quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Acobes/Secretário-geral promete fazer “loby”  para criação da lei de defesa dos consumidores

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) – O Secretário-geral da Associação de Defesa dos Consumidores de Bens e Serviços (Acobes), disse hoje que uma das prioridades da sua organização para 2023 vai ser o  “loby” junto da Assembleia Nacional Popular (ANP) para a criação de  uma lei especifica que defenda os intresses dos  consumidores da Guiné-Bissau.

Bambo Sanhá revelou essa perspetiva  numa conferência de imprensa alusiva aos 30 anos de existência da Acobes, em que  referiu que, ao longo destes anos, desenvolveram enúmeras atividades em defesa do  direito do consumidor.

“Apesar de muitos constrangimentos que enfrentamos e que sempre soubemos superar, com a ajuda dos nossos parceiros, fizemos com que os consumidores nacionais mudassem de mentalidade em relação aos seus direitos”, disse.

Sanhá admitiu existir  ainda  muitos desafios  em matéria de proteção dos direitos do consumidor na Guiné-Bissau, salientando que, esta organização já é reconhecida nacional e internacionalmente pelas ações levadas a cabo.

Sanhá reclama apoio do Governo, para, diz, continuar  a  defender melhor  os consumidores.

O Secretário-geral da Acobes disse  que a sua organização não se preocupa somente com a situação dos consumidores guineenses mas igualmente com os da sub-região, através das organizações parceiras, contribuindo assim para a criação de diplomas aprovados em matéria de defesa do consumidor, através da União Económica e Monetária Oeste Africana(Uemoa) e das organizações congéneres sediadas na Europa, Ásia e América.

O líder da Acobes considera o momento atual de dificil para a vida do consumidor guineense, por causa da  conjuntura internacional provocada pela Covid-19 e agravada pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que afetaram a vida do consumidor nacional, em todos os sentidos, sobretudo no que toca com os produtos alimentares, objeto de  especulações de preços de uma forma anormal ,sem que o Governo consiga fazer algo para reverter a situação.

Segundo Sanhá, devido à essa  situação dificil que se pediu a  intervenção urgente do Governo, por via  de   subvenção dos  preços dos produtos essenciais, visando a diminuição  da probreza e fome no seio da população consumidor guineense. “E ainda para a melhoria do fornecimento da luz e água, dos serviços de telecomunicações, dos transportes públicos e a criação de terminais ou paragens públicas de qualidade no país”, acrescenta.

“Ainda nas nossas ações, apelamos a Câmara Municipal de Bissau (CMB) no sentido de recuperar os talhos de venda de carnes verdes e peixes com condições dignas de  segurança ao contrário do que acontece nos mercados, onde os produtos  a disposição dos consumidores ficam sem segurança sanitária, criando riscos de saúde aos compradores”,observou.

Bambo Sanhá disse que, em 2023 vão continuar a sensibilizar a população tal como fizeram em 2022, sustentando que o consumidor guineense mudou de comportamento graças à ações da Acobes.

Lamentou   a fragilidade das autoridades na tomada de decisões,nomeadamente sobre a subida de preços de produtos no mercado, o que segundo diz, acabou por possibilitar que os comerciantes ditassem a regra do jogo, o que na sua perspectiva, “não é normal e é muito grave”.

 “É fundamental que haja uma lei de proteção do consumidor na Guiné-Bissau”, defendeu Bambo Sanhá.ANG/MSC/ÂC//SG

Energia/Ministro prevê para  2023 aumento das  receitas na EAGB e instalação de mais  35.000 contadores pré-pagos

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) -  O ministro da Energia e Indústria perspetiva para  2023 o aumento do  nível das  receitas da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) e instalação  de mais  35.000 contadores pré-pagos recebidos recentemente.

A informação consta no relatório sobre o balanço das atividades levadas a cabo entre  Junho e Dezembro de 2022 pelo Ministério   da Energia e Indústria, cujo titular é Augusto Poquena, enviado hoje à ANG.

Segundo o documento, aquela instituição  pretende finalizar as negociações com a empresa KarPower, detentora da central flutuante, para a renovação do acordo que vigora até final do 2023.

"Vamos ainda acompanhar os projetos em curso nas áreas de eletricidade e águas, em execução nas Unidades de Gestão de Projetos financiados pelo Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD), e a evolução dos trabalhos do Organismo de Integração à Vocação Subregional (OMVG), nomeadamente a chegada da energia à Bissau”, refere o relatório.

No relatório, o ministro da Energia disse que irá acompanhar os trabalhos do fecho do anel de Bissau, em construção, no âmbito da Unidade de Gestão de Projetos (UGP), do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e apresentação formal das contas de 2016-2019 e de 2020-2021.

Por outro lado, e através da  Direção Geral da Indústria, está prevista a  implementação do Programa Integrado do Desenvolvimento Industrial, em cooperação com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento  Industrial (ONUDI) e outros parceiros da Guiné-Bissau.

Outras atividades enumeradas pelo ministro da Energia e Indústria, de acordo com o  seu relatório, prendem-se com a acreditação dos laboratórios nacionais, elaboração da Carta de Política Nacional de Pequenas e Médias Empresas (PMEs), criação de Instituto Guineense de Qualidade, criação de uma entidade de certificação de produtos agroalimentares, construção do laboratório de meteorologia entre outros.

