terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Regiões/”Cerca de 27 mil crianças  foram vacinadas na região de Oio contra sarampo e rubéola”, diz Malam Fati

Bissorã, 17 Dez 24 (ANG) – O responsável de Saúde Comunitária da área sanitária de Bissorã, região de Oio, afirma que 26.098 crianças dos 20.158 previstos foram vacinadas durante a campanha gratuita de vacinação contra sarampo e rubéola realizada de  6 à 15 do Dezembro do ano em curso.

Malam Fati que falava em entrevista exclusiva à ANG, considerou por isso de positiva a campanha.

Fati disse que todas as tabancas da área colaboraram para a vacinação das suas crianças, graças a sensibilização levada a cabo por uma equipa  de ativistas da saúde.ANG/AD/ÂC//SG

CEDEAO/Conferência de Chefes de Estados e de Governo recomenda  políticos guineenses diálogo inclusivo sobre datas para  legislativas e presidenciais

Bissau, 17 Dez 24 (ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO) recomendou aos atores políticos e instituições guineenses para darem prioridade ao diálogo inclusivo que permita que se chegue  à um consenso sobre as datas para a realização de eleições legislativas e presidenciais.

A recomendação foi tornada pública através do comunicado final da 66ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo, realizada no domingo(15), em Abuja(Nigéria).

Segundo o comunicado, à que ANG teve acesso hoje, a Conferência justifica o  pedido com o adiamento “sine die” das eleições legislativas agendadas inicialmente para 24 de Novembro de 2024.

A este respeito, os Chefes de Estado e de Governo encarregou o Presidente da Comissão da CEDEAO de enviar uma missão politica, de alto nível, à Bissau, para apoiar os esforços dos atores políticos e das partes interessadas, no sentido de alcançar um consenso político sobre o calendário eleitoral, e ainda  acompanhar a Guiné-Bissau com  apoio técnico necessário para um ciclo eleitoral bem-sucedido e para a promoção da paz, da segurança e da estabilidade.

Sobre a Democracia e a Boa Governação, a Conferência orientou a Comissão a continuar a acompanhar e a oferecer o apoio necessário aos Estados-Membros que se preparam para as eleições em 2025, com vista a garantir resultados credíveis e pacíficos e a manutenção da estabilidade na região. 

Quanto a  Segurança Alimentar e Nutrição, a Cimeira congratulou-se com os resultados alcançados na implementação da Política Agrícola da Comunidade (ECOWAP) no âmbito da segurança alimentar e nutricional.  

Tendo em conta o papel crítico da agricultura no desenvolvimento socioeconómico dos Estados-membros da CEDEAO, a Conferência instrui a Comissão a assegurar a rápida implementação da Estratégia Regional para o Desenvolvimento da Pecuária e a Segurança dos Sistemas Pastoris, a Iniciativa Regional para a Autossuficiência do Arroz e o seu roteiro 2025-2035 e a proceder à transposição do Programa Integrado para o Desenvolvimento da Agricultura em África (PIDAA) e o seu Plano de Ação 2026-2035.

 

“A Conferência congratula-se com o reforço da cooperação com os parceiros técnicos e financeiros e insta os Estados-membros a trabalharem, em conjunto, com as instituições comunitárias para a realização destas iniciativas, em prol da segurança alimentar e da nutrição na região”, refee o comunicado final. 

Em relação aos obstáculos à livre circulação de mercadorias, os Chefes de Estado dizem registar com preocupação a contínua existência de numerosos obstáculos ilegais ao longo dos corredores rodoviários regionais, que impedem a livre circulação de pessoas e o crescimento do comércio intracomunitário, que representam ameaças significativas à implementação efetiva do protocolo sobre a livre circulação, do Regime de Liberalização do Comércio da CEDEAO e do potencial benefício dos Estados-membros do Acordo de Comércio Livre Continental Africano.  

Nesse âmbito,  a Conferência insta os Estados-membros, em colaboração com a Comissão, a sensibilizarem e  reforçar as estruturas institucionais pertinentes, com vista a melhorar a apropriação e a aplicação dos textos regionais relativos à livre circulação de mercadorias originárias. 

A Conferência instrui a Comissão para estabelecer um Observatório Regional para a Livre Circulação, Comércio e Transporte para monitorizar e notificar os obstáculos e desafios para que sejam tomadas decisões informadas.

A Conferência apelou aos funcionários de controlo fronteiriço e de segurança nos corredores comunitários para que adotem medidas de facilitação do comércio internacional e dos transportes e protejam o Protocolo sobre a Livre Circulação de Pessoas e Bens pelo qual a CEDEAO é reconhecida internacionalmente.

 Sobre a luta contra o terrorismo e outras ameaças à segurança, os Chefes de Estado e de Governo reafirmaram o seu compromisso para com a erradicação do terrorismo no espaço comunitário em 2025 e felicita os esforços contínuos dos Estados-membros no combate a esta ameaça.   

