segunda-feira, 14 de outubro de 2024

CAN-2025/”Estamos empenhados em trabalhar para atingir o objectivo que é apuramento para fase final da competição”, afirma Luís Boa Morte

Bissau,14 Out 24(ANG) – O selecionador nacional de futebol, Luís Boa Morte disse que tem a plena noção de que enquanto é possível, têm de trabalhar para atingir o objectivo que é o apuramento para a fase final do Campeonato Africano das Nações à disputar-se em Marrocos no ano 2025.

“Claro que, é sempre melhor e mais gratificante estar a trabalhar em cima das vitórias do que as derrotas”, reconheceu o selecionador nacional dos “Djurtus”, Luís Boa Morte em conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao Mali, agendado para terça-feira no estádio 24 de setembro em Bissau.

Afirmou que, ainda têm 9 pontos para disputar e por isso estão determinados a conquista-los, frisando que, têm de encarrar todos os jogos e adversários com muita responsabilidade porque hoje em dia no futebol não é possível pensar em vitórias antecipadas porque está tudo mesmo equiparado.

“Temos noção de tudo o que envolve o nosso adversário que é o Mali, mas nós vamos jogar na nossa casa e ontem, sentimos o calor de apoio dos adeptos à chegada ao aeroporto e depois aqui no estádio no treino e esperamos que vai ser a mesma coisa amanha durante o jogo”, salientou Luís Boa Morte.

A seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau(Djurtus), perdeu sexta-feira, 11 do corrente mês, por uma bola à zero em Bamako frente a sua congênere do Mali, no cumprimento da terceira jornada do Grupo I de qualificação para o CAN 2025, à disputar-se em Marrocos.

Na terça-feira, dia 15 do corrente mês, Guiné-Bissau irá receber em Bissau, no Estádio Nacional 24 de Setembro, a seleção do Mali, para o cumprimento da quarta jornada do grupo I de qualificação para o CAN 2025.ANG/ÂC

               Política/Líder da Coligação Pai Terra Ranka impedido de viajar

Bissau, 14 Out 24 (ANG) – O líder da Coligação Plataforma de Aliança Inclusiva, Pai Terra Ranka foi impedido de viajar no último sábado para participar na centésima quadragésima nona Assembleia Geral da União Interpalamentar, que é uma organização Internacinal dos Parlamentos dos Estados Soberanos.

Domingos Simões Pereira falava em conferência de imprensa sobre o seu impedimento de viajar para estrangeiro, disse que não é supresa, porque estava ciente de que haveria a referida situação, uma vez que dia antes, tinha recebido ameaças, por parte do Governo de que seria impedido de sair do país.

“Por isso fiz a indicação ao União Interparlamentar (UIP), de que provalmente desde momento que entrei no território guineense a minha liberdade e os meus direitos fundamentais estariam em causa”, disse.

Explicou que, o agente de Serviço de Estrangeiros e Fronteiras que estava no aeroporto deu-lhe a informação quase que sigilosa, afirmando que não estava na posse de nenhum documento que impede a sua viagem, mas que de forma verbal tinha recebido, ordens superiores que indicavam a impossibilidade da sua viagem.

Disse que, o mais interessante é que, naquele momento o chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biaguê Na Ntam tinha acabado de chegar de uma viagem no exterior  e o primeiro-ministro estava igualmente viajando no mesmo dia, e foram manifestado a situação.

“Eles mostraram a estranheza e tentaram perceber do que se tratava, pedindo que a ordem judicial seja exibida e momentos depois perceberam que não havia nenhuma ordem judicial, e que apesar mesmo assim prevaleceu a indicação de que ordens superiores, me impediam de viajar”, frisou Domingos Simões Pereira..

Sublinhou que, a UIP, entendeu que, quer tirar a limpo a situação, pelo que compraram o bilhete de passagem, fizeram a reserva do hotel e todos os gastos, e assim que ficou aprovada a impossibilidade da sua viagem, para limitar a confirmar a organização e aceitassem que fosse representado na conferência.

Disse que, era uma oportunidade que os 190 países, numa reunião  em Genebra(Suiça)  ao mais alto nível  possam se inteirar da siuação da Guiné-Bissau, e acompanhar aquilo que é a realidade que está acontecendo.

Para Simões Pereira, o atual regime não acredita na democracia, frisando que,  o essencial da democracia é aceitação da opinião, ponto de vista contrária, seja no momento das eleições ou no exercício do poder.

 "Nós estamos numa fase em que é nossa responssalidade e de todos os guineenses contrariar esta realidade, porque não é desafio de Domingos, do PAIGC, Pai Terra Ranka, é desafio de todos nós dizer à todo mundo, que quando preparamos para ir as eleições é importante que todas as vozes tenham a liberdade de defender sua posição, argumentar seu ponto de vista e permitir que quando o povo for chamado as urnas, que possam expressar levremente a sua preferência",disse.

Salientou que o povo guineense tem que recusar a quadro que tenta os silenciar, porque são um povo, uma nação que querem construir um Estado capaz de expressar aquilo que é expetativa dos guineenses.ANG/MI/ÂC

Regiões/Governador de Quinara afirma que a zona sul do país carece praticamente de tudo em termos de desenvolvimento

Bissau 14 Out 24 (ANG) – O Governador da região de Quinará lamentou hoje que, volvidos 51 anos depois da independência do país, nada mudou para positivo naquela zona  em termos do desenvolvimento.