Em relação a Organização Africana de Propriedade Intelectual (OAPI), está prevista a continuidade dos trabalhos de  sensibilização junto do governo para a adesão do país ao Protocolo de Madrid, realização  com apoio do governo da 3ª edição do Salão Nacional de Invenção, em Bissau, em Abril de 2023.

De acordo com o relatório,  vão continuar os contactos do governo para mobilização de fundos para funcionamento do Comité Nacional de Coordenação e Desenvolvimento da Propriedade Intelectual CNCDPI, Comité Nacional de Seguimento das Indicações  Geográficas CNS-IG, Associação Guineense para Promoção da Invenção e Inovação  AGPI, Associação Nacional de Tecelões de Panos de Pente da Guiné-Bissau (ANTPP-GB) e para o pagamento da quota  do país nas organizações internacionais. ANG/MI/ÂC//SG

Caso Mercado Central/Ministra da Mulher pede “calma e ponderação” às antigas feirantes

Bissau,29 Dez 22(ANG) – A ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social pediu a “calma e ponderação” às mulheres vendedeiras antigas ocupantes do Mercado Central de Bissau, inaugurada na passada segunda-feira pelo Presidente da República.

Mária da Conceição Évora, em declarações à imprensa durante um encontro mantido na manhã de hoje com essas mulheres, disse que o projeto de reabilitação daquele empreendimento comercial foi pensado em prol dos antigos ocupantes.

“Essa ideia foi sempre defendida pelo Presidente da República, o ministro da Administração Territorial e o Presidente da Câmara Municipal de Bissau”, salientou a governante.

Conceição Évora disse que, o que está em causa agora, tem a ver com o montante em dinheiro investido na reabilitação da Feira de Praça, frisando que é preciso criar as condições necessárias para que o próprio imóvel for gerido para recuperar os custos da sua reconstrução.

“Existe uma empresa que ganhou o concurso para a gestão do mercado que atualmente dispõe de rés-do-chão e mais três pisos e devido as suas características exige uma enorme capacidade de manutenção e de limpeza”, disse.

A ministra pediu às mulheres vendedeiras para organizarem da melhor forma para defenderem os seus direitos junto da entidade gestora do mercado.

“O Presidente da Associação dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau disse que existe uma lista de antigos feirantes , por isso, penso que os  vossos nomes  constam nessa lista”, frisou.

Apelou as mulheres para tentaram confirmar junto da Administração do Mercado se os seus nomes constam ou não na referida lista e saber as condições exigidas para ter acesso ao mercado para se evitar de eventuais transtornos no  futuro.

“Todos nós sabemos do papel que as mulheres desempenham na família, por isso, nunca é  intenção do Presidente da República nem do primeiro-ministro,  retirar o direito que vos assiste”, disse a ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social.

A porta voz das mulheres vendedeiras, Antónia da Silva Costa  disse quarta-feira, em declarações à ANG, estar muito preocupada com a situação do mercado, porque como antigos ocupantes,  há 16 anos à espera da sua reabilitação, nem foram  chamados para participar na cerimónia da sua inauguração.

“De surpresa, mandaram dizer que não vamos mais sentar-se aqui nos passeios, à frente do mercado e isso nos estranhou. Se alguém me disse que não há problemas vou lhe dizer que não é verdade, porque devíamos sair daqui para ocupar os nossos lugares dentro do mercado”, disse.

Antónia Costa disse que dispõem de informações de que os preços para a reocupação do mercado vão ser   exorbitantes, e alega que sofreram perdas devido ao incêndio, por duas vezes, do mercado mas que não tiveram nenhuma compensação .

Antónia diz que não são justos os preços estipulados para se ter acesso as dependências do mercado para suas atividades comerciais. “Se pagarmos esses preços não vamos ter de comer com os nossos filhos e resolver outros assuntos”, disse. ANG/ÂC//SG

Pescas/“Direção Geral da Pesca Artesanal emitiu 788 licenças em 2022”, diz Anselmo Mendes

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) - O Diretor-geral da Pesca Artesanal revelou esta quarta-feira que a instituição que dirige emitiu 788 licenças no decurso do ano 2022, sendo 693 nacionais e 95 estrangeiras.

A revelação foi feita pelo Anselmo Mendes, aos órgãos públicos de comunicação social, no quadro do balanço das atividades realizadas em 2022 pelo Ministério das Pescas.

Mendes contou também que, a Direção Geral da Pesca Artesanal fez o seguimento e avaliação técnica do funcionamento das delegacias regionais, unidades de produção de gelo e entrepostos frigoríficos, a recuperação de meios navais, aquisição de motorizadas para  apoio ao funcionamento das delegacias regionais, entre outras atividades.

No mesmo quadro, o Diretor-geral do Centro de Investigação Pesqueira Aplicada (CIPA) Issa Bari disse que o serviço que lidera desenvolveu  ao longo de 2022, um conjunto de atividades, nomeadamente uma campanha de avaliação de recurso haliêuticos, realização de uma reunião da Comissão Científica Conjunta entre União Europeia e Ministério das Pescas e publicação do anuário estatístico de 2021.

