sexta-feira, 27 de março de 2020

Media


Direcção Executiva da Rádio Capital FM denuncia o que diz ser “tentativas de silenciar a estação”

Bissau,27 Mar 20(ANG) – “A rádio Capital FM acaba de ser, mais uma vez , atacada por um grupo de pessoas armado, não identificado, mas com uniforme militar”,denunciou o Adjunto Director Executivo desta estação emissora privada numa conferencia de imprensa.

Sumba Nansil considera o acto de covarde, que aconteceu pouco mais das 23
horas, do dia 24 de março, vitimando o seu jornalista, Serifo T. Camará, que acabava de editar o último jornal da noite.

“É bom dizer que a situação não é nova. Mudou-se apenas o modus operandi. Até aqui eram ataques verbais, tentativas de intimidações por vias judiciais, através de sucessivas notificações/queixas que a direção da Rádio Capital tem assistido nos últimos tempos”, explicou Sumba Nansil.

Informa que, em face desta “condenável realidade”, não tem outra interpretação, se não afirmar, perentoriamente, que se trata de uma “tentativa de silenciar” uma das mais activas rádios da Guiné-Bissau, cuja missão assenta e assentará apenas na verdade e no rigor de informação.

“Com o agravar da situação, viemos, por este meio, não só denunciar a perseguição de que estamos a ser alvo, desde 2017, por parte do então Primeiro-ministro, hoje autoproclamado Presidente da Republica”, disse Nansil.

Recordou que, na cronologia dos factos recentes,  durante uma semana, três dos jornalistas da Rádio Capital FM, foram chamados à justiça, “numa estratégia única de fazer-nos calar e submeter-se ao silêncio absoluto”, quando o povo augura pela liberdade e autodeterminação.

“Tal como havíamos referido, a Direção da Rádio Capital FM, renova ao conhecimento de todos os guineenses que esses condenáveis actos praticados por homens armados e com fardamentos militares, que põem em causa a integridade física de todo o pessoal, sejam levados  em conta e os seus presumíveis autores responsabilizados judicial e criminalmente”, disse..ANG/ÂC//SG

Ambiente





Bissau,27 Mar 20(ANG) - O ministro do Ambiente e da Biodiversidade alertou que a degradação do ecossistema de mangal e das florestas têm contribuído no aumento do fenómeno da erosão no país.

Viriato Cassamá falava no âmbito da cerimónia de entrega de vários lotes de materiais que a direcção-geral do ambiente e da agricultura recebeu por parte do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP) através da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Os donativos financiados pelo Fundo Mundial de Ambiente foram doados no quadro do projecto de protecção e restauração de mangais e paisagem produtiva para fortalecer a segurança alimentar e mitigar os efeitos das alterações climáticas .

“A Guiné-Bissau é considerada um dos países mais vulneráveis ao impacto das alterações climáticas devido a sua baixa costa,  irregularidade do regime da chuva e aumento da temperatura associada a fraca capacidade técnica e tecnológica, e ao défice de meios financeiros para fazer face aos problemas decorrentes dessa inegável realidade”, diz o governante.

Adiantou que os aumentos dos fenómenos da erosão e da segmentação devido a degradação do ecossistema de mangais e das florestas têm contribuido para o aumento do fenómeno da erosão associada a má gestão de água de cultivo de arroz, que ameaça a subsistência das comunidades locais.

A  ocasião serviu  para o ministro do Ambiente e da Biodiversidade pedir o respeito na aplicabilidade de medidas de prevenção contra o coronavírus que assola o mundo.


O director-geral do IBAP, Justino Biai defendeu a valorização de mangais assim como a sua protecção sobretudo no contexto da alteração climática.

“Hoje cada vez mais, estamos a descobrir o papel económico e social do mangal, o que aumenta a sua importância. Por isso, é imperioso a valorização sistemática de mangal e por outro lado, devemos protegê-lo porque joga um papel de grande importante sobretudo neste momento em que deparamos com mudanças climáticas”, advertiu Justino Biai. ANG/Rádio Sol Mansi


Covid-19




Bissau,27 Mar 20(ANG) - O economista guineense Paulo Gomes e a epidemiologista Magda Robalo disseram à Lusa estar disponíveis para integrar qualquer equipa nacional para enfrentar o que consideram de "guerra contra a doença" que já contaminou duas pessoas no país.