António Mustafa Jaló fez este desabafo numa entrevista exclusiva à ANG, onde mostrou que a região de Quinara precisa de tudo que é de bom uma vez que praticamente não existe a saúde, educação, estrada, energia, água entre outras infraestruturas sociais.

Segundo ele, quando foi nomeado Governador,  constatou-se que havia dificuldades em tudo, por isso segundo diz, pediu a união de todos os responsáveis regionais para que juntos possam mudar esta realidade.

Aquele responsável frisou que, Quinara simboliza o berço da unidade uma vez que foi ali que as pessoas uniram sem etnias, raça ou religião para dar o primeiro tiro que marcou o início da luta armada  contra os colonialistas, salientando que, por isso aquela localidade devia merecer um outro tratamento.

“Mais aos poucos já estamos a dar passos apesar de lentos, mas seguros no sentido de melhorar a situação, o exemplo disso foi a recuperação da residência do Governador em Buba que estava quase degradada”,disse Mustafa Jaló.

Falando sobre os danos causados pelas fortes chuvas nos campos de produção agrícola, naquela localidade, Jaló salientou que se as outras regiões estão a chorar, as da zona sul geralmente chove mais e tem a probalidade de registar maiores estragos.

“Já registamos estragos com estrada cortada na zona de Cabudú e Empada, mas criamos uma equipa de gestão que cuida das estradas, dando manutenção pontual colocando pedras para facilitar a circulação das viaturas”, afirmou.

O Governador da região de Quinara, disse que a estrada que liga Buba à Enxudé apesar de encontrar nas boas condições, sofreu igualmente corte por causa da inundação em duas localidades, frisando que pediram a empresa denominada Pocna-Pocna que executou as obras da melhoria destes dois locais.

O governante regional reconheceu os danos na produção agrícola por causa das fortes chuvas, tendo salientado que estão a rezar para que não haja fome uma vez que as chuvas destruiram igualmente terrenos com plantação de amendoim e milho.

Realçou que, como Governo local vão fazer esforços junto das organizações parceiras no sentido de angariar ajudas para resolver assuntos pontuais e não ficar preso a espera do Governo Central que também tem seus problemas a resolver.ANG/MSC/ÂC

CAN-2025/“Temos três finais para conseguir a qualificação”, afirma  Manconi Soriano Mané

Bissau,14 Out 24(ANG) - O sub-capitão da seleção guineense de futebol, Manconi Soriano Mané, reagiu com a preocupação a derrota dos Djurtus, por 1-0, registrada na noite da última sexta-feira (11.10), em Bamako, diante das Águias do Mali, no encontro da terceira jornada do Grupo I de qualificação ao CAN Marrocos 2025.

Sori, como é vulgarmente conhecido, recorreu às redes sociais para demonstrar o seu descontentamento face ao segundo desaire consecutivo dos Djurtus na fase de grupos de qualificação ao CAN’2025.

“Não foi um resultado desejado mas temos mais 3 finais para conseguir a qualificação e trazer felicidade para nossa pátria”, escreveu o jogador na publicação consultada pela redação de O Golo GB, sustentando que o grupo vai trabalhar para a concretização do desejo de qualificar pela quinta vez consecutiva à fase final do CAN.

Saliente-se que com a derrota desta semana, a Seleção Nacional continua no terceiro lugar do Grupo I, com três pontos, contra sete pontos do líder Mali. O segundo posto da tabela classificativa está entregue à seleção de Moçambique, com cinco pontos, e Eswatini, com um ponto, no último lugar do grupo.

De salientar que na próxima terça-feira, (15.09), os Djurtus recebem as Águias do Mali no Estádio Nacional “24 de Setembro” para o encontro da quarta jornada do Grupo I, marcado para às 16h00.ANG/O Golo GB

 Líbano/ PM israelita pede retirada da missão da ONU das zonas de combate

Bissau,14 Out 24(ANG) - Continuam os combates no terreno entre o exército israelita e o movimento chiita libanês Hezbollah, que afirma no Domingo, ter repelido o avanço das tropas israelitas que tentavam entrar no Líbano.

Este domingo, numa altura em que continuam os combates no terreno entre o exército israelita e o Hezbollah libanês, o Primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu dirigiu-se directamente a António Guterres, durante uma alocução televisiva, a quem pediu que "coloque imediatamente as forças da Finul ao abrigo".

Esta semana, as Forças das Nações Unidas no Líbano (Finul) acusaram o exército israelita de disparar "deliberadamente" contra as suas posições e, face ao contexto de crescente violência, alertaram para o risco de um conflito regional "catastrófico". Pelo menos cinco "soldados da paz" ficaram feridos em ataques israelitas nos últimos dias, o que levou Paris a convocar o embaixador de Israel em França. 

O presidente francês Emmanuel Macron considerou "inaceitável" que a missão de paz da ONU seja alvejada "deliberadamente pelas forças israelitas" enquanto o Presidente norte-americano Joe Biden pediu a Israel que não volte a disparar contra as forças da ONU no Líbano. 

