quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Conflito Médio Oriente/Guterres defende solução de dois Estados no Dia de Solidariedade com Povo Palestiniano

Bissau, 29 nov 23 (ANG) – O secretário-geral da ONU defendeu hoje o direito do povo palestiniano de viver em paz, em plena “catástrofe humanitária” em Gaza na sequência do conflito em curso com Israel, e reiterou o apoio à solução de dois Estados.

A mensagem de António Guterres surge no Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano, hoje assinalado, e na qual o líder da ONU refere que a data deve reafirmar a solidariedade internacional para com os palestinianos.

Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, a resolução do conflito em curso entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, “deve começar com um cessar-fogo humanitário de longo prazo, acesso irrestrito à ajuda, libertação de todos os reféns, proteção de civis e o fim das violações do direito humanitário internacional”.

Mas a resolução deste conflito, mas também do clima de tensão vivido no Médio Oriente, deve ir além disto, segundo afirmou o ex-primeiro-ministro português.

“Já está mais do que na altura de avançar de forma determinada e irreversível para uma solução de dois Estados”, disse Guterres, citado na página ‘online’ do serviço ONU News.

O acordo, alegou, deve ter como base as resoluções das Nações Unidas e o Direito Internacional, e permitir que “Israel e Palestina vivam lado a lado em paz e segurança, com Jerusalém como capital de ambos os Estados”.

Sublinhando que a data hoje assinalada acontece “durante um dos capítulos mais sombrios da história do povo palestiniano”, Guterres lembrou que quase 1,7 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas e que a situação na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, também “corre o risco de explodir”.

O líder da ONU voltou a expressar condolências aos milhares de famílias que estão de luto, incluindo aos familiares dos funcionários das Nações Unidas mortos em Gaza, naquela que foi a maior perda de pessoal da história da organização, e reiterou a condenação aos ataques terroristas do Hamas de 07 de outubro.

No entanto, frisou, os atos do Hamas não podem justificar o “castigo coletivo do povo palestiniano”.

As Nações Unidas, garantiu ainda Guterres, reafirmam o compromisso para com o povo palestiniano de defender “os seus direitos inalienáveis e construir um futuro de paz, justiça, segurança e dignidade para todos”.

Recentemente, Guterres foi alvo de fortes críticas por parte de Israel após ter afirmado que o ataque do Hamas de 07 de outubro “não aconteceu do nada” e que o povo palestiniano "foi submetido a 56 anos de ocupação sufocante".

O Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano é celebrado desde 1977, na sequência da resolução 181ª. sobre a Partilha da Palestina, adotada pela Assembleia-Geral da ONU em 1947.

A data será assinalada nos complexos da ONU em Genebra, Nairobi, Viena e Nova Iorque, sendo que nesta última cidade (na qual fica localizada a sede da organização) a organização da comemoração estará a cabo do Comité das Nações Unidas para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestiniano e da Divisão de Direitos Palestinianos do Departamento de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz.

Além disso, será lançada uma exposição designada “Palestina: Uma Terra com um Povo”, que conta a história palestiniana antes, durante e depois da ‘Nakba’, palavra árabe que designa o êxodo palestiniano de 1948, quando a crise teve início.

A exposição retrata, de acordo com a ONU, “experiências de deslocamento e desapropriação, de esperança de alcançar justiça e aspirações de vida em liberdade, estabilidade, dignidade e paz na terra natal”.

A atual guerra começou em 07 de outubro, quando o grupo islamita Hamas atacou de surpresa Israel, matando mais de 1.200 pessoas, segundo as autoridades israelitas. O grupo islamita palestiniano fez também mais de 200 reféns.

Em retaliação, Israel declarou guerra ao Hamas e passou a bombardear diariamente a Faixa de Gaza, além de bloquear a entrada de bens essenciais como água, combustível e medicamentos.

Com a mediação dos Estados Unidos, Qatar e Egito, as duas partes acordaram fazer uma trégua no conflito para permitir acesso a ajuda humanitária e troca de reféns e prisioneiros, que começou na sexta-feira e termina oficialmente hoje, após ter sido prolongada por mais dois dias.

Até ao início da trégua, os ataques do exército israelita na Faixa de Gaza tinham matado mais de 14 mil pessoas, segundo o Hamas.ANG/Lusa

COP 28/ Financiamento climático deve depender de “fontes previsíveis e reguladas" - Carlos Lopes

Bissau, 29 Nov 23(ANG) - Arranca esta quinta-feira no Dubai, Emirados Árabes Unidos, a Conferência das Partes sobre o Clima, COP 28. Uma edição que conta com a participação de cerca de 70.000 pessoas provenientes de todo o mundo. 

O economista guineense Carlos Lopes defende a consolidação do financiamento climático que deve depender de “fontes previsíveis e reguladas" .

Na agenda da COP 28 estarão temas como o financiamento dos diferentes fundos de ajuda, a redução gradual da dependência das energias fósseis e a transição energética.

Outro ponto importante será a avaliação global dos progressos realizados no âmbito do Acordo de Paris, desde a sua entrada em vigor em 2015.

África contribui com menos de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, de acordo com os dados do Banco Africano de Desenvolvimento, mas o continente é fortemente afectado pelos seus efeitos devastadores das alterações climáticas. Nove dos dez países mais vulneráveis às alterações climáticas são africanos.

