sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Política/Conselho de Ministros aprova Projeto de Decreto que cria a conta única do Tesouro Público

Bissau, 25 Out 24 (ANG) - O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira  com alterações o Projeto de Decreto que cria a conta única do Tesouro Público da Guiné-Bissau.

A informação consta no Comunicado do Conselho de Ministros  à que Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje e que foi produzído no dia 24 do mês em curso  após trigéssima terceira sessão ordinária do mesmo.

“Na parte deliberativa, o Conselho de Ministros congratula com a decisão de Assembleia Geral da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), que ponha fim ao termo das isenções de pagamento da energia elétrica concebidas aos funcionários afetos ao Ministério da Energia e aos trabalhadores da EAGB”, lê-se no documento.

De acordo com o comunicado, o Conselho de Ministros instruiu igualmente o ministro da Energia no sentido de iniciar as negociações com a Karpower, visando encontrar uma solução amigável para resolução do contrato em vigor.

“Protelou para a próxima sessão a aprovação do Projeto de Decreto que altera o Decreto nº 1/2001 de 22 de março, que versa sobre a organização e funcionamento do Conselho Permanente de Consertação Social”, refere.

No capítulo das informações gerais, o ministro da Comunicação Social  falou sobre os dados resultantes do diagnóstico realizado no setor que lidera. Tendo sublinhado a necessidade de adopção de um cronograma de ações que priorize a comunicação institucional com programas específicos sobre a governação.

Ainda no referido comunicado, o titular do pelouro da Comunicação Social, informou ao coletivo governamental sobre a difícil situação financeira da Imprensa Nacional (INACEP).

Por sua vez, a ministra de Agricultura e Desenvolvimento Rural falou do impato das inundações na produção orizícola nas bolanhas de mangrove e bas-fonds.

ANG/AALS/ÂC

Politica/ Partido Aliança para República pode  integrar a Coligação Pai Terra Ranka

Bissau, 25 out 24 (ANG) – O Presidente do Partido Aliança Para República(APR) admitiu a possibilidade de integrar a Coligação da Plataforma da Aliança Inclusiva Pai Terra Ranka.

O desejo, segundo  Mamadu Iaia Djaló,  foi manifestado, através de um carta endereçada ao Coordenador da Coligação Aliança Inclusiva Pai Terra Ranka Domingos Simões Pereira.

A saída do encontro, esta quinta-feira, com o Presidente do PAIGC e Coordenador da Coligação da Aliança Inclusiva Pai Terra Ranka Domingos Simões Pereira, o líder da APR, justificou a intenção como forma de se juntar forças democráticas do país, tendo em conta a situação politica vigente na Guiné-Bissau.

Razão pelo qual, APR entendeu que deve aproximar-se dos partidos que defendem democracia e interesse do país.

Para além disso, Mamadu Iaia Djaló disse que o Presidente da República “quase sequestrou instituições do Estado, por não ter respeitado o principio de separação de poderes estabelecidos pela Constituição da República”.

A titulo de exemplo, Mamadu Iaia Djaló evocou o suposto blogueio da Assembleia Nacional Popular (ANP) e nomeação, que considera de “ilegal”, de uma outra pessoa como novo Presidente do hemiciclo guineense.

Por isso, decidiram não só solidarizar-se  com o Presidente da Assembleia Nacional Popular Domingos Simões Pereira, mas também  de  se aproximar dos partidos politicos que defendem legalidade democrática para juntos  lutar contra aquilo que chamou da desestruturação da essência do Estado do Direito de democrático.

Perguntado se o Coordenador da Coligação da Plataforma da Aliança Inclusiva Pai Terra Ranka  autorizou a integração do partido na Coligação, disse que ainda não, e aguardam a resposta, porque a proposta vai ser submetida apreciação de outros  membros da Coligação para depois deliberar a respeito

O Presidente da Aliança para República acrescentou que não há porta fechada, admitindo que a integração será para breve.ANG/LPG/ÂC

 

Moçambique/Daniel Chapo, da Frelimo, oficialmente declarado vencedor das presidenciais

Bissau, 25 Out 24 (ANG) - A Comissão Nacional de Eleições anunciou quinta-feira a tarde os resultados das eleições gerais de 9 de Outubro e declarou Daniel Chapo, candidato da Frelimo no poder, vencedor das presidenciais com com 70,67% dos votos.

De acordo com estes resultados finais, Venâncio Mondlane chegou em segundo lugar com cerca de 20% dos escrutínios. 

Numa comunicação de mais de duas horas, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique, Carlos Matsinhe apresentou os números da vitória do candidato presidencial da Frelimo com mais de 50% dos votos em todos os círculos eleitorais do país, obtendo no total 4.912.762 votos.

