quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Guerra Médio Oriente/Quase 200 mortos e 325 feridos nas últimas horas em Gaza

Bissau, 28 dez 23 (ANG) – Pelo menos 195 pessoas morreram e 325 ficaram feridas nas últimas 24 horas em ataques do exército israelita em Gaza, a maioria crianças e mulheres, informaram hoje fontes ligadas à saúde.

A agência oficial palestiniana Wafa noticiou, citando fontes ligadas às autoridades de saúde, que o bombardeamento israelita em Deir al-Balah e no campo de refugiados Maghazi, no centro do enclave costeiro, fez parte das vítimas.

As informações dão conta de várias mortes quando um veículo que transportava feridos foi atacado.

Outro ataque israelita deixou pelo menos sete mortos numa casa no campo de refugiados de Nuseirat, também no centro de Gaza.

No sul, na cidade de Khan Yunis, ocorreram “violentos ataques aéreos e de artilharia” com dezenas de mortos e feridos. Pelo menos 30 pessoas morreram num dos ataques, na quarta-feira, perto do Hospital Al-Amal, destacou outra fonte.

Já o Crescente Vermelho Palestiniano reportou 10 mortos e pelo menos 12 feridos num atentado bombista perto do hospital, naquele que é o terceiro ataque na zona em apenas uma hora.ANG/Lusa

 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

    Finanças/Doménico Oliveira Sanca é novo Director Geral das Alfândegas

Bissau, 27 Dez 23(ANG) – O ministro das Finanças nomeou interinamente e em comissão de serviço,  Doménico Oliveira Sanca como novo director geral das Alfândegas.

A informação consta no  despacho número 147 do ano 2023, assinado por Ilídio Vieira Té, a que ANG teve acesso hoje.

No documento, informa que, face à enorme responsabilidade que pende sobre o Ministério das Finanças  no âmbito  das suas atribuições orgânicas e tendo em conta que o atual momento exige um esforço acrescido por parte dos  diferentes Direções Gerais, as dificuldades herdadas do anterior governo.

Segundo o despacho, em consequência da nomeaçâo de Doménico Oliveira Sanca é dada por finda a comissão de serviço do anterior Director Geral.

Doménico Sanca,  já tinha exercido funções do Director Geral das Alfândegas, entre meados  de 2020, até até a entrada em funções do Governo da Coligação Pai Terra Ranka, após a sua vitória nas eleições legislativas de 04 de junho de 2023.ANG/JD/ÂC

Ano 2023/”Guiné-Bissau ficou marcado por eventos extremos”, revela artigo de opinião de DW

Bissau, 27 Dez 23 (ANG) - O ano 2023 ficou marcado na Guiné-Bissau  por eventos extremos entre os quais: a festa das eleições legislativas de 4 de junho e dissolução do Parlamento, pelo Presidente da República no passado dia 04 do Dezembro em curso.

De acordo com o artigo de opinião de DW publicado recentemente, depois da esperança de 04 de junho e da redução dos preços de produtos de primeira necessidade, os guineenses tinham a esperança em viver melhores dias.

“O ano de 2023 ficou marcado igualmente com a realização de eleições legislativas, e da indicação de Geraldo Martins pela Coligação PAI – Terra Ranka para assumir a liderança do Governo”, refere o mencionado artigo.

No mesmo artigo consta também que, apenas quatro meses de governação do Governo legítimo foram suficientes para o Presidente da República fazer análises e concluir dissolver o Parlamento, dirigido por Domingos Simões Pereira,  que é o Presidente do PAIGC e da Coligação PAI-Terra Ranka que venceu as eleições legislativas.

“Umaro Sissoco Embaló dissolveu o Parlamento em 2023, tal como o fez em 2022, ao aproveitar-se da atuação, sem precedentes, da Guarda Nacional, que numa decisão operacional que o Governo disse não ter sancionado, retirou das celas da Polícia Judiciária, o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seide, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, que, segundo o Presidente, foi uma tentativa de golpe de Estado”, lê-se no artigo.