Antigo candidato à presidência do país, Paulo Gomes, que se encontra atualmente fora da Guiné-Bissau, disse à Lusa estar pronto para, nos próximos dias, regressar e ajudar a "fazer avançar a iniciativa corajosa e proativa" de Idrissa Djaló, líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), que propôs um pacto entre guineenses para lutar contra a pandemia da covid-19.

Segundo Djaló, o pacto que propôs em carta aberta não só serviria para dar resposta aos problemas económicos, sociais e políticos, mas sobretudo respostas à pandemia do novo coronavirus.

O líder do PUN entende que com o pacto seria dada uma trégua às querelas políticas, que disse estarem a dificultar a assistência ao país por parte dos parceiros da comunidade internacional.

Aristides Gomes, primeiro-ministro do Governo saído das eleições legislativas, mas entretanto demitido pelo autoproclamado Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, saudou a ideia de Idrissa Djaló, mas mostrou-se relutante em se juntar aos que considera de "golpistas".

"A interrupção provocada pelo golpe de Estado é responsável pela rutura de uma série de medidas que estavam em curso, entre elas o combate ao COVID-19, em perfeita sintonia com as determinações da OMS e parceiros internacionais", declarou, em carta de resposta ao repto de Idrissa Djaló.

Para Paulo Gomes, "o momento não é para se falar de lutas políticas, perante a guerra que vai mudar a sociedade humana", mas de delinear estratégias para identificar melhor o vírus, que chama de inimigo, garantir a salubridade das populações guineenses e juntar as competências nacionais.

Também antigo administrador do Banco Mundial para 25 países africanos, Paulo Gomes diz ser "um grande alento" para si saber que a epidemiologista guineense Magda Robalo, ex-quadro sénior da Organização Mundial da Saúde (OMS) está disponível para abraçar a ideia de Idrissa Djaló.

"Estamos numa guerra para a qual nós não estamos minimamente preparados, mas saber que gente como a doutora Magda Robalo está pronta para abraçar a causa, é um grande alento para mim", declarou Paulo Gomes.

O economista pede aos líderes políticos guineenses que vejam "as dificuldades que países mais poderosos estão a ter" para perceberem que "o momento não é para atrasos ou hesitações, mas de juntar forças e saberes culturais locais", que acha que também poderão ajudar a enfrentar a doença.

Por seu turno, Magda Robalo, ministra da Saúde Pública do Governo de Aristides Gomes, diz que a proposta lançada por Idrissa Djaló "deve ser tomada em conta", embora recomende que seja analisada no fórum próprio, através de forças partidárias que apoiam o executivo saído das eleições de 10 de março.

Se for chamada, Magda Robalo promete dar a sua contribuição, ao lado de outras capacidades nacionais.

"Esse problema não se enfrenta apenas com o pessoal médico, mas também com logísticos, motoristas, gestores, administradores, psicólogos, assistentes sociais, sob uma liderança capaz e eficaz", enfatizou a ministra.

A Guiné-Bissau vai atravessar esta pandemia no meio de uma crise política, após Sissoco Embaló se ter autoproclamado Presidente enquanto ainda decorre no Supremo Tribunal de Justiça um recurso do candidato Domingos Simões Pereira, que alega irregularidades nas eleições de 29 de dezembro.

Depois de ter tomado posse, Embaló nomeou um Governo, liderado por Nuno Nabian, que ocupou os ministérios com apoio de militares, mas recusa que esteja em curso um golpe de Estado no país e diz que aguarda a decisão do Supremo sobre o contencioso eleitoral.

O continente africano registou até hoje 73 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.700 casos, em 46 países.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.ANG/Lusa


quinta-feira, 26 de março de 2020

Defesa e segurança


Chefe de Estado reconhece  importância da  presença da Ecomib na Guiné-Bissau

Bissau 26 Mar 20 (ANG) – O Presidente da República afirmou hoje que a Presença da Força de Interposição da Comunidade de Estados da África Ocidental denominada de Ecomib e o seu papel na estabilização politica do país foi “muito importante” e deve ser reconhecido pelos guineenses.

