sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Politica



“Jomav é um Presidente inexistente e ausente nos Fóruns importantes”, acusa Paulo Gomes

Bissau,29 Dez 17 (ANG) - O economista guineense, Paulo Gomes afirmou recentemente que José Mário Vaz é um Presidente da República “inexistente” e “ausente” dos grandes fóruns internacionais importantes, nos quais podia jogar um papel de influência na mobilização de recursos e parcerias junto dos seus homólogos. 

Em entrevista concedida ao jornal O Democrata, Paulo Gomes acrescentou ainda que o Chefe de Estado guineense, mesmo participando, "não propõe ideias concretas na discussão ou análises de grandes assuntos sobre o país e muito menos questões relacionadas com a vida política, social e económica do continente".

Para o ex-alto funcionário do Banco Mundial e ex-candidato independente classificado na terceira posição nas eleições presidenciais de 2014, JOMAV não está à altura de dirigir o país.

No entanto, manifestou o seu desejo de ver o actual chefe de Estado a ser o primeiro, desde a independencia, a terminar o seu mandato. “Esse é o meu maior desejo que tenho para ele”.

Mas a verdade, segundo Paulo Gomes, JOMAV não está preparado para exercer um segundo mandato, porque não conseguiu agregar, cristalizar aspectos estratégicos, unir os guineenses e cicatrizar este país, depois de tudo aquilo que viveu e as comunidades viveram. 

“Temos que criar uma identidade nacional, porque os factores étnicos existem ainda. Não queria falar disso, mas eles existem”, notou o político.

Comentando a actual situação política que o país vive há mais de dois anos sem uma solução a vista, Paulo Gomes respondeu que a crise não lhe surpreendeu. 

“Há mais de dois anos já vos tinha dito, quando tive conversas com os media nacionais, que estava preocupado com a intenção do Presidente em derrubar o governo”. 

Acto seguinte, prosseguiu, teria visitado o Presidente tendo-lhe dito para nao derrubar o governo naquela altura, pois a Guine-Bissau precisava de um período de ‘estado de graça’ para ele poder dirigir e tirar o país da situação em que estava, depois de um período de transição e reduzir as vulnerabilidades que temos a nível de recursos humanos e mesmo financeiros, mas não foi ouvido.

Paulo Gomes disse ainda que para alem de não ter escutado a sua sugestao, José Mário Vaz desencadeou o cenário que ele queria, porque certamente pensava que podia controlar tudo e ganhar. 

“Neste momento, ele é o único que pode resolver esse problema, porque foi ele que o desencadeou, e tem a responsabilidade de resolvê-lo”, avisou.

Perguntado sobre o que acha do Roteiro apresentando pelo José Mário Vaz para a saída da crise, Gomes frisou que, não sabe por que ele apresentou o roteiro, depois do outro documento preparado no momento das discussões em Conacri, nas quais houve um consenso em torno dele.

Revelou que em Abuja, o chefe de Estado foi solicitado que colocasse acima dos interesses partidários, porque é muito frequente em partidos políticos haver tensões e crises, por isso o Presidente deve ficar fora dessas guerras e turbulências.

“ E nós todos, ou seja, a maior parte da população acreditou nele quando disse que não entraria nas questões políticas e que ia deixar o Primeiro-ministro fazer o seu trabalho”, lamentou Paulo Gomes
 
ANG/O Democrata

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Campeonato Nacional de Futebol



Derrota expressiva do Sporting de Bissau frente a FC Pelundo marca 3ª Jornada

Bissau, 28 Dez 17 (ANG) – O FC Pelundo derrotou no último fim-de-semana a formação de Sporting Clube da Guiné-Bissau por 4-1, numa partida a contar para a terceira jornada do campeonato nacional da primeira liga guineense.

As restantes partidas, ditaram os seguintes resultados, Canchungo/Os Balantas de Mansoa 3/1, Lagartos de Bambadinca perdeu em casa por 3/1, frente a formação de Pefine, Portos de Bissau, empatou 1/1, em casa de FC Farim.

No entanto, o Sport Bissau e Benfica recebeu e derrotou em casa por 2/0, o FC de Cuntum, na outra partida, o Nuno Tristão de Bula perdeu em casa da União Desportiva de Bissau (UDIB) por 4/3.  

O último encontro da mesma jornada, ficou marcada com a ausência da equipa de Sonaco, que tinha como adversário, o Sporting Clube de Bafatá.  