O economista guineense Carlos Lopes integra o comité consultivo da COP 28, de orientação e aconselhamento à presidência do evento. Em entrevista à RFI, defendeu a consolidação do financiamento climático que deve depender de “fontes previsíveis e reguladas" .

O docente na Universidade do Cabo, África do Sul, sublinhou ainda a preparação e organização do continente africano para a Cimeira do Clima, onde se apresenta “com uma pauta muito mais clara, que tem até propostas a nível global, como por exemplo, a introdução de taxas e uma nova fiscalidade que penalize as emissões da indústria marítima, da indústria da aviação e também das transacções financeiras internacionais”.

O que é que o continente africano pode esperar desta COP 28?

O continente africano, pela primeira vez, fez uma cimeira do clima antes da COP.

Normalmente tem reuniões de consulta, mas desta vez foi um pouco além e tentou organizar-se com uma pauta muito mais clara, que tem até propostas a nível global, como por exemplo, a introdução de taxas e uma nova fiscalidade que penalize as emissões da indústria marítima, da indústria da aviação e também das transacções financeiras internacionais.

Não são ideias completamente novas, mas é a primeira vez que um grupo de países tenta, de forma organizada, fazer a relação dessas questões com o clima.

Acho, também, que estamos com uma grande expectativa de poder aumentar o financiamento para as energias renováveis e transição energética.

Mas os países africanos também estão muito interessados em manter a distância sobre aquilo que devem ser as responsabilidades do norte e as responsabilidades dos países que não tiveram culpa pela situação actual do clima, por exemplo, através da utilização das novas explorações de gás e outras energias fósseis que os africanos estão com a intenção de poder explorar durante um tempo de transição.

Esse peso de África se apresentar nesta COP 28 unida, a uma só voz, acaba por fazer com que África seja um interveniente diferente no Dubai?

Considero que a África tem demonstrado, apesar dos seus problemas internos, a nível de cada país, uma certa capacidade de entrar nos debates globais de uma forma bastante contundente.

Vimos isso nas negociações sobre a Agenda 2030, onde a África foi o primeiro continente e região a propor aquilo que deveria ser a agenda das Nações Unidas pós-2015 e acabou por ter a vantagem de ser o primeiro e, portanto, todas as suas propostas foram aceites na agenda final, porque África já tinha a sua agenda 2033 e estava a tentar empurrar os mesmos princípios a nível global.

Depois, vimos na pandemia que a África se uniu, fez compras agrupadas de medicamentos, fez todo um forcing [esforço] para que se introduzisse a ideia de fabricação de vacinas no continente e, também, negociou a nível do FMI, uma dotação especial para a questão da dívida.

A seguir vimos outra vez durante o período em que os produtos alimentares, sobretudo o trigo, começaram a subir por causa do conflito na Ucrânia, que a África também fez as suas démarches [procedimentos] a nível organizado.

Da semana passada, temos um exemplo extraordinário que foi a aceitação por parte das Nações Unidas, da Assembleia Geral, de uma proposta africana para que o debate sobre taxas e fiscalidade internacional seja centrado na ONU. Até aqui, era um privilégio da organização OCDE, que é o clube dos países ricos.

Já para não mencionar o facto de que a África acaba de ser admitida no G20. Portanto, tudo isto são manifestações de uma certa capacidade de se apresentar de forma organizada nas grandes agendas globais.

Faz parte do Comité consultivo da COP 28, um grupo de orientação e aconselhamento à presidência do evento. No que toca ao continente africano, que tónica colocou em cima da mesa?

Sobretudo a questão de que precisamos de entender que se estamos a falar de financiamento climático, não podemos resolver com atitudes voluntárias e, sobretudo, com promessas de que se vai conseguir mais dinheiro para a transição climática, através, por exemplo, dos mercados de carbono. 

A minha grande luta é mostrar que se nós estamos a fazer isso e estamos a exigir condições especiais, é porque aquilo que é a atitude normal, o ‘business as usual’ na linguagem dos negociadores, é, de facto, continuar com os combustíveis fósseis.

E a África não pode ser aquela que faz primeiro, visto que está em atraso em relação às várias propostas de transformação económica. 

Portanto, a mitigação é responsabilidade dos outros. A nossa responsabilidade é de adaptação e de sermos compensados pelas perdas e danos que é justamente o fundo que foi lançado na COP de África [COP 27] de Sharm-el-Sheik [Egipto] e que agora precisa de ser consolidado em termos de financiamento concreto.

O financiamento é vital, é considerado por muitos até moral e eticamente necessário. Mas este financiamento vem sempre a conta-gotas. Falamos do financiamento para o Fundo Verde para o Clima, financiamento para o Fundo de Adaptação, o Fundo de perdas e danos… mas de ano para ano, os passos dados são sempre muito pequeninos.

Precisamente por isso é que precisamos dessa taxação que foi proposta na Cimeira Africana do Clima. Nós temos que ter fontes de financiamento previsíveis e reguladas. Que não seja apenas a vontade dos países em ajudar, porque já vimos que isso não leva a nada. 

Temos um acumular de quase um trilião de dólares de promessas não cumpridas nos últimos 14 anos em matéria de clima e, portanto, já ninguém acredita nas promessas. 

É preciso que as fontes de financiamento sejam previsíveis. 

O que está a acontecer, cada vez mais, é que a ajuda ao desenvolvimento está a ser organizada e vendida como luta contra o clima. Portanto, é apenas uma questão de etiqueta e não uma questão de dinheiro adicional. Isso vê-se através das estatísticas sobre as tendências da ajuda internacional.

