sexta-feira, 22 de abril de 2016

Biodiversidade



Degol Mendes propõe ONU criação de fundo especial de conservação

Bissau 22 abr. 16 (ANG) - O Secretário de Estado do Plano e da Integração Regional (SEPIR) propôs ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU), a criação de um fundo especial para a conservação da Biodiversidade no país.

Degol Mendes fez essa declaração em nome do Governo guineense durante o Fórum Inaugural do Conselho Econômico e Social das Organizações das Nações Unidas sobre o Financiamento do Desenvolvimento que decorreu de 18 à 20 do mês em curso, em Nova Yorque.

Na sua intervenção, Degol Mendes defendeu que a proposta da criação de um fundo especial vai no sentido de compensar os países frágeis, mas ricos em ecossistemas naturais.

“Esse fundo serviria para confirmar as ações de conservação das espécies e dos espaços, assim como a gestão durável dos recursos naturais”, sublinhou.

Segundo o governante, há necessidade de se preservar esta dádiva da natureza, a bem da humanidade, sem pôr em causa os processos de desenvolvimento dos países como a Guiné-Bissau.

Degol Mendes relembrou que a Guiné-Bissau instituiu desde 1992 áreas protegidas no território nacional e, no quadro do plano Estratégico Peracional-2015/2025 “ Tera Ranka”, o desenvolvimento Inclusivo e a Biodiversidade estão no coração desta estratégia de desenvolvimento.

“Para garantir a continuidade desta política, o país acabou de colocar no terreno a Fundação BioGuiné”, referiu. ANG/FGS/SG

Cabo Verde

Pedro Pires "profundamente chocado" com situação no Brasil

Bissau, 22 Abr 16 (ANG)- O antigo Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, disse  quinta-feira estar "profundamente chocado" e "frustrado" com o que está a acontecer no Brasil, considerando que o destino de um país não se pode decidir num ambiente de Carnaval.

"Não sei se têm estado a seguir o que acontece no Brasil e se isso vos terá chocado ou não. A mim me chocou profundamente porque não se pode decidir o destino de um país, de um Presidente, de uma instituição, num meio, num comportamento que mais parece Carnaval do que outra coisa", disse Pedro Pires. 

O ex-chefe de Estado cabo-verdiano, que falava na cidade da Praia durante a assinatura de um protocolo de cooperação entre o instituto homônimo e a Universidade Pública de Cabo Verde (Uni-CV), salientou que "o destino de um país se constrói de outra maneira, com outra atitude e com outra responsabilidade".

No passado domingo, a Câmara dos Deputados aprovou um pedido de destituição da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, num processo que seguiu para o Senado e que até agora tem gerado uma onda de protestos a favor e contra em todo o país, com milhares de pessoas nas ruas, em várias cidades brasileiras.

Pedro Pires, que foi Presidente de Cabo Verde entre 2001 e 2011, disse que todos devem acompanhar a evolução dos acontecimentos.

"Todas as pessoas devem acompanhar essa evolução com atenção e ter o seu julgamento. Do meu ponto de vista, com toda a sinceridade, sinto-me frustrado com o que está a acontecer no Brasil, mas competirá aos brasileiros tirar as conclusões e encontrar a melhor solução", referiu à agência Lusa.

Considerando que a situação do Brasil não estava na sua agenda, Pedro Pires, que também foi primeiro-ministro cabo-verdiano de 1975 a 1991, afirmou que se deve ser positivo e esperar que o Brasil e os brasileiros encontrem a melhor solução "que sirva os interesses do país dentro e fora do Brasil".

O actual presidente do instituto homônimo e da Fundação Amílcar Cabral, que foi Prêmio Mo Ibrahim em 2011, referiu que o Brasil é um país que tem boas relações com Cabo Verde e que acolhe uma significativa comunidade cabo-verdiana, sobretudo de estudantes.

"Em relação ao Brasil temos sempre uma grande expectativa, uma grande esperança e quando as coisas não correm bem ficamos frustrados porque temos mantido relações com o Brasil durante todo esse tempo e só queremos de bem para o país", concluiu. ANG/JA



Política


Combatentes da Liberdade da Pátria dispostos a lutar contra  “tentativas de derrube do governo”

Bissau, 22 Abr 16 (ANG) - Os Combatentes da Liberdade da Pátria manifestaram a disponibilidade de lutar contra o que consideram “tentativas de derrubar o governo liderado por Carlos Correia e de afastamento do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) do poder”.

