terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Novo ano Judicial/ Ministro da Justiça reconhece as carências com que o sector se depara

Bissau, 02 fev 21(ANG) – O ministro da Justiça  reconhece as carências com que o sector da justiça se depara, e aponta  o que diz ser inadequadas e insuficiência de infraestruturas fiscais, de recursos humanos, desadequação do quadro legal e de insuficiência de condições de trabalho.

Fernando Mendonça falava hoje na cerimónia de abertura do ano judicial, presidida pelo chefe de Estado guineense, na presença do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Procurador Geral da República, membros do governo e do corpo diplomático e organismos internacionais acreditados no país.

Disse que, enquanto ministro da Justiça, e em nome do governo que representa renova perante todos os presentes um compromisso de ação leal, garantindo que o executivo tudo fará para estar a altura dos desafios deste tempo e das possibilidades de construção que nele se engendram, apesar dos condicionantes do momento.

A propósito, Fernando Mendonça disse que o governo  perspectiva para o presente ano, a reabilitação das instalações do Tribunal Regional de Oio, com sede em Mansoa, do Tribunal do sector de Bubaque e a construção da Casa de Justiça de Buba entre outras acções.

Segundo o ministro da Justiça, o que se ouve do cidadão comum, não difere do que anunciam os relatórios dos observatórios mais qualificados.

“Apesar de tudo o que tem sido feito, a justiça continua lenta e cara e, como consequência, classista e penalizadora da mudança social e económica, porque a sua lentidão trava ou dificulta essa mudança”, disse.

Mendonça revelou que, a justiça tantas vezes é desprovida de meios ajustados para fazer a qualidade daqueles que servem com dedicação e competência, justiça sequiosa de aposta acrescida na formação, na qualificação, na valorização do serviço público, na cooperação interprofissional, na disponibilidade e na partilha de tecnologias de informação e comunicação.

“Temos que decidir muito rapidamente, que justiça queremos e temos que actuar sem hesitações para que a justiça que queremos seja a que temos no país”, referiu .

Disse que nos últimos anos, o governo apostou na implementação de reformas importantes, tais como a criação dos Gabinetes de Recuperação de Activos e de Administração de Bens  para gerir  as receitas provenientes dos serviços do Ministério da Justiça e dos serviços judiciários.

 “Esta acção permitiu ao governo não só ampliar a sua intervenção no sector, mas também melhorar as condições das infraestruturas judiciárias, assegurar incentivo aos magistrados e oficiais de justiça, e ainda atender com regularidade as necessidades dos tribunais e delegacias do Ministério Público”, afirmou o ministro.

Fernando Mendonça  considerou a abertura do ano judicial, como um momento que encerra uma pesada carga simbólica e cristaliza o tempo e o lugar em que os representantes do poder judicial e dos demais poderes do Estado exprimem o sentido da sua acção, criando-se o ambiente que favorece o entendimento
.

Acrescentou  que dela emerge a compreensão da necessidade de articulação, de cooperação activa, entre os órgãos do poder judicial e o executivo.ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

        Futebol/Ahmad ocupa novamente o cargo de Presidente da CAF

Bissau, 02 Fev 21 (ANG) - O Tribunal Albitral do Desporto(TAS ,na sigla francesa) decidiu suspender de forma ‘provisória’ a decisão da FIFA, organismo que gere o futebol mundial relativamente ao Presidente da CAF, Ahmad, o que significa que o malgaxe recupera o seu cargo na Confederação Africana de Futebol.

O Tribunal Arbitral do Desporto vai examinar o caso de Ahmad a 2 de Março, dez dias antes das eleições para o cargo de Presidente da Confederação Africana de Futebol.

Uma decisão que será decisiva para o actual Presidente Ahmad. Se o castigo da FIFA for levantado, será provável a presença de Ahmad nas eleições, no entanto se o TAS confirmar o castigo, Ahmad deverá deixar definitivamente o cargo.

Até ao 2 de Março, e segundo uma primeira decisão do TAS, Ahmad já não está suspenso, ‘provisoriamente’, o que significa que recuperou o cargo de Presidente da CAF e poderá iniciar uma campanha para as eleições.

A Comissão de ética da FIFA suspendeu por 5 anos o actual Presidente da Confederação Africana de futebol - CAF - por ilícitos financeiros, com uma multa de cerca de 185 mil euros, no passado mês de Novembro.

 Ahmad tinha estado sob custódia por suspeitos de corrupção, em Junho de 2019, em Paris.

Há quase quatro anos que Ahmad ocupa o cargo de Presidente da CAF, ele que era candidato à sua própria sucessão, depois da derrota de Issa Hayatou nas eleições de Março de 2017.