Portanto, África, como é o conjunto de países que deve receber mais dessas compensações, de não ter contribuído para o problema climático, acaba por ser aquele que sofre desta situação que é baseada no voluntarismo. O voluntarismo não nos leva a nada, porque já vimos que em 14 anos não saímos da estaca zero.

Neste momento crucial a COP 28 não vai contar com a presença nem do presidente norte-americano [Joe Biden] nem do presidente chinês [Xi Jinping], que são também duas peças importantes nessa engrenagem. Estas ausências não acabam por deitar por terra, algumas esperanças que poderiam existir?

É claro que os países que têm a maior responsabilidade de emissão [de gases com efeito de estufa] não estarem presentes ao mais alto nível, é sempre uma indicação de que não há vontade política suficiente para entrarmos já na transição urgente que é necessária. 

Temos que ter em conta que estamos a viver um momento geopolítico muito particular, onde as grandes potências estão sempre a olhar-se ao espelho e, ao mesmo tempo, a olhar também quem está do outro lado. Têm que responder a muitas pressões internas e têm também que responder aquilo que os seus compositores fazem.

Podemos falar mesmo de opositores, porque a linguagem é muito tensa e estamos a viver no multilateralismo uma retrocedência de muitas das actividades, ideias, conceitos, programas, objectivos que tinham sido aprovados e que agora começam a ser postos em causa.

O facto da COP 28 se realizar no Dubai e ter como presidente o líder da gigante petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos [Ahmed al-Jaber], não pode significar que o peso do petróleo vai sentir-se nas negociações?

Seguramente que os activistas do meio-ambiente vão dizer isso, mas também é preciso ver o outro lado da moeda : não podemos fazer esta transição sem que as grandes companhias petrolíferas e os grandes países produtores de petróleo entrem nesta discussão. Eles não podem ser marginalizados completamente, porque sem mobilizar a sua vontade própria, vai ser muito mais difícil. 

O que os Emirados Árabes Unidos nos prometem – mas tem que ser verificado - é de que vão ser os maiores investidores em matéria de energias renováveis. Segundo um artigo do Financial Times fala-se mesmo que podem vir a contribuir com 200 bilhões de dólares, muito para além de tudo o que os países ricos fizeram até agora. 

Os últimos relatórios sobre o aquecimento global do planeta dizem que o aquecimento acelerou em 2023 e que este ano poderá ser o mais quente desde que há registo. O mundo ainda vai a tempo de cumprir as metas do Acordo de Paris, metas essas que são de extrema importância para o continente africano.

As metas do acordo de Paris, para além daquelas que foram acordadas a nível global - que é de reduzir as emissões para que nós possamos reduzir o aumento da temperatura - são metas nacionais e são metas voluntárias. São os países que dizem o que querem fazer.

É evidente que nós vimos que entre o que eles disseram e o que estão a fazer, há uma distância colossal.

Neste momento em que estamos a fazer aquilo que em inglês chamamos de Global Stocktake, o primeiro apanhado de todas as promessas e quanto o mundo progrediu em matéria de combate às mudanças climáticas, chega-se facilmente à conclusão de que há um problema de confiança que se instalou, porque de facto, as promessas agora servem apenas para camuflar uma continuidade de determinadas tendências. 

Isto não quer dizer que não tenha havido nenhum progresso. Há alguns progressos porque no princípio desta caminhada, há cerca de 15 anos, estávamos a contar com um aumento das temperaturas até 3°C e agora, segundo os estudos científicos, fala-se de 2,4° a 2,9°.

Mas temos que admitir que entre 2,4° e 2,9°C e 1,5°, que é o objectivo, ainda há uma distância muito grande e, portanto, não há, ainda, parece, entre os principais actores, o sentido de urgência, que a situação exige.ANG/RFI

 

Guerra Médio Oriente/Continuam negociações para prolongar trégua entre Israel e o Hamas

Bissau,29 Nov 23(ANG) - A trégua entre Israel e o Hamas entra, esta quarta-feira, no sexto dia e espera-se nova troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos. Os mediadores internacionais continuam as conversações para prolongar o cessar-fogo temporário.

Esta quarta-feira é o sexto dia da trégua acordada entre o Hamas e Israel, que já tinha sido prolongada dois dias. Os mediadores estão reunidos no Qatar para tentar estender a trégua para além de quinta-feira e uma fonte próxima do movimento islamista afirmou à AFP que o Hamas aceita prolongar o cessar-fogo temporário por mais quatro dias.

Até às 05h00 GMT desta quinta-feira, deverão ser libertados 20 reféns do Hamas e 60 prisioneiros palestinianos, de acordo com o Qatar, o principal mediador nas negociações. Os jornais israelitas dizem que o gabinete do primeiro-ministro já recebeu a lista com os reféns que o Hamas pretende libertar esta quarta-feira.

A agência de notícias France Presse informou, esta manhã, que uma fonte próxima do Hamas indicou que o movimento islamista aceita prolongar o cessar-fogo temporário por mais quatro dias.

Na terça-feira, ao quinta-dia da trégua, Israel libertou 30 prisioneiros palestinianos, enquanto o Hamas libertou 12 reféns que mantinha em cativeiro desde os ataques de 7 de Outubro.

O acordo da trégua, negociado com o apoio também do Egipto e dos Estados Unidos, permitiu, até agora, a libertação de 60 reféns israelitas e de 180 palestinianos encarcerados em prisões israelitas. Vinte e um reféns estrangeiros, a maioria tailandeses que vivem em Israel, também foram libertados fora do âmbito deste acordo.

