terça-feira, 26 de julho de 2011

Negocios


Delegação do Fórum de Cooperação China/países de língua portuguesa visita o país

Bissau, ANG - O governo guineense esteve reunido dia 24, com uma delegação do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre China e Países da Língua Oficial Portuguesa, que se encontra de visita de três dias a Guiné-Bissau.

Ministra da Economia, ladeada por Chang Hexi
A presença desta delegação, composta por duas dezenas de personalidades e conduzida pelo Secretario Geral do Fórum, visa reforçar as transacções comerciais entre empresas chinesas e o sector privado dos países africanos, especialmente o da Guiné-Bissau, assim como aumentar o fluxo de investimento.

Justificando a presença desta missão, o Primeiro-ministro, que presidiu o encontro, lembrou que aquando da participação do governo na conferência ministerial do fórum que decorreu em Macau o seu homólogo chinês havia anunciado varias acções e financiamento no montante de um milhar de dólares para implementação de alguns projectos.

“Neste momento, 6 destas medidas já foram implementadas”, vangloriou-se Carlos Gomes Júnior, para acrescentar que a delegação se encontra no país justamente para discutir com o governo e a Câmara de Comercio, Industrial, Agricultura e Serviços (CCIA) na identificação de novos projectos que devem ser rapidamente viabilizados.

No quadro de iniciativas que poderão ser contempladas durante a discussão estão a modernização da rede da empresa de telecomunicação guineense – Guiné-Telecom e Guiné-Tel – cujo acordo havia sido assinado com uma empresa chinesa na aludida reunião de Macau e um outro para a viabilização da barragem da localidade de Saltinho, de maneira a melhorar a produção e distribuição da corrente eléctrica.

“Existem financiamentos para compra de materiais hospitalar. Portanto, são estas as acções que devem ser rapidamente dinamizadas para se puder utilizar as respectivas linhas de crédito”, estimou Carlos Gomes Júnior.

Por seu lado, o Secretário Permanente do Fórum para a Cooperação Económica entre China e Países lusófonos disse que esta deslocação se enquadra no programa de actividades anual da organização.

“Também viemos para conhecer melhor a situação comercial da Guiné-Bissau e estabelecer contactos com as autoridades e instituições ligadas as áreas económica e comercial”, explicou Chang Hexi que adianta que a possibilidade de estabelecimentos de parcerias para um investimento no país é positivo.

O responsável chinês disse que depois do encontro que a delegação teve com o governo conseguiu recolher várias informações que qualificou de “favoráveis e valiosas” e prometeu apresentar estas informações sob forma de projectos aos empresários chineses.

Para concluir Chang Hexi disse que o novo código de investimento que o país dispõe vai facilitar o investimento estrangeiro e aproveitou para agradecer o executivo pela ajuda e apoios ao fórum ao longo destes anos.

A ministra da Economia, do Plano e Integração Regional considerou esta visita de oportunidade para captar investimentos chinês e não só, e anunciou que o país já esta a registar Intensos incrementos das relações comerciais com países como Angola, Cabo-verde e China.

“Esperamos que com este instrumento as mesmas vão tornar ainda maior”, disse Helena Nosoline Embalo que olha para este fórum como forma de consolidação das relações, estabelecimentos de parcerias, captar investimentos e dinamizaras relações económicas e comerciais entre sectores privados dos países membros desta organização.

Ao responder sobre as perspectivas que a Guiné-Bissau pode oferecer a um investidor estrangeiro, a ministra apontou a estabilidade politica e macroeconómica no país, a existência de um quadro regulamentar e legislativo moderno, o qual se tem vindo a aperfeiçoar, assim como a adaptação do novo código de investimentos, com um quadro de incentivo bastante atractivo e adopção do regime geral da parceria publico/privada, para permitir a captação de investimentos, “know-how” de tecnologias nos sectores em que o Estado pode ter algumas carências em termos de recursos financeiros.

As duas partes no encontro de trabalho
Helena Nosoline Embalo prosseguiu dizendo que o governo se encontra empenhado na liberalização de sectores importantes da economia nacional, nomeadamente o das telecomunicações e energia.

