quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Regiões/"Povoação de Manaca se depara com falta de infraestruturas escolares”, diz Djibril Seide    

Mansabá, 27 Nov 24 (ANG)  -  O Chefe da povoação de Manaca, Setor de Mansaba, Região de Oio, norte do país, Djibril Seidi afirmou que se deparam com problemas relacionados a falta de  infraestruturas escolares e de  centro de saúde.

Em entrevista exclusiva ao Correspondente Regional da ANG de Oio, aquele responsável disse que devido a falta de infraestruturas escolares as crianças são obrigadas a percorrer, diariamente, uma distância 10 quilómetros, ou seja até Olossato para frequentarem aulas.

Disse que em Manaca só se pode estudar até ao 6º ano de escolaridade, situação que, diz Djibril, só aumenta o nível de crianças que ficam fora do sistema de ensino no país.

“Além de más condições das estradas, há pais e encarregados de educação com dificuldades  financeiras  para suportar o custo de transporte para que os seus educandos possam continuar os seus respectivos estudos”, disse.

Em relação a  falta de um estabelecimento de saúde nessa aldeia para os cuidados de primeiro socorro, Djibril Seidi exortou ao Governo para avançar com a  construção de um centro nessa tabanca, por forma a reduzir o sofrimento que as mulheres grávidas enfrentam, principalmente no momento de parto.

“Nós  transportamos mulheres grávidas e doentes de motorizadas para a secção de Olossato ou centro sanitário de Morês”, afirmou.      

Djibril Seidi denuncia ainda os casos de roubos de gados que diz estarem a ser  praticados por  jovens de  diferentes zonas da região de Oio.

Para fazer face aos roubos de gado, pede ao Executivo que seja aberta uma  Esquadra de Polícia local para combater a prática.

“Sem apoio de Governo vamos  continuar a perder os nossos  animais e outros bens”, disse Seidi.ANG/AD/LPG

Política/Partidos sem assento parlamentar defendem necessidade de priorizar  desenvolvimento do país  

Bissau, 27 Nov 24 (ANG) - Os partidos políticos sem assento parlamentar defenderam na terça-feira a  necessidade de priorizar o desenvolvimento da Guiné-Bissau de modo a garantir o bem do povo em geral. 

A revelação é do Presidente de Partido Africano para Paz e Estabilidade Social (PAPES), Malam Cissé que falava, em nome dos partidos sem assento parlamentar, recebidos pelo Presidente da República no âmbito das auscultações para  marcação da nova data para realização das eleições legislativas antecipadas.

“É preciso sempre   sentarmos na mesma mesa para encontrar um entendimento de modo a promover o bem comum. Quando digo isso estou a referir à todos os partidos legalmente constituídos, ou seja, tanto os partidos com assento parlamentar bem como os que não têm representação no parlamento guineense”, disse o líder de PAPES.

Cissé  apela aos guineenses em geral para  pensarem no progresso do país e acrescenta que cada cidadão deve dar a sua contribuição para o efeito. ANG/AALS/ÂC//SG

          Cooperação/China doa mil toneladas de arroz à Guiné-Bissau

Bissau, 27 Nov 24(ANG) – A República Popular da China doou , terça-feira, 1000(mil) toneladas de arroz ao Governo guineense para colmatar as consequências negativas no presente ano agrícola na vida das comunidades rurais, provocadas pelas chuvas intensas que caíram este ano no país.

Falando no acto da entrega do alimento, a ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social, Maria Inácia Sanhá agradeceu ao povo chinês pelo apoio que, segundo ela responde ao  pedido feito pelo Presidente Umaro Sissoco Embalo ao seu homólogo da China aquando da sua visita à Pequim.

A governante salientou que o Ministério que tutela é um departamento governamental responsável pela definição, promoção e execução da política de acção e tem por missão principal promover a igualdade de género, proteger os direitos da mulher e crianças e promover a integração social das pessoas vulneráveis através do desenvolvimento de ações multidisciplinares tendo em conta a sua transversalidade.

“Enquanto Governo e departamento de caris sociais estamos conscientes dos grandes desafios que ainda temos pela frente, sobretudo perante o nosso público alvo que se encontram numa situação de extrema vulnerabilidade. Quero agradecer na qualidade da ministra, ao Governo da China, em especial ao seu Embaixador por esta acção tão generosa do seu povo para com o povo da Guiné-Bissau", disse.

Sanhá acrescentou que o apoio chega numa altura em que algumas zonas do país sobretudo as rurais se encontram em situações difíceis  em termos de alimentação, devido as inundações de que as suas bolanhas foram alvos .

Anunciou que vai ser feita uma distribuição equitativa para  responder as necessidades da população carenciada ou vitimas das alterações climáticas.

“A repartição do arroz em causa deve ser feita com responsabilidade e responder as expectativas do povo chinês uma vez que estão a oferecer os esforços da sua produção, e o governo fará a distribuição do arroz o mais breve possível”, disse a governante.