O governo israelita estima em cerca de 240 o número de pessoas raptadas e levadas para Gaza a 7 de Outubro, depois do ataque do Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, a grande maioria civis. Em resposta, Israel prometeu “aniquilar” o Hamas e tem bombardeado a Faixa de Gaza desde então, numa operação que fez, até agora, quase 15.000 mortos, incluindo acima de 6.000 crianças.

Nos bastidores, os mediadores estão a trabalhar para prolongar a trégua para além de quinta-feira. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed Al Ansari, disse que “o principal objectivo neste momento é conseguir uma trégua duradoura que conduza a novas negociações e, em última análise, ao fim da guerra”. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, deve voltar a Israel e à Cisjordânia esta semana.

A extensão da trégua permitiu a entrada de novos camiões de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, sitiada e bombardeada há sete semanas pelo exército israelita. Apesar da chegada de centenas de camiões desde 24 de Novembro, a situação continua “catastrófica”, informou o Programa Alimentar Mundial, alertando para “risco de fome”. A Organização Mundial da Saúde afirmou ter observado um “aumento maciço” de algumas doenças contagiosas, numa altura em que a maioria dos hospitais na Faixa de Gaza estão paralisados.

A Faixa de Gaza estava já sujeita a um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo israelita desde 2007 e foi colocado sob cerco total a 9 de Outubro. Cerca de 1,7 dos 2,4 milhões de habitantes são agora deslocados de guerra. Mais de metade das casas na Faixa de Gaza foram danificadas ou destruídas, segundo a ONU.ANG/RFI

Irão/ONU denuncia novas execuções no Irão e reclama que Teerão acabe com pena de morte

Bissau,29 Nov 23(ANG) - A ONU denunciou terça-feira as execuções pelo regime iraniano dos jovens Hamidreza Azari, 17 anos, e de Milad Zohrevand, 22 anos, e reclamaram que Teerão deixe imediatamente de aplicar a pena de morte.

"A execução de Hamidreza Azari, que foi acusado de assassinato, é a primeira execução relatada de um presumível delinquente menor de idade no Irão este ano", disse em comunicado Elizabeth Throssell, porta-voz do gabinete dos Direitos Humanos da ONU, ao recordar que Teerão tem a obrigação, em virtude de convenções internacionais, de proibir as condenações à morte de pessoas menores de 18 anos.

"Também estamos preocupados com a execução, no mesmo dia, de Milad Zohrevand, de 22 anos, a oitava pessoa executada em elo com os protestos de Setembro de 2022", acrescentou a responsável ao sublinhar ter indicação de que "o seu julgamento não respeitou os requisitos fundamentais de um processo legal ao abrigo do direito internacional dos Direitos Humanos. Informações perturbadoras também indicam que os pais de Zohrevand foram presos depois da sua execução. Lamentamos essas execuções".

Recorde-se que o Irão lançou desde o ano passado uma vasta operação de repressão dos protestos populares despoletados pela morte em detenção no dia 16 de Setembro de 2022 de Mahsa Amini, uma jovem curda que tinha sido presa três dias antes por alegadamente não ter respeitado o uso do véu islâmico.

Ao lembrar que o Irão é um dos países com o maior número de condenações à morte a nível mundial, Elizabeth Throssell exortou este país a acabar imediatamente com esta prática.

De acordo com a Iran Human Rights, ONG baseada na Noruega, mais de 600 pessoas foram executadas no Irão desde o começo do ano, este sendo o número mais elevado de execuções em oito anos naquele país.ANG/RFI

 

                   Serra Leoa/Confrontos fazem 13 mortos no Exército

Bissau,29 Nov 23(ANG) - Os confrontos de domingo na capital da Serra Leoa, Freetown, resultaram em 13 mortos no lado do Exército e ainda oito feridos, com a cidade a amanhecer hoje mais calma.

Freetown amanheceu num clima de acalmia, com o fim do recolher obrigatório a ser decretado esta madrugada. No domingo, um grupo de desconhecidos tentou tomar de assalto um depósito de armas do Exército e prisões, levando à fuga de vários detidos.

Nestes confrontos morreram pelo menos 13 soldados e oito ficaram feridos, segundo um coronel do Exército da Serra Leoa relatou à AFP.

"Nós lançámos uma caça ao homem para encontrar todas as pessoas implicadas neste ataque e sabemos que entre elas estão soldados no activo e na reserva", declarou o coronel Issa Bangura.

Esta manhã Freetown retomou alguma da sua actividade, com as lojas e os bancos a abrirem normalmente, assim como os carros voltaram a ser permitidos nas ruas da cidades. No entanto, como medida preventiva, as escolas permanecem fechadas.

De forma a controlar as entradas e saídas da cidade, foram instalados pontos de controlo do trânsito onde as forças de segurança revistavam vários veículos como constatou a AFP.

O recolher obrigatório terminou às 6 da manhã de segunda-feira, hora local, mas deve manter-se por tempo indeterminado das 21:00 às 06:00, segundo anunciou o Ministério da Comunicação.ANG/RFI

 

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Desporto/Federação Real Marroquina de Futebol vai colocar nos próximos tempos relvado sintético no Estádio "Corca Sow"
de Mansoa

Bissau, 28 Nov 23 (ANG) – Uma delegação da Federação Real Maroquina de Futebol que se encontra de visita ao país, ao convite do Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) Carlos Mendes Teixeira, promete colocar nos próximos tempos, relvado sintético, no Estádio Corca Sow de Mansoa.