Venâncio Mondlane, apoiado pelo partido extraparlamentar Podemos, chegou em segundo lugar, com 20,32%, somando 1.412.517 votos.

Ossufo Momade, presidente da Renamo Renamo, até agora maior partido da oposição, chegou em terceira posição com 403.591 votos, o que representa 5,81% dos escrutínios, seguido por Lutero Simango, presidente do MDM, terceiro partido representado no parlamento, com 3,21% dos votos, ou seja um total de 223.066 dos sufrágios.

A Frelimo partido no governo há 50 anos também conseguiu maior número de mandatos no parlamento neste processo que fica marcado pelo elevado índice de abstenção que se fixou em 56.52%. Com efeito, segundo a Comissão Nacional de Eleições, sobre os cerca de 17 milhões de eleitores chamados às urnas, votaram 43,48%, Carlos Matsinhe referindo ainda que o apuramento eleitoral foi feito por consenso em 87% dos 154 distritos.

A cerimónia de divulgação dos resultados eleitorais das sétimas eleições gerais de 9 de Outubro contou com a presença dos representantes das formações políticas concorrentes, observadores incluindo internacionais um acto que decorreu no centro internacional de conferencia Joaquim Chissano em Maputo.

Refira-se ainda que os resultados destas eleições que abrangeram as sétimas presidenciais, em simultâneo com legislativas e votações para as assembleias e governadores provinciais, terão ainda de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

O anúncio dos resultados eleitorais aconteceu num contexto de grande expectativa e tensão, depois do assassínio na passada sexta-feira do advogado e mandatário do candidato presidencial Venâncio Mondlane que tem contestava a vitória -já anunciada em resultados preliminares- de Daniel Chapo.

Uma primeira jornada de greve e manifestação convocada na segunda-feira por Venâncio Mondlane resultou em pelo menos 16 feridos, segundo fontes hospitalares. O candidato presidencial de oposição que, à semelhança de outras forças políticas e de observadores eleitorais, denuncia fraudes eleitorais em larga escala, convocou mais dois dias de protesto, hoje e nesta sexta-feira.ANG/RFI

    São Tomé e Príncipe/Médicos encetam greve por tempo indeterminado

Bissau, 25 Out 24 (ANG) - Os médicos são-tomenses iniciaram,  quinta-feira, uma greve por tempo indeterminado para reclamar mais meios para preencher a sua missão.

Os serviços mínimos estão assegurados, segundo Benvinda Vera Cruz, secretária-geral do sindicato dos Médicos de São Tomé e Príncipe.

A classe médica são-tomense reclama melhorias de condições de trabalho, com destaque para medicamentos e consumíveis que segundo a presidente do Sindicato, faltam inclusivamente para garantir os serviços mínimos.

"Todos estamos aqui (...). Acho que há adesão a 100% (…), nós queremos ter condições para trabalhar", declarou a presidente do Sindicato dos Médicos (Simede), Benvinda Vera Cruz segundo a qual, após a entrega do pré-aviso de greve há sete dias, realizaram-se dois encontros com a ministra da Saúde e Direitos da Mulher, Ângela Costa, não tendo sido alcançado nenhum entendimento para a suspensão da greve.

A representante sindical afirmou ainda que a classe está disponível para a negociação e a suspensão da greve a qualquer momento. "Estamos abertos para negociar e suspender quando necessário for o caso. Nós queremos é negociar e nós não negociamos", lamentou Benvinda Vera Cruz.

O Primeiro-ministro Patrice Trovoada, disse ter conhecimento da greve e que o ministério do trabalho informou o Sindicato dos Médicos de que o pré-aviso de greve submetido ao governo não cumpria os requisitos legais, pelo que não se vai pronunciar sobre a greve.

"O sindicato foi informado de que o pré-aviso não estava a cumprir os requisitos legais e que para que isso seja corrigido. Penso que não foi corrigido. Se entraram em greve, o Ministério do Trabalho irá ver como lidar com essa situação", declarou o chefe do governo de São Tomé e Príncipe.

Refira-se que no pré-aviso de greve que transmitiram à sua tutela, os profissionais de saúde acusam o governo de incumprimento dos diversos memorandos de entendimento que assinaram no passado. Nesses acordos que não incluem nenhum aumento salarial, os médicos exigem do executivo melhorias das suas condições de trabalho, a garantia de segurança do pessoal médico em serviço no hospital central e nos centros de saúde distritais, bem como o fornecimento de consumíveis e medicamentos. ANG/RFI

                  Mali/ Governo decide nacionalizar uma mina de ouro

Bissau, 25 Out 24 (ANG) - As autoridades de transição do Mali decidiram nacionalizar uma mina de ouro nas mãos de empresas sul-africanas e canadianas, disse uma fonte oficial em Bamako.