Segundo o comunicado, a Conferência encarregou a Comissão de dar prioridade à implementação do Plano de Ação 2020-2024, de acabar com terrorismo no próximo ano, em particular a ativação da força antiterrorista. A este respeito, a Conferência dá instruções ao Presidente da Comissão para acelerar a realização da reunião dos Ministros das Finanças e da Defesa, sem mais demoras, a fim de chegar a um acordo sobre as modalidades de financiamento da Força Antiterrorista.

A Conferência orientou ainda a Comissão a tomar  medidas necessárias para rever com urgência o Plano de Ação, com vista a reforçá-lo e a prolongar a sua duração, tendo em conta a evolução do contexto de segurança da região. 

Sobre a Moeda Única da CEDEAO, a Conferência felicita o Comité de Alto Nível sobre as Modalidades Práticas para o lançamento da ECO  e pelo consenso significativo alcançado na implementação das diretivas emitidas na sua 65ª Sessão Ordinária. 

A Cimeira adota os critérios propostos pelo Comité de Alto Nível para a seleção dos Estados-membros candidatos ao lançamento da ECO ou que aderirão à zona ECO numa fase posterior.

“A Cimeira encarrega a Comissão, em colaboração com a Agência Monetária da África Ocidental (AMAO), de assegurar que estes critérios sejam incorporados no Protocolo que estabelece o Acordo da União Monetária da CEDEAO”, lê-se no comunicado da organização. 

A Conferência  aprovou as propostas do Comité de Alto Nível sobre os custos, as fontes e as modalidades de financiamento da implementação das reformas e instituições necessárias para o lançamento da ECO.

Instaram os Bancos Centrais e os Estados-membros a tomarem as medidas necessárias para o pagamento das suas contribuições financeiras para a operacionalização destas instituições, logo que seja tomada a decisão sobre a data efetiva de lançamento da moeda única da CEDEAO. 

Os Chefes de Estado exortam o Comité de Alto Nível, em colaboração com a Comissão, a intensificar os seus esforços para garantir o cumprimento dos prazos fixados para a criação e operacionalização das instituições necessárias ao lançamento da ECO.   ANG/LPG/ÂC//SG

Saúde/Equipa médica Albazar Internacional cumpre 7ª missão no país e conta realizar  800 intervenções cirúrgicas à pacientes de cataratas

Bissau, 17 Dez 24 (ANG)- Equipa Médica Albazar Internacional que se encontra no país, desde  segunda-feira, prevê  cirurgias gratuitas em pelo menos 800 pacientes de cataratas.

A previsão foi revelada à imprensa pelo  médico e Chefe de Missão Albazar Internacional Fayaz Amed, à chegada ao aeroporto Internacional Osvaldo Vieira de Bissau, da equipa médica , que esta terça-feira inicia consultas à  pacientes com problemas de catarata.

O chefe da Missão Albazar Internacional contou que a equipa que lidera é composta de médicos nigerianos e paquistaneses, que após tratamento vão disponibilizar óculos aos necessitados.

Segundo o Médico da Agência Diretaid, Bobo Bá trata-se da sétima missão da Albazar Internacional  ao país para operar pacientes, em campanha de apoio ao povo guineense.

“Todos nós sabemos que a operação para os casos de cataratas custa mais de 200 mil francos CFA na Guiné-Bissau, e  muitas das vezes as pessoas acabam por ficar sem fazer a cirurgia devido falta de meios financeiros", sublinhou  Bá.

Na primeira semana, as consultas e operações  vão ser feitas no Hospital Nacional Simão Mendes e na Agência Diretaid, e na segunda semana,  na escola Atadamum.

ANG/AALS//SG


 


Desporto-futebol
/Sporting CGB bate FC Sonaco por 2-3 no fecho da 2ª jornada

Bissau, 17 Dez 24(ANG) - O FC Sonaco recebeu e perdeu na tarde de segunda-feira  contra Sporting CGB, por (2-3), no encerramento da segunda jornada do Campeonato Nacional da (Primeira 

Liga).

O jogo foi disputado no mítico Estádio “Lino Correia”, no coração de Bissau, reduto emprestado pelo (FC Sonaco), devido os trabalhos da vedação do campo “Conco Sané”, em Sonaco, que está na sua fase final.

A equipa leonina entrou melhor na partida, criando nos primeiros dez minutos várias tentativas do golo, já aos 13 minutos, Mamadu Sané (Mama), ex-jogador do FC Canchungo adiantou os visitantes no marcador numa jogada coletiva na zona esquerda, atirando de pé esquerdo para o fundo das malhas.

Oito minutos depois, de novo Mamadu Sané voltou a destacar-se com mais um tento rubricado. Desta vez beneficiou dum cruzamento vindo da zona direita como atacava a formação leonina no primeiro tempo de cabeça e dilatou a contagem.

Inconformados com o resultado, o conjunto lestenho vestiu-se do “fato macaco”, reduzindo a desvantagem para o (1-2), com golo apontado aos 28 minutos pelo seu atacante Caramo Sambú que levou a melhor sobre os dois defensores dos “leões” e, “cara-a-cara” com o guarda redes Muno Carlitos Sá, chutou para o funda das redes.