Segue em baixo a tabela dos resultados
FC pelundo x Sporting de Bissau – 4/1
Cachungo x Balantas de Mansoa – 3/1
Lagartos de Bambadinca x Pefine – 1/3
Portos de Bissau x FC Farim – 1/1
Benfica de Bissau x FC de Cuntum – 2/0
Bula x UDIB – 3/4
ANG/LLA/ÂC/JAM

Justiça



PGR acusa Supremo Tribunal de prejudicar processo de investigação de mortes de Nino Vieira e Tagme na Wae

Bissau,28 Dez 17 (ANG) - O Procurador-geral da República anunciou esta quarta-feira, 27 de dezembro 2017, que a investigação dos casos de assassinatos de João Bernardo Vieira e Tagme Na Wai ficou prejudicado com a decisão do Tribunal Constitucional (Supremo Tribunal de Justiça) que determinou seis meses como prazo para a investigação desses casos.
 
Bacari Biai que falava numa entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi, disse igualmente que a Guiné-Bissau é o primeiro país no mundo a fixar prazo para investigação criminal.

“Sabemos que há processos complexos e pela complexidade dos mesmos nunca foi fixada um prazo peremptório para uma investigação criminal; é pela primeira vez na história do mundo e foi a Guiné-Bissau a fixar um prazo”, explicou.

Biai disse que podem consultar jurisprudência do Tribunal Constitucional Português não vão encontrar nenhum acórdão que fala do prazo peremptório mas sim do prazo ordenador. 

A investigação dos processos de assassinatos de João Bernardo Vieira e Tagme Na Wai ficou prejudicado com o acórdão de Tribunal Constitucional (Supremo Tribunal de Justiça) que considera que prazos previstos no artigo 200 são prazos peremptórios. Sendo peremptórios, passados seis meses o Ministério Público não pode investigar esses casos”, justifica o Procurador.

Por outro lado, o procurador anunciou que o Ministério Público vai entrar com um requerimento de nulidade da decisão do Suprimo Tribunal de Justiça sobre o caso de João Bernardo Vieira.

“Houve uso ilegítimo por parte dos juízes do Tribunal Constitucional porque existe excesso de pedido e o Ministério Público vai entrar com um requerimento de nulidade daquela decisão por ter excedido no seu pronunciamento”, avisa.

Entretanto, negou as acusações em como os elementos do PRS não estão a ser investigados por serem supostamente do partido que controla o Ministério Público.

“Não sei se o PRS está a controlar o Ministério Publico porque os magistrados pela natureza das suas funções são apartidários. Mas se há indícios sobre os elementos de PRS, serão investigados porque não estão acima da lei, mas se não houver, não serão investigados”, diz.

No entanto, reconheceu que a instituição que dirige é “parente” mais pobre do poder judicial.
ANG/O Democrata

Crise Política



         Líderes religiosos tentam mediar crise política na Guiné-Bissau

Bissau, 28 Dez 17 (ANG) - Os líderes das várias confissões religiosas na Guiné-Bissau iniciaram quarta-feira, uma série de contactos com diferentes entidades políticas do país para tentar mediar o impasse político, disse à Lusa fonte da igreja católica que lidera o processo.
Bispo de Bissau

Segundo a mesma fonte, o pedido de mediação foi feito pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, e o grupo é liderado pelo bispo de Bissau, José Camanté.

O grupo de religiosos iniciou ontem as consultas, tendo sido recebido pelo líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.
A saída do encontro na sede do PAIGC, em Bissau, nenhuma das partes prestou declarações aos jornalistas.

A seguir, o grupo deve encontrar-se com o presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Alberto Nambeia, e de seguida com o coordenador do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC, Braima Camará.

“A tarefa que o Presidente incumbiu aos religiosos é de tentar aproximar as partes”, declarou a fonte da igreja católica.

José Mário Vaz pediu aos líderes das igrejas guineense no sentido de levarem as partes desavindas na crise que afeta o país a entenderem-se para que se possa cumprir um roteiro de negociações.

O roteiro, que Vaz apresentou na ultima cimeira de lideres da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) prevê a nomeação de um novo governo, de consenso, mas desde que o PAIGC readmite nas suas fileiras dos 15 deputados expulsos, sem condições.

A direção do PAIGC, porém, tem repetido que aceita a reintegração dos deputados na sua bancada desde que retornem ao partido “como simples militantes”.

A CEDEAO deu até um prazo de 30 dias, que deve terminar a 16 janeiro próximo, para que haja um entendimento na Guiné-Bissau e seja cumprido na integra o Acordo de Conacri, um instrumento que patrocina e com o qual acredita que se possa terminar com a crise.

O Presidente guineense acredita que cumprido o roteiro que elaborou o Acordo de Conacri será implementado.

