sexta-feira, 21 de novembro de 2025

   COP30/Marrocos pede acesso direto ao financiamento para países africanos

Bissau, 21 Nov 25 (ANG) - Marrocos defendeu , quinta-feira, em Belém, uma “década de implementação” do Objetivo Global de Adaptação (OGA), ressaltando que a eficácia desse marco dependerá, sobretudo, do aumento e do acesso direto ao financiamento para os países africanos.

“Sem financiamento, os países africanos não conseguirão operacionalizar a Abordagem Global para a Adaptação (GGA), nem utilizar a lista de indicadores, o que perpetuará a lacuna entre a ação e o apoio à adaptação”, afirmou Bouzekri Razi, Diretor de Clima e Diversidade Biológica do Ministério da Transição Energética e Desenvolvimento Sustentável, durante o Diálogo de Alto Nível sobre Adaptação em Baku, no âmbito da COP30.

Para Marrocos, a implementação é o teste definitivo de credibilidade. "A nossa experiência demonstra que o sucesso da adaptação depende de um planeamento nacional sério e da cooperação Sul-Sul", afirmou.

Ciente de sua vulnerabilidade, Marrocos alinhou sua NDC atualizada com o Quadro de Resiliência dos Emirados Árabes Unidos e identificou ações que contribuem diretamente para diversas metas globais, particularmente aquelas relacionadas à água, segurança alimentar, saúde e meios de subsistência.

Marrocos, insistiu ele, atribui grande importância à cooperação Sul-Sul e coloca especificamente a cooperação africana no centro de sua política climática.

A este respeito, a Iniciativa Africana de Adaptação da Agricultura (AAA), lançada pelo Rei Mohammed VI na COP22 em Marrakech, foi lembrada como um excelente exemplo desta abordagem.

Uma plataforma de ação continental alinhada com a Estratégia Climática da União Africana e o Programa Abrangente de Desenvolvimento da Agricultura em África (CAADP), que traduz a visão da GGA em prática, ligando ciência, políticas públicas e financiamento, a fim de promover soluções inovadoras como a agricultura climaticamente inteligente.

Marrocos também saudou a Iniciativa Africana de Adaptação (AAI), que descreveu como a "principal plataforma" do continente para fortalecer a adaptação e a resiliência, e apelou a um apoio previsível, baseado em doações, para consolidar a adaptação na trajetória de desenvolvimento sustentável de África.

Apesar desses avanços, o Reino destacou a persistência de grandes obstáculos. O Sr. Razi observou que a África recebe menos de 10% do financiamento global destinado à adaptação. Essa situação compromete a capacidade dos países do continente de atingirem as metas de 2027 e 2030.

Marrocos defendeu o acesso direto ao financiamento para instituições, agricultores e cooperativas africanas através de mecanismos ampliados baseados em doações e condições altamente favoráveis, bem como indicadores robustos de adaptação que garantam rastreabilidade, confiança e transparência. Atingir as metas da Ação Global para a Adaptação (GGA) também exige transferência de tecnologia eficaz e capacitação.

Ele também enfatizou a necessidade de indicadores adequados, transparentes, mas sobretudo flexíveis, não prescritivos e não punitivos, que reflitam a diversidade de vulnerabilidades e prioridades dos países, particularmente em setores como agricultura e água, que são fundamentais para a segurança humana.

O Reino finalmente afirmou que a lista de indicadores da GGA deve ser acompanhada por uma meta financeira robusta, condição essencial para permitir que os países africanos operacionalizem o quadro de adaptação e evitem o aumento da lacuna entre as ambições e a implementação.ANG/Faapa

    

 

     Suíça/Cruz Vermelha Internacional vai dispensar 2.900 trabalhadores

Bissau, 21 Nov 25 (ANG) - O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que emprega cerca de 18.000 pessoas, vai eliminar 2.900 postos de trabalho até 2026, já que o seu orçamento diminuirá 17%, anunciou hoje a organização.

Estes cortes, que deixarão o orçamento em 1,9 mil milhões de euros, são uma resposta à redução das contribuições dos doadores, apesar do contexto de aumento de crises, com mais de 130 conflitos ativos em todo o mundo, afirmou o CICV, em comunicado hoje divulgado.

"A realidade financeira está a obrigar-nos a tomar decisões difíceis para garantir que podemos continuar a prestar assistência humanitária essencial a quem mais precisa", afirmou a presidente da organização, Mirjana Spoljaric, citada no comunicado.

A responsável do CICV, organização fundada em 1863 e especializada em ajuda humanitária em conflitos, insistiu que existe atualmente "uma perigosa convergência entre a escalada de conflitos armados, cortes significativos na ajuda e uma intolerância sistémica às violações do direito internacional".

