PAIGC exige clarificação das declarações do Conselheiro do PR
Bissau, 22 Abr 16(ANG) - Um conselheiro do Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz é acusado pelo PAIGC de ter afirmado numa reunião que os militares e os tribunais "estão com o Presidente".
"Há dias um conselheiro do Presidente da República para o sector da Defesa e Segurança veio ameaçar os dirigentes e militantes do partido em plena reunião do Comité Central realizada entre 18 e 19 de Abril corrente, com menções de recurso às armas e o controlo da justiça entre outros", lê-se no comunicado.
O partido afirma ainda ter registado "com surpresa e preocupação" as palavras proferidas por Avelino Cabral quando este admite que as Forças Armadas "estavam ao dispor e ao lado do chefe de Estado para o que desse e viesse".
"O Conselheiro do Presidente da Republica foi ainda mais longe ao afirmar que as pretensões do PAIGC ao se pronunciar sobre a necessidade do partido mobilizar todos os seus militantes e estruturas para a luta no sentido da manutenção das conquistas resultantes da vontade popular expressas durante as ultimas eleições legislativas, estavam condenadas ao fracasso, porque o PAIGC e os seus militantes só dispunham de meios de luta tipo 'intifada' (arremesso de pedras e paus) enquanto que eles dispunham de meios mais coercivos, ou sejam armas e decretos", diz o comunicado.
O PAIGC espera uma clarificação do alcance das afirmações do conselheiro presidencial, sob pena de concluir que falou supostamente em nome do próprio José Mário Vaz e ainda que sejam tomadas medidas políticas contra Avelino Cabral.
O partido diz também que aguarda por uma tomada de posição das Forcas Armadas perante "as perigosas conotações" com a instituição castrense, enaltecendo a equidistância dos militares, até aqui, na luta política no país.
ANG/Lusa
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