segunda-feira, 23 de março de 2020

Covid-19






Bissau,23 Mar 20(ANG) - A Secretária do Estado das Comunidades pediu no último fim de semana aos guineenses no estrangeiro para respeitaram as indicações das autoridades de saúde onde residem.

O apelo tornado público numa mensagem pública devido a pandemia do Coronavírus que afecta a humanidade desde 2019.

Contudo não foram ainda confirmados casos de infecção no país, mas nos países vizinhos, já se verificou os casos dos infectados no Senegal, Gâmbia e Guiné-Conacri.

Dara Yurgan da Fonseca Ramos diz que para enfrentar com sucesso a ameaça que representa a propagação do coronavírus, a única solução disponível é respeitar as indicações das autoridades competentes.

“Aos nossos compatriotas residentes nos estrangeiros somos uma só diante do flagelo do coronavírus, os vossos receios são os nossos receios e as vossas esperanças são as nossas. Esta mensagem de solidariedade que vos dirijo, é também uma exortação de um apelo profundo e sério para que cumpram escrupulosamente todas as indicações dadas pelas autoridade de saúde nos países onde residem”, aconselhou a governante.

 Apelou aos guineenses na diáspora à terem a consciência de que para enfrentar  com sucesso a ameaça que representa a propagação do coronavírus, a únida solução disponível é respeitar as indicações das autoridades competentes.

Por outro lado, diz que o combate terá sucesso se cada um assumir a sua cota parte de responsabilidade pessoal perante a pandemia do Coronavírus.

“A pressão e a consciência aguda de que o Povo guineense no geral, mas em particular os que residem nos países onde a propagação do covid-19 já foi declarada, são expostos aos riscos de contágio por este vírus que não deixaram diferente o Estado da Guiné-Bissau”, explicou.

Dara da Fonseca Ramos disse que com isso, o governo da Guiné-Bissau, decidiu envolver-se exaustivamente no combate a propagação do covid-19 no país, acrescentando que todos os dispositivos apropriados foram accionados e neste momento os guineenses estão conscientes de que este combate só terá sucesso se cada um assumir a sua cota parte de responsabilidade pessoal. 

As autoridades guineenses mandaram suspender actividades susceptíveis de criar aglomerações de pessoas, incluindo concertos e algumas cerimónias religiosas e tradicionais. O funcionamento de bares e discotecas encontram-se também suspensos. As fronteiras foram encerradas, incluindo o espaço aéreo.ANG/Rádio Sol Mansi





sexta-feira, 20 de março de 2020

Coronavírus


Proprietário da Farmácia Moçambique critica falta de produtos essenciais de prevenção contra a pandemia

Bissau,20 Mar 20(ANG) – O proprietário e Director Técnico da Farmácia Moçambique criticou hoje que os três depósitos grossistas oficiais de medicamentos e produtos farmacêuticos estão completamente desarmados em termos de meios de prevenção contra coronavírus.

Em entrevista exclusiva à ANG sobre a resposta que a sua farmácia tem em termos de produtos de prevenção do coronavírus, Amed Akhdar disse que “é inadmissível e incompreensível face a esta contaminação aguda e suas consequência dramáticas, que os referidos grossistas com licenças de exclusividade de importação de produtos farmacêuticos até aqui não fizeram nenhuma providência para trazer os produtos essenciais para salvaguardar a vida das nossas populações em caso de surgimento desta doença muito perigosa”, lamentou.

Amed Akhdar disse que o país está neste momento desprovido de produtos essenciais de prevenção de Covid-19, nomeadamente, máscaras, luvas, álcool em líquido e em gel, batas descartáveis, óculos de protecção entre outros.

Qualificou a situação de desastrosa porque colocam as populações na vulnerabilidade e sem qualquer protecção e meios de precaução face a eventual contaminação da doença.

O proprietário da Farmácia Moçambique afirmou ainda que os três depósitos de medicamentos em questão têm uma enorme responsabilidade de dar resposta as necessidades da população em termos de prevenção de pandemia Covid-19.

“Hoje a totalidade das farmácias privadas funcionam quase à zero por cento em termos de dar respostas as necessidades da população no que se refere aos produtos de prevenção da doença porque não têm por onde abastecer”, informou.

Amed Akhdar sublinhou que algumas farmácias se refugiam em dubriagem para garantir um atendimento às populações, acrescentando que outros procuram abastecer em poucas quantidades nos países vizinhos.

Disse que, hoje em dia a Farmácia Moçambique é a única com stock de produtos de prevenção do coronavirus, embora não suficiente para satisfazer todas as necessidades das populações.

 Há mais de 90 dias que o virus do coronavirus começou a espalhar da República Popular da China ao resto do país e para ser hoje uma pandemia planetária, no caso concreto da Guiné-Bissau nada foi feito em termos de prevenção e proteção das populações”, lamentou AKhdar.

Aquele responsável encorajou ao Governo através do Ministério de Saúde para tomar urgentemente as deligências adequadas em termos de prevenção e tratamento do eventual surgimento da doença no país.ANG/ÂC//SG

Comunicação social


Missão Técnica da RTS apoia TGB para cobertura televisiva do território nacional

Bissau,20 Mar 20(ANG) – Uma missão técnica da Rádio Televisão Senegalesa(RTS), procedeu quinta-feira a entrega de materiais de emissão, produção e o equipamento de estúdios à Televisão da Guiné-Bissau(TGB) de forma a que as suas emissões possam cobrir todo o território nacional.

Vista frontal da sede da TGB
Intervindo no acto o  Secretário de Estado da Comunicação Social, Conco Turé disse acreditar que a missão senegalesa vai atingir os objectivos preconizados.

“Basta mencionar os nomes dos Presidentes Macky Sall e Umaro Sissoco Embalo, é algo suficiente para vermos a importância da missão que foi tratado ao nível dos Chefes de Estados dos dois países”, enalteceu.

Em termos do horizonte temporal para a conclusão dos trabalhos, o governante sublinhou que, não está em condições de explicar, mas garantiu que a missão senegalesa não deixará o país sem concluir o objectivo.

Em declarações à imprensa durante a cerimónia da entrega dos referidos equipamentos, o Director de Difusão da Rádio Televisão Senegalesa(RTS) disse que encontram-se no país graças as instruções do Presidente do Senegal, Macky Sall, no âmbito do pedido feito pelo  homólogo guineense Úmaro Sissoco Embalo.

“Hoje entregamos uma parte dos materiais nomeadamente uma parte para as emissões e a outra para a produção e por último que a TGB atinja os objectivos preconizados que é a cobertura de todo o território nacional”, explicou, Alioune Badara Ndoye.

Aquele responsável informou que estão igualmente na Guiné-Bissau para recolher as necessidades da TGB e dar os apoios necessários para que as suas emissões possam cobrir todo o país.

“Não quero avançar a data de conclusão dos trabalhos porque existem muitas coisas que devem ser implementadas dentro do projecto. O mais importante é executar os trabalhos como deve ser”, disse. ANG/ÂC//SG

Presidenciais 2019/2ª volta





Bissau,20 Mar 20(ANG) - O líder da Bancada Parlamentar da Assembleia do Povo Unido(APU-PDGB), reafirmou em entrevista ao jornal Público, que os deputados desta formação política estão com o Governo de Aristides Gomes a 100 por cento tendo considerado de “ilegal e inconstitucional”, o executivo de Nuno Nabian.

O Governo de Aristides Gomes, demitido pelo autoproclamado Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, continua a ter apoio da maioria parlamentar, apesar de Nuno Nabian e a direcção da APU-PDGB ter dado por findo, no dia 8, e pela segunda vez, o acordo de incidência parlamentar com o PAIGC.

“Eu, Armando Mango, Paulo Bodjam e Umaro Conté não podemos apoiar um governo inconstitucional, nomeado por um presidente inexistente à luz da nossa Constituição”, afirmou ao PÚBLICO o deputado Marciano Indi, acrescentando que estão determinados na defesa da legalidade democrática, defender os princípios que nortearam a criação do seu grande partido, APU-PDGB.

Indi sublinhou que, se o líder de partido se posiciona no lado da ilegalidade e da mutilação das regras democráticas, sobretudo da violação da nossa Constituição, com certeza não podem apoiá-lo, tendo em conta os valores que o partido defende.

Apesar dos riscos assumidos na sua posição, o líder da bancada parlamentar da APU-PDGB reitera que não vão mudar de ideias. “Fomos ameaçados várias vezes e não temos medo de represálias, porque não fizemos nada contra ninguém, simplesmente estamos a cumprir o nosso dever, como deputados da nação”, sublinhou.

Sem explicar de onde vieram as ameaças, Indi só garante que as mesmas não alterarão a vontade dos deputados da APU-PDGB: “Podem vir de onde vierem as ameaças, não vamos dar nenhum passo à rectaguarda”.

A Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau elegeu cinco deputados nas eleições legislativas de 10 de Março de 2019, assinando um acordo de incidência parlamentar com o vencedor das eleições, o PAIGC, que permitiu a este partido formar governo. Com os 47 deputados do PAIGC, os cinco da APU-PDGB, um do União para a Mudança e outro do Partido Nova Democracia, formou-se uma maioria de 54 deputados na Assembleia Nacional Popular de 102 deputados.

Nuno Nabiam assinou o acordo a 12 de Março e rompeu-o no final de Outubro, o que levou o então Presidente José Mário Vaz a demitir Aristides Gomes e a nomear Faustino Imbali como primeiro-ministro. A situação acabaria por ser inviabilizada por exigência internacional, porque Vaz, que acabara o seu mandato em Junho, não só já não tinha poderes para isso, como ainda por cima era candidato à reeleição.

Além do mais, Nabiam, que acabaria por ficar em terceiro lugar nas eleições presidenciais, não passando à segunda volta, tendo apoiado Umaro Sissoco Embaló, não conseguiu convencer os deputados do seu partido a abandonar o acordo parlamentar com o PAIGC. Aliás, os parlamentares nem sequer lhe deram o seu apoio nas presidenciais, preferindo apoiar Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC.

Depois de assumir o poder à margem da Constituição, autoproclamando-se Presidente e demitindo o Governo de Aristides Gomes, com apoio dos militares, Sissoco Embaló nomeou Nabiam como primeiro-ministro de um Governo que faz o que ele manda, como o próprio fez questão de sublinhar no cancelamento da missão de especialistas internacionais da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO): “Não foi a CEDEAO que cancelou, eu é que ordenei ao primeiro-ministro para cancelar”.

Na sua conversa escrita com o PÚBLICO, Marciano Indi reconhece que a Guiné-Bissau está “numa situação complicada” porque “o Governo legal foi posto em causa” e “os militares protegem o novo governo ilegal”, daí que deixe o apelo: “A única entidade capaz de resolver esta situação é a comunidade internacional”. ANG/www.Público.pt


Covid-19


                     África registou 39 novos casos em sete países
Bissau, 20 mar 20 (ANG)- África registou quinta-feira uma morte e 39 novos casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus, elevando para mais de 680 os doentes em 33 estados africanos, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia.
De acordo com o ‘site’ Worldometers, que compila quase em tempo real a informação da Organização Mundial de Saúde (OMS), de fontes oficiais dos países e de órgão de informação, desde as 00:00 de quinta-feira foram registados 39 casos e uma morte em sete países africanos.
A Argélia, onde ocorreu uma morte, registou sete novos casos, com o país a somar agora 82 doentes infectados e oito mortes.
A Tunísia registou 10 novos casos e conta agora 39.
Fora ainda registadas novas infecções na República Democrática do Congo (07), Burkina Faso (06), Marrocos (04), Tanzânia (03) e Ghana (02).
Globalmente este ‘site’ de estatísticas contabiliza 687 casos acumulados de infecções com o novo coronavírus e 18 mortes em 33 países do continente africano.
Registaram-se até ao momento, seis mortes em 210 casos no Egipto, o país mais afectado no continente.
Foram também participadas oito mortes em 82 casos na Argélia, duas mortes entre os 58 casos de Marrocos, uma morte em 33 casos no Burkina Faso e uma morte nos dois casos detectados no Sudão.
Por seu lado, a OMS contabiliza 633 casos acumulados de doentes com o novo coronavírus e 17 mortes nos mesmos 33 países, uma discrepância que pode ser explicada pelo intervalo de tempo entre a monitorização permanente feita pelo ‘site’ ao anúncio de novos casos e a comunicação oficial por parte dos países à OMS.
Outros países afectados são a África do Sul (116) Tunísia (39), República Democrática do Congo (14), Camarões (13), Ruanda (11), Costa do Marfim (09), Gana (09), Nigéria (08), Quénia (07), Etiópia (06), Seicheles (06), Guiné Equatorial (04), Maurícias (03), Gabão (03), Benim (02), Mauritânia (02), Libéria (02), Zâmbia (02), República Centro Africana (01), República do Congo (01),Djibuti (01),Gâmbia (01), Guiné Conacri (01), Somália (01), Esuatini (01) e Togo (01).
Entre os 33 países afectados conta-se também o Senegal, com 36 casos registados e cujo Presidente da República, Macky Sall, decidiu hoje criar um gabinete de crise e um fundo de resposta e solidariedade para responder aos efeitos da pandemia de Covid-19.
Para a concretização deste objectivo, o chefe de Estado senegalês pediu a cada um dos seus ministros uma contribuição pessoal equivalente a 1.500 euros.
Apelou ainda ao ministro do Comércio para que assegure o abastecimento do país de produtos de primeira necessidade, uma medida para dissuadir eventuais aumentos repentinos de preços.
O Governo tinha já anunciado uma série de medidas de prevenção da pandemia como a suspensão de todas as ligações aéreas com a França e outros seis países da Europa e do norte de África, proibição de manifestações públicas, fecho de escolas e cancelamento dos festejos do Dia da Independência.
Os países africanos lusófonos - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe - mantêm-se sem casos confirmados.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infectou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram.
Das pessoas infectadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se já por 176 países e territórios, o que levou a OMS a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, com a Itália, com 2.978 mortes em 35.713 casos, a Espanha, com 767 mortes (17.147 casos) e a França com 264 mortes (9.134 casos).
Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.ANG/Angop



Prevenão contra covid-19






Bissau,20 Mar 20(ANG) – O ministro da Presidencia do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo declarou quinta-feira que as  autoridades guineenses estão  atentas aos "gulosos" que aumentam os preços dos bens essenciais.

A reação do Governo surge  depois que, na quarta-feira, vários produtos de necessidade básica e alimentares terem passado a ser vendidos mais caros no país, com o anuncio pelo Governo do  fecho dos mercados no quadro da prevenção contra coronavírus.

"A especulação é um atentado daquilo que nós chamamos os gulosos. O guloso mesmo que tenha milhões é sempre guloso e quer mais", afirmou Mamadu Serifo Jaquité, ministro da Presidência do Conselho de Ministros do Governo de Nuno Nabian, nomeado primeiro-ministro pelo autoproclamado Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

As autoridades guineenses anunciaram na quarta-feira um conjunto de medidas de prevenção contra o novo coronavírus, Covid-19, incluindo o encerramento de fronteiras e de escolas e de espaços comerciais não essenciais, bem como de outros locais onde possa haver aglomeração de pessoas, como restaurantes, bares e discotecas.

Apenas podem ficar abertos supermercados e estabelecimentos que vendam produtos de necessidade básica e alimentares e farmácias.

Na sequência da decisão do Governo, os preços de produtos como o arroz, base alimentar dos guineenses, óleo, açúcar e sabão aumentaram nos mercados, que também foram encerrados a nível nacional.

"O Estado, na sua qualidade de regulador, estará presente para regular a execução do preço dos produtos no mercado. Existem normas. Estaremos atentos à verificação daquele teto estabelecido sobre os produtos e se for detetado alguém a infringir as regras, existem normas sancionatórias para cada caso", salientou Mamadu Serifo Jaquité.

Nas declarações aos jornalistas, Mamadu Serifo Jaquité lembrou aos guineenses que a Guiné-Bissau tem muitas debilidades e que foi preciso impor aquelas medidas.

"A Guiné-Bissau conhece perfeitamente bem quais são as suas dificuldades sanitárias e não podemos esperar pelos casos para começar a prevenção. O Governo ouviu o alerta da Organização Mundial de Saúde e pela sua importância e responsabilidade foi preciso, no quadro da Constituição, tomar medidas", salientou.

As autoridades guineenses têm tentado sensibilizar a população para a importância da prevenção, nomeadamente da lavagem das mãos, do Covid-19.

Na Guiné-Bissau ainda não foi registado qualquer caso, mas nos países vizinhos, no Senegal e na Guiné-Conacri, há casos de Covid-19, bem como nos países onde residem as maiores comunidades emigrantes de guineense, nomeadamente Portugal, Inglaterra, França, Espanha e Itália.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.800 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 86.600 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 177 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.ANG/Lusa 


Covid-19


     OMS diz que 200 remédios estão em análise para tratar novo coronavírus
Bissau, 20 mar 20 (ANG) -Organização Mundial da Saúde, OMS, informa que centenas de remédios que já são usados para tratar outras doenças virais estão sendo testados contra o covid-19, enquanto o mundo busca medidas para conter o novo coronavírus.
Segundo a diretora-geral assistente da OMS para Acesso a Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos, Mariângela Simão, esses tratamentos estão sendo usados para terapias do HIV, da malária e do ébola. 
Ela falou à ONU News, um dia antes de a OMS anunciar que a primeira vacina contra o covid-19   entrou em fase de testes. 
“Tem vários medicamentos antivirais sendo estudados. Existem aproximadamente 200 ensaios clínicos em andamento nesse período de tempo. Alguns dos medicamentos de combate ao sida, ou HIV, eles vêm sendo utilizados nesses ensaios clínicos. Por exemplo o ritonavir, o darunavir, mas ainda não tem resultados se eles vão funcionar ou não. Existe também um outro medicamento novo que foi desenvolvido inicialmente para tratar pessoas com ébola e que acabou tendo outras opções de tratamento mais efetivas, e que também está com vários ensaios clínicos para avaliar sua eficácia, ”disse. 
Falando à  ONU News, de Genebra, a também secretária-geral assistente das Nações Unidas  destaca que levará tempo até se declarar definitivamente se estas
alternativas seriam eficientes para combater o novo coronavírus.  
“O que se fala agora é que várias drogas antigas estão sendo pesquisadas para um novo propósito. Também tem drogas para a malária, drogas bastante antigas, que também estão sendo estudadas nesse momento. Há que aguardar os resultados desses estudos clínicos. Mas até ao momento atual não tem nenhum estudo que mostre que este ou aquele medicamento são eficazes no combate à pandemia. Isso é importante dizer porque é importante que as medidas que a OMS tem propagado que muitos países já tomaram com relação às questões individuais de lavar as mãos, e quando possível usar o álcool, o contato com pessoas doentes,”acrescentou. 
A agência da ONU informou que o ibuprofeno, usado em resfriado comuns, não deve ser empregado contra o coronavírus. 
Na quarta-feira, a OMS anunciou uma iniciativa para acompanhar pequenos ensaios com diferentes metodologias sobre tratamentos que podem ajudar a salvar vidas. 
A agência revelou que atua com parceiros para examinar e comparar diversos tratamentos ainda não testados. A meta é tornar essas soluções robustas e identificar quais seriam as mais eficazes. 
Para a OMS, a simplicidade do chamando ensaio solidariedade deve permitir que participem no processo hospitais de países como Argentina, Bahrein, Canadá, França, Irã, Noruega, África do Sul, Espanha, Suíça e Tailândia. ANG/ONU News

Política


PAIGC diz estranhar visita num domingo de Umaro Sissoco e Nuno Nabiam à sede da CNE

Bissau, 20 mar 20 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) disse estranhar a recente “visita-invasão” do auto-promaclado Presidente da República Umaro Sissoco Embaló e do seu “ilegal” Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabian à sede da Comissão Nacional de Eleições (CNE) acompanhado de um aparatoso cordão de segurança no passado 15 de março corrente.

A informação consta numa nota à imprensa à que a ANG teve acesso hoje,na qual o PAIGC disse ainda que a referida visita causou  perplexidade e estranheza, “quando precisamente existe um contencioso junto do Supremo Tribunal de Justiça que pôs em causa a própria CNE”.

O PAIGC no mesmo comunicado, questionou as razões que levaram o Sissoko Embaló e o seu “ilegal” Chefe de Executivo imposto pela força das armas a efetuar uma visita à CNE e precisamente no domingo.

Segundo a mesma nota, para o PAIGC essa invasão efetuada por Sissoco Embaló que chama de “candidato arvorado em auto-proclamado Presidente da República” à sede da CNE e num domingo sem a presença de uma grande maioria dos seus funcionários indica várias interpretações e suspeições neste caso concreto.

“O STJ terá que aclarar, porque ela põe em causa, de modo flagrante e a juntar à tantas outras discrepâncias obscuras, a transparência do ato eleitoral e consequentemente a própria verdade eleitoral”, refere o comunicado.

O PAIGC considera  que se registou um novo episódio importante que se junta ao “emaranhado” de outros registos “pouco abonatórios” e que atentam contra a legalidade constitucional do país, num claro ato que se pode catalogar com uma tentativa de branqueamento das provas materiais que estão às pistas que podem levar a verdade eleitoral.ANG/DMG/ÂC//SG


Covid-19


   China sem novos casos de contágio local pelo segundo dia consecutivo
Bissau, 20 mar 20 (ANG) - A China anunciou hoje não ter registado novas infecções locais pelo novo coronavírus, pelo segundo dia consecutivo, embora o número de casos importados tenha continuado a aumentar.
A Comissão de Saúde da China disse que, até ao início de quinta-feira não foram detectados novos casos de contágio local em todo o território, mas as autoridades identificaram 39 infectados oriundos do exterior.
Três pessoas morreram devido à doença, nas últimas 24 horas, fixando o total de mortes na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, em 3.248.
No total, o número de infectados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de 80.967, incluindo 71.150 pessoas que já receberam alta. O número de infectados activos fixou-se nos 6.569, entre os quais 2.136 em estado grave.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infectou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, entre as quais mais de 9.800 morreram.
Das pessoas infectadas, mais de 86.600 recuperaram da doença.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se já por 177 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, com a Itália a tornar-se, na quinta-feira, no país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 3.405 mortos em 41.035 casos.
A Espanha regista com 767 mortes (17.147 casos) e a França 264 mortes (9.134 casos).
Destaque também para o Irão, com 1.284 mortes em 18.407 casos.
Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras. ANG/Angop



Covid-19


                     Guterres alerta para risco de milhões de mortes

Bissau, 20 mar 20 (ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, avisou quinta-feira que se a propagação do novo coronavírus não for travada, especialmente nas regiões mais vulneráveis, morrerão milhões de pessoas.
“Está demonstrado que o vírus pode ser contido. Ele tem de ser contido”, disse Guterres, numa conferência de imprensa em que pediu a ajuda de todos para ser possível parar a pandemia.
O secretário-geral das Nações Unidas disse que os governos devem coordenar-se à escala global para conseguirem uma resposta à emergência sanitária e à iminente crise económica mundial.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infectou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram.
Das pessoas infectadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se já por 176 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália, com 2.978 mortes em 35.713 casos, a Espanha, com 767 mortes (17.147 casos) e a França com 264 mortes (9.134 casos).
Vários países adoptaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras. ANG/Inforpress/Lusa

quinta-feira, 19 de março de 2020

Prevenção contra Coronavirus




Bissau,19 Mar 20(ANG) - Mais de 150 pessoas, entre portugueses e outros cidadãos europeus e de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), pediram à embaixada de Portugal na Guiné-Bissau auxílio para sair do país, noticiou quarta-feira à Lusa citando fonte daquela representação diplomática.
Vista da Embaixada de Portugal em Bissau

Entre os que solicitaram auxílio para regressar aos seus países de origem estão, segundo a mesma fonte, pessoas doentes, que são prioritárias, cidadãos portugueses residentes e não-residentes na Guiné-Bissau, bem como cidadãos de outros países da União Europeia e dos PALOP.

A fonte explicou que as pessoas se têm dirigido à embaixada a pedir auxílio e que os nomes e contactos estão a ser recolhidos.

As autoridades da Guiné-Bissau encerraram quarta-feira as fronteiras terrestres, aéreas e marítimas no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus, com ressalva para evacuações médicas, abastecimento de medicamentos e para importações de bens alimentares de primeira necessidade.

Foram também encerrados todos os mercados a nível nacional, excetuando a venda de produtos alimentares, interditadas praias e piscinas, igrejas, mesquitas e outros locais de culto religioso às sextas-feiras, sábados e domingos.

As escolas públicas e privadas foram igualmente encerradas, bem como bares, restaurantes e outros locais onde se pode comer e beber.

A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e tem um sistema de saúde bastante frágil com graves carências de equipamentos e materiais.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

No continente africano há 33 países afetados pela pandemia de Covid-19, que conta já quase 600 casos, entre os quais o Senegal e a Guiné-Conacri, que fazem fronteira com a Guiné-Bissau.

A Organização Mundial de Saúde pediu hoje aos países do continente africano para se prepararem para o pior.


O Ministério dos Negócios Estrangeiros criou a linha de emergência Covid-19 para apoiar cidadãos portugueses que se encontrem transitoriamente no estrangeiro.

Os portugueses podem contactar o serviço através do `email` covid19@mne.pt ou da linha telefónica +351 217929755 entre 09:00 e as 17:00 e o Gabinete de Emergência Consular, que funciona 24 horas por dia.ANG/Lusa 

Prevenção coronavirus


Associação dos Operadores Turísticos exorta o Governo a salvaguardar interesses económicos do país

Bissau,19 Mar 20(ANG) – O vice presidente da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau, disse que a sua organização congratulou-se com a decisão do Governo de encerrar os restaurantes, bares e barracas, não obstante deve pensar em salvaguardar os interesses económicos  do país.

“O Governo deve saber que os proprietários dos restaurantes, bares e barracas têm compromissos com os bancos, fornecedores e o próprio Estado em termos de impostos e os próprios funcionários, por isso essas situações devem ser bem salvaguardadas para não prejudicar os operadores económicos”, afirmou Ado Callahan, em entrevista exclusiva à ANG.

O Governo de Nuno Nabian determinou na reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira, o encerramento de escolas públicas e privadas, bares, restaurantes e barracas (lugares onde se pode comer e beber), por um período indeterminado.

O vice Presidente da Associação dos Operadores Turísticos afirmou que, por esta razão manteve hoje uma audiência com a Secretária de Estado do Turismo à quem informou da posição da sua organização face a referida decisão do executivo.

“A nossa maior preocupação é no sentido de saber para quando vai durar a decisão do encerramento dos restaurantes e bares. Será que os seus proprietários têm a capacidade de aguentar por muito tempo fechado, suportando as despesas com os trabalhadores e pagamento dos impostos”, questionou.

Aquele responsável disse que não estão contra a tomada de quaisquer medidas de prevenção de pandemia do novo coronavirus, acrescentando contudo que, essas decisões devem ser acompanhadas de medidas de salvaguarda de interesses de operadores económicos.

Disse que recebeu uma garantia da Secretária de Estado de Turismo de que irá levar a preocupação dos Operadores Turísticos para serem analisadas no Conselho de Ministros.

Ado Callahan sublinhou que a decisão de encerramento de restaurantes e bares deve abrir um regime de excepção, por exemplo, onde os clientes podem comprar as suas refeições e levar para casa evitando aglomerações nos restaurantes.

Por sua vez, o secretário geral da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau apelou aos seus associados para acatar as medidas tomadas pelo Governo no que concerne a prevenção do coronavirus no país.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 82.500 recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.ANG/ÂC//SG

Covid-19


   Governo decreta fecho das escolas públicas e privadas devido a pandemia

Bissau, 19 Mar 20 - (ANG) - O Governo da Guiné-Bissau decidiu quarta-feira encerrar as escolas públicas, privadas, restaurantes, bares, barracas e fecho de fronteiras terrestres, marítimas e aereas com todos os países  por causa do coronavirus que abala o mundo, incluíndo os países vizinhos ,Senegal e Guiné-Conacri.

A decisão saiu da reunião do Conselho de Ministros do dia 18 de Março presidido pelo Presidente da República.

Segundo  o comunicado do Governo à que a ANG teve acesso, o Executivo ainda decidiu decretar luto nacional devido a morte do ex-Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamadjo e reservar-lhe um funeral com honras de Estado.

O colectivo governamental decidiu ainda interditar a utilização de todos os mercados a nível nacional, com excepção nas vendas dos produtos alimentícios de primeira necessidade, nomeadamente, arroz, carne e peixe.

O Governo proibiu o acesso das populações as praias, piscinas e outros locais susceptíveis de proporcionar aglomeração de pessoas, casos de mesquitas, igrejas nos seus respectivos dias de adoração.

O comunicado frisa ainda que o colectivo governamental instruiu o Secretário de Estado da Juventude e Desportos no sentido de encetar negociações com as federações desportivas do país com vista a suspensão dos campeonatos nacionais e torneios bem como encerrar as fronteiras terrestres, marítimas e aéreas com todos os países com ressalva para questões humanitárias.

“Ou seja, as evacuações médicas urgentes, abastecimentos de medicamentos, importações de bens alimentares de primeira necessidade”, refere o comunicado.

O executivo instruiu a Comissão Interministerial de Acompanhamento e Prevenção do Coronavirus no sentido de providenciar instalações, para, em caso de necessidade ,funcionarem como centros de quarentena para pessoas infectadas por Covid-19.

O comunicado do Governo informa que igualmente foi suspensa as reuniões semanais de Conselho de Ministros e que, em caso de urgência, serão realizadas  sessões especializadas, reunindo um número não superior a dez dos seus membros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 82.500 recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

No início da semana Umaro Sissoco Embaló decretou “Estado de Emergência” para o país e pediu a união de todos na luta contra essa pandemia.

Oficialmente, a Guiné-Bissau ainda não declarou nenhum caso de suspeita de contaminação por coronavírus mas o medo de contrair a doença anda nos bairros da capital.

Pelo menos ao nível de Bissau, populações de diferentes bairros têm recorrido aos métodos tradicionais supersticiosos para se prevenir  da doença, tomando banho com água em que se apagou um punhado de carvão retirado de uma fogueira.ANG/MSC/ÂC//SG