O Conselho de Ministros presidido pelo Chefe de Estado de Transição do Mali, General Assimi Goïta, adoptou quarta-feira um decreto que aprova o contrato de transferência para o Estado das acções detidas na joint venture operacional da sul-africana AngloGold Ashanti e da canadiana A Iamgold, até 40% cada, especifica um comunicado publicado nas redes sociais, acrescentando que o Estado detinha os restantes 20%.

O comunicado sublinha que as atividades da mina foram paralisadas em 2016 devido à queda repentina do preço do ouro, referindo que “as reservas não estão completamente esgotadas”.

Após o anúncio da cessação da mina que produzia desde 2001, a empresa AngloGold citou a queda do preço do ouro, a redução das margens de lucro, bem como a segurança dos mineiros.

A televisão estatal apresentou a nacionalização da mina como uma afirmação da soberania recuperada sobre os recursos naturais.ANG/FAAPA

    

Cabo Verde-caso Odair Moniz/  PM condena discurso do Chega e pede serenidade à comunidade

Bissau, 25 Out 24 (ANG)  - O primeiro-ministro cabo-verdiano repudiou quinta-feira o discurso “incendiário” do presidente do Chega, terceira força política portuguesa, sobre a morte do cabo-verdiano Odair Moniz em Portugal, pela Polícia, quando se está num processo investigativo e apelou à serenidade.

Ulisses Correia e Silva, que ainda não conversou com o seu homólogo português sobre o acontecimento, disse que o presidente do Chega, André Ventura, “fez uma declaração a todo o tipo incendiário numa realidade que cria muitas emoções e que pode provocar reações ainda muito mais negativas”.

Disse que num processo de investigação não se pode atirar culpas e da forma como foi feita à pessoa, à comunidade, a emigrantes e a emigração cabo-verdiana, por entender que a “investigação criminal irá dizer da sua verdade relativamente a todo o cenário a tratar”.

O chefe do Governo, que falava à imprensa à margem de uma actividade para assinalar o Dia das Nações Unidas, referiu que quando acontecimentos do tipo ocorrem atingem as comunidades cabo-verdianas e Cabo Verde, e revelou ter endereçado uma carta de condolências à família.

Exortou a todos para que haja tranquilidade, de modo que o tumulto e as situações que se assistem nas televisões não criem um ambiente “ainda muito mais explosivo e incendiário, relativamente a situações que podem, depois, criar fenómenos que entram em descontrolo”.

“Desde a primeira hora, Cabo Verde se posicionou e o Governo, através do nosso embaixador em Portugal, teve uma posição muito clara. Em segundo lugar nós temos estado a acompanhar. Em terceiro confiamos na justiça portuguesa, nas suas instituições”. sublinhou.

O processo está em investigação criminal, realçou o chefe do executivo, que se mostra esperançado em que se faça a justiça com a celeridade necessária e com a responsabilização que couber, se o apuramento conduzir a essa realidade”.

Odair Moniz, 43 anos, foi mortalmente baleado na segunda-feira, 21, no bairro do Zambujal, em Amadora, por um agente da Polícia de Segurança Pública, PSP, situação tem provocado uma onda de manifestações em vários bairros de Lisboa e não só, com tumultos que já lá vão em três noites seguidas. A ANG/FAAPA

 

Itália/ Apelo a Roma para pôr fim ao sofrimento dos sequestrados em Tindouf

Bissau, 25 Out 24 (ANG) – A Associação das Mulheres Saharauis pela Democracia e pelos Direitos Humanos, com sede em Las Palmas, Espanha, apelou, quinta-feira em Roma, ao fim do sofrimento das mulheres e crianças sequestradas em Tindouf acampamentos na Argélia.

Falando durante um encontro subordinado ao tema “As vozes das mulheres para um futuro de paz e justiça”, organizado na sede do parlamento italiano pela Associação das Mulheres Marroquinas em Itália, Aïcha Rahal, presidente da associação, saudou o crescente apoio internacional pelo plano de autonomia apresentado por Marrocos para resolver a disputa artificial criada em torno do Sahara marroquino.

Neste sentido, lembrou que as maiores nações, incluindo os Estados Unidos, manifestaram o seu apoio ao plano de autonomia sob a soberania marroquina como a única solução para resolver este conflito regional que já dura há demasiado tempo.

A activista dos direitos humanos, que se declarou contra qualquer manobra que vise prejudicar ou dividir o Reino, lamentou a situação sofrida pela população presa pelos separatistas da Polisario nos campos de Tindouf, em território argelino.

Na mesma linha, Souad Sbai, ex-deputada italiana e presidente da Associação das Mulheres Marroquinas em Itália, destacou a manifestação de apoio ao plano de autonomia sob a soberania marroquina, saudando o crescimento experimentado pelas Províncias do Sul do Reino em geral. níveis.