Este sábado 12 de Outubro, o presidente francês Emmanuel Macron expressou ainda a sua "grande preocupação", em conversa com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, relativamente à intensificação dos ataques israelitas no Líbano.

Por outro lado, a comunidade internacional receia uma resposta israelita aos ataques do Irão no dia 1 de Outubro, em bombardeamentos que tinham causado a morte de uma pessoa e poucos danos materiais de acordo com Telavive.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano escreveu nas redes sociais que Teerão "não se impõe nenhum limite para defender o seu povo e os seus interesses". 

O movimento libanês Hezbollah deu conta hoje de manhã de "combates contínuos" contra soldados israelitas na fronteira entre os dois países e afirma ter repelido as tropas israelitas que tentavam entrar no Líbano.

Neste contexto, os capacetes azuis da Finul, presentes no terreno no Líbano, alertaram em comunicado para o risco de um conflito regional catastrófico e apelaram ao respeito das regras internacionais. 

O exército israelita já tinha pedido explicitamente aos capacetes azuis para que se retirem da zona, de acordo com o chefe da comunicação da Finul, Andrea Tenenti. "As forças israelitas pediram-nos para deixar as nossas posições ao longo da linha azul, [na fronteira entre israelo-libanesa], mas todos os nossos acampamentos se encontram nessa linha ou a 5 km dela", avançou Andrea Tenenti. 

Este sábado, pelo menos 40 países, incluindo 34 países que integram a FINUL, expressaram o seu "total" apoio a esta força da ONU e apelaram à protecção dos capacetes azuis.

A FINUL, criada em 1978, tem como missão observar a situação de segurança e proteger os civis na zona entre o Líbano e Israel.ANG/RFI

 Miçambique/Renamo exige anulação dos resultados eleitorais em oito distritos da província da Zambézia

Bissau,14 Out 24(ANG) - A Renamo, principal partido da oposição moçambicana, exigiu a anulação do apuramento dos resultados das eleições gerais de quarta-feira em oito distritos da província da Zambézia, alegando que os seus delegados de candidatura foram impedidos de assistir à operação.

"Havendo obstrução à fiscalização e impedimento dos mandatários políticos, que, no nosso entender, constituem irregularidades, é-nos conferido, por lei, o direito de requerer a reposição da legalidade, devendo ser anulado todo o processo de apuramento distrital", refere-se numa reclamação que a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) apresentou ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e a que a Lusa teve hoje acesso.

O principal partido da oposição acusa os órgãos eleitorais de terem impedido que os seus delegados de candidatura assistissem ao apuramento de votos nos distritos de Namacurra, Gurué, Milange, Pebane, Mulombo, Morrumbala, Mocubela e Mulevala.

As eleições gerais de quarta-feira incluíram as sétimas presidenciais - às quais já não concorreu o atual chefe de Estado, Filipe Nyusi, que atingiu o limite constitucional de dois mandatos - em simultâneo com as sétimas legislativas e quartas para assembleias e governadores provinciais.

À eleição à Presidência da República concorreram Daniel Chapo, com o apoio da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder desde 1975, Ossufo Momade, com o apoio da Renamo, Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, e Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Otimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos).

A votação incluiu legislativas (250 deputados) e para assembleias provinciais e respetivos governadores de província, neste caso com 794 mandatos a distribuir.ANG/Lusa 


China/Pequim lança exercícios de larga escala em torno de Taiwan como aviso contra independência

Bissau, 14 Out (ANG) – A China iniciou hoje exercícios militares em grande escala em torno de Taiwan e das suas ilhas periféricas, num “aviso” contra a independência do território, dias após Taipé ter reiterado a sua soberania.

O ministério da Defesa chinês afirmou que os exercícios são uma resposta às afirmações do líder de Taiwan, William Lai, que reiterou, recentemente, que a República Popular da China “não tem o direito de representar Taiwan”.

Taipé considerou os exercícios como uma provocação e afirmou que as suas forças estão preparadas para reagir.

O porta-voz do Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China, o capitão Li Xi, disse que a marinha, a força aérea do exército e o corpo de mísseis estavam todos mobilizados para os exercícios.

“É um aviso importante para aqueles que apoiam a independência de Taiwan e um sinal da nossa determinação em salvaguardar a nossa soberania”, disse Li numa declaração difundida pela imprensa oficial de Pequim.

As manobras, designadas Joint Sword-2024B, envolvem forças terrestres, marítimas e aéreas, e são semelhantes às que a China realizou em maio passado, também no Estreito de Taiwan e em torno da ilha autónoma.

Li referiu que os exercícios incluem a aproximação de navios e aviões à ilha a partir de várias direções, bem como ataques executados conjuntamente por diferentes forças, com o objetivo de testar a prontidão de combate real.

Taiwan foi uma colónia japonesa antes de ser unificada com a China no final da Segunda Guerra Mundial. Os dois territórios vivem separados desde que em 1949 os nacionalistas de Chiang Kai-shek fugiram para a ilha, enquanto os comunistas de Mao Zedong assumiram o poder no continente chinês, no final da guerra civil.

Lai tomou posse em maio, dando continuidade a um governo de oito anos do Partido Democrático Progressista, que rejeita a exigência da China de reconhecer que Taiwan é uma província chinesa.