Por seu turno, o Embaixador da República Popular da China, Yang Renhuo disse estar feliz por participar na cerimónia de entrega do donativo realçando que a segurança alimentar é um grande desafio em todo o mundo e que  essa oferta foi feita para ajudar a  Guiné-Bissau a lidar e enfrentar esse desafio.

Disse que, até ao momento, o seu país já forneceu três lotes de ajuda alimentar à  Guiné-Bissau e enviou igualmente  técnicos agrícolas à região de Bafatá e Gabu, no leste do país, para cultivarem sementes de alta qualidade que sejam adequadas as condições de cultivo do país, e orientar os agricultores locais para melhorarem os métodos agrícolas.

“Tudo isso foi feito  com o objectivo de melhorar, significativamente, a produção alimentar  local e dar contribuições positivas para melhorar o nível da segurança alimentar , para garantir a subsistência da população guineense”, disse o diplomata.

Yang Renhuo declarou que, para o futuro, a  China está desposta a trabalhar  com a Guiné-Bissau para alargar  cooperações práticas, em vários domínios, incluindo a segurança alimentar, para  desenvolver a economia guineense e alcançar benefícios mútuos e desenvolvimento comum.ANG/MSC/ÂC//SG

Desporto/Liga de Clubes anuncia para 1 de Dezembro o arranque da época futebolística 2024/2025

Bissau, 27 Nov 24(ANG) - A época futebolística 2024/2025, vai ser aberta  no próximo dia 1 de Dezembro, com a realização do jogo da Supertaça, entre o SB Benfica e UDIB.

O anúncio feito no  fim de semana, pelo Presidente da Liga Guineense dos Clubes de Futebol(LGCF), Dembo Sissé , à margem da realização do jogo de apuramento do campeão nacional da terceira Liga, entre Academia Mepa-GB e FC Buba.

Aos jornalistas após o jogo, Dembo Sissé assegurou que 1 de Dezembro é a data escolhida para dar a abertura da época, com a realização da Supertaça.

“Estamos a trabalhar nessa perspectiva e como é do conhecimento público, vamos dar início da época na próxima semana, ou seja, no dia 1 de Dezembro”, disse Dembo na sua curta declaração à imprensa no final da partida.

Sem revelar a data exata de início do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, Sissé deixou entender que será “provavelmente” antes de final do ano, sustentando que está tudo bem caminhado para começar a Guines-Liga.

O líder da Liga de Clubes realçou, por outro lado, a importância da Liga Regional (Terceira Divisão), sublinhando que, se não houvesse essa competição, muitos talentos estariam a perder-se no futebol nacional.

E quanto a segunda divisão disse que  estava a ser aguardada a realização da final da Liga Regional para se decidir sobre a data de  início dessa prova.

A Supertaça da edição 2024/25 será disputada entre a União Desportiva Internacional de Bissau e Sport Bissau e Benfica.

A UDIB foi vencedora da Taça de Guiné da época passada, curiosamente diante do Benfica, vencedor da Guines-Liga. Os dois conjuntos voltarão a estar em disputa, desta vez, a procura do primeiro título da temporada 2024/2025.ANG/Fut-245

       
      China
/"Ninguém vencerá uma guerra comercial", diz Mao Ning

Bissau, 27 Nov 24 (ANG) - A China alertou na terça-feira (26) que "ninguém vencerá uma guerra comercial" e que permanece aberta ao “diálogo” depois que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu aumentar substancialmente as tarifas alfandegárias sobre mercadorias chinesas.

Na segunda-feira (25), o republicano anunciou que uma de suas primeiras medidas seria taxar em 10% os produtos provenientes da China, além dos impostos já em vigor. Mercadorias do México e do Canadá deverão ser taxados em 25%, segundo Trump. 

 “Estamos abertos a manter o diálogo e a comunicação”, disse Mao Ning, porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, quando questionado se Pequim estava em contato com a equipe de Trump.

Em reação às ameaças ddo republicano de impor novas tarifas alfandegárias aos produtos chineses, mexicanos e canadenses, as bolsas europeias abriram em queda nesta terça-feira.

Os investidores ainda tentam digerir as declarações de Donald Trump, que já confirmou as suas intenções de fortalecer a guerra comercial. No início do pregão, a Bolsa de Paris perdia 0,90%, Frankfurt 0,48%, Londres 0,29% e Milão 0,84%.

O anúncio das novas medidas é uma antiga promessa da campanha republicana. “Em 20 de janeiro, como uma das minhas primeiras ordens executivas, assinarei todos os documentos necessários para impor tarifas de 25% sobre todos os produtos que entram nos Estados Unidos, do México e do Canadá”, escreveu o presidente eleito em publicação em sua rede Truth Social.

“Este imposto permanecerá em vigor até que as drogas, especialmente o fentanil, e todos os imigrantes ilegais parem esta invasão do nosso país!”, acrescentou.

Numa outra publicação, ele anunciou um aumento das tarifas aduaneiras de 10%, que se soma a cobrança já existente, sobre “todos os numerosos produtos que chegam da China aos Estados Unidos”.