Disse  que a Direção de CIPA fez igualmente a elaboração e validação do plano anual de gestão de Recursos Haliêuticos 2022, a implementação do processo de acreditação e certificação do seu Laboratório para a exportação do pescado e produtos agrícolas ao mercado europeu.

“Realizamos 04 reuniões do comité científico do CIPA, missões de terreno de seguimento sanitário aos mercados e empresas de pescas, seguimento de desembarque em cinco portos (Biombo, Bissau, Buba, Cacheu e Caravela), avaliação de recursos costeiros e continentais incluindo os recursos das zonas de cogestão e dos portos de (Buba, Cacine e Cacheu), entre tantos”, informou Issa Bari.

A Diretora Geral de Formação e Apoio ao Desenvolvimento das Pescas Virgínia Pires destacou como realizações no mesmo período, a avaliação do plano estratégico para o desenvolvimento do sector das pescas 2015 à 2020, realização de Conferência Nacional sobre o Sector das Pescas e elaboração do plano de formação de recursos humanos.

“A Conferência Nacional sobre o Setor das Pescas teve como finalidade atualizar o debate entre a administração das pescas, atores e parceiros do mesmo setor sobre a evolução e o contexto atual do setor pesqueiro na Guiné-Bissau bem como os grandes desafios para a real integração da Pesca na economia nacional”, explicou Virgínia Pires.

O Diretor Administrativo e Financeiro do Serviço Nacional da Fiscalização e Controlo das Atividades de Pesca (FISCAP) Ufé Vieira quantificou em  130 as ações de inspeção levadas a cabo ao longo de 2022  aos navios de pesca industrial ,para além de   12 missões de fiscalização da pesca industrial e artesanal, no decurso das quais foram abordados 50 navios e 133 pirogas, tendo 05 navios e 68 pirogas  sido apreendidos, por infrações.

“Formamos 150 observadores nos domínios de legislação, segurança marítima, navegação, técnicas de produção de relatório e preenchimento do diário de pesca, procedimento do observador”, disse Ufé acrescentando que  participaram em duas missões sub-regionais de pescas.

Em relação as infraestruturas, Vieira disse que recuperaram  três (3) meios navais de fiscalização nomeadamente: Ocante Bunung, Baleia II e Ndjamba Mané,  e que tornaram operacional  cinco (05) postos de fiscalização: os de Cacine, Bubaque Cacheu, Pontão e Buba..ANG/AALS/ÂC//SG

Refugiados/Situação vai piorar em 2023 porque muitos conflitos vão descontrolar-se

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) – O alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, alertou quarta-feira que muitos conflitos podem ficar descontrolados e muito violentos em 2023, o que aumentará a complexidade da situação dos refugiados e deslocados.

A pobreza, a escassez de alimentos e as alterações climáticas serão factores ag
ravantes de crises como as da Ucrânia, Afeganistão, Myanmar (antiga Birmânia), República Democrática do Congo, região do Chifre da África, Sahel e América Central, considerou.

“As políticas restritivas, a crescente polarização em torno da política de asilo e as narrativas prejudiciais sobre refugiados estão a causar grandes danos”, disse Grandi, citado pela agência espanhola de notícias Efe.

O número de pessoas que tiveram de deixar as suas casas devido a perseguições, guerras e violações de direitos humanos ultrapassou, este ano, os 100 milhões, o que mostra claramente o fracasso da comunidade internacional em encontrar soluções duradouras para conflitos e em proteger direitos fundamentais, referiu o alto-comissário das Nações Unidas.

Filippo Grandi destacou ainda que os doadores – estatais e privados – mostraram mais generosidade do que nunca este ano, mas as necessidades daqueles que foram forçados a deslocar-se cresceram ainda mais rapidamente, obrigando o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) a tomar decisões difíceis sobre prioridades.

As deslocações forçadas tornaram-se num desafio global agravado pelo facto de muitos conflitos se manterem acesos desde há muito tempo, pelo que Grandi defendeu que as soluções passam pela integração dos refugiados e deslocados nas comunidades de acolhimento, pela sua realocação em países terceiros e pelo regresso aos seus países caso as condições o permitam.

Perante a posição de alguns países que não cumprem as suas obrigações internacionais, o alto-comissário defendeu que a agência que dirige vai continuar a defender os princípios da Convenção dos Refugiados de 1951, e pediu que outras organizações e agentes façam o mesmo.

O momento para os Estados, o sector privado, a sociedade civil e as instituições financeiras reafirmarem os seus compromissos com esta causa será o II Fórum de Refugiados, que será realizado em Dezembro de 2023, lembrou.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 Costa do Marfim/ Quatro condenações a prisão perpétua por atentado em 2016

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) -  A justiça condenou hoje na Costa do marfim a prisão perpétua quatro pessoas no caso de um atentado terrorista em Grand Bassam em 2016 que tinha provocado a morte a 19 pessoas.

Foram condenados os cumplices dos mandantes do atentado já que estes últimos se encontram em paradeiro incerto.

Um mandado de captura internacional foi emitido pelo tribunal de Abidjã contra Kounta Dallah, tido como o cérebro do ataque.