Umaro Sissoco Embaló proferiu estas afirmações depois de visitar os acantonamentos da Ecomib em Bairro Militar e Bissalanca disse que desde do ano 2012 esta força estacionou na Guiné-Bissau e apesar de estarem acantonados nos seus quartéis no momento pelo motivo do fim da missão ,eles não foram expulsos do país como muitos querem fazer parecer.

“Como sabem nós fazemos parte da CEDEAO e as nossas forças já estiveram em missão como estas de manutenção da paz em Libéria ,Angola ,Serra Leoa e outros e o mesmo pode vir a acontecer no futuro ,por isso estou aqui para testemunhar a minha solidariedade com as forças de Ecomib dissipar certas informados que estão a pairar sobre a nossa relação “,disse.

Questiona se a retirada da referida força vai ser uma realidade no final do mês como anunciado,Embaló lembrou que neste momento devido a epidemia de Coronavirus o as fronteiras estão fechadas e o país não esta a receber voos ,frisando que isso não é o mais importante, uma vez que não estão a ser expulsos e não há razão para alarme e a decisão vai ser tomado pelos chefes de Estados da CEDEAO .

“Eles aqui podem ser úteis em ajudar no combate a Covid-19 ,porque vai chegar altura em que só os militares é que vão tomar conta da situação tendo em conta a delicadeza da doença como está a acontecer em outros países”, disse Embaló acrescentando  que a possibilidade de declarar  situação de emergência é uma hipótese em cima da mesa e que até sábado haverá novidades.

A Guiné-Bissau confirmou quarta-feira dois casos de coronavírus em Bissau. ANG/MSC//SG

Covid-19


Materiais doados pela fundação Ali Baba e Fundação Jack Ma chegam esta tarde à Bissau

Bissau, 26 mar 20 (ANG) – O lote de materiais médico/sanitário oferecido pelas  Fundações Ali Baba e Jack Ma à todos os países africanos chegam hoje à Bissau, noticiou a Radiodifusão Nacional que cita uma fonte da embaixada da República Popular da China, em Bissau.

O donativo é constituído de  20 mil testes, 100 mil máscaras e 1000 batas médicas.
As autoridades sanitárias guineenses confirmaram quarta-feira a existência de dois caos de coronavírus em Bissau.

A situação motivou o reforço das restrições de circulação no quadro da prevenção contra a pandemia.

A partir de sexta-feira, (27) entra em vigor o funcionamento de mercados, lojas e supermercados, para efeitos de venda de produtos de primeiras necessidades entre as sete  e as 11 horas da manhã.

Nos locais de trabalho o governo determinou a redução do pessoal  em função ao mínimo necessário para que os diferentes serviços públicos se mantenham em funcionamento.
A circulação na via pública de transportes públicos ficam proibidas, salvo por questões de emergência hospitalar. Caros particulares podem circular  mas nunca com mais de três pessoas.

A restrição de circulação nas vias públicas, segundo um comunicado do Ministério do Interior, não abrange os profissionais de órgãos de comunicação social, de bancos, Finanças, farmácias e Saúde.

Entretanto uma equipa médica cubana iniciou esta quinta-feira uma campanha de sensibilização nos bairros de Bissau sobre medidas de prevenção e controlo da propagação do coronavírus, em colaboração com a comissão inter-ministerial de prevenção e combate ao coronovirus. Trata-se da Brigada médica cubana em missao na Guiné-Bissau.ANG/SG

Covid-19/Economia


 FMI e Banco Mundial defendem perdão imediato da dívida dos países mais pobres

Bissau,26 Mar 20 (ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) defenderam hoje, com efeito imediato, um perdão da dívida oficial bilateral dos países mais pobres, entre os quais estão a Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
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“Com efeito imediato, e consistente com as leis nacionais dos países credores, o Grupo BM e o FMI apelam à todos os credores oficiais bilaterais que suspendam os pagamentos das dívidas dos países [abrangidos pela] Associação para o Desenvolvimento Internacional (IDA, na sigla em inglês) que assim o solicitem”, lê-se num comunicado conjunto difundido hoje em Washington pelas duas instituições financeiras internacionais.

