terça-feira, 19 de setembro de 2017

PAIGC comemora 61 anos



Alguns cidadãos responsabilizam o partido pela actual situação de crise política do país

Bissau,19 Set 17 (ANG) – Alguns cidadãos nacionais responsabilizam  o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) pela actual crise política do país, mas há quem considere que mesmo assim o partido pode mudar essa situação e criar condições para um novo arranque.
 
Ouvidos pela ANG no quadro da comemoração do 61º aniversário da criação desta formação política, o Administrador da Escola Comunitária de Plack 1 Cadjencal Alfredo Bitiba, o Farmacêutico, Samora Candé, a Contabilista Yocatânia da Silva e a estudante Aicha Sanhá afirmaram que o PAIGC é responsável por tudo o que está a acontecer neste momento, devido a sua incapacidade de resolver o seu problema interno.

O Administrador da Escola Comunitário de Plack 1, Cadjencal Alfredo Bitiba assegura que o PAIGC para além da independência política que deu ao povo guineense nada mais fez para desenvolvimento socioeconómico, em comparação com outros países, como Cabo-Verde, por exemplo.

As suas palavras foram reforçadas pelo Farmacêutico Samora Candé que disse que a actual situação é da inteira responsabilidade desta formação, porque não conseguiu encontrar solução, por aquilo que chamou de divergência de ideias, dos problemas transferidas para a Assembleia Nacional Popular (ANP) e que consequentemente determinara o derrube do governo.

Perante esta situação, na sua opinião, o Presidente do PAIGC deve pautar pelo interesse da maioria, neste caso do povo que nesta altura está a sofrer com a crise, apesar de ser o vencedor das eleições de 2014.

Por sua vez, a Contabilista Yocatânia da Silva disse que o PAIGC foi vencedor de várias eleições durante os 23 anos da democracia, mas nunca lhes deram a oportunidade de governar o país. 

Acrescentou que os libertadores são responsáveis pela  actual crise porque os mentores e as partes desavindas são membros e militantes do partido e não querem o bem desta nação.

No mesmo diapasão a estudante Aicha Sanhá disse que os libertadores é um grande partido, mas é o culpado pela actual crise. 

Disse que  espera que esta seja a última de todas as crises, e que o partido nunca teve a oportunidade de concluir o seu mandato.

 Afirma que apesar de a crise ser provocada pelo PAIGC, acredita que o partido vai ganhar as próximas eleições e criar condições para o arranque do país.   

O PAIGC celebra hoje em Gabú, no leste do país o seu 61º aniversário com actividades de caracter política, desportiva e cultural.

Foi a 19 de Setembro de 1956 que Amilcar Lopes Cabral e mais cinco camaradas fundaram, em Bissau, o PAIGC, que volvido sete anos organizou a luta armada que culminou com a indedència du jugo colonial portugues.  
ANG/JD /LPG/ÂC/SG

CEDEAO



              Acra acolhe atelier sobre livre circulação de pessoas e bens

Bissau, 19 Set 17 (ANG)– A comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO) promove quinta e sexta-feira em Acra, capital do Gana, um ateliê de reflexão  sobre a livre circulação de veículos de transportes interestados, de pessoas e bens no esco comunitários, refere um comunicado da agencia de informação da Costa do Marfim (AIP).
Vista de memorial de Kwame Nkrumah em Acra

O referido encontro tem como objetivo elaborar e adoptar, ao nível nacional e regional, de modalidades operacionais de mecanismos para pôr cobro as barreiras de que são vítimas os viajantes nos percursos e nas fronteiras, volvidos  mais de 40 anos após a criação da CEDEAO e da adopção do protocolo de  livre circulação.

O ateliê no qual participam delegados de oito países membros pilotos de mecanismos regional, nomeadamente, o Benin, Burquina Faso, a Costa do Marfim, Gana, Mali, Niger, Nigéria e Togo, permitirá aos participantes na reunião de procurarem um consenso sobre o modo de produção e de distribuição para todos os estados membros pilotos, de documentos necessários, tendo em conta a utilidade da integração.
ANG/FAAPA

PRS/V Congresso



     Artur Sanhá promete partido mais evoluído, caso fôr eleito Presidente

Bissau, 19 Set 17 (ANG) – O antigo Primeiro-ministro, Artur Sanhá, afirmou segunda-feira em Bissau que apresentou a sua candidatura ao cargo do Presidente do Partido da Renovação Social  como “contribuição valiosa para a evolução do partido”.

Artur Sanha
Sanhá que fez estas declarações durante a apresentação pública da candidatura, em conferência de imprensa,   afirmou que, com a vitória do projecto “ Aliança de Ressurgimento para Unidade Social”, esta formação política “terá novo rumo e a sua capacidade participativa nacional e internacional irá aumentar significativamente”.

Para isso, este antigo Secretário-geral do PRS elege a “organização”,  considerando-a de “pedra angular” para o partido atingir “todas” as metas propostas na sua acção política.

“ Credibilizar uma estrutura partidária é um trabalho que tem tanto de exigência  como de necessidade. A forma como a sociedade olha estas organizações, ainda que errada, tende a desvalorizar o seu trabalho e a acentuar os defeitos que vê nos partidos políticos”, acrescenta o político.

Face à isto, Artur Sanha fala da “recuperação da imagem pública” das estruturas partidárias através de, nomeadamente,  acções que cimentam a relação de confiança entre os militantes. 

No Congresso do Partido da Renovação Social (PRS), que decorre entre os dias 26 e 29 deste mês com mil e um militantes, concorrem oito candidatos ao cargo do Presidente, incluindo o cessante, Alberto Nambeia.

Para as funções do Secretário-geral disputam-se, Florentino Mendes Pereira que luta pela renovação do mandato e o militante Duarte Quadé.  
FIM/ANG/QC/SG

Lavagem de carro na via pública



           Jovens condenam proibição  da Câmara Municipal de Bissau

Bissau,19 Set 17 (ANG) – Um grupo de jovens lavadores de carro protestou  a decisão  da Câmara Municipal de Bissau que proíbe lavagem de carros em vias pública de Bissau.

Ouvidos hoje pela ANG, Midana Cá, Domingos Amona e Isnaba Bissunha foram unânimes em condenar a posição assumida pelo presidente da Câmara “em proibir alguns jovens e deixar outros a fazerem a referida actividade”.

Domingos Amona informou que a direcção da edilidade proibiu-lhes de lavar carros ao lado do restaurante “samaritana” no Coqueiro, concretamente na vista da Avenida Pansau Na Isna, contudo deixou outros na mesma Avenida a fazer  o mesmo trabalho.

“Nós estamos na mesma Avenida com aqueles jovens que lavam carros na antiga fábrica de espuma e não compreendemos, porque que é que a Câmara não proibiu-lhes”. A Câmara Municipal de Bissau está a ter uma posição parcial na tomada da sua decisão sobre o assunto”, criticou.

 Isnaba Bissunha lamenta a decisão da edilidade e pede que o seu Presidente lhes  indique um espaço onde possam continuar o trabalho para que consigam sustentar os seus estudos e as suas necessidades básicas.

Para Midana Cá, a direcção da Câmara deve apoiar os jovens que se auto- empregaram através desta actividade e não impedi-los de ganhar a vida. 

Os jovens mostraram se desposto a contribuírem em termos de imposto de acordo com espaço ocupado para que a Câmara os deixe  fazer este trabalho.

Enquanto isso, Matcha Isnaba, que opera na antiga fábrica de espuma, alega  que continuam a lavar carros na vista da Avenida de Pansau Na Isna porque cumpriram  as exigências da CMB, vedando o local e adequirindo uma autorização para o efeito. ANG/LPG/ÂC/SG

Política



       Grupo dos 15 dissidentes do PAIGC quer enterrar “machado de guerra”

Rui Diã de Sousa
Bissau,19 Set 17(ANG) - O grupo dos 15 deputados dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) defendeu segunda-feira que seja enterrado o `machado de guerra` e que seja iniciado o diálogo para sarar as feridas.

«Nós promovemos este encontro porque sabemos que o nosso partido está a atravessar uma situação extremamente difícil, temos desafios sérios pela frente e é preciso de facto agirmos para salvar o partido», afirmou o deputado Rui Diã de Sousa, que faz parte dos 15 deputados dissidentes do PAIGC.

Rui Diã de Sousa falava à Lusa à margem de um encontro que aquele grupo de deputados organizou no qual se fez uma  reflexão sobre o partido, que celebra terça-feira o seu aniversário. O PAIGC foi criado a 19 de setembro de 1956.

«O objetivo é chamar a atenção dos militantes e dirigentes do PAIGC sobre a gravidade da situação e da necessidade de enterrarmos o machado da guerra», salientou.

O grupo dos 15, coordenado por Braima Camará, que ficou em segundo lugar na corrida à liderança do partido, que foi ganha por Domingos Simões Pereira, entrou em rutura com a direção do PAIGC, tendo-se juntado ao PRS no parlamento para chumbar o programa de Governo do então primeiro-ministro, Carlos Correia.

Carlos Correia substituiu no cargo Domingos Simões Pereira, que foi demitido de funções pelo Presidente guineense.

Na sequência da decisão, o PAIGC expulsou aqueles 15 elementos do partido por alegada infração à disciplina partidária.

«Penso que a manter-se este braço de ferro entre a direção do partido e seus militantes estaríamos a concorrer de forma a prejudicar mais e mais o partido», defendeu Rui Diã de Sousa.

Para Rui Dião de Sousa, a subsistir a crise no partido, o PAIGC pode perder as próximas eleições legislativas, previstas para 2018.

«O que nós queremos mostrar aqui aos participantes é que ninguém sairá bem deste braço de ferro, nem os 15, nem a direção do partido, nem o país. Não podemos dar-nos ao luxo de deixar o partido andar à deriva e depois irmos para a oposição e depois dizermos que é preciso unidade para enfrentar outros partidos que estão no Governo», salientou.


O grupo dos 15 é um dos signatários do Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, bem como a reintegração daqueles elementos no PAIGC, entre outros pontos.

O atual Governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, não tem o apoio  do PAIGC, que ganhou as eleições com maioria absoluta, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.  ANG/Lusa

ONU


  
         Debate geral da 72.ª Assembleia-Geral abre com Temer seguido de Trump

Bissau,19 Set 17 (ANG)  – O debate geral anual da 72.ª Assembleia-Geral da ONU começa hoje na sede da organização, em Nova Iorque, com o discurso do Presidente brasileiro, Michel Temer, e que marca a estreia de António Guterres como secretário-geral na assembleia magna da instituição.
 
Na abertura dos trabalhos, o secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, irá apresentar um relatório de actividades, o primeiro do seu mandado depois de ter tomado posse, em Janeiro deste ano.

Cumprindo a tradição que reserva ao chefe de Estado do Brasil honras de abertura dos discursos no órgão multilateral, Michel Temer aproveitará a oportunidade para falar da recuperação económica do seu país, que nos últimos meses mostrou sinais positivos, de crescimento, e para sublinhar que tal só foi possível graças às reformas liberais que impôs, com a oposição dos sindicatos e partidos de esquerda.

Por sua vez, Donald Trump não poderá deixar de falar de questões tão prementes como a sobrevivência do acordo nuclear com o Irão e a situação de alta tensão com a Coreia do Norte, bem como da crise na Venezuela, em relação à qual não descartou a hipótese de uma intervenção militar.

Outro dos temas do seu discurso prender-se-á com a melhor forma de gerir as operações de paz da ONU no mundo, uma questão que o levou na segunda-feira a instar quase 130 países a assinarem uma declaração política visando uma reforma da
Organização das Nações Unidas cuja acção, na sua opinião, é há vários anos dificultada pela sua “burocracia”.

Na quarta-feira, às 11:30 locais (14:30 em Cabo Verde), será a vez de o primeiro-ministro português, António Costa, se estrear como orador no debate geral, entre chefes de Estado e de Governo, com um discurso centrado nos valores do desenvolvimento sustentável e da defesa do ambiente.

Subordinado ao tema “Concentrando-nos nas Pessoas – Lutar pela Paz e por uma Vida Decente para Todos num Planeta Sustentável”, o debate geral decorrerá até 25 de Setembro, nesta 72.ª sessão da Assembleia-Geral presidida por Miroslav Lajčák, ministro dos Negócios Estrangeiros e Assuntos Europeus da Eslováquia.

Imediatamente antes da abertura do debate geral, às 09:00 locais (12:00 em Cabo Verde), caberá ao secretário-geral da ONU, António Guterres, apresentar o seu relatório anual, apesar de ainda não ocupar o cargo há um ano.  
ANG/Lusa

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Saúde pública



Vazadouro de lixo do Bairro de “Djogró” em Bissau transforma em local de vasculho de crianças  

Bissau,18 Set 17(ANG) – O único vazadouro de lixo de Bissau, situado no bairro de Djogró transformou-se num sítio privilegiado de vasculho de objectos, produtos alimentícios em estado de deterioração por parte das crianças daquele bairro periférico da capital guineense.
Imagens das crianças a vasculharem nos lixos

Segundo o que constatou hoje o repórter da ANG junto ao referido local, dezenas de crianças frequentam diariamente ao vazadouro de Djogró a procura de ferros e alumínios usados para depois venderam a preço de 100 francos por quilo.

O repórter da ANG encontrou no local um jovem de aparentemente 20 anos, sentado com uma balança de pesagem de ferros e alumínios junto ao vazadouro, que aguardava o momento de  comprar o que as crianças conseguiram retirar do lixo.

Abordado sobre o que estava lá a fazer com a balança, e  ao notar que se tratava de um  jornalista remeteu-se ao silêncio tendo de seguida cobrido o rosto para evitar ser capturado pela câmara fotográfica.

As restantes crianças que estavam a vascular os objectos no lixo resolveram igualmente sumir-se para dentro das montanhas de lixos que estão há escassos cinco metros da nova estrada de volta à Bissau.

Referindo-se ao  perigo que o vazadouro de Djogró representa para a saúde dos citadinos local, Midana da Silva, um dos moradores, começou por destacar  que não é benéfico para qualquer ser humano conviver muito próximo ao lixo.

“ O vazadouro é uma ameaça séria para os populares da área”, rematou.

Segundo Midana da Silva, a Câmara Municipal de Bissau já está ciente de que não existem condições para continuarem a deitar lixos naquela localidade.

“Um vazadouro de lixo não pode estar dentro de uma cidade porque é uma fonte de contaminação das pessoas. A Câmara Municipal de Bissau remove lixos noutros bairros para vir contaminar os citadinos de Djogró, isso é inadmissível’, criticou, apelando aos moradores local para impedirem as  suas crianças de se aproximarem  dos lixos.

Nhima Nanque, uma senhora que mora perto do vazadouro disse que não conseguem dormir devido ao mau cheiro que os lixos produzem.

 “As vezes deitam lixo até nas bermas das estradas e isso provoca mau cheiro e moscas que invadem as nossas casas e os alimentos”, revelou, acrescentando que sentem-se envergonhadas quando recebem visitas.
Vista da balança de pesagem de objectos retirados do lixo

Nhima disse que são obrigadas a utilizar, todos os dias, os desinfetantes para a limpeza do lar. Apela a Câmara Municipal de Bissau para arranjar outro lugar para vazadouro de lixo.
A outra moradora de nome Cadi Djaló afirmou que outro problema causado pelo vazadouro tem a ver com a poluição que sofrem devido ao incêndio de pneus e outros objetos, por parte dos trabalhadores da Câmara Municipal de Bissau.

“Todos os dias somos intoxicados pelos fumos de lixos queimados. As vezes transfiro as minhas crianças para a casa dos meus familiares para não serem contaminadas com o fumo”, explicou.

Aquela senhora igualmente pede  à Câmara Municipal de Bissau no sentido de acionar mecanismo para sanear a situação, “porque  não podem movimentar as suas casas ali construídas para outros lugares.

Na pessoa de  Brinsan Clodé, os moradores do bairro de Djogró apelam a intervenção das autoridades competentes, em particular  do Presidente da República e  do Primeiro-Ministro , para que uma solução seja encontrada, o mais depressa possível.

“Ninguém consegue almoçar fora sob pena de ver a comida invadida pelas moscas. Mesmo estando a cozinhar as moscas nos invadem”, disse Clodé, acrescentando que têm sido difícil controlar as crianças, para não se aproximarem ao lixo.

Windjabá Nbundé disse que outro grande problema criado pelo vazadouro tem a ver com os mosquitos que invadem as suas casas.

“A estrada de volta Bissau está i asfaltada. Se não fosse o vazadouro podíamos utilizar as bermas da estrada para vendermos os nossos produtos, tal como acontece noutros bairros”, lamentou.