No entanto, "o CICV continua empenhado em intervir nas linhas da frente dos conflitos, onde poucas outras organizações podem operar", como o Sudão, Israel e Palestina, Ucrânia e República Democrática do Congo, garantiu a presidente.

O CICV, que já tinha anunciado reduções de pessoal em anos anteriores, esclareceu que alguns dos cortes serão feitos através de despedimentos voluntários e pelo não preenchimento de vagas.

A redução do número de trabalhadores tem sido anunciada por várias agências de ajuda humanitária.

Na quarta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) avançou com a necessidade de eliminar quase 1.300 postos de trabalho por causa da saída dos Estados Unidos e dos cortes das contribuições de outros países, que, em conjunto, criaram um défice de 500 milhões de dólares (432 milhões de euros) na agência.

Os Estados Unidos reduziram, este ano, o financiamento às organizações para ajuda humanitária ao cortar o investimento na Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), alegando fraude e mau uso de recursos.

A posição dos EUA levou vários outros países a seguir a tendência e diminuir os investimentos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, referiu que mais de 80% dos programas da USAID foram cancelados.

De acordo com um estudo da revista científica The Lancet publicado em julho, a decisão dos EUA deverá resultar em mais de 14 milhões de mortes prematuras até 2030.ANG/Lusa

 

Infraestruturas aeroportuárias/Presidente da República considera de “valiosos” os equipamentos de segurança da Aviação Civil doados pela China

Bissau, 21 Nov 25(ANG) – O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló considerou hoje de “valiosos e de grande importância técnica”, os equipamentos de segurança da aviação civil doados ao país pela República Popular da China.

Ao presidir o ato da entrega dos referidos equipamentos, o chefe de Estado disse tratar-se de mais uma demonstração das excelentes relações de amizade e cooperação entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China.

“Aproveito esta oportunidade para realçar a grande importância técnica desses equipamentos que são muito valiosos e que passam a integrar o Posto Móvel de Inspeção e de Segurança do aeroporto internacional Osvaldo Vieira de Bissau”, disse.

Embaló sublinhou na ocasião que a relevância da cooperação chinesa neste sector de segurança aeroportuária se explica também pelo facto de o aeroporto internacional Osvaldo Vieira ter passado mais de três décadas sem  intervenção modernizadora, em termos de infraestruturas técnicas.

“Trata-se de um verdadeiro salto qualitativo que hoje estamos a dar, e esse progresso tecnológico é consistente e de elevados patrões de segurança, hoje em dia , exigidos nos aeroportos internacionais”, frisou.

O Presidente da República acrescentou que a Guiné-Bissau passa  a dispor de condições técnicas para  operar com todas as normas recomendadas pela Organização Internacional da Aviação Civil.

Disse o ato se enquadra na ampliação e modernização do aeroporto internacional Osvaldo Vieira, cujas obras estão a ser executadas pela empresa FB Group da Turquia.

Os equipamentos doados pela República Popular da China são constituídos de um Scanner móvel de passageiros, um tomógrafo computadorizado, um scanner de bagagem, e um portal chips de inspeção de passageiros. ANG/ÂC//SG

Eleições Gerais/Conselho Nacional de Comunicação Social diz ter sido “equilibrada” a cobertura da campanha eleitoral pelos órgãos de CS

Bissau, 21 Nov 25 (ANG) – O Painel de Monotorização da cobertura eleitoral pelos órgãos de Comunicação Social, do Conselho Nacional da Comunicação Social(CNCS) concluiu que, de modo geral,  a cobertura da campanha eleitoral tem sido equilibrada.

Esta  avaliação foi esta sexta-feira tornada pública, numa conferência de imprensa, em Bissau, pelo presidente interino do CNCS, Domingos Meta Camará.

O CNCS procedeu a avaliação de todos os órgãos de Comunicação Social sedeados em Bissau e nas regiões, com deslocações de sua equipa de monitorização.

De acordo com Meta Camará, em todos os órgãos da comunicação social tanto públicos e privados visitados, o Painel de Monotorização recebeu informações dos responsáveis dos respetivos órgãos.

Conforme as suas declarações, apesar da disponibilidade manifestada por esses órgãos, as suas direções de informação não receberam as agendas, programas sobre as atividades de campanha eleitoral nem os   projetos de governação ou manifesto eleitoral de candidatos presidenciais.

 “Apesar disso, alguns órgãos conseguiram deslocar os jornalistas para entrevistar os candidatos presidenciais, e os outros  conseguiram por via de telemóveis", disse Meta Camará.