Em conferência de imprensa conjunta, realizada segunda-feira, o Presidente da FFGB Carlos Alberto Mendes Teixeira disse que o país não tem nada a perder com a parceria estabelecida com Marrocos no domínio de futebol.

“O Marrocos é uma potência em termos de futebol Africano, e a sua Federação está com portas abertas para apoiar o país, na capacitação dos seus agentes, estágio e assim como nos outros domínios de futebol”, esclareceu Mendes Teixeira.

Segundo o responsável, o apoio que futuramente será dado por parte da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) no domínio da colocação de relvado sintético no Estádio Corca Sow de Mansoa, será mais uma valia para o futebol nacional, depois de Canchungo e Bafatá, Mansoa será o próximo a beneficiar desse apoio.

“Isso fará com que os nossos atletas, começassem habituar a jogar num bom campo, evitando assim pequenas lesões que anteriormente são vítimas devido o mau estado do campo”, alertou o Presidente da FFGB.

Avançou por outro lado que, a ambição da FFGB é conseguir colocar relvados sintéticos em todas as regiões do país, frisando que a zona Norte, Leste  do país, já se despõe de Estádios equipados com relvado sintético e novas  bancadas.

Adiantou que, a zona da região de Oio, concretamente Mansoa, está quase a beneficiar do mesmo, frisando que assim que sairem de lá, farão o mesmo no Sul e Bissau.

A Delegação chefiada por Omar Khyani, Conselheiro Principal do Presidente da Real Marroquina de Futebol que se encontra no país,  chefiada pelo  já efetuou visita ao Estádio Corca Sow de Mansoa, e promete para breve iniciar os trabalhos de colocação de relvado sintético no referido, e também apoiar a FFGB noutras problemáticas que o setor de desporto enfrenta.ANG/LLA/ÂC 

Cooperação/ Reino da Espanha apoia Guiné-Bissau com um  milhão de euros para sector da educação

Bissau, 28 Nov 23(ANG) – O Reino de Espanha vai apoiar Guiné-Bissau num valor de um milhão de euros para o sector da Educação, destinado a assegurar o  pagamento dos salários correntes aos professores.

A informação consta na página do facebook do Ministério das Finanças, consultada hoje pela ANG.

Segunda a mesma fonte, o anúncio foi feita pelo embaixador da Espanha residente no país, Antonio González-Lavada durante um encontro com o ministro da Economia e finanças, Suleimane Seidi.

No encontro, foi discutido a questão de aprofundamento das relações nas áreas sociais, onde a Guiné-Bissau apresenta maior fragilidade.

A nota indica que, o Reino da Espanha tem dado apoios e empréstimos a título de ajuda no âmbito bilateral a Guiné-Bissau para desenvolvimento, desde 1998.ANG/JD/ÂC

 

Cooperação/Delegação do BAD encontra-se no país para intensificar intervenção nos sectores da água e saneamento

Bissau ,28 Nov 23 (ANG) – Uma missão do Banco Africano do Desenvolvimento (BAD),vai estar no país entre os dias  27 de Novembro à 01 de Dezembro com objectivo de indentificar os desafios que se impóe nos sectores da “Água e Saneamento “.

De acordo com uma nota do Ministério da Economia e Finanças a que a ANG teve acesso hoje, a comitiva do BAD chefiada por Chefe de Divisão de Coordenação e Parceria  Água e Saneamento, Jeanne Astrid Ngako de Foki manteve esta terça-feira um encontro como o Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, Augusto Manjur, na presença do Secretário de Estado do Plano e Integração Regional, Mussubá Canté.

Durante a reunião, segundo a nota, Menjur reiterou a disponibilidade do Governo em “acompanhar e dar seguimento “, aos projectos do BAD no país ,designadamente nos sectores da Água e Saneamento.

“O Banco Africano do Desenvolvimento é um parceiro importante da Guiné-Bissau em matéria de desenvolvimento, lembrando que o Governo já elegeu esses dois sectores como sendo prioridades da governação”,disse.

A missiva do Ministério da Economia e Finanças frisa que a missão do BAD vai analisar com autoridades nacionais, o contexto dos sectores da água e saneamento, o quadro da participação do Banco no diálogo sectorial com vista aos eventuais apoios, entre outros.ANG/MSC/ÂC

Ensino/Secretária de Estado do Ensino Superior reconhece a falta de condições no sector

Bissau, 28 Nov 23 (ANG) - A secretária de Estado do Ensino Superior e Investigação Ciêntifica reconheceu a falta de condições necessárias no sector, provacadas pelas “instabilidades políticas” vividas no país.

De acordo com a informação publicadas na página  oficial do  Ministério da Educação Nacional no facebook, indicam que estas situações não têm ajudado os trabalhos de consolidação do sector do ensino superior.

O reconhecimento da Secretária de Estado do Ensino Superior Investigação Ciêntifica foi tornada pública no final de um encontro tido recentemente com a Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAGUIB), que serviu para analisar a evolução do caderno reivindicativo entregue ao Ministro da educação cessante.

Na ocasião, Hortência Francisco Cá reconheceu as dificuldades em resolver os problemas do ensino superior, alegando as instabilidades políticas que o país tem vivido nos últimos anos.