Sgundo o artigo de opinião publicado pelo DW, dois militares morreram num incidente que envolveu trocas de tiros  entre o Batalhão da Presidência da República e a Guarda Nacional (GN), que culminou com a detenção do comandante Guarda Nacional Victor Tchongo numa prisão militar do país.

“Não obstante, a decisão de Umaro Sissoco Embaló em dissolver o Parlamento foi contestada dentro e fora do país, com entidades, como a CEDEAO, a CPLP e o secretário-geral da ONU à apelarem o respeito à Constituição da República, que, na perspetiva da Coligação PAI – Terra Ranka, vencedora das últimas eleições legislativas, foi “profundamente” violada”, de acordo com artigo de opinião.

O artigo de opinião esclareceu que, tudo aconteceu depois do pagamento, pelo Governo, de seis biliões de francos CFA, (10 milhões de dólares), em dívida, a um grupo de empresários nacionais, através de um dos bancos comerciais da Guiné-Bissau.

Conforme o artigo de opinião de DW, O ministro da Economia e Finanças Suleimane Seide  foi ouvido no Parlamento no qual nega ter cometido qualquer violação procedimentais a respeito do pagamento de10 milhões de dólares à um grupo de empresários nacionais. Mas, o seu argumento  não convenceu alguns deputados e na semana seguinte, a mando do Ministério Público, Seide e António Monteiro foram ouvidos e presos.

Concernente ao setor judicial, o artigo de opinião relatou que, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, José Pedro Sambú, foi forçado a renunciar ao cargo, alegando razões de segurança, no rescaldo de uma guerra interna no seio do Conselho Superior da Magistratura Judicial, marcada pela ocupação por homens armados, até agora desconhecidos, da sede do órgão supremo da justica e da residência de Sambú.

“Enquanto pairavam dúvidas de quem pertencia a força ocupante, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, veio refutar o seu suposto envolvimento. E, hoje, o Supremo Tribunal de Justiça está a ser dirigido pelo seu vice-vresidente, Lima António André”, refere.

O mesmo artigo de opinião anotou também a celebração dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau que teve dois momentos: a primeira, aconteceu no próprio dia 24 de setembro com a recriação da primeira Constituinte em Boé, onde foi proclamada a Independência da Guiné-Bissau, num ato liderado pelo Presidente do Parlamento, Domingos Simões Pereira, mas sem a presença do Chefe de Estado.

O segundo momento aconteceu na capital, Bissau, no Dia das Forças Armadas, 16 de novembro, com um desfile militar e notável presença de algumas personalidades estrangeiras. Um ato presidido por Presidente da República Umaro Sissoco Embaló.

Outra marca registada em 2023 segundo o artigo de opinião de DW,  tem que ver com o apagão que afetou   a capital Bissau por um periodo de mais de 24 horas e que causou prejuízos “graves” junto aos consumidores.

O artigo registou também a situação do Governo ter apontado em Conselho de Ministros, a Convenção sobre a Transferência de Pessoas Condenadas entre a Guiné-Bissau e o Senegal, e entre a Guiné-Bissau e os Estados-membros da Comunidade  dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).ANG/DW

Balanço/”2023 ano de novos conflitos, atropelos aos Direitos Humanos e crises em África”- RFI

Bissau,27 Dez 23(ANG) . O ano de 2023, prestes a terminar,  será lembrado como um momento de dor em que o mundo continuou a sentir os efeitos da guerra na Ucrânia e agora também no Médio Oriente, referiu a Rádio França Internacional(RFI), no seu balanço anual.

Segundo a RFI, em África, estas crises não deixaram de ter impacto designadamente em termos de aumento do custo de vida, o continente tendo visto igualmente surgir ou ressurgir novos focos de instabilidade.

Um dos pontos do continente onde a situação tem sido difícil é o Sudão onde, em Abril, um conflito entre o chefe do exército Abdel Fattah al-Burhane e o seu antigo adjunto, doravante rival, o general Mohamed Hamdane Daglo degenerou em guerra civil. Até ao momento, de acordo com a ONU, este conflito que se segue a anos de instabilidade e a um golpe de Estado em 2021, causou pelo menos 12 mil mortos e mais de 6 milhões de deslocados.