Em comunicado à imprensa divulgado quinta-feira, os veteranos de luta de libertação nacional declararam total apoio ao governo e  dizem não  compactuar com alegados interesses obscuros, projectos obscuros e inconfessáveis de exercício do poder não democrático.

Afirmaram que a essas tentativas apenas servem interesses mesquinhos ao serviço de forças obscuras e obscurantistas, acrescentando  que a figura do actual Primeiro-ministro é destacada na luta contra a corrupção, nepotismos, anti-amiguísmo, e na luta por um Estado de Direito Democrático”.

“Ficamos pelo menos surpreendidos pelas alusões, no discurso do Presidente da República vinculando o seu juramento aos Combatentes da Liberdade da Pátria, quando a sua acção tem sido fundamentalmente contrária às aspirações dos combatentes e do povo guineense em geral”, refere o comunicado.

No documento, os combatentes salientaram que, no quadro do PAIGC, não lutaram apenas por um Hino e uma Bandeira, e que esta formação política era e continuará a ser o portador de projectos da sociedade moderna e justa ao serviço do povo da Guiné-Bissau. 

ANG/LPG/SG

Cultura


Legalizada Associação de Defesa dos Direitos da  Musica Tradicional Guineense“Tina” 

Bissau, 22 Abr 16 (ANG) - A Associação de Defesa dos Diretos da Música Tradicional Guineense denominada “Tina” foi legalizada esta quinta-feira e conta com mais de 100 grupos incluíndo os das regiões do país.

O Presidente de Associação, Francisco Vaz,  sublinhou que a legalização da organização é muito importante, uma vez que conseguiram vencer mais uma etapa.

“A associaçao foi criada para defender os direitos dos grupos de “Tina” e para  promover as suas actividades com a finalidade de levar a diante a  cultura do nosso país “, explicou Francisco Vaz. 

Sublinhou que a ” Mandjuandadi” era  praticada simplesmente nas tabancas e que  chegou ao ponto da sua  legalização  graças ao esforço dos que amam e lutam pela valorização da cultura guineense.

“Hoje, os amantes de  “Mandjuandadi”  conseguiram uma grande vitória com a legalização da associação. Pretendemos iniciar outros trabalhos previstos após o empossamento dos membros directivos  que compõem a organização”, disse o Presidnte da Associação.

Por sua vez, o Presidente da Comissão da legalização,  Leonildo de Carvalho(Nildo) disse que pretendem organizar a associação da melhor forma possível com a finalidade de trabalharem para o bem dos grupos de “Tina”.

Leonildo de Carvalho acrescentou que existem desordens a volta dos grupos de Tina no país e que, a partida, a grande tarefa vai ser  organiza-los.

A referida associação foi criada ha mais de dois anos e conta com diferentes grupos, ao nível nacional, que cantam e dançam as musicas tradicionais da Guiné-Bissau. 

ANG/AALS/SG




Política


PAIGC exige clarificação das declarações do Conselheiro do PR 

Bissau, 22 Abr 16(ANG) - Um conselheiro do Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz é acusado pelo  PAIGC de ter afirmado numa reunião que os militares e os tribunais "estão com o Presidente".

Em comunicado de imprensa, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), diz que Avelino Cabral, conselheiro para a Defesa e Segurança do Presidente guineense, na sua qualidade de membro do Comité Central do partido, teria feito tais afirmações na última reunião do órgão iniciada na noite de segunda mas só encerrada na madrugada de terça-feira.

"Há dias um conselheiro do Presidente da República para o sector da Defesa e Segurança veio ameaçar os dirigentes e militantes do partido em plena reunião do Comité Central realizada entre 18 e 19 de Abril corrente, com menções de recurso às armas e o controlo da justiça entre outros", lê-se no comunicado.

O partido afirma ainda ter registado "com surpresa e preocupação" as palavras proferidas por Avelino Cabral quando este admite que as Forças Armadas "estavam ao dispor e ao lado do chefe de Estado para o que desse e viesse".

