quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Sociedade/Populares  de Lugadjol no setor de Boé, se identificam mais como cidadãos da  vizinha Guiné-Conacri, devido ao “isolamento total” em que se encontram

Bissau, 28 Set 23 (ANG) – Os populares de Lugadjol, região de Gabú,  Leste da Guiné-Bissau, sentem-se mais identificados como naturais da vizinha Guiné-Conacri, devido a situação de isolamento  à que são votados, por parte do Estado  da Guiné-Bissau.

A  afirmação é do  repórter do Jornal Nô Pintcha, Fulgêncio Mendes Borges  que esteve em Boé  nas celebrações dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau, cujo ato central foi realizado na secção de Lugadjol, sector de Madina Boé.

Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné(ANG)Mendes Borges testemunhou que os populares daquele localidade estão a viver  “profunda situação de isolamento”, fato que, no seu ponto de vista, fez com  que os mesmos se sentissem mais identificados  como povo da Guiné Conacri,  uma vez que  segundo diz ,  dependem do país vizinho para a comercialização dos seus produtos e para aquisição de vários outros, para além de várias outras tarefas que ali fazem.

Fulgêncio sustentou que, pelo que constatou no terreno, os populares locais se deparam com enormes dificuldades em termos de evacuação dos seus produtos para a Guiné-Bissau por motivos relacionados a falta de transportes, más  condições das estradas , razão pela qual aproveitam evacuá-los, por via mais fácil, que é  a Guiné-Conacri.

“Em Lugadjol, os populares conseguem água através das lagoas. Praticamente só beneficiam de serviços de Estado da Guiné-Bissau em dois setores, nomeadamente  saúde e educação. Mas estes serviços também são escassos para o povo. Existem casos em que as crianças  percorrem 24 quilómetros por dia para aprender ou seja, 12 quilómetros de ida e 12 de regresso, por  falta de meios de  transporte”, disse.

Mendes Borges revelou ainda que, em termos de educação, naquela localidade só existem escolas com os níveis de escolaridade de primeira à quarta classe, mas  que apenas existe  um professor para ensinar  todos esses  níveis.

“Na área de saúde têm apenas uma enferme
ira com o seu auxiliar que ocupam dos diferentes serviços que oferecem, e que não são insuficientes para suprir a demanda”, diz o Jornalista do Jornal Nô Pintcha.

Acrescentou  que os populares se deparam igualmente com  dificuldades de comunicações por via de telefones móveis, o que lhes obriga a recorrer a  rede móvel da vizinha Guiné Conacri. Disse que para comunicar com as pessoas de Bissau, os populares são obrigados a percorrer até Beli, ou seja,  uma distância de 12 quilómetros, com a finalidade de alcançar a rede “não estável”, ou melhor rede que pode ser encontrada em certas localidades para suas comunicações.

Questionado como a população de Madina Boé recebera os discursos proferidos nas celebrações do 24 de Setembro e que refletiram preocupações sobre as dificuldades de sobrevivência em Boé, o jornalista do Nô Pintcha respondeu que o povo daquela localidade recebeu com entusiasmo e alguma esperança, os discursos e promessas dos diferentes atores políticos, durante a celebração de 50 anos de independência. “Na realidade, vê-se a satisfação e esperança nos rostos dos populares, bastante satisfeitos com a iniciativa” disse Borges em entrevista à ANG.

Madina Boé, o berço da proclamação da independência nacional, é a zona mais montanhosa da Guiné-Bissau e se situa a mais de 300 quilómetros de Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG

         Arménia/Separatistas de Nagorno-Karabakh anunciam dissolução

Bissau, 28 Set 23 (ANG) - Os arménios de Nagorno-Karabakh anunciaram que a república de Nagorno-Karabakh, conhecida pelos arménios como Artsakh e fundada há mais de três décadas, vai "deixa de existir" a partir de 1 de Janeiro de 2024. 

O anúncio foi feito depois de o Azerbaijão ter levado a cabo uma ofensiva militar para recuperar o controlo total da região separatista.