Também na Etiópia, a instabilidade continuou a ser uma realidade neste ano de 2023, com o surgimento de um conflito entre o governo central e a região Amhara no norte do país. Situações particularmente preocupantes do ponto de vista do especialista do Corno de África, Manuel João Ramos.

"Tanto o que está a acontecer no Sudão, como na Etiópia, é muito grave e é trágico (...), são duas guerras que passam muito sob o radar mediático. Parece que as pessoas não sabem o que está a acontecer. Estamos todos focados nos efeitos mediáticos da guerra da Ucrânia e sobretudo, hoje em dia, no conflito em Gaza. A verdade é que estes dois conflitos que, tendo motivos e factores internos, são também eco de convulsões geoestratégicas muito importantes. O Corno de África fica na margem ocidental do Mar Vermelho que é hoje um centro de uma espiral de conflito e de tensão extrema, como tem sido noticiado, com os ataques iemenitas a navios mercantes", observa Manuel João Ramos.

Outra tragédia marcou 2023, desta vez em Marrocos onde na noite do 8 de Setembro, um violento terramoto atingiu a região de Marraquexe, causando cerca de 3.000 mortos e mais de 5.600 feridos. Na altura deste acontecimento, Mama Saliu Tala Djob, secretário-geral da Associação de Estudantes e Estagiários Guineenses no Reino de Marrocos falou com a RFI e deu conta da situação então vigente. "De uma forma geral, a população está aflita. Pode encontrar população na rua, a dormir no acampamento ou no jardim" relatou o estudante dando todavia conta de um forte movimento de solidariedade para acudir os sinistrados.

Entretanto, na África do oeste, 2023 marcou o alastramento da instabilidade já vigente em alguns países da região.

No dia 26 de Julho, um grupo de militares tomou o poder no Níger, aprofundando um pouco mais a fractura na África do Oeste entre os países liderados por poderes civis e os regimes resultantes de golpes de Estado militares. Uma fractura que se materializou nomeadamente com a assinatura em Setembro de um acordo de defesa mútua entre o Níger, o Mali e o Burkina Faso, todos eles países dirigidos por juntas militares. Em entrevista à RFI, o analista guineense Armando Lona falou em "região em clara ebulição".

Ao considerar que os recentes golpes "testemunham uma certa vontade pela mudança na África ocidental", o analista nota que "assistimos também a contestação de natureza política e social em diferentes países, nomeadamente no Senegal que tem sido um país animado por um movimento político-social através da liderança do opositor Ousmane Sonko que, neste momento, está na cadeia".

Na vizinha Guiné-Bissau, este ano foi marcado pelas legislativas de Junho e a vitória da coligação PAI Terra Ranka, com a instalação de um governo e de um parlamento resultantes desta nova configuração. Mas a 4 de Dezembro, o Presidente Umaro Sissoco Embalo decidiu dissolver o parlamento depois de confrontos entre elementos da guarda nacional e membros do batalhão presidencial na madrugada de 1 de Dezembro que consubstanciaram, na sua óptica, uma "tentativa de golpe de Estado".

Depois de um momento de esperança, veio "um retrocesso em termos de Estado de Direito democrático", diz Fodé Mané para quem este momento representou um "desrespeito da vontade popular" porque "o parlamento que representava a vontade popular foi impedido de funcionar através de um acto ilegal".

Ao tecer críticas à reacção prudente da CEDEAO a respeito desta nova crise, o activista considera que "esta instituição existe formalmente" mas que não é "nem dos povos, nem dos governantes, mas de um núcleo restrito de pessoas que sequestraram o poder nos seus países".

Noutras latitudes, em Moçambique, deram-se em 2023 dois momentos marcantes, nomeadamente a morte em Março do rapper Azagaia. As marchas de homenagem ao artista que era também um activista muito crítico em relação ao poder, foram severamente reprimidas pela polícia, tendo havido registo de vários feridos.