A Sra. Sbai também deu uma visão geral da evolução da situação das mulheres em Marrocos sob a liderança de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, observando que numerosas iniciativas e reformas contribuíram para a emancipação e o desenvolvimento das mulheres marroquinas.

Nesta ocasião, ela analisou várias conquistas alcançadas no domínio da promoção da situação das mulheres, apelando a mais trabalho para fortalecer o papel das mulheres na sociedade.

Este encontro foi marcado pela presença nomeadamente do Presidente do Parlamento italiano, Lorenzo Fontana, do Cônsul Geral de Marrocos em Roma, Abdelhaq Jniyene, bem como de deputados e representantes de departamentos do governo italiano e dos meios de comunicação social, culturais e associativos. mundo. ANG/FAAPA

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Desporto/Guiné-Bissau se estreia no Torneio da UFOA com um empate à 0-0 bolas contra Mauritânia

Bissau, 24 Out 24 (ANG) – A Selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau da camada de Sub-17, estreou, quarta-feira, com um empate sem golos, frente a sua congénere da Mauritânia, no torneio da União das Federações de Futebol Oeste Africana da Zona “A” (UFOA)-Senegal 2024.

Retornado ao torneio, depois de ser desqualificado logo na véspera de abertura da competição devido ao primeiro  resultdo de teste de Ressonância Magnetica, que determinaria a idade dos seus atletas, os Djurtus Sub-17, realizaram o seu primeiro jogo com a sua congénere da Mauritânia, apesar de não ganhar, relatos confirmam que fez um bom jogo.

A respetiva partida conta para a 1ª jornada do grupo “B”, que igualmente serve de qualificação para a fase final do Campeonato Africano das Nações Sub-17.

No outro encontro do mesmo grupo “B”, a selecção maliana derrotou a sua congénere da Sera Leoa por 1-0, e assumiu o comando do grupo “B”, com três pontos na tabela classificativa, seguido da Guiné-Bissau e Mauritânia, ambos com 1 pontos cada na tabela classificativa.

Na partida da turma nacional contra a Mauritânia, o prémio do melhor homem do jogo foi atribuido ao número 10 da Guiné-Bissau, Ndami Humberto Pinto Colna.

A Seleção de Futebol da Guiné-Bissau de Sub-17 participa no torneio da União das Federaçóes Oeste Africana da Zona “A” (UFOA)-2024 que decorre no Senegal.  ANG/LLA/ÂC//SG

  

Bélgica/Prémio europeu Sakharov recompensa líderes da oposição venezuelana

Bissau,24 Out 24 (ANG) – O Parlamento europeu atribuíu nesta quinta-feira o Prémio Sakharov, de direitos humanos, aos opositores da Venezuela Maria Corina Machado e Edmundo Gonzalez.


A comunidade lusófona, nomeadamente portuguesa, muito numerosa neste país da América do Sul, teme impactos nas comunidades europeias de provável braço de ferro entre Caracas e Bruxelas.

Campos, conselheiro das comunidades portuguesas na Venezuela, teme um braço de ferro entre Caracas e Bruxelas, esperando que este caso não venha a prejudicar as comunidades europeias radicadas neste país da América do Sul.

 Eu acredito que vão haver duas reacções muito opostas. Uma com certeza com pessoas da atual oposição venezuelana, com certeza que ficará satisfeita. Agora de parte governamental, com certeza que não haverá absolutamente nada disso.

Acha que os próprios embaixadores europeus podem vir a ser convocados? Pode-se assistir a um braço de ferro da parte de Caracas relativamente a Bruxelas aqui, em relação a este dossier ?

Sim, eu acredito que isto pode com certeza agudizar  um bocadinho a tensão no relacionamento de Venezuela com a União Europeia. Sem dúvida que o governo venezuelano é um bocadinho reactivo a certas medidas que de alguma forma entendam que sejam contra o Governo e o Estado venezuelano: são um bocadinho intolerantes a essas coisas.

E eu espero, muito sinceramente, que isto não faça coisas maiores, que realmente seja um tema momentâneo. Quem é que são os grandes prejudicados em tudo isto? Ao pensar as relações com a União Europeia são, sem dúvida, a grande quantidade de estrangeiros nacionais de países da União Europeia, especialmente portugueses, espanhóis, italianos. Com certeza as comunidades grandes aqui serão talvez até as mais prejudicadas nesse sentido, não é? E penso que é importante preservar um bocadinho também essas comunidades.

Fernando Campos admite o alto grau de notoriedade de que dispõem estes dois responsáveis, pelo que esta distinção pode beliscar o regime venezuelano.

O Gonzalez Urrutia foi o candidato às eleições presidenciais da oposição.