A Guiné-Bissau vive uma crise política desde que, em 2015, José Mário Vaz exonerou o governo do PAIGC saído das eleições realizadas um ano antes. O atual governo, de iniciativa do Presidente, não é reconhecido por quatro dos cinco partidos no Parlamento. ANG/Lusa

Internacional


    George Weah anunciado vencedor nas eleições presidenciais na Libéria
Bissau, 28 dez 17 (ANG) - George Weah, antigo jogador do AC Milan, foi eleito presidente da Libéria, ao derrotar o actual vice-presidente Joseph Bokai na segunda volta, anunciaram meios de comunicação social africanos.
Os resultados oficiais serão anunciados na sexta-feira, mas, segundo a imprensa, Weah venceu 12 dos 15 condados.
O Bola de Ouro de 1995 já tinha vencido a primeira volta, com 39 por cento dos votos, contra 29,1 por cento de Bokai, mas foi necessária uma segunda ronda porque é requerido um mínimo de 50 por cento dos votos para ganhar a eleição.
Esta foi a segunda vez que Weah, que concorreu pelo maior partido da oposição, se apresentou a eleições.
Em 2005 foi derrotado por Ellen Johnson Sirleaf, actual presidente, a primeira mulher eleita chefe de Estado em África e prémio Nobel da Paz em 2011, que está constitucionalmente impedida de se apresentar a um terceiro mandato.
O presidente sul-africano, Jacob Zuma, já parabenizou Weah pela vitória.
ANG/Maisfutebol

Concerto 29 Dezembro



Américo Gomes promete dar alegria aos fãs no “24 Setembro”

Bissau, 28 Dez 17 (ANG) - O músico guineense Américo Gomes, que chegou ao país na madrugada de quarta-feira para um concerto no dia 29, no Estadio “24 de Setembro”, prometeu fazer vibrar os fãs de contentamento.
 
 “Vim actuar no país a convite do promotor de eventos, Ricardo Macedo Afonso. Mesmo com um pequeno número de fãs prometo dar o meu melhor, o importante não é o dinheiro, mas sim cantar na minha terra”, esclareceu Américo Gomes a imprensa no Aeroporto de Bissalanca.

Acrescentou que muitos fãs saíram de Portugal e Inglaterra para virem assistir o concerto do dia 29. 

“O segredo de qualquer progresso é o trabalho. Vim para fazer o meu trabalho e vou faze-lo”, garantiu.

Sublinhou que quando uma pessoa despende o seu tempo e dinheiro precisa ser agradada, por isso, indicou, cabe-lhe trabalhar na base de dinamismo para satisfazer o seu público. 

Américo Gomes, que vive no estrangeiro a mais de 30 anos, informou que sua actuacao sera antecedida de outros artistas nacionais.
ANG/AALS/ÂC/JAM

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Política



Baciro Dja regressa ao PAIGC como “simples militante”

Bissau,27 Dez 17(ANG) - O Secretário Nacional do PAIGC, Aly Hijazi anunciou no passado dia 25, que o antigo Primeiro-ministro e o então terceiro vice-presidente do partido, Baciro Dja, já regressou às fileiras dos libertadores como ‘simples militante’.
 
O anúncio foi feito, à margem da cerimónia da entrega de presentes do Natal aos pioneiros do partido, bem como aos filhos dos dirigentes e militantes daquela formação política vindos de diferentes bairros da capital.

Aly reafirmou na ocasião que o partido mantém a sua posição quanto aos “atos da indisciplina”, tendo lembrado que várias figuras já tinham sido castigados pela indisciplina partidária, destacando os casos do atual primeiro vice-presidente Carlos Correia, Cipriano Cassamá, Manuel Serifo Nhamadjo, Augusto Olivais, Califa Seidi, entre outros.

Aly afirmou que os dirigentes sancionados cumpriram o castigo e regressaram ao partido. Contudo disse não perceber o porquê da questão dos 15 se tornou num “bicho de sete cabeças”.

Sobre a possibilidade do regresso imediato dos 15 e a anulação das conferências de base proposto pelo Chefe de Estado guineense no roteiro recentemente apresentado, Aly Hijazi assegurou que nem o próprio líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira pode tomar a decisão de anular as escolhas dos delegados ao proximo congresso.

No cumprimento do ‘Acordo de Conacri’, prossegue,  o partido havia tomado a iniciativa de formalizar o convite oficial individual aos deputados e dirigentes expulsos do partido incluindo o envio de comunicados as rádios, mas apenas um pequeno grupo de dirigentes aceitaou responder ao convite do partido, entre estes o Baciro Dja.