Acrescentou  que no conjunto dos órgãos de Comunicação Social, a Rádio África FM é a ínica que negou assinar o  Código de Conduta Eleitoral e Termo de Compromisso, por alegado compromisso político.

Domingos meta camará aproveitou a ocasião para apelar aos órgãos de Comunicação Social para não publicarem nenhum resultado eleitoral que não tenha sido divulgados pela Comissão Nacional de Eleições. ANG/LLA/ÂC//SG

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Eleições Gerais/Candidato presidencial Fernando Dias promete reconstruir Mercado Central de Gabu, caso vença eleições

Bissau, 20 Nov 25 (NG) – O candidato presidencial Fernando Dias da Costa, promete trabalhar com o governo da Coligação PAI-Terra Ranka caso vença as eleições de 23 de novembro, na reconstrução do Mercado Central de Gabu,  destruído recentemente por incêndio.

Fernando Dias falava, quarta-feira, no comício popular em Gabu, leste do país e disse que vai ganhar as eleições para devolver a governação  à Coligação PAI- Terra Ranka, demitido  por Umaro Sissoco Embaló, em dezembro de 2023.

O candidato afirmou que irá trabalhar com o governo de PAI-Terra Ranka para continuar as obras iniciadas no país.

"O povo de Guiné- Conacri são nossos irmãos, mas existe uma situação que está a passar na Guiné-Bissau que nem vão aceitar em Conacri. Não se pode pôr um filho de Conacri em cima dos filhos da Guiné-Bissau, porque em Conacri não se  aceitam práticas que fazem aqui”, disse.

Fernando Dias defende que o país deve ser construído com  pessoas sérias porque a Guiné-Bissau precisa de mudança, e diz que está a ser   dirigido por pessoas que não entendem o que é Estado.

“O país precisa de ser libertado, porque está cansado. A minha candidatura é um compromisso sério que tomei e cheguei à um acordo com a Coligação PAI-Terra Ranka, para trazer a mudança e promover a unidade nacional para que haja a paz e reconciliação
,   e respeito à Constituição da República”, afirmou.

O líder da Coligação PAI-Terra Ranka, Domingos Simões Pereira sublinhou que, tal como qualquer país no mundo, deve-se proteger o país.

“Acolhemos   todos os que escolheram a Guiné-Bissau como segunda pátria mas devem respeitar a nossa lei”, disse. ANG/MI/ÂC//SG

 

Infraestruturas/PR cessante lança pedra para reabilitação  da estrada Safim/Jugudul

Bissau 20 Nov 25 (ANG) – O Chefe de Estado cessante e candidato as eleições presidenciais de 23 de Novembro, procedeu hoje ao lançamento da primeira pedra para a reabilitação da  via rodoviária que liga Safim à Jugudul,  e disse  que  vai contribuir para o reforço da coesão territorial da região de Oio, com projeção para as zonas norte e leste do país.

Umaro Sissoco Embaló falava no ato do lançamento da primeira pedra para a reabilitação do referido troço, e destacou  que Safim/Jugudul é igualmente uma via crucial para ligar as províncias Norte e Leste do país e o Setor Autónimo de Bissau.

“Este contributo é relevante para a coesão territorial da Guiné-Bissau, a identificação de atividades económicas e o reforço do intercâmbio social e cultural entre os guineenses”, disse.

Segundo Embaló, doravante serão realizados grande progressos, para assinalar que a Guiné-Bissau mudou para melhor, rumo ao seu desenvolvimento.

O Presidente cessante prometeu a construção de  uma escola superior em Nhacra, e o revestimento com alcatrão da via Nhacra-Cumeré e diz que as obras para o efeito devem arrancar de imediato . “Todo o país precisa de mudar à semelhança da capital Bissau”, disse.

Ainda deixou a promessa de  a Esquadra de Nhacra dispor de meios de transporte  e de tratores para o aumento da produção de arroz naquela localidade.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, José Carlos Esteves explicou que as obras de reabilitação da estrada Safim/Jugudul vão ter um corredor de mais  40 quilómetros com duas faixas de rodagem, para permitir maior mobilidade e maior número de tráfico e mais rapidez no fluxo rodoviário.

“Esta estrada é de capital importância porque é o eixo que liga  o Norte, Leste e Sul do país transportando para o único porto de escoamento dos produtos em Bissau”, salientou.

Esteves disse  que a sua conclusão terá um impacto “muito grande” na economia através da exportação de produtos e nas atividade mineiras que vão iniciar ,em breve, no país, e que deverão  alavancar a economia nacional.

Para o Governador da Região de Oio, Braima Camará,  o lançamento da pedra para as obras daquela via, representa uma satisfação enorme, por se tratar de   uma distância que pode ser percorrida em 20 minutos, mas que as más condições da estrada fazem com que seja percorrida em  muitas horas .