Meses depois, em Outubro, por altura das autárquicas, o país conheceu um segundo momento de tensão, com um forte movimento de contestação aos resultados oficiais que deram a vitória ao partido no poder na maioria das 65 autarquias do país, apesar de indícios de irregularidades. Adriano Nuvunga, dirigente do Centro Para Democracia e Direitos Humanos, guarda deste ano a "imagem de abuso e violação dos Direitos Humanos".

Ao recordar os incidentes ocorridos durante as marchas de homenagem a Azagaia, o activista social mostra-se chocado com a "forma como o Estado moçambicano reprimiu usando gás lacrimogéneo contra os manifestantes que simplesmente estavam a celebrar a vida e a obra do Azagaia". Mesmo choque é expressado por Adriano Nuvunga quando alude às manifestações de contestação dos resultados das autárquicas de Outubro e recorda "a forma como as autoridades, incluindo o Presidente da República reagiu, dando a ideia de que os culpados eram os manifestantes e não a polícia que agiu à margem da lei".

 

Noutro aspecto, o activista também evoca a situação de Cabo Delgado onde as tropas moçambicanas apoiadas por militares do Ruanda e de outros países da região têm combatido os grupos terroristas activos desde 2017 naquela região do extremo norte do país. Ao dar conta de algumas vitórias neste domínio, Adriano Nuvunga considera todavia que "não há sinais claros de que se está a melhorar o sector da segurança em Moçambique. Com a corrupção, os soldados não têm aquilo de que necessitam para fazer o seu trabalho (...). Isso faz com que esta relativa estabilidade não se consiga consolidar".

Em Angola, este foi mais um ano de dificuldades, com a diminuição do poder de compra e greves no sector público. Contudo, a recente visita do Presidente Angolano aos Estados Unidos suscitou a esperança de um impulso económico no país, refere o líder associativo Rui Mangovo. "Fala-se de mais de 2 biliões de Dólares que os Estados Unidos pretendem investir em Angola, para o Corredor do Lobito, para a reabilitação daquela infra-estrutura e também no âmbito das energias renováveis em que os Estados Unidos também estão a estreitar a sua parceria com Angola", observa Rui Mangovo.

"Resiliência" também poderia ser a palavra-chave para descrever o ano de 2023 em Cabo Verde, onde a população continua a enfrentar o aumento do custo de vida. "Tudo aumentou", diz Daniel Medina, director da Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes da Universidade de Cabo Verde. "É um povo que não se sabe como é que tem conseguido sobreviver com uma mensalidade mínima de 13 a 15 mil Escudos por mês (entre um pouco mais de 116 e 134 Euros). Quando a gente diz isso a um estrangeiro (...), as pessoas põem as mãos à cabeça", diz o universitário.

Em São Tomé e Príncipe, a estagnação e as dificuldades económicas continuaram a ser o quotidiano da população, segundo o sociólogo são-tomense Olívio Diogo. "Foi o ano em que houve uma promessa directa para que houvesse um acordo de cerca de 150 milhões (de Dólares) com o FMI que não se concretizou porque o Estado são-tomense não consegue chegar a uma plataforma de entendimento com o FMI para se concretizar este aspecto", refere o estudioso.

Noutro quadrante, ao notar o aumento importante do custo de vida no seu país, o sociólogo também enfatiza que "este é um ano, foi o ano em que mais são-tomenses saíram do país. São pessoas que, muitas delas, são quadros da educação, são quadros do Ministério da Saúde (...). Não podemos deixar de sublinhar isso porque é a economia, são aspectos sociais, é o aspecto educacional, é a saúde, que se ressentiram bastante com esta situação de emigração", sublinha ainda o estudioso que alimenta a esperança de dias melhores para 2024, nomeadamente com a concretização do acordo com o FMI e a implementação de medidas para estancar a onda de emigração que o país tem conhecido nestes últimos meses.ANG/RFI

           Senegal/ Sonko apresenta candidatura às presidenciais

Bissau, 27 Dez 23(ANG) - O opositor senegalês Ousmane Sonko, que está preso, apresentou a sua candidatura às eleições presidenciais junto do Conselho Constitucional, apesar da recusa da administração em fornecer-lhe os documentos necessários.