“Apesar dessa situação de dificuldades  com que deparam, estamos a trabalhar para as melhorá-las”, garantiu.

Em relação a falta de docentes, informou que está em curso os trabalhos para colmatar a insufiência dos docentes com vista a colocação dos professores e harmonização do currículo do ensino superior e da situação da propina mensal, que diz não pode ultrapassar cinquenta por cento do salário minimo nacional.  

Hortência Francisca Cá prometeu igualmente  encontrar soluções, relativamente a informações que recebeu da parte da direcção da CONAIGUIB, segundo as quais os estundantes guineenses no estrangeiro sofrem de tratamento desigual.

O Coordenador do CONAGUIB para Área do Ensino Médio, Serifo Baldé disse que o encontro visa inteirar do andamento do caderno reivindicativo  entregue ao ministro cessante sobre a situação do ensino superior.

Na ocasião, Serifo Baldé aproveitou para transmitir à responsável do ensino superior algumas preocupações inerentes ao ensino superior, nomeadamente a situação de contratação dos professores, a disparidade verificada a nível do currículo escolar e a inexistência dos estatutos da Universidade Amilcar Cabral, bem como a falta de bibliotecas e salas de informática nas instituições universitárias do país, entre outros preocupações apresentadas.

Por outro lado, disse que é  inaceitável manter o funcionamento das instituições do ensino superior sem as condições necessárias em pleno século XXI. ANG/MI/ÂC

Desporto/Estádio 24 de Setembro novamente reprovado para acolher competições internacionais

Bissau,28 Nov 23(ANG) - A Comissão de Inspecção da Confederação Africana de Futebol reprovou 20 estádios para acolher os jogos referentes às eliminatórias do Campeonato Mundial de Futebol FIFA 2026 por não reunirem as condições técnicas exigidas neste tipo de competição.

De acordo com a edição do dia 09 de Novembro, do Jornal de Angola,citado pelo portal desportivo guineense o GoloGB,  os inspectores da CAF reprovaram 20 estádios, incluindo o Estádio Nacional “24 de Setembro”.

Face à situação, os países abrangidos devem realizar os desafios “fora de casa”.

De acordo com o portal, entre os citados constam os estádios do Burkina Faso, Guiné, Gâmbia, Quénia, Níger, República Centro-Africana, Sudão, Serra Leoa, Etiópia, Botswana, Burundi, Eswatini, Guiné-Bissau, Lesoto, Libéria, Namíbia, Sudão do Sul, São Tomé, Uganda e Zimbabwe.

Para cumprir a orientação da CAF, muitas seleções abrangidas escolheram o Reino de Marrocos como destino privilegiado para realizar os jogos em condição de anfitrião.

São os casos da Etiópia, Burkina Faso, Guiné, Níger, Chade, Somália e São Tomé e Príncipe. As 54 selecções africanas abrangidas nas eliminatórias começaram a luta pela qualificação para o Campeonato Mundial de 2026, nos Estados Unidos da América, México e Canadá desde 15 do corrente mês.

Entretanto, uma fonte da Direcção Geral dos Desportos contactado pela ANG, desmentiu as referidas informações que dão conta da nova reprovação do Estádio Nacional 24 de Setembro.

A fonte adianta que, o país foi apenas multado pela Confederação Africana de Futebol, pelo facto dos adeptos terem invadido o retângulo do jogo durante a partida dos Djurtus contra a congénere da Serra Leoa no dia 11 de setembro, em que a Guiné-Bissau venceu por duas bolas à uma, na partida referente ao encerrando do Grupo A de qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN 23).ANG/O Golo GB



Justiça/Tribunal russo prolonga detenção do jornalista do Wall Street Journal

Bissau, 28 nov 23 (ANG) – Um tribunal de Moscovo prolongou até 30 de janeiro a detenção de Evan Gershkovich, jornalista do Wall Street Journal, acusado de espionagem, informaram agências de notícias russas.

A audiência aconteceu hoje à porta fechada para manter a confidencialidade do processo.

Gershkovich foi detido em março, durante uma viagem para um reportagem à cidade russa de Yekaterinburg, cerca de 2.000 quilómetros a leste de Moscovo, capital da Rússia.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia alegou que o repórter, “agindo de acordo com as instruções do lado americano, recolheu informações que constituem segredo de Estado sobre as atividades de uma das empresas do complexo militar-industrial russo”.

Gershkovich e o Wall Street Journal negam as acusações e o governo dos EUA declarou que ele foi detido injustamente.

As autoridades russas não apresentaram publicamente quaisquer provas que apoiem as acusações de espionagem.ANG/Lusa

 

Índia/Equipas de resgate a cinco metros de trabalhadores soterrados em túnel na Índia

Bissau, 28 nov 23 (ANG) - As equipas de salvamento indianas encontram-se a cinco metros dos 41 trabalhadores soterrados num túnel rodoviário que desmoronou no norte da Índia, anunciou hoje o ministro-chefe do Estado de Uttarakhand.


Um tubo de aço suficientemente largo para permitir a passagem dos homens "foi introduzido até 52 metros dentro do túnel e deverá perfurar [os escombros] a 57 metros (...) A operação de salvamento deverá estar concluída em breve", declarou aos jornalistas Pushkar Singh Dhami.

Após vários contratempos, engenheiros militares e os mineiros estão a trabalhar manualmente para abrir caminho através da rocha e dos escombros, a fim de desobstruir a última secção e chegar aos homens, presos há 17 dias.