As forças do Azerbaijão precisaram de 24 horas para obter a rendição do enclave arménio de Nagorno-Karabakh. Os combates tiraram a vida a 200 pessoas. Os dirigentes aceitaram as condições de Baku, pondo fim da República auto-proclamada de Nagorno-Karabakh.

Desde domingo, dezenas de milhares de arménios fugiram das tropas do Azerbaijão com medo da repressão, pelo corredor Lachin, a única ligação entre Nagorno-Karabakh e Arménia. As autoridades arménias registaram a chegada de "65.036 pessoas deslocadas à força", anunciou o porta-voz do governo, Nazeli Baghdasaryan. O número representa mais da metade da população do enclave, que oficialmente contava com 120.000 habitantes.

O primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan, afirmou que, segundo as previsões do governo, "nos próximos dias, deixará de haver arménios em Nagorno-Karabakh", depois de quase 65.000 moradores, mais de metade da população, terem fugido do enclave.

Nikol Pashinyan acusou o Azerbaijão de estar a conduzir uma "limpeza étnica" no território do Cáucaso e pediu ajuda à comunidade internacional. O Presidente do Azerbaijão prometeu respeitar os direitos dos habitantes de Nagorno-Karabakh. 

 "A prioridade neste momento é garantir a protecção dos civis", defendia esta quarta-feira o investigador arménio e professor de Relações Internacionais na Universidade de Schiller em Paris, Tigrane Yegavian, que denunciava, ainda, que o Azerbaijão está a perpetrar "crimes de guerra" no enclave separatista.ANG/Angop

 

China/Presidente Xi Jinping enfatiza participação ativa na reforma da OMC e maior capacidade de abertura de alto nível

Bissau, 28 Set 23 (ANG) – Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), enfatizou os esforços para participar ativamente da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) e melhorar a capacidade de lidar com a abertura de alto nível.

Xi fez essas observações ao presidir uma sessão de estudo em grupo do Birô Político do Comitê Central do PCC nesta quarta-feira, citado pela Xinhua.

Observando que a OMC é um pilar importante do multilateralismo e uma etapa importante para a governança económica global, Xi disse que é um consenso comum e uma tendência geral implementar as reformas necessárias da OMC.

Ele apelou por esforços para participar plenamente da reforma da OMC e dos ajustes das regras económicas e comerciais internacionais, promovendo ao mesmo tempo uma reforma profunda e um desenvolvimento de alta qualidade com uma abertura de alto nível.

Desde sua adesão à OMC há mais de 20 anos, a China tornou-se o maior comerciante mundial de bens e um importante parceiro comercial para mais de 140 países e regiões, contribuindo com uma média de quase 30% para o crescimento económico anual mundial, indicou o Presidente chinês.

Ocorreram mudanças históricas na relação entre a China e a OMC, explicou ele, referindo-se que o país passou gradualmente de um receptor passivo e de um adaptador ativo às regras económicas e comerciais internacionais para um participante “importante” neste domínio.

Os factos provaram que a decisão da China de se juntar à OMC foi perfeitamente acertada, uma vez que não só acelerou o desenvolvimento da própria China, mas também beneficiou o resto do mundo, ressaltou.

Quanto à participação na reforma da OMC, Xi pediu a defesa firme da autoridade e eficácia do sistema comercial multilateral com a entidade no centro, e a promoção ativa da restauração do funcionamento normal do seu mecanismo de resolução de litígios.

Ele sublinhou a necessidade de seguir a tendência geral de globalização económica, defender o comércio livre e o verdadeiro multilateralismo, opor-se ao unilateralismo e ao protecionismo, opor-se à politização, à armamentização e ao alargamento excessivo do conceito de segurança nacional nas questões económicas e comerciais, e construir uma economia mundial aberta.

Xi Jinping também destacou a melhora das soluções chinesas na participação extensiva e profunda do país na reforma da OMC, ao mesmo tempo em que defende o conceito de uma comunidade global com futuro compartilhado, bem como protege firmemente os interesses legítimos dos países em desenvolvimento, incluindo a China.