"O Conselheiro do Presidente da Republica foi ainda mais longe ao afirmar que as pretensões do PAIGC ao se pronunciar sobre a necessidade do partido mobilizar todos os seus militantes e estruturas para a luta no sentido da manutenção das conquistas resultantes da vontade popular expressas durante as ultimas eleições legislativas, estavam condenadas ao fracasso, porque o PAIGC e os seus militantes só dispunham de meios de luta tipo 'intifada' (arremesso de pedras e paus) enquanto que eles dispunham de meios mais coercivos, ou sejam armas e decretos", diz o comunicado.

O PAIGC espera uma clarificação do alcance das afirmações do conselheiro presidencial, sob pena de concluir que  falou supostamente em nome do próprio José Mário Vaz e ainda que sejam tomadas medidas políticas contra Avelino Cabral.

O partido diz também que aguarda por uma tomada de posição das Forcas Armadas perante "as perigosas conotações" com a instituição castrense, enaltecendo a equidistância dos militares, até aqui, na luta política no país.

ANG/Lusa

Mensagem à Nação


PAIGC acusa Presidente da República de adoptar postura de líder da oposição 

Bissau, 22 Abr 16(ANG) - O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde(PAIGC), acusou o Presidente da República de demonstrar a postura do líder da oposição na sua mensagem à Nação, na passada terça-feira, no parlamento.

Em conferência de imprensa realizada quinta-feira, em jeito de reacção ao discurso do chefe de Estado, Domingos Simões Pereira, considerou a mensagem de José Mário Vaz de um líder da oposição ao governo.

O Presidente do PAIGC sublinhou que o Presidente da República, há muito identificado e reconhecido como promotor da crise,  nem se preocupa em disfarçar porque não  dispõe de soluções.

"Limita-se a lançar mais achas à fogueira numa cega determinação em causar o caos e esperar alguma forma de benefício para a sua saga de construção do poder absoluto e tirano", criticou Simões Pereira.

O líder dos libertadores disse que o discurso do José Mário Vaz foi um autêntico martírio, "qual peça dantesca sobre o purgatório eterno" proclamando o sofrimento e convocando a todos para se juntarem na sua celebração.

"Há uma passagem do seu discurso em que ameaça claramente os deputados com as suas únicas opções de render-se a evidência da sua vitória reconhecendo a existência de um novo quadro parlamentar consubstanciado numa nova maioria ou então haverá a desordem e a violência e que igualmente espera que o seja favorável.

Domingos Simões Pereira frisou que o chefe de Estado  tinha que saber que o seu papel é de fiel da balança e nessa condição tem mesmo de fazer leituras e análises objectivas, mesmo que não coincidem com os seus interesses pessoais e institucionais.

"O nosso sistema de governo é semi-presidencialismo de pendor parlamentar com absoluta separação de poderes. Não compete ao Presidente da República avaliar a bondade deste dispositivo, ele é a escolha dos guineenses", esclareceu.

Disse que nas últimas eleições legislativas, cinco partidos foram escolhidos para o parlamento: o PAIGC para governar e os restantes para fiscalizar.

"As sucessivas menções às greves e convulsões sociais não são favoráveis ao Presidente da República pois essas estão associadas à crise por ele despoletado e que criou dificuldades de cobertura financeira pelo governo", explicou. 

O Presidente do PAIGC sublinhou contudo que o discurso de José Mário Vaz no Parlamento tem algumas partes de se louvar, mas, disse, apresenta elementos que mais se assemelham ao discurso de um líder da oposição.

Afirmou que o chefe de Estado demonstrou de forma clara que se posicionou do lado dos 15 deputados deste partido mas que se encontram em rota de colisão com a direcção do partido.

Domingos Simões Pereira aconselhou José Mário Vaz a deixar funcionar o Parlamento, dentro das normas previstas na Constituição e no regimento, avisando-o de que cometeria um erro político ao pensar que pode substituir a vontade do povo guineense.

Quanto à possibilidade de José Mário Vaz demitir o actual Governo, Domingos Simões Pereira entende que seria outro erro, pelo que aconselha-o a guardar o decreto de exoneração e trabalhe no sentido de promover a paz no país, observou. 

ANG/ÂC/SG

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Diplomacia


Novos  Embaixadores de Cuba e Russia entregam cartas cridenciais 

Bissau,21 Abr 16 (ANG) – Novos Embaixadores Extraordinários e Plenipotenciários da República Federativa de Rússia e de Cuba entregaram hoje suas cartas cridenciais ao presidente, José Mário Vaz.

