Cultura/ Escritor guineenses Rosário Alberto Nhaga apresenta 3ª obra literária, “A Voz da Paz, 10 Minutos Ku Deus”
Bissau, 27 Out
26 (ANG) – O Escritor guineenses Rosário Alberto Nhaga apresentou,
recentemente, a 3ª obra literária, intitulada “A Voz da Paz, 10 Minutos Ku Deus”.
O livro foi
apresentado no Centro Cultural Franco Bissau Guineense por Armando Mussa Sané.
Sané disse que a obra convida ao leitor para uma reflexão sobre a justiça,
solidariedade, honestidade, gratidão, diálogo, responsabilidade individual e reconciliação,
destacando a forma educativa das histórias que foram contadas por Padre Davi Scioco ao longos dos
anos no programa.
Segundo
Armando Sané, quem lê
o livro vai perceber que essa história pode contribuir para a promoção da paz, para
construção de uma sociedade pacifica, alertando que a divergência de opinião
não pode ser transformada em inimizade .
o livro
demonstra que a diversidade étnica não constitui problema, mas sim uma oportunidade
para enriquecer o bem colectivo.
Enalteceu a
primeira história contada no livro, denominada “dente do leão”, dedicado à esperança, coragem,
separação e à importância de viver e da resistência às dificuldades.
Armando
Mussa Sané defendeu que o livro deve ser usado nas bibliotecas, organizações
comunitárias, nas organizações juvenis, nas escolas e nas universidades para
promover uma educação para a paz.
O autor do
livro Rosário Alberto Nhaga disse na ocasião que a obra retrata essencialmente
as questões de paz, a maneira como podemos viver como irmãos.
“As histórias
contadas por Padre Davi Scioco provocam mudanças na vida e sendo assim, senti que há uma
necessidade da sua expansão, por isso, pedi gravações na rádio e transformei
essas histórias num livro para que possam ir além da rádio”, disse Rosário Alberto Nhaga,
em declarações à imprensa.
O escritor
convida aos guineenses para lutarem contra o desejo neurótico de ter razão a
todo o custo, e diz ser uma das causas
de impedimento da convivência pacífica e consolidação da paz entre guineenses.
O Diretor-geral
da Rádio Sol Mansi, Casimiro Jorge Cajucam apelou à promoção da paz, do diálogo
inter-religioso e do combate à desinformação em defesa dos direitos humanos, e o
uso responsável dos meios de comunicação social e das redes sociais para lutar
contra a intolerância.
Casimiro Cajucam referiu que desde 14 de Fevereiro de
2011, que a RSM tem trabalhado na construção de uma sociedade guineense mais
justa, solidária e fraterna, inspirando-se nos valores do Evangelho e na
doutrina social da igreja católica.
Disse que a
rádio procura anunciar a esperança, denunciar as injustiças e defender a
dignidade humana, sobretudo as pessoas mais vulneráveis, assumindo a
responsabilidade de informar com rigor, dar voz aos menos ouvidos, promover o
diálogo e contribuir para o bem comum.
Sublinhou
que a diversidade cultural e religiosa da Guiné-Bissau deve ser encarada como
uma oportunidade para enriquecimento mútuo e não como motivo de suspeita, discriminação
ou divisão.
O Diretor-geral
da Rádio Sol Mansi defendeu a importância do diálogo inter-religioso e do
respeito pelas diferenças entre cristãos, muçulmanos, seguidores das religiões
tradicionais africanos e cidadãos que não professam qualquer religião, para construção
de uma sociedade pacífica.
Segundo
Casimiro Cajucam, a identidade da Rádio Sol Mansi não constitui uma barreira ao
diálogo, representa sim um incentivo à escuta, ao acolhimento e ao respeito por
todas as pessoas, independentemente da sua religião, origem e condição social.
Alertou para
a responsabilidade da comunicação social, lembrando que as palavras podem
aproximar ou afastar pessoas, esclarecer ou confundir, reconciliar ou
aprofundar conflitos.
Advertiu que
publicações ofensivas, acusações sem provas, informações falsas e mensagens que
exploram diferenças religiosas, étnicas ou políticas podem alcançar milhares de
pessoas em poucos minutos, alimentando a desconfiança, hostilidade e divisão social.
Casimiro apelou
à substituição do insulto pelo diálogo, da agressividade pelo respeito e da
desinformação pela verdade, defendendo que é possível discordar sem ofender e
expressar convicções sem desrespeitar os outros.
O Director-geral
da Rádio Sol Mansi felicitou o autor pela iniciativa e manifestou o desejo
de a obra chegar às famílias, aos jovens
e às comunidades, contribuindo para fortalecer a fé, esperança, o respeito e a solidariedade.
Exortou à
união de todos os cidadãos na luta contra a intolerância e a desinformação,
sobretudo nas redes sociais, defendendo uma comunicação responsável, capaz de
aproximar as pessoas em vez de as dividir.
Para a Diretora
Executiva da Casa das Letras Vasco Cabral, Suaila Fonseca Cá o livro
convida para à todos para uma reflexão sobre os valores humanos a
convivência pacifica e a transformação da sociedade.
Afirmou que
os elementos importantes da oba são as origens das suas fontes.
“Essas
histórias são contadas pelo padre David Scioco no seu programa na Rádio Sol Mansi
e encontra em Rosário Nhaga uma
oportunidade de passar da oralidade para escrita”, disse.
Suaila
Fonseca Cá assegurou que o autor reconheceu nessas narrativas oportunidade para
escrever sobre a paz, perdão, o amor, a justiça e a transformação humana,
permitindo que as histórias contadas na Rádio Sol masi ganhassem uma nova vida
nas páginas de um livro.
“ O encontro
entre a Rádio Sol Mansi e a cultura demonstra a importância da palavra na
sociedade. O Rádio leva história para os ouvintes, enquanto o livro permite que
elas sejam preservadas, relidas e transmitidas às novas gerações”, disse Suaila
Fonseca Cá. ANG/LPG//SG

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