segunda-feira, 4 de julho de 2022

Justiça/Organizações da Sociedade Civil dizem  estranhar o conteúdo do Acórdão sobre o processo  “Operação Navarra”

Bissau, 04 Jul 22( ANG) - O Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil, no quadro da sua missão de apoio à consolidação da paz e do Estado de direito na Guiné-Bissau, diz registar com “bastante estranheza e estupefacção” o conteúdo do acórdão nº4/2022, de 23 de Junho, do Supremo Tribunal de Justiça.

Segundo o comunicado à que a ANG teve acesso, o referido acórdão foi proferido pela Câmara Criminal do Supremo Tribunal de Justiça, no âmbito do processo nº11/2020 referente a “ Operação Navarra”, um caso de tráfico de drogas que resultou na  maior apreensão de sempre deste  estupefaciente na Guiné-Bissau.

A Câmara Criminal do Supremo Tribunal de Justiça decidiu no dia 01 de Julho, absolver os arguidos Braima Seidi Bá e Ricardo Ariza Monje(Ramon), de todos os crimes de tráfico de droga de que estavam a ser acusados pela justiça e mantém as penas aplicadas aos restantes arquidos.

“Dos elementos probatórios recolhidos pela competente e aturada investigação realizada pela Polícia Judiciária em colaboração com a DEA, a INTERPOL e demais entidades policiais dos diferentes países e, posteriormente, confirmada pelo Ministério Público, os arguidos Braima Seidi Bá e Ricardo Ariza Monje foram considerados cabecilhas daquela operação criminosa e, em consequência, condenados a 16 anos de prisão efetiva pelo Tribunal Regional de Bissau”, salientou as Organizações da Sociedade Civil no comunicado. 

O comunicado refere que após investidas levadas a cabo pelos arguidos e seus sequazes, em sede de recurso no Tribunal de Relação, e que  resultaram na redução drástica das respetivas penas, era inimaginável que a instância máxima da justiça guineense fosse capaz de tomar uma decisão “completamente desenquadrada da realidade dos factos subjacentes ao processo”.

Para a Sociedade a decisão do Supremo Tribunal de  Justiça  põe em causa os esforços de combate à criminalidade organizada transnacional e desprestigia a imagem e a credibilidade do país, no que diz respeito à seriedade do discurso sobre o combate ao tráfico de drogas. 

Segundo o comunicado, esta decisão “legalmente infundada” veio dar corpo as advertências do Espaço de Concertação sobre o risco de o poder judicial, particularmente o Supremo Tribunal de Justiça, se transformar, a partir do processo eleitoral realizada naquela instância, à margem da lei, num instrumento facilmente manipulável por vários grupos de interesses instalados.  

Perante ao que diz ser a “gravidade do acórdão da Câmara Criminal do STJ”, o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil diz lamentar a sucessão de factos e comportamentos comprovados do sistema judicial, susceptíveis de conduzir a rendição da justiça guineense à teias de corrupção e aos fenómenos absolutamente alheios à sua função primária de garante da paz, da ordem social e dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

O Espaço de Concertação exorta e encoraja o Ministério Público no sentido de recorrer tempestivamente desta “incompreensível decisão” para a plenária do STJ, tendo em vista a sua revogação imediata, uma vez que “fere de morte, credibilidade e reputação do país” e das suas instituições no concerto das nações.  

Para este fórum da Sociedade civil guineense está, com esta decisão do STJ,  provada a instrumentalização da justiça por fins políticos e económicos, pondo em causa os alicerces da democracia e do estado de direito. 

Na mesma nota o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil reafirma a sua  determinação de combater, sem tréguas, todos os atos e comportamentos que consubstanciam o desmantelamento da justiça e o Estado de direito na Guiné-Bissau. 

