sexta-feira, 27 de maio de 2022

OMVG/ Populares da tabanca de Samba Djuldé bloqueiam trabalhos da organização  por alegada falta de indemnização

Bissau, 27 Mai 22(ANG) – Os populares da tabanca de Samba Djuldé, sector de Bambadinca, região Leste, bloquearam os trabalhos de construção da linha de interconexão da corente eléctrica do Projecto da Organização para o Aproveitamento do Rio Gâmbia(OMVG),  por alegada falta de indemnização, conforme prevista.

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Citado pela Rádio Sol Mansi, em nome dos populares da referida tabanca, Henrique Bamba disse que  bloquearam os trabahlos porque a empresa não cumpriu   a promesa de indemnizar todos aqueles que foram afectados pela construção da linha de interconexão da corrente elétrica da barragem de Kaleta, da Guiné-Conacri.

“Nos primeiros momentos, disseram que vão  indemnizar todos aqueles cujas  plantações da caju foram afectadas  pelos trabalhos do  projecto. E na altura de pagamento das indemnizações disseram-nos que os nossos nomes não constaram na lista das pessoas que estão a ser pagos”, disse Henrique  Bamba.

Acrescentou que de seguida  dirigiram-se para o Comité de Estado para saber dos motivos dos seus nomes não constarem na lista das pessoas que estão a receber a recompensa em dinheiro da desmatação de caju.

No Comité de Estado, de acordo com Henrique Bamba, foram instruidos para  impedir os trabalhos nos seus respectivos espaços, por forma a poderem receber as indemnizações caso contrário não vão beneficiar de nada.

Perante esta situação, Bamba garante que vão continuar com bloqueos até que o problema seja resolvido.

Por outro lado, disse que apresentaram lhes, na quarta-feira, uma carta  emitido pelo ministro do Interior e da Ordem Pública cessante, que autoriza a continuidade dos trabalhos do projecto, com alegações de que os bloqueos já atrasaram muito a conclusão dos trabalhos.

“Nós não esperamos por essa situação, porque o Estado é defensor da população. Em vez de nos defender está nos a prejudicar”, lamentou

Em relação a polémica, o  chefe de tabanca, Bubacar Baldé, pede o engajamento do  governo junto da empresa para que todas as pessoas atingidas pelo projecto sejam  indemnimizadas.

A ANG soube que nem todos os nomes inscritos na lista de pessoas cujas plantações ou outros bens foram afectados pelos trabalhos de instalação de equipamentos para transporte da corrente electrica da vizinha Guiné-Conacry para a Guiné-Bissau foram aprovados pelo banco financiador para efeitos de indeminização. 

ANG/LPG//SG


Campanha de Caju
/Ministro do Comércio e Indústria cessante considera a fuga de castanha de caju para países vizinhos de um “risco à economia nacional”

Bissau 27 Mai 22 (ANG)- O ministro do Comércio e Indústria do governo cessante salientou hoje  que a fuga da castanha de caju para paízes vizinhos nomeadamente o Senegal, a Gâmbia e República da Guiné Conacri, esta a estragar a campnha de comercialização da castanha de caju em curso.

Tcherno Djalo que falava na cerimónia de entrega de 12 motorizadas aos delegados regionais do comércio para combate a fuga da castanha de caju junto as linhas fronteiriças disse que este ano este produto estratégico da economia guineense não esta a sair só nas fronteiras Leste e Norte do país como é tradicional ,mas também na provincia sul para a Guiné-Conacri onde num passado recente era o contrário ou seja saia de lá para cá.

No que concerne a exportação da castanha deste ano, o ministro cessante do Comercio falou das dificuldades devido a saida do país da empresa de transportes de contentores denominada  Maersk,tendo contudo garantido que o Executivo está enviando esforços  para poder escoar a castanha para o mercado internacional.

“Estamos a contar exportar, de inicio, cerca de 100 mil toneladas da castanha de caju, o que poderá  mitigar a saída da Maersk e a procura de contentores. Neste momento temos dois barcos a atracar que vao levar 19 mil toneladas e virão  outros cinco com a capacidade de transportar 50 a 60 mil toneladas. O processo está muito bem encaminhado”,disse Djalo.

De acordo o ministro ccessante,para salvar a campanha é necessário uma interacção entre todos os sectores do Estado.

Tcherno Djaló disse que cerca de 400 fiscais estão no terreno ,com o apoio da Guarda Nacional junto as fronteiras para estancar a saída e alcançar os resultados da exportação do ano pasado que situou  na casa dos 200 mil toneladas, mesmo com as dificuldades visíveis no nterreno. 