Na altura Ahmad prometeu levar a cabo uma verdadeira revolução no futebol do continente africano.

Nascido a 30 de Dezembro de 1959 em Madagáscar, o homem político, que ocupou o cargo de secretário de Estado do Desporto e ministro das Pescas, foi acusado de violar os artigos 15 (Dever de Lealdade), 20 (Aceitação e Distribuição de prendas ou outras vantagens), 25 (Abuso de Poder), e 28 (Desvio de fundos).

No verão de 2019, o Presidente Ahmad tinha pedido a ajuda da FIFA para supervisionar a organização, fragilizada por várias polémicas e problemas de governação.

A número 2 da FIFA, a senegalesa Fatma Samoura, que defendeu reformas na instância africana, acabou por ser afastada em Fevereiro do ano passado.

Em 2019, o antigo Secretário Geral da CAF, Amr Fahmy, falecido desde então, enviou uma carta à FIFA a acusar o Presidente Ahmad de corrupção e de assédio sexual.

O primeiro vice-presidente Constant Omari assegurou a liderança interinamente da CAF.

A próxima eleição para a Presidência da CAF decorre a 12 de Março de 2021, em Marrocos. Na corrida à liderança da CAF estão actualmente quatro candidatoso senegalês Augustin Senghor, o mauritaniano Ahmed Yahya, o marfinense Jacques Anouma e o sul-africano Patrice Motsepe. ANG/RFI

 

 

Caso Catchura/Procuradoria Geral abre inquérito para  apurar veracidade sobre as suspeições  levantadas sobre sua morte

Bissau, 02 Fev 21 (ANG) -  A Vice Procuradora- Geral da República da Guiné-Bissau, anunciou hoje que o Ministério Público já abriu um inquérito para apurar a veracidade das suspeições levantadas sobre a morte do activista e Jurista Bernardo Catchura ocorrida no último fim de semana, em Bissau.

“A morte deste jurista está a ser associada a eventual negligência ou culpa de alguém,  por isso vamos  tomar as devidas previdências. A Procuradoria já mandou abrir um  inquérito para apurar responsabilidade de quem quer que seja”, garantiu Teresa Manuela Lopes Mendes, em declarações à imprensa.

Afirmou que o Ministério Público é o único detentor da Acção Penal, e que nessa qualidade cabe-lhe abrir um inquérito para apurar a veracidade ou não das suspeitas que tenham recaído sobre um ou outra pessoa .

A Vice Procuradora-geral da República disse compreender a inquietação dos familiares, amigos e conhecidos, mas também pede-lhes a clama, porque o Ministério Público vai assumir a sua responsabilidade que passa pela realização da investigação para apurar  responsabilidades.

Bernardo Catchurá morreu no passado dia 29 de Janeiro, aos 39 anos, vítima de doença súbita numa clínica na capital guineense, após tentar sem sucesso uma cirurgia de urgência no hospital Simão Mendes, onde, segundo algumas testemunhas, não foi lhe dada a assistência necessária por “falta de oxigénio”.

 Numa outra reação , o Alto Comissariado de Luta Contra a Covid-19 solicitou as autoridades competentes a abrir um inquérito para apurar responsabilidades sobre a morte do jurista Cactchura, que entretanto falecera numa clinica privada antes de ser assistida.

Esta estrutura criada para combater a pandemia da Covid-19 quer inclusive que seja objecto de inquéritos judiciais os fundos aplicados na reabilitação da fábrica de oxigénio do Hospital Nacional Simão Mendes, disponibilizados no quadro da luta contra a pandemia.ANG/LPG/ÂC//SG

 

Caso  Catchura /Direção do Hospital Simão Mendes diz que o activista  não morreu por falta de oxigénio

Bissau,02 Fev 21(ANG) - O director do Hospital Nacional Simão Mendes nega alegações de grupo de activistas, segundo as quais, o jurista e activista cívico, Bernardo Mário Catchura tenha morrido por falta de oxigénio no Simão Mendes.

Em conferência de imprensa, depois de manifestantes terem, segunda-feira, pedido a responsabilização criminal pela morte de Catchurá , Agostinho Semedo, o director clínico do estabelecimento, Dionísio Cumba, e o médico de serviço na cirurgia, Arlindo Quadé, afirmaram que Catchura não foi atendido por falta de espaço e que teria sido recomendado a procurar uma clínica privada.

“Não tínhamos espaço para mais doentes. Tínhamos alguns doentes  no chão,  a sangrar muito”, contou Arlindo Quadé, acrescentando que em cerca de seis minutos de conversa apercebeu-se que Bernardo estava com cólicas abdominais e que já levava três dias sem conseguir evacuar fezes.

Quadé ainda disse que Bernardo Catchura   estava aflito.