Observando que este ano marca o 45º aniversário da reforma e abertura da China, Xi pediu esforços para uma abertura mais ampla ao mundo exterior e para fazer progressos constantes na reforma.

A China deve alinhar-se às regras económicas e comerciais internacionais de alto padrão de uma forma mais proativa, expandir de forma constante a abertura institucional em áreas como regras e gestão, e nutrir novos pioneiros para a abertura, assinalou.

Ainda segundo a Xinhua, o líder chinês também exigiu a construção de novos sistemas para uma economia aberta de nível superior e a aceleração da construção de um novo paradigma de desenvolvimento.

Devem ser tomadas medidas ativas para cultivar um ambiente de negócios de primeira classe que seja orientado ao mercado, baseado na lei e internacionalizado, determinou.

Ao tentar se integrar ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica e ao Acordo de Parceria da Economia Digital, a China deve aproveitar como uma oportunidade para estimular ainda mais as importações, expandir o acesso ao mercado e promover o desenvolvimento profundo da cooperação multilateral e bilateral, frisou Xi.

Devem ser feitos esforços para desenvolver o comércio digital, melhorar o status do país na divisão internacional do trabalho e subir na cadeia de valor global, acentuou Xi, enfatizando a salvaguarda da segurança económica nacional no processo. ANG/Inforpress/Xinhua

 

Suiça/OMS preocupada com evolução da Covid-19 no inverno que se aproxima

Bissau,28 Set 23 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu quarta-feira preocupação com a evolução da Covid-19, à medida que se aproxima o inverno no hemisfério norte, numa altura em que tem aumentado o número de casos graves e hospitalizações.

"Entre os relativamente poucos países que estão a reportar, tanto as hospitalizações como as entradas em cuidados intensivos têm aumentado nos últimos 28 dias, sobretudo na Europa e na América", afirmou hoje em conferência de imprensa o diretor-geral da OMS.

Tedros Adhanom Ghebreyesus considerou que passados menos de dois anos desde que o mundo se encontrava no pico da pandemia, os níveis de vacinação entre os grupos mais vulneráveis continuam muito baixos.

Dois terços da população mundial têm a vacinação completa e apenas um terço recebeu, pelo menos, uma dose de reforço.

"A Covid-19 pode já não ser a crise aguda que era há dois anos, mas isso não significa que possamos ignorá-la", afirmou Tedros Ghebreyesus.

De acordo com a responsável do departamento técnico anti-Covid da OMS, Maria Von Kerkhove, os dados que os cientistas têm disponíveis para vigiar a circulação do vírus são cada vez mais escassos porque os países estão a reduzir a monitorização.

Sabe-se, no entanto, que as subvariantes actualmente em circulação estão relacionadas com a variante Ómicron, sem que nenhuma seja claramente dominante. ANG/Angop

 

   Futebol/Marrocos organiza Campeonato Africano das Nações de 2025

Bissau, 28 Set 23 (ANG) - O Comité Executivo da CAF - Confederação Africana de futebol - decidiu atribuir o CAN 2025 a Marrocos e o CAN 2027 à candidatura composta por três países da África de Leste - Quénia, Uganda e Tanzânia.

Acabou-se a longa espera para saber quem vai organizar o CAN 2025 e a edição de 2027. A CAF anunciou a atribuição das duas próximas edições a Marrocos e a uma candidatura composta por três nações: Quénia, Uganda e Tanzânia.

Em Setembro de 2022, há cerca de um ano, a Guiné Conacri ficou sem a edição de 2025 devido a um atraso e, por consequência, as condições não estavam reunidas para organizar o evento.

A atribuição a Marrocos, esta quarta-feira 27 de Setembro, não foi uma surpresa visto que a Argélia, a Zâmbia e a dupla Nigéria-Benim tinham retirado as candidaturas.

A menos de 15 meses da organização do torneio, a Federação marroquina está pronta para receber o evento desportivo, visto que organizou recentemente o CAN feminino.

Para 2027, havia muitas candidaturasSenegal, Botsuana, Zâmbia, a dupla Nigéria-Benim e o trio Quénia-Uganda-Tanzânia.