ANG/MSC//SG

Covid-19/Fórum Económico Mundial pede melhor distribuição e acesso a vacinas

 Bissau, 27 Mai 22 (ANG) – O chefe da iniciativa “Moldando o Futuro da Saúde e dos Cuidados” do Fórum Económico Mundial (FEM) pediu uma melhor distribuição da capacidade de produção de vacinas contra covid-19, sublinhando que apenas 16% a 17% das populações africanas foram vacinadas.

“Ainda hoje vacinamos apenas 16% a 17% das populações africanas, enquanto há um excesso de vacinas no mundo desenvolvido”, lamentou Shyam Bishen, numa entrevista à agência Xinhua, à margem da Reunião Anual do GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente).

Para este responsável, os problemas de acesso dos países em desenvolvimento às vacinas contra a covid-19 estão relacionados à igualdade no quesito saúde.

Neste sentido, saudou o apelo da China para construir “uma comunidade de saúde para a humanidade”, para debelar a crise global de saúde pública causada pela pandemia de covid-19.

“O FEM aplaude esse compromisso do governo chinês e do presidente Xi… tanto em termos de financiamento quanto de recursos para combater a pandemia em andamento”, disse Shyam Bishen à Xinhua.

A China, lembrou Bishen, deu uma “importante” contribuição com a distribuição das suas vacinas que são usadas em muitos países em desenvolvimento.

Bishen entende ainda que o objectivo da equidade em saúde só pode ser alcançado se “os determinantes sociais e não sociais da equidade em saúde” forem abordados.

“Enfrentamos desafios no acesso a produtos e serviços de cuidados, devido aos determinantes sociais, e também à pobreza e desigualdade na sociedade, onde muitas pessoas não têm acesso à educação”, defendeu.

Quanto à próxima pandemia, Bishen disse que exigirá cooperação global, incluindo vigilância de patógenos e compartilhamento oportuno de informações.

“Se [a próxima pandemia] acontecer, queremos garantir que seja melhor controlada por meio de fácil acesso a vacinas, diagnósticos e tratamentos”, perspectivou. ANG/Inforpress/Xinhua

    
Transporte aéreo
/Guiné-Bissau passa a receber em Junho voos da Côte D´Ivoire

Bissau, 27 Mai 22 (ANG) - A Guiné-Bissau vai passar a ter ligações aéreas da Côte D´Ivoire, a partir do início de Junho, disse hoje, sexta-feira, Aliu Soares Cassamá, director-geral da empresa NAS Bissau, que gere e assiste o aeroporto internacional Osvaldo Vieira.

A Air Côte d'Ivoire vai passar a ligar Bissau e Abidjan, passando por Dakar, no Senegal, três vezes por semana, à terça, quinta-feira e domingo, adiantou Soares Cassamá.

O director-geral da NAS Bissau considerou que a presença da companhia ivoiriense na Guiné-Bissau é uma "alavanca para a economia" de toda a sub-região africana, destacando a pujança da  Côte D´Ivoire.

Segundo Soares Cassamá é uma mais-valia para o país, porque ter um voo directo entre Bissau e Abidjan, é uma grande vantagem, toda a gente sabe que a Côte D´Ivoire detém 35% da economia da nossa sub-região.

O responsável afirmou que a partir de agora os operadores económicos dos países terão a vida facilitada, através das ligações aéreas e directas, também impulsionadas pelos Presidentes da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e Ivoiriense, Alassane Ouattara.

Em Julho, segundo fonte, começa a voar para Bissau a companhia aérea privada Bestfly, tendo sido já rubricado o contrato de assistência aeroportuária com a NAS Bissau.

Soares Cassamá observou que a operadora cabo-verdiana também irá ajudar a facilitar as trocas comerciais entre os dois países, pelo facto de os empresários não terem de viajar até Dakar quando querem chegar a Cabo Verde.

Actualmente, o único aeroporto internacional da Guiné-Bissau recebe regularmente os voos das companhias portuguesas TAP e EuroAtlantic, da multinacional africana Asky, da Air Senegal e da marroquina RAM (Royal Air Marroc).

A NAS, que está presente em 56 países do mundo, entre os quais 17 africanos, incluindo Guiné-Bissau e Moçambique, aguarda por uma auditoria da IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos) em Agosto.

Se o aeroporto for certificado pela IATA, em duas componentes de avaliação, passará a poder receber aeronaves de qualquer companhia aérea e ainda aviões cargueiros, notou Aliu Soares Cassamá.

Neste último aspecto, vaticinou ganhos para a economia, dando o exemplo de facilidade no escoamento do pescado fresco e castanha do caju, principal produto agrícola e de exportação do país.

"O peixe fresco poderá ser exportado no mesmo dia, a castanha de caju, que neste momento, em navios leva três a quatro meses para chegar à Índia, poderá ser exportada em algumas horas", defendeu Cassamá. ANG/Angop

 Defesa e Segurança/ Diretor-geral da Política  de Defesa Nacional exalta cooperação militar com Portugal

Bissau ,27 Mai 22 (ANG)– O Director-Geral da Politica de Defesa Nacional afirmou  quinta-feira que, no âmbito da cooperação militar entre Guiné-Bissau e Portugal ,estão em execução três projectos  de apoio ao Ministério da Defesa e as Forças Armadas,nos ramos do  Exercito e da Marinha de Guerra Nacional.