"Perguntou-me onde poderia ser tratado, sugeri-lhe que fosse para uma clínica”, revelou ainda Quadé, no que foi secundado pelo director clínico.

Dionísio Cumba acrescentou que, com a informação de Quadé e os exames que Bernardo Mário Catchurá mostrou no seu telemóvel e o diagnóstico oral feito, ele "poderia estar com os intestinos parados, o que pode até ter-lhe dado uma perfuração intestinal, que é fatal”.

“Já aconteceram várias mortes dramáticas por falta de condições de trabalho”, lamentou o director clínico do Hospital Nacional Simão Mendes, cujo director, Agostinho Semedo, reiterou que “o malogrado não morreu pela falta de oxigénio, como se ouve dizer sobretudo nas redes sociais”.

O rapper, jurista e activista Bernardo Mário Catchurá morreu na sexta-feira, 29 de Janeiro.

Na segunda-feira, dia 1 de Fevereiro, dezenas de jovens fizeram uma vigília "Justiça por Bernardo" junto do Ministério da Saúde em Bissau pedindo  uma investigação à morte dele e consequente responsabilização de potenciais culpados. ANG//VOA

 

Justiça/ADPP oferece uma tonelada de roupas aos centros prisionais do país

Bissau, 02 Fev 21(ANG) - Os Serviços Prisionais do Ministério da Justiça, beneficiou segunda-feira de um donativo de uma tonelada de roupas, doado pela Organização Não Governamental Ajuda do Povo para Povo (ADPP).

De acordo com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Justiça, o donativo é orçado em cerca de 1.250 mil francos CFA e  destina-se aos reclusos dos estabelecimentos prisionais de Bissau, Bafatá e Mansoa.

No ato oficial de entrega da referida oferta, o Diretor-geral dos Serviços Prisionais, Fernando Ié agradeceu o gesto e garantiu o bom uso das roupas doadas.

Ié disse estar convicto de que a parceria entre o Ministério da Justia e a Ong ADPP vai continuar, com prioridade para a área de formação.


Por seu lado, o representante da ADPP na cerimónia, Armando João da Silva, prometeu mais apoios, lembrando que há quase 40 anos que aquela organização humanitária vem dando apoios na Guiné-Bissau, sobretudo à população mais carenciada.
ANG/ÂC//SG

 

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Cooperação/Presidente da República diz que Turquia vai apoiar Alto Comissariado no combate a Covid-19

Bissau, 01 Fev 21 (ANG) – O Presidente da República revelou  que as autoridades de saúde da Turquia vão apoiar o Alto Comissariado e o Ministério de Saúde da Guiné-Bissau no combate à terceira vaga da Covid-19.

Umaro Sissoco Embaló  fazia o balanço, no último  fim de semana, da sua visita conjunta de quatro dias, à República de Turquia com o seu homólogo do Senegal Macky Sall.

 “Brevemente, as autoridades de saúde da Turquia vão contatar o Alto Comissariado e Ministério de Saúde Pública para ver com  que materiais podem ajudar a Guiné-Bissau o mais rápido possível para  fazer face ao combate à esta terceira vaga da Covid que está a assolar o mundo”, disse.

O chefe de Estado disse  que existem muitas empresas turcas que estão a operar na sub-região, e que  podem vir ao país e verem em que áreas podem cooperar.

“Isso demonstra qual é a aproximação e importância que estamos a dar a Turquia na nossa cooperação. É um dos países gigantes do mundo. Quando se fala da China, Alemanha, França e outros, tem que chamar a Turquia no concerto das Nações”, disse. 

Embaló afirmou ainda que a cooperação entre Guiné-Bissau e Turquia vai permitir o país ter ações concretas com grandes empresas daquele pais, acrescentando que debateram  com o seu homólogo da Turquia a  formação no domínio técnico-militar e segurança. ANG/DMG/AC//SG

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

 

Saúde/Alto Comissariado exige  realização de um inquérito sobre a morte do jovem Bernardo Catchura

Bissau, 01 Fev 21(ANG) – O Alto Comissariado(AC) de Luta Contra a Covid-19 exigiu hoje a realização, imediata, de um inquérito  para se apurar as responsabilidades sobre a morte do cidadão Bernardo Mário Catchura, que está a ser relacionada a  falta de oxigénio no Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM).

A informação vem expressa no comunicado à imprensa enviado esta segunda-feira à ANG, no qual se refere que “infelizmente”  Bernardo Catcura não foi a primeira vítima de morte por falta de oxigénio, mas que se deseja que possa a ser a última.

O comunicado acrescenta que os alegados investimentos avultados na construção e ou raparação da fábrica de oxigénio também devem ser objeto de investigação séria por parte de quem de direito.

O AC  diz compreender a onda da revolta e um sem número de questionamentos  legítimos, associados às mais variadas explicações sobre as possíveis causas deste lamentável desfecho.

Esta instituição sanitária para Covid-19 ainda refere em comunicado que não havia falta de oxigénio no HNSM para salvar vida, e aponta que a  gestão do hospital, incluindo seu serviço de urgência, ou de qualquer outro do país não está sob a responsabilidade do AC, pelo que desconhece os acontecimentos relacionados com a visita do malogrado à essa e outras estuturas sanitárias.

Acrescenta  que a gestão regorosa do oxigénio destinado aos centros de COVID-19 têm sido  negativamente afectada pelas carências crónicas de produção e distribuição de oxigénio à escala nacional.

“ O oxigénio adquirido para a gestão de doentes de COVID-19 em todo o país, permitiu salvar muitas vidas de mulheres grávidas que precisam  de ser submetidas a cesariana, a pacientes com acidentes vasculares cerebrais, a crianças e adultos com necessidade de cirurgia urgente,” lê-se no comunicado.

O AC prometeu que vai continuar a envidar esforços no sentido do estabelecimento de um rede de fábrica de oxigênio no país, aproveitando as oportunidades criadas pela luta contra COVID-19 para investir no reforço do sistema nacional de saúde na Guiné-Bissau.

 A morte do antigo líder do Movimento Nacional de Cidadãos Inconformados, que foi muito crítico ao regime do ex-presidente Mário Vaz falecera no último fim de semana, em Bissau.

Fontes familiares dizem que a sua morte se deve a falta de oxigénio no hospital nacional Simão Mendes, para onde se recorreu e não teve assistência médica necessária devido a alegada falta de oxigênio para uma intervenção cirúrgica de que necessitava.

Cactchura morreu entretanto numa clínica privada antes de ter recebido  assistência. 
ANG/JD//SG

 

Pescas/”Guiné-Bissau acolhe o Fórum da PRCM em Novembro”, diz o director executivo da organização

Bissau,01 Fev 21(ANG) – O director executivo da Parceria Regional Costeira Marinho(PRCM) anunciou  que a Guiné-Bissau irá acolher, em Novembro próximo, o Fórum desta organização sub-regional de pescas.

 Em conferência de imprensa realizada na passada sexta-feira, sobre o balanço da sua missão conjunta ao país, Amed Senhoury disse que o evento contará com a participação de mais de 250 convidados provenientes de África e de outras partes do mundo.

Aquele responsável disse que, será a segunda vez, que o país vai acolher o referido evento, depois de o ter organizado em 2010.

Acrescentou que, o Fórum será a ocasião para a Guiné-Bissau mobilizar fundos e instituições parceiros para ganhar mais visibilidade na protecção dos seus recursos marinhos.

O director executivo do PRCM, afirmou que o Fórum terá uma organização conjunta dos Ministério das pescas, Ambiente e outros actores que intervêm no sector.

Segundo  o coordenador da Iniciativa Internacional de Transparência das Pescas(FITI), Mansour Ndur  a Guiné-Bissau vai brevemente formalizar a sua adesão à esta organização.

Disse que, durante os encontros mantidos com diversas autoridades do país, todos manifestaram a disponibilidade e o engajamento de o país integrar ao  projecto FITI.

Contudo, salientou que a adesão da Guiné-Bissau à esta organização será um processo longo e que começa por um engajamento público, cujo trâmites para o efeito serão iniciados brevemente.

“ As pescas é um sector muito vital do ponto de vista da sua contribuição na segurança alimentar e emprego”, disse Mansour Ndur.

Acrescentou que, apesar da sua importância, ainda se nota algumas falhas sobretudo, na falta de informações e visibilidade  dos esforços que o governo tem sido feito no sector.

“As informações veiculadas sobre o sector das pescas não são suficientes de forma a acentuar uma verdadeira política do sector”, disse, acrescentando que, por esse motivo, a FITI e a PRCM vieram para apoiar a Guiné-Bissau, de forma a reforçar o seu sistema de informação.

Mansour Ndur disse que a ausência de informações credíveis, facilitam a corrupção, pesca ilegal e não declarada, pirataria entre outros actos ilícitos.

“Foi nesta perspectiva que a FITI foi criada de forma a fazer face aos referidos desafios de trazer  a luz informações claras, capazes de serem partilhadas por todos”, frisou.

Aquele responsável sublinhou que outras vantagens de adesão ao FITI prende-se com as possibilidades de melhoria da gestão dos recursos pesqueiros marinhos, luta contra a pesca não declarada, redução de perdas económicas e  biológicas e aumento da confiança dos investidores no sector.

O representante do ministro das Pescas, Erme Indi da Fonseca disse, na ocasião, que estão sempre a acompanhar as acções do FITI no país desde  2019.

Afirmou que diligências  estão sendo levadas a cabo, ao mais alto nível, para a  adesão do país à esta organização, acrescentando que os dossiês
já estão no gabinete do ministro das Pescas.

“Vamos continuar de braços abertos para receber qualquer iniciativa levada a cabo pela FITI no país, em prol do desenvolvimento do sector das pescas”, salientou Erme da Fonseca.ANG/ÂC//SG

 

 

Desporto/Novo Director Técnico da FFGB promete dar mais atenção à camada de formação 

Bissau,01 Fev 21(ANG) - O novo diretor técnico da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Guilherme Farinha, prometeu dar o seu “total apoio” ao presidente do organismo, Carlos Mendes Teixeira, para desenvolver o futebol nacional e dar maior atenção à “camada de formação”.

“Sinto-me com muita energia. Venho para apoiar e ajudar o senhor presidente (Carlos Mendes Teixeira), a FFGB e naturalmente o futebol da Guiné-Bissau, começando pela camada de formação”, declarou.

Farinha falava  sábado, 30, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, após a sua chegada ao país, onde foi recebido pelo presidente da FFGB, Mendes Teixeira.

“Se não houvesse algo sólido para construir o futebol da Guiné-Bissau não teríamos vindo. Nós vimos com a certeza e esperança de que há muito para fazer no futebol da Guiné-Bissau. Sabemos perfeitamente que os talentos não faltam. As crianças não faltam para prática de futebol. Portanto, há sempre coisa para fazer ” argumentou.

Farinha regressa à Guiné-Bissau 27 anos depois de abandonar o cargo de selecionador nacional da seleção de sub-17, em 1994. 

O novo diretor técnico da FFGB revela que, nos próximos dias, vai fazer um diagnóstico da situação real do futebol nacional para depois definir uma estratégia para fomentar e dinamizar o futebol do país.

Questionado pelo Jornal O Democrata sobre a caminhada da seleção nacional na fase de qualificação para a Taças das Nações Africanas (CAN 2021), Farinha diz que tem seguido o percurso dos “Djurtus” e mostrou-se  confiante no apuramento.

Na quinta jornada do grupo I, em março próximo, a Guiné-Bissau joga primeiro em Essuatini e depois fecha a sexta jornada em casa, com a República do Congo. 

A seleção do Congo soma 7 pontos e ocupa o segundo lugar da tabela da classificação frente a seleção nacional que soma 3 pontos.

Senegal tem qualificação já garantida e Essuatini tem apenas 1 ponto.


Além de Farinha, ainda chegou dois dos seus colaboradores diretos. Na curta declaração aos jornalistas, o presidente da FFGB, Carlos Mendes Teixeira, mostrou-se satisfeito com a vinda do treinador português de 64 anos de idade.
ANG/O Democrata

Covid-19/Mundo regista 2,22 milhões de mortes desde o início da pandemia

Bissau, 01 Fev 21(ANG) – A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 2.227.605 pessoas em todo o mundo desde que a China relatou o primeiro caso da doença no final de Dezembro de 2019, segundo o balanço diário da agência France-Presse (AFP).

Mais de 102.878.810 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 62.454.800 já são considerados curados.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 8.457 óbitos e 404.266 novos casos da doença covid-19 em todo o mundo, segundo os dados reunidos pela agência noticiosa francesa.

A AFP esclarece que estes números estão fundamentados nos balanços fornecidos diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país e excluem as revisões realizadas posteriormente por organismos de estatística, como ocorre na Rússia, Espanha e no Reino Unido.

Os países que assinalaram o maior número de novas mortes nos seus relatórios mais recentes são os EUA, com 1.955 novas mortes, Reino Unido (487) e Brasil (559).

Os EUA são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 441.331 mortes para 26.187.424 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Seguem-se o Brasil, com 224.504 óbitos e 9.204.731 casos, o México, com 158.536 óbitos e 1.864.260 casos, a Índia, com 154.392 óbitos e 10.757.610 casos, e o Reino Unido, com 106.158 mortos e 3.817.176 casos.

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ser o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 182 mortes por 100.000 habitantes, seguida pela Eslovénia (168), Reino Unido (156), República Checa (153) e Itália (146).

Por regiões do mundo, a Europa totaliza até hoje (às 11:00 em Lisboa) 738.573 mortes em 33.409.695 casos confirmados, a América Latina e as Caraíbas somavam 597.439 mortes (18.924.598 casos), os Estados Unidos e Canadá 461.347 mortes (26.964.985 casos), a Ásia 240.696 mortes (15.234.753 casos), o Médio Oriente 97.626 mortes (4.743.191 casos), a África 90.469 mortes (3.555.504 casos) e a Oceânia 945 mortes (31.707 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes de diagnóstico realizados aumentou significativamente e as técnicas de despistagem e rastreio melhoraram, levando a um aumento nas infecções registadas e declaradas.

No entanto, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflecte apenas uma fracção do número total de infecções, com uma grande proporção dos casos menos graves ou assintomáticos a nem sempre serem detectados.

Este balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Devido a correcções feitas pelas autoridades ou a notificações tardias, o aumento dos números diários pode não corresponder exactamente aos dados publicados no dia anterior, segundo referiu a AFP. ANG/Inforpress/Lusa

 

FFGB/“Hussein apresentou  demissão porque queria Virgínia da Cruz fora da federação”, diz Bonifácio Malam Sanhá     

Bissau 02 Fev 21(ANG) - O vice-presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB) para a área de licenciamento dos clubes, Organização de Provas e Implementação de Futebol, Bonifácio Malam Sanhá, afirmou que o segundo vice-presidente do organismo, Hussein Farath apresentou a sua demissão do cargo, “porque queria ver a secretária-geral, Virgínia da Cruz fora da instituição, por causa do salário que esta recebe.

“Se for um cidadão europeu que estava a dirigir a secretária-geral do órgão a receber este salário, ninguém iria contestar. A preocupação do segundo vice-presidente da FFGB é  demitir a Virgínia da Cruz da Federação, e até chegou de abordar este assunto”, disse Sanhá.

Na semana passada, o segundo vice-presidente da FFGB para área da Administração e Finanças, Hussein Farath, apresentou a sua demissão alegando falta de transparência na gestão de fundos da Federação e revelou ainda que Virgínia da Cruz e o diretor técnico nacional demitido, Jerónimo Mendes recebem cinco milhões de francos CFA por mês, na instituição federativa guineense.

Em conferência de imprensa na sexta-feira, na sede do organismo em Bissau, com objetivo de reagir a tais acusações, Malam Sanhá confirma que os dois recebem um direito inerente às suas funções, pago pela entidade que dirige o futebol mundial, a FIFA.

“Quem paga esse salário é a FIFA, através da FFGB, porque em cada mês a instituição envia o seu balancete à FIFA, onde consta o salário dessas pessoas desde o final de 2017 e a instituição mundial que dirige o futebol tem conhecimento deste assunto. No final de cada ano a FIFA manda os seus auditores para fazer avaliação deste fundo”, sublinhou Malam Sanhá.

Segundo explicação do dirigente desportivo guineense, o montante real enviado pela a FIFA ronda 4 milhões e setecentos de Francos CFA, onde cada um dos dois dirigentes do órgão recebe dois milhões e trezentos cinquenta mil fcfa.

Malam Sanhá que transitou da anterior direção da FFGB, liderado por Manuel de Nascimento Lopes “Manelinho” afirmou que atual direção do órgão liderado por Carlos Mendes Teixeira está a trabalhar no aumento dos salários dos dois dirigentes que pertencem a estrutura do órgão para 10 milhões de FCFA.

Farath defende que seja reduzido o salário pago à Secretária-geral do órgão e o diretor técnico, respetivamente, no sentido de permitir melhoramento das infra estruturas desportivas.

Em reação, Malam Sanhá reponde  ao Hussein Farath dizendo que a missão da FFGB não é construir estádios para os associados, embora realça o engajamento da atual direção do órgão em melhorar as infraestruturas de alguns clubes.  

Em relação a falta de transparência na gestão de fundos do órgão, vice-presidente da FFGB para a área do Licenciamento dos Clubes, Organização de Provas e Implementação de Futebol afirma que todos os processos ligado aos fundos da instituição foram feitos com o conhecido de Hussein Farath, na qualidade do responsável das finanças.

Sobre a retirada da obrigatoriedade de assinatura nas contas da FFGB ao vice-presidente pelo líder do órgão, Mendes Teixeira, Sanhá considera normal, porque na administração isso não funciona.

Durante a sua longa explanação, Bonifácio Malam Sanhá abordou vários assuntos ligados a FFGB, nomeadamente as dívidas da instituição federativa com a Empresa Pública da Eletricidade da Guiné-Bissau (EAGB) e com o Banco da Africa Ocidental - BAO.

Caíto Teixeira foi eleito em Setembro último e sucedeu no cargo Manelinho, que esteve oito anos à frente daquele órgão.

Durante o mandato de Manelinho vários dirigentes dos clubes denunciaram alegadas má gestão de fundos de FFGB e em 2017 a secretária do órgão, Virgínia da Cruz, foi ouvida no Ministério Público no âmbito de um processo por alegados atos de corrupção naquela instituição desportiva.ANG/O Democrata

 

Birmânia/Exército deteve Aung San Suu Kyi e declarou estado de emergência por um ano

Bissau, 01 Fev 21 (ANG) - As forças armadas prenderam a chefe “efectiva” do governo birmanês, Aung San Suu Kyi, segundo confirmou esta madrugada o porta-voz de seu partido, a Liga Nacional para a Democracia (LND).

Durante o que foi qualificado pela Prémio Nobel da Paz de 1991 de “Golpe de Estado”, os militares anunciaram a instauração do estado de emergência por um ano, período ao final do qual prometem a organização de novas eleições e a transferência do poder aos civis.

Em comunicado, Aung San Suu Kyi exortou a população a sair à rua para rejeitar o golpe.

De acordo com os raros testemunhos locais, por volta das 3 horas da manhã locais, registaram-se os primeiros indícios do que estava a acontecer. Foi constatada a presença de tropas nas ruas de Naypyidaw e Rangoon, as duas principais cidades do país, ouve um apagão, a internet entrou em colapso e as redes de telecomunicações móveis foram parcialmente interrompidas.

Durante esta madrugada, o partido Liga Nacional para a Democracia confirmou que a sua líder, Aung San Suu Kyi, bem como o presidente birmanês tinham sido levados pelos militares, esta formação considerando que “estava a ser organizado um golpe”. Foram igualmente detidos o governador de Rangum, líderes da sociedade civil, representantes das minorias étnicas assim como artistas, nomeadamente o cineasta Min Htin Ko Ko Gyi, conhecido pelas suas criticas ao exército.

Esta manhã, depois da interrupção das emissões da rádio e televisão nacionais, por volta das 8 horas, foi lido um comunicado confirmando que o exército birmanês tinha retomado o poder, num golpe que qualifica de “constitucional”. Ao proclamar o estado de emergência por um ano, os militares anunciaram a instalação provisória no poder do vice-presidente, U Myint Swe, prometeram ainda a realização de eleições “livres e justas” e a instauração de uma "verdadeira democracia multipartidária".

Esta retoma do poder pelos militares acontece pouco antes do novo parlamento eleito no passado mês de Novembro realizar a sua primeira sessão. Uma decisão necessária para preservar a “estabilidade” do país, argumentaram os militares que não aceitaram a larga vitoria do partido de Aung San Suu Kyi nas legislativas do passado mês de Novembro.

O partido da Prémio Nobel da Paz não escondia sua intenção de, entre outras coisas, mudar a Constituição que actualmente consagra o poder efectivo do exército através do controlo dos três principais ministérios (Interior, Defesa e Fronteiras) e da atribuição automática de 25% dos assentos parlamentares aos militares.

Perante esta eventual mudança, o exército denunciou fraudes massivas nas legislativas e acabou por consumar-se o divórcio com os civis oficialmente no poder desde 2011, ao ponto de o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Min Aung Hlaing, ter recentemente declarado que a Constituição poderia ser "revogada" em determinadas circunstâncias.

Neste contexto cada vez mais tenso, ainda na passada Sexta-feira, várias representações diplomáticas no países, nomeadamente a embaixada dos Estados Unidos e a delegação da União Europeia tinham exortado a Birmânia a "aderir aos padrões democráticos". Hoje mais uma vez, diversas vozes da comunidade internacional elevaram-se para reclamar a libertação imediata dos líderes presos. A Austrália, os Estados Unidos, o Japão, o Reino Unido, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, assim como o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, condenaram o sucedido, enquanto a China apelava os birmaneses a "resolverem os seus diferendos" no âmbito da lei.ANG/RFI

 

 

          Cabo Verde/ Perfilam-se os candidatos às eleições presidenciais

Bissau, 01 Fev 21 (ANG) - O antigo-primeiro ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, afirma que é "quase sim" que se candidatará às eleições presidenciais de 17 de outubro mas diz  aguardar o “tempo certo” para a anunciar.

Primeiro Ministro de Cabo Verde
Do lado do MpD, o também antigo primeiro ministro, Carlos Veiga, e o jurista, Hélio Sanches, são dados como pré-candidatos.

Com as eleições presidenciais marcadas para 17 de Outubro deste ano, os pré-candidatos vão se perfilando. No seio do MpD, partido que sustenta o governo, o antigo-primeiro ministro, Carlos Veiga e o deputado, Hélio Sanches mostram-se disponíveis para concorrer às presidenciais de Outubro.

Do lado do PAICV, maior partido da oposição, até agora o único apontado é o ex-primeiro-ministro, José Maria Neves, que questionado pelos jornalistas, este fim de semana, na ilha do Sal, sobre a possibilidade de concorrer às presidenciais de Outubro, disse que a anúncio da sua candidatura ao palácio do Plateau será feito no tempo certo.

“A ideia de me candidatar à Presidência da República é uma possibilidade muito forte, eu diria que é quase sim. Agora vamos encontrar o tempo certo para fazer essa declaração” disse José Maria Neves.

O antigo primeiro-ministro de Cabo Verde, que governou o país de 2001 a 2016, ministrou uma aula magna, na ilha do Sal, para militantes e simpatizantes do PAICV, no quadro da Universidade cívico-política do partido no Sal.

José Maria Neves falou de “Liderança política em tempos de pós-pandemia” considerando a pós-pandemia “extraordinariamente complexa e difícil”  que precisa de uma “liderança inteligente” e “muito talento político”. ANG/RFI

 

 

Obituário/Restos mortais de antigo líder do “Movimento de Inconformados” foi-se a enterrar sábado

 Bissau,01 Fev 21(ANG) – Os restos mortais do ativista guineense Bernardo Mário Catchurá, antigo líder do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) da Guiné-Bissau, foi-se a enterrar no sábado em Bissau.

Falecido Bernardo Catchura

De acordo com Lesmes Monteiro, antigo porta-voz do MCCI e colega na Faculdade de Direito de Bissau (FDB), Bernardo Catchurá morreu aos 39 anos, vítima de doença súbita numa clínica na capital guineense, após tentar uma cirurgia de urgência no hospital Simão Mendes.

“O Simão Mendes não tinha oxigénio [para a cirurgia] e a família dele levou-o para uma clínica, onde acabou por falecer”, contou Lesmes Monteiro, que também partilhou com Bernardo Catchurá a banda musical “Cientistas Realistas”.

Bernardo Catchura, jurista, era funcionário do Centro de Acesso à Justiça (CAJ), uma instituição que presta assistência jurídica às populações carenciadas da Guiné-Bissau.

Com a crise política de 2015, marcada por lutas entre os principais dirigentes do país, Catchurá e outros jovens, sobretudo recém-formados pela FDB, co-fundaram o MCCI, de que foi logo presidente e o principal rosto de contestação ao então Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz.

Os Inconformados, ao qual aderiram jovens dos liceus e universidades de Bissau, travaram várias batalhas com o então regime do Presidente José Mário Vaz, a quem acusavam de ser o principal responsável pela crise política no país.ANG/Lusa

 

Níger/SEGUNDA VOLTA DAS PRESIDENCIAIS MARCADAS PARA 21 DE FEVEREIRO

Bissau, 01 Fev 21 (ANG) - O Tribunal Constitucional do Níger convocou uma segunda volta de eleições presidenciais para 21 de Fevereiro entre o candidato mais votado na primeira volta, Mohamed Bazoum, e o ex-presidente Mahamane Ousmane.

A campanha eleitoral começa hoje à meia-noite e terá uma duração de três semanas.

De acordo com a decisão, publicada no sábado à noite, o Tribunal Constitucional considerou que "nenhum dos candidatos obteve maioria absoluta no sufrágio da primeira volta", realizada em 27 de Dezembro, depois de analisar os resultados globais provisórios e os recursos de anulação interpostos por alguns candidatos.

O tribunal decidiu organizar uma segunda volta entre o candidato Mohamed Bazoum, do Partido Nigeriano para a Democracia e o Socialismo (PNDS, Tarayya), que liderou a primeira volta com 1.879.629 votos expressos (39,30%), e Mahamane Ousmane, que obteve 812.412 votos (16,98%).

Ousmane, Presidente do país entre 1993 e 1996, pertence ao partido RDR Tchanji, que se reagrupou com a oposição na Coligação para a Alternância Política (CAP, 2020-2021).

Os recursos para a anulação da contagem em alguns distritos eleitorais do país foram apresentados pelo candidato Ibrahim Yacoubou (que ficou em quinto lugar, com 257.302 votos), mas foram rejeitados pelo tribunal, que os considerou "infundados".

No período entre as duas voltas, os dois candidatos favoritos iniciaram negociações informais com os restantes candidatos que obtiveram resultados significativos na primeira volta, em busca de alianças.

Os resultados das negociações serão conhecidos nos próximos dias, à medida que a campanha eleitoral começar.

"A capacidade dos dois candidatos para somar o número máximo de candidatos perdidos na primeira volta determinará quem será o vencedor destas eleições presidenciais", disse à agência Efe Amadou Hassane Boubacar, professor da Faculdade de Ciências Jurídicas de Niamey. ANG/Angop