa do júri.

“Entre uma infinidade de aplicações científicas, os investigadores podem agora compreender melhor a resistência aos antibióticos e criar imagens de enzimas que podem decompor o plástico”, acrescenta o documento.

Demis Hassabis e John Jumper, que dirigem o Google Deepmind, “desenvolveram um modelo de inteligência artificial que permite resolver um problema de 50 anos: prever as estruturas complexas das proteínas”.

Este modelo de inteligência artificial, Alphafold, pode prever a estrutura tridimensional das proteínas com base nos aminoácidos. Os dois homens já tinham recebido o prémio Lasker em 2023.

No ano passado, esta distinção foi atribuída a um trio composto por Moungi Bawendi, Louis Brus e Alexei Ekimov, nascidos respetivamente em França, nos Estados Unidos e na URSS, pelo trabalho desenvolvido com nanopartículas.

O comité premiou os seus trabalhos na “descoberta e desenvolvimento de pontos quânticos, nanopartículas tão pequenas que seu tamanho determina suas propriedades”. ANG/RFI

EUA/ Fugir antes da chegada do furacão Milton é "questão de vida ou morte", diz Joe Biden

Bissau, 09 Out 24 (ANG)  - A tempestade Milton aproxima-se da Flórida, na costa Leste dos Estados-Unidos, onde é esperada esta noite de quarta-feira, classificada na categoria 5, a mais perigosa.

Face à gravidade da situação, o Presidente Joe Biden exortou os habitantes a fugir das áreas em ausa, afirmando que se trata de uma "questão de vida ou de morte". 

A tempestade Milton voltou a atingir o nível de alerta máximo esta terça-feira, depois de passar ao largo da península do Yucatan no México, onde provocou alguns danos materiais sem causar vítimas. O estado norte-americano da Florida prepara-se para a passagem do Furacão esta noite de quarta-feira, naquilo que poderá ser "a pior tempestade" do século a abater-se na península, de acordo com o Presidente Joe Biden. Milton é um "furacão extremamente perigoso", alertou por sua vez o Centro Nacional de observação dos Furacões (NHC, na sigla em inglês), aludindo aos danos consequentes dos ventos que poderão atingir 279 quilómetros por hora e as ondas submersivas até quatro metros de altura.   

O Presidente Joe Biden, que adiou as visitas previstas à Alemanha e a Angola face à gravidade da situação, apelou os habitantes da Florida, o terceiro estado mais povoado do país, a deixar as suas casas, avançando que se trata de uma "questão de vida ou de morte". A presidente da câmara da cidade de Tampa, Jane Castor, afirmava na segunda-feira no canal televisivo CNN: "Posso afirmá-lo sem estar a dramatizar a situação: se optarem por ficar, vão morrer". 

O alerta das autoridades e dos responsáveis políticos para fugir da zona impactada pelo furacão traduziu-se pelo trânsito observado esta quarta-feira nas estradas em direcção ao Leste e Norte do país. Esta manhã, as reservas de combustível estavam vazias numa em cada quatro estações de gasolina do Estado da Flórida. Comerciantes e habitantes fixaram barricadas de madeira nas fachadas das suas lojas e casas. As autoridades transferiram cerca de 4 600 detidos para outros estabelecimentos prisionais.

Isto surge apenas duas semanas depois da passagem do furacão Helena e das suas consequências devastadoras, com a morte de pelo menos 253 pessoas e danos nas infraestruturas e habitações que vinham sendo colmatados até agora.

Em plena campanha presidencial, o candidato republicano Donald Trump acusou o Estado Federal de "inacção" no socorro às vítimas e partilhou nas redes sociais teorias complotistas segundo as quais as ajudas do Estado seriam desviadas para serem distribuídas aos migrantes.  

As mudanças climáticas tornam mais provável a rápida intensificação das tempestades e aumentam o risco de furacões mais potentes ao elevar a temperatura dos mares e dos oceanos, de acordo com a comunidade científica. Um relatório publicado esta quarta-feira pela World Weather Attribution, um grupo internacional de pesquisa sobre o clima, avança que as chuvas torrenciais e os ventos fortes do furacão Helena tornaram-se 10% mais intensos devido às mudanças climáticas. De acordo com as previsões, a submersão das águas provocada pelo furacão Milton no litoral da baía Tampa, na Florida, poderá ser duas vezes mais importantes do que aquela observada há duas semanas com o furacão Helena. 