Uma equipa de três pessoas escava e insere, à vez, as últimas secções de um tubo de aço com largura suficiente para um homem passar e para permitir retirar os trabalhadores.

Estes encontram-se presos no local desde 12 de novembro, quando um deslizamento de terras provocou a derrocada de uma parte do túnel de 4,5 quilómetros que estavam a construir, a cerca de 200 metros da entrada.

As autoridades começaram a fornecer aos trabalhadores refeições quentes através de um tubo de 15,24 centímetros de diâmetro, no início da semana passada, depois de terem passado dias a sobreviver com alimentos secos enviados através de um canal mais estreito. O oxigénio chega por um canal separado.

Uttarakhand está repleto de templos hindus, e a construção de autoestradas e edifícios tem sido constante para acomodar o fluxo de peregrinos e turistas.

Este túnel faz parte da estrada Chardham, um projeto federal emblemático que liga vários locais de peregrinação hindu.ANG/Lusa

 

Guerra Medio Oriente/Nova libertação de reféns, entre eles três crianças francesas

Bissau,28 Nov 23(ANG) - Na noite de segunda-feira foram libertados mais 11 reféns detidos pelo Hamas, com os mediadores a conseguirem prolongar a trégua entre este movimento terrorista e Israel durante dois dias de modo a conseguir retirar o número máximo possível de reféns da Faixa de Gaza e permitir que a ajuda humanitária chegue a esta região.

Mais dois dias foi o tempo acordado entre o Hamas e Israel para a extensão da trégua que tinha começado originalmente na sexta-feira passada e deveria terminar na segunda-feira.

Assim, o cessar fogo entre as forças israelitas e o Hamas deve durar, pelo menos, até quinta-feira, segundo anunciou o Qatar, que com os Estados Unidos da América e com o Egipto estão a mediar a situação entre as duas partes.

Na noite de segunda-feira foram libertados mais 11 reféns com dupla nacionalidade, entre eles seis argentinos, dois alemães e três franceses menores de idade. Trata-se de Eitan Yahalomi, de 12 anos, Erez Kalderon, também com 12 ano, e a sua irmã Sahar de 16 anos. Os menores estão agora a ser tratados num hospital em Israel como explicou à RFI Sabrina Belhassen, coordenadora do comité de reféns franceses no ataque do 7 de Outubro.

"As crianças francesas estão juntas, dão as mãos umas às outros, vê-las foi perturbador, mas ao mesmo tempo muito emotivo. As crianças estão agora no hospital, um dos mais reputados em Israel e esperamos que só precisem ficar aqui 24 horas para que depois possam ir para casa, apesar de eles já não terem casa, já que o kibbutz onde viviam foi completamente queimado pelo Hamas", disse Sabrina Belhassen à jornalista Murielle Paradon.

Em troca destes reféns, o Hamas conseguiu a libertação de 33 prisioneiros palestinianos.

Com o prolongamento da trégua, espera-se que sejam libertados pelo menos mais 10 reféns, com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a dizer que com estas tréguas estamos a ter "um pouco de esperança e humanidade no meio das trevas da guerra".ANG/RFI

 

Coreia/Pyongyang diz que novo satélite espião captou imagens da Casa Branca e Pentágono

Bissau, 28 nov 23 (ANG) – A Coreia do Norte garantiu hoje que o satélite espião, lançado pelo país há uma semana, captou imagens da Presidência dos EUA, a Casa Branca, do Pentágono e de outras importantes instalações da defesa norte-americana.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visitou o centro de controlo geral da Administração Nacional de Tecnologia Aeroespacial norte-coreana (NATA, na sigla em inglês), na capital, de onde é coordenada a missão do satélite, avançou hoje a KCNA.

Segundo a agência de notícias estatal da Coreia do Norte, Kim viu no centro imagens da Casa Branca, do Pentágono, de Norfolk, a principal base naval dos EUA, e dos vizinhos estaleiros de Newport News, onde são construídos os porta-aviões e submarinos norte-americanos.

As imagens foram captadas por volta das 23:35 de segunda-feira (14:35 em Lisboa) e “quatro porta-aviões nucleares norte-americanos e um porta-aviões britânico foram detetados nas fotos da base naval de Norfolk e dos estaleiros de Newport News", avançou a KCNA.

Kim recebeu um relatório sobre os preparativos para que o satélite de observação militar “Malligyong-1” entre em operação antes da data inicialmente prevista, 01 de dezembro, referiu a agência.

A Coreia do Norte, que afirmou também ter obtido imagens de bases militares norte-americanas no Sul e na ilha de Guam, não publicou até ao momento quaisquer fotografias captadas pelo satélite.

Depois de duas tentativas falhadas, em maio e agosto, Pyongyang conseguiu a 21 de novembro colocar um satélite espião em órbita. A Coreia do Sul confirmou na quinta-feira que o lançamento foi bem-sucedido.

Seul recuperou os destroços de um dos lançamentos falhados e alegou na altura que a resolução das imagens do satélite que a Coreia do Norte tentou colocar em órbita era muito fraca, embora sem fornecer provas concretas.

A NATA disse que vai apresentar na próxima sessão plenária do partido único norte-coreano, marcada para o final de dezembro, um plano para lançar em breve vários outros satélites de observação militar.

Na segunda-feira, o embaixador norte-coreano junto das Nações Unidas (ONU) argumentou, numa rara aparição perante o Conselho de Segurança, que o lançamento do satélite espião foi um ato “legítimo” de autodefesa face a “ameaças” norte-americanas.