A 13 de Março de 2016 três jovens começaram a disparar com kalachnikovs contra turistas presentes na praia de Grand Bassam, antes de visarem as esplanadas de vários restaurantes desta estância balnear marfinense.

Ao todo morreram 19 pessoas.

Os quatro réus presentes foram condenados, pois, a prisão perpétua por o tribunal os ter considerado culpados da autoria do ataque.

Tratara-se do primeiro do género na Costa do Marfim, tendo sido reivindicado pelo ramo da rede Al Qaeda no Magrebe islâmico, AQMI.

Na lista de pessoas que faleceram constavam 9 marfinenses, 4 franceses, 1 libanês, 1 alemã, 1 maliana, 1 nigeriana e 1 macedónia. Ficaram ainda feridas 33 pessoas de várias nacionalidades. ANG/RFI

 

    Covid-19/Especialistas alertam para risco de novas variantes na China

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) - Especialistas em saúde alertaram que o aumento de casos de Covid-19 na China, à medida que o país abandona as restrições, poderá ser um terreno fértil para o aparecimento de novas variantes.

Beijing anunciou, na quarta-feira, o fim das quarentenas obrigatórias à chegada ao país, a partir de 08 de Janeiro, no último vestígio da política "zero covid", que, durante quase três anos, manteve a China fechada ao mundo desde que a pandemia começou.

Embora o governo chinês tenha deixado de publicar o número de casos diários, funcionários em várias cidades estimaram que centenas de milhares de pessoas foram infectadas, ao mesmo tempo que hospitais e crematórios estão sobrecarregados em todo o país.

Com o vírus agora livre para circular entre quase um quinto da população mundial, muitos países e especialistas temem que a China se esteja a tornar um terreno fértil para novas variantes.

Cada nova infecção aumenta as hipóteses do vírus sofrer uma mutação, disse Antoine Flahault, director do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra.

"O facto de 1,4 mil milhões de pessoas serem subitamente expostas ao SARS-CoV-2 cria obviamente condições favoráveis ao aparecimento de variantes", disse à agência de notícias France-Presse (AFP).

Bruno Lina, professor de virologia na Universidade Francesa de Lyon, disse ao jornal La Croix que "dada a intensa circulação do vírus, e portanto o aumento do risco de mutações, um potencial conjunto de vírus poderá emergir da China.

Soumya Swaminathan, que até Novembro foi cientista chefe na Organização Mundial de Saúde (OMS), também disse que uma grande parte da população chinesa está vulnerável, em parte porque muitos idosos não tinham sido vacinadas.

"Precisamos de estar atentos a quaisquer variantes emergentes de preocupação", disse, ao jornal Indian Express.

Em resposta ao aumento de surto de casos, Japão, Índia e Estados Unidos vão exigir testes PCR a todos os passageiros provenientes da China, medida que Antoine Flahault afirmou poder ser uma forma de contornar qualquer atraso na informação proveniente de Pequim.

"Se conseguirmos amostrar e sequenciar todos os vírus identificados em todos os viajantes da China, saberemos quase imediatamente se novas variantes emergem e se espalham" no país, disse Flahault.

Xu Wenbo, chefe do instituto de controlo de vírus no Centro de Controlo e Prevenção de Doenças chinês, afirmou que os hospitais de todo o país vão recolher amostras de doentes e introduzir a informação sequencial numa nova base de dados geral, permitindo às autoridades monitorizar novas estirpes em tempo real.

Mais de 130 novas subvariantes da ómicron foram detectadas na China nos últimos três meses, disse Xu, na semana passada.
Estas incluem XXB e BQ.1, mas BA.5.2 e BF.7 continuam a ser as principais estirpes da ómicron detectadas na China, indicou o responsável chinês.

Uma "sopa" de mais de 500 novas subvariantes da ómicron foi identificada nos últimos meses, sublinhou Antoine Flahault.

"Todas as variantes, quando são mais transmissíveis do que as variantes anteriormente dominantes - tais como BQ.1, B2.75.2, XBB, CH.1 ou BF.7 - representam definitivamente ameaças, porque podem causar novos surtos", disse o epidemiologista.

"Hoje, nenhuma destas variantes parece apresentar novos riscos específicos de sintomas mais graves, mas isso pode vir a acontecer num futuro próximo", acrescentou. ANG/Angop
 

 


  Moçambique
/Detido suspeito no caso de empresário raptado e morto

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) - Uma pessoa está detida em conexão com o rapto e homicídio do empresário Hayyum Mamade, cativo há duas semanas e encontrado morto na madrugada de ontem no bairro de Txumene, na Matola, província de Maputo, sul de Moçambique.

A notícia desta detenção doi avançada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal.  

Hayyum Mamade foi raptado no dia 14 de Dezembro e desde essa altura, segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que as autoridades moçambicanas trabalhavam para o localizar e encontrar os culpados deste rapto que evoluiu para homicídio após o empresário ter sido encontrado morto na Matola.

"O que nós podemos avançar neste momento é que não temos a causa da morte na medida em a medicina legal está a fazer o seu trabalho. Dizer ainda que o SERNIC desde o primeiro momento em que tivemos o conhecimento deste crime, desdobramo-nos no terreno em busca da localização dos perpetradores deste crime e em conexão com este caso nos detivemos a alguns dias um cidadão", declarou Leonardo Simbine, porta-voz do SERNIC.