Ainda apelou a comunidade internacional e todas as corporações policiais externas que colaboraram na investigação e apreensão da droga do caso “operação navarra” para não se desanimarem e que continuem empenhadas no combate à trafico de drogas na Guiné-Bissau.  ANG/MI/ÂC//SG 

 

 


     Suíça
/Conferência sobre a reconstrução da Ucrânia começa hoje em Lugano

 Bissau, 04 Jul 22 (ANG) - Mais de quatro meses depois do início do conflito russo-ucraniano, a cidade de Lugano, na Suíça, vai ser o palco de uma conferência sobre a reconstrução da Ucrânia.

Qual será o futuro económico da Ucrânia ? É a pergunta a que a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, actores do sector privado e mais 18 organizações internacionais, vão tentar responder nesta cimeira.

A presença do primeiro ministro ucraniano, Denys Chmygal, vai permitir à Ucrânia apresentar o seu plano de recuperação económica e indicar qual o estado do país, mais de  4 meses após o início da invasão russa.

O objectivo principal desta conferência é reconstruir o país  e criar um plano de tipo « plano Marshall » para permitir o desenvolvimento da Ucrânia após o conflito.

O FMI já anunciou 1,2 mil milhões de dólares para injectar na economia ucraniana, tal como o Banco Europeu de Investimento que promete participar com 1,5 mil milhões de dólares em prol de Kiev. Agora resta  saber, como o plano vai ser organizado , num momento em que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia não só ainda não tem fim à vista, como a Rússia regista avanços substanciais na região de Donbass, no leste da Ucrânia. ANG/RFI

 

   Forças Armadas/Nova visão de cooperação entre  Guiné-Bissau e Portugal

Bissau, 04 Jul 22 (ANG) - O chefe do Estado-maior General das Forças Armadas Portuguesas, o almirante António Silva Ribeiro, está em Bissau- pela segunda vez em seis meses- para uma missão de quatro dias.

 A visita reflecte a nova visão de cooperação técnico-militar entre os dois países e na assinatura de projetos inseridos no Programa Quadro 2021-2025.

A nova visão de cooperação entre as Forças Armadas da Guiné-Bissau e de Portugal destaca ações prioritárias nos domínios da formação de quadros de saúde, reabilitação de centros sanitários, capacitação no componente da vigilância marítima e força aérea, treino.

A missão incluiu uma campanha “Ajuda Militar Solidária" que permitiu a recolha, em Lisboa, de 25 toneladas de livros didácticos, abrindo assim uma etapa de aproximação nas relações entre os militares e os civis.

O Ministro guineense de Estado da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Marciano Silva Barbeiro, destaca que a missão é a concretização de uma nova visão nas relações técnico-militar.

“É a concretização da nova visão de cooperação entre as nossas forças armadas, com acções concretas para demostrar que há um interesse enorme e há uma atenção especial que prova que no mundo ninguém anda sozinho”, salientou

O chefe de Estado-maior General das Forças Armadas de Portugal, o almirante António Silva Ribeiro, realça aqui a importância da missão face aos novos desafios.

“Estamos agora em condições de prosseguir para as outras acções que estão planeadas, nomeadamente a formação de militares  guineenses em Cumeré, a capacitação da marinha em termos de vigilância marítima e formação de elementos da polícia aérea3”, detalhou.

A visita do almirante António Silva Ribeiro acontece numa altura em que as autoridades militares de Bissau pretendem transformar o Centro de Instrução Militar de Cumeré numa Academia de Formação e Treino, retomando o recrutamento obrigatório de mancebos nas fileiras das Forças de Defesa e Segurança.

Durante a permanência em Bissau, para além da assinatura de Fichas de Projeto de Cooperação, a delegação militar portuguesa, que integra a Direção da Política da Defesa, comemora os trinta anos de cooperação entre Bissau e Lisboa, depois dos acordos para formação de policiais na área de segurança. ANG/RFI

      CEDEAO/ Levantada parte das sanções ao Mali,  Burkina e à Guiné-Conacri

 Bissau, 04 Jul 22 (ANG) – A 61ª Cimeira da CEDEAO optou-se por levantamento parcial
das sanções contra o Mali , perante sinais da junta mlitar interpretados como sendo “avanços”.

As situações políticas do Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri, palco de golpes de Estado, foram analisadas domingo na 61ª cimeira da CEDEAO em Acra, no Gana.

