Suécia/Marido é indiciado por ter forçado sua esposa a se prostituir com pelo menos 120 homens
Bissau, 31 Mar 26 (ANG) - Um promotor sueco indiciou, nesta segunda-feira (30), um homem suspeito de ter forçado sua esposa a se prostituir com pelo menos 120 homens.
Ele também é suspeito de
proxenetismo agravado, estupros e agressões sexuais.
Os investigadores
falam em uma exploração “em grande escala”. Um homem de 62 anos é suspeito de
ter lucrado financeiramente, durante mais de três anos, entre 2022 e 2025, com
a pressão que exercia sobre sua esposa “para que ela praticasse atos sexuais”,
segundo a acusação.
De acordo com o mesmo documento, a vítima
vivia sob total controle: drogada, tornada dependente, vigiada permanentemente,
inclusive por câmeras instaladas na própria casa.
O homem é acusado de ter publicado anúncios na internet, organizado
encontros, vigiado e pressionado sua esposa a realizar atos sexuais online para
atrair mais clientes, detalha o documento.
Ele é suspeito de tê-la forçado a manter relações sexuais com mais de 120
homens. Ele teria filmado esses atos. Foi a própria vítima quem acabou
alertando a polícia, no fim de outubro de 2025, no norte da Suécia.
O homem também é
acusado de ter sido violento, de tê-la ameaçado e de ter se aproveitado de sua
dependência química, com o Ministério Público qualificando os fatos como uma
“exploração impiedosa”.
O suspeito, que está
em prisão preventiva, nega todas as acusações. Ele também é processado por oito
estupros e quatro tentativas de estupro.
Vinte e seis homens
foram indiciados por compra de serviços sexuais, e os demais ainda estão sob
investigação, informou a representante da acusação.
Segundo a emissora
pública SVT, o homem suspeito de proxenetismo agravado era um membro de alto
escalão da organização de motociclistas Hells Angels.
A mulher foi vítima
de “crimes graves”, declarou sua advogada, Silvia Ingolfsdottir, à AFP. “Ela
espera agora obter justiça”, acrescentou.
A ministra sueca da
Igualdade de Gênero, Nina Larsson, afirmou em Fevereiro que os homens devem
“parar de comprar e vender o corpo das mulheres”.
Este caso, que lembra o de Giséle Pelicot na França, causa profunda
comoção na Suécia, onde a prostituição e a violência contra mulheres são temas
extremamente sensíveis. Ele também reacende o debate sobre a responsabilidade
dos clientes e sobre as situações de controle psicológico, elementos centrais
do modelo sueco que penaliza a compra de serviços sexuais. ANG/RFI

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