Em declaroções  à imprensa, o diplomata russo, Alexander Egorov  disse ter debatido com o presidente guineense as principais orientações e perpectivas para a cooperação entre os dois países.

Anunciou a intensao de empresários russos de invertirem em sectores como energia, minérios, e  fortalecer a cooperaçao na domínio das pescas na Guiné-Bissau.
 
Por sua vez, o Embaixador de Cuba, Tomás Lorenzo Gómez lembrou que os  laços de amizade existente entre o seu país e a Guiné-bissau vêm de longa data.

Lorenzo Gómez promete contribuir para o reforço da cooperação, sobretudo em áreas como saúde, educação, durante o exercício da sua missão na Guiné-Bissau.  

ANG/JD/JAM/SG

Economia mundial


FMI apresenta previsões desanimadoras

Bissau, 21 Abr 16 (ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou quarta-feira a economia global cada vez pior e o mundo a entrar num lugar cada vez mais arriscado e violento. 

“O mundo está a crescer pouco há demasiado tempo”, afirmou Maurice Obstfeld, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, quando procedia à abertura da conferência de imprensa do estudo Panorama Económico Mundial (World Economic Outlook) que decorreu  em Washington.

Para o Fundo Monetário Internacional, o crescimento global é de 3,2 por cento em 2016 e de 3,5 por cento em 2017, valores que reduzidos em 0,2 e 0,1 pontos percentuais, respectivamente, face à actualização intercalar de Janeiro de 2016. 

Os analistas acreditam que quando a economia mundial cresce três ou menos já se encontra em recessão. 

A situação é preocupante, insiste o Fundo, relembrando palavras recentes da sua directora-geral, Christine Lagarde, para quem “a recuperação continua a ser muito lenta, muito frágil e o risco de baixo crescimento persistente pode ter efeitos nocivos sobre o tecido social e político de muitos países”.

As  projecções do Fundo Monetário Internacional para as grandes economias não são animadoras. 

A zona euro, que era para crescer 1,7 por cento neste ano e no próximo (Janeiro passado), deve agora ficar-se por 1,5 e 1,6 por ce
nto, respectivamente. Os Estados Unidos que estavam com uma marca de 2,6 por cento em ambos os anos baixam agora para 2,4 por cento este ano e 2,5 por cento em 2017.

“Na zona euro, baixo investimento, alto desemprego e balanços fracos pesam sobre o crescimento, que permanecerá modesto”. No estudo, o Fundo Monetário Internacional diz concretamente em relação à Europa que continua a subsistir um problema de dívida pública, mas que o sector privado começa agora a chamar a atenção pela negativa.

 Na Zona Euro, diz o Fundo Monetário Internacional, as empresas estão relativamente mal e os bancos não têm muitos incentivos em vender crédito, “pois já se deparam com altos níveis de malparado”. 

Fora do ocidente, no Japão, o crescimento e a inflação são mais fracos que o esperado, “reflectindo em particular uma queda acentuada do consumo privado”. “O crescimento deverá manter-se em 0,5 por cento em 2016”, mas o país, também uma das maiores economias do mundo, deve cair em recessão outra vez em 2017, com -0,1 por cento. 

“Menor crescimento significa menos margem para erros”, disse Obstfeld, para quem “O crescimento lento persistente deixa marcas sobre o produto potencial e sobre a procura e o investimento”. 

O responsável diz que a situação “exige uma resposta imediata” e que para voltar ao crescimento global mais forte “há necessidade de um mix de política em três vertentes”. 

“Se os políticos nacionais reconhecerem claramente e em conjunto os riscos que enfrentam, e agirem em conjunto para se prepararem face a esses riscos, então os efeitos positivos sobre a confiança global podem ser substanciais”, observa Obstfeld. 

Se nada for feito, repara o perito, a economia mundo vai continua a ser arrastada pela turbulência financeira global, pela crise no mercado do petróleo, pelas erupções nas bolsas dos países emergentes e da China e pela drenagem de capitais. 

A par disso, “a continuação da instabilidade violenta em vários países, nomeadamente na Síria, continua a prejudicar as economias, levando milhões de refugiados para países vizinhos, bem como para a Europa. Isso é um desastre humanitário”, concluiu Obstfeld. 

