Transição Política/Ministro dos Negócios Estrangeiros enaltece papel da CEDEAO na mediação e estabilização do país
Bissau, 03 Fev 26 (ANG) – O ministro dos Negócios
Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades enalteceu hoje o papel da Comunidade Económica dos Estados da
África Ocidental na mediação e estabilização da Guiné-Bissau, após o golpe de
Estado de 26 de Novembro de 2025.
Disse que, no quadro da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a Guiné-Bissau se
auto-suspendeu da organização por entender que o espírito que norteou a sua
criação não se estava a ser verificar, frisando
que o respeito pela a soberania da Guiné-Bissau está em causa.
"Depois do golpe de
Estado do dia 26 de Novembro tínhamos duas opções, ou virar as costas e automaticamente
desistir da Guiné-Bissau ou contribuir com elevado sentido patriótico para
tirar o país da situação em que se encontrava. Fizemos esta aposta como forma
de dar a nossa contribuição positiva," disse.
João Bernardo Vieira reitera
que o Governo de Transição vai respeitar os compromissos internacionais,
realçando que ao nível da CEDEAO houve avanços ao contrário da CPLP que nunca
veio à Guiné-Bissau para se inteirar da situação do país após o golpe.
Disse que a CPLP nunca
enviou a missão de bons ofícios em comparação com a CEDEAO, que já enviou
várias missões ao país, sendo a primeira
liderado pelo seu presidente em exercício Júlio Mada Bio, igualmente presidente de Serra Leoa, seguida de uma
missão do emissário senegalês e depois os presidentes da
República do Senegal e da Serra Leoa.
Disse que o Alto Comando Militar
cumpriu as recomendações exigidas sem ambiguidade, sem manobras
dilatórias, salientando que foi graça ao papel da mediação da CEDEAO que os
presos foram libertados.
Bernardo Vieira referiu
ainda que em resultados dessas missões se chegou a um consenso sobre a manutenção das operações das tropas
da CEDEAO no país.
O governante disse que há
uma abertura por parte do Comando Militar para que a inclusão recomendada pela
CEDEAO seja feita, e, a respeito, diz que só se aguarda pelas respostas das
individualidades que devem integrar o Governo de Transição.
Com relação a União Africana, disse que mantem-se firmes no respeito a multilateralismo, porque as organizações internacionais não são tribunais para se fazer justiças. “São espaços de responsabilidades partilhadas dos Estados e a Guiné-Bissau faz parte”, disse acrescentando que a União Africana e as Nações Unidas estão a dar um passos significativos nesse sentido. ANG/MI/ÂC//SG

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