As obras de Safim/Jugudul  serão realizadas pela empresa Areski ,com a duração de 24 meses.

O representante da empresa, Ziad Areski agradecer a confiança na instituição que dirige  e promete realizar  “bom trabalho” .ANG/MSC/ÂC//SG

Eleições gerais/ Iniciada votação antecipada  de militares, paramilitares e viajantes

Bissau, 20  nov 25(ANG) – A Comissão Nacional das Eleições (CNE) abriu  esta manhã as urnas para  votação antecipada de militares, viajantes, paramilitares e funcionários que vão estar em serviço no domingo, dia das eleições gerais.

Em declarações à imprensa, o Presidente da Comissão Regional de Eleições de Bissau, (CRE) , Abubacar Sidico Sambú disse que a capital tem seis  Círculos Eleitorais, e que em todos foram abertas uma Mesa de Assembleia de Voto para atender a necessidade de voto antecipado.

Questionado sobre o número de votantes em causa,   Abubacar Sidico Sambú respondeu que ainda não teriam recebido  todas as  listas de pessoas abrangidas por essa situação.

Disse  que só os eleitores recenseados na capital Bissau é que  têm direito de votar nestas Assembleis de Voto.ANG/JD/ÂC//SG

 

 

 

 

Transportes/Governo lança projeto-piloto de transporte rodoviário com cinco  autocarros  

Bissau, 20 Nov 25 (ANG) - O Governo lançou, quarta-feira, em Bissau, o Projeto-Piloto de Transporte Rodoviário com cinco autocarros em circulação gratuita durante 10 dias.

A cerimónia para o efeito foi presidida pelo Primeiro-ministro, Braima Camará, que falou em “avanço da visão política e estratégica do Executivo”, sob a liderança de Umaro Sissoco Embaló.

Nesta primeira fase, os cinco  autocarros serão colocados em circulação gratuita
durante dez dias, distribuídos por quatro linhas urbanas que abrangem diversos bairros de zonas periféricas de Bissau.

O projeto prevê, no total, a entrada em operação de 21 autocarros, através da  cooperação com Portugal , a criação de 120 paragens modernas e  de mais de 200 postos de trabalho, para  motoristas, mecânicos, controladores e agentes comerciais.

A gestão da frota será feita em parceria com a empresa privada PRIME Investment, considerada pelo Governo um “parceiro sólido e experiente”.

Braima Camará afirmou que a iniciativa resulta de uma governação que planeia mobilizar recursos internos e que coloca a melhoria das condições de vida dos cidadãos no centro das prioridades nacionais”.

O Primeiro-ministro sublinhou ainda que o projeto contribui para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, relacionado com cidades e comunidades sustentáveis.

Segundo o governante, a modernização das vias urbanas de Bissau, reabilitadas com fundos do Estado tornou possível o arranque deste sistema de transporte público.

O Executivo prevê  a disponibilização de  100 autocarros até 2026, e  levar  o serviço à todas as regiões do país.

O projeto inclui ainda tarifas sociais especiais de pagamento para  grupos vulneráveis: mulheres, crianças, idosos e pessoas portadoras de deficiência.

“Queremos garantir que o desenvolvimento chegue à todos, sem exclusões”, afirmou Braima Camará.

Na cerimónia, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, José Carlos Esteves, que representou o ministro dos Transportes e Comunicações recordou que, no âmbito da cooperação com Portugal, a Guiné-Bissau havia recebido o navio “Centenário de Amílcar Cabral”, destinado ao transporte de passageiros e cargas entre ilhas.

Segundo disse, o navio começou a operar em Outubro de 2024, garantindo melhores condições de mobilidade marítima à população.

Disse que, o país recebeu igualmente 21 autocarros através de um protocolo tripartido assinado em Fevereiro de 2024 entre o Governo guineense, a Câmara Municipal do Porto e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

O ministro destacou que estes marcos se inserem na estratégia da Presidência da República para melhorar a ligação terrestre, fluvial e marítima no país.

As quatro primeiras linhas do projeto-piloto abrangem os  trajetos:

Linha 1: Pindjiguiti – Safim (via Correios, Mãe de Água, Aeroporto) – 18 km, Linha 2: Alfândega – Safim (via Fábrica de Cimento, Antula, São Paulo) – 24 km, Linha 3: Pindjiguiti – Bissalanca (via Aeroporto e Base Aérea) – 14 km, Linha 4: Pindjiguiti – Cumura (via RDN, Meteorologia, Quilele e Bôr) – 14 km

Na fase seguinte, de acordo com o governante  pretende  o serviço vai ser estendido à mais oito linhas, dependendo da melhoria contínua das estradas e da aquisição de novos autocarros.