Questionado se desta vez o partido acredita na mediação da CEDEAO de ajudar no cumprimento das decisões saídas na cimeira de Abuja, respondeu que o PAIGC sempre acredita em qualquer mediação, inclusive na do Presidente José Mário Vaz que visa encontrar uma solução à crise na base do Acordo de Conacri.

Assegurou que o partido tem em mãos o roteiro de Conacri que considera de melhor para encontrar uma solução sobre a crise política e parlamentar que assola o país, através da nomeação de Augusto Olivais para o cargo do Primeiro-ministro e de seguida abertura de Assembleia Nacional Popular.

“Sobre os três nomes apresentados por José Mário Vaz em Conacri, partimos de princípio que todos são pessoas da sua confiança. Eu afirmo aqui que Augusto Olivais é pessoa da confiança do Presidente Jomav. Sei da amizade que existe entre eles, porque Olivais também é o meu amigo. Não conseguimos entender o porque de recusar agora o nome de Olivais que consta da lista enviada a Conacri”, questionou.

 “Para o PAIGC é difícil cumprir o roteiro de José Mário Vaz, porque o partido tem a obrigação de reorganizar e restruturar o partido e dá-lo uma nova dinâmica”, disse o Secretário Nacional.

Sobre a realização do Congresso, Hijazi disse que o partido está a trabalhar arduamente para que o mesmo decorra no periodo agendado, ou seja, de 30 de Janeiro a 4 de Fevereiro próximo.
ANG/O Democrata

Estatuto de Jerusalém

Estados Unidos retiram 240 milhões de euros às Nações Unidas após voto

Bissau,27 Dez 17(ANG) - Os Estados Unidos anunciaram que vão reduzir a sua participação no orçamento das Nações Unidas em cerca de 240 milhões de euros. Este corte é anunciado poucos dias depois de 128 países terem condenado a decisão norte-americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. 

Em comunicado, Washington não especifica as áreas afetadas e critica a “ineficiência” e “excesso de gastos” das Nações Unidas.

No comunicado divulgado a 24 de dezembro, a delegação dos Estados Unidos junto das Nações Unidas explica ter chegado a acordo para reduzir a sua participação no orçamento em 285 milhões de dólares, cerca de 240 milhões de euros.

Washington indica ainda que haverá outros cortes na gestão e nas funções de apoio à ONU. No comunicado, Washington ataca a gerência financeira das Nações Unidas, repetindo uma retórica que tem sido usada por Donald Trump.

“A ineficiência e o excesso de gastos das Nações Unidas são bem conhecidos. Não deixaremos mais que a generosidade do povo americano seja aproveitada sem controlo”, afirma a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas citada no comunicado.

Apesar de não ser feita qualquer referência à contestação internacional perante a decisão norte-americana em reconhecer Jerusalém como capital de Israel, a proximidade das datas não deixa grande dúvida.

O comunicado dos Estados Unidos foi emitido no passado dia 24 de dezembro, três dias depois de a Assembleia-Geral das Nações Unidas ter condenado o reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital do Estado hebraico.

A resolução, sem caráter vinculativo, foi aprovada com os votos favoráveis de 128 países, 35 abstenções e nove votos contra. Para além dos Estados Unidos e de Israel, a resolução foi igualmente rejeitada pela Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau e Togo.

Esta resolução não foi bem aceite por Washington. Ainda antes da votação, o Presidente dos Estados Unidos tinha ameaçado cortar o apoio financeiro aos países que a votassem favoravelmente. A embaixadora dos Estados Unidos junto das Nações Unidas garantiu que Washington “vai recordar este dia” e ameaçou cortar o financiamento aos países que votaram favoravelmente e à própria ONU.

"Teremos memória quando formos chamados uma vez mais para realizar a maior contribuição do mundo para as Nações Unidas", acrescentou.
Apesar de fazer referência a um corte de 285 milhões de dólares, os Estados Unidos não tornam claro qual será a sua participação no orçamento das Nações Unidas, nem as áreas a que se aplicam este corte.

Os Estados Unidos são o país que mais contribuem para o orçamento das Nações Unidas, uma vez que a participação de cada Estado-membro é essencialmente calculada em função do Produto Nacional Bruto.

A contribuição norte-americana representa 22 por cento do total: em 2017/18, Washington financiou 1,2 mil milhões dos 5,4 mil milhões de dólares do orçamento anual das Nações Unidas. Este montante ainda não inclui participações noutros programas específicos da ONU, como a UNICEF ou o Programa Alimentar Mundial.
ANG/RTP