No reatar do encontro, as duas formações baixaram a linha, jogando no sistema de contra-ataque que nada lhes valeram.

Quando tudo apontava para o término o “mostro”, Mama Sané,  voltou a escrever o seu nome com a “letra do ouro” aos 90+5′.

Dois minutos decorridos, “Hipopótamos” de Sonaco, voltaram a reduzir desvantagem, valendo novamente o golo do Caramo Sambú, na conversão duma grande penalidade.

Aantes da final da partida, o defesa-central, Eduardo Sana Djana, que recentemente trocou o SB Benfica para o rival o Sporting CGB, recebeu o cartão vermelho direto por protestos. Mas antes, ou seja, no primeiro tempo, foi Jailson Damizio Mendes adjunto treinador do conjunto leonino, que havia sido expulso  por protestos.

Com este resultado, o FC Sonaco, soma  duas derrotas no campeonato (uma na primeira jornada frente aos Arados FC de Nhacra e a segunda agora com o Sporting CGB). Ao passo que os “leões” somam seis pontos na tabela, ao cabo de duas jornadas.

Eis os resultados completos da 2ª jornada do Campeonato Nacional da Primeira Liga: FC Cuntum/FC Pelundo 0-1, UDIB/AFC Nhacra 2-1, Flamengo de Pefine/Os Balantas de Mansoa 1-1, NTFC Bula/SB Benfica 0-2, CDR Gabu/Hafia FC Bafatá 2-0, TF São Domingos/FC Cumura 1-3, FC Sonaco/Sporting CGB 2-3.ANG/Fut 245

Marrocos-CAF Awards 2024/ Nigeriano Ademola Lookman eleito melhor jogador africano

Bissau, 17 Dez 24 (ANG)  – O nigeriano Ademola Lookman foi eleito o melhor jogador africano durante a cerimónia dos Prémios CAF 2024, organizada na noite de segunda-feira no Palais des Congrès, em Marraquexe.


Lookman venceu a Liga Europa com o Atalanta Bergamo e foi finalista do CAN-2023 com a Nigéria.

O marroquino do Paris Saint Germain, Achraf Hakimi, o marfinense Simon Adingra (Brighton), o guineense Serhou Guirassy (Borussia Dortmund) e o sul-africano Ronwen Williams, guarda-redes do Mamelodi Sundowns, também concorreram a este prestigiado prémio. ANG/FAAPA

    

 

Síria/ Curdos apelam ao fim dos combates e estendem a mão ao novo poder

Bissau, 17 Dez 24 (ANG) - Os curdos sírios, que controlam uma parte do norde
ste do país, apelaram esta segunda-feira ao fim dos combates em território sírio e estenderam a mão ao novo poder, dominado por islamitas, em Damasco.

Num comunicado, lido à imprensa, em Raqqa, pelo chefe do conselho executivo, Hussein Othman, a administração autónoma curda pediu "o fim das operações militares em todo o território sírio para iniciar um diálogo nacional".

A iniciativa surge mais de uma semana após uma coligação liderada pelo grupo radical islamita Hayat Tahrir al-Sham (HTS) ter assumido o poder em Damasco, a 08 de Dezembro, após uma ofensiva fulgurante lançada a partir do norte da Síria.

Simultaneamente, grupos armados pró-turcos lançaram uma ofensiva contra as forças lideradas pelos curdos no nordeste do país.

A Turquia, um dos principais intervenientes no conflito sírio e apoio das novas autoridades, foi um dos primeiros países a reabrir, no sábado 14 de Dezembro, a sua embaixada em Damasco.

Os curdos sírios são o principal componente das Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas pelos Estados Unidos, que foram a linha da frente no combate contra o grupo jihadista Estado Islâmico. A administração autónoma curda afirmou que "a política de exclusão e marginalização, que destruiu a Síria, deve terminar" e apelou, ainda, a "uma reunião urgente em Damasco com a participação das forças políticas nacionais para unificar os pontos de vista sobre o período de transição".

Em declarações à agência Lusa, o jovem futebolista sírio Ali Hasan, a residir em Portugal, está “muito feliz” pela queda do regime de Bashar al-Assad, mas aguarda por estabilidade.

Os meus pais ainda sentem um bocado de desconfiança, porque não sabemos quando é que o presidente [Bashar al-Assad] pode voltar, porque se ele voltar, as coisas vão piorar. 

Os meus pais estão muito contentes, estão sempre a ligar para os meus familiares. Os meus avós e as minhas tias estão ainda morando na Síria. 

Eu e a minha família tivemos que fugir. Sou de uma etnia de curdos. Os curdos normalmente não são muito bem-vindos em países à volta da Síria. A minha família teve que improvisar e tive que fugir. 

Ainda tivemos uma conversa no fim-de-semana e os meus pais disseram: Olha, temos que preparar as malas, vamos voltar para a Síria! Mas eles também adoram cá estar [em Portugal].