“Isto vai ajudar os países da IDA com necessidades imediatas de liquidez a lidarem com os desafios colocados pela pandemia do novo coronavírus e dar tempo para uma análise do impacto da crise e sobre as necessidades de financiamento para cada país”, lê-se ainda no texto.
A IDA é uma instituição que funciona no âmbito do Banco Mundial com a missão de apoiar os 76 países mais pobres, entre os quais estão todos os países lusófonos africanos, à exceção de Angola e Guiné Equatorial.

Neste apelo ao G20, o BM e o FMI apelam à estes países “que façam esta avaliação, incluindo a identificação dos países em situação de dívida insustentável, e preparem propostas para uma ação abrangente dos credores oficiais bilaterais sobre as necessidades de financiamento e de alívio de dívida nestes países”.

O grupo dos 20 países mais industrializados está esta semana a realizar um conjunto de reuniões no seguimento da pandemia da covid-19, tentando delinear um plano de ação conjunto.

“O FMI e o BM acreditam que neste momento é imperativo fornecer um sentimento global de alívio aos países em desenvolvimento, bem como um forte sinal aos mercados financeiros”, conclui-se no comunicado, que incide apenas sobre a dívida bilateral e não sobre a dívida emitida nos mercados internacionais e detida por investidores privados ou institucionais.

Dos países lusófonos, apenas São Tomé e Príncipe não tem, até ao momento, registo de contágio pelo novo coronavírus.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 19.000.

O continente africano registou 64 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.300 casos.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.ANG/Lusa


Covid-19


                         China regista 67 novos casos importados

Bissau,26 Mar 20(ANG) - A China anunciou hoje 67 novos casos da covid-19, todos oriundos do exterior, numa altura em que o país está a regressar à normalidade, após dois meses de paralisia, devido ao surto, que teve origem na província de Hubei.

A Comissão de Saúde da China indicou que, até à meia-noite na China (16:00 tempo universal de quarta-feira), morreram mais seis pessoas no país devido a infecção pelo novo coronavírus, o que fixa o número de vítimas mortais em 3.287.

Quando a doença começou a atingir o resto do mundo, muitos chineses regressaram ao país, que passou assim a registar centenas de casos oriundos do exterior.

Para impedir uma segunda vaga de contágios no país, o Governo chinês impôs uma quarentena rigorosa de 14 dias a quem entrar na China. Os voos internacionais com destino a Pequim estão também a ser desviados para outras cidades, depois de um aumento contínuo de casos importados na capital chinesa.

O número de infectados diagnosticados na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, desde o início da pandemia, é de 81.285, entre os quais 74.051 receberam alta, após terem superado a doença.

O número de infectados "activos" fixou-se assim nos 3.947, entre os quais 1.235 permanecem em estado grave.

Desde o início do surto, em Dezembro passado, 695.305 pessoas em contacto próximo com infectados estiveram sob vigilância médica, incluindo 14.714 ainda sob observação, de acordo com dados oficiais.

No dia 12, o Governo chinês declarou que o pico das transmissões terminou no país, embora tenha lançado medidas adicionais para evitar novos surtos, face ao aumento de casos "importados".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20 mil.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 240 mil casos, é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 3.434, entre 47.610 casos de infecção.ANG/Angop


Covid-19




Bissau,26 Mar 20(ANG) - Uma empresa portuguesa de importação  de medicamentos, doou ao Ministério da Saúde Pública,máscaras, luvasgel alcoólico e sabão líquido, para o combate ao novo Coronavírus.

Saegundo a Lusa, David Peixoto, administrador da empresa detida por três grupos farmacêuticos portugueses, disse que entregaram ao Ministério da Saúde guineense 32.500 máscaras, 50.000 luvas, 30 litros de gel e 15 litros de sabão líquido concentrado.

O responsável disse que a doação decorre também da responsabilidade social que a sua empresa tem para «ajudar o Ministério da Saúde na luta contra o novo Coronavírus», responsável pela pandemia de Covid-19.