As condições climáticas agravaram-se também no continente europeu. A tempestade Kirk deixou cerca de 300 000 pessoas sem electricidade em Portugal e arrancou mais de 400 árvores na região do Porto, antes de se deslocar para o sul de França onde as autoridades decidiram cortar a circulação ferroviária face às chuvas intensas e ventos fortes. ANG/RFI

Política/Presidente de PAIGC garante que farão de tudo para promover respeito democrático no país

Bissau, 09 Out 24 (ANG) - O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) garantiu na terça-feira que vão fazer de tudo no sentido de promover o respeito pelo direito democrático na Guiné-Bissau.

Domingos Simões Pereira falava durante um encontro  com militantes e simpatizantes do PAIGC  no circulo eleitoral 27, no qual garantiu ainda que lutarão sempre para fazer funcionar a justiça no país.

“Ninguêm  tem o direito de matar a liberdade de expressão do povo guineense, por isso faremos de tudo para que a democracia seja respeitada, de forma a promover a paz e desenvolvimento interno”, prometeu aquele político.

Simões Pereira sustentou que têm a consciência do que  significa a Constituição da República e demais leis e que por isso,  jamais atuarão  fora das leis que regulam o funcionamento das instituições da Guiné-Bissau.

“Podem demitir o nosso Governo dez vezes, vamos levantar 11 vezes, porque, ninguém pode acabar com militantes do PAIGC e muito menos silenciar as suas vozes sobre  a luta pelo respeito democrático”, sublinhou Pereira.

O líder do PAIGC disse que o progresso de um país não pode se concretizar na base da violência, e que  chegou o momento de libertar o povo em geral, para devolver o direito à liberdade de expressão e de manifestação à cada cidadão.

Salientou que  a Guiné-Bissau está, atualmente, numa situação de incerteza, uma vez que, diz, os governantes nem sabem como é que devem guiar o país. “Ou melhor, o destino desta Nação é incerto de momento”, frisou.ANG/AALS/ÂC//SG

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Frente Social/Greve de três dias no setor da saúde  está a ter efeitos negativos nos utentes do HNSM

Bissau 08 Out 24 (ANG) – A greve  de três dias decretada pela Frente Social,  que engloba sindicatos do sector de  saúde e  educação, está a ter impacto negativo na vida dos utentes e das pessoas que procuram serviços do Hospital Nacional Simão Mendes.

Foi o que apurou hoje o repórter da ANG durante uma ronda efectuada ao maior centro hospitalar do país,  no  segundo dia da greve que termina quarta-feira(9).

A ANG constatou que serviços estão a funcionar à “meio gaz” uma vez que o atendimento é reservado  a doentes considerados graves, e os que não necessitam de cuidados urgentes são encaminhados para o Hospital Militar ou para difrentes clínicas privadas do país.

Segundo apurou o repórter da ANG junto  de uma fonte no serviço da Pediatria do Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM), neste período de greve, serviços  onde devia estar dois médicos e duas enfermeiras estão a funcionar com um médico e uma enfermeira.

De acordo com a fonte, a ida em grosso número de técnicos de saúde  à República da Venezuela para especialização  já tinha enfraquecido a capacidade de atendimento aos pacientes e com essa paralização a situação complicou-se mais,sobretudo para os mais carenciados.

Para Idrissa Djaló, cidadão da Guiné-Conacri residente em Bissau, que levou a sua mulher grávida para consulta,  já é o momento de os governantes africanos “deixarem de maltratar” o seu povo e começarem a governar seriamente.

Djaló diz que apesar de a sua mulher não estar a necessitar de cuidados maiores, sente muita pena dos doentes que estão a abondonar o hospital por causa da greve. “Peço as autoridades e os sindicatos que encontrem  uma solução”, disse.

Aua Sambú, residente em Mansoa, norte a Guiné-Bissau, que trouxe o seu sobrinho que está com tosse, já há mais de uma semana, estava visilvemente irritada quando soube que o caso do seu sobrinho não era considerado grave e que por isso não podia ser atendido.

O paciente William Barreto que está internado nos serviços da Ortopedia, lamentou as constantes paralizações no sector da saúde, o que, segundo ele, mostra um claro desinteresse dos governantes no que tem a ver com a saúde, porque podem ir ao estrangeiro receber tratamento médico

Este jovem com uma perna amputada disse que está a receber assistência médica mas com muito atraso, devido a greve.

Honório Mendes é da opinião de que só uma revolução comum entre os guineenses, elegendo prioridades como boa saúde, educação, estradas, poder de compra, entendimento na classe política , pode mudar a situação do país.

Mendes lamentou as  mortes evitáveis que ocorrem nos hospitais, por falta de condições de trabalho para identificar e tratar patologias  e pede entendimento entre o Govero e a Frente Social , para facilitar a vidas dos mais pobres , que recorrem ao Simão Mendes. ANG/MSC/ÂC//SG