Espero que, no futuro, a Síria se recupere. Espero que a minha família consiga sobreviver a este caos todo. Quero muito visitar a minha terra, a minha cidade natal. Já não estou lá há mais de 10 anos. 

Ali Hasan, de 18 anos, chegou a Portugal em 2016, depois de três anos refugiado na Turquia e um na Grécia. As únicas memórias que tem da Síria são as dos seus familiares, curdos, etnia perseguida por Bashar al-Assad e também pelos regimes vizinhos da Turquia, Irão e Iraque.

Em Portugal, Ali Hasan e a família foram acolhidos em Guimarães. O actual atleta do União Desportiva de Polvoreira, dos distritais de Braga.ANG/RFI

CEDEAO/ "Ou se reforma ou cai na desgraça e desaparece", diz analista cabo-verdiano

Bissau, 17 Dez 24(ANG) - Os líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental reuniram-se,  domingo(15), em Abuja, na Nigéria, com as questões de segurança e a saída do Burkina Faso, Mali e Níger a marcarem a agenda da organização.


A CEDEAO deu um prazo de seis meses, até 29 de Julho de 2025, aos três países para reconsiderar a saída da organização e anunciou ainda a criação de um tribunal especial para julgar os crimes cometidos na Gâmbia sob o regime de Yaya Jammeh.

Em entrevista à RFI , Daniel Medina, analista político de Cabo Verde, reconhece que a CEDEAO vive um momento de crise grave, sublinhando que está mesmo em causa a sobrevivência da organização.

Quais são as principais conclusões desta cimeira da CEDEAO?

As grandes conclusões apontam para uma instabilidade - um momento de crise grave - que só com muita diplomacia será possível ultrapassar-se. Este é um momento perturbador, talvez dos momentos mais dramáticos desde a criação da CEDEAO. Ou haverá uma reformatação para acabar com as nuances e as leis, para que as ambições de todos sejam cumpridas, ou então [a organização] poderá cair na desgraça e desaparecer.

Este desmoronamento está ligado à saída do Mali, Burkina Faso e do Níger?

De certa forma, sim. Mas há outras nuances paralelas. Por exemplo, nós temos o caso da Guiné-Conacri, que continua a ser governada por um grupo militar. Os outros três - Burkina Faso, Mali e Níger - também estão a ser governados por grupos [militares]. Tivemos até há pouco tempo, as coisas neste momento melhoraram sensivelmente, instabilidade política no Senegal e a Guiné-Bissau continua a viver uma tensão que nós não sabemos caracterizar e não sabemos até quando vai persistir. 

Quer dizer que há nessa zona um elemento desestabilizador que tem a ver tanto com a perspectiva do passado, como com a não aceitação das directivas da CEDEAO. Além daquilo que todos nós já conhecemos, acrescenta-se a parte que tem gerado essa crise, que é a dos extremistas islâmicos que estão cada vez mais naquela zona da CEDEAO.

Têm sido muitas as críticas feitas à liderança da CEDEAO, nomeadamente da organização ter dois pesos e duas medidas….

Isso tem alguma relatividade, mas é verdade. De há uns tempos a esta parte, a liderança não é assim tão boa e as partes sentem-se no direito de não respeitar certas directivas. [A organização precisa] de novas perspectivas fundacionais.

Essas mudanças estruturais passariam por que tipo de reformas?

São desafios enormes e cada país deve dar o seu contributo, defendendo também que devem ser reforçadas as instituições dos diferentes países para que se tenha uma boa governança. Ou seja, respeito pela democracia e salvaguarda do Estado de Direito.

No caso da Guiné-Bissau, por exemplo, são conhecidos os atropelos à Constituição, as denúncias de violações dos direitos humanos, as perseguições políticas, mas a CEDEAO acaba por não tomar uma posição relativamente ao país….

Essa é uma boa pergunta. Tocar, neste momento, no caso da Guiné-Bissau, poderá espoletar uma outra possível saída. A Guiné-Bissau tem prenúncios de estar ligada a determinados factores económicos e também ao narcotráfico. Atacar, entre-aspas, a Guiné-Bissau, pode significar que ela não é bem-quista.

Ao mesmo tempo, mostra a fragilidade de uma organização que acaba por ficar refém deste tipo de situações…

Naturalmente que nós todos sabemos que a CEDEAO não está forte. Essa fraqueza é demonstrada nas cimeiras e quando não se fala do Senegal, da Guiné Conacri e só se fala desses três países - Burkina Faso, Mali e Níger, que dizem que não se voltam a sentar à mesa para negociações - apesar da mediação que possa ser feira pelo Presidente do Senegal -  as expectativas não são as melhores. Salvo se acontecer algum milagre.

Burkina Faso, Mali, Níger anunciaram a criação da "Aliança dos Estados do Sahel". O que se pode esperar em termos de luta contra o jihadismo, nesta região onde os jihadistas ganham terreno? A saída destes três países pode também ter consequências políticas?