O Brigadeiro Marcolino Alves, que falava à margem da visita ao navio da Marinha portuguesa “Viena de Castelo”, no Porto de Bissau, revelou igualmente que o Centro de Tratamento Militar de Cumeré tem apoio de Portugal para se tornar num centro de referência .

Alves fez balanço positivo da cooperação entre as marinhas dos dois países ,no âmbito da iniciativa  “Mar Aberto”,tendo destacado que o novo programa quadro, no domínio da defesa, trouxe uma nova agressividade diplomática, ambição  e engajamento das autoridades militares de ambas as partes.

Por seu turno ,o Capitão de Fragata Miguel Paciência da Silva considerou de “extremamente  posítivas” as acções de formações desenvolvidas, em conjunto, com a marinha guineense e revelou  que vê-se a vontade dos militares da marinha guineense de colaborar com a de Portugal e vice-versa.

“ A intenção da marinha portuguesa é que haja continuidade e colaboração no futuro, e que as partes trabalhem, em conjunto, desenvolvendo acções de cooperação bilateral com o objectivo de facilitar eventuais operações reais conjuntas se preciso”,vincou Paciência.

O navio da Marinha Portuguesa está em Bissau desde o dia 24 de Maio ,para um conjunto de acções de formação, no âmbito da iniciativa ” Mar Aberto”,coordenada pelo Estado-maior General das Forças Armadas Portuguesas.

Durante a estadia de três dias, em Bissau, as duas marinhas  vão promover exercicios conjuntos ,simulácros de incêndio a bordo de navios  e treinos de destreza de botes . ANG/MSC//SG

 

  

      Malabo/Crises e terrorismo juntam chefes de Estado em cimeiras da UA

 
Bissau, 27 mai 22 (ANG) - As crises humanitárias e terrorismo e as "mudanças inconstitucionais de governo" juntam hoje (sexta-feira) e sábado duas dezenas de chefes de Estado do continente africano em duas cimeiras extraordinárias consecutivas da União Africana (UA) na capital da Guiné Equatorial.


A previsão que aponta para a presença física de cerca de 20 chefes de Estado - entre os quais, os Presidentes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe - é do país anfitrião dos dois eventos, que se realizam numa altura em que a UA estima que cerca de 113 milhões de africanos necessitam de ajuda humanitária de emergência em 2022.

A propagação do "terrorismo" levado a cabo por grupos extremistas islâmicos em todo o continente, e dois anos marcados por cinco golpes de Estado, quatro dos quais reconhecidos como tal pela organização pan-africana - que suspendeu das suas estruturas o Mali, Sudão, Burkina Faso e Guiné-Conakry - oferecem o contexto à segunda cimeira.

Os preparativos para os dois eventos começaram na passada quarta-feira na capital da Guiné Equatorial, com uma cerimónia de abertura de uma sessão do conselho executivo da UA e o discurso do presidente da sua comissão, o diplomata chadiano Moussa Faki Mahamat.

"Cerca de 113 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária em África, 48 milhões das quais são refugiados, requerentes de asilo e deslocados internos", afirmou Faki Mahamat.

Esta é uma necessidade "urgente" de ajuda em 15 países africanos mais afectados pelas crises, sublinhou pelo seu lado a UA através de um comunicado. A primeira Cimeira Humanitária Extraordinária, que também reunirá doadores internacionais, chamados a mobilizarem fundos, ocorre hoje.

Segundo a UA, "as necessidades humanitárias estão a aumentar rapidamente em África", particularmente "devido aos conflitos e choques climáticos (...), que aumentaram exponencialmente as necessidades humanitárias".

Mais de 30 milhões de pessoas estão deslocadas internamente no continente, incluindo mais de 10 milhões de crianças menores de 15 anos, de acordo com a UA, em consequência de vários conflitos intercomunitários em outras tantas regiões e à insegurança alimentar.

Num continente com 1,4 mil milhões de pessoas, cerca de 282 milhões padecem de subnutrição, um registo que representa aumento de 49 milhões em relação a 2019, segundo a agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Quanto à segunda cimeira, no sábado, intitulada "Terrorismo e mudanças inconstitucionais de governo", abordará "o terrorismo, uma gangrena que está progressivamente a infectar todas as regiões do continente, da Líbia a Moçambique, do Mali à Somália, através do Sahel, da Bacia do Lago Tchad e do leste da República Democrática do Congo", segundo o presidente da Comissão da UA.

