Política/Mediador da CEDEAO para a Guiné-Bissau termina missão sem prestar declarações à imprensa
Bissau, 27 Out 27(ANG) - O
enviado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental)CEDEAO), Cheikh
Niang,à Guiné-Bissau terminou nesta
terça-feira a visita de dois dias ao país sem apresentar publicamente as conclusões
da sua missão de mediação.
O também ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal reuniu-se, na segunda-feira, em Bissau, com partidos políticos, organizações da sociedade civil e corpo diplomático.
No final dos encontros, nenhum
representante dos partidos ou da sociedade civil prestou declarações à
imprensa.
Participaram no encontro o
Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, as duas alas do
Movimento para a Alternância Democrática, MADEM-G15, as duas alas do Partido da
Renovação Social, o Partido dos Trabalhadores Guineenses e a Frente Patriótica
de Salvação Nacional.
Cheikh Niang reuniu-se ainda com o
Presidente da Transição, Horta Inta-A, com o chefe do Estado-Maior General das
Forças Armadas, Tomás Djassi, e com o Primeiro-ministro da Transição, Ilídio
Vieira Té.
Segundo uma nota do gabinete do Primeiro-ministro,
Ilídio Vieira Té terá proposto à delegação da CEDEAO a assinatura de um Pacto
Nacional de Reconciliação e Garantias Eleitorais.
De acordo com a mesma nota, este pacto
deverá resultar de negociações entre o Conselho Nacional de Transição, os
partidos políticos, o Alto Comando Militar e o Governo, com vista à definição
de um calendário eleitoral.
Ainda neste comunicado, o chefe do
Governo apresentou a designada "Fórmula IVT", que prevê a auscultação
de todos os atores políticos, incluindo as diferentes alas do PRS e do
MADEM-G15.
O Presidente da Transição, Horta Inta-a,
marcou eleições legislativas e presidenciais para 6 de Dezembro. Contudo
diversos quadrantes políticos consideram que é impossível realizar esses
escrutínios na data fixada. O Governo por exemplo
na pessoa do PM já indicou
ser impossível a realização de eleições gerais na data prevista.
Segundo o gabinete do Primeiro-ministro,
o Governo estima que a organização do escrutínio custe entre 11 e 12 mil milhões
de francos CFA, um valor que, de acordo com o executivo, ultrapassa as
disponibilidades do Tesouro da Guiné-Bissau. ANG/RFI

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