Partimos do princípio de que quantos mais países tem uma organização, mais forte é a estrutura. Por isso, a saída destes países e a criação desta Aliança não os favorece, salvo se esta nova organização se posicionar como uma frente bélica para atacar o Jihadismo. Porém, três países não vão conseguir vencer essa luta que não diz respeito apenas à África Ocidental, mas sim ao continente africano no seu todo.  

Esta aliança dos Estados do Sahel pode vir a ser uma concorrente da CEDEAO?

Penso que não. Salvo se outros países que estão nessa situação - com tentativas de golpe de Estado, com uma democracia que não é democracia - quiserem fugir da alçada da CEDEAO e integrarem esta nova organização do Sahel. Mas é tudo uma incógnita em ambos os lados.

A CEDEAO é uma organização que é económica, a saída destes três países terá um impacto na questão da livre circulação de pessoas e bens?

Existem protocolos sobre todas essas matérias, o próprio tratado foi revisto em 1993 e prevê os mecanismos para desvinculação. Nenhum Estado é obrigado a ficar eternamente vinculado a um contrato, mas parece-nos que, apesar da posição reafirmada pelos Governos que perpetraram os golpes de Estado nesses países, haverá ainda espaço para o diálogo e para se encontrarem soluções que evitem a total implosão da CEDEO.  

A CEDEAO anunciou a criação de um tribunal especial para julgar os crimes cometidos na Gâmbia entre 1994 e 2017 sob o regime do ex-ditador Yaya Jammeh. Esta decisão chega a tempo?

Sim, chega a tempo e previne que hajam cenários desta natureza noutros Estados próximos. Nós não devemos esquecer o que se passou e devemos responsabilizar quem prevaricou. Neste caso, penso que esta decisão vem a tempo para haja respeito pelos direitos humanos e pela democracia.ANG/RFI

                          Mali/Inaugurada maior mina de lítio de África

Bissau, 17 Dez 24 (ANG) -  O Mali inaugurou domingo a maior mina de lítio de África, marcando a sua entrada no mercado deste metal essencial para baterias de veículos elétricos.

Com um custo total de investimento de aproximadamente 318 milhões de dólares americanos, a mina operada pela Lithium du Mali SA, com uma empresa chinesa como principal acionista, irá gerar aproximadamente 250 mil milhões de francos CFA em volume de negócios para os negócios detidos por malianos.

Localizada na região de Bougouni, a 150 km de Bamako, a unidade prevê uma produção anual de 500 mil toneladas de concentrado de espodumênio, uma fonte primária de lítio. Esta capacidade posiciona o Mali como um importante interveniente na produção de lítio, respondendo ao constante aumento da procura global, particularmente devido ao aumento de tecnologias verdes e de veículos eléctricos.

“A mina irá gerar cerca de 250 mil milhões de francos CFA em volume de negócios para empresas pertencentes a malianos. Este último obterá pelo menos 51% dos contratos de subcontratação”, indicou o Ministro das Minas, Professor Amadou Kéïta, citado pela comunicação social local.

De acordo com o novo código mineiro do país adoptado em Agosto de 2023, o estado do Mali tem direito a uma participação gratuita de 30% no projecto.ANG/FAAPA

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Regiões/ “Noventa e cinco  por cento das crianças da região de Bafatá foram vacinadas contra sarampo e rubéola”, diz delegado regional da Saúde

Bafatá, 16  Dez 24 (ANG) – O delegado regional de Saúde da região de Bafatá, fez um balanço positivo da campanha de vacinação de crianças contra sarampo e rubéola, que diz atinge  cerca de 95 por cento das crianças, em todas as localidades daquela região leste do país.

Em declarações ao Correspondente regional da ANG, Armindo Comando Sanhá disse que foram vacinadas  cerca de 49.733 crianças de 6 meses à 59 meses e 134.591 crianças com 9 meses a 14 anos, correspondente à cinco por cento de crianças imunizadas, com vitamina A e Albendazol, durante a campanha que decorreu de 06 à 15 deste mês, em todo o país.

O delegado enalteceu a colaboração da população, sobretudo dos pais e mães que levaram os seus filhos/as para serem imunizados.

Disse que esta colaboração  contribuiu muito para o sucesso da campanha na região.

Armindo Comando Sanhá disse que registou afluência da população nos postos instalados e nos centros de saúde para que os seus filhos possam ser vacinadas.

Questionado sobre os problemas encontros no terreno, Armindo Comando Sanhá disse que não houve grandes constrangimentos em termos de adesão da população, sobretudo, da comunidade estrangeira, que nas campanhas anteriores recusaram participar.ANG/WP/LPG/ÂC//SG

 

Níger/Trinta e nove aldeões mortos em duplo ataque perto de Burquina Faso

Bissau, 16 Dez 24 (ANG) – Trinta e nove aldeões foram mortos esta semana num duplo ataque a duas localidades no oeste do Níger, perto da fronteira com Burkina Faso, anunciou sábado à noite o exército nigeriano.