Os países da CEDEAO suspenderam também provisoriamente a aplicação das medidas que tinham sido adoptadas contra o Burkina Faso e contra a Guiné Conacri.

Os dirigentes oeste-africanos decidiram levantar parte das sanções que tinham adoptado em Janeiro quando, poucos meses depois do seu segundo golpe do ano passado, a junta militar do Mali tinha anunciado que não iria organizar eleições em Fevereiro deste ano, apesar de um compromisso neste sentido na sequência do seu primeiro golpe em 2020.

As medidas então adoptadas incluíam o encerramento das fronteiras do Mali com os restantes países da região, o congelamento dos bens do país, assim como a suspensão das suas trocas comerciais e financeiras.

Sem acesso aos mercados financeiros regionais nem aos bancos, o Mali ficou logo no passado mês de Fevereiro em incumprimento, o país não tendo tido capacidade de pagar uma dívida de 300 milhões de Dólares.

À luz de recentes decisões da junta militar, com o anúncio na semana passada de um calendário eleitoral prevendo presidenciais para Fevereiro de 2024, os líderes oeste-africanos optaram por levantar imediatamente estas sanções, sendo contudo mantidas as medidas visando individualmente os dirigentes da junta. Neste novo figurino, o Mali também continua suspenso dos órgãos da CEDEAO.

O Burkina Faso permanece igualmente suspenso da CEDEAO, os dirigentes regionais tendo contudo decidido para já não aplicar as sanções económicas que tinham decidido no passado mês de Março. Depois de insistirem sobre um calendário de transição de 36 meses, os militares que derrubaram o presidente Roch Marc Kaboré em finais do passado mês de Janeiro concordaram em implementar um prazo mais curto, com um regresso dos civis ao poder a partir do dia 1 de Julho de 2024.

Relativamente à Guiné-Conacri, também palco de um golpe perpetrado pelos militares em Setembro do ano passado, tal como para o Mali e o Burkina, esse país permanece suspenso das instituições da CEDEAO.

Apesar de terem taxativamente rejeitado os 3 anos de transição propostos pela junta militar da Guiné-Conacri, os dirigentes oeste-africanos preferem não aplicar sanções imediatamente. Eles pretendem deste modo deixar algum tempo ao antigo Presidente do Benim, Thomas Boni Yayi, recentemente nomeado mediador para a Guiné-Conacri, para convencer a junta a apresentar um novo calendário até ao final deste mês de Julho, sob pena de serem -aí sim- aplicadas, efectivamente, sanções económicas.

Refira-se ainda que no conjunto de decisões tomadas durante a cimeira de domingo, foi designado o Chefe de Estado da Guiné-Bissau como novo presidente da organização regional. Umaro Sissoco Embaló  sucede ao Presidente do Gana que, após dois mandatos na chefia da CEDEAO, deu conta da sua intenção de passar o testemunho que estatutariamente devia recair, desta vez, sobre um país lusófono. ANG/RFI

Desporto/Fortes chuvas de Junho e Julho na Costa do Marfim na origem do adiamento do CAN-2023 para Janeiro e Fevereiro de 2024

Bissau, 04 Jul 22 (ANG) – As fortes chuvas que se verificam entre Junho e Julho na Costa do Marfim levaram a Confederação Africana de Futebol(CAF) a adiar o Campeonato Africano das Nações (CAN) que deveria decorrer no próximo ano(2023) para  Janeiro e Fevereiro de  2024 .

A informação foi avançada, domingo, pelo Site desportivo FUT 245 que cita o Presidente da CAF, Patrice Motsepe.

Segundo o  “FUT 245” Motsepe anuncia o adiamento do maior campeonato africano  em Rabat, Marrocos, numa conferência de Imprensa.

 “Sabemos que janeiro também não é ideal, para os clubes europeus, entretanto a única opção que temos, é adiá-lo para  2024, porque não podiamos arriscar”, sustentou o Sul Africano.