O repórter da ANG tentou ouvir o responsável camarário colocado no local para orientar os camiões que deitam o lixo, mas este recusou falar alegando não ter ordens do Director do Saneamento da Edilidade para o fazer.
ANG/ÂC/SG

Vazadouro municipal



“Moradores de arredores do vazadouro são responsáveis pela desarrumação de lixos”, diz Secretário-geral da CMB

Bissau,18 Set 17 (ANG) – O secretário-geral da Câmara Municipal de Bissau (CMB), responsabilizou alguns moradores dos bairros arredores do vazadouro municipal pela desarrumação de lixos.
 
 Em reacção às denúncias de intoxicação e ameaças à saúde humana feitas por alguns populares residentes na periferia do vazadouro de Djogró, João Adriano dos Santos disse que quando os camiões da CMB deitam lixos os moradores vão de imediato vasculhar todo o lixo a procura de algo.

“Nas primeiras horas da manhã, nota-se a proliferação de pessoas no vazadouro munidas de enxadas, pás e picaretas, que vasculham nas lixeiras a procura de objectos e produtos para o consumo ou para revender nos mercados”, informou.

João Adriano dos Santos sublinhou que é uma situação preocupante porque os produtos e objectos deitados são aproveitados de novo para vender as pessoas em diferentes mercados da capital.

“São estes moradores que depois reclamam nos meios de comunicação social de que a Câmara Municipal de Bissau está  a intoxicar lhes com lixeiras entre outros”, disse, acrescentando que se os trabalhadores da edilidade meterem fogo nas lixeiras , os populares  apagam-no com o intuito de aproveitar alguma coisa.

Aquele responsável salientou que actualmente a CMB dispõe de apenas cinco camiões de remoção de lixos, dos quais   quatro são alugados e que gastam diariamente 400 mil francos na aquisição de combustíveis para abastecer as referidas viaturas.

Disse que a Câmara Municipal de Bissau juntamente com os seus parceiros já está a diligenciar para a construção de um novo vazadouro de lixo.

“Entre os três lugares identificados, ficou registado um, que se situa na localidade de Safim e que está a ser dado um tratamento de forma a não mexer com o lençol freático”, explicou.

Adriano dos Santos disse que o actual vazadouro de Djogró não tem murro de vedação e por isso está exposto à todos, mas que o novo,  será murado e com todas as condições de tratamento de lixos, dentre as quais um centro de lavagem de viaturas quando deitam as sujeiras.

Perguntado sobre para quando o início das obras do novo vazadouro de lixo, João Adriano dos Santos disse que ainda estão em curso os estudos sobre o seu impacto ambiental. ANG/ÂC/SG

Angola



            UNITA toma posse no parlamento e diz que a luta continua

Bissau, 18 Set 17 (ANG) - O líder da UNITA, Isaías Samakuva, anunciou sábado que o seu partido vai continuar a luta política na Assembleia Nacional e denunciou perseguição contra militantes do partido nas províncias de Benguela e Lunda Sul.

A semelhança do anúncio feito pelo líder da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, que apelou aos seus deputados para tomarem posse, Isaías Samakuva anunciou que a UNITA vai tomar posse no Parlamento. 

O líder da principal força de oposição em Angola disse que o partido vai assumir os 51 assentos parlamentares obtidos nas últimas eleições gerais de 23 de Agosto, decisão explicada pela necessidade de prosseguir a luta em nome da melhoria das condições de vida dos angolanos.

Isaías Samakuva afirmou que o partido do "Galo Negro" vai continuar a  luta política na Assembleia Nacional e aproveitou a ocasião para denunciar a perseguição que está a ser feita contra militantes do partido nas províncias de Benguela e Lunda Sul.

"Aceitemos que os nossos deputados sigam para o Parlamento", reiterou o líder da oposição em resposta à decisão do Tribunal Constitucional de não aceitar os recursos para impugnação dos resultados eleitorais.

"Se quisermos que a democracia seja efectiva, temos de continuar no leme, conduzindo o processo para a sua afectivação . Vamos permitir que os outros estejam sozinhos na Assembleia Nacional e façam o que entenderem? Que transformem ilegalidades em leis que nos penalizem?," questionou Isaías Samakuva.

"Temos de o fazer com a inteligência e é na Assembleia Nacional que esse combate deve ser feito", concluiu. ANG/RFI