"Posso confirmar que Ousmane Sonko e Bassirou Diomaye Faye apresentaram os seus dossiers de candidatura ao Conselho Constitucional", disse à AFP Ousseynou Ly, aquele responsável do departamento de comunicação do partido de Sonko, o Patriotas do Senegal para o Trabalho, a Ética e a Fraternidade (Pastef).

Ousmane Sonko, figura central de um conflito com o Estado que dura há mais de dois anos e que levou a vários episódios de violência, tem, de acordo com a lei eleitoral senegalesa, até às 24:00 de hoje, 26 de dezembro, para apresentar a sua candidatura e recolher patrocínios.

Bassirou Diomaye Faye, também detido, é o plano B do Pastef - que as autoridades senegalesas anunciaram que tinha sido dissolvido no final de julho - para as eleições presidenciais de 25 de fevereiro de 2024.

Na semana passada, o representante de Sonko foi impedido de recolher os documentos necessários para a candidatura do opositor junto da Direção-Geral das Eleições (DGE).

Os seus advogados anunciaram então a intenção do político apresentar a candidatura, dizendo que tinham "confiança no sistema judicial", em face a um Estado que, segundo eles, estava a tentar "mantê-lo fora" das eleições.

"Estamos certos de que a candidatura será apresentada e validada. O Conselho Constitucional é um órgão judicial e não político", afirmou um dos seus advogados, Saïd Larifou, numa conferência de imprensa em Paris, na passada sexta-feira.

Sonko foi condenado à revelia em 01 de junho último a dois anos de prisão por abusos de uma menor num julgamento a que se recusou comparecer por considerar uma cabala política para o impedir de concorrer às próximas presidenciais.

O político da oposição, de 49 anos, que está detido desde o final de julho por outras acusações, entre as quais o apelo à insurreição, a associação criminosa a um projeto terrorista e atentado contra a segurança do Estado, denuncia estes e outros casos em que foi implicado como sendo uma conspiração para o afastar das eleições.

Em meados de dezembro, um juiz em Dacar deu nova vida à sua candidatura ao ordenar a sua reinscrição nos cadernos eleitorais, confirmando uma decisão proferida em outubro pelo tribunal de Ziguinchor (província no sul do país com fronteira com a Guiné-Bissau) que tinha sido anulada pelo Supremo Tribunal.

A antiga primeira-ministra Aminata Touré, que chegou a ser próxima do atual presidente Macky Sal – a terminar o segundo mandato e impedido de concorrer -, mas que depois se juntou à oposição, também anunciou a sua candidatura na segunda-feira.

Na semana passada, o partido no poder no Senegal, a Aliança para a República (APR), nomeou o atual primeiro-ministro, Amadou Ba, como candidato às presidenciais.

Ba, 62 anos, primeiro-ministro desde setembro de 2022, parte para a corrida como o candidato favorito. Antes de ser nomeado para o atual cargo, ocupou as pastas dos Negócios Estrangeiros e da Economia, o que levou Sall a enaltecer em várias ocasiões a sua experiência em cargos de responsabilidade no país africano.

O Conselho Constitucional deverá anunciar a lista dos candidatos presidenciais em 20 de janeiro de 2024.ANG/DW

    Cabo Verde/Presidente da República suspende salário da Primeira-dama

Bissau,27 Dez 23(ANG) - O Presidente cabo-verdiano pediu, este fim de semana, o posicionamento do Tribunal de Contas e da Inspeção Geral das Finanças após a polémica com o salário da Primeira-dama. José Maria Neves anunciou, também, a suspensão imediata das regalias da Primeira-dama.

Numa comunicação ao país sobre o salário mensal de 310 mil escudos (cerca de 2.817 euros) que a Primeira-dama, Débora Carvalho, recebe na Presidência da República, o Chefe de Estado, José Maria Neves, anunciou que vai "solicitar ao Tribunal de Contas e à Inspecção Geral das Finanças o seu pronunciamento sobre a matéria e designadamente questões de legalidade que possam suscitar-se”.

O Presidente admitiu que se for entendido que haverá algum montante a repor, “será feito de imediato”. Além disso, o Chefe de Estado disse que tomou a iniciativa de suspender imediