sexta-feira, 23 de março de 2018

Política


Nações Unidas e União Europeia mobilizam fundos para próximas eleições na Guiné-Bissau

Bissau, 23 Mar 18 (ANG) - As Nações Unidas e União Europeia promoveram no passado dia 20, em Dacar, no Senegal uma mesa-redonda destinada a mobilizar fundos para apoiar as eleições legislativas (2018) e presidências (2019) na Guiné-Bissau.

Segundo um comunicado conjunto enviado hoje à ANG, a iniciativa envolveu parceiros internacionais da Guiné-Bissau residentes no Senegal, e ocorre uma semana depois de o governo guineense e as Nações Unidas terem assinado no dia 09 do corrente mês em Bissau um documento de projecto de apoio ao ciclo eleitoral 2018-2019.

Durante o encontro foi apresentado o documento do projecto com uma análise da situação política da Guiné-Bissau, destacando a necessidade imperiosa de apoio da comunidade internacional para a realização dos próximos ciclos eleitorais.

Segundo comunicado conjunto, os presentes mostraram o interesse em apoiar e espera-se uma reação positiva da comunidade internacional.

O documento assinado em Bissau propõe a criação de um fundo comum de doações para financiamento do escrutínio, incluindo a atualização do recenseamento e as operações eleitorais.

O processo eleitoral guineense está orçado em 7,7 milhões de dólares dos quais um milhão de dólares já foi garantido pelo governo da Guiné-Bissau.

Intervindo em Dacar, o representante especial adjunto do Secretário-geral da ONU e igualmente Representante residente do PNUD, afirmou que “apoiar o processo eleitoral para garantir eleições legislativas inclusivas, livres e credíveis em 2018, dentro do prazo legalmente determinado deve ser uma das prioridades das Nações Unidas, conforme estabelecido pela última Resolução do Conselho de Segurança”.

Por sua vez,Victor Madeira dos Santos, Embaixador da União Europeia em Bissau, referiu que “a missão a Dacar também serviu para informar aos parceiros internacionais sobre os desenvolvimentos relacionados com a organização das eleições legislativas e presidenciais”.  

ANG/AALS/ÂC/SG

Ruanda


Lançada Zona Continental de Comércio Livre em África
Bissau, 23 Mar 18 (ANG) – Quarenta e quatro países membros da União Africana lançaram recentemente em Kigali uma zona continental de Comércio livre em África.
A cerimonia ficou marcada com a assinatura do certificado de nascimento da referida zona, falta agora ser ratificado.
Caso seja o caso, poderá tornar-se na maior zona de livre circulação do mundo,composto por 1,2 bilhões de pessoas. 
Um dos principais objectivos da iniciativa é o de, num prazo de 10 anos, suprimir as taxas alfandegárias em 90 por cento dos produtos. Com isto, procura-se sobretudo estimular o comércio interno africano, que se encontra debilitado: o continente absorve menos de 20 por cento das suas exportações, contra 70 por cento da Europa.
Isto deve-se sobretudo ao facto das taxas alfandegárias africanas serem superiores a 6 por cento, o que faz com que, para muitos países africanos, seja mais caro negociar com parceiros africanos do que com entidades exteriores ao continente.
Pelo menos é  que  sublinha o Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, que tem estado na liderança do programa, quando afirma que procura "acabar com o estatuto actual de uma África como reserva de matérias primas e como consumidora de produtos manufacturados fora do continente".
Em declarações ao jornal francês Le Monde, o guineense Carlos Lopes, antigo secretário executivo da Comissão Económica para África da ONU, também se afirma optimista, ao considerar que, com a introdução da zona de comércio livre, as trocas entre países africanos aumentarão em 50 por cento.
Alguns paises ainda estão reticentes perante a iniciativa , a Nigéria é um deles. O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, faltou ao  encontro em Kigali.
A Nigéria representa a segunda maior economia africana e é composta por 190 milhões de habitantes, sendo a maior potência demográfica africana.
Num comunicado, a presidência nigeriana afirmou que o objectivo era o de "dar mais tempo às consultações com o sector privado".
Efectivamente, a concretização do projecto de uma zona de comércio livre criou reticências na Nigéria, com várias entidades do sector privado a oporem-se veementemente contra a sua ratificação.
Diante desta reticência nigeriana, há também países entusiastas com a perspectiva da criação desta zona de comércio livre, como é o caso de Moçambique.
 Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, assim como João Lourenço, Presidente de Angola, estiveram em Kigali  na Cimeira Extraordinária da União Africana. 
Em declarações à RFI, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, afirmou que via com bons olhos a ratificação deste acordo: "os nossos produtos têm oportunidade de serem colocados nos mercados dos outros países e vice-versa", realçando que o país "vai poder crescer com a sua produção e vai poder ter melhores oportunidades de negociar os seus produtos". 
Ainda assim, até que o acordo entre, efectivamente, em vigor, é preciso que seja ratificado por, pelo menos, 20 países. Até lá, espera-se conseguir superar as reticências de países como a Nigéria mas também países mais pequenos que, ao retirarem-se as taxas alfandegárias, perderiam um recurso valioso. ANG/RFI

quinta-feira, 22 de março de 2018

França


Sarkozy diz-se alvo de um “inferno de calúnia” no caso do financiamento líbio

Bissau, 22 Mar 18 (ANG) – O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, indiciado num caso de suspeitas de financiamento líbio na sua campanha eleitoral de 2007, disse aos magistrados que estava a viver um “inferno da calúnia”, segundo a declaração reproduzida no ‘site’ do jornal Le Fígaro.
“Desde 11 de Março de 2011, eu vivo o inferno desta calúnia”, disse Sarkozy, que também denunciou a falta de “provas materiais” nas acusações contra si.
O ex-chefe de Estado francês foi indiciado na quarta-feira por corrupção passiva, financiamento ilegal de campanha eleitoral e encobrimento de fundos públicos da Líbia.
Sarkozy disse que foi “acusado sem qualquer evidência material” pelas declarações do ex-ditador líbio Muammar Kadhafi e seus parentes, bem como pelo franco-libanês Ziad Takieddine.
“Tem sido provado em muitas ocasiões que ele (Ziad Takieddine) recebeu dinheiro do Estado líbio”, disse Sarkozy.
E acrescenta: “sobre o senhor Takieddine, gostaria de lembrar que ele não prova, nesse período de 2005-2011, qualquer encontro comigo”.
“Durante as 24 horas da minha custódia, eu tentei com toda a força da convicção que é a minha mostrar que as indicações sérias e concordantes que são a condição da acusação não existiam tendo em conta a fragilidade do documento que foi objecto de um inquérito judicial e as características altamente suspeitas do passado altamente carregado do senhor Takieddine”.
“Os factos de que sou suspeito são sérios, eu estou ciente disso, mas, como eu continuo a defender com toda a convicção, se é uma manipulação do ditador Kadhafi ou dos seus seguidores (…) então eu peço aos magistrados que meçam a profundidade, a gravidade e a violência da injustiça que seria cometida contra mim”, acrescentou.
O antigo Presidente da França indiciado na quarta-feira, esteve a ser ouvido durante cerca de 25 horas pelos investigadores, que o interrogaram na sede da Polícia Judiciária de Nanterre, nos arredores de Paris.  
ANG/Inforpress/Lusa

Justiça


Marcado para Abril a retoma do julgamento do processo em que é arguido o advogado Armando da Silva Procel 

Bissau,22 Mar 18 (ANG) - O Tribunal Regional de Bissau marcou para o dia 04 de Abril do corrente ano, a continuidade das audiências sobre o processo que envolve o advogado Armando da Silva Procel, Faustino Marques Vieira, Adulai Moli Turé e.o cidadão da Guiné Conacri, Ibraima Djabi.

O juiz justificou a suspensão das audições do queixoso e do testemunho com o atraso verificado durante auscultações dos suspeitos.

No processo, o Ministério Público acusou Ibraima Djabi, Faustino Marques Vieira e Adulai Moli Turé de crime de violação domiciliária, ofenças corporais, injuria, roubo, ameaças e de sequestro.

O Ministério Público alega que Ibraima Djabi acompanhado com Faustino Marques Vieira e Adulai Moli Turé foram até ao Escritório do Advogado Armando Procel para exigir a entrega do dinheiro que supostamente este recebeu para lhe entregar, no valor de cerca de 500 milhões de fcfa, na sequência de um processo laboral que envolve Ibriama Djabi com a empresa da Construção Civil “BAO Lda” em que a vítima era assistente. 

No tribunal os suspeitos afirmaram terem dirigido até ao escritório de Armando Procel e confirmaram que o Ibraima Djabi tinha entrado no seu interior mas recusaram qualquer acto de agressão física e de ameaça. 

Segundo uma declaração da seccão de família  menores e trabalho do Tribunal Regional de Bissau, “ não houve nenhum pagamento relativo a este processo por parte da empresa BAO”.

 O caso foi em primeira mão julgado nessa Secção e só subiu quando a empresa de Construção Civil BAO interpôs um recurso por descordar com a sentença, por favorecer ao senhor Ibraima Djabi.

Antes da decisão do tribunal de relação, o senhor Ibraima Djabi substituiu através de uma procuração o seu advogado Armando Procel por outro. Este por sua vez foi mais tarde substituído.

O advogado de Armando Procel, Basilio Sanca disse esperar que a verdade seja descoberta porque “em causa está a honra, dignidade e reputação de um causídico”.
O Advogado da defesa dos suspeitos prometeu prestar declarações no final do processo.