“Existem de momento investimentos de grande vulto na área da construção civil, do porto de Buba, de grandes infra-estruturas não só no domínio portuário, mas também no rodoviário”, constatou a Ministra da economia que acrescentou que o país possui um potencial agrícola, turístico muito bem conhecidos e apreciados. E evocou as facilidades que o executivo fez ao introduzir o guichet único de formalização de empresas no quadro de atracção de investimentos estrangeiros.

O sector privado presente no encontro, através do empresário Jorge Mandinga manifestou-se satisfeito com a vinda desta delegação e destacou estar a fazer diligencias para atrair investimentos de colegas chineses no país nas ares do Turismo, Agricultura e Energia.


ANG/JAM

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Agricultura

MADR classifica arroz como produto estratégico para combate a pobreza

Bissau, ANG – O arroz é um produto estratégico de grande importância para o combate a pobreza, tanto quanto o caju no contexto guineense, pelo que, por excelência, os dois alimentos constituem factores da paz civil e social.

A constatação é do Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural quando discursava na cerimónia de entrega de 9 tractores, igual número de viaturas dupla cabine, um conjunto de moto-cultivadoras e diferentes alfaias agrícolas, financiados pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) num montante superior a 1 bilião de francos CFA.

O fornecimento destas matérias veio na sequência no programa de emergência e de apoio a segurança alimentar desenhada pelo governo, através do Ministério da Agricultura para melhorar a produção agrícola na Guiné-Bissau.

“A insuficiência na produção do arroz, alimento base para cerca de 95 por cento da população guineense e que representa 65 % do seu consumo calorífico, constitui uma das maiores contingências para o nosso desenvolvimento sócio económico”, lastimou Barros Bacar Banjai.

O ministro sublinhou que apesar de condições edafo-climaticas e potencialidades agro-silvo-pastoris e recursos halieuticos de que dispõe, a situação alimentar actual da Guiné-Bissau é globalmente precária.

“A pobreza constitui causa primária da insegurança alimentar, pois ela é mais preponderante em zonas rurais onde vivem cerca de 75 por cento da população guineense”, indicou Barros Bacar Banjai, que acrescentou que a tal precariedade “quase permanente” tem efeitos variáveis de uma zona agro-ecologica à outra com maior envergadura entre meses de Julho a Setembro.

O Ministro assumiu que a insegurança alimentar manifesta-se sob forma conjuntural e estruturas, consubstanciando por um lado uma ruptura momentânea de equilíbrio entre as disponibilidades alimentares e as necessidades de consumo.

Por outro lado, prosseguiu aquele governante, a incapacidade permanente de produzir o necessário e/ou aceder a alimentos essenciais para satisfazer as necessidades alimentares e nutricionais de base.

Assim, para fazer face a esta situação, que qualificou de “grandes fragilidades do país”, o MADR informou que o executivo, através do seu pelouro, se engajou em materializar as políticas e estratégias consagradas na Carta Politica de Desenvolvimento Agrário, cujos principais eixos programáticos estão traduzidos no Plano Nacional de Investimento Agrário e Inscritos no DENARP II.

“Tais factos perspectivam um crescimento acelerado da economia tendo como um dos pressupostos o desenvolvimento de uma agricultura susceptível de garantir a segurança alimentar da população nacional assim como preservar o ecossistema, através de adopção de sistemas de produção agrícola mais sustentável”, estimou Barros Banjai.

Entretanto, por ser uma realidade irrefutável, as mudanças climáticas trazem graves problemas para a agricultura e segurança alimentar, mormente nos países em vias de desenvolvimento, particularmente em África, lembrou ainda o Ministro da Agricultura.

De acordo com este governante, as mudanças climáticas fazem recuar “os nossos” horizontes de planificação uma vez que exercem um impacto directo sobre a produção alimentar modificando as condições agro-ecologicas e com efeitos indirectos sobre o crescimento e a partilha de rendimentos.

“É necessário, por isso, repensar, a todos os níveis, os paradigmas actuais do desenvolvimento”, desafiou a concluir o Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Barros Bacar Banjai.