O Vice-Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, Vasco Manhiça, reage a este caso de rapto que terminou na morte da vítima, com exigências ao Governo 

"Que medidas energéticas sejam tomadas para parar com estes actos macabros que minam de facto o nosso ambiente de negócios. A CTA irá obviamente pronunciar-se com mais propriedade nos próximos momentos", declarou o empresário.

A onda de raptos que se verifica há 10 anos nas principais cidades moçambicanas, está a forçar o abandono de empresários e suas famílias do país . ANG/RFI

 

Nova Iorque/ONU suspende temporariamente vários programas de ajuda ao Afeganistão

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) - A ONU anunciou hoje a suspensão temporária de vários programas de ajuda no Afeganistão, devido à falta de pessoal feminino, depois de os talibãs terem proibido as mulheres de trabalhar em organizações não-governamentais (ONG), segundo a Lusa.

"Alguns programas críticos já tiveram de ser temporariamente suspensos devido à falta de pessoal feminino", de acordo com um comunicado dos chefes das principais agências humanitárias da ONU e outras ONG presentes no Afeganistão.

A participação das mulheres é essencial em "todos os aspectos da resposta humanitária no Afeganistão", uma vez que podem aceder a "populações que os homólogos masculinos não podem alcançar", pelo que a participação em programas de ajuda "não é negociável e deve continuar", acrescentou a mesma nota.

Neste sentido, os responsáveis por programas humanitários no Afeganistão lamentaram que a proibição dos Talibãs "tenha consequências imediatas" num país, onde mais de 28 milhões de pessoas necessitam de assistência para sobreviver.

Desde que os talibãs proibiram as mulheres de trabalhar em ONG e agências internacionais como a ONU, no sábado passado, várias ONG como Save the Children, CARE e Conselho Norueguês para os Refugiados, entre outras, suspenderam os programas no Afeganistão.

A proibição do governo fundamentalista afegão veio dias depois de terem excluído as mulheres da universidade, alargando um veto ao ensino secundário feminino, imposto quando os talibãs chegaram ao poder, em Agosto do ano passado.

Desde então, as mulheres viram os seus direitos restringidos no Afeganistão com restrições como a segregação de género em locais públicos, a imposição do véu e a obrigação de serem acompanhadas por um parente masculino em viagens longas.

ANG/Angop

 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

            Vaticano/Papa pede oração pelo seu antecessor Bento XVI

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O Papa Francisco revelou, esta quarta-feira, que o seu antecessor, Papa Bento XVI, está “muito doente” e pediu aos fiéis uma “oração especial”.

“Gostaria de pedir a todos vós uma oração especial pelo Papa emérito Bento XVI, que, em silêncio, está a sustentar a Igreja. Recordemo-lo. Está muito doente, pedindo ao Senhor que o console e ajude, neste testemunho de amor à Igreja, até ao fim”, afirmou Francisco no final da audiência geral desta quarta-feira, no Auditório Paulo VI.

Sublinhe-se que Bento XVI, conhecido como Joseph Ratzinger antes de se tornar Papa, tornou-se, em 2013, o primeiro Papa a demitir-se em cerca de 600 anos. Desde então, o antigo sumo pontífice, de 95 anos, tem vivido no Vaticano.

Na altura do anúncio da renúncia, o Papa explicou que não se sentia em condições para responder aos desafios de um mundo em rápida mudança.

Ratzinger foi o primeiro alemão a chefiar a Igreja Católica em muitos séculos, a 19 de Abril de 2005. A 13 de Março de 2013, duas semanas após a renúncia do papa teólogo, a Igreja Católica elegeu Francisco, primeiro papa do hemisfério sul.ANG/Angop

 

Pescas/Ministro perspetiva para 2023 “a melhoria  das infraestrura  do setor para maior satisfação das necessidades do país”

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O ministro das Pescas disse esta quarta-feira que perspetiva para 2023 a melhoria das infraesturas do  setor, de modo a assegurar melhor adequação dos seus serviços as necessidades do país.

A revelação de Orlando Mendes Vieigas  foi feita no quadro de entrevistas aos membros do Governo, em jeito de balanço das atividades desenvolvidas pelos diferentes ministérios no decurso de 2022.

“O Ministério das Pescas prevê  igualmente a obtenção da certificação dos produtos de pescas da Guiné-Bissau com vista a exportação  para o mercado Europeu, através da  acreditação do Laborátório Nacional de Pescas, e ainda o abastecimento regular  do mercado nacional em pescado, e a assinatura de mais acordos de  parcerias nomeadamente  entre o Ministerio das Pescas e as  de Portugal e da Galíza(Espanha)”, revelou o governante.

Vieigas acrescentou que ainda têm em manga, a aquisição de novos equipamentos, reabilitação do Centro de Formação Profissional Pesqueira de Bolama, implementação de reformas do quadro legal do Ministério das Pescas, organização de uma Mesa Redonda com os parceiros Técnicos e Financeiros , acreditação e certificação do laboratório do Centro de Investigaçaõ Pesqueira Aplicada (CIPA), entre tantos outras perspectivas

Mendes Vieigas disse também que pretendem construír um Porto de Pescas Indústrial no futuro e a aquisição de equipamentos modernos e meios navais para patrulheiros de grande porte, drones e helicópteros para fiscalização marítima.

