quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Ensino público



SINDEPROF ameaça boicotar o início do próximo ano escolar 2017/18

Bissau, 31 Ago 17 (ANG) – O Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF), ameaçou hoje boicotar o arranque de próximo ano lectivo 2017/18, caso o governo não cumprir, na íntegra, os restantes cinco pontos elencados no caderno reivindicativo entregue pelos dois sindicatos, em Junho passado.

Em entrevista exclusiva à Agência de Noticias da Guiné (ANG), o Vice-Presidente da organização, Eusébio Có destacou que no último memorando do entendimento assinado em Junho deste ano entre as partes, constavam seis pontos, mas apenas um deles foi cumprido pelo executivo – o  pagamento de um mês corrente e atrasado de salários aos docentes novos ingressos e contratados de 2017.

De acordo com aquele responsável, faltam ainda a aplicação do estatuto da cadeira docente, o pagamento dos meses em retroactivo, assim como dos salário aos professores contratados de 2012/13, entre outros.   

 “Se tudo continuar assim, e claro que não teremos condições de contribuir para o início de próximo ano lectivo”, disse vice-presidente de SINAPROF.

Eusébio Có acrescentou que não pode negar que o governo através do Ministério de Educação está a evidenciar os seus esforços para resolver alguns problemas que afectam os dois sindicatos.

“Porque, quanto ao problema de retrotivo, pediu-nos para fazer um trabalho com os professores que se deparam com esse problema, mas os trabalhos já foram feitos e os documentos já foram encaminhados para o ministério das finanças”, referiu.

Quanto aos professores de novo ingresso de 2012/13,  realçou que as suas dívidas já estão apuradas e validadas. 

Eusébio Có  apela aos professores que ainda não entregaram as suas guias como justificativo, para diligenciarem, o mais rápido possível, a sua  entrega, porque até terça-feira da próxima semana, os documentos serão conduzidos para o ministério das finanças. 

ANG/LLA/JAM/SG     
        

  

Congresso do SINAMAR



Trabalhos iniciam sem presença de entidades oficiais

Bissau, 31 de Ago (ANG) – O quarto Congresso do Sindicato Nacional dos Marinheiros da Guiné-Bissau (SINAMAR), sob o lema “Ajudar a Nós Mesmos”, foi aberto quarta-feira, em Bissau, sem a apresença de representantes do Ministério das pescas e da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG).

Os trabalhos contam com cerca de 300 delegados nos quais o presidente cessante, João Cá, deverá ser reconduzido para mais um mandato de quatro anos, uma vez que só um candidato(Cá) concorre à presidência da organização criada em Janeiro de 1995.

Na sessão de abertura, o representante da Associação Nacional das Empresas de Pesca Industrial (ANEP), Justiniano Gomes agradeceu a comissão organizadora do congresso dos marinheiros, tendo considerado o dia de muito importante para o SINAMAR.

“A eleição é um acto cívico que legitima uma pessoa a frente de uma organização durante um certo período de tempo. Os marinheiros têm grande importância na actividade pesqueira do nosso país”, disse Justiniano Gomes.

Para ele, não se pode falar em pesca industrial de peixe sem mencionar os marinheiros e disse esperar que todo o colectivo dos homens do mar presentes no encontro magno se lembrem que este exercício é um percurso, por isso devem continuar a luta para o bem-estar da classe.

O Presidente cessante qualificou o evento de importante para os associados porque  estão a construir alicerces para a geração vindoura, tendo os apelado o pagamento das quotas.
João Cá prometeu trabalhar para a promoção do emprego, melhoria das condições laborais, salariais, formação profissional, cumprimento de contratos vigentes e outros direitos ligados aos marinheiros e a criação de seguro dos riscos de doenças e acidentes no trabalho.

 ANG/MSC/JAM/SG

Recursos Naturais



Guiné-Bissau aprova aumento da participação de petrolífera australiana em dois blocos
    
Bissau, 31 Ago 17(ANG) - A petrolífera australiana Far Limitada anunciou que o Governo da Guiné-Bissau aprovou o aumento da sua participação nas licenças de exploração dos blocos Sinapa e Esperança e prorrogou a licença até novembro de 2020.
Foto Ilustrativo
"Estamos muito satisfeitos por ter obtido a aprovação do Governo que ratifica o aumento do nosso capital e a revisão do nosso contrato nos blocos Sinapa e no Esperança. Esta luz verde dá-nos uma base sólida para proceder ao programa de trabalho de exploração em águas profundas e ao investimento. Estamos ansiosos para começar a trabalhar com a Svenska e a Petroguin para fazermos a nossa primeira perfuração ao largo da Guiné-Bissau", afirmou a presidente da Far, Cath Norman, em comunicado, a que a Lusa teve hoje acesso.

No âmbito do novo acordo, a participação da Far aumenta de 15 para 21,42 por cento e a Petroguin deixa de ter participação até uma descoberta comercial.

Caso seja obtido petróleo comercializável, a Petroguin terá 10 por cento dos lucros, a Far 19,29 por cento e a Svenska Petroleum 70,71 por cento.

O acordo prevê também que até 2020, a Far e a Svenska são obrigadas a perfurar pelo menos um poço em cada licença.

Segundo a Far, o potencial de exploração petrolífera ‘offshore' na Guiné-Bissau é reconhecido há muito tempo devido ao sistema de hidrocarbonetos, potenciais bons reservatórios e à sua ampla plataforma de águas pouco profundas.

O Governo da Guiné-Bissau aprovou em abril de 2015 uma extensão de dois anos para o fim da atual exploração, que foi agora prorrogada por mais três anos.

 ANG/Lusa


Parque M´Batonha



CMB propõe  gestão partilhada com munícipes e organizações da Sociedade Civil

Bissau, 31 Ago 17 (ANG) – A Câmara Municipal de Bissau (CMB) propôs terça-feira a gestão partilhada do Parque Europa da Lagoa de M´Batonha, situada em Bissau, com munícipes e organizações da Sociedade Civil.

A proposta foi revelada pela Directora da Acção Social da edilidade, Minhone Mancanha Seide, que falava aos jornalistas na apresentação  do modelo de gestão do parque de diversão.

Anunciou que as obras financiadas pela União Europeia e o Instituto Camões e realizadas pela MONTE-ACE ONGD, em parceria com a CMB terminam no fim do mês em curso.
 Mancanha Seide explicou que o modelo de gestão foi pensado como forma de acção proactiva, adivinhando dificuldades futuras e traçando, desde já, um plano de acção para garantir a sustentabilidade da infra-estrutura.

Disse que a CMB tem ideia de proporcionar um espaço de lazer no centro da capital Bissau, promovendo um estilo de vida saudável através de ofertas  de mobiliário urbano e de equipamentos para todas as faixas etárias.

Aquela responsável disse ainda que o parque possui equipamentos infantis de diversão, ginásio para idosos e jovens, e que tem uma mesa de jogos e cadeiras com encostos para descanso, casa de banho, duas ilhas para fauna, e bebedouros.

Minhone Seide informou que as organizações da sociedade civil, em parceria com a CMB, serão responsáveis pela gestão, manutenção e melhoria continua do parque.
“M´Batonha é de todos e para todos, pessoas e animais”, disse.

ANG/JD/JAM/SG