“A República da China [nome oficial de Taiwan] enraizou-se em Taiwan, Penghu, Kinmen e Matsu. A República da China e a República Popular da China não estão subordinadas uma à outra”, afirmou Lai, sob aplausos, durante um discurso, proferido em frente ao palácio presidencial de Taipé, nas celebrações do Dia Nacional, na semana passada.

A China afirma regularmente que a independência de Taiwan é um “beco sem saída” e que a anexação por Pequim é uma inevitabilidade histórica.ANG/Inforpress/Lusa

Guerra Médio Oriente/Pelo menos 15 mortos em 200 ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano

Bissau, 14 Out 24 (ANG) - O Ministério da Saúde libanês afirmou que pelo menos 15 pessoas morreram na madrugada de Domingo, 11 destas em dois ataques no norte de Beirute, durante os 200 ataques realizados pelas forças de Israel direccionados a alvos do Hezbollah.

Entre os alvos atacados, estão “células terroristas (milícias), lançadores, postos de mísseis antitanque e locais de infra-estruturas”, como armazéns de armas, segundo o comunicado militar israelita, que descreveu a ofensiva de guerra no país vizinho como “limitada, localizada e específica”.

Pelo menos 15 pessoas morreram na madrugada de hoje nos bombardeamentos israelitas, nove destas, segundo o Ministério da Saúde libanês, num ataque contra a aldeia de Maaysrah, situada a norte de Beirute, e mais duas - juntamente com quatro feridos - em Deir Billa.

No sul, mais quatro pessoas morreram e 18 ficaram feridas num ataque a Barja, no distrito de Shouf, 34 quilómetros a sul de Beirute. No sábado, Israel ordenou a retirada de outras 22 cidades no sul do Líbano e voltou a pedir à população civil que se deslocasse para norte do rio Awali.

A Cruz Vermelha informou que vários dos seus socorristas ficaram feridos hoje num ataque a uma casa no sul do Líbano, para onde foram enviados "em coordenação" com a missão da ONU, que actua como tampão entre Israel e o Líbano.

“Enquanto a equipa procurava vítimas para resgatar, a casa foi atingida pela segunda vez, causando ferimentos aos socorristas e danos em duas ambulâncias”, disse a Cruz Vermelha libanesa.

Esta equipa, acrescentou a Cruz Vermelha, “foi enviada (...) em coordenação com a força de manutenção da paz da ONU (FINUL) destacada no sul do Líbano, bombardeada diariamente por aviões israelitas”.

Já o Hezbollah disse que disparou hoje "foguetes" contra soldados israelitas na aldeia de Maroun al-Ras, perto da fronteira entre o Líbano e Israel.

Anteriormente, o movimento libanês pró-iraniano disse que os seus homens estavam a confrontar tropas israelitas que tentavam infiltrar-se perto de outra aldeia fronteiriça, a poucos quilómetros a oeste de Maroun al-Ras.

Há mais de duas semanas, o exército israelita lançou uma ofensiva com uma campanha de bombardeamentos sem tréguas contra o sul do Líbano e os subúrbios a sul de Beirute, conhecidos por Dahye.

O conflito agravou-se em 01 de Outubro com a invasão terrestre do exército israelita no sul do Líbano - onde mantém actualmente quatro divisões -, acompanhada por uma intensificação dos bombardeamentos israelitas, que já provocaram mais de 2.200 mortos e 10.000 feridos, a maioria no mês de Outubro.ANG/Inforpress/Lusa

sábado, 12 de outubro de 2024


Transporte maritimo/
”A entrega oficial do navio Centenário Amílcar Cabral, é demonstração clara das excelentes relações entre Guiné-Bissau e Portugal”, afirma PR

Bissau, 12 Out 24(ANG) – O Presidente da República disse que o acto da entrega oficial do navio “Centenário Amílcar Cabral”, trata-se de uma demonstração clara de excelentes relações de amizade fraternais entre a Guiné-Bissau e Portugal.

Umaro Sissoco Embalo falava hoje na cerimónia da recepção oficial do navio “Centenário Amílcar Cabral”, no Porto de Bissau.

“Tudo começou no ano 2020, depois de ter realizado a sua primeira visita oficial à Portugal em meados de outubro, cujo objectivo que me animava na altura era muito clara e bastante ambicioso”, salientou.

O chefe de Estado frisou que a receção hoje do navio Centenário Amilcar Cabral e nos próximos meses de 21 autocarros é o fruto dessa cooperação renovada entre Guiné-Bissau e Portugal que ganhou nova dinâmica no seu mandato presidencial.

“Com a vinda do navio Centenário Amilcar Cabral, Bissau-Bolama-Bubaque e Enchudé, voltarão a estar ligados através de uma carreira marítima regular”, sublinhou Umaro Sissoco Embalo,

Adiantou ainda que, com a chegada prevista para os próximos meses de 21 autocarros, também ficará reforçada a rede de transportes terrestres de passageiros a disposição dos guineenses.

“Baptizada com o nome de Amilcar Cabral, essa embarcação que hoje a Guiné-Bissau está a receber oficilamente, prolonga-se as celebrações do Centenário Amílcar Cabral, numa homenagem continuada do povo guineense, ao grande dirigente da luta de libertação nacional.

