Alemanha/ Governo identifica suspeitos de tentativa de ataque em Leipzig
Enquanto isso, a União Europeia estuda aumentar a
pressão sobre a Rússia por meio de novas sanções.
De acordo com o jornal Süddeutsche
Zeitung (SZ) e as emissoras públicas regionais NDR e WDR, o
primeiro suspeito é um cidadão bielorrusso que também possui passaporte russo.
Ele teria entrado no Espaço Schengen usando um visto de turista italiano
emitido em Minsk.
Segundo os três veículos de comunicação, esse homem já havia
chamado a atenção das autoridades por infrações cometidas nos países bálticos.
Questionado em Wicklow, na Irlanda, à margem de uma reunião com
seus homólogos da União Europeia, sobre a emissão do visto, o ministro das
Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, prometeu realizar "todas as
verificações necessárias", mas ressaltou que "se não houver alertas
sobre os indivíduos em questão, o visto é concedido".
O segundo suspeito teria passaportes letão e russo, de acordo
com a NDR e a WDR, e nasceu na Rússia, detalha o SZ. Ele teria atuado como
coordenador logístico e instrutor do ataque. De acordo com as mesmas fontes, o
homem chegou à Alemanha pelo Aeroporto de Berlim no fim de julho e alugou um
carro para viajar até a região de Leipzig, no leste do país, antes de deixar o
território alemão dois dias antes do suposto ataque.
Segundo a imprensa alemã, os dois homens foram identificados por
meio de vestígios de DNA coletados por peritos forenses nas imediações do
aeroporto: em um drone, em uma lata contendo explosivos e em uma antena fixada
a uma árvore.
Bancos de dados europeus permitiram estabelecer correspondências
na Lituânia e na Finlândia, informação corroborada por agências de
inteligência, segundo esses veículos de comunicação.
Também nesta quarta-feira, a presidente
da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou o que classificou como
crescente "imprudência" da Rússia e denunciou a mais recente escalada
em solo europeu.
"Foi um ataque realizado com
equipamento militar por agentes russos em território da UE", disse ela a
repórteres em Bruxelas. "A Europa e a Otan não vão apenas manter a pressão
sobre a Rússia. Vamos intensificá-la e não cessaremos nossos esforços",
enfatizou.
Durante uma reunião ministerial em
Wicklow, na Irlanda, a Alta Representante da UE para Assuntos Estrangeiros e
Política de Segurança, Kaja Kallas, afirmou que o ataque frustrado em Leipzig/Halle
apresentava "todas as características de terrorismo patrocinado pelo
Estado".
Ela também indicou que a UE decidiria
sobre sanções direcionadas ao complexo industrial-militar da Rússia.
Na
terça-feira (1º),a Alemanha anunciou medidas de retaliação contra a Rússia,
acusando-a de enviar um drone carregado de explosivos ao Aeroporto de Leipzig
no início de agosto.
O local é um centro logístico militar considerado vital tanto para as Forças Armadas alemãs quanto para a Otan.
O drone oi encontrado na área segura de operações de carga, próximo a várias aeronaves ucranianas.
Segundo a imprensa alemã, outro drone, também com vestígios de substâncias explosivas, foi encontrado posteriormente nas proximidades do aeroporto.
A Chancelaria alemã informou que
Friedrich Merz conversou por telefone com o presidente ucraniano, Volodymyr
Zelensky, sobre o "ataque híbrido" em Leipzig e assegurou o
"apoio civil e militar contínuo e firme" da Alemanha.
Por sua vez, após quatro anos e meio de
conflito que transformaram a Ucrânia em uma das principais referências mundiais
em guerra com drones, Kiev declarou estar "pronta para ajudar" a
Alemanha com sua "expertise" e "experiência", afirmou
Zelensky na rede social X.
Enquanto isso, na terça-feira, o
presidente Vladimir Putin criticou o que chamou de "novo erro
grosseiro" da Alemanha, que se tornou o principal financiador da Ucrânia.
Autoridades diplomáticas russas anunciaram nesta quarta-feira que convocaram o
encarregado de negócios alemão em Moscou.
A
Alemanha registou dois casos suspeitos de sabotagem num intervalo de 24
horas: um em uma subestação elétrica na Renânia do Norte-Vestfália e outro, na
terça-feira, em Brandemburgo, onde linhas de transmissão foram danificadas. ANG/RFI/Com
agências

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