David Peixoto defendeu que a sua empresa, contando com a casa mãe em Portugal, tem capacidade de, no prazo máximo de três semanas, colocar na Guiné-Bissau, cerca de 40 toneladas de materiais de proteção e de teste de infeção pelo novo Cononavírus.

A questão para David Peixoto é saber se o Ministério da Saúde guineense poderá encontrar parceiros dispostos a financiar uma operação do género.

O responsável do grupo português espera, no entanto, que os materiais agora doados sejam devidamente racionados, lembrando que a nível mundial, está difícil de encontrar, no mercado, máscaras de proteção.

David Peixoto disse também à Lusa que vai permanecer em Bissau por considerar a sua presença de fundamental para a estratégia de luta contra o novo coronavírus.

«É como se fosse uma obrigatoriedade ficar cá. Sentimos que a nossa empresa é um parceiro muito importante para o Ministério da Saúde da Guiné-Bissau, neste contexto atual», afirmou David Peixoto.ANG/Lusa


quarta-feira, 25 de março de 2020

Media


         Dois jornalistas  da rádio Capital FM ouvidos na  Polícia Judiciária

Bissau,25 Mar 20 (ANG) - Os jornalistas da rádio Capital FM, estação privada da Guiné-Bissau apresentaram-se na terça-feira na Polícia Judiciária (PJ), onde responderem à queixa de uma cidadã.

Ansumane Sow e Adão Ramalho, ambos animadores de um popular programa matinal da Capital FM.

A queixa contra os dois jornalistas foi apresentada à PJ pela cidadã guineense Salimatu Camará, que disse estar a "defender o nome e a honra do seu pai", Seco Camará, delegado da Comissão Regional de Eleições (CRE) na região de Quinará, sul da Guiné-Bissau.
Segundo Ansumane Sow, a queixosa entende que os dois jornalistas "colocaram em causa o bom nome do pai", ao terem passado uma entrevista em que a atuação de Seco Camará, enquanto agente eleitor, foi criticada.

O jornalista da Capital FM defendeu-se, frisando que "a rádio apenas emitiu uma denúncia" feita por Lamine Mané, administrador de Fulacunda, um dos setores da região de Quinará, dando a oportunidade a Seco Camará para se defender.

"A rádio emitiu as versões dos dois lados, como é obvio, mas parece que a filha de Seco Camará agora vem dizer que não demos a versão do pai dela, mas é o que vamos provar na justiça, se for o caso", afirmou Ansumane Sow.

Acompanham os dois jornalistas da Capital FM, os advogados Luís Vaz Martins, antigo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Fodé Mané, reitor da Universidade Amílcar Cabral, Victor Mbana e Roberto Indeque, ambos membros da ordem dos Advogados da Guiné-Bissau.

Na passada quarta-feira, o jornalista Sabino Santos, da mesma estação, foi ouvido no Ministério Público, no âmbito de uma queixa-crime que lhe foi movida por um dirigente partidário, sob acusação de alegada utilização indevida do "bom nome".
Santos aguarda pela decisão do Ministério Público.
ANG/Aliu Candé/site Bissau on line

Covid-19


                      Confirmados primeiro dois casos na  Guiné-Bissau

Bissau, 25 mar 20(ANG) - O Primeiro-ministro, Nuno Nabian confirmou  hoje a existência dos primeiros dois  casos de Coronovirus na Guiné-Bissau e que envolvem cidadãos expatriados da Índia e de Congo.

Os dois se encontram em quarentena sob cuidados das autoridades sanitárias. O congolês trabalha ao serviço da ONU, e se encontra isolado nas dependências desta organização mundial, em Bissau, e o congolês se encontra na sua residência.

Pessoas que terão estado em contacto com os infectados, segundo Nabiam, estão ser acompanhados pelos serviços sanitários guineenses.

A conformação de casos da pandemia ocorre numa altura em que, segundo Nabiam,  o governo aguarda  a chegada de equipamentos e materiais sanitários necessários para fazer face a pandemia de coronavírus.

Falando do assunto o Presidente Umaro Sissoco Embaló escreveu na sua página de facebook: “temos que adoptar novos comportamentos para a nossa protecção”.