Acabou por ser a candidatura menos esperada, para os especialistas, que ganhou a corridaQuénia, Uganda e Tanzânia vão organizar em conjunto o Campeonato Africano das Nações de 2027.

A prova regressa à África de Leste após a última que decorreu em… 1976 na Etiópia.

Recorde-se que a próxima edição do CAN vai decorrer de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2024 na Costa do Marfim com a presença de quatro nações lusófonas: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.ANG/RFI

 

 

Tanzânia/Exterminados cinco milhões de aves Quelea Quelea para proteger culturas

Bissau, 28 Set 23 (ANG) – Um total de cinco milhões de Quelea Quelea, pequenas aves de bico vermelho, foram exterminadas na Tanzânia, com recurso a drones, para proteger os campos de arroz, anunciou hoje o organismo nacional de controlo das plantas e pesticidas.

Na semana passada, a Autoridade Tanzaniana de Proteção das Plantas e Pesticidas (TPHPA) matou cinco milhões de aves na região de Manyara, no norte do país, onde mais de 400 hectares de culturas comerciais estavam ameaçados.

"Matámos cinco milhões de aves destruidoras e estamos agora a monitorizar outras áreas", disse à agência AFP o diretor-geral da TPHPA, Joseph Ndunguru.

Os Quelea Quelea, ou Trabalhadores de Bico Vermelho, que viajam em grandes bandos, já causaram estragos em culturas em África no passado, com invasões que geralmente ocorrem no início da estação seca, em Setembro e Outubro.

Ndunguru disse que a agência tinha visado os enxames com pulverização aérea, incluindo com recurso a drones, durante um período de quatro dias, matando-os antes de danificarem os campos de arroz no norte da Tanzânia.

De acordo com o TPHPA, as aves são capazes de destruir mais de 50 toneladas de culturas alimentares num único dia.

Em 2013, o Uganda exterminou 1,8 milhões de Quelea Quelea, também para proteger os campos de arroz, uma medida criticada pelos ambientalistas. ANG/Angop

 

Burkina Faso/Quatro oficiais detidos depois de inviabilização de tentativa de golpe

Bissau, 28 Set 23 (ANG) - O Ministério Público Militar anunciou hoje ter detido 4 oficiais
suspeitos de envolvimento numa"conspiração contra a segurança do Estado", depois de o governo ter anunciado quarta-feira à noite ter impedido uma tentativa de golpe de Estado.

Ainda de acordo com a justiça militar, outros dois oficiais estão em fuga.

Em comunicado divulgado hoje, o Ministério Público Militar indicou ter atuado "com base numa denúncia fidedigna, dando conta de uma conspiração contra a segurança do Estado em curso e pondo em causa oficiaise ter aberto "imediatamente um inquérito circunstanciado para elucidar os factos denunciados".

Ao lançar um apelo para que eventuais testemunhas se manifestem "à luz da recorrência de veleidades e outras alegações de desestabilização", a justiça militar informou, para já, ter detido quatro oficiais, sendo que outros dois estarão em fuga.

Quarta-feira à noite, o governo informou que uma "tentativa comprovada de golpe tinha sido frustrada no dia 26 de Setembro de 2023 pelos serviços de inteligência e segurança do Burkina Faso".

Já na terça-feira à noite, perante rumores de uma tentativa de golpe, milhares de pessoas se tinham concentrado nas ruas da capital em resposta a um apelo neste sentido do homem forte do país, o capitão Ibrahim Traoré.

Em Dezembro de 2022, o Ministério Público já tinha dado conta da detenção de militares após uma tentativa de desestabilização neste país cujo poder atual resulta de um golpe de Estado militar ocorrido a 30 de Setembro do ano passado, 8 meses depois de um primeiro ocorrido em Janeiro de 2022.

Refira-se ainda que foi neste contexto que a circulação no Burkina Faso do semanário francês 'Jeune Afrique' foi suspensa pelo governo, depois de este órgão de imprensa ter publicado dois artigos sobre as tensões no exército do Burkina Faso.ANG/RFI


 

Comércio/Presidente da República manda padeiros vender o pão à 200 francos

Bissau,28 Set 23(ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, mandou, quarta-feira, os padeiros tradicionais a venderem o pão á 200 francos CFA,  mais caro que o preço determinado pelo Governo e em vigor desde domingo último, 24 de setembro.

Dezenas de padeiros tradicionais concentraram-se em protesto contra a medida governamental junto ao palácio da Presidência, onde foram todos recebidos no salão nobre pelo Presidente da República.

Na ocasião, Umaro Sissoco Embaló disse aos padeiros que vai falar com o Governo e outros agentes do setor e para, entretanto, continuarem a vender o pão ao preço que estava a ser praticado, para evitar que falte no mercado.

“Vamos chegar a um consenso, vou chamar o Governo, antes vou ouvir quem vende, mas pão não pode faltar. Quem quer comprar pão ao vosso preço, que vá comprar e comer, quem não quer, não é obrigado a comprar, onde é que está o problema?”, disse Embalo aos padeiros.

O chefe de Estado, que não falou com os jornalistas no final da reunião, disse ainda para não terem medo, afirmando que ninguém vai à casa dos padeiros e que enquanto ele for Presidente da República ninguém lhes “vai tocar”.

Os padeiros estão parados desde domingo em protesto contra a decisão do Governo de baixar o pão de 200 para 150 francos cfa e a farinha de 29.000, o saco de 50 quilos, para 24.600 fcfa.

Desde terça-feira que o protesto se tornou mais visível e a população está praticamente sem pão, já que são os padeiros tradicionais os principais fornecedores, nomeadamente do pão kuduro, o mais consumido, e as padarias industriais ficaram sem capacidade de dar resposta à procura.


Tanto o Governo como a associação que representa os padeiros falaram em “boicote”, mas no encontro de quarta-feira, o presidente da mesma associação, Adulai Djaló, disse que quem tinha falado não tinha legitimidade, nem quem fez o acordo com o Governo.

“O pessoal que assinou com o Governo não são  padeiros, os padeiros nunca assinaram com o Governo”, afirmou aos jornalistas.

O representante disse que vão seguir o Presidente da República e que ainda na quarta-feira vão trabalhar e vender o pão a 200 francos cfa.

“Quando terminarem as negociações, ele chama-nos novamente para dizer o preço”, acrescentou.

O representante dos padeiros deixou claro que se o saco da farinha custar mais do que 17.500 fca o pão terá que custar 200.

“Quando baixar o preço da farinha, também baixaremos o preço do pão. Se a farinha não baixar, também não podemos baixar o preço do pão”, vincou.

Uma fonte do Ministério do Comércio confirmou a ANG que está em curso uma reunião com padeiros para se encontrar consensos sobre o braço-de-ferro a volta do preço de pão.

Os protestos de padeiros tradicionais surgem duas semanas depois do anúncio pelo Governo do consenso alcançado com padeiros e o importador de farinha de trigo, para a redução do preço de pão junto do consumidor. Entretanto os panificadores industriais estão a vender ao preço estipulado pelo o Executivo. ANG/O Democrata/lusa

 

Desporto/FFGB suspende Jerónimo Mendes das funções de Diretor das Competições por alegada “gravíssima falha”

Bissau,28 Set 23(ANG) -  A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), decidiu afastar dois funcionários, acusados de cometer  “gravíssima falha” na data do jogo da segunda mão da Seleção Nacional feminina contra o Congo Brazzaville.

De acordo com a Radiodifusão Nacional (RDN), em despacho N°04, a FFGB decidiu , quarta-feira ,exonerar Jerónimo Mendes, das funções de diretor das competições e  Artemisa Mendes Cuma, das funções de responsável e gestora do futebol feminino nacional.

“O despacho com efeito imediato, indicou o nome da Ângela Peti como substituta da Artemisa Mendes Cuma”, noticiou a  secção desportiva da RDN, na  Facebook.

A Seleção Nacional feminina de futebol (As Djurtus), foi eliminada , terça-feira, (26), ao ser derrotada pela sua congénere do Congo Brazzaville, por 2-0, numa partida disputada na tarde de terça-feira, a contar para a segunda mão da eliminatória para o Campeonato Africano das Nações (CAN Marrocos 2024).

As comandadas de Romão dos Santos não aguentaram as meninas do Congo Brazzaville e voltaram a perder, depois de terem perdido em Bissau por uma bola a zero, no jogo da primeira mão.

Segundo o O Golo GB, a seleção nacional feminina só soube que jogaria no dia (26), não no dia 28 de Setembro, quando já estava de malas feitas no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira de Bissau, no dia 25.

A comitiva nacional chegou no mesmo dia 25 de Setembro de 2023, ao Congo Brazzaville, por volta das 20:00 horas locais.

“A Federação de Futebol da Guiné-Bissau e a estrutura técnica da seleção feminina falharam com a data do jogo, ou seja, cometeram um “erro gravíssimo” perante uma alta competição”, refere O Golo GB.

De relembrar que depois da partida da primeira mão, em Bissau, presente no balneário do Estádio Nacional “24 de Setembro”, na presença da imprensa desportiva, a ministra da Juventude, Cultura e Desportos, Indira Cabral, perguntou aos elementos da equipa técnica da seleção e os membros do Comité Executivo da FFGB presentes no local, incluindo o presidente da FFGB Caíto Teixeira, da data do jogo da segunda mão, mas todos eles responderam que seria no dia 28 de Setembro de 2023.ANG/ÂC//SG

50 anos da independência /Líder da bancada da coligação PAI Terra Ranka defendeu implementação do aumento da pensão dos combatentes   para 150 mil fcfa

Bissau, 28 set 23 (ANG) – O líder da Bancada Parlamentar da Coligação Plataforma da Aliança Inclusiva PAI-Terra Ranka defendeu a implementação da medida de aumento da pensão dos Combatentes da Liberdade da Pátria, de pouco mais de 30 mil francos CFA para 150 mil cfa, aprovada pelo parlamento em 2021.

Califa Seidi discursava na sessão especial da Assembleia Nacional Popular alusiva as celebrações oficiais da data da independência assinala a 24 de Setembro, em Lugadjol, no sector de Boé,e que marcaram os 50 anos de independência nacional da colonização portuguesa.

Segundo este responsável, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) é o maior responsável pela atual situação de dificuldade  que os combatentes enfrentam, mas diz que ainda se está a tempo de melhorar as condições de vida dos que ainda não morreram.

Para Califa Seidi o que aconteceu em Lugadjol deve ser considerado o início do processo para a retirada do setor de Boé de. Isolamento. O líder da bancada da PAI-Terra Ranca se referia a disponibilização de uma embarcação para assegurar a travessia do Rio Tchetche que dá acesso a toda a região de Madina Boé. No Leste da Guiné-Bissau.

Há dois anos  que não se consegue de viatura se deslocar até ao sector, devido a falta de uma embarcação para a travessia do rio Tchetche.

O líder da Bancada do PAI Terra Ranka, saudou a decisão do Primeiro-ministro, de diligenciar a construção de uma ponte sobre o Rio Tchetche, ainda este ano, para facilitar a mobilidade e dos bens dos populares daquela zona.

Em representação do Partido da Renovação Social (PRS), Siga Batista,  disse que, passados 50 anos, a fome, intriga, falta de escolas e de emprego ainda representam  uma ameaça ao bem-estar do povo guineense.

“Volvidos, meio século, nenhum guineense se orgulha do país, porque registou-se um retrocesso nas perspectivas de desenvolvimento do país. Por isso,  convido a todos aqui presentes  a pensar o país, por forma a mudar o rumo da situação nos próximos quatro anos”, disse

Para o efeito, apontou a educação como o caminho para  a mudança de mentalidade do povo, porque segundo diz, quem não investe no sector educativo significa que está a hipotecar o seu desenvolvimento e o futuro, assim como o bem estar-social.