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau, José Anastácio Medina Lobato os preços das tarifas variam entre 200 e 250 francos CFA .

Medina revelou  que estão em curso trabalhos com as autoridades dos transportes e da Polícia de Trânsito  para se encontrar uma solução regulada para os transportes privados e “toca-tocas”, inspirando-se na experiência de países vizinhos como o Senegal, onde estes não circulam no centro da cidade. ANG/LPG/ÂC//SG

Regiões-Eleições gerais/RENARC promove formação para  20 jornalistas sobre processo eleitoral

Cacheu, 20 Nov 25(ANG) -  A Rede Nacional das Rádios Comunitárias (RENARC) promoveu entre os dias 18 e 20 do corrente mês, uma formação para 20 jornalistas da região de Cacheu sobre o processo eleitoral.

Segundo o Correspondente da ANG para a região de Cacheu, , a  Secretária Executiva Adjunta da CNE, Felisberta Moura  Vaz, justifica a iniciativa com a necessidade de garantir melhor preparação dos jornalistas para a missão de cobertura eleitoral.

“Os jornalistas precisam de conhecer os processos eleitorais para que possam ajudar a CNE a resolver os problemas no terreno, nomeadamente, a explicar ao eleitorado a forma de votar, a maneira de agir, os horários do início e fim da votação”, disse Felisberta Vaz.

Codeca Lopes Vieira e Mussa Sanhá, dois dos beneficiários da formação se comprometeram a aplicar na prática os conhecimentos adquiridos para ajudar aos eleitores a exercerem os seus direitos cínicos.

A  formação foi promovida pela RENARC em parceria com a Comissão Nacional de Eleições(CNE) e financiado pelo PNUD.ANG/AG/JD/ÂC//SG

 

Eleições Gerais/Candidato presidencial José Mário Vaz promete melhorar as condições de vida das populações, caso for eleito

Bissau, 20 Nov 25 (ANG) – O candidato presidencial José Mário Vaz prometeu que, caso vencer, irá apostar na agricultura, recuperando bolanhas para os agricultores, fixar  o preço da castanha de caju num valor mais atraente  para os camponeses, e garantir água potável para as comunidades rurais.

O antigo Presidente da República falava num encontro com os anciões de Djabicunda, região de Bafatá, leste do país, no cumprimento de mais uma agenda de campanha eleitoral.

José Mário Vaz disse perante  anciãos e a comunidade de "Djabicunda" que, depois de terminar os seus cinco anos de mandato,  o povo escolheu o Umaro Sissoco Embalo como o novo PR, e que ele  deixou o Palácio da República sem nenhum problema.

"Mas durante a minha ausência no poder, constatei que o país não está a caminhar bem, e o meu povo está a enfrentar a fome e muitas dificuldades, razão pela qual, decidi recandidatar-me para pôr fim à esta situação", disse Mário Vaz.

O candidato acrescentou que durante o seu mandato, a liberdade de imprensa era visível para todos, e que não havia perseguições, raptos.

“A minha candidatura pretende fazer voltar estes valores, caso eu for reeleito", sustentou José Mário Vaz.ANG/LLA/ÂC//SG

  

   Congo/ União Parlamentar Africana apela construção de uma África forte

Bissau, 20 Nov 25 (ANG) – Um apelo para a construção de uma África forte por seus filhos e filhas foi lançado na quarta-feira, no encerramento da 84ª sessão do Comitê Executivo da União Parlamentar Africana (UPA), em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, observou a ACP.

“Realizamos discussões aprofundadas, adotamos emendas consensuais e suspendemos aquelas que nos dividiam, a fim de permitir um trabalho mais maduro no futuro. É importante que uma África forte seja construída por seus filhos e filhas”, disse o presidente cessante do Comitê Executivo da UPA, Sr. Ali Tchaïmi, no relatório final dessas reuniões.

Ele transmitiu uma mensagem de unidade, sabedoria e responsabilidade, instando os delegados e participantes africanos a assumirem o controle de seu próprio destino, antes de destacar o "clima de diálogo, consenso e fraternidade africana" que tem caracterizado as discussões desde a sua abertura.

O Sr. Tchaïmi também confirmou que um novo presidente da UPA será nomeado nas próximas horas, após a Conferência de Presidentes.

À margem da 84ª Sessão do Comité Executivo da União Parlamentar Africana, o Presidente da Câmara Alta do Parlamento Congolês, Jean-Michel Sama Lukonde, recebeu, por sua vez, as várias delegações da UPA, nomeadamente a de Marrocos, liderada por Rachid Talbi El Alami.