É a  segunda vez que o Campeonato Africano das Nações é adiado pela  Confederação Africana de Futebol (CAF) nos últimos anos.O CAN-2021 havia sido adiado para 2022.

A Guiné-Bissau deverá marcar pela 3ª vez consecutiva a sua presença nesse campeonato, onde está inserida no grupo “A” que integra as seleções de Nigéria, Serra Leoa, e São Tomé e Príncepe.ANG/LLA/ÂC//SG

Vaticano/Mundo precisa de paz "não baseada no equilíbrio de armamentos", diz Papa

Bissau, 04 Jul 22(ANG) - O Papa Francisco fez domingo um novo apelo pela paz na Ucrânia e afirmou que o mundo precisa de uma paz "não baseada no equilíbrio de armamentos e no medo recíproco".

"Continuamos a rezar pela paz na Ucrânia e em todas as partes do mundo", disse o chefe da Igreja Católica após a tradicional oração do Angelus no Vaticano, pedindo aos "chefes das nações e das organizações internacionais para que reajam à tendência de acentuar o conflito e a oposição".

Francisco afirmou que "o mundo precisa de paz", mas "não de uma paz baseada no equilíbrio de armamentos e no medo recíproco" porque "isso remonta à história de há 70 anos".

O pontífice destacou que a crise ucraniana não deveria ter acontecido, mas instou a que se converta "num desafio entre sábios estadistas capazes de construir, com o diálogo, um mundo melhor para as novas gerações".

O Papa assegurou que um mundo melhor é sempre possível, no entanto para isso "tem que se deixar para atrás as estratégias dos poderes políticos, económicos e militares e se concentrar num projeto de paz global".

"Não a um mundo dividido entre potências em conflito, sim a um mundo unido entre povos e civilizações que se respeitam", foi o apelo de Francisco, que surge três dias depois do final da cimeira de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que decorreu em Madrid (Espanha).

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo. ANG/Angop

 

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Reinserção social/Enabel doa materiais para produção de blocos à cooperativa de jovens surdos e mudos

Bissau,01 Jul 22(ANG) – A Agência Belga de Desenvolvimento(Enabel), procedeu hoje a entrega de um donativo constituído de máquina para produção  de blocos, carrinhos de mão e betoneiras destinado à Cooperativa de Jovens Surdos e Mudos, da Escola Nacional de Surdos/Mudos.

No ato de entrega do referido donativo, o Padrinho da Associação de Surdos/Mudos, Braima Sanhá, agradeceu a Enabel e outras instituições que têm  apoiado as  crianças para que possam ter uma  reinserção social adequada e se sentirem que não estão fora do sistema educativo.

Aquele responsável pediu aos seus parceiros para darem uma atenção especial  à formação profissional das crianças deficientes, para que não  se parem  no ensino básico e complementar, mas sim possuírem  uma formação profissional.

“Por isso, queremos que nos apoiem para que a Escola tenha cursos de formação profissional, para permitir aos alunos serem úteis amanhã às suas famílias”, disse.

Em nome dos beneficiários, Luís Gomes Correia Júnior agradeceu a Enabel, e prometeu que, com os materiais recebidos vão continuar a fazer os trabalhos de transmitir conhecimentos aos seus colegas.

Segundo   Agnês Ammex, Gestora do Projeto da Enabel, o donativo foi doado no âmbito do Projecto de Relançamento do Ensino, Formação Técnica e Profissional para o Emprego(RESET).

Disse que, o objetivo do projeto, financiado pela União Europeia e implementado pela Nabel, visa formar jovens de forma a encontrar um emprego para ganharem  a vida.

Ammex sustentou  que o sector de construção civil é bastante importante no país, e que  oferece muitas oportunidades de emprego.

Para  o Diretor da Escola de Surdos e Mudos, José Augusto Lopes, o donativo da  Enabel se reveste de “grande significado”, por permitir a demonstração de que esses jovens portadoras de deficiências têm capacidades.

 “Já têm encomendas de 5 mil blocos. A Cooperativa vai continuar a produção para demonstrar a sociedade de que ser deficiente não significa a falta de capacidades”, disse José Augusto Lopes.