“Duas tragédias atrozes ocorreram nas localidades de Libiri e Kokorou: criminosos encurralados pelas operações incessantes das forças de defesa e segurança atacaram covardemente populações civis indefesas”, indica o boletim de operações militares publicado no site do Ministério da Defesa do Níger.

“O número de vítimas humanas é pesado e mostra 39 pessoas assassinadas, incluindo 18 em Kokorou e 21 em Libiri”, acrescenta o exército, que deplora “muitas mulheres e crianças” entre as vítimas “destes atos bárbaros”.

A data do ataque não é especificada, mas o boletim de operações menciona o período de 12 a 14 de dezembro.

As autoridades locais reafirmaram o seu compromisso de implementar todas as medidas necessárias para localizar e neutralizar os autores destes crimes e anunciaram medidas tomadas para reforçar a segurança nestas localidades.ANG/FAAPA


Nigéria/Burkina Faso, Mali e Níger têm seis meses para reconsiderar saída da CEDEAO

Bissau, 16 Dez 24 (ANG) - A CEDEAO deixou um prazo de seis meses (até 29 de Julho de 2025) ao Burkina Faso, Mali e Níger para estes reconsiderarem a saída da organização.


No domingo, a cimeira dos chefes de Estado e de governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que decorreu em Abuja, tomou nota da saída destes três países que vai ser efectivada a partir de 29 de Janeiro de 2025.

Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reuniram-se em cimeira em Abuja, na Nigéria. A organização tomou nota, um ano depois, da saída do Mali, Burkina Faso e Níger e vai efectivar essa decisão a de 29 de Janeiro de 2025. Segue-se, depois, um período de transição, no qual os três países, governados por juntas militares golpistas, podem voltar atrás.

O Mali, o Burkina Faso e o Níger adoptaram, em Julho, o tratado que formaliza a Aliança dos Estados do Sahel (AES), uma coligação que anunciaram em 2023, antes da sua saída da CEDEAO. Esta aliança contém um pacto de defesa mútua para lutar contra os grupos fundamentalistas islâmicos presentes na região, na sequência do seu afastamento dos países ocidentais, que lhes prestavam assistência militar contra o terrorismo, e dos seus vizinhos do bloco da África Ocidental, que ameaçaram intervir militarmente na sequência do golpe de Estado no Níger em 2023.

Belarmino Silva, embaixador cabo-verdiano junto da CEDEAO, explicou à RFI como vai funcionar o “período de transição” no qual a CEDEAO vai ficar “de portas abertas”.

RFI: O que vai acontecer nos próximos meses no que toca ao Mali, Burkina Faso e Níger?

Belarmino Silva, embaixador cabo-verdiano junto da CEDEAO: “Esses três países é que pediram para sair da CEDEAO. O Burkina Faso, o Mali e o Níger já tinham enviado à CEDEAO o pedido para saírem, só que o Tratado diz que tem que ser um ano depois da notificação formal. O que a CEDEAO fez agora é precisamente tomar nota tanto dessa decisão desses países que é unilateral, e dizer que isso efectivamente será contado a partir do dia 29 de Janeiro. Depois de 29 de Janeiro ficam fora da CEDEAO, mas a CEDEAO vai ficar com as portas abertas no período de transição de seis meses. Há questões económicas, questões de pessoal que trabalha na CEDEAO...”

Há comissários, nomeadamente, que têm nacionalidade do Níger, do Burkina Faso e do Mali…

“Exactamente. Não só comissários, mas também funcionários da CEDEAO. Por isso, durante seis meses, se esses países quiserem outra vez voltar à CEDEAO, vai-se interromper tudo e negociar a entrada novamente. Mas a partir de dia 29 [de Janeiro] torna-se efectiva a saída deles da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.”

A CEDEAO teme pela sua sobrevivência com a saída destes três países que começa a efectivar-se em 2025?

“Não, essa questão não se põe, até porque a Nigéria acabou de pagar agora à CEDEAO quase 100 milhões de dólares de taxa comunitária atrasada. Portanto, essa questão não se põe. O maior problema que preocupa a CEDEAO são as pessoas, ou seja, a mobilidade, o comércio, a integração, mas as questões financeiras não se põem porque a CEDEAO tem formas de financiar as suas actividades sem nenhum problema.”

O que vai acontecer, por exemplo, para um cidadão cabo-verdiano que se queira deslocar ao Níger, au Mali ou ao Burkina Faso, já que a livre circulação é a política da CEDEAO? Como é que será agora com a saída efectiva desses países?