Trump prometeu taxas aduaneiras de até 60% para determinados produtos chineses, ou mesmo 200% sobre as importações de veículos do México. As leis americanas dão ao presidente as ferramentas necessárias para implementar essas mudanças por decreto, como ele já fez várias vezes durante o seu primeiro mandato, especialmente em relação ao aço e ao alumínio chineses e europeus.

Para enfrentar essa nova realidade de mercado, Pequim já reforça as suas relações comerciais com o Sul global e a Europa a fim de reduzir a sua dependência do mercado americano. Isto envolve a assinatura de novos acordos comerciais e a participação em cúpulas internacionais destinadas a promover o comércio multilateral.

A China também pode mitigar o impacto da redução das exportações ao impulsionar a demanda interna. As políticas para aumentar os gastos dos consumidores e investimentos em projetos de infraestrutura são fundamentais para esta estratégia.

Há também a iniciativa “Made in China 2025”, que se concentra no avanço das indústrias de alta tecnologia para reduzir a dependência de tecnologia. 

As empresas chinesas tentam se antecipar às novas taxas planejadas por Donald Trump, realocando a sua produção para outros países. A ideia é fabricar mais no Vietnã, na Malásia ou na Tailândia, para continuar exportando para os Estados Unidos, mas evitando assim a taxação.

Os economistas alertaram que a imposição de tarifas punitivas por Trump sobre as importações dos parceiros comerciais dos EUA aumentaria a inflação na maior economia do mundo, uma vez que os custos recairiam pesadamente sobre os consumidores americanos. No entanto, isso também afetaria a economia global como um todo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que estas tarifas teriam impacto de reduzir o crescimento econômico global em 0,5%, o que poderia levar a uma recessão global.

A China e outros países afetados poderiam impor as suas próprias tarifas sobre os produtos dos EUA, o que poderia perturbar ainda mais o comércio global e a estabilidade econômica. ANG/RFI/AFP

Sociedade/Presidente da CMB lança projeto para  construção de Centro Comercial “para melhorar a qualidade de vida dos guineenses”

Bissau, 27 Nov 24 (ANG) – O Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), lançou, terça-feira, um projeto para a construção de um Centro Comercial em Bissau, como forma de melhorar a qualidade de vida dos guineenses.

Em declarações à imprensa, José Medina Lobato disse que na base da requalificação de cidade de Bissau, a CMB, lançou um desafio para construção de um “Centro Comercial”, como forma de poder melhorar as condições de vida dos guineenses, e  a própria imagem da cidade de Bissau.

Segundo o Presidente da CMB, o referido projeto conta com  apoios do Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló, visando  a melhoria da imagem de cidade de Bissau.

“Estamos conscientes de que não será um trabalho fácil, mas o desafio já está lançado, e a resposta será dada”, disse José Medina Lobato.

Apelou  a colaboração de todos “para se  manter a cidade de Bissau limpa e bem conservada”.

“Pretendemos proibir as nossas irmãs, mães e assim como os nossos irmãos que tentam ganhar a vida criando os seus pequenos negócios no centro da cidade, mas tudo isso deve acontecer na base de respeito as regras”, salientou José Medina Lobato. ANG/LLA/ÂC//SG  

Israel/ Governo aceita cessar-fogo com Hezbollah no Líbano e Netanyahu diz que foco agora é 'ameaça iraniana'

Bissau, 27 Nov 24 (ANG) - Benjamin Netanyahu disse que o gabinete de segurança adotará um cessar-fogo no Líbano “esta noite” de terça-feira (26) e  anunciou que Israel manterá “total” liberdade de ação no Líbano e que Israel “responderá” se o Hezbollah violar a trégua.

“A duração do cessar-fogo depende do que acontecer no Líbano”, acrescentou. “A trégua no Líbano permitirá que Israel se concentre na ameaça iraniana”, afirmou ainda Netanyahu.

O primeiro-ministro libanês pediu a “implementação imediata” do cessar-fogo nesta terça-feira. Segundo a média israelense, o cessar-fogo já foi aprovado pelo gabinete de segurança e deve entrar em vigor na quarta-feira (27). 

O secretário de Estado dos EUA,Antony Blinken, disse mais cedo nesta terça-feira que as negociações sobre o cessar-fogo no Líbano estavam na “fase final”, acrescentando que esse cessar-fogo ajudaria a pôr fim ao conflito em Gaza.

A trégua no Líbano pode ter duração aproximada de pelo menos dois meses, após as negociações realizadas por intermédio dos Estados Unidos.

“Ainda não chegamos lá, mas acho que estamos na fase final”, disse Blinken em uma coletiva de imprensa após uma reunião com seus colegas do G7 nesta terça perto de Roma.

Os ataques atingiram o centro de Beirute no início da noite desta terça-feira, logo após os pedidos israelenses de evacuação de quatro áreas da capital libanesa pela primeira vez, informou a agência oficial Ani.

Os pedidos de evacuação causaram pânico nos bairros lotados da cidade, com motoristas buzinando para fugir o mais rápido possível, de acordo com testemunhas.