O presidente da Câmara dos Representantes de Marrocos, Rachid Talbi, agradeceu à República Democrática do Congo pela excelente organização deste encontro parlamentar africano, recordando as boas relações diplomáticas existentes entre a RDC e Marrocos.

“Fiquei muito feliz por ter sido recebido pelo Presidente do Senado. Foi um momento muito marcante, pois revisitamos a história que une os dois países, duas grandes nações: a RDC e Marrocos. Há muito tempo, a RDC apoia Marrocos, e Marrocos continua a apoiar a RDC, um país irmão e amigo. Não temos pontos de divergência, apenas pontos de convergência, porque defendemos princípios e valores universais, especialmente a paz, os interesses territoriais de ambos os países e, claro, de todos os países africanos”, declarou Rachid Talbi El Alami à imprensa.

Outra delegação recebida por Jean-Michel Sama Lukonde foi a da Argélia, que também elogiou a RDC por ter assumido a responsabilidade por esta importante organização africana.

Antes dessas audiências, parlamentares de diversos países africanos que vieram participar desta reunião parlamentar visitaram o Memorial do Genocídio Congolês, conhecido como "Genocost", em busca de benefícios econômicos. Ao chegarem ao local, representantes da FONAREV forneceram explicações claras e concisas sobre o Memorial.

Com corações compassivos, alguns parlamentares fizeram questão de depositar coroas de flores em homenagem às vítimas no local.

A 84ª Sessão do Comitê Executivo da UPA dá lugar, portanto, à 47ª Conferência de Presidentes dos Parlamentos da UPA, que inicia seus trabalhos nesta sexta-feira.
Nesta quinta-feira, 20 de novembro, está sendo realizada a reunião das parlamentares da UPA.

Recordemos que a 84ª Sessão do Comité Executivo da UPA foi aberta na terça-feira, 18 de novembro de 2025, na presença do Presidente do Comité Executivo da UPA, dos Presidentes das duas câmaras do Parlamento da RDC, dos Presidentes dos Parlamentos de África, dos deputados e senadores que são membros da UPA.

Esta reunião, que já terminou, teve como objetivo consolidar as conquistas institucionais da UPA e fortalecer a solidariedade e a cooperação interparlamentar em África. ANG/Faapa

   

França/Emmanuel Macron quer virar a página e criar novas estratégias em África

Bissau, 20 Nov 25 (ANG) – O Presidente francês inicia um périplo de cinco dias
por Maurícias, África do Sul, Gabão e Angola, aproveitando a deslocação, cujo ponto alto é a cimeira do G20 em Joanesburgo, para “renovar” a relação entre França e África com parcerias mais equilibradas.

Em Angola, Emmanuel Macron vai participar na cimeira UE–UA, onde Paris aposta no corredor do Lobito e na cooperação energética e marítima para reforçar a sua presença económica e geopolítica.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, inicia esta quinta-feira, 20 de Novembro, um périplo de cinco dias no continente africano, passando pelas Maurícias, África do Sul, Gabão e Angola.

Para além da participar na cimeira do G20, em Joanesburgo, nos dias 22 e 23 de Novembro, o objectivo da viagem é “renovar” a relação entre a França e o continente, para promover um entendimento mais equilibrado e afastado das lógicas de ingerência que marcaram o passado.

Esta deslocação surge num momento sensível para Paris, depois dos reveses diplomáticos e militares sofridos no Sahel, traduzindo um esforço de reposicionamento estratégico em direcção a países não francófonos, numa tentativa de reconfigurar a presença francesa em África.

A primeira etapa decorre nas Maurícias, país que não recebia um Presidente francês há 32 anos. Para além do peso simbólico, esta visita pretende reforçar um relacionamento tradicionalmente próximo: Port Louis continua muito ligado à francofonia e é visto em Paris como um “vizinho” estratégico, pela proximidade com Mayotte e a Ilha Reunião.

Emmanuel Macron procura também compensar o desgaste diplomático sofrido na região, depois da queda do Presidente malgaxe Andry Rajoelina, considerado anteriormente um aliado de Paris. A visita vai ser marcada pela assinatura de acordos na área das energias renováveis, da gestão da água, da educação, da tecnologia e, sobretudo, da segurança marítima, essencial numa zona por onde circula uma parte significativa do comércio marítimo mundial e onde se intensifica o combate ao narcotráfico e à pesca ilegal.

O Presidente francês segue depois para a África do Sul. Antes do início da cimeira do G20, em Joanesburgo, Emmanuel Macron vai participar numa cerimónia memorial em Pretória e vai presidir ao lançamento de um conselho económico franco-sul-africano, para dinamizar investimentos bilaterais.