“Esses países já decidiram, um dia antes da cimeira, que todos os cidadãos da CEDEAO podem entrar, circular e residir livremente nesses países. Portanto, o problema não se põe nesse sentido. Põe-se o problema no sentido contrário porque a CEDEAO ainda não esclareceu como é que vai ser a questão da mobilidade desses países para a CEDEAO.  Agora da CEDEAO para esses países, eles já decidiram que têm a fronteira completamente aberta, incluindo a questão da residência.”ANG/RFI

 

África do Sul/”Alta taxa de criminalidade se deve à pobreza e desigualdade”, diz jacob Zuma

Bissau, 16 Dez 24 (ANG) -  A violência e as altas taxas de criminalidade na África do Sul devem-se à pobreza e às grandes desigualdades no país, disse domingo em Durban o antigo Presidente do Sul -africano, Jacob Zuma.

O antigo chefe de Estado e ex-presidente d
o Congresso Nacional Africano (que governa o ANC) discursava durante a celebração do primeiro aniversário do seu novo partido “uMkhonto weSizwe” (MK), criado em Dezembro de 2023.

“O elevado número de assassinatos, sequestros para resgate, assassinatos e roubos são o resultado de décadas de pobreza, injustiça económica negra e segregação social”, disse Zuma, dirigindo-se aos apoiantes do partido no Estádio Moses Mabhida, em Durban.

Neste sentido, garantiu que o seu partido está empenhado em devolver a liberdade económica ao povo, defendendo que “a criminalidade se deve ao facto de nós, negros, estarmos sujeitos à pobreza”.

O antigo Presidente contestou mais uma vez os resultados das eleições gerais de 29 de maio, argumentando que o seu partido MK tinha sido privado de vários votos.

“A instituição responsável pela contagem dos votos deve responder pelos seus atos, porque é a instituição responsável por um esquema que visa roubar nossos votos. Isso será revelado em tribunal”, disse ele.

Jacob Zuma foi oficialmente expulso em Novembro passado do Congresso Nacional Africano, o partido no poder na África do Sul desde o fim do apartheid em 1994. Esta decisão surge na sequência da decisão do Comité Nacional de Apelo Disciplinar do partido que confirmou a antiga expulsão do antigo Presidente por criar e liderando o novo partido uMkhonto weSizwe (MK).

Numa conferência de imprensa, Zuma atacou o partido no poder e o seu presidente, Cyril Ramaphosa, acusando-o de estar nas mãos do “capitalismo branco” e dizendo que não reconhecia a sua família política. Ele já havia anunciado que não faria campanha para o ANC, nem votaria no partido nas eleições gerais que aconteceram em 29 de maio.

Na sequência dos desenvolvimentos políticos no país Arco-Íris, o antigo chefe de estado criou o seu próprio partido em Dezembro de 2023, denominado “uMkhonto we Sizwe (MK), em homenagem ao ramo armado do ANC durante a era do apartheid.

O partido MK tornou-se a terceira maior força política da África do Sul após as recentes eleições gerais. Está à frente do ANC e da Aliança Democrática (DA), ambos membros do governo de unidade nacional formado após as eleições. ANG/FAAPA


             África do Sul
/Pelos menos 14 mortos em acidente de viação

Bissau, 16 Dez 24 (ANG) -  Pelo menos 14 pessoas morreram num acidente de viação na segunda-feira nos subúrbios da cidade de Graaff-Reinet (900 km de Pretória), na África do Sul, revelou a polícia.

“A tragédia ocorreu durante uma colisão frontal entre um micro-ônibus e um carro nos arredores de Graaff-Reinet, na província do Cabo Oriental”, disse o porta-voz do Ministério dos Transportes, Unathi Binqose.

Ele disse que seis ocupantes do carro, provavelmente familiares, morreram no local, bem como sete pessoas a bordo do microônibus-táxi, enquanto a 14ª vítima sucumbiu posteriormente aos ferimentos no hospital.

Os serviços de emergência estão atualmente no local, tentando libertar as pessoas que ainda estão presas nos destroços, acrescentou Binqose.

Na semana passada, a Ministra dos Transportes, Barbara Creecy, disse que mais de 10.000 pessoas perderam a vida nas estradas da África do Sul só nos primeiros onze meses de 2024.

“Até agora, 10.154 pessoas morreram nas estradas do país este ano”, disse Creecy no lançamento da campanha de segurança rodoviária durante o período festivo para reduzir acidentes e mortes.

Ela sublinhou que o elevado número de acidentes rodoviários e as suas consequências têm um impacto considerável na sociedade sul-africana, defendendo que esse impacto "é medido em termos de vidas humanas perdidas, dor, tristeza e sofrimento e representa um custo significativo para a economia nacional".

As estradas sul-africanas estão entre as mais mortíferas de África. Segundo dados oficiais, cerca de 14 mil pessoas morrem todos os anos nas estradas do país.

Estes acidentes custaram à economia sul-africana mais de 164 mil milhões de rands (cerca de 11 mil milhões de dólares). ANG/FAAPA


França/ Autoridades mobilizam-se depois da passagem de Chido em Mayotte

Bissau, 16 Dez 24 (ANG) – quarenta e oito horas  depois de o ciclone tropical Chido ter atingido o arquipélago de Mayotte, chegou o momento da reconstrução e do balanço.