Para além da máquina para produção de blocos, a  Enabel concedeu igualmente a Cooperativa de Jovens Surdos e Mudos duas carradas de areia e cascalho e cimentos para o arranque dos  trabalhos. ANG/ÂC//SG

          Filipinas/Marcos Jr toma posse como Presidente  por seis anos

Bissau, 01 Jul 22 (ANG) - Ferdinand Marcos Jr foi empossado,  quinta-feira, como Presidente das Filipinas para um mandato único de seis anos, depois das presidenciais de Maio, sucedendo ao controverso Rodrigo Duterte como chefe de Estado, noticiou a Lusa.

“Vocês, o povo, falaram para me dar a maior vitória eleitoral jamais vista" nas Filipinas, afirmou Marcos Jr, que obteve mais de 50% dos votos, num discurso, depois de prestar juramento sobre a Constituição.

Nas primeiras palavras como Presidente, renovou o apelo à unidade nacional num tom nacionalista, carregado de alusões ao período de governação do seu pai, antigo chefe do Estado Ferdinand Marcos.

"Iremos longe juntos, não separados e com medo um do outro. As mudanças que vamos ver vão beneficiar todos. (...) Não estou aqui para falar do passado, mas sim do futuro. Nunca perdi a esperança na reconciliação", concluiu Marcos.

Horas antes da cerimónia, a transferência oficial de poder entre o actual e o Presidente cessante, Rodrigo Duterte, que não participou na tomada de posse, teve lugar no palácio presidencial.

Marcos completa assim o regresso ao poder da famosa dinastia, 36 anos depois de uma revolução popular ter acabado com o regime do pai e forçado a família a fugir do país de helicóptero.

A cerimónia contou com a presença, entre outros, da mulher do actual Presidente e quatro filhos de Imelda Marcos, a matriarca do clã que governou o arquipélago sob a sombra de Marcos pai entre 1965 e 1986, incluindo a década de violenta lei marcial declarada pelo então líder, que morreu no exílio em 1989.

"Não olhemos para trás, mas para a frente", disse o filho do antigo ditador e novo Presidente das Filipinas num discurso de meia hora em que se dirigiu aos filipinos, principalmente em inglês e usando poucas frases em tagalog, a língua mais popular.

ANG/Angop

 

Fórum Urbano Mundial/“Problemáticas habitacionais e carência de infraestruturas impedem o país de atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveldiz Nuno Nabiam

Bissau, 01 Jul 22 (ANG) – O Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam  disse quinta-feira  na Polónia que as problemáticas habitacionais e carência das infraestruturas para facilitar  a mobilidade urbana impedem o país de atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS).

Segundo o Gabinete de Imprensa do Primeiro-ministro, que enviou o texto/discurso à ANG, Nabiam intervia  perante a plenária do 11º  Fórum Urbano Munidal, que decorreu de 26 à 30 Junho, na cidade de Katowice, (Polónia), sob o lema “transformando as nossas cidades para um futuro melhor

De acordo com o  chefe do Governo guineense, a pressão demográfica sobre Bissau tem sido o maior problema, a par da  ocupação do solo sem o devido planeamento urbano, ocupação de zonas húmidas e rurais sem  prevenção e infraestruturas adequadas, falta de equipamentos públicos e urbanos e a falta de plano diretor de cidades, de Política Nacional Urbana e de Habitação e de outras ferramentas legais.

Nabiam ainda acrescentou à este conjunto de problemas,  a  falta de capacidade operacional  que diz que, muitas das vezes, deixa à margem,  desafios e  metas que se pretende atingir.  “Se não, o país  estaria, de certeza, a mitigar o sofrimento dos habitantes nas cidades e a cumprir com os objectivos da Nova Agenda Urbana”, considerou.

Para Nabiam,  o lema " Transformando as nossas cidades para um futuro urbano melhor" deve ser uma alavanca de oportunidades para que todos, de alguma forma, possam viver uma luz da sua realidade.