“Concluiu-se que existe uma motivação e engajamento dos atores públicos e privados no relançamento do sector das pescas. Existe também a política de consolidação e alargamento da parceria público-privada para o financiamento do nosso ministério”, frisou Orlando Mendes Vieigas.

O ministro das Pescas disse que, ao longo de 2022, enfrentaram certas dificuldades, e indcicou, a título de exemplo, a morosidade no desbloqueio de fundos de apoio sectorial pelo Ministério das Finanças, a insuficiência de equipamentos e materiais adequados para a fiscalização marítima, a insuficiência de câmaras frigoríficos de conservação do pescado, e falta de fundos de maneio, entre outros.

“No domínio das pescas, o Governo promove o desenvolvimento das capacidades institucionais que facilitam a implementação de políticas e medidas capazes de contornar os obstáculos que podem interferir, negativamente, no desenvolvimento do setor”, referiu aquele governante.

Sustentou que o Governo recorreu a capacitação institucional  para contornar os obstáculos do setor das pescas relativos a exploração e gestão sustentáveis dos recursos haliêuticos, a necessidade de  aumento das receitas do setor, e de incentivar o desenvolvimento sustentável das fileiras das pescas, a valorização dos recursos humanos do setor através de execução de programas ou ações de capacitações e implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento das Pescas.

Orlando Mendes Vieigas destacou  que, no decorrer de 2022, o Ministério das Pescas conseguiu realizar algumas visitas à diferentes zonas do país tendo-se inteirado  das situações  com que se deparam as pessoas ligadas as actividades pesqueiras, implementou  o período de repouso do mar, 1ª Edição 2022, iniciou a construção das sedes do Centro de Investigação Pesqueira Aplicada(CIPAS) e de Fiscalização e Controlo de Actividades de Pescas(FISCAP) e do Laboratório de Controlo de qualidade do pescado.

Segundo Vieigas, ainda em 2022 foi possivel a assinatura de memorandos com a  Galíza(Espanha), no domínio de reforço de capacidades intitucionais e com  o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para a garantia da segurança alimentar e o desenvolvimento da Aquacultura. ANG/AALS/ÂC//SG

    Genebra/Crise alimentar em África pode ser mais "aguda" em 2023

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - A organização humanitária Médicos Sem Fronteira
s (MSF) alertou terça-feira (27) para o risco de as crises de insegurança alimentar ocorridas este ano em vários países africanos, agudizadas devido às alterações climáticas, inflação ou conflitos, poderem explodir "agudamente" em 2023.

Para a organização MSF, "o ano 2023 representa uma continuação e mesmo um possível agravamento das possíveis crises de insegurança alimentar que foram anunciadas em 2022", disse hoje José Mas, director adjunto de operações da organização, numa entrevista à Efe.

Neste sentido, a MSF coloca o foco tanto nos países do Sahel, como Mali, Burkina Faso e Nigéria, como também no Corno de África, incluindo a Somália, Etiópia, Sudão e Sudão do Sul.

Mais de 35 milhões de pessoas passam fome na África Ocidental e Central devido à persistente insegurança e ao aumento dos preços no rescaldo da guerra na Ucrânia e da covid-19, de acordo com os últimos números da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os países da África Oriental, entretanto, estão a sofrer a pior seca dos últimos 40 anos, que tem vindo a afectar cerca de 20,2 milhões de crianças na Etiópia, Quénia e Somália, um número que duplicou nos últimos cinco meses, segundo a ONU.

"Estamos a preparar-nos para responder a possíveis emergências nutricionais que possam resultar destas crises alimentares", disse.

A organização ainda não detectou "situações generalizadas de fome" num país, contudo, alertou para "zonas localizadas com indicadores muito alarmantes".

No final de Setembro, a MSF relatou uma crise "catastrófica" de desnutrição no noroeste da Nigéria, uma área que é frequentemente atacada por homens armados.

A organização não-governamental (ONG) salientou que muitas destas crises humanitárias são exacerbadas por conflitos, tais como a guerra entre o governo federal etíope e a província do norte de Tigray - que chegou a um acordo de paz em 02 de Novembro após dois anos de combates - e o terrorismo no norte de Moçambique.

"A guerra não só tem um impacto directo nas pessoas, com mortes, ferimentos e violência sexual, mas também indirectamente, causando deslocamentos forçados ou restringindo o seu acesso aos serviços de saúde", de acordo com o trabalhador humanitário.

Para 2023, Mas salientou também os efeitos da covid-19 nos sistemas médicos de países com conflitos antigos, como a República Democrática do Congo (RDC) ou a República Centro-Africana (RCA), onde a pandemia interrompeu as campanhas de vacinação de rotina.