"O terrorismo continua a espalhar a sua lei macabra com consequências consideráveis para as finanças, economias e segurança das populações", salientou Faki Mahamat.

"Quanto a mudanças inconstitucionais de governo, um flagelo recente mas felizmente ainda muito localizado no continente, [o fenómeno] marca um revés para os processos democráticos empreendidos em muitos países nos últimos vinte anos", lamentou ainda o diplomata chadiano.

Para Mahamat, "os períodos de transição estabelecidos na sequência destas mudanças inconstitucionais tornaram-se fontes de dissensão e, por vezes, de tensão, que são prejudiciais para a estabilidade dos Estados em causa e dos seus vizinhos".

No Mali, Sudão, Guiné-Conakry e Burkina Faso, os governos eleitos foram derrubados nos últimos dois anos por golpes militares. Em todos os casos, as juntas militares que assumiram o poder prometeram transições para o poder civil, mas ou em prazos não especificados ou considerados demasiado longos pela UA e pelas organizações sub-regionais, mas também pela União Europeia e por várias capitais ocidentais.

A UA e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), entre outros, impuseram sanções às juntas militares golpistas e suspenderam das suas estruturas os países palco destes golpes, mas os resultados das sanções tardam em manifestar-se.

Neste contexto, o Tchad tem gozado até agora de um estatuto de excepção, mas vários países denunciam uma alegada discriminação positiva de N'Djamena.

Em 20 de Abril de 2021, dia em que foi anunciada a morte do Presidente Idriss Déby Itno em circunstâncias misteriosas na frente de batalha, não obstante ter quase 70 anos e mais de 30 anos de poder absoluto do país, o mundo foi informado de que um dos seus filhos, o general Mahamat Idriss Déby Itno, passava a dirigir os destinos do Chade, à frente de uma junta de 15 generais, e demitia o governo, dissolvia o parlamento e revogava a Constituição.

Não obstante as semelhanças em relação a outras "mudanças inconstitucionais de governo", a UA, mas também a UE, com a França à cabeça, apoiaram imediatamente o novo líder chadiano, ainda que não reconhecessem, tivessem sancionado e viessem a sancionar golpistas militares noutros pontos do continente.

O argumento dessa discriminação assentou na promessa do novo autoproclamado líder chadiano promover a realização de eleições "livres e democráticas" no prazo de 18 meses, que deveriam ser o corolário de um "Diálogo de Reconciliação Nacional" ainda por começar, 13 meses após a morte de Déby.

Mahamat Idriss Déby Itno aventou há dias a possibilidade de prolongar o período de "transição" por mais 18 meses, uma "necessidade" igualmente divulgada por outros líderes golpistas, a começar pelo do Mali, coronel Assimi Goïta, que abriu a sucessão de assaltos ao poder em Agosto de 2020.ANG/Angop

 Cultura/"Músicos guineenses são abandonados pelo Estado" diz Presidente da Associação de músicos profissionais da Guiné-Bissau  

Bissau, 27 Mai 22 (ANG) – O Presidente da Associação de Músicos Profissionais da Guiné-Bissau afirmou que os músicos da Guiné-Bissau são abandonados pelo Estado, principalmente no que toca com o financiamento.

Justino Gomes Delgado falava, quinta feira, em entrevista à rádio Sol Mansi, no âmbito das celebraçãos do Dia Nacional da Música Moderna Guineense, que se assinala hoje(27).

A Associação, segundo um programa, vai celebrar a data com a deposição de corôa de flores na campa de José Carlos Schwartz, pioneiro da música moderna guineense, em Bissau e ainda  com realização de  palestras para recordar a data da sua morte.

"Única diferença que temos com músicos de outros países da África é ao nível financeiro.Nossos colegas de profissão de outros países têm a atenção dos seus Estados, digo isso,porque andei por vários países e conheço as suas realidades. Os comerciantes   recebem empréstimos  para fazer campanha de caju e os únicos que não têm apoio neste sentido são os artistas, disse."

Aquele músico afirmou que o setor “cultura e desporto” é o que mais evoluiu no país , quer em termos de música quer em termos de desporto. “Na hora de   divisão dos bolos, a arte e música ficam para trás, uma  grande injustiça”, considerou.

Juju como é conhecido no mundo da música realçou que, em termos de música não há nenhuma diferença entre artistas da Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola e outros, diz que  a diferença está no ser valorizado  pelo seu país e ter meios financeiros para fazer o seu trabalho.

O presidente da associação dos músicos considerou  “um desprezo à  cultura”,  o fato de o país não dispor de  nenhum anfiteatro para espetáculos, o que faz com que são utilizados estádios de futebol para concertos musicais.

Justino Delgado disse que o desprezo é total ao nível da cultura, ao ponto de haver um ministério de cultura mas sem infra-estruturas de cultura, a não ser um instituto de cinema.