Segundo Embaló, estes números podem aumentar de forma “preocupante”. “É preciso agirmos juntos para conter a propagação”, apelou.

As autoridades sanitárias da Guiné-Bissau estão a ser apoiadas na prevenção e combate a pandemia de coronavírus pela OMS, que já disponibilizou kits de diagnóstico, mas em quantidade não suficiente.

O governo, de acordo com Nuno Nabiam, está ainda a preparar o local onde pessoas contaminadas com coronavírus serão assistidas.

Chegou-se de falar da possibilidade de um antigo quartel-general das Forças Armadas, em São Vicente, norte da Guiné-Bissau ser transformado em hospital de tratamento de coronavírus.

Outra hipótese é dos infectados serem assistidos nos pavilhões, recém construídos, do Hospital Simão Mendes, em Bissau, vulgarmente chamados de  Uambo.ANG//SG



Prevenção de coronavirus


“Lavar as mãos com sabão, fundamental na luta contra pandemia está fora de alcance para bilhões de pessoas”,diz Unicef

Bissau,25 Mar 20(ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef), afirma que lavar as mãos com sabão, quando bem feito, é fundamental na luta contra o coronavirus(Covid-19), mas que milhões de pessoas não têm acesso à instalações para o efeito.

De acordo com uma nota enviada hoje à ANG, a organização  informa que segundo os últimos dados, no total só 3 em 5 pessoas no mundo têm instalações básicas  para a lavagem de mãos, acrescentando que na Guiné-Bissau, apenas 1 em cada 10 famílias dispõe de um local específico para lavar as mãos, onde se encontram água e sabão ou outro produto de limpeza.

“Enquanto a pandemia se propaga, o Unicef relembra ao público a importância da lavagem de mãos como uma medida-chave de prevenção contra Covid-19 e incita esforços renovados para fornecer acesso à mais básica intervenção de saúde pública pelo mundo”, informa a nota.

Adiantou que, em muitas partes do mundo, crianças, pais, professores, profissionais de saúde e outros membros da comunidade não têm acesso a instalações básicas para lavar as mãos em casa, em instalações de saúde, escolas ou outros lugares, de acordo com as estimativas mais recentes.

“Lavar as mãos as mãos com sabão é uma das formas mais baratas e efectivas de protecção para todos contra coronavirus, como também para muitas outras doenças infeciosas. Contudo, para bilhões, esta medida básica está fora de alcance”, disse Sanjay Wijeseca, Director de Programas do Unicef.

Acrescentou que está longe de ser uma bala mágica, contudo é importante garantir que as pessoas saibam que medidas devem ser tomadas para manter a si e suas famílias seguras, mesmo que continuemos os esforços de longa data para disponibilizar higiene e saneamento básico à todos.

“40 por cento da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas, não têm lavatório com água e sabão em casa. Quase três quartos das pessoas nos países menos desenvolvidos  não têm instalações básicas de saúde para lavar as mãos em casa”, disse o comunicado do Unicef.

Informou ainda que, 47 por cento das escolas careciam de um lavatório com água e sabão, afetando 900 milhões de crianças em idade escolar. Mais de um terço das escolas em todo o mundo  e metade das quais nos países menos desenvolvidos não têm lugar para as crianças lavarem mãos.

Segundo o Unicef, 16 por cento dos estabelecimentos de saúde ou cerca de um em cada seis, não tinham casas de banho funcionais ou instalações para lavar as mãos nos pontos de atendimento onde os pacientes são tratados.ANG/ÂC//SG

Covid-19


Unicef alerta para risco de abusos  e exploração das crianças por causa da intensificação das medidas de contenção

Bissau, 25 Mar 20 (ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou hoje as autoridades mundiais de que centenas de milhões de crianças, em todo mundo, provavelmente enfrentarão uma ameaça elevada a sua saúde e bem-estar, incluindo maus-tratos, violência baseada em género, exclusão social e separação dos seus tutores devido as acções tomadas para controlar a disseminação da pandemia do Coronavirus(Covid-19).

De acordo com uma nota enviada hoje à ANG, o Unicef apela aos Governos que assegurem a segurança e bem-estar dos menores durante intensificação da queda socioeconómica provocada pela doença, frisando que em colaboração com os parceiros da Aliança para Proteção da Criança em Ação Humanitária apoiará as autoridades e organizações envolvidas na resposta.