Um primeiro ataque no início da tarde no distrito de Noueiri deixou sete pessoas mortas e 37 feridas, de acordo com o Ministério da Saúde do Libano. O mesmo bairro popular foi alvo de dois ataques, e uma área próxima, Barbour, foi alvo de um ataque que deixou três pessoas mortas e dez feridas.

Ao mesmo tempo, os subúrbios ao sul de Beirute, um reduto do Hezbollah, foram alvo de bombardeios pesados após os apelos israelenses para evacuação, conforme imagens da AFPTV. ANG/RFI/AFP

Rússia/Jornalista de TV francesa recebe ordem de prisão na Rússia por reportagem em Kursk

Bissau, 27 Nov 24 (ANG) - Um tribunal russo ordenou, terça-feira, a prisão de Catherine Norris Trent, jornalista do canal de notícias France24, do grupo France Medias Monde, do qual a RFI faz parte, acusada de entrar “ilegalmente” na região de Kursk, na fronteira com a Rússia.

A jornalista franco-britânica havia acompanhado o exército ucraniano para realizar uma reportagem em setembro de 2023.

A jornalista entrou na região com o exército ucraniano para produzir uma reportagem, de acordo com a TASS. O processo foi instaurado à revelia e a jornalista corre o risco de ser presa se entrar em território russo. 

Em nota, a France24 condenou “veementemente essa decisão, que tem como alvo uma jornalista no exercício de sua profissão” sob a acusação de ter “cruzado ilegalmente a fronteira com a Federação Russa” durante uma reportagem na zona ocupada de Kursk, em setembro passado, seguindo as forças ucranianas. 

France24 ressalta que este tipo de reportagem em campo está “protegida pelos direitos concedidos aos jornalistas pela Convenção de Genebra e pelo direito internacional”.

A jornalista franco-britânica teve acesso às áreas controladas pela Ucrânia na região de Kursk durante uma reportagem “a bordo” com as forças de Kiev, que foi transmitida no final de setembro pela France 24. Ela visitou dois vilarejos para ver os danos causados pelos combates e conhecer civis russos.

Essa  não é a primeira vez que Moscovo tenta intimidar a mídia ocidental.. A Rússia já instaurou processos criminais contra outros jornalistas que fizeram reportagens sobre Kursk, onde as tropas ucranianas cruzaram a fronteira em 6 de agosto e tomaram parte do território russo.

Em particular, foram abertos processos contra jornalistas do canal de televisão americano CNN, da RAI italiana e da DW alemã. Os jornalistas visados por essas investigações não parecem estar na Rússia, mas podem pegar até cinco anos de prisão, de acordo com o Código Penal Russo.

“A France 24 garante a Catherine Norris Trent, reconhecida por seu rigor e coragem apesar dos perigos inerentes a uma zona de guerra, seu total apoio. O canal internacional de notícias reafirma seu compromisso com a reportagem livre, verificada e independente e continuará a cobrir esse conflito com todo o profissionalismo que o caracteriza”, afirmou em nota. ANG/France24 /AFP

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Pesca Artesanal/Director Geral  disse que número de “acampamentos clandestinos” e o uso da rede de monofilamento duplicou no país

Bissau, 26 Nov 24 (ANG) – O Diretor Geral da Pesca Artesanal disse que o número de “acampamento clandestinos” de pescadores que existem atualmente no país, ultrapassou aqueles que foram objectos de desmantelamento entre anos 2015 à 2017 pela Direção Geral do Instituto de Fiscalização Marítima FISCAP.

Em declarações exclusivas hoje à Agência de Notícias da Guiné (ANG), sobre a persistência dos pescadores no uso da rede de monofilamento na pesca artesanal, Cipriano  Fernandes Sá acrescentou que o uso da rede de monofilamento na pesca artesanal também duplicou.

Isto, segundo o Director Geral da Pesca Artesanal, tem a ver com a diminuição da atuação das autoridades competentes no seu combate.

Disse que, a rede de monofilamento, para além de ser mais barato, oferece maior capacidade para captura de peixes e os pescadores  preferem utilizá-la em relação a outras redes.

Cipriano Fernandes Sá informou  que é uma rede muito ativa, mas com uma ação prejudicial na actividade de pesca.

Nesta entrevista à ANG, o Director Geral da Pesca Artesanal citou o Código de Conduta de pesca responsável da Organização da Nações Unidas para  Agricultura e Alimentação FAO, dos anos 94 à 96, que recomendou a sua extinção na pesca, devido ao seu impacto negativo na ecossistema, afetando a reprodução dos peixes.

Para além disso, conforme o Cipriano Sá, o Regulamento da Pesca Artesanal, também proibiu o seu uso e a Comissão Sub Regional da Pesca  para África, adoptou os mesmos princípios, relativamente a interdição do uso da rede de monofilamento na actividade de pesca.

Cipriano Fernandes Sá disse que, a eficácia da medida depende de cada Estado.

Disse que, em todas as licenças de pesca emitidas aos pescadores, consta que é proibido uso da rede de monofilamento na pesca, assim como nas capturas de espécies de peixe em extinção.

Instado a falar da sua diferença com a rede de multifilamento, Cipriano Fernandes Sá disse que, não só  é trançada por mais fios e o monofilamento apenas tem um fio, mas também destrói outros espécies, porque capturam mais do que precisam e os peixes que as pessoas não querem comer.

Aquele responsável afirmou que, a Direção Geral de Pesca Artesanal tem a competência de administrar os recursos haliêuticos dentro de 12 milhas, mas em termos da lei, compete ao Instituto de Fiscalização Marítimo, acompanhar e aplicação das infrações.

“A  rede de monofilamento é usada maioritariamente por pescadores estrangeiros, porque  permite a prática de actividade de pesca permanente, quer no período da noite como do dia”, informou Cipriano Fernandes Sá.

Lamentou o facto de existir pessoas que importam  redes com malhagem inferior à 30 mm, recomendado pelas normas do país

Interrogado se as sanções previstas na lei não são suficientes, afirmou que todas as previstas são suficientes para desencorajar a pesca com rede de monofilamento, mas é preciso um acompanhamento rigoroso.

O Director Geral da Pesca Artesanal lembrou que houve um período em que o Instituto de Fiscalização Marítima realizou uma campanha de controlo do uso dessa rede e desmantelamento dos “acampamentos clandestinos” de pescadores e durante este tempo registou fraca utilização da rede de monofilamento.

Mas de lá para cá, tendo em conta as mudanças, houve queda do ritmo no seu combate e hoje em dia o número de acampamentos existente no país superou o índice anterior.

Razão pela qual, admitiu a possibilidade  de não haver mais peixes suficientes para consumo se a situação prevalecer e até para geração vindoura.

 O Director Geral da Pesca Artesanal disse que prespectivam  proibir a  importação da rede de monofilamento, mas não compete apenas ao Ministério das Pecas, frisando que é necessário envolvimento dos Ministério dos Transportes, do Comércio e Indústria e o das Finanças para o efeito.ANG/LPG/ÂC


Regiões/Diretor do Hospital Regional de Cacheu preocupado com  ausência  dos técnicos nos serviços

Canchungo, 26 Nov 24 (ANG) - O Diretor do Hospital Regional de Cacheu situado no setor de Canchungo, manifestou na segunda-feira sua  preocupação face ausência dos técnicos da mesma instituição na prestação dos seus serviços quotidianos.

A preocupação foi manifestada pelo Estêvão Malú em entrevista exclusiva que teve com o correspondente de ANG para região de Cacheu,  no qual este responsável sublinhou que, a maioria dos funcionários da instituição que dirige reside em Bissau e que as vezes não comparecem no serviço para o atendimento dos pacientes.

“Há insuficiência dos medicamentos essenciais na Farmácia do Hospital Regional de Cacheu em Canchungo, por isso, os doentes são obrigados a irem comprar nas Farmácias privadas, que infelizmente acarreta um custo mais elevado”, lamentou aquele responsável.

Malú, revelou que, o mesmo Hospital depara com dificuldades financeiras para pagar o custo de consumo de energia privada, custo este que segundo ele, vária entre 170 mil francos CFA à 180 mil francos por semana.

De acordo com Estêvão, não têm problema no que tange o fornecimento da água potável, porque receberam o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento-PNUD em uma motobomba, através da influência do Projeto Saúde e Vida do setor de Canchungo.

O Diretor do Hospital Regional de Canchungo prometeu acionar os mecanismos legais para que os funcionários do Hospital  possam cumprir com os seus direitos e deveres para o bem do povo e lutar para recuperar os estatutos do Hospital que outrora era de referência na zona Norte da Guiné-Bissau. ANG/AG/AALS/ÂC

Regiões/Ministério do Ambiente capacita mulheres e jovens em matéria de “alfabetização funcional e alterações climáticas”

Buba, 26 Nov 24 (ANG) – O Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática está a levar a cabo entre os dias 25 e 30 do corrente mês, em Buba, região de Quinara, Sul do país, um seminário de formação dos formadores no domínio da “alfabetização funcional e alterações climáticas”.

De acordo com o correspondente local da Agência de Notícias da Guiné (ANG), a formação tem como objetivo empoderar as comunidades e reforçar suas capacidades principalmente mulheres, jovens raparigas e rapazes, que querem aderir os trabalhos de alfabetização funcional.

A iniciativa visa levar as comunidades a conhecer melhor as questões das mudanças climáticas, género e alfabetização, para torna-las mais resilientes nas questões ligadas às mudanças climáticas.

Durante cindo dias segundo apurou o correspondente local da ANG, os cerca de duas dezenas de participantes  vindas das três regiões do país nomeadamente Oio, Quinará e Tombali, debaterão temas como género, mudanças climáticas e alfabetização para depois servirem como formadores e facilitadores nas suas comunidades.

A referida formação está inserida no âmbito do projecto de Reforço das Capacidades de Adaptação e Resiliência das comunidades vulneráveis da Guiné-Bissau (COASTAL) e é financiado pelo Fundo Global para Meio Ambiente (GEF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD) num valor de 12 milhões e meio de dólares e o projecto está na sua fase final ou seja iniciou em 2019 e vai terminar em 2025.ANG/RC/MSC/ÂC

Sociedade/ONG ASAD promove campanha de sensibilização  das mulheres em defesa dos seus direitos

Bissau, 26 Nov 24(ANG) – A ONG  Asociación Solidária Andaluza de Desarrollo (ASAD) iniciou segunda-feira uma campanha de sensibilização denominada "A nossa voz, a nossa história: mulheres em defesa dos seus direitos".

De acordo com um comunicado da referida ONG a que ANG teve acesso,  a campanha terminará no Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, frisando que esta iniciativa junta-se à campanha internacional "16 dias de ativismo", promovida todos os anos pelas Nações Unidas.

Segundo o documento, o objetivo da campanha da ASAD é reivindicar os direitos das mulheres na Guiné-Bissau e chamar a atenção para algumas das muitas desigualdades que ainda hoje existem.

“A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres e mais frágeis do mundo: segundo o Programa Alimentar Mundial, 64,4% da população vive abaixo do limiar da pobreza. As mulheres, especialmente nas zonas rurais, enfrentam grandes dificuldades, entre as quais a violência e a exclusão, e assumem a responsabilidade total pelas tarefas domésticas e familiares”, salientou.

Durante os 16 dias da campanha, as redes sociais da ASAD no Facebook e Instagram assistirão as testemunhas em vídeo de mulheres das tabancas de Gabú, Bafatá e Bubaque onde a ASAD atua nos quais partilham as suas reivindicações e necessidades.

Informou que, serão exibidas através da infografias as questões sobre alguns dos problemas que as mulheres enfrentam todos os dias, como o acesso à educação, à saúde, os casamentos forçados, a sua inserção no mercado de trabalho, entre outras..ANG/JD/ÂC

          EUA/Biden vai assistir a cerimónia de tomada de posse de Trump

Bissau,26 Nov 24(ANG) - O Presidente norte-americano, Joe Biden, vai assistir à tomada de posse de Donald Trump, a 20 de janeiro, em Washington, anunciou a Casa Branca, depois de o republicano ter recusado assistir à do democrata em 2021.

"O Presidente prometeu que assistirá à tomada de posse de quem quer que ganhe as eleições. Ele e a primeira-dama vão honrar essa promessa e assistir à tomada de posse de Donald Trump", disse aos jornalistas o porta-voz da Casa Branca Andrew Bates, num forte contraste com a decisão do magnata há quatro anos.

Na altura, os Estados Unidos viveram uma transição de poder marcada pelo assalto ao Capitólio por apoiantes de Donald Trump, a 06 de janeiro, data em que foi certificada a vitória de Joe Biden.

Foi um dia de violência alimentado pelas acusações de Donald Trump de fraude eleitoral durante as eleições.

Quatro anos depois, Joe Biden vê a presença na tomada de posse "como uma importante demonstração do compromisso de respeito "pelos "valores democráticos" e uma forma de "honrar a vontade do povo", à medida que se trabalha para "assegurar uma transição ordenada e eficaz", acrescentou Andrew Bates.

Durante a campanha eleitoral, Joe Biden retratou repetidamente Donald Trump como um perigo para a democracia, mas o Presidente comprometeu-se a tornar a transição de poder tão suave quanto possível após a vitória do republicano.ANG/Lusa


Guerra da Ucrania/Rússia confirma detenção de britânico acusado de combater por Kyiv

Bissau,26 Nov 24(ANG) - Um tribunal da região de Kursk examinou o caso à porta fechada na segunda-feira e decidiu deter James Anderson, que "atravessou ilegalmente" a fronteira russa para participar "nas hostilidades" na zona, segundo um comunicado do seu serviço de imprensa.

"Foi escolhida uma medida preventiva de prisão preventiva" pelo "perigo" que representa Anderson, referiu o tribunal.

No início de agosto, a Ucrânia lançou uma ofensiva surpresa na região russa de Kursk, que faz fronteira com o seu território. Esta operação, a maior ofensiva em território russo desde o final da Segunda Guerra Mundial, apanhou as forças de Moscovo de surpresa numa região fracamente defendida e foi um revés humilhante para o Kremlin.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy, prometeu na segunda-feira prestar todo o seu "apoio" a este cidadão, afirmando ter sido informado "nos últimos dias" da sua detenção.

Um vídeo divulgado na internet por grupos pró-Kremlin mostrou um combatente estrangeiro capturado com as mãos amarradas e a identificar-se como James Anderson. O detido explicou que se juntou às forças ucranianas depois de ter sido dispensado do exército britânico. Terá sido capturado na região de Kursk, na Rússia.

O vídeo não pôde ser verificado de forma independente, segundo a agência de notícias AFP.

Numa entrevista recente ao Daily Mail, o pai de James Anderson manifestou-se chocado ao ver o vídeo.