O chefe de Estado frisou que a volta deste importante equipamento, o país vai precisar de uma empresa gestora competente e de uma unidade metalo-mecânica de reparação naval.

“Se assim não for, será difícil garantir a manutenção corrente do próprio navio quer a viabilização económica e financeira da exploração comercial desse importante meio de transporte marítima”, salientou Umaro Sissoco Embalo.

Por sua vez, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Nuno Sampaio, começou por saudar todos os responsáveis politicos e técnicos guineenses que de mãos dadas com as autoridades e com os técnicos portugueses concretizaram um projecto que nasceu há dois anos, de colocar ao serviço do povo guineense um navio capaz e robusto de ligar Bissau ao Arquipélago ds Bijagós.

“Por isso é com grande hora estar aqui hoje, mas devo dizer que o acto é uma demonstração de excelentes relações entre o Estado português e da Guiné-Bisssau”, afirmou.

Sampaio sublinhou que Portugal está firmemente empenhado em apoiar o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O barco Centenário Amilcar Cabral tem a capacidade de transportar mais de 200 pessoas e cinco toneladas de carga.ANG/ÂC


                      
CAN-2025/Guiné-Bissau perde com Mali em Bamako

Bissau,12 out 24(ANG) - A seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau(Djurtus), perdeu sexta-feira, 11 do corrente mês, por uma bola à zero, frente a sua congênere do Mali, no cumprimento da terceira jornada do Grupo I de qualificação para o CAN 2025, à disputar-se em Marrocos.

Num jogo marcado pela estreia de Beto, avançado de equipa de Everton da primeira liga inglesa e o guarda redes Fernando Embadje, titulares, e Vitor Rofino, defesa da União de Leiria de Portugal que entrou no início da segunda parte para o lugar do Sambinha.

Guiné-Bissau e Mali anularam-se no primeiro tempo, dominado pelos malianos, que vinham ameaçando desde o início da partida.

Mali conseguiu marcar aos 62 minutos por intermédio do El Bilal Touré, avançado do Estugarda da Alemanha que nas alturas, desviou para o fundo da baliza, um cruzamento do Adama Malouda Traoré, fazendo assim o único golo da partida.

Com esta derrota, Guiné-Bissau mantém-se no terceiro lugar com 3 pontos, menos dois que o segundo classificado, Moçambique. No topo da tabela, está agora o Mali com 7 pontos.

Na terça-feira, Guiné-Bissau irá receber em Bissau, no Estádio Nacional 24 de Setembro, a seleção do Mali, para o cumprimento da quarta jornada do grupo I de qualificação para o CAN 2025.ANG/Fut 245

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Dia Nacional da Justiça/ Presidente da República  disse que o poder judicial tem dever de garantir segurança jurídica ao povo guineense

Bissau,11 Out 24(ANG) – O  Presidente da República  disse que o poder judicial tem o dever de garantir segurança jurídica ao povo guineense, além de ser independente e imparcial.

Umaro Sissoco Embaló falava hoje no ato da celebração do Dia Nacional da Justiça, sob lema  “Justiça ao Serviço da Estabilidade e do Desenvolvimento”.

O chefe de Estado  reconheceu que  os atores do setor da Justiça, que apesar de suas condições laborais, por vezes difíceis, nunca deixaram de assumir suas responsabilidades, honrando assim o compromisso de assegurar a administração da Justiça em nome do povo guineense.

Embaló mostrou que o lema escolhido, é um convite para se fazer uma avaliação sobre o caminho que já foi percorrido. E sobre os desafios que ainda temos de enfrentar em nome da Estabilidade Política e

Social e do Desenvolvimento da Guiné-Bissau.    

 

Advertiu aos atores da Justiça  que os cidadãos, as empresas, as instituições públicas e privadas e as demais organizações, de mais variada natureza, que operam na sociedade, exigem decisões judiciais rápidas e acertadas para o desenvolvimento de suas próprias atividades.

 

Salientou que, para resolver diferendos económicos, políticos e sociais, tem de se recorrer aos Tribunais, que é um imperativo no Estado de Direito Democrático. É igualmente uma condição para estabilizar as nossas instituições e consolidar a paz social. ANG/JD/ÂC

 

 


Justiça/SIMAMP defende que o dia 10 de Outubro seja de oportunidade
para reflexão profunda sobre papel do Ministério Público

Bissau, 11 Out 24 (ANG) – O Sindicato Nacional dos Magistrados do Ministério Público(SIMAMP),  defendeu que, a data de 10 de outubro,  é de singular oportunidade que os Magistrados do Ministério Público aproveitar para refletir profundamente sobre o seu papel num Estado que se pretende de Direito Democrático.

A informação consta numa mensagem dirigida aos Magistrados do Ministério Público, alusivo ao dia 10 de Outubro que assinala o Dia do Ministério Público guineense e assinado pelo seu Presidente  Domingos Martins e que a ANG teve acesso hoje.

Na mensagem, sublinham também que é preciso refletir sobre os ganhos obtidos no que tange à autonomia do  Ministério Público e sua independência, enquanto órgão de Estado encarregado de fiscalizar a legalidade nosTribunais, representar o interesse público e social e, sobre o papel crucial que pode e deve desempenhar na promoção e defesa da legalidade democrática.

