Parlamento acusa oposição de querer chegar ao poder sem passar pelas urnas
Bissau,27 Abr 16(ANG) - O Parlamento da Guiné-Bissau acusou terça-feira o PRS, principal partido da oposição, e outras formações políticas de pretenderem assumir o poder sem ser por via das urnas.
Estes partidos acusam Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), de, entre outros, pretender promover um golpe de Estado, visando assumir-se como chefe de Estado, o que, segundo dizem, poderia pass
ar pelo assassinato do Presidente guineense, José Mário Vaz.
O comunicado refere que Cipriano Cassamá foi eleito pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que venceu eleições legislativas de 2014 com maioria absoluta.
Assinado pelo assessor de imprensa do presidente da ANP, o referido comunicado ainda acusa o PRS e os sem assento parlamentar de estarem a promover "inverdades" no sentido de "afogar a Guiné-Bissau", com o recurso à comunicados.
"Tendo mergulhado o país há mais de oito meses numa profunda crise politica, eis que o Partido da Renovação Social (PRS) e mais alguns partidos sem expressão popular pretendem agora afogar a Guiné-Bissau com recurso a comunicados de imprensa repletos de deturpações e calúnias", lê-se no comunicado.
O Parlamento guineense diz que o seu líder, Cipriano Cassamá, não fez mais do que cumprir com o regimento do órgão antes de convocar uma sessão extraordinária, conforme sugeriu o chefe de Estado, José Mário Vaz - que discursou no hemiciclo há uma semana.
O PRS e os partidos sem representação parlamentar afirmam nos seus comunicados que Cipriano Cassamá está a tentar furtar-se à convocação de uma sessão extraordinária do Parlamento na qual será feita um debate de urgência sobre o estado do país.
No comunicado, a direcção do Parlamento salienta ainda que Cipriano Cassamá está a tentar encontrar uma solução de compromisso que possa viabilizar um acordo de incidência parlamentar sobre o qual possa ser formado um novo Governo para funcionar até ao término da actual legislatura, em 2018.
ANG/Lusa
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