Energia/Ministério dos Recursos Naturais diz que a EAGB é responsável pela aquisição da
eletricidade fornecida ao país
Bissau, 06 Nov
26 (ANG) - O Ministério dos Recursos Naturais(MRN) diz, em comunicado, que a
energia elétrica consumida no país, proveniente da barragem hidroelétrica de
Kaleta, na República da Guiné é comprada pela Empresa de Eletricidade e Águas
da Guiné-Bissau (EAGB).
O MRN reage
assim à conferência de imprensa do Presidente
da Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES), quen solicitou ao
Presidente da República de Transição, ao Governo na pessoa do Primeiro-ministro e ao Conselho
Nacional de Transição (CNT) para intervirem junto da EAGB com vista a redução das tarifas de luz e água
praticadas por esta empresa, para aliviar os encargos financeiros dos
consumidores guineenses.
No comunicado,
o Ministério dos Recursos Naturais refere que a Organização para a Valorização
do Rio Gâmbia (OMVG) não é responsável pela produção e nem pela definição dos
preços da energia elétrica praticados junto dos consumidores na Guiné-Bissau.
Segundo o
documento, a barragem de Kaleta foi construída integralmente pela República da
Guiné-Conacry, que decidiu disponibilizar parte da energia produzida aos
restantes Estados-membros da OMVG, no quadro dos princípios de solidariedade e
cooperação sub-regional.
O Ministério
diz ainda que o transporte da
eletricidade é assegurado através de uma linha de interconexão de
aproximadamente 1.675 quilómetros, construída no âmbito dos projetos da OMVG,
cuja exploração e manutenção estão sob responsabilidade da SOGESART.
Relativamente
à comercialização, o Ministério dos Recursos Naturais diz que a energia é adquirida à EDG pelas empresas
nacionais de eletricidade dos países beneficiários, sendo a EAGB a entidade
responsável pela compra da eletricidade destinada à Guiné-Bissau.
O comunicado
refere que o preço de aquisição da
energia não deve ser confundido com as tarifas cobradas aos consumidores
finais, uma vez que estas resultam dos mecanismos nacionais de formação e
aprovação de preços.
O Ministério
salientou que a organização desempenha essencialmente um papel de integração
energética regional, através das infraestruturas de interconexão.
Por outro
lado, no mesmo comunicado, o Ministério dos Recursos Naturais pronunciou-se
sobre as críticas relativas ao custo do fornecimento de água, sobretudo na
cidade de Bissau, reconhecendo a existência de limitações no atual modelo de
faturação.
Segundo a
instituição, a ausência de uma generalização da medição individualizada dos
consumos, através da instalação de contadores, pode provocar desequilíbrios na
repartição dos encargos entre os consumidores.
A título de exemplo, apontou que uma família que dispõe de
apenas uma torneira pode acabar por suportar encargos semelhantes aos de uma
residência com piscina e várias casas de banho, apesar das diferenças
significativas nos níveis de consumo.
Para o
Ministério, o desafio não se limita ao preço da água, mas também pela
necessidade de estabelecer um sistema de faturação mais justo, transparente e
proporcional ao consumo efetivo de cada utente.
O documento
acrescenta que a definição das tarifas deve ter em consideração os custos de
captação, tratamento, armazenamento, transporte, distribuição e manutenção das
infraestruturas de abastecimento.
O Ministério
dos Recursos Naturais reconheceu o papel da Associação de defesa dos
consumidores na promoção da transparência e na proteção dos direitos dos
cidadãos, considerando legítimo o acompanhamento e o questionamento dos
serviços públicos que tem feito.
Por isso, recomenda
ao presidente da ACOBES a procurar obter
informações técnicas e institucionais junto das entidades competentes antes de fazer
declarações públicas sobre assuntos relacionadas com o setor energético e o
abastecimento de água.
Para o
efeito, indicou os Ministérios dos Recursos Naturais e da Energia, a EAGB e a Célula
Nacional da OMVG.
A
instituição manifestou igualmente disponibilidade para continuar a prestar
esclarecimentos e colaborar com as organizações da sociedade civil, incluindo a
Associação de defesa dos consumidores, através do diálogo, da transparência e responsabilidade institucional.
ANG/LPG/ÂC//SG

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