As autoridades francesas têm agora de actuar o mais rapidamente possível para resgatar os sobreviventes dos escombros das milhares de casas que foram destruídas.

Enquanto o ministro do Interior demissionário, Bruno Retailleau, e o ministro do Ultramar, François-Noël Buffet chegaram a Mayotte, as autoridades do distrito mais pobre de França mobilizam-se com toda a urgência para tentar salvar o maior número possível de sobreviventes, segundo o presidente da Câmara de Mamoutzou, a capital do arquipélago, Ambdilwahedou Soumaila.

“Naturalmente, esperamos encontrar pessoas, mesmo que estejam soterradas, mas que possam ainda estar vivas. É nisso que estamos a trabalhar, em todo o caso.

Em declarações ao canal de televisão francês BFMTV, o chefe da polícia de Mayotte disse que “o número de mortos será difícil de estabelecer devido à tradição muçulmana, que é muito forte em Mayotte, para que os corpos sejam enterrados nas 24 horas seguintes à morte”.

Perante a dimensão  dos estragos, Ambdilwahedou Soumaila está a fazer tudo o que está ao seu alcance para levar ajuda às vítimas, que se deparam com a falta de alimentos e ainda não têm acesso à água canalizada. A electricidade está a regressar gradualmente nesse território  francês.  

“Estamos realmente numa zona de guerra. Temos bairros  que foram completamente arrasados, por isso não há tempo para sentirmos pena de nós próprios. Pelo menos não para os responsáveis. Estamos a tentar mobilizar-nos para prestar assistência e ajuda a todas as pessoas que foram afectadas. Porque muitos, muitos, muitos dos nossos concidadãos estão hoje afectados, não têm teto, não têm água, não têm comida”.

O hospital de Mamoutzou sofreu graves danos e muitos dos centros médicos do arquipélago já não estão a funcionar. O Governo francês tenciona instalar um hospital de campanha.Foi criada uma ponte aérea entre a ilha da Reunião, também no Oceano Índico, e o arquipélago de Mayotte, para permitir o transporte de abastecimentos e de 800 elementos das forças de segurança civil.

O Presidente francês Emmanuel Macron vai realizar uma reunião de crise ainda hoje, uma vez que as autoridades temem centenas, se não milhares, de mortes. ANG/RFI

CEDEAO/Presidente da  Nigéria diz que a integração pode ajudar a ultrapassar os desafios da região

Bissau, 16 Dez 24 (ANG) – O Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), e da República Federativa da Nigéria disse que a integração pode ajudar à ultrapassar os desafios da região e traçar um caminho para garantir uma prosperidade partilhada.  

Bola Ahmed Tinubu falava , domingo, na 66ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e Governo da CEDEAO realizada em Abuja, Nigéria, e diz que  a sua liderança conta com apoio  para atingir objetivos da organização.

"A força da região da África Ocidental reside na nossa união, tal como disse Goam um dos pais fundadores da CEDEAO, na altura de assinatura do tratado de Lagos que criou a organização em 1975”, disse.

A 66ª Cimeira dos chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), tem na agenda o debate de  medidas de combate à malária e para o reforço da organização interna.

Relativamente ao combate da malária, um
relatório de 2023 da Comissão da CEDEAO identifica a África Ocidental, em especial a Guiné-Conacri e o Burkina Faso, como pontos críticos para a venda de medicamentos falsificados.

De acordo com esse relatório, importadores não autorizados destes dois países têm recorridos a laboratórios legais e ilegais, na Índia para se disporem de  medicamentos com ingredientes ativos reduzidos, para baixar os custos.

Ainda no que diz respeito ao estado atual no combate à malária na África Ocidental, a cimeira vai ter em conta os últimos números que apresentam, designadamente, a Nigéria como o país africano que em 2023 registou mais casos da doença (68.136.000) no continente africano.

Os dados foram divulgados na passada quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontou Cabo Verde como um caso de sucesso no combate à malária na África Ocidental, razão pela qual foi certificado como país livre da doença.

Quarta-feira, na preparação dos trabalhos desta 66.ª cimeira ordinária da CEDEAO, em Abuja, onde a organização tem a sede, o presidente da comissão, Omar Alieu Touray, salientou que a entidade “continua empenhada em fazer avançar a agenda de integração e desenvolvimento da África Ocidental”.

A unidade interna da CEDEAO foi abalada com o anúncio de saída da organização pelo Mali, Burkina Faso e Níger.

Os três países, governados por juntas militares golpistas, adotaram, em julho, o tratado que formaliza a Aliança dos Estados do Sahel (AES), uma coligação que anunciaram em 2023, antes da sua saída da CEDEAO.

Esta aliança contém um pacto de defesa mútua para lutar contra os grupos fundamentalistas islâmicos presentes na região, na sequência do seu afastamento dos países ocidentais, que lhes prestavam assistência militar contra o terrorismo, e dos seus vizinhos do bloco da África Ocidental, que ameaçaram intervir militarmente na sequência do golpe de Estado no Níger em 2023.ANG/Lusa