ANG/JA

Segurança Social


Diálogo interno evita segunda vaga de paralisação 

Bissau, 21 Abr 16 (ANG) – A segunda vaga de greve inicialmente agendada para os dias 20 e 21 do mês em curso no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), já não terá lugar devido ao consenso alcançado entre o Sindicato de Base dos trabalhadores e a direcção da empresa.

Em entrevista à ANG, o Presidente do Sindicato de Base dos Trabalhadores do INSS, referiu que a intervenção de colegas funcionários e de alguns ex-directores do instituto que decidiram dialogar com o director, tendo-se conseguido ultrapassar alguns pontos de discórdia levou o sindicato a desconvocar a segunda onda de greve.

Nicásio Horta explicou que depois daquela reunião decidiu-se fazer uma acta e depois elaborar um memorando de entendimento, mais que havia dois pontos mais quentes da greve que o sindicato queria ver resolvido de imediato.

O primeiro, acrescenta Horta, tem a ver com a nomeação do director financeiro sem que seja obedecida as regras da instituição, e o segundo era a saída dos 100 milhões de francos CFA dos cofres do INSS.

O sindicalista explicou que em relação ao segundo ponto, já receberam  informações segunda as quais a direcção do INSS já enviou uma carta pedindo a devolução dos 100 milhões de francos cfa que terão sido doados como crédito.

E quanto ao segundo ponto, o sindicalista disse que decidiu-se que o  sindicato fizesse uma carta com fundamentos jurídicos mostrando as razões da contestação da nomeação pelo Director-geral do novo director financeiro.

“ Já fizemos o documento e foi entregue ontem. Agora estamos a espera do parecer do advogado do Instituto e depois ver como a situação vai ser  resolvida. Por estarmos em negociações, demos benefício de dúvida ao patronato desconvocando a paralisação prevista para ontem e hoje, e, neste momento, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), interveio nas negociações para ajudar a encontrar uma solução” disse.

Para além da nomeação do director financeiro e da retirada dos 100 milhões de francos CFA do cofre dos INSS, os grevistas ainda exigem o cumprimento da  carreira do quadro do pessoal e da decisão do Ministério Público que proibiu ao INSS de tirar dinheiro para fins alheios.

Nicásio Horta disse que não assinaram ainda nenhum memorando de entendimento com o patronato, mas está esperançado de que as negociações vão dar resultados que todos almejam, tendo pedido aos funcionários daquela casa a confiarem no sindicato. 

ANG/MSC/JAM

Diplomacia


Embaixador Norte-americano admite reabertura, dentro em breve, da embaixada americana em Bissau

Bissau, 21 Abr 16 (ANG) – O Embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) para a Guiné-Bissau residente em Dacar, no Senegal, James Peter Zumwalt, admitiu quarta-feira, em Bissau a possibilidade do governo americano reabrir, dentro em breve, a embaixada americana em Bissau, encerrada desde a Guerra de Junho de 1998.

manifestou ontem a vontade do seu governo em reabrir dentro em breve a sua embaixada no país no sentido de fortalecer ainda mais as relações e os níveis de cooperação com a Guiné-Bissau.

Numa conferência de imprensa  de balanço de sua visita às diferentes autoridades do país, o diplomata norte-americano disse estar esperançado em que essa possibilidade se concretizasse, não obstante ainda não haver uma data para essa reabertura.

James Zumwalltl disse que tem transmitido sempre ao seu governo o grande interesse dos guineenses de ver reaberta a embaixada americana em Bissau.

Salientou que, na expectativa de desenvolver as relações e aumentar o nível de cooperação entre os dois países estão sendo feitos esforços no sentido de estreitar mais as relações entre os dois povos.

Indagado sobre qual é o nível de risco de a
taque terrorista na Guiné-Bissau o diplomata disse que as autoridades têm que se manter vigilantes perante qualquer risco porque hoje em dia o terrorismo constitui uma ameaça transversal.

“Temos vários casos nos diferentes países da África Ocidental nomeadamente Mali, Burkina Faso e Costa do Marfim que foram victimas deste fenómeno. Por isso, não podemos afastar essa possibilidade em qualquer parte do mundo, inclusive na Guiné-Bissau”, explicou.

Este responsável exorta as autoridades de Defesa e Segurança no sentido de ampliarem o controlo e trabalharem em conjunto com as populações, no sentido de minimizar o risco de um ataque terrorista no país.

James Peter Zumwalt revelou que as Forças Armadas da Guiné-Bissau foram convidados para tomarem parte, este ano, numa mega operação de treino militar, no Senegal, financiado pelos Estados Unidos da América, destinado a avaliar a  capacidade de resposta do país em caso de ataque terrorista.

Este diplomata  diss esperar que accoes  desta natureza possam reforçar as capacidades destes países na luta contra o terrorismo.

James Peter Zumwalt veio à Bissau propositadamente para tomar parte na conferência sobre Vigilância Marítima, a realizar-se, em breve, nos arquipélagos dos Bijagós.

Disse que o evento será importante para o país, porque  a Guiné-Bissau possui  uma vasta zona marítima com rica variedade de recursos haliêuticos exploráveis que precisam de ser protegidos.

Declarou que os EUA estão interessados em participa,r em colaboração com outros doadores e parceiros internacionais, na criação de condições para a   protecção da  área marítima guineense e manutenção dos seus  recursos . 

ANG/FGS/JAM/SG

Crise política


Embaixador dos EUA apela bom senso entre  políticos guineenses

Bissau, 21 Abr 16 (ANG) – O Embaixador dos Estados Unidos de América (EUA) na Guine-Bissau apelou esta Segunda-feira aos políticos guineenses, para se entenderem e por cobro à  crise política vigente.  

James Peter Zumwalt que falava à Imprensa à saída do encontro com o Presidente José Mário Vaz, revelou que na audiência analisaram  com o chefe de Estado guineense assuntos ligados a cooperação entre os dois países.

O diplomata norte-americano apelou, por outro lado, aos políticos guineenses a continuarem a lutar pela paz, para que os guineenses possam viver na tranquilidade.

James Peter Zumwalt disse que veio a Guiné-Bissau para participar na Conferência marítima a realizar-se esta semana, na Ilha de Bubaque, que para os dois Estados é um assunto da estrema importância.

"Independentemente das diferenças que possam existir entre os dois países, juntos podem lutar e trabalhar para o bem e o desenvolvimento da Guiné-Bissau", considerou.  

ANG/LLA/JAM/SG




 


 

Reconciliação nacional


Timor-Leste cumpre promessa de Mesa Redonda de Bruxelas

Bissau, 21 Abr 16 (ANG) - O governo de Timor-Leste doou esta quarta-feira  as autoridades guineenses um apoio financeiro no valor de  250 mil dólares americanos.

O fundo destina-se aos trabalhos da Comissão de Paz e Reconciliação Nacional e correspondente a segunda e última  tranche da promessa de  disponibilização de meio milhão de dólares às autoridades guineense, feita na Mesa Redonda sobre a Guiné-Bissau, realizada em Março de ano passado, em Bruxelas, na Bélgica.

A entrega do cheque correspondente foi feita pelo representante da Agência de Cooperação de Timor-Leste na Guiné-Bissau Alberto Xavier Pereira, no decurso de uma audiência de Xavier Pereira com o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá.

“Igualmente, aproveitei para apresentar-lhe o meu sucessor, uma vez que deixo o país para assumir o cargo de Embaixador do meu país na Indonésia”, explicou Alberto Pereira.

Aquele responsável timorense acrescentou que o seu pais acompanha de perto o evoluir da situação na Guiné-Bissau e que sempre e na medida  das suas possibilidades irá disponibilizar o seu apoio para garantir a paz e o desenvolvimento do país.

“É necessário que os governantes tenham sempre o espírito de diálogo e de patriotismo de modo a não puxarem as coisas por um só lado, mas sim pensando no bem do povo guineense”, advertiu o representante da Agência de Cooperação de Timor-Leste numa clara alusão a crise política vigente. 

A Agência de Cooperação de Timor-Leste havia entregue em Fevereiro último a mesma quantia à Comissão de Reconciliação Nacional tendo prometido disponibilizar a segunda tranche depois da apresentação do relatório das actividades feitas por parte da comissão.

 A Comissão de Reconciliação Nacional é actualmente liderada pelo padre Domingos da Fonseca. 
A promessa das autoridades timorense agora integralmente cumprida havia sido feita no quadro da mesa redonda sobre a Guiné-Bissau realizada no ano passado, em Bruxelas, na Bélgica. 

ANG/AALS/JAM/SG