Referiu que, ainda devem refletir sobre a implementação e proteção dos direitos humanos, sobre a proteção e promoção dos direitos da criança e das mulheres, sobre o combate à corrupção e branqueamento de capitais, sobre a tutela do meio ambiente e interesses difusos, das funções consultivas através do Conselho Consultivo e do Gabinete de Advocacia do Estado (GAE).

No documento, o SMAMP frisou que, também, os Magistrados devem refletir sobre os obstáculos que não foram ultrapassados e as razões por que não os foram e, abrir novos cominhos em busca incessante da afirmação de um Ministério Público verdadeiramente fiscalizador da Legalidade, representante do interesse público e social e titular da ação penal, em nome e apenas em nome da legalidade e do interesse público e social, servindo todos os cidadãos por igual, no tempo certo e com qualidade técnica irrepreensível.

“Hoje, dia 10 de Outubro, é tido "entre nós" como dia do Ministério Público guineense. No 10 de Outubro de 1974, foi designado pelo Conselho dos Comissários de Estado, o primeiro Procurador Geral da República, na pessoa do Dr. João Aurigema da Cruz Pinto, cuja confirmação no cargo foi feita em 22 de Janeiro de 1975, através do Decreto nº 3/75 da mesma data, a quem o SIMAMP presta homenagem póstuma”, refere a nota.

A nota referiu que, não obstante, as funções do Ministério Público já vinham sendo exercidas nas zonas libertadas durante o período da luta de libertação nacional e nas condições já existentes, pelos chamados Comissários Políticos na altura.

"Por esse feito e por este dia, o SIMAMP presta a sua justa homenagem à todos 05 devotados Magistrados do MºPº em exercício na altura, pela visão, esforço e determinação para a autonomia e independência do MºPº, à começar pelos Procurador Geral da República na altura, Juliano Augusto Fernandes, Luís Manuel Cabral, Rui Sanhá, Pedro Infanda,  Mário Domingos Baticam, Calvário Ahukharié, Lucinda Gomes Barbosa Ahukharié, Filomena Mendes Lopes,  Biquezil Namback, e falecidos  João Bernardo Gomes, Santino Bissao Na Mone, Casimiro Sambú, Waldemar Ribeiro da Cunha, Carlos António dos Santos, Filipe Nery Menino Gomes e, recentemente, Armando Namontche, este que viria a ser primeiro Presidente do SIMAMP e, por via de todos eles, à todos os Magistrados do MOPº em geral, no exercicio e os jubilados", lê-se na mensagem.ANG/MI/ÂC

Comércio/Guiné-Bissau assinala Mês de Consumo de Produtos Locais com actividades desportivas, palestras e exposições de produtos nacionais

Bissau,11 Out 24(ANG) – O Governo através do Ministério do Comércio e Indústria, vai celebrar a 5ª Edição do “Outubro” Mês de Consumo de Produtos Locais com a realização de jornadas de demostrações e degustações dos pratos locais, torneio de futebol, palestras e feiras de exposições de produtos nacionais.

Na sua mensagem alusiva à abertura oficial das celebrações da 5ª Edição do “Outubro” Mês de Consumo de Produtos Locais, no espaço da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), o ministro do Comércio e Indústria disse que, a data foi instituída pela reunião do Conselho de Ministros da UEMOA realizada no dia 25 de Outubro de 2019.

Orlando Mendes Viegas informou que o evento tem como objectivo de dar confiança a população no sentido de promover as acções de consumo dos produtos locais e dinamizar actividade de pequenas e Médias Empresas na nossa comunidade.

“Neste sentido, o Ministério do Comércio e Indústria, após abertura oficial do workshop regional do mês de consumo, sob o patrocício do Presidente da República de Burkina Faso, realizado no dia 03 de outubro de 2024, com a participação do Presidente da Comissão da UEMOA, Ibraima Traoré e da Câmara Consular da UEMOA Helena Nosoline Embalo”, salientou.

O ministro do Comércio sublinhou que, tendo em conta a realização de actividades de sensibilização dos diferentes actores da sociedade civil em geral, sobre objectivos e resultados da importância de consumo de produtos locais na Guiné-Bissau e no espaço UEMOA, também há uma necessidade da diversificação das culturas com destaque para pomares de castanha de cajú.

“As mudanças climáticas e seus efeitos extremos na agricultura, tem reflectido na tomada de consciência que interpela atores estatais e não estatais, em novos desafios, para abordar questões da organização da fileira das nossas produções, nomeadamente de arroz, cajú, amendoim, sésamo, batata, limão, legumes entre outros”, frisou.

Orlando Mendes Viegas disse que o lema escolhido este ano para a celebração a 5ª Edição do “Outubro” Mês de Consumo de Produtos Locais, é “Consumo Local, Alavanca para o Desenvolvimento Industrial, Competitividade, Resiliência das Economias da UEMOA.ANG/ÂC

 

Droga/Navio que saiu de Bissau, apreendido em Espanha com mais de três toneladas de cocaína

 Bissau,11 Out 24(ANG) - Um navio de carga, proveniente do porto de Bissau, foi apreendido na ilha espanhola de Canárias com mais de três toneladas de cocaína.