Para Edson Gomes Ferreira, director de centro cultural  José Carlos Schwartz e também membro da associação dos escritores, este dia deve servir não só para dipositar flores na campa daquele que é considerado o pioneiro da música moderna guineense, mais também para  reflexão e debates sobre quais caminhos a cultura guineense deve seguir.

"Realmente o legado que José Carlos Schwartz deixou ao nível da sua composição musical, que continua atual, merece uma reflexão”, disse.

Edson Ferreira referiu que a  cultura guineense teve um periodio de auge, ao nível da música, nas décadas de 70 e 80 até nos primeiros anos da década de 90.

Disse que houve rotura nos últimos anos com esses períodos, pelo que é necessário que os músicos voltassem para o caminho de José Carlos.

Para Edson Gomes Ferreira cabe ao governo fazer com que  o palácio da cultura seja uma realidade no país, com pelo menos dois ou três salas de espetáculos, não só ao nivel de qualidade, mais também com a capcidade de acolher “o grande  público”. 

ANG/MI//SG

  

                          
             Senegal
/Luto nacional de três dias após morte de 11 bebés 

Bissau, 27 Mai 22 (ANG) - O Senegal observa um luto nacional de três dias desde  quinta-feira, após a morte de 11 recém-nascidos num incêndio ocorrido num hospital, segundo um comunicado publicado pelo porta-voz do Governo, Seydou Gueye.

Os 11 bebés morreram no incêndio na noite de quarta-feira, no departamento de neonatologia do hospital Mame Abdoul Aziz Dabakh, em Tivaouane, cidade religiosa localizada a 123 quilómetros da capital senegalesa, Dakar.

Durante três dias, as bandeiras serão a meia haste em todos os edifícios públicos do território nacional.

Esta tragédia, alegadamente causada por um curto-circuito, suscitou uma viva emoção no país.

Ausente do Senegal, o Presidente Macky Sall exprimiu "a sua tristeza e sua compaixão" às famílias das vítimas num twitter, e enviou o ministro do Interior, Félix Antoine Diome, ao local, para abrir uma investigação sobre o estado das instalações do Hospital Mame Abdoul Aziz Sy Dabakh e outros estabelecimentos de saúde no país.

ANG/Angop

Novo Governo/ Bureau Político do PAIGC autoriza Comissão Permanete à negociar uma eventual integração

Bissau, 27 Mai 22 (ANG) -
 O Bureau político do Partido Africano para Independencia da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) deu anuência  à Comissão Política dessa mesma formação politica, para negociar uma eventual integração no novo governo de inicitiva prisidencial, a ser formado na sequência da queda do parlamento.

A posição do órgão  consta das resoluções saidas da sua primeira reunião extraordinaria do ano 2022, enviada hoje à ANG.

 O plenario mandatou o Secretário-geral Aly Hijazi à instruir os responsaveis das estruturas de base do partido a darem esclarecimentos sobre os últimos posicionamentos da Direção Superior, sobretudo o envolvimento do seu  líder no processo de auscultação promovido pelo  Chefe de Estado Sissoco Embaló, que levaram a dissolução da Assembleia Nacional Popular  e o anuncio da formação de um novo governo inclusivo.

Na resolução consta ainda que o Bureau Politico aprovou  uma moção de reconhecimento e louvor à Teodora Inácia Gomes, pelo prémio de reconhecimento pelos seus esforços na luta para  para consolidação do pan africanismo, pela instancias internacionais africanas, no âmbito das celebrações do dia 25 de Maio, Dia da Libertação de África.

ANG/LPG//SG

    Cultura/Falcão Nhaga, da Escola de cinema de Lisboa ao Festival de Cannes

Bissau, 27 Mai 22 (ANG) - Falcão Nhaga , jovem realizador português, de origem cabo-verdiana e guineense, realizador de curta metragem “Mistida” viu seu filme selecionado para o “Cinefondation” no festival de cinema de Cannes.


Trata-se de  filme de fim de curso na Escola superior de teatro e cinema de Lisboa.

“Mistida", recentemente projectado no festival IndieLisboa, versa sobre o confronto de duas gerações.

Uma mãe imigrante, de origem guineense, em Portugal, encarnada pela actriz Bia Gomes faz contas à vida com o seu filho, universitário, papel desempenhado pelo luso-guineense Welket Bungué.

Bungué  foi celebrizado agora também no mais recente filme do canadiano David Cronenberg "Crimes do futuro", uma das 21 longas metragens em competição no Festival de cinema de Cannes.

Com papéis na televisão, em Portugal, depois também no cinema Welket Bungué participou em filmes também no Brasil e na Alemanha.

Agraciado com o Prémio de melhor actor em 2020 no Festival de Estocolmo, na Suécia, em "Berlin Alexanderplatz" o actor, agora radicado na Alemanha, chega agora a um novo patamar na sua carreira.