“Temos a consciência plena que somos os que podem sofrer mais com os efeitos nefastos da alteração climática, com a subida do nível do mar, a falta de moradias. Por isso, queremos neste processo de urbanização, usufruir de todos os canais, tanto no âmbito da troca de experiências, assim como na formação do pessoal especializado e no financiamento de projectos”, frisou.

O evento que agora finda, segundo Nuno Nabiam convida a todos para uma  reflexão  sobre as questões urbanas, e sublinha que estas reflexões devem ser usadas para  permitir, não só melhorar os hábitos, mas principalmente, para vencer uma etapa significativa na preservação da natureza,  sustentabilidade e resiliência urbana.

O Primeiro-ministro  reafirmou o engajamento do Governo guineense, através do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, no comprometimento com a Nova Agenda Urbana.

Afirmou que o evento vem lhes alertar e ensinar que precisam de apoio de programas como as da ONU-HABITAT, para a compreensão da melhor forma de ser resiliente.

Nosso objetivo como governante é trabalhar, afincadamente, para eliminar a probreza extrema e a fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para todos, promover equilíbrio ao desenvolvimento entre os setores, de tal forma que possamos ter um país equilibrado”, reiterou.

Nabiam prometeu  estudar propostas que sirvam de quadro para um desenvolvimento urbano inclusivo, resiliente e sustentável do país.

“É neste quadro, enquanto Governo da Guiné-Bissau, reafirmo fazer tudo para alcançar os objetivos preconizados”, prometeu.


Pediu  à
todos os Governos ou seus representantes, empresas públicas e privadas, instituições de pesquisa, para  ajudarem a reverter o quadro deficitário global, fazendo da parceria com a ONU-HABITAT o momento de juntar as sinergias. ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

                         
                      Sudão
/Manifestantes voltam a sair às ruas do país

Bissau, 01 Jul 22 (ANG) - Centenas de manifestantes voltaram a sair às ruas nesta sexta-feira, 1 de Julho, no Sudão, para protestar contra o poder militar que vigora no país desde o ano passado.

Os sudaneses acusam o general Abdel Fatta al-Burhane, autor do golpe de Estado, de ter mergulhado o Sudão numa crise política e económica.  

Centenas de sudaneses voltaram a sair às ruas, esta sexta-feira, desafiando a forte repressão do dia de ontem que fez pelo menos nove mortos, incluindo uma criança.

Nas ruas de Cartum e em outras outras cidades do país, os manifestantes voltaram a pedir a demissão de al-Burhane, ostentando fotografias das 113 vítimas que perderam a vida durante o golpe de Estado de 25 de Outubro de 2021.

O Sudão, um dos Estados mais pobres do mundo, vive uma onda de protestos contra o golpe de Estado perpetrado pelo general Abdel Fattah al-Burhane. Desde então, o país foi suspenso da União Africana e deixou de receber ajuda internacional e a população acusa al-Burhane de ter mergulhado o país numa crise política e económica.

O golpe de Estado acabou com a presença civil no poder, uma condição que havia sido estipulada durante as negociações para a transição democrática iniciada em 2019, depois de 30 anos de ditadura de Omar al Bashir.

O dia 30 de Junho é um dia importante para os sudaneses que assinalam o aniversário do golpe de Estado que provocou a queda ditador Omar al-Bashir e o início das manifestações de 2019 que levaram os generais a integrar os civis no poder. ANG/RFI

 

Política /PAIGC homenageia Domingos Simões Pereira pela conquista do título de  Doutor em Ciências Políticas

Bissau, 01 Jul 22 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), homenageou, quinta-feira, o seu líder Domingos Simões Pereira por ter concluido com sucesso o Doutoramento em  em Ciências Politicas, na Universidade Católica de Lisboa.

Simões Pereira fechou esse nível de formação superior com 19/20 valores na
 defesa da tese intitulada “Democracia da África Sub-Sariana, cuja cerimónia realizada em formato virtual, teve lugar na semana passada, no Centro Cultural Português, em Bissau, devido ao impedimento judicial de se deslocar para Lisboa.