Esta etapa tem um peso diplomático numa= país cada vez mais influente no continente e no sistema multilateral, sendo também uma oportunidade para reforçar a cooperação económica com a segunda maior economia africana.

A terceira paragem é o Gabão, onde Emmanuel Macron efectua a sua primeira visita de Estado desde a chegada ao poder do general Brice Oligui Nguema, em 2023. Paris define o actual relacionamento com o Gabão como “excelente, renovado e virado para o futuro”.

 A cooperação militar, nomeadamente o papel do campo De Gaulle, uma das poucas bases francesas ainda permanentes em África, vai estar no centro das discussões.

A operação de diversificação económica gabonesa e o projecto de reabilitação do Transgabonês, apoiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento, vão ser alguns dos temas em destaque, numa lógica de apoio à estabilização política e à transição em curso no país.

Contudo, é em Angola que a digressão atinge o seu ponto mais estratégico. Sem passado colonial francês e dotado de recursos naturais, Angola tornou-se um parceiro de primeira linha na reorientação diplomática de Paris.

A sua posição como segundo maior produtor de petróleo de África, o crescente peso na mineração tornam o país cobiçado por actores como a China, os Estados Unidos, a União Europeia e o Brasil. Para a França, Angola representa a oportunidade de desenvolver uma relação menos marcada pelo passado e mais centrada em interesses económicos, energéticos e geopolíticos.

Luanda recebe a cimeira União Europeia–União Africana, momento decisivo para avaliar os progressos do programa europeu Global Gateway, lançado para financiar infra-estruturas africanas e equilibrar a influência chinesa no continente.

Neste contexto, destaca-se o projecto do corredor do Lobito, que vai ligar o porto angolano às regiões mineiras da República Democrática do Congo. Trata-se de uma rota essencial para o transporte de minerais críticos como o cobre e o cobalto, indispensáveis à transição energética europeia.

O corredor oferece também uma alternativa às vias dominadas pela China, ao mesmo tempo que promete estimular a industrialização local e reduzir a exportação de matérias-primas em bruto. As empresas francesas dos sectores ferroviário, energético e de engenharia acompanham o projecto com interesse.

A cooperação franco-angolana abrange ainda a segurança marítima no Golfo da Guiné, uma das zonas mais sensíveis do mundo no que respeita à pirataria e ao tráfico ilegal, e o sector energético, onde Angola procura diversificar-se para além do petróleo, investindo no gás, na energia solar e no hidrogénio verde. A França quer reforçar a sua presença nestas áreas, reforçando um diálogo que considera estruturante para o futuro da relação bilateral.ANG/RFI

 

              Bélgica/UE critica plano de paz dos EUA para a Ucrânia

Bissau, 20 Nov 25 (ANG) - A paz na Ucrânia não pode ser feita sem os europeus e os ucranianos, defendeu nesta quinta-feira, 20 de Novembro, a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, reagindo ao novo plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, que inclui a cedência de território ucraniano à Rússia.

As autoridades ucranianas anunciaram, na noite de quarta-feira, 19 de Novembro, que receberam uma proposta de um plano de paz, feita pelos Estados Unidos da América, que inclui a cedência de território à Rússia, nomeadamente as porções que Moscovo anexou, e a redução do exército ucraniano para 400 000 pessoas.

O Governo da Ucrânia foi informado do plano americano, mas não sabe se este tem o apoio do Presidente dos Estados Unidos ou se a iniciativa é do círculo íntimo de Donald Trump.

Em declarações aos jornalistas, a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, rejeitou um plano de paz para a Ucrânia que não tenha o acordo do país invadido e a participação da União Europeia, recordando Washington de que «há um claro agressor e uma vítima».

Por seu lado, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, reiterou que os ucranianos «recusam qualquer tipo de capitulação», sublinhando que os europeus defendem o princípio de uma paz «justa» «duradoura».

Também o homólogo alemão, Johann Wadephul, afirmou que «todas as negociações relativas a um cessar-fogo, bem como quaisquer outros desenvolvimentos pacíficos na Ucrânia, só podem ser discutidas e negociadas com a Ucrânia. E a Europa deve estar envolvida». Já o responsável pela diplomacia polaca, Radoslaw Sikorski, insistiu que a prioridade é reduzir a capacidade da Rússia de causar danos.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados da União Europeia reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir os últimos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, nomeadamente o plano de paz apresentado ao Governo de Volodymyr Zelensky pela Casa Branca, que inclui a cedência a Moscovo de território ocupado pela Rússia desde Fevereiro de 2022.

O encontro acontece numa altura em que Moscovo intensificou os bombardeamentos a áreas residenciais e infra-estruturas energéticas, coincidindo com a chegada do inverno, e em que um escândalo de corrupção abalou o Governo ucraniano.ANG/RFI

 

    EUA/Donald Trump defendeu Mohammed bin Salman no caso Khashoggi

 Bissau, 20 Nov 25 (ANG) - O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman realizou a sua primeira visita a Washington desde 2018, ano em que acabou por falecer o jornalista Jamal Khashoggi, que residia nos Estados Unidos e criticava o poder saudita.

A visita oficial do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman aos Estados Unidos, em que vários acordos foram assinados, nomeadamente em relação ao nuclear civil, à defesa e à venda de aviões de caçafoi marcada por uma pergunta de uma jornalista do canal televisivo ABC sobre o assassínio do jornalista Jamal Khashoggi.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acabou por defender o príncipe herdeiro na sua resposta.

Está a falar de alguém que foi extremamente controverso para muitas pessoas. Que goste ou não de Mohammed ben Salman, ocorreram certas coisas, mas ele não sabia de nada. Acho que podemos ficar por aqui, não pode incomodar o nosso convidado com perguntas deste género”.

O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman também fez questão em responder e afirmou que foi um episódio “doloroso” para a Arábia Saudita.

Permita-me responder Senhor Presidente. É muito doloroso ouvir isto, pessoas que perderam a vida sem nenhuma razão ou sem ser por algo ilegal, foi doloroso para nós na Arábia Saudita. Nós tomámos todas as medidas necessárias para a investigação e melhorámos o nosso sistema para que nunca mais isso se reproduza. É doloroso, é um enorme erro e fazemos o nosso melhor para que isso não volte a acontecer”.

Recorde-se que o corpo de Jamal Khashoggi nunca foi encontradoRiade admitiu que o jornalista foi assassinado por agentes sauditas agindo por conta própria. Houve um julgamento em que cinco sauditas foram condenados à morte e três outros a penas de prisão, sendo que as penas capitais não foram executadas.

De notar que a viúva, Hanan Elatr Khashoggi, nas redes sociais, afirmou que, se o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman pede desculpas, tem de a encontrar, apresentar-lhe directamente as desculpas e indemnizá-la pela morte do marido.

Donald Trump, Presidente norte-americano, recebeu o príncipe herdeiro saudita na Casa Branca e também, noutra declaração, parabenizou-o pelo balanço “incrível no que diz respeito aos direitos humanos”.

De referir que o antigo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, não mantinha boas relações com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. ANG/RFI

 

                  Ucrânia/Nações Unidas condenam ataques russos

 
Bissau, 20 Nov 25 (ANG) - Os ataques russos de terça-feira, provocaram pelo menos 25 mortos e mais de cem feridos na Ucrânia, atingindo sobretudo Ternopil e Kharkiv.

A ONU condenou firmemente a ofensiva, denunciando a destruição de casas, escolas, unidades de saúde e infraestruturas energéticas, num momento em que as temperaturas já descem abaixo de zero.

Para as Nações Unidas, os ataques a civis violam o direito internacional humanitário.

Segundo as autoridades locais, Ternopil foi uma das zonas mais afectadas: um prédio ficou destruído, causando a morte de 25 pessoas, entre elas três crianças, e deixando mais de setenta feridos. Em Kharkiv, no leste ucraniano, vários bairros foram atingidos, resultando em cerca de meia centena de feridos.

A ofensiva, que incluiu o lançamento de centenas de drones e dezenas de mísseis contra diferentes regiões, destruiu infraestruturas energéticas, provocando cortes de electricidade quando se fazem sentir temperaturas negativas. Esta situação agrava a vulnerabilidade de milhões de pessoas, sobretudo idosos, crianças e famílias deslocadas que dependem de sistemas de aquecimento e serviços básicos.

Em comunicado, o coordenador humanitário da ONU para a Ucrânia, Matthias Schmale, lamentou o impacto devastador dos estragos sobre a população, sublinhando que instalações de saúde e educativas foram atingidas. Reforçou ainda que o direito internacional humanitário proíbe de forma inequívoca ataques contra civis e infra-estruturas essenciais, acrescentando que estes nunca podem ser considerados alvos legítimos.

A reacção internacional segue a mesma linha de condenação, recordando que a persistência de ataques contra áreas residenciais pode configurar violações graves susceptíveis de investigações futuras. Enquanto o país enfrenta a aproximação do inverno e a pressão sobre o seu sistema energético, cresce o apelo a um reforço do apoio humanitário e à implementação de mecanismos eficazes de protecção da população.ANG/RFI