Ele encarna um polícia num futuro não muito longínquo onde a cirurgia estética e a ablacção ou a tatuagem de órgãos se transformou numa performance artística.

Na pele do detective Cope ele contracena, sobretudo, com Viggo Mortensen, com o papel de Saul Tenser, artista por excelência das novas experiências corporais extremas. ANG/RFI

 

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FAAPA /Criada Rede de Jornalistas Desportivos das agências filiadas

Bissau, 27 Mai 22(ANG) – A Federação Atlântica das Agências de Noticias Africanas(FAAPA), conta a partir desta sexta-feira(27) com uma Rede de Jornalistas Desportivos das agências de notícias filiadas na organização, sedeada em Rabat(Marrocos).

A criação da rede que deverá integrar jornalistas de mais de 20 agências de notícias africanas, fez-se no âmbito do seminário   subordinado ao tema « Matrises e técnicas para uma boa pràtica de jornalismo despotivo”, que decorreu entre os dias 23 e 27 do corrente mês, em Rabat(Marrocos).

A decisão da criação da RJS-FAAPA foi tomada por unanimidade pelos jornalistas desportivos membros da FAAPA, participantes no referido seminário com o objetivo de promover a troca de experiências no domínio de jornalismo desportivo.

De acordo com a nota produzida no fim dessa formação, a Rede visa ainda organizar seminários e simpósios temáticos sob a alçada da FAAPA, em parceria com outros organismos e instituições africanas e internacionais.

O documento refere ainda que a Rede de Jornalistas Desportivos da FAAPA vai exercer a sua ação, com base na competência e vai, em caso de necessidade, recorrer ao concurso de especialistas ou organismos parceiros.

A Rede vai ser dirigida por um Comité coordenado por Mamadú Salif Djaló, jornalista senegalês da APS, e terá como Secretário-geral, Amadu Sy, da agência de Informação da Mauritânia(AMI).

No seminário com duração de cinco dias e que terminou hoje(27), os participantes debruçaram sobre temas ligadas aos conhecimentos em matéria de escrita e especifidade do jornalismo desportivo, dèfice da cobertura dos eventos desportivos, mecanismos de acreditaçao dos jornalistas nos eventos desportivos, estratégia de redaçao desportiva na era digital, informaçoes desportivas (inquéritos, intrevistas e reportagens desportivos entre outros. 

De Ângelo da Costa, enviado da ANG à Rabat(Marrocos)

quinta-feira, 26 de maio de 2022

 
Diplomacia /Presidente da República viaja para  Malabo para tomar parte na cimeira extraordinária da União Africana

Bissau, 26 Mai 22 (ANG) – O Presidente da Republica deslocou-se hoje à Malabo (Guiné Equatorial) para participar na cimeira extraordinária da União Africana  sobre doadores da organização para luta contra terrorismo e  mudanças de regimes constituicionais em África.

Em declarações  à imprensa, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, Umaro Sissoco Embaló disse que a Guiné-Bissau também foi vitíma de situaçõs de mudanças de regime constituicionais, e que isso não vai ficar somente nas organizações sub-regionais.

Disse que Malabo foi escolhida para debruçar sobre estas problemáticas , para se ver as formas em que os países africanos podem contribuir para financiamento da União Africana.

Em relação ao novo governo, o presidente da República disse que a x legislatura já terminou e que há novo governo de iniciativa presidencial, que será líderado por um primeiro-ministro, na pessoa de  Nuno Gomes Nabiam, que  já foi empossado .

O chefe de Estado reiterou  que o novo governo deve incluir todas as forças da socidade  para  não haver criticas na  organização das eleições legislativas, em Dezembro.

ʺPara evitar criticas já fiz a formalidade de convidar todos os partidos políticos   representados na Assembleia Nacional Popular Não podemos dizer todos os partidos políticos,porque aqueles que não têm assentos no hemiciclo não “ vão fazer parte”. ANG/MI/LPG//SG

 Dia de África/ Investigador do INEP exorta líderes guineenses à apostarem na  formação dos recursos  homanos

Bissau, 26 Mai 22 (ANG) -  O Investigador do Instituto Nacional de Estaudos e Pesquisa (INEP),Samba Tenen Camará  exortou, quarta-feira, os líderes guineenses à apostarem na educação e formação do homen.

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Camará sustentou a sua exortação , dizendo que um capital humano preparado, no dominio da tecnologia e ciências sociais é capaz de promover o desenvolvimento.

“As líderanças políticas do país devem promover as ciências, , porque um capital humano preparado no dominio da tecnologia e ciência sociais é capaz de promover o desenvolvimento. Se isso não acontecer continuaremos a ser um país dependente”, disse Samba Tenen Camará, em declarações à Radiodifusão Nacional(RDN).

 Em relação aos problemas sociais, o investigador  disse que deve haver incentivos aos que trabalham, e a  promoção do capital humano e boa governação, que diz serem “alavancas para o desenvolvimento do país”.

Tenen Camará lamentou o facto de desde  1975,em que o país começou a funcionar, nenhum governo se dignou em disponibilizar uma certa quantia através do  Orçamento Geral de Estado para a construção de um estabelecimento de ensino e de saude, e acrescenta que  todos os investimentos nestes sectores foram feitos por  parceiros.

Criticou que o  país não tem uma política de criação de requezas, e sustenta que um  estado que não cria rendimento não pode ter estabilidade.

Ainda nesta entrevista à RDN, Samba disse que os líderes africanos devem apostar na formação dos recursos humanos e no fortalecimento das instituções acadêmicas para a afirmação do continente.

 Defendeu a aposta na agricultura para  se se conseguir  a auto-suficiência alementar e combater a  pobreza.

“ os líderes africanos devem lutar pela formação, capacitação dos quadros,  fortalecimento das instituições acadêmicas existentes para que se possa pensar o país, através de elaboração de programas de desenvolvimento e de investimento”, disse.

Segundo Samba Camará, devem ser igualmente reforçados as instituições financeiras e  o setor privado,  para que passa ser, de facto, um sector de promoção de desenvolvimento. ANG/LPG//SG

                   Nato/Turquia exige "medidas concretas" à Suécia e Finlândia

Bissau, 26 Mai 22 (ANG) - A Turquia exigiu ,quarta-feira,“medidas concretas” à Suécia e à Finlândia para não vetar a sua entrada na NATO.

A reunião entre as delegações sueca, finlandesa e turca durou cinco horas e, no final da tarde de quarta-feira, o porta-voz da Presidência turca, Ibrahim Kalin, avisou que a Turquia só dará o seu acordo à entrada da Suécia e da Finlândia na NATO se houver “medidas concretas”.

Os nossos interlocutores tomaram nota e vão transmitir o seu relatório aos seus governos. Vamos continuar as negociações quando recebermos respostas aos nossos pedidos”, indicou Ibrahim Kalin.  

A Turquia acusa os dois países nórdicos, em particular a Suécia que tem uma grande comunidade de exilados turcos, de dar abrigo a militantes curdos do partido PKK que Ancara considera como terrorista.

O governo de Erdogan também denuncia a presença de apoiantes do opositor Fethullah Gülen, que é acusado de ter arquitectado uma tentativa de golpe de Estado em Junho de 2016.

Por isso, Ancara pede aos dois países para fazer “passos concretos” quanto “à presença a nível organizacional, financeiro e mediático de organizações terroristas”, de acordo com o porta-voz do Presidente. Ou seja, que a Suécia e a Finlândia extraditem pessoas ligadas ao PKK e a Fethullah Gülen.

No que toca ao embargo de armas da Suécia para a Turquia, adoptado em Outubro de 2019 na sequência de uma operação militar turca na Síria, o encontro desta quarta-feira parece ter respondido às expectativas de Ancara. O porta-voz do Presidente Erdogan mostrou-se “optimista” quanto ao levantamento das restrições impostas por Estocolmo.

Esta quinta-feira, o presidente francês Emmanuel Macron vai falar, ao telefone, com o seu homólogo turco Recep Tayyip Erdogan sobre a entrada dos dois países na Aliança Atlântica. ANG/RFI

 Assistênia financeira/“É necessária uma estabilidade macroeconómica interna”, diz o economista José Djú 

Bissau, 26 Mai 22(ANG) - O economista guineense, José Nico Djú disse estar satisfeito com a decisão do  Fundo Monetário Internacional (FMI) de retomar a  assistência financeira no quadro do “Facilidade de Crédito Alargado” à Guiné-Bissau, interrompida há quatro anos. 

O Ministério das Finanças tornou público,  terça-feira, que o FMI, através da sua directoria-geral, anunciou através de uma carta, a retoma, para breve, da assistência financeira à Guiné-Bissau, no âmbito do programa “Facilidade de Crédito Alargado. 

Segundo o “Conosaba”, ao  comentar o assunto, para além de manifestar a sua satisfação pela medida,Nico Djú chama a atenção de que se trata de uma ajuda condicionada ao nível do mercado monetário com elevadas taxas de juro. 

“A retoma da assistência financeira demonstra que há grande interesse de ajuda por parte do FMI, mas que para já é uma ajuda condicionada a nível do mercado monetário com elevadas taxas de juros” que não poderá ultrapassa aos 6% de juros como limite máximo, em caso de países como a Guiné-Bissau”,disse.

 Para o economista,  há “muita” espectativa a volta do assunto que irá culminar com  soluções em mãos desta organização financeira.

 Djú indica que, por parte do Estado guineense, são necessários mais esforços para uma estabilidade macroeconómica interna, associada a execução das reformas estruturais, sobretudo, no que refere ao saneamento a nível das finanças  e da administração públicas.

 “A inclusão da Guiné-Bissau a nível de projectos da assistência financeira e de crédito alargado demonstra que há muita espectativa a volta do assunto que irá culminar com as soluções que a organização já tem em mãos”, sustenta. 

José Nico Djú considera que o dia 7 de Junho sera “muito importante” para o país, na sequência das avaliações que serão feitas pelo Conselho de Administração da organização para atribuição de um pacote monetário para alavancar e melhorar a performance da economia  da Guiné-Bissau.

As   reformas essenciais indicadas pelo Governo guineense, no quadro do seu programa com o FMI visam diversificar a economia para reduzir os riscos orçamentais e estimular o desenvolvimento económico sustentável do país.

ANG/ Conosaba

                                   Senegal/incêndio em hospital mata onze bebés

Bissau, 26 Mai 22 (ANG) - Onze bebés morreram,  quarta-feira, num incêndio num hospital de Tivaouane, uma localidade no oeste do Senegal, e as autoridades locias admitem que um curto circuito poderá estar na origem do incêndio.

O incêndio foi provocado por “um curto-circuito e as labaredas propagar
am-se rapidamente”, foi assim que explicou o autarca de Tivouane, localidade no oeste do Senegal. O sucedido vem mais uma vez expor as grandes carências e fragilidades do sistema sanitário do país.

“Acabo de saber, com dor e pesar, a morte de onze recém-nascidos num incêndio no serviço de neonatologia do hospital público" de Tivouane, publicou no Twitter o presidente senegalês Macky Sall. Que acrescentou, “às suas mães e famílias, exprimo a minha profunda compaixão”.

As autoridades locais avançaram igualmente que três bebés foram salvos.

A este fatídico episódio somam-se outros, já a 1 de Abril, uma mulher em fim de gravidez acabou por perder a vida num hospital público de Louga, no norte, depois de ter esperado em sofrimento extremo, mais de vinte horas, pela cesariana que reclamava desde o momento que entrou nos serviços de saúde.

A morte desta mulher, Astou Sokhna, de 30 anos, acabou por gerar uma enorme onda de indignação nas redes sociais e levou mesmo à demissão do director do hospital, depois do ministro da Saúde ter vindo a público dizer que a morte de Astou Sokhna poderia ter sido evitada.

ANG/RFI

 
          Ensino Superior/ Estudantes da UAC exigem professores mais qualificados

Bissau, 26 mai 22 (ANG) - O Presidente da Associação Académica da Universidade Amílcar Cabral (UAC) , Juviecson Correia, defendeu quarta-feira que a instituição não pode continuar a ter  professores "menos qualificados" do país e exigiu medidas ao Governo . 

 O líder estudantil lançou o repto ao discursar numa palestra organizada pela UAC para evocar o Dia de África, que se assinalou esta quarta feira, em que aproveitou para falar da "situação muito difícil" da única universidade pública da Guiné-Bissau.  

Imagem Ilustrativo 
 "Nós não vamos aceitar ter os professores menos qualificados para continuar a dar aulas na universidade. Estamos a exigir a qualidade", vincou Juniecson Correia.  

 O líder estudantil afirmou que a UAC deve estar à altura para preparar quadros que no futuro possam enfrentar "os desafios da globalização", o que só é possível "com um corpo sólido de docentes".  

 Dirigindo-se aos membros do Governo (cessante) presentes na palestra, Correia disse que os alunos da UAC pretendem ver a instituição dotada de autonomia administrativa e financeira.  

 Atualmente, a UAC responde diretamente do Ministério da Educação e Ensino Superior.  

 Juniecson Correia observou ainda que devem acabar as situações em que uma direção colocada na universidade, mesmo estando a executar "bons projetos" é substituída logo que um dirigente de um partido é nomeado ministro no Governo.  

 A UAC, que é a primeira instituição de ensino superior da Guiné-Bissau, tem tido dificuldades para se afirmar desde a sua criação pelo Governo guineense em 1999.   

 A universidade só entrou em funcionamento em 2004, mas desde aquela data por várias vezes teve o ano letivo suspenso ou interrompido ora devido a greves dos professores, ora por dificuldades técnicas.  

 Falando sobre o Dia de África, o líder estudantil guineense destacou o trabalho dos "pais fundadores", mas considerou que não se pode falar de África como um continente independente.  

 "Como podemos falar de um continente independente se até para comermos uma bolacha temos de importá-la de outro continente?", sublinhou Juniecson Correia.  

 O guineense defendeu que, enquanto estudantes, não vão continuar a alimentar aquele tipo de pensamento para África, que vão promover um pensamento crítico, a cultura da educação, de desafios, da solidariedade e da paz.  ANG/Lusa