Ele afirma que venceu. E a Marina Corina Machado era realmente a primeira candidata da oposição, mas que foi inabilitada pelo governo e não pôde participar nas eleições. São os líderes, por dizer assim, da oposição venezuelana. Conhecendo a actual situação do tema político na Venezuela. Com certeza que isso vai criar tensões importantes e fortes.

Nos últimos dias e no último mês isso tem-se passado muito e, com certeza, que o governo venezuelano não verá com muito agrado qualquer visibilidade que se dê a essas pessoas. A Maria Corina Machado actualmente está no país. Ela continua aqui. Gonzalez Urrutia está, em princípio, exilado em Espanha. Mas pronto, com certeza que o governo não ficará muito satisfeito com essa situação.

 A União Europeia justificou a recompensa por estes opositores venezuelanos terem "representado o povo da Venezuela que luta para restaurar a liberdade e a democracia", segundo declarações da presidente do parlamento europeu, a italiana Roberta Metsola.

Nas eleições presidenciais de Julho Edmundo Gonzalez revindicou a vitória, mas as comissão de eleições anunciou Nicolas Maduro, presidente cessante, como vencedor.Desde então Gonzalez refugiou-se em Espanha.

O prémio Sakharov é atribuido anualmente desde 1988 a entidades ou pessoas que se ilustram na defesa dos direitos humanos, no ano de 2023 tinha sido o Movimento "Mulher, vida, liberdade" do Irão a ser recompensado. ANG/RFI

Bélgica/Opositores venezuelanos María Corina Machado e Edmundo González vencem Prêmio Sakharov de 2024

Bissau, 24 Out 24 (ANG) - Os opositores venezuelanos María Corina Machado e Edmundo González Urrutia foram anunciados nesta quinta-feira (24) como os vencedores do Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2024, concedido anualmente pelo Parlamento Europeu.


Segundo a presidente do parlamento, Roberta Metsola, Corina e González representam "todos os venezuelanos, dentro e fora do país, que lutam para restabelecer as liberdades e a democracia diante da injustiça".

 

Os dois líderes opositores, disse Metsola, têm lutado "por uma transição de poder livre, justa e pacífica e defendem corajosamente os valores que milhões de venezuelanos e este Parlamento tanto prezam: a justiça, a democracia e o Estado de direito".

Corina e González superaram o economista do Azerbaijão Gubad Ibadoghlu, ativista contra a corrupção, e os movimentos de militantes israelenses e palestinas "Mulheres do Sol" e "Mulheres pela Paz".

Todos os anos, a União Europeia, através do Prêmio Sakharov, distingue aqueles que lutam pelas liberdades fundamentais e pelos direitos humanos. O nome presta homenagem ao físico nuclear e dissidente soviético Andrei Sakharov, vencedor do Nobel da Paz de 1975.

 

A premiação inclui a quantia de € 50 mil (equivalente a R$ 301 mil no câmbio atual). A cerimônia de entrega acontecerá em 18 de dezembro na sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo, leste da França.

No fim de setembro, Maria Corina Machado já havia ganhado o prémio Vaclav Havel, que recompensa os defensores dos direitos humanos, oferecido pelo Conselho da Europa. Na ocasião, a líder da oposição venezuelana dedicou a vitória “àqueles que lutam (…) pela liberdade na Venezuela”.

 

Desde a eleição presidencial na Venezuela, em julho, em que concorreu nas prévias contra o presidente reeleito Nicolas Maduro, Machado vive escondida no país.Já Edmundo Gonzalez deixou a Venezuela e se exilou em Espanha, temendo ser detido, depois de ignorar três intimações sucessivas para comparecer diante da Justiça. ANG/RFI

Cabo Verde/José Maria Neves apela à calma depois de cabo-verdiano ser morto pela policia portuguesa

Bissau, 24 Out 24 (ANG) - O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, em declarações à RDP-África, apelou à calma e afirmou lamentar o ocorrido na Cova da Moura, Amadora, arredores de Lisboa, no início da semana após a morte de um cidadão cabo-verdiano baleado pela polícia aquando de uma patrulha.


Um caso que suscitou uma onda de distúrbios em vários pontos da região metropolitana de Lisboa.

"Lamento imensamente o que aconteceu com a morte do cabo-verdiano Odair Mendonça Moniz. Entendo as manifestações de repúdio, os protestos, mas apelo à serenidade, à calma e ao respeito pelas leis e instituições do país", declarou José Maria Neves.

"Repudio também veementemente as declarações anti-imigrantes que podem gerar mais ódio, mais violência e apelo, neste caso, ao bom senso e ao equilíbrio no tratamento dessa questão", apelou o chefe de Estado ao manifestar igualmente a sua "solidariedade às famílias, aos cabo-verdianos em Cova da Moura, no município da Amadora e a todos os cabo-verdianos residentes em Portugal".