Falando no acto, o secretário-nacional do PAIGC Aly Hijazi considerou o momento de mais uma batalha vencida por parte do Domingos Simões mas  que diz pertencer à todos os guineenses.

“O motivo serve-se de uma inspiração para os militantes do partido ainda se for num contexto de muitas adversidades politicas e sociais que ele enfrentou, por isso há motivo de sobra para se comemorar”, enalteceu.

Hijazy considera Domingos Simões Pereira de um líder que sempre apostou no saber e   na superação académica, acrescentando que, a proeza é um desiderato visando-se adaptar, adequar aos grandes desafios que o partido pretende implementar.

O secretário nacional dos .libertadores disse que o título conquistado por Simões Pereira interpela as lideranças políticas em África e no mundo.

“Hoje perante a nova conquista no ramo académico nós orgulhamos cada vez mais do nosso líder carismático e agradecemo-lo por esta grandeza e elevação que tem patenteado ao povo guineese”,disse.

Aly Hijazy disse que, em nome do partido, repudiao o que diz ser “ondas de  perseguição que de que Domingos Simões Pereira tem sido vitima, ao ponto de se inviabilizar a sua deslocação à Lisboa para poder estar presente, fisicamente, no Auditório da Universidade Católica, para a defesa da tese.

“Por isso, exijo ao Ministério Público que cesse, imediatamente, a perseguisão injusta e ilegal contra todas as normas políticas estabelecidas pela Constituição  e as leis da República da Guiné-Bissau”, disse.

Domingos Simões Pereira agradeceu aos promotores da iniciativa, tendo afirmado que uma pessoa com um objectivo bem traçado  não perde motivação até atingir os seus alvos.

Pereira disse  que dedica o feito à sua família e amigos, salientando que convida  à todos os guineenses para se superarem cada vez mais para melhor puderem contribuir para o avanço do país, porque “ninguém é proibido sonhar com a possibilidade de um dia ter uma formação superior”.

Pereira dirigiu-se aos mais jovens para lhes encorajar de que é possível atingir objectivos académicos principalmente nessa nova dinâmica de internet.

O PAIGC condecorou o seu líder com a medalha  “Eu Combati Pela Liberdade”,  numa cerimónia que contou com a presença de  muilitantes e simpatizantes do partido de Cabral, conhecidos e  amigos de Domingos Simões Pereira .ANG/MSC/ÂC//SG

Angola/Angolanos suspensos ao estado de saúde de José Eduardo dos Santos

Bissau, 01 Jul 22 (ANG) - Os angolanos seguem com expectativa o estado clínico do ex-presidente, José Eduardo dos Santos, internado em situação critica, numa clínica de Barcelona, em Espanha.

A imprensa pública, a mais expressiva do país, está a dar pouco relevo ao assunto. A imprensa estrangeira tem sido o recurso de muitos angolanos para seguir o estado clínico de José Eduardo dos Santos, que está ligado a um suporte de vida nos cuidados intensivos numa clínica médica.

São evidentes as divergências entre a família do ex-presidente, e o Executivo Angolano, liderado por João Lourenço, na abordagem do assunto.

A condenação do filho mais velho de José Eduardo dos Santos, Zenu do Santos, e os processos judiciais contra Isabel dos Santos, no quadro do combate à corrupção,desencadeado pelo Presidente João Lourenço, agudizaram as divergências. A ex-primeira dama, Ana Paula dos Santos, também não é bem-vinda pela família devido ao divórcio com dos Santos, antes de deixar o poder.

Entretanto, o Governo Angolano reafirmou o total apoio ao ex-presidente, garantindo o pagamento dos custos médicos, remetendo para a família, a responsabilidade de decidir sobre o seu estado de saúde.