Batista defendeu a adopção do principio de obrigatoriedade de inclusão do apelido da mulher casada nos documentos dos filhos.

Dirigindo-se ao governo pediu que se proceda ao reajuste salarial no próximo Orçamento Geral de Estado (OGE).

Por sua vez, o primeiro vice-presidente do Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), Florentino Carlos Delgado diz  tratar-se do momento de celebrações dos 50 anos de independência mas também de reflexão por parte dos guineenses sobre o que  foi feito e o que deve ser feito.

Delgado saudou o líder da PAI-Terra Ranka, pelo convite que formulou ao PTG para fazer parte do governo da coligação e contribuir para o desenvolvimento do país, e dirigiu saudações aos combatentes da liberdade da Pátria pela conquista da Independência em 1973.


A realização da reconstituição da Assembleia Nacional Popular constituinte no berço da proclamação da independência nacional foi, este ano, o ponto mais alto das celebrações oficias do dia nacional da Guiné-Bissau, 24 de Setembro.
ANG/LPG/ÂC//SG

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

                                                   COMUNICADO

 

A Direção da Agência de Notícias da Guiné(ANG) vem por este meio informar à todos os que visualizam as  páginas do órgão através do blogue www.angnoticias.blogspot.com de que já dispõe de um sítio próprio para o efeito – www.ang.gw. Informa que , assim que tudo estiver afinado, vai passar a usar apenas o www.ang.gw para  divulgação dos seus despachos, pondo fim a divulgação simultânea nas duas plataformas.

Bissau, 21 de Setembro de 2023

 O Diretor de Informação

Ângelo da Costa

Economia/Preços das moedas para quarta-feira, 27 de setembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

617.250

624.250

Yen japonês

4.135

4.195

Libra esterlina

750.500

757.500

Franco suíço

674.500

680.500

Dólar canadense

455.500

462.500

Yuan chinês

84.000

85.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

167.500

170.500

Fonte: BCEAO

50 anos de independência/Líder do parlamento qualificou de “desadequada e inaceitável”, referências feitas pelo Presidente da República sobre  as comemorações em Boé

Bissau,27 Set 23(ANG) -   O Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), qualificou de “desadequada e inaceitável”, as referências feitas pelo Presidente da República, segundo as quais  as comemorações dos 50 anos da independência, cujo ato central foi realizado em Lugadjol(Madina Boé),pelo parlamento tratou-se  de uma “manifestação de um partido político e manobras para enganar o povo”.


Em conferência de imprensa realizada hoje, Domingos Simões Pereira disse que, em Lugadjol, esteve reunida na sessão especial do parlamento alusiva aos 50 anos de independência, 62 deputados, seis dos quais, foram empossados no ato de abertura.

A Assembleia Nacional Popular(parlamento) é constituida de 102 deputados, 54 dos quais da Coligação PAI-Terra Ranca, que integra cinco formações políticas.

“Registanos infelizmente, a ausência de uma Bancada, por razões desconhecidas mas  que não mereceu particular enfoque”, salientou.

Nas redes sociais, a dirigente do Madem G-15, Adja Satú Camará justificou o que alguns analistas chamaram de” boicote do Madem G-15”, que o partido não tomou parte nas comemorações dos 50 anos de independência devido ao fato de a cerimónia ter sido monopolizada por um partido, neste caso o PAIGC.

O líder do parlamento e do PAIGC, coordenador da Coligação PAI-Terra Ranca,vencedora das legislativas de Junho passado afirmou que, foi um momento histórico em Ludjadjol, repleto de simbolismo e que serviu de homenagem a heroica população de Boé e também para a reafirmação do compromisso dos deputados de servir os interesses do povo.

“Agora, as referências do Presidente da República de que o evento tratou-se de uma manifestação de um partido político e de manobras para enganar o povo, foi desadequada e inaceitável”, disse Domingos Simões Pereira.

Simões Pereira sublinhou que, da mesma forma, as considerações que se seguiram,  do Presidente da República, tanto em relação a data das eleições, como ao facto de que já é vencedor antecipado e em primeira volta das próximas presidenciais, são afirmações mal enquadradas e que a ANP não aceita.