"Insisto na necessidade da calma, da serenidade, da confiança na justiça e espero que as responsabilidades sejam assacadas nos termos das leis vigentes no país", rematou ainda o Presidente cabo-verdiano em entrevista concedida à RDP-África.

Por seu turno, na cidade da Praia, o chefe do governo cabo-verdiano, disse hoje confiar na justiça portuguesa, apelando igualmente à serenidade relativamente a este caso. “Nós confiamos na justiça portuguesa, nas suas instituições. O processo está em investigação criminal e esperamos que a justiça se faça com a celeridade necessária e com a responsabilização” adequada, declarou Ulisses Correia e Silva à margem de um evento público.

Odair Moniz, cidadão cabo-verdiano de 43 anos, foi mortalmente baleado na madrugada de segunda-feira por um agente da PSP no Bairro da Cova da Moura, na Amadora. O homem, pai de três filhos, que segundo a PSP se teria "posto em fuga" depois de ver uma viatura policial e teria "resistido à sua detenção", morreu pouco depois de ser transportado para o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Ao contestar a versão policial sobre esta morte, a associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa exigiram uma investigação "séria a isenta” para apurar “todas as responsabilidades". Por sua vez, a Inspecção-Geral da Administração Interna abriu um inquérito urgente e a PSP anunciou igualmente um inquérito interno, sendo que o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Desde a noite de segunda-feira registaram-se desacatos no Zambujal, bairro onde morava Odair Moniz, e, desde terça-feira, noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, nomeadamente Queluz, Alfragide, Camarate, Carcavelos, Carnide, Mina de Água, Corroios, Caparica e Moita, onde foram queimados caixotes do lixo e viaturas.

Mais de uma dezena de pessoas foram detidas. O motorista de um autocarro sofreu queimaduras graves, após o ataque do veículo em Santo António dos Cavaleiros, no concelho de Loures, e dois polícias receberam tratamento hospitalar, havendo ainda alguns cidadãos feridos sem gravidade.ANG/RFI


Religião
/Igreja Católica convida fiéis católicos à um Dia de Jejum e da oração pela Guiné-Bissau

Bissau, 24 Out 24 (ANG) - A Igreja Católica convida à todos os fiéis católicos e de outras crenças mas que crêem em Deus único, e  à homens e mulheres de boa vontade a cumprirem um dia de Jejum e de oração pela Guiné-Bissau, no dia 04 de Novembro próximo.

O convite foi tornado público, quarta-feira, pela Diocese de Bissau, através de uma Nota à imprensa,assinada pelo Bispo de Bissau, Don José Lampra Cá e o administrador diocesano de Bafatá, Pedro Lúcio Bretegani.

A informação consta numa nota à imprensa da Diocese de Bissau feito dia 23 de outubro do ano em curso assinado pelos Bispo de Bissau, Dom José Lampra Cá e Administrador Diocesano de Bafatá, Pedro Lucio Brentegani sob lema “Dia de Jejum e de Oração pela Guiné-Bissau "A verdade vos libertará" (Jo 8,32 ).

Segundo a nota, a celebração sob o lema: Dia de Jejum e da Oração pela Guiné-Bissau “A Verdade vos Libertará”, é uma oportunidade para todos se colocarem à escuta de Deus, e um momento para se  parar, refletir e converter os corações reconhecendo a necessidade de “purificação espritual e reconcialiação fraterna”.

A nota indica tratar-se de um dia de sacríficio, oração e solidariedade, que convida cada um a conbribuir para a cura espiritual e social do país.

“Jejum é modalidade que pertence todas as religiões, como caminho para mais aproximar-se a Deus, o sacríficio para o bem, será bem aceite por Deus e que é também um gesto de solidariedade para com todos os irmãos guineenses que neste momento estão passando fome ou que conseguem comer somente uma vez vez por dia”, refere a nota..

A igreja católica guineense quer com a iniciativa apresentar à Deus  os oprimidos e os sofredores da mãe Guiné-Bissau e recomenda que em todas as igrejas paroquiais e nas comunidades sejam organizados nesse dia de manhã, à tarde e à noite , “momentos extraordinários de oração,  com reza de terço, adoração eucarísticae  leituras bíbilicas”.

Em sinal de comunhão e de sinodalidade, acrescenta, às 13 horas desse dia, será celebrada  a eucarístia nas duas catedrais e em todas as igrejas da Diocese de Bissau e de Bafatá.

“Que seja um dia de solidariedade, porque é muito importante viver a partilha com os que mais sofrem, pode ser um gesto de acolhimento, de uma doação, um pequeno sinal de caridade e que o importante é ficar em segredo, para que a mão esquerda não sabe o que faz a mão direita”, referem o Bispo de Bissau, Dom José Lampra Cá e o Administrador Diocesano de Bafatá, na nota.

ANG/MI/ÂC//SG     

Saúde Pública/Ministro reconhece precariedade do Sistema na Guiné-Bissau

Bissau, 24 Out 24 (ANG) - O ministro da Saúde Pública reconheceu na quarta-feira que, na realidade o Sistema  de Saúde guineense está doente e que é preciso despertar as pessoas para que possam ser sensíveis aos problemas que afetam o setor.

Citado pela RTP-África, Pedro Tipote falava na conferência nacional sobre a Saúde promovida  com a finalidade de mobilizar  recursos para implementação do Plano de Emergência para o Setor de Saúde, num prazo de 60 dias.

De acordo com aquele governante, o Governo não tem capacidade de responder cabalmente  as suas obrigações, por isso precisa de ajuda dos parceiros de desenvolvimento.

“Para a implementação do plano, precisamos de uma boa governança, porque, não podemos estar a pedir que os parceiros continuem a ajudar a Guiné-Bissau sem que haja uma boa gestão do que nos dão”, disse Tipote.

Sustentou que  organizaram a  conferência para sensibilizar os seus  parceiros no sentido de ajudarem na colmatação das necessidades mais urgentes com que se depara o sistema de saúde no país.

A representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Guiné-Bissau, Chantial Cambire disse que é necessário levar em consideração os domínios transversais indispensáveis para implementação do Plano de Emergência para setor de saúde.

“É preciso o fortalecimento de sistema de gestão e de apoio a governação do setor de saúde, os recursos humanos, a disponibilidade de medicamentos e suprimentos médicos e o fortalecimento dos mecanismos de coordenação intra e inter-setorial”, disse Cambire. ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

Legislativas/ Presidente do Movimento da Sociedade Civil diz que atores políticos se disponibilizaram para buscar consensos antes das legislativas antecipadas

Bissau, 24 Out 24 (ANG) – O Presidente do Movimento da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento(MNSCPDD) disse que todas as formações políticas com as quais a organização já se reuniu manifestaram a disponibilidade de pariticipar  num enconcro de diálogo de busca de consenso sobre a próximas legislativas antecipadas previstas para 24 de  Novembro.

Fodé Caramba Sanhá fazia, quarta-feira, o balanço de uma reunião com elementos da  Coligação Aliança Patriótica Inclusiva (API), sobre a necessidade de criar um clima favorável a realização do próximo pleito eleitoral.

Caramba Sanhá defendeu a necessidade de haver um  diálogo sério e responsável entre os políticos, por forma evitar problemas pós-eleitoral, à semelhança do que tem acontecido desde  1994 .

Para o efeito, disse que iniciou, há uma semana,  contatos com líderes  políticos.

“Nos encontros que tivemos todos manifestaram as suas disponibilidades para participar nesse diálogo de busca de consenso a volta das eleições legislativas antecipadas”, disse Presidente do Movimento da Sociedade Civil.

Segundo Fodé Caramba Sanhá, os guineenses dizem que estão cansados de votar, alegando que os seus votos além de ter um período muito curto de validade, não correspondem com as suas espectativas.

“Basta… isso de  pôr em causa os resultados obtidos nas urnas para permitir que uma legislatura  chegue ao fim .É com base nisso que estamos  a sensibilizar os políticos”, declarou Sanhá.

O porta-voz da Coligação API, Baciro Djá agradeceu a iniciativa da Sociedade Civil, e diz que desde o princípio da democracia no país  esta organização sempre desempenhou um papel importante para a consolidação de um Estado Direito Democrático.

“Mas uma vez, manifesto a minha preocupação sobre  o país, onde a situação  social e económica estão em degradação progressiva, onde o Estado de Direto democrático está sendo posto em causa”, afirmou.

Disse que a preocupação da Sociedade Civil constitui também a preocupação da API, porque, independentemente  do estatuto político que ostentam, fazem parte da sociedade guineense.

Baciro Djá disse que estão aberto para um “diálogo franco e sério” em busca de entendimento, salientando que estão disponível para dar as suas respetivas contribuições para encontrar soluções.

Fode Caramba Sanhá tem estado a procurar convencer os atores políticos para que haja um consenso sobre situações prevalecentes no Supremo Tribunal de Justiça, que funciona sem o respectivo Presidente, na Comissão Nacional de Eleições cuja direção funciona com mandato caduco e sob protesto da oposição.

ANG/LPG/ÂC//SG

     Portugal/ Motins após morte de um homem baleado pela polícia

Bissau, 24 Out 24 (ANG) - A Polícia de Segurança Pública portuguesa promete "tolerância zero" a qualquer acto de violência ou de desordem caso se repitam os distúrbios das últimas duas noites em vários concelhos da Grande Lisboa, na sequência da morte de um homem baleado pela polícia num bairro do concelho da Amadora.

A situação manteve-se calma durante o dia, mas há apelos à serenidade nas próximas horas nestes bairros.

Durante o dia sucedem-se apelos à calma à espera de perceber o que a noite trará. Alguma normalidade marcou o dia, com as crianças nas escolas e muitos residentes nos seus empregos como num dia comum, apesar do receio de novos distúrbios.

Quatro pessoas ficaram feridas, incluindo dois polícias que foram apedrejados, na sequência de 60 focos de distúrbios registados durante a última noite em oito concelhos da região de Lisboa.

A Polícia de Segurança Pública efectuou três detenções pela alegada prática dos crimes de dano qualificado e ofensa à integridade física qualificada. No total, foram danificados dois carros da polícia, oito automóveis e inúmeros caixotes de lixo.

Dois autocarros foram incendiados, um deles no bairro do Zambujal, no concelho da Amadora, de onde era originário um homem de 43 anos, de origem cabo-verdiana, que foi mortalmente baleado pela polícia já no bairro da Cova da Moura, depois de alegadamente ter fugido a uma patrulha policial.

Na versão da polícia, ao ser abordado pelos agentes, este homem "terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca". Pelo menos duas associações anti-racistas contestaram a versão policial e exigiram uma investigação "séria e isenta". Foi levantado um inquérito oficial ao caso pela Inspeção-Geral da Administração Interna.

A população das zonas mais sensíveis queixa-se de falta de experiência dos polícias que patrulham estes bairros da Grande Lisboa. A embaixada de Cabo Verde rejeita também as declarações públicas "que promovem a estigmatização de comunidades imigradas".

Em declarações a diversos canais de televisão, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pede que se evite uma escalada de violência, mas reconhece que há, hoje em dia, pouco tempo para analisar as razões para actuar a vários níveis.

"Como não há esse tempo, prevenir significa estar atento. Hoje é preciso actuar num tempo rapidíssimo em condições muito difíceis e para as quais as instituições não estão preparadas em muitos casos", declarou à televisão SIC.ANG/RFI

     Rússia/BRICS criticam "inacção" da ONU no Médio Oriente em guerra

Bissau, 24 Out 24 (ANG) - O último dia da cimeira dos BRICS, em Kazan na R
ússia, ficou marcado pelas intervenções dos presidentes chinês, russo e iraniano sobre a necessidade de por um fim à guerra no Médio Oriente.

Antes de um encontro muito esperado com o Vladimir Putin, António Guterres apelou a uma "paz justa" na Ucrânia. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, deslocou-se a Kazan, na Rússia, onde deve se encontrar hoje com Vladimir Putin pela primeira vez desde 2022. Face ao presidente russo e antes de se encontrarem, à margem da cimeira dos BRICS, António Guterres apelou a uma "paz justa" na Ucrânia, onde as tropas russas continuam a avançar a Leste do país, depois de 32 meses de guerra. Momento depois, Vladimir Putin tomou a palavra, alegando ser "ilusório" imaginar uma derrota russa no campo de batalha. 

Com esta cimeira dos BRICS a decorrer em território russo, Vladimir Putin, actualmente sob mandado de detenção internacional, procura mostrar que não está isolado face ao bloco ocidental, reunindo líderes de economias emergentes para discutir a gestão dos assuntos internacionais. 

Os líderes da China, do Irão, da Africa do Sul, mas também da Autoridade palestiniana encontram-se na cimeira do grupo dos países emergentes que agora conta com a Etiópia, o Irão, o Egipto e os Emirados Arabes Unidos, para além da Africa do Sul que integrou o grupo em 2010, juntando-se à Rússia, à India, à China e ao Brasil.  

Neste último dia da cimeira, o presidente chinês Xi Jinping vincou a necessidade de os países emergentes constituírem uma "força estabilizadora para a paz", nomeadamente no Médio Oriente, apelando os seus homólogos a "fazer pressão para alcançar um cessar-fogo em Gaza, relançar a solução dos dois Estados e impedir a propagação da guerra ao Líbano". 

Por sua vez, o presidente iraniano Massoud Pezeskhian criticou a "ineficácia" da ONU na contenção da guerra em Gaza e no Líbano, depois de o chefe da diplomacia iraniano ter considerado como um "desastre" a inacção da ONU, instituição internacional já criticada como sendo "disfuncional" pelo porta-voz da diplomacia de Teerão. 

Face a cerca de vinte dirigentes, Vladimir Putin alertou que o Médio Oriente "está à beira de uma guerra totale apelou à criação de um Estado palestiniano. 

A Rússia, historicamente aliada de Israel onde vive uma importante diáspora russa, reforçou nos últimos meses a relação com o Irão, inimigo de Telavive, financiador do Hezbollah no Líbano e acusado pelos ocidentais de fornecer drones explosivos e mísseis de curto alcance ao exército russo. ANG/RFI