A informação foi confirmada à Lusa por fonte da Polícia Judiciária guineense, que explicou que a organização colaborou com diversas agências internacionais de combate ao narcotráfico para o "sucesso" desta operação realizada no passado dia 04.

“A PJ deu todo o apoio necessário para o sucesso da operação", afirmou a fonte, que prometeu "mais pormenores" conforme as informações sejam disponibilizadas pelas agências internacionais.

Na sua página na internet, o Centro de Análise e Operações Marítimas - Narcóticos, com sede em Lisboa, informa que a apreensão deu-se num navio, de bandeira da Tanzânia, carregado com 3.281 quilogramas de cocaína.

As 10 pessoas que se encontravam a bordo do navio foram detidas e apresentadas à justiça espanhola.ANG/Lusa/Dw

 


                  Sudão/"Há o risco de aldeias inteiras morrerem à fome"

Bissau,11 Out 24(ANG) - A Organização Mundial de Saúde alertou para situação dramática que se vive no Sudão, onde a população está a morrer à fome.

A directora regional da organização não-governamental Solidarités International- Justine Muzik Piquemal, mostra-se satisfeita com o alerta da OMS, mas sublinhado que se não fore enviada ajuda para o país, aldeias inteiras vão morrer à fome.

À medida que os combates entre o exército sudanês e os rebeldes das Forças de Apoio Rápido (RSF) se intensificam e os trabalhadores humanitários lutam para aceder ao país, a situação dos sudaneses agrava-se.

O alerta é do director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que denunciou o “grau de urgência é chocante, assim como a inacção para conter o conflito e responder ao sofrimento causado”.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, a guerra no Sudão já fez mais de dez milhões deslocados, a maior parte deles procurou refúgio nos países vizinhos.

Em entrevista à RFI, a directora regional da organização não-governamental- Solidarités International, Justine Muzik Piquemal, mostra-se satisfeita com o alerta da OMS, mas lembra que é urgente que a ajuda médica e alimentar chegue a todas as zonas do país.

“Estou satisfeita com o alerta da OMS, mas é preciso que nos enviem médicos, medicamentos e adubos para todo o país. Não importa que estejamos numa zona das Forças Armados Sudanesas ou numa Zona das Forças de Apoio rápido, a população precisa de assistência humanitária multissectorial”, explicou.

Justine Muzik Piquemal recorda que o país vive um quadro de fome severo, onde os mais afectadas são as crianças que, face à escassez de alimentos, são obrigadas a comer cascas de árvores.

“É urgente trazer alimentos para o país porque quando falamos de fome é absolutamente necessário fornecer os suplementos alimentares de que as crianças necessitam. Não é com papas produzidas localmente que a população vai sobreviver. “Hoje há famílias que comem cascas de árvores e que dão cascas de árvores aos filhos porque não têm absolutamente nada para comer”, denuncia.

A directora regional da organização não-governamental Solidarités International- garante que se não forem enviados alimentos para o país, até Março de 2025, aldeias inteiras vão morrer à fome.

“Hoje há pessoas a morrer de fome no Sudão e sabemos que se não se fizer nada até Março de 2025, não poderemos evitar as imagens de crianças e de aldeias inteiras que vão morrer à fome, alertou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar "seriamente preocupado" com os relatos de uma ofensiva "em grande escala" Forças de Apoio Rápido,instando o general Daglo a "agir com responsabilidade e dar imediatamente a ordem para parar o ataque".

Ambos os lados- exército sudanês e os rebeldes das Forças de Apoio Rápido- foram acusados ​​de crimes de guerra, incluindo ataques a civis, bombardeamentos indiscriminados de áreas residenciais e envolvimento em saques ou bloqueio de ajuda humanitária vital.

Em Setembro, a Organização Mundial da Saúde disse pelo menos 20 mil pessoas perderam a vida, desde o início do conflito, mas algumas estimativas chegam mesmo a 150 mil vítimas, segundo o enviado americano para o Sudão, Tom Perriello.ANG/RFI

 

                           Literatura/Han Kang arrecadou Prémio Nobel

Bissau,11 Out 24(ANG) - O Prémio Nobel da Literatura foi atribuído
à sul-coreana Han Kang pela sua «intensa prosa poética, que confronta traumas históricos e expõe as fragilidades da vida humana», anunciou hoje a Academia Sueca.

Nascida a 27 de Novembro de 1970, em Gwangju, na Coreia do Sul, Han Kang foi viver para Seul com a família quando tinha nove anos. O pai da autora, Han Sung-won, sendo também ele escritor, Han Kang acabou por estar sempre num ambiente artístico.

Han Kang exprime-se pela sua escrita, mas também pela música e pela arte em geral.

Em 2023, ela já tinha conquistado o Prémio francês Médicis de melhor romance estrangeiro, ex-aequo com a portuguesa Lídia Jorge.

Em 2024, Han Kang arrecadou o Prémio Nobel da Literatura, uma surpresa para o mundo literário, mas igualmente para a autora que foi recompensada por toda a sua obra.

Quando soube do galardão, ela estava a jantar com o filho, e afirmou que «não estava preparada para essa notícia», sobretudo após ter tido um dia «banal».

É a primeira autora sul-coreana a conquistar este prémio, que tem uma dotação de 970 mil euros.