ANG/JAM

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Agricultura : Para combater a insegurança alimentar

Governo perspectiva mecanizar agricultura para garantir auto-suficiência e vender excedentes
Bissau, ANG – O Primeiro-ministro guineense defendeu que a agricultura guineense, que é tradicional e de subsistência, deve passar, paulatinamente, para uma lavoura mais produtiva e competitiva, visando não apenas o consumo familiar, mas criar excedentes para colocar no mercado.

Troca do convenio de entrega entre MADR e Rep. do BOAD
Carlos Gomes Júnior falava na cerimónia de entrega de 9 tractores, igual número de viaturas dupla cabine, um conjunto de moto-cultivadoras e diferentes alfaias agrícolas, financiados pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), num montante superior a 1.5 bilião de francos CFA.
O fornecimento destas matérias veio na sequência do programa de emergência e de apoio a segurança alimentar desenhada pelo governo, através do Ministério da Agricultura para melhorar a produção agrícola na Guiné-Bissau.
“A par desta agricultura familiar, que encorajamos, estamos a apostar seriamente na produção moderna, encarada numa perspectiva industrial e complementar aquela”, informou o chefe do executivo que evocou o projecto AGROGEBA como comprovativo de que a modernização produtiva pode trazer resultados encorajadores e muito produtivos.
Depois de reconhecer que a agricultura constitui principal alavanca do desenvolvimento nacional, susceptível de criar empregos e apoiar outros sectores, o Primeiro-ministro prometeu investir no sector, através de criação de infra-estruturas de apoio a produção, nomeadamente, ordenamentos hidroagrícolas, reabilitação de pistas rurais, aquisição de equipamentos e sementes melhoradas, entre outros.
Carlos Gomes Júnior explicou que a preocupação de minimizar os esforços desprendido pelos produtores, com a distribuição destes materiais e equipamentos que se vai efectuar, inscreve-se no quadro dum programa elaborado pelo governo para lutar contra a insegurança alimentar e a fome.
“Por isso vamos continuar a mobilizar recursos para desenvolver o sector agrícola”, sublinhou o chefe do executivo guineense que prometeu cumprir o chamado Engajamento de Maputo, que consiste na atribuição de 10 por cento de Orçamento geral de Estado de cada país africano a agricultura.
A concluir, advertiu que “temos de produzir o suficiente para nos alimentarmos”, uma vez que lembrou que a máxima do líder fundador da nacionalidade era “a agricultura é a base da economia nacional”.
PM ensaiando um dos tractores
Por sua vez, O Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural defendeu que a agricultura e a segurança alimentar deveriam figurar no centro do esforço do desenvolvimento durável e luta contra a pobreza.
Por estas razões, prosseguiu Barros Bacar Banjai, o executivo formulou duas estratégias para o sector agrícola e rural, nomeadamente de urgência face a escassez alimentar, através de fornecimento de sementes melhoradas e insumos agrícolas.
Ainda definiu-se também a estratégia de investimento e de apoio ao reforço de capacidades dos agricultores, das organizações camponesas de base, com vista a torna-los mais resilientes, assistindo-os na recuperação de bases de produção.
“É neste contexto que o país acabou por beneficiar deste apoio do BOAD em materiais e equipamentos agrícolas”, frisou o Ministro da Agricultura, que prometeu fazer uso “modesto e parcimonioso” dos meios de produção entregue a instituição que dirige.
Barros Bacar Banjai indicou que esta maquinaria vai permitir as famílias produtoras a aumentarem as suas áreas de produção tradicional em mais de 3 hectares, melhorar as condições de processamento dos cereais e aliviar, sobretudo as mulheres que levam até 3 messes em operações de debulha e descasque de arroz.
Defendeu que o essencial é a introdução da mecanização agrícola, o que vai permitir a saída da agricultura de subsistência e de precariedade alimentar para a de mercado. “É esta abordagem tecnológica que vai libertar mão-de-obra das tarefas mais cansativas e menos produtivas para aplicar nas áreas em que pode fazer diferença”, acrescentou.
Para ilustrar a importância de mecanização agrícola, o ministro aludiu o exemplo seguinte; o tractor agrícola é um elemento essencial em qualquer programa de combate a fome e a pobreza, pois se ela for equipada de respectiva alfaia, pode preparar 5 hectares de terra com três passagens num único dia.
“Para fazer o mesmo trabalho no mesmo tempo, seriam necessários mais de 200 indivíduos”, mencionou o Ministro da Agricultura que enumerou as qualidades positivas desta engenhoca como a mais rápida, eficiente, perfeita e mais produtiva e rentável.
O Ministro que não deixou de agradecer o BOAD pelo apoio concedido, referiu as questões de barragens, nivelamento de solos agrícolas, como factores indispensáveis para a cultura do arroz e lembrou que o país atravessa enormes dificuldades na sua luta pela promoção do progresso que tanto se almeja
“É Nossa convicção de que com o esforço de todos, a Guiné-Bissau não só poderá atingir a auto-suficiência alimentar a médio termo, mas sobretudo, recuperar o seu estatuto de exportador de arroz e outros produtos agrícolas”, estimou Barros Bacar Banjai questionando se tal feito foi possível antes, porque é que não pode ser feito hoje?
Por fim, o representante residente do BOAD considerou que a entrega destes materiais e equipamentos irão ajudar na campanha agrícola 2011/2012 e subsequentes e avisou para combater a insegurança alimentar é necessário melhorar o potencial da produção local de cereais.
O acto foi assistido pelos membros do governo, corpo diplomático acreditados no país e foi antecedido pela apresentação de peças teatrais do agrupamento cultural “Netos de Bandim”.
ANG/JAM