 ANG/LPG/ÂC/SG



Facebook


Engenheiro Informático aconselha ponderação na  utilização da rede social

Bissau, 22 Mar 18 (ANG) – O Engenheiro Informático e docente na Universidade Lusófona da Guiné(ULG),Braima Nhamadjo aconselhou hoje os usuários da rede social Facebook a serem prudentes no uso desta ferramenta, na escolha dos conteúdos a explorar e nos cuidados a ter na partilha de dados.

 Nhamadjo que falava em entrevista exclusiva à ANG sobre as acusações contra a maior rede social do mundo de indícios de utilização indevida de dados de milhões de seus utilizadores, disse que a suspeita não começou com a eleição de Trump como Presidente dos Estados Unidos de América.

“Os problemas de uso indevido de dados dos utilizadores começaram a partir dos anos 2011 à 2012, quando o facebook entrou nas bolsas de valores de mercado de Nova Iorque. A partir daí, começou a aparecer os chamados  “tráfico de dados” ou seja quando facebook aceitou que empresas terceiras  interferissem directamente na plataforma “,lembrou.

Para o docente informático da Universidade Lusófona da Guiné, o ponto central de tudo isso foi quando a Inglaterra decidiu abandonar a zona euro, explicando que há uma empresa denominada “Cambrech Analitic”, especializada no marketing digital e de recolha de dados que lançam campanhas publicitárias na internet que influenciou muito a saída dos ingleses da União Europeia.

 “Depois de consolidada a saída da Inglaterra da União Europeia, o sistema saiu da Europa e entrou para os Estados Unidos, onde se falou muito das interferências da Rússia nas últimas eleições americanas que provavelmente teria contribuído para a derrota da Hilary Clinton “,disse.

O técnico informático disse que na Guiné-Bissau a influência da rede social é muito reduzida com uso específico, e não contribui para decisão alguma..

“Se formos ver em cem por cento dos utilizadores nacionais, só dez por cento é que se interessa pela informação. A maioria se limita a enviar fotos, vídeos, mensagens, e os perigos são as notícias sobre terrorismo, pornografias, prostituição infantil, entre outros, que podem influenciar, negativamente, os jovens “,explicou.

Nhamadjo chama atenção aos usuários das redes sociais com os chamados aplicativos terceiros, que clicam para fazer testes. Citou o  exemplo de uma mulher  que quer ficar grávida, daqui a 10 anos. Que rosto vai ter ? São aplicativos mais de recolha de dados onde as pessoas cedem dados pessoais  e os de amigos.

“Por isso deve-se ter o cuidado em sair de facebook para entrar num outro aplicativo”, aconselhou.

Referiu  que muitas  vezes já ouviu pessoas a dizer  que o facebook acertou, errou, fez este ou aquilo, sem saber  que não é o facebook mais sim os aplicativos terceiros que têm um contrato de parceria com a facebook. “Apesar de tudo, vale a pena continuar a usar as redes sociais, mas com prudência”, avisou.

“É preciso escolher o que é bom porque é um campo muito vasto com tudo: tanto de bom como do mal”, aconselhou.

Braima Nhamado referiu que o objectivo da criação do facebook em 2004 e 2005, nos Estados Unidos de América por dois colegas que partilhavam o mesmo quarto é de se comunicar e fazer trabalhos da universidade nos momentos em que não se encontravam juntos. 
ANG/MSC/ÂC/SG










Campanha de caju/2018


Régulos  preocupados com preço indicativo de compra ao produtor

Bissau, 22 Mar 18 (ANG) – Um grupo dos Régulos em representação  de diferentes regiões do país, apelou hoje ao Presidente da República para manter o preço da castanha de caju do presente ano, em mil francos CFA, o quilograma, como aconteceu no ano transacto. 

A saída do encontro com José Mário Vaz, o porta-voz de grupo dos Régulos, Mamadu Nené Baldé, disse que o Presidente da República José Mário Vaz, disse que irá analisar o assunto, e que o preço da castanha de caju praticado no campo este ano, será conhecido no próximo sábado, na região de Gabú. 

 De acordo com Nené Baldé, a próxima campanha da castanha de caju está prestes a começar, e esta preocupação está a afectar muito a comunidade nas regiões.

“É nesta ordem de ideias que entendemos que seria pertinente falar com o Chefe de Estado, para lhe pedir que mantenha o preço da comercialização da castanha de caju do presente ano igual ao do ano transacto”, disse o porta-voz. 

Questionado sobre se a falta de um governo no país não vai por em causa a próxima campanha de caju, Nené Baldé advertiu que a situação é preocupante para eles, mas que na verdade nada de política foi abordado no referido encontro. 

 O presidente Mário Vaz procede no próximo sábado, em Gabú, leste do país, a abertura da campanha de comercialização da castanha de caju/2018.

ANG/LLA/ÂC/SG