Em toda a África subsariana, vê-se "de novo em cima da mesa doenças, como o sarampo, que são evitáveis através da vacinação", lamentou. ANG/Angop

 

Comércio/"Antigos feirantes serão  priorizados na ocupação do novo Mercado Central  de Bissau”, diz advogado da empresa Djaló Petro Service  

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O advogado da Djaló Petro Service, empresa que assume a gerência do Mercado Central de Bissau declarou hoje  que os antigos feirantes terão a prioridade na reocupação do renovado imóvel , inaugurado, segunda-feira, pelo Presidente da República,Umaro Sissoco embaló.

Alcibíades Alves Gomes dos Santos falava  em entrevista à ANG sobre as condições de acesso as dependências do Mercado Central de Bissau para ativdidade comercial.

“As primeiras condições têm haver com a prioridade. A empresa responsável pela gestão  do Mercado de Bissau foi sempre clara ao dizer que a preferência é para os antigos ocupantes cujos nomes estão na lista que a Câmara Municipal entregou a administração da empresa que venceu o concurso para a gestão da Feira de Praça que é Djaló Petro Service”, disse.

O advogado disse que, por isso, em várias ocasiões, a empresa Djaló Petro Service fez questão de esclarecer  que os antingos feirantes gozam do  “direito de preferência”.

”Quanto a isso penso que não resta menor dúvida. Vamos lutar para o esclarecimento deste assunto para que não haja especulação em relação a isto”, salientou.

Alcibíades Santos acrescentou que a administração da empresa elaborou, previamente,  um termo e as condições para o efeito.

Disse que as pessoas que vão ocupar o novo “Feira de Praça” podem dirigir-se  à  administração da empresa e avançar com as suas pretenções para serem resgistradas para depois lhes serem  entregues os termos e condições numa ficha a preencher já com indicações do  preço estabelecido no acordo firmado entre a Câmara Municipal de Bissau e a empresa gestora do mercado.

 

Segundo Alcibiades Alves Gomes dos Santos , o referido acordo estabelece que, por cada metro quadrado deve  ser pago 35 mil francos cfa, com margem de oscilação.

“È um preço diferente do praticado antes do  incêndio  ocorrido no mercado , porque  fez-se  um grande investimento  pelo Estado, no valor de 4 mil milhões de francos CFA, para sua   reabilitação”, disse Gomes dos santos, acrescentando que, na sua inauguração, “o Presidente da República disse que o mercado tem que pagar  si mesmo”.

Realçou que é preciso que as pessoas que vão ocupar o mercado tenham a  consciência de que a situação do mercado agora é outra, com condições que exigem mais cuidados, em termos de limpeza, recolha de lixo, segurança entre outras .

O advogado da Djaló Petro Service disse que a outra condição a estabelecer vai ser a segurança civil obrigatória,  porque o Mercado foi destruido pelo incêndio  e as pessoas que lá estavam até hoje não conseguiram recuperar nem 1 franco CFA.

“A empresa e a  Câmara Municipal estão preocupados com aquela situação e decidiram que têm que introduzir a  questão de Seguros, para que seja assumida  os encargos para com eventuais danos que possam vir a surgir”, disse.

Segundo  aquele responsável, independentemente da condição de preferência à antiguidade, há outras condições que a administração do Centro Comecial está a exigir para as pessoas terem acesso aos cacifos, tálios e lojas dentro do Mercado.

Questionado sobre o início da atividade no mercado, Alcibíades disse que já se encontra aberto  e que todas as pessoas que têm cacifos podem se dirigir à administração para que  possam reocupar os seus lugares.

Pede a Associação dos feirantes para se optar pelo   diálogo, porque a empresa responsável pela administração do Mercado comprou a dívida na ordem de 4 mil milhões de franco CFA.

“Este tipo de investimento exige sempre a tranquilidade e paz para se poder gerir o mercado e pagar aquilo que o Estado tomou para reconstruir o mercado e também conseguir  ganhos”, salientou.

Disse que a empresa está disposta a chegar ao consenso com os ocupantes  do Mercado Central.

A porta voz das mulheres vendedeiras,  Antónia da Silva Costa  disse estar muito preocupada com situação do mercado, porque como antigos ocupantes,  há 16 anos à espera da sua reabilitação, nem foram  chamados para participarem na cerimónia da sua inauguração.

“De surpresa, mandaram-nos dizer que não vamos mais sentar-se aqui nos passeios a frente do mercado e isso nos estranhou. Se alguém me disse que não há problemas vou lhe dizer que não é verdade, porque deviamos sair daqui para ocupar os nossos lugares dentro do mercado”, disse.

Antónia Costa disse  que dispõem de informações segundo as quais os preços para reocupação do mercado vão ser   exorbitantes , e alega que sofreram perdas devido ao incêndio, por duas vezes, do mercado mas que não tiveram nenhuma compensação .

Antónia diz que não são  justos  os preços estipulados para se ter acesso as dependências do mercado para suas atividades comerciais. “Se pagarmos esses preços não vamos ter de comer com os nossos filhos e resolver outros assuntos”, disse. ANG/MI/ÂC//SG     

  Angola/Jornalista da Rádio Despertar deixa Luanda por motivos de segurança

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O jornalista Cláudio Pinto deixou Angola após ameaças que culminaram na agressão à sua mulher, e os agressores também ameaçaram o filho bébé do jornalista.

Uma semana depois da manifestação dos jornalistas angolanos pela liberdade de imprensa e contra as agressões à profissionais, o radialista da emissora independente, Rádio Despertar ,Cláudio Pinto, abandonou Angola por questões de segurança.