quinta-feira, 21 de julho de 2011

Politica



PM Exige MP abertura de Inquérito Sobre Violência Durante Marcha da Oposição

Bissau, ANG – O Primeiro-Ministro exigiu ao Procurador-Geral da República (PGR), a abertura de um inquérito para apuramento dos responsáveis pelo arremesso de pedras contra um familiar de Carlos Gomes Júnior, durante a marcha organizada terça-feira pelos partidos da oposição.

Em comunicado à imprensa, o chefe do governo disse condenar “o clima de ódio e violência” dos promotores da marcha que alegadamente teriam usado palavras de ordens insultuosas e anti-democráticas,

Carlos Gomes Jr.
Segundo informações recolhidas pela ANG, teria sido a altura da dispersão da marcha que um grupo de indivíduos participante arremessaram pedras contra a esposa do PM, acto que o gabinete da prematura qualificou de “atitude clara de provocar ofensas corporais graves” contra a mesma”.


O documento prossegue afirmando que tais atitudes são susceptíveis de provocar uma deriva grave na ordem política e social no país e põe em causa os esforços e sacrifícios que o povo da Guiné-Bissau vem consentindo para salvaguardar a estabilidade e a paz reinantes.

A nota condena o facto dos participantes na marcha, por supostamente “enveredaram pelo caminho de insulto fácil e cobarde, enlameando o nome de figuras de Estado e simples cidadãos, sem o menor dos fundamentos, apenas movidos pela ânsia do poder”.

O documento exige ainda ao PGR como representante do Ministério Público e titular de acção penal, que abra inquéritos que visem o apuramento das graves acusações dirigidas ao Primeiro-Ministro, que se reserva o direito de perseguir criminalmente os autores de tais acusações, que (…) mais não pretendem do que atingir o poder de forma inconstitucional e anti-democrática.

“O Gabinete do Primeiro-Ministro, através do seu comunicado de imprensa, assegura a todo o povo da Guiné-Bissau que não existe e nem existirá nenhuma acusação formal contra Carlos Gomes Júnior pela prática de crimes de sangue”.

ANG/ÂC

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cooperação Guiné-Bissau/Brasil




Visita do MNE Brasil: Brasília apoia Bissau na industrialização de processamento de caju

Bissau, ANG - O ajustamento complementar do acordo técnico e científico entre a Guiné-Bissau e o Brasil para o projecto de implementação e implantação de unidade de processamento do pedúnculo de caju e outras frutas tropicais no país, foi hoje rubricado entre as autoridades dos dois Estados lusófonos.

Os dois Ministros no acto da assinatura
O documento foi rubricado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Adelino mano Queta e pelo seu homólogo brasileiro, António Patriota que a frente duma delegação de 3 pessoas se encontra de visita de 24 horas ao país para analisar com as autoridades nacionais aspectos relacionados com o reforço da cooperação em áreas de interesse comum.