A família, num comunicado distribuído à imprensa, voltou a pedir privacidade num momento em que se mantém critico e delicado, o estado clínico de José Eduardo dos Santos. ANG/RFI



Justiça
/PGR pede colaboração entre órgãos de Polícia Criminal para melhor se fazer face à ondas de crimes que se registam no país

Bissau, 01 Jul 22 (ANG) - O Procurador Geral de República (PGR), Bacari Biai pediu a   colaboração e cooperação entre os orgãos de Polícia Criminal (Polícia Judiciaria, Guarda Nacional, Serviço de Informação e Segurança, Interpol e Polícia de Ordem Pública) para atingir fins visados em cada processo de crime verificado no país.

Segundo uma Nota Informativa do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas do Ministério Público, enviado à ANG, Biai fez esse pedido    numa reunião com os responsáveis dos órgãos de Polícia Criminal, realizada  no quadro de um espaço de concertação criado para a troca de informações de natureza criminal, de modo a fazer face a   ondas de crimes que se verificam no país.

“Para prevenir eventuais novos conflitos, o PGR pediu a colaboração e cooperação entre os orgãos de Polícia Criminal, no sentido de tomarem em consideração a necessidade de trocas de informações e comunicação atempadas sobre notícias de crimes, por forma a atingir os fins visados em cada processo crime”, refere a nota.

De acordo com a nota informativa, a reunião serviu ainda para se falar das dificuldades de meios necessários para a prossecução e execução das competências dos diferentes  órgãos de investigação criminal no terreno.

Durante a reunião, os responsáveis abordaram entre outras questões, o caso da Secção de Suzana, Norte do país, sobre o conflito entre as povoações de Arame, Elia e Kassu, que já provocou perdas de vidas humanas.ANG/AALS/ÂC//SG

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UE/República Checa assume desde hoje e durante 6 meses a presidência rotativa

Bissau, 01 Jul 22 (ANG) - A seguir à França que concluiu quinta-feira a sua presidência rotativa da União Europeia, esta sexta-feira é a vez da República Checa assumir a chefia dos 27 para os próximos 6 meses.

Depois de já ter assumido uma primeira vez esta responsabilidade em 2009, Praga retoma o leme da União Europeia em pleno contexto de guerra no continente, colocando a Ucrânia no centro das suas preocupações.

Durante uma pequena cerimónia simbólica organizada em Madrid depois do fim da cimeira da NATO, o Presidente francês passou o testemunho ontem ao Primeiro-ministro checo. Ao dar por terminada a sua presidência rotativa da União Europeia, Emmanuel Macron especificou que tinha envidado esforços nos últimos dias da sua liderança dos 27 em tentar avançar nos preparativos da abertura de negociações com a Macedónia do Norte com vista à sua adesão ao bloco.

Os pedidos de adesão de alguns países dos Balcãs à União Europeia são uns dos dossiers que a República Checa fez seus para a presidência que inicia hoje e que decorre até ao fim do ano. Contudo é o contexto de crise vivenciado pela Europa, a guerra na Ucrânia, o apoio aos refugiados e à reconstrução do país depois da guerra, assim como a segurança e diversificação energética que o Primeiro-ministro checo Petr Fiala elegeu como as prioridades da sua presidência rotativa.

Neste sentido, o chefe do governo checo que marca este primeiro dia de liderança dos 27 com uma reunião com os comissários europeus, disse desde já que pretende organizar uma cimeira em Praga sobre a Ucrânia na perspectiva de propor um ‘plano Marshall' para esse país.

Petr Fiala que foi dos primeiros governantes estrangeiros a deslocar-se a Kiev depois do início da invasão russa, tem sido a nível europeu dos mais firmes apoiantes de sanções contra a Rússia. Com um pouco mais de 10 milhões de habitantes, o seu país acolheu até ao momento cerca de 400 mil refugiados ucranianos desde o começo do conflito e tem fornecido ajuda financeira e militar a Kiev.

Menos eurocéptico do que os seus antecessores, o governo de direita de Petr Fiala não deixa de ser próximo de países como a Hungria e a Polónia assumidamente avessos às regras fixadas por Bruxelas em termos de respeito pelas liberdades individuais. Paralelamente, de acordo com uma sondagem realizada em Março no país, apenas 36% da população checa tem uma opinião positiva da União Europeia.ANG/RFI