"Vi imediatamente que era o meu filho. Parece assustado e preocupado", afirmou Scott Anderson.

O pai de James Anderson disse que a família tentou, sem sucesso, dissuadir o filho de 22 anos de viajar para a Ucrânia.

"Ele achava que estava a fazer o que era certo", sublinhou Scott Anderson.

O Governo britânico alerta que os cidadãos que vão combater na Ucrânia poderão ser "processados" pelos tribunais no seu regresso ao Reino Unido.ANG/Lusa

 

Conflito Médio Oriente/ONU pede cessar-fogo permanente e imediato em toda as frentes

Bissau, 26 Nov 24(ANG) - A ONU reiterou hoje o apelo para um "cessar-fogo permanente e imediato" no Líbano, em Israel e em Gaza, numa altura em que poderá ser declarada uma trégua entre israelitas e o Hezbollah libanês.


Para a ONU, trata-se de "única forma de acabar com o sofrimento" das populações da região, afirmou Jeremy Laurence, porta-voz do alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O gabinete de segurança israelita deverá decidir hoje sobre um cessar-fogo após dois meses de guerra contra o Hezbollah no Líbano, enquanto os Estados Unidos admitiram que um acordo estava próximo, mas pediram cautela.

O porta-voz acrescentou que Volker Turk, o alto-comissário para os Direitos Humanos, estava "seriamente preocupado com a escalada" do conflito no Líbano.

Salientou que pelo menos 97 pessoas foram mortas em ataques aéreos israelitas entre 22 e 24 de novembro, incluindo oito crianças e 19 mulheres.

"São indicações da brutalidade desta guerra contra civis", disse Laurence, em Genebra, Suíça, citado pela agência francesa AFP.

O porta-voz de Turk disse que os ataques contra civis levantam "sérias preocupações sobre o respeito pelos princípios da proporcionalidade, distinção e necessidade".

A ação militar israelita no Líbano, que tem como alvo o movimento islâmico libanês apoiado pelo Irão, segue-se a quase um ano de bombardeamento do território israelita pelo Hezbollah.

Laurence criticou também o Hezbollah por continuar a disparar foguetes contra Israel, causando vítimas civis.

"A maioria destes ataques com foguetes são de natureza indiscriminada", provocando "a deslocação de muitos civis israelitas, o que é inaceitável", afirmou.

O conflito foi desencadeado por um ataque do grupo palestiniano Hamas em Israel em outubro de 2023, que levou a uma ofensiva israelita na Faixa de Gaza e, mais recentemente, no sul do Líbano para tentar neutralizar o Hezbollah.ANG/Lusa

 


Angola/
ONGs instam Portugal a “devolver” bens de Isabel dos Santos a Angola

Bissau,26 Nov 24(ANG) - Quatro organizações cívicas angolanas não estão satisfeitas com a resposta da justiça portuguesa em relação a uma carta, enviada em Agosto deste ano, a exigir esclarecimentos sobre o repatriamento dos bens de Isabel dos Santos. As Ong’s instam as autoridades portuguesas a “devolver” o património de Isabel dos Santos aos angolanos,

As autoridades portuguesas falam em segredo de justiça, mas, ainda assim, as Ong’s instam Portugal a “devolver” o património de Isabel dos Santos aos angolanos, exigindo ainda informação com transparência, sobre os activos recuperados, no âmbito do combate à corrupção. 

Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, 26, em Luanda, as associações Omunga, Mãos Livres, Pro Bono e Uyele apresentaram os resultados das cartas endereçadas à justiça angolana e portuguesa sobre o processo de recuperação e restituição dos activos da empresária Isabel dos Santos e de outros governantes ao governo de Angola.

O jurista Bartolomeu Milton, líder da Pro-Bono Angola, que falou em nome do grupo, disse que  o Governo português justificou que a questão da restituição dos bens da filha do antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, está condicionada a questões processuais e judiciais.

“Evoca-se aqui um manto de segredo justiça quando, de resto, ninguém sabe nada do que se está a passar. Aliás, a resposta vinda de Portugal que diz, no essencial, que sobre os bens de Isabel dos Santos,  só estes processos é que podem falar sobre o estado em que estão estes bens, mas depois evoca a questão da legitimidade. Portanto, são questões como estas que nós gostávamos que fossem tratadas de forma diferente e que do lado de Angola pudesse haver, com maior frequência e regularidade, informações pontuais sobre a tramitação dos processos em Portugal”

Na opinião do jurista da mesma forma como Portugal recebeu o dinheiro roubado por governantes angolanos, deve também agora ter a mesma disponibilidade para ajudar a repatriar os valores para a Angola.

 “Da mesma forma que Portugal teve acessibilidade e facilidade de permitir que angolanos levassem para lá recursos, deve ter a mesma disponibilidade para a ajudar às autoridades a repatriar este dinheiro. No lado de Angola exigimos a maior transparência na reposição deste dinheiro”, lembrou o presidente da Pro Bono Angola.

As OGNs pedem ao Governo português para restituir o património da empresária aos angolanos, exigindo de Angola maior transparência na reposição dos activos já recuperados, como faz saber Rafael Morais, líder da Associação Uyele.

“O consórcio insta à PGR (Procuradoria-Geral da República) de Angola a informar os angolanos e angolanas sobre o caso especifico da senhora Isabel dos Santos. As quatro organizações angolanas da sociedade civil instam a PGR de Portugal e o Governo português a tudo fazerem a fim de restituírem aos angolanos e angolanas o seu património indevidamente retirado da sua posse, a acção efectuada, maioritariamente, por concidadãos que enfrentam processos judicias em Angola e noutros países, onde abundam os activos indevidamente retirados de cá”, solicitou o activista Rafael Morais. 

O grupo das quatro organizações angolanas dizem ter consultado vários especialistas, dos dois países, em relação ao processo judicial contra Isabel dos Santos e que alegaram que o processo foi mal conduzido pelas autoridades judiciais de Angola e de Portugal.ANG/RFI

 

                              EUA/ Juíza encerra casos contra Trump

Bissau,26 Nov 24(ANG) - A juíza Tanya Chutkan validou esta segunda-feira, 25 de novembro, o fim do processo contra Donald Trump por tentativas ilegais de reverter os resultados das eleições de 2020. Horas antes, o procurador especial tinha recomendado o arquivamento destes processos. A decisão foi recebida pelo campo republicano como uma “grande vitória”.

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos entre 2017 e 2021, era acusado no Distrito de Columbia pelas tentativas de reverter os resultados das eleições presidenciais, que perdeu em 2020 para o democrata Joe Biden, e por ter alegadamente instigado o assalto ao Capitólio, ocorrido em 6 de Janeiro de 2021.

Ontem, o procurador Jack Smith pediu o arquivamento do caso do assalto ao capitólio, a cargo do tribunal federal do Distrito de Colômbia, sublinhando que Donald Trump ganhou as eleições e que a Constituição impede o Departamento de Justiça de avançar com acusações criminais contra um Presidente em exercício.

No caso dos documentos confidenciais da Florida, Jack Smith usou o mesmo argumento para abandonar o recurso da decisão da juíza federal Aileen Cannon, anulando o processo. Todavia, o procurador especial mantém, o apelo relativamente aos dois assistentes pessoais de Donald Trump na propriedade em Mar-a-Lago.

A juíza federal Tanya Chutkan seguiu as recomendações feitas pelo procurador especial, validando o fim da acusação por tentativas ilegais de anular o resultado das eleições de 2020. Ainda assim, no primeiro caso, em Washington, a juíza Tanya Chutkan validou o pedido de Jack Smith para cancelar o processo, sem, no entanto, impedir que seja reaberto no final do mandato de Donald Trump, de 78 anos.

A acusação enfrentou muitas dificuldades no avanço de ambos os casos desde que o Supremo Tribunal, com uma maioria conservadora, decidiu em julho que os antigos presidentes do país gozavam de uma ampla imunidade de acusação.

Desde a eleição de 5 de Novembro, Donald Trump, que deverá tomar posse a 20 de Janeiro, parecia estar seguro de escapar a estes dois procedimentos judiciais – a interferência eleitoral em 2020 e a retenção de documentos confidenciais após a saída da Casa Branca.

A equipa de campanha de Donald Trump saudou imediatamente uma “grande vitória do Estado de direito”, denunciando mais uma vez a “exploração política do sistema judicial”.ANG/RFI

 

Infraestruturas rodoviárias/Presidente de República preocupado com atrasos nas obras de autoestrada Bissau/Safim

Bissau 26 Nov 24 (ANG) – O Presidente da República Umaro Sissoco Embalo mostrou-se esta segunda-feira preocupado com os atrasos verificados nas obras de construção da autoestrada que liga Bissau à Safim.

Umaro Sissoco Embaló manifestou a sua preocupação depois de uma visita efetuada ao local para constatar o andamento dos trabalhos, tendo frisado que as obras deviam terminar em  dois anos, mas já fez quatro e precisava de entender a causa da demora.

“A Guiné-Bissau tem a participação de 30 por cento nesta obra e se lembrarem foi eu quem fez o lançamento da primeira pedra para o arranque da referida obra no meu primeiro ano de mandato em 2020 e eu gosto das infraestruturas uma vez que, com bons aeroportos e outros serviços podemos criar empregos para os jovens e captar os investidores estrangeiros, disse.

Embalo reconheceu que o processo das indeminizações aos proprietários das casas demolidas junto a berma da estrada também pode ter contribuído no atraso, uma vez que não se podia derrubar casas das pessoas sem os recompensar apesar da estrada ser um bem comum, garantindo contudo que as obras serão entregues ao Estado guineense no próximo mês de janeiro de 2025.

O Chefe de Estado afirmou que, na quarta-feira, irá a Gabú leste do país para lançar a primeira pedra de construção de 10 quilómetros de estradas na cidade de Gabú e 23 quilómetros na cidade de Bafatá.ANG/MSC/AC