O  Presidente da ANP referiu que a Guiné-Bissau vive um momento importante e que ainda precisa de ser corrigido, acrescentando que para consolidar a paz e a tranqulidade, necessita-se do concurso de todos, e especialmente dos órgãos da soberania com o Presidente da República no topo da hierarquia.

“Ainda vamos à tempo de controlar impulsos e consolidar o entendimento entre todos os atores da vida política nacional”, aconselhou.

Domingos Simões Pereira afirmou que a democracia se rege particularmente pelo limite e interdependência dos poderes e pela imprevisiblidade dos pleitos e não se vai as eleições, já conhecendo os vencedores declarados do escrutínio.

“Não nos propomos questionar os mandatos de outros órgãos, mas não admitiremos, em nenhuma circunstância, que se ponha em causa o mandato, que resulta da vontade livremente expressa do povo guineense, de ser este o quadro de governação escolhido para os próximos quatro anos”, salientou.

O líder da ANP disse que, em Novembro, irão comemorar o aniversário das Forças Armadas com toda a admiração e disntição, mas já não poderá haver a festa da independência, porque esta aconteceu em 24 de Setembro.

O Presidente da República, anunciou a sua recandidatura para as próximas eleições presidenciais de 2025, assumindo que será o vencedor das mesmas logo na primeira volta.

Umaro Sissoco Embaló que falava aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, ao regressar da 78a sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorreu em Nova Iorque, disse que as festividades do Dia da Independência foram proteladas para dia 16 de Novembro, dia das Forças Armadas, porque “não se pode festejar a efeméride debaixo da chuva”. ANG/ÂC//SG

Economia e Finanças/ Ministro disse esperar que projetos financiados pelo Banco Mundial alinhem com as prioridades do país

Bissau,27 Set 23(ANG) – O ministro da Economia e Finanças disse esperar que os projetos financiados pelo Banco Mundial estejam alinhados com as prioridades e objetivos nacionais.

Suleimane Seidi falava hoje quando presidia, a cerimónia da abertura da reunião de Avaliação Conjunta de Carteira de Projetos financiados pelo Banco Mundial, no país.

Seidi disse acreditar que o encontro vai permitir a  identificação dos constrangimentos na execução dos projetos, assim como, "encontrar soluções conjuntas que podem contribuir para melhorar a classificação" dos mesmos ainda com problemas.

Nesta perspetiva, o governante reconheceu a oportunidade que a reunião representa "para avaliar o progresso alcançado pelo país e traçar um caminho claro para o futuro.

Por sua vez, a representante residente do Banco Mundial no país, Anne-Lucie Lefebvre disse que o atelié de hoje é o culminar de um processo que iniciou com várias consultas ao nível interno sobre os projetos, em que foram identificados assuntos gerais  e específicos dos projetos.

“As ações  do Banco Mundial na Guiné-Bissau contam atualmente com oito projetos nacionais e 4 projetos regionais, num valor total de 393 milhões de dólares. Estes projetos têm sido implementados com sucesso e com resultados visíveis. Por isso agradeço desde já ao Governo e às Unidades de Implementação pelo compromisso e liderança”, afirmou Lefebvre.

Informou que, em julho de 2022, iniciaram o novo ciclo do financiamento do projecto e que abrange três  anos fiscais até Junho de 2025, acrescentando que, nesse ano fiscal, planearam apresentar quatro operações ao  Conselho de Administração da instituição, incluindo três  projetos nacionais de 78 milhões de dólares, e um projeto regional de 60 milhões de dólares.

Anne-Lucie Lefebvre afirma que,  estes projetos representam oportunidades para o governo da Guiné-Bissau continuar a implementar atividades importantes em áreas como desenvolvimento digital, capital humano ou energia, em concordância com a determinação  do Banco Mundial de acabar com a pobreza extrema e promover a prosperidade partilhada.

O Banco Mundial tem em carteira oito Projetos nacionais avaliados em 210 milhões de dólares. ANG/ÂC//SG