Há três meses, o jornalista foi alvo de ameaças por desconhecidos que culminaram com agressões físicas à sua mulher que foi ferida por duas vezes na sua residência e na via pública, com arma branca. Os supostos meliantes, ameaçaram, igualmente, matar o filho de tenra idade do casal. Apesar das queixas feitas a polícia, estão ainda por identificar os supostos agressores.

Na altura, o o activista angolano Dito Dali que esteve em contacto com o jornalista, explicou à RFI que "agentes não identificados - mas ele (Cláudio Pinto) alega que são agentes dos serviços de inteligência - usaram uma chave profissional e entraram no interior da casa, encontraram a esposa e começaram a brutalizar.

 

Os mesmos informaram a esposa que fizeram aquela acção para que o marido dela se calasse e deixaram uma carta, carta essa que não está disponível ao público".

 

Cláudio Pinto,temendo pela vida e para proteger a sua família, anunciou nas redes sociais que decidiu abandonar Angola. A difícil decisão do jornalista reanimou o debate no seio dos jornalistas e da sociedade angolana sobre a impunidade de quem ameaça e agride os profissionais da comunicação social no país.

O Presidente João Lourenço, que apoiou a manifestação de jornalistas pela liberdade de imprensa, é confrontado entretanto, com a falta de esclarecimentos das agressões a jornalistas por parte dos seus departamentos ministeriais. ANG/RFI

 

Suíça/Alto-comissário da ONU pede aos talibãs para reverterem restrições

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) – O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, condenou terça-feira o aumento das restrições dos direitos das mulheres no Afeganistão, pedindo ao regime talibã a sua reversão imediata.

Na semana passada, as autoridades talibãs suspenderam a educação universitária para mulheres, provocando indignação internacional e manifestações nas cidades afegãs, sobretudo depois de terem anunciado a exclusão de mulheres em atividades de organizações não governamentais (ONG).

“Nenhum país pode desenvolver-se ou sobreviver social e economicamente com metade da sua população excluída”, disse o alto-comissário da ONU em comunicado.

“Este recente decreto das autoridades terá consequências terríveis para as mulheres e para todo o povo afegão”, acrescentou Turk, alegando que proibir as mulheres de trabalhar para ONGs as privará de rendimentos e do direito de “contribuir positivamente” para o desenvolvimento do país.

Apesar de inicialmente terem prometido um Governo mais moderado, respeitando os direitos das mulheres e das minorias, quando assumiram o poder, no ano passado, os talibãs implementaram uma interpretação estrita da lei islâmica.

O regime talibã já baniu as meninas do ensino fundamental e médio, afastaram as mulheres da maioria dos empregos e ordenaram que usassem indumentária própria.

“Mulheres e meninas não podem ver os seus direitos negados. As tentativas das autoridades de relegá-las ao silêncio e à invisibilidade não terão sucesso – apenas prejudicarão todos os afegãos, aumentarão o seu sofrimento e impedirão o desenvolvimento do país”, insistiu Turk. ANG/Inforpress/Lusa

 

Covid-19/Japão, Índia e Estados Unidos impõem restrições a viajantes chineses

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O fim das restrições de viagens de e para a China está a inquietar muitos países que recebiam visitantes chineses antes da pandemia, levando Japão, Índia e Estados Unidos, assim como outros Estados, a imporem novas medidas como testes PCR de quem vem da China à chegada aos seus territórios.

Logo após o anúncio do fim da quarentena obrigatória para quem chega ao território chinês, definida pelo regime de Xi Jinping para 8 de janeiro, milhões de chineses precipitaram-se para os sites de viagens, com estas empresas a registaram dez vezes mais de reservas do que no ano anterior com os principais destinos a serem Macau, Hong Kong, Japão, Tailândia e Coreia do Sul.

O anúncio do fim das restrições acontece numa altura em que a pandemia de covid-19 não está de todo controlada, estimando-se que cerca de 250 milhões de pessoas na China estejam infectadas, com hospitais e crematórios a rebentar pelas costuras e com muitos chineses a não terem acesso a medicamentos como o paracetamol, que servem para atenuar a febre.

Esta situação está a inquietar países em todo o Mundo, especialmente os países mais desejados para as viagens dos chineses como Japão, onde o primeiro-ministro, Fumio Kishida, assumiu haver "uma preocupação crescente" com a chegada destes turistas exigindo um teste PCR negativo a quem chegue da China. Outros países seguiram esta tendência, como a Índia ou a Malásia.

Já os Estados Unidos lamentaram "a falta de dados transparentes" sobre este novo surto da pandemia, com o país a preparar-se também para impor restrições a todos os visitantes que venham da China.

Em 2019, 150 milhões de turistas chinesesviajaram pelo Mundo e no ano seguinte, o primeiro ano da pandemia, apenas 20 milhões se deslocaram ao estrangeiro. Apesar de ter sido possível viajar nos últimos três anos a partir da China, as deslocações eram fortemente desencorajadas pelas autoridades de Pequim que limitaram os slots de voos nos aeroportos e proibiram excursões em grupo ao exterior. ANG/RFI