Foi o ministro brasileiro que avançou com a explicação sobre o teor do acordo que versa sobre a cooperação na área do aproveitamento do caju, que presume seja produto estratégico para a economia da Guiné-Bissau.

“Estamos nos aparelhando para poder prestar uma cooperação mais focalizada aos esforços guineenses para o desenvolvimento na área agrícola”, ressalvou António Patriota que disse aproveitar sua estada para agradecer o país pelo apoio dado e que permitiu na escolha do seu compatriota, José Graziano da Silva para o cargo de Director Geral do FAO.

Sobre este aspecto disse acreditar que pelo facto de ter a sua frente um brasileiro como Director Geral FAO, uma pessoa que caracterizou de “sensível ao potencial e necessidades do continente africano, particularmente, de países como a Guiné-Bissau”, pode-se beneficiar de apoios multilaterais da ONU aos esforços de desenvolvimento na área da agricultura.

António Patriota elogiou a qualidade da castanha de caju guineense, afirmando que o país já é um exportador muito importante no contexto mundial e defendeu que este produto deve ser processado localmente antes de ser vendido “in natura” como tem sido caso até aqui.

Disse que as perspectivas económicas da Guiné-Bissau são muito promissoras, com um crescimento acima dos 4 por cento e baixa inflação, pelo que exortou que a estabilidade politica seja a tónica daqui para a frente. 

“Foi com este objectivo que o Brasil lidera os esforços da Comissão da Construção da Paz da ONU e deseja ampliar sua cooperação nas áreas da Defesa, Segurança, Saúde, Formação Profissional e industrialização do processamento de caju”, palavras do Ministro das Relações exteriores brasileiro.

Por seu lado o seu homologo explicou que o ponto essencial do projecto ora rubricado é a Fundação Bartolomeu Simões Pereira, que apoia o sector industrial do país, que em colaboração com o Ministério do Comercio, via levar avante o funcionamento do mesmo.

PM oferece pano de pente ao diplomata brasileiro
“Estamos todos de parabéns”, vangloriou Adelino mano Queta, que sublinhou que 90 por cento da castanha que é produzida no território nacional é directamente exportado “in natura”, pelo que com este acordo uma parte significativa deste produto passa a ser processada localmente.

Das vantagens colaterais, segundo enumerou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, com a implementação deste acordo, diminuir-se-á o desemprego entre a camada juvenil. 

Na ocasião o diplomata brasileiro foi distinguido com um pano de pente pelo Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que assistiu a cerimónia de assinatura do acordo em epígrafe.

Durante sua estada no país, António Patriota vai manter encontros com o Presidente da Assembleia Nacional Popular e com o Representante especial do Secretario Geral da ONU no país.

ANG/JAM

Para garatia da Segurança Alimentar


Militares prometem produzir 42 toneladas de arroz este ano

Bissau, ANG - No âmbito da segurança alimentar e face a subida de preços dos produtos da primeira necessidade na Guiné-Bissau, os militares prometem produzir 42 toneladas de arroz na presente campanha agrícola.
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A garantia foi dada pelo chefe da Repartição Agrícola e Divisão de Serviços de Estado Maior General das Forças Armadas numa visita realizada este fim de semana a dois campos agro-industrial situados nas localidades de Salato e Famandinga ambos no Sector de Bambadinca, região de Bafatá.

Manuel da Costa disse que o país está a viver momentos de paz e os militares estão envolvidos no processo de desenvolvimento económico. No seu entender, a produção agrícola e engenharia militar são as áreas em que os militares podem ajudar o governo em garantir a segurança alimentar até 2015, tendo em conta os Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento (ODM).

Aquele oficial militar assegurou ainda que as forças armadas precisam no mínimo de 10 tractores, para cultivar os seus três campos agrícolas num total de 986 hectares, que vão ser divididos de seguinte forma; três para o campo agro-industrial de Salato, três para agropecuária de Famandinga e quatro para Bedinca Na Nhasse.