“Numa questão de meses, o Covid-19 deu uma reviravolta na vida de crianças e famílias pelo mundo todo, esforços de quarentena tais como o encerramento de escolas e a limitação de circulação, estão a perturbar a rotina e sistemas de suporte das crianças e igualmente estão  a adicionar também factores de stress a tutores que tenham de renunciar dos seus trabalhos provavelmente”, cita a nota.

O Unicef frisa que no passado já ocorreram taxas crescentes de abuso e exploração de crianças durante emergências de saúde pública, caso do encerramento das escolas durante o surto de Ébola na África Ocidental entre 2014 a 2016, que veio a contribuir para o aumento do trabalho infantil, negligência ,abuso sexual e gravidez na adolescência, tendo atingido 14 mil na Serra Leoa ,mais do que o dobro antes do surto.

Na missiva, a Aliança recomenda que os governos e as autoridades de protecção, tomem medidas concretas para garantir que a protecção de crianças seja parte integrante de todas as medidas de prenvenção e controlo do Covid-19, incluindo treinar os técnicos de saúde na educação e serviços para crianças sobre os riscos a protecção infantil relacionados com a pandemia.

“Treinar equipas de emergências sobre como gerir a divulgação de violência baseada em género, colaborar com os serviços de saúde para apoiar sobreviventes desse tipo de violência, aumentar a partilha de informações sobre serviços de referência e outros de apoio disponíveis as crianças e prestar assistência financeira e material as famílias cujas oportunidades de fontes de rendimento foram afectadas”,foram recomendados pela organização de defesa dos direitos das Crianças.

O documento recomenda ainda as autoridades a implementação de medidas concretas para impedir a separação de crianças das suas famílias e garantir apoio as que estão deixadas sozinhas, sem cuidados adequados devido a hospitalização ou morte de um dos pais ou tutor,bem como garantir que a protecção de todas as crianças seja levada em consideração nas medidas de controle de doenças.ANG/MSC/ÂC//SG




Covid-19


                              Cabo Verde anuncia primeira morte
Bissau,25 Mar 20(ANG) - Um turista inglêsa de 62 anos é a primeira vítima mortal da covid-19 em Cabo Verde, anunciou terça-feira o ministro da Saúde cabo-verdiano, Arlindo do Rosário, tratando-se daquele que foi o primeiro caso da doença detectado no arquipélago.
Ministro de Saúde Cabo verdiano 
 “O quadro clínico do paciente tinha vindo a agravar-se e teve o desfecho, infelizmente, na [segunda-feira], às 23:00”, anunciou o governante, recordando que aquele turista, de nacionalidade inglesa, estava internado desde o dia 19 de Março.
Em conferência de imprensa realizada terça-feira na Praia, Arlindo do Rosário explicou ainda que o acompanhante do turista inglês é outro dos casos confirmados da covid-19 em Cabo Verde, que permanece “assintomático”, juntamente com uma turista dos Países Baixos, que apresenta “um prognóstico reservado”.
O governante reafirmou que estão assim confirmados dois casos da doença em Cabo Verde, ambos detectados em diferentes hotéis da ilha da Boa Vista, que se encontra em quarentena, para conter a pandemia. ANG/Angop


Prevenção coronavirus


Ministério do Interior interdita  circulação de transportes públicos em todo o território nacional

Bissau,25 Mar 20 (ANG) – O Ministério do Interior  anunciou através de um comunicado divulgado terça-feira a interdição de circulação dos transportes públicos em todo o território nacional.

“A partir das zero horas do dia 25 de Março fica  interdita a circulação dos transportes públicos com passageiros em Bissau, e a partir das zero horas do dia 28 do corrente mês, em todo o território nacional”, refere o comunicado assinado pelo Secretário-geral do Ministério do Interior à que a ANG teve acesso.

A nota informa que a medida foi tomada no âmbito da prevenção da pandemia de coronavirus que  vem atormentando o país.