As potências ocidentais, o Japão e a Coreia do Sul condenaram o lançamento, tal como o secretário-geral da ONU, António Guterres, observando que a utilização de tecnologias de mísseis balísticos viola resoluções do Conselho de Segurança.

“Nenhuma outra nação no mundo está numa situação de segurança tão crítica” como a Coreia do Norte, disse o embaixador Kim Song, lamentando que outros países não estejam sujeitos às mesmas restrições.

“Um país beligerante, os Estados Unidos, está a ameaçar-nos com armas nucleares. É direito legítimo da Coreia do Norte, como outra parte beligerante, desenvolver, testar, fabricar e possuir sistemas de armas equivalentes aos que os Estados Unidos possuem ou estão a desenvolver”, acrescentou.ANG/Lusa

 

    Cooperação/Presidente da República encontra-se de visita à Timor Leste

Bissau, 28 Nov 23(ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, chegou no domingo, 26 de novembro, a Díli, para uma Visita de Estado, por ocasião das Celebrações do Dia da Independência da República de Timor-Leste que se assinala hoje, 28 de Novembro.

De acordo com o Gabinete de Comunicação e Relações Pública da Presidência da República, esta visita de Estado constitui uma oportunidade para abordar um conjunto de temas relevantes no plano bilateral e multilateral, aprofundando desta forma as excelentes relações entre os dois países.

No âmbito da Visita de Estado à República Democrática de Timor-Leste, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, foi recebido segunda-feira pelo seu homólogo timorense, José Ramos Horta, no Palácio Presidencial Nicolau Lobato.

O Chefe de Estado guineense, destacou o facto desta Visita de Estado a um país irmão, contribuir para o estreitamento das relações entre os dois países, através de consultas permanentes e de abertura de representação diplomatica em Bissau e em Dili.

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, iniciou na passada quinta-feira uma Visita Oficial ao Estado da Cidade do Vaticano, a convite da Sua Santidade, o Papa Francisco.

Entretanto, de acordo o Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República a agenda do Papa Francisco para o passado sábado,  25 de Novembro, foi cancelada, porque o Pontífice se encontra num "ligeiro estado gripal", anunciou o Vaticano.

“As audiências do Santo Padre previstas para esta manhã foram canceladas devido a um leve estado gripal", indicou a Santa Sé num curto comunicado.

O Papa tinha marcado para o passado sábado um encontro com o presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que foi cancelado, mantendo-se na agenda os seus compromissos para os próximos dias, incluindo a viagem ao Dubai, na sexta-feira, 01 de dezembro, à cimeira da COP 28 sobre as alterações climáticas. ANG/ÂC

Caso 6 biliões/Ministro da Economia e Finanças considera de “legal e normal” o processo

Bissau,28 nov 23(ANG) – O ministro da Economia e Finanças considerou de “legal, recorrente e normal” o processo de solicitação de empréstimo no valor de seis biliões de francos CFA junto do Banco de África Ocidental(BAO), para pagar dívidas contraídas junto de alguns credores.

Suleimane Seidi falava segunda-feira à imprensa, à saída de uma interpelação de esclarecimento junto dos deputados da nação.

“Explicamos isso muito claramente aos deputados, com base nas atribuições e competências que nos são reservadas enquanto Ordenador Nacional das despesas do Estado”, salientou o governante.

O Ministério da Economia e Finanças  pediu um financiamento ao Banco da África Ocidental (BAO) para pagamento das dívidas contraídas junto de alguns credores, nomeadamente, Marisqueira de Safim, Emiliano Nosoline Reis, Connecting SARL, Hotel Império, Emídio Carlos Alves, e Comacodi Contruções.

O Ministério Público desencadeou na passada sexta-feira, 24, uma operação de busca e apreensão no Ministério das Finanças e na sede principal do Banco da África Oficial (BAO), em que o Governo é o  principal acionista.

O titular da pasta das Finanças disse que, durante a audição no parlamento, foi obrigado a observar alguns aspectos para não interferir em questões ligadas à investigação do caso pela justiça.

Perguntado sobre se o montante de seis biliões de francos CFA já foi pago ou não, Suleimane Seidi sublinhou que, foi apenas um pedido de financiamento submetido ao Banco com base em fundamentos da Lei.

“As atribuições e competências nos dão essas prerrogativas de fazer esse tipo de pedidos e portanto foram observadas e correu todos os trâmites legais”, salientou.

O governante disse contudo que, devido as situações que estamos a viver em que esta questão foi levantada, a Assembleia Nacional Popular é soberana para pedir os esclarecimentos nesse sentido”, disse.

“Da nossa parte estamos à vontade e explicamos tudo o que entendemos e a partir daí as coisas vão continuar no âmbito da Comissão de Inquérito que os deputados vão criar e da nossa parte estamos dispostos a colaborar”, afirmou.

Durante a interpelação no parlamento, os deputados da oposição dizem que é um escândalo financeiro e pede a demissão do ministro da Economia e Finanças.

Até os deputados da bancada que suporta o Governo quiseram saber de Suleimane Seidi o porquê de ter mandado pagar seis mil milhões de francos CFA, cerca de 10, a um grupo de 11 empresas.

O parlamentares também perguntaram ao ministro se considera pertinente o pagamento dessa dívida numa altura em que se diz que o país enfrenta dificuldades de tesouraria.ANG/ÂC