Da Costa salientou que as forças armadas dispõem ainda de um outro campo no sul do país, denominado de Nhacuba, e que neste momento não está a ser cultivado divido a falta de materiais agrícolas. Manifestou a vontade da classe castrense em produzir, mas lamentou a falta de apoios e meios materiais.

“O Governo nunca inclui as actividades produtivas, de saúde e engenharia no orçamento do Estado das forças armadas. Nesta perspectiva somos obrigados a elaborar projectos e a apresentar ao ministro da Defesa, e este por sua vez entrega-o ao da Economia no quadro de Programa de Investimento Público “explicou Manuel.

O chefe da Repartição Agrícola do Estado Maior afirmou que este ano apresentaram três projectos para os seus campos agrícolas bem como para o de Ilondé, na região de Biombo, onde perspectivam a produção e a criação de gados bovinos e ruminantes para alimentação das forças armadas.

Os três projectos calculados em 47 milhões de Cfa, foram financiados mas, infelizmente, o Ministério da Defesa emprestou esse dinheiro para assegurar a alimentação dos militares. Exigiu a devolução do dinheiro o mais tardar até o próximo ano.

Por seu lado o chefe do campo agro-industrial de Salato, informou que o mesmo ocupa uma área de 200 hectares, e nele é praticado diversas culturas desde arroz, banana, entre outras.

Acrescentou que actualmente no campo só se cultiva a mandioca, milho e abóbora numa área de 16 hectares e falta os 184 hectares destinados para o cultivo do arroz e cana-de-açúcar.

Por isso exortou o governo em apoiá-los com os materiais necessários para a agricultura, porque estão determinados em demonstrar que são capazes de contribuir para garantir a segurança alimentar e erradicar a pobreza.

“Queremos que o povo saiba que não só conhecemos as armas, mas também podemos contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar da sociedade guineense em geral”, frisou.

Entre outras ajudas solicitadas, o tenente Honório Djassi evoca a construção de um posto de saúde na secção, meios de transporte e melhoria de condições da estrada.

“ Se o governo apostar e apoiar os militares nas suas actividades agrícolas pode reduzir as despesas em alimentos das forças armadas ”aconselhou.

O campo agro-industrial de salato foi criado pelo ex-Presidente da Republica Luís Manuel Cabral e a principal actividade agrícola é a produção de cana-de-açúcar, que depois é transformado e vendido pelo Ministério da Defesa. O dinheiro é revertido para financiar todas as actividades das forças armadas guineenses, mas também é produzido o arroz, banana e mandioca.
O campo agropecuária de Bidenga na Nhasse, secção de Piche, região de Gabu, foi fundado em 1982, com o objectivo de produção de arroz e criação de gados bovinos, mas isso não está a acontecer e actualmente limita-se a produção de arroz numa extensão de 500 hectares.

Explicou que, Já o campo agropecuária de Famandinga criado pelos portugueses em 1952,divido em duas partes, uma para a produção dos comandos africanos e outra para a produção de cereais que serve de alimentação para os soldados portugueses durante a guerra de libertação nacional.
Depois da independência os portugueses abandonaram o campo e foi recuperado pelas forças armadas guineenses em 1985 com o objectivo de manter o projecto de Amílcar Cabral que é o militante número um do PAIGC.

“Neste campo de Famandinga temos quatro tractores de tipo MS 304, mas só dois é que estão a funcionar em pleno, com o apoio do Ministério da Agricultura no quadro da cooperação entre o governo da Guiné-Bissau e seu congénere da China” explicou.

Questionado sobre a capacidade actual de produção, o engenheiro disse que os três campos estão a funcionar a meio gás e a produção não é suficiente para alimentar as forças armadas, mas prometeu que este ano vão produzir 42 toneladas de arroz, resultado do aumento da área cultivada em relação ao ano passado, em que produziram 7 toneladas.

Disse que vão superar esta quantidade porque cultivaram uma área de 22 hectares, num campo de 286 hectares.

Interrogado sobre a situação sanitária dos militares que labutam nos referidos campos, apontou a falta de posto de saúde, pessoal médico e meio de transporte como grandes obstáculos neste domínio.

“Em caso da doença somos obrigados a percorrer 20 km até Bambadinca, através da motorizada, para que a pessoa possa receber tratamento médico.

ANG/ LPG