Han Kang também se tornou na 18ª mulher a conquistar o prémio em 121 vencedores.ANG/RFI

Guerra no Médio Oriente/Líbano pede resolução do Conselho de Segurança da ONU para um "cessar-fogo

Bissau,11 Out 24(ANG) - O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, pediu nesta sexta-feira uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para um "cessar-fogo imediato e completo", com o acordo do grupo xiita Hezbollah, admitindo enviar o exército libanês para o sul do país.

Em conferencia de imprensa, o chefe do executivo libanês anunciou que, pela primeira vez com o acordo do Hezbollah, decidiu pedir ao Conselho de Segurança da ONU que adopte uma resolução para um “cessar-fogo imediato e completo”.

Najib Mikati garantiu "o compromisso do Governo libanês de aplicar a decisão 1701 do Conselho com todas as suas cláusulas, incluindo o destacamento do exército para o sul do Líbano e o reforço da sua presença na fronteira libanesa de forma a garantir a correta aplicação desta resolução".

A resolução 1701, que terminou com conflito entre Israel e o Hezbollah em 2006, prevê a cessação das hostilidades de ambos os lados da fronteira e que apenas as forças de manutenção da paz da ONU e o exército libanês podem ser destacados para o sul do Líbano.

Os Estados Unidos e a França já vieram dizer que o fortalecimento do exército libanês será essencial para implementara resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas e manter a paz na fronteira entre o Líbano e Israel.

As autoridades libanesas afirmaram que o ataque israelita da noite passada contra dirigente do Hezbollah causou 22 mortos. O exército israelita não divulgou qualquer ordem de evacuação prévia para estas zonas antes do ataque e, até ao momento, ainda não se pronunciou sobre o sucedido.

Esta sexta-feira, 11 de Outubro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Líbano denunciou novos ataques israelitas contra uma posição das forças de manutenção da paz do Sri Lanka no sul do Líbano, um dia depois de pelo menos dois soldados da paz ficaram feridos no ataque israelita contra uma torre de vigia na sede da missão da ONU no sul do Líbano.

A ONU mostrou-se "consternada" os comentários exacerbados em torno da guerra entre Israel e o Hezbollah e apelou aos líderes para acabarem com a sua "postura beligerante".

O primeiro-ministro israelita ameaçou o Líbano com o mesmo nível de destruição que infligiu a Gaza. Benjamin Netanyahu disse ainda que os libaneses “têm oportunidade de salvar o Líbano” antes que este caia numa guerra que leve “à destruição e sofrimento que se vê em Gaza”.ANG/RFI

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Transporte maritimo/Coordenador do MDA denuncia incapacidade do Estado em garantir ligações marítima segura para às ilhas

Bissau, 10 Out 24 (ANG) -  O Coordenador de Movimento "Djiu Aós" (MDA) lamentou o facto de volvidos 51 anos de independência e até agora o Estado guineense não tem capacidades de garantir às populações das ilhas um transporte seguro de pessoas e cargas.

"Há três semanas, tomamos conhecimento através dos órgãos de comunicação social que um novo barco denominado Centenário Amilcar Cabral, veio para Bissau e pelas informações que tivemos é um barco velho, reparado e oferecido pelo Portugal e fabricado em 1954, há 70 anos e que deixou de navegar no  mar em janeiro de 2017”, salientou, Chambino Cândido Banca em conferência de imprensa. 

Adiantou que,  o seu certificado de navegação expirou, e a União Europeia exigiu que os barcos de gasóleo deixassem de navegar até 2030 por causa de poluição ambiental e o Estado da Guiné-Bissau pegou o referido barco para trazer a população guineense.

Denunciou que, o referido barco independentemente de ser velho, a sua condição não é favorável, porque é barco de cargas que foi simplesmente adaptado para transportar as pessoas, com cadeiras de plásticos que não tem nenhum conforto para quem viaja na parte traseira numa viagem de quatro horas de tempo.

Aquele responsável disse que, não vão permitir, em nenhum momento que o referido barco aplique o preço acima de  três mil e quinhentos francos cfa, porque os populares da ilha não merecem ter esse tipo de barco dada a sua condição que não é nada favorável.

Exigiram ainda do Estado uma frota de  barcos que vão fazer ligações, nomeadamente para  ilhas de Orango, Uno e outras onde habitam as pessoas, porque o navio Centenário Amilcar Cabral vai ligar principal Bissau e Bubaque.

Por outro lado exigem também que, se faça a dragagem do canal de Geba para permitir a comunicação entre as ilhas e evitar choques de pirogas de remo contra bancas da areia e morte das pessoas, principalmente em Bolama que atualmente é maior vitima disso.

"Viemos aqui hoje para denunciar mais uma vez a falta de interesse do Governo no que toca a ilha dos Bijagós no que tem a ver com situação de transporte, que é garantir condições para que as pessoas possam viajar com segurança e deixarem de morrer no mar como tem acontecido", disse.

Disse que, até hoje, em pleno século XXI, os povos habitantes de 21 das 88 ílhas do Arquipélago de Bijagós continuam a viajar em canoas de remo e já depois de 51 anos da independência as pessoas continuam a morrer no mar, porque não há meios  seguros de viagem para as ílhas.ANG/MI/ÂC