 “O Ministério do Interior, sendo a concentração das pessoas uma das situações de risco de  contágio  do Covid-19, vem por este meio lamentavelmente comunicar os proprietários dos transportes públicos, excepto os táxis, aos respectivos condutores, aos utentes da via pública e aos cidadãos em geral da interdição da circulação dos transportes públicos até a nova comunicação”, informa o Ministério do Interior no comunicado.

A Guiné-Bissau ainda não registou nenhum caso do coronavirus, contudo, o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló anunciou, na semana passada, o encerramento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, com "ressalva para questões humanitárias", nomeadamente evacuações médicas, abastecimento de medicamentos e para importações de bens alimentares de primeira necessidade.

O Governo de Nuno Nabian determinou igualmente suspender as reuniões do Conselho de Ministros e instruir a Comissão Interministerial de Acompanhamento e Prevenção do Coronavírus para criar instalações para funcionarem como centros de quarentena em caso de necessidade.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 82.500 recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.ANG/ÂC//SG
     

Saúde pública


    OMS pede que tuberculose não seja descurada em clima de pandemia

Bissau,25 Mar 20(ANG) - - A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu terça-feira às autoridades de saúde para não descurarem o tratamento das vítimas de tuberculose, que estão em risco acrescido com a pandemia de Covid-19, noticiou a Lusa.
"As autoridades de saúde devem manter o apoio aos serviços essenciais para a tuberculose, incluindo durante emergências como a Covid-19", destaca a organização no Dia Mundial da Tuberculose.
A OMS prevê que "pessoas doentes com tuberculose e Covid-19 poderão ter resultados piores no tratamento, sobretudo se o tratamento da tuberculose for interrompido".
"A pandemia de Covid-19 está a ilustrar como as pessoas com doenças pulmonares e sistemas imunitários enfraquecidos são vulneráveis", afirmou o director geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.
O responsável lembrou que "o mundo comprometeu-se a acabar com a tuberculose em 2030 e melhorar a prevenção é a chave para conseguir este objectivo. Há milhões de pessoas que precisam de ser tratadas preventivamente para evitar o aparecimento da doença, evitar o sofrimento e salvar vidas".
Os doentes com tuberculose, que tem sintomas comuns com a COvid-19, como tosse, febre e dificuldades respiratórias, devem "tomar precauções para se protegerem da Covid-19 e continuar o seu tratamento".
A OMS defende que é preciso "limitar a transmissão de tuberculose e de Covid-19 em ambientes comuns e em instalações de saúde".
Embora os métodos de transmissão das duas doenças sejam ligeiramente diferentes, aplicam-se a ambas medidas preventivas como "controlo e prevenção de infecções, etiqueta com a tosse e segregação de casos suspeitos".
Para ambas as doenças são essenciais "teste de diagnóstico fiáveis" e deve garantir-se tratamento anti-tuberculose para todos os afectados pela doença, incluindo os que estejam de quarentena por suspeita de estarem também infectados com o novo coronavírus.
A OMS afirma ainda a importância de "prevenir toda e qualquer estigmatização ou discriminação de pessoas afectadas por qualquer destas doenças, respeitando a confidencialidade e a protecção dos direitos humanos".
Estima-se que cerca de um quarto da população mundial está infectada com a bactéria que causa a tuberculose. Embora possam não estar doentes nem contagiar ninguém, estão em risco acrescido de desenvolver a doença.
Este ano, o lema do Dia Mundial da Tuberculose é "Está na altura", defendendo-se a necessidade de aumentar e garantir o financiamento para o tratamento, combatendo estigmas e salvaguardando os direitos das pessoas.
A tuberculose, salienta a OMS, ainda é a doença infecciosa que mais mata em todo o mundo: em 2018, morreram 1,5 milhões de pessoas, 251.000 das quais com HIV, o que as torna especialmente vulneráveis.
Nesse ano, registaram-se 10 milhões de novos casos, meio milhão dos quais da estirpe resistente aos tratamentos existentes, estimando-se que três milhões ficaram por diagnosticar.
Em 2019, foram precisos 10 mil milhões de dólares para tratar a doença, mas faltaram 3,3 mil milhões para atingir essa meta.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 345 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.ANG/Angop