Funcionários iniciam greve de dois dias
Bissau, 14 Abr 16 (ANG) – O Comité Sindical de Base dos funcionários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) decretou uma greve de dois dias, a vigorar a partir de hoje para denunciar alegadas “fortes suspeitas" de desvio de fundos pela direcção.

Ainda, segundo este sindicalista, os funcionários do INSS reclamam a devolução dos fundos, alegadamente desbolqueados pa
ra a reparação do Ministério da tutela, pagamentos dos exames clínicos e internamentos dos funcionarios .
Por isso, Armindo Vieira exige a demissão do Ministro da tutela, do actual Director-geral e os membros do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social, por “não oferecerem a confiança na gestão desta instituição pública.
Vieira também exige a exoneração do novo Director Administrativo e Financeiro, que diz não pertencer ao quadro do pessoal, segundo os Estatutos do Instituto.
Por outro lado, este sindicalista disse que já pediram a intervenção da Procuradoria Geral República neste processo, para apurar as eventuais responsabilidades criminais.
Segundo Armindo Vieira, recentemente, o Ministério Público teria mandado congelar a conta do Instituto no banco, por suspeitas de corrupção.
Não obstante prometer lutas sindicais para defender o Instituto Nacional Segurança Social e os seus funcionários, Armindo vieira assegurou que o sindicato está aberto ao diálogo com o patronato.
Entretanto, o Director–geral do INSS, Marcelino Soares Tavares nega todas as acusações, afirmando que as reivindicações dos trabalhadores tem “motivações políticas” e de estarem com medo das reformas em curso na instituicao, com vista a moralização desta entidade da assistência social.
“Não é tentativa, na verdade houve levantamento de 100 milhões de Francos cfa na conta do Instituto para a compra do título no Ecobank, onde a instituição ganhará um juro de cinco milhões de francos em 90 dias que, por exemplo, pode servir para a evacuação de cinco doentes que beneficiam do sistema”, explicou para acrescentar que é uma aplicação financeira que sempre tem acontecido.
Em relação ao alegado desbloqueamento do dinheiro da Segurança Social para a reparação do Ministério da Função Pública, o Director-geral disse desconhecer do assunto.
Entretanto, informa que no orçamento deste ano do INSS, consta uma rúbrica de “apoio institucional ao Ministro da tutela” para adquirir os consumíveis, como papéis e combustível.
Este documento financeiro, de acordo com Marcelino Soares Tavares, foi aprovado pelo Conselho de administração do INSS e a tutela, ou seja, o Ministro da Função Pública.
Por fim, o Director-geral do INSS, Marcelino Tavares que diz estar aberto ao diálogo, exortou aos trabalhadores que "querem trabalhar” a questionarem da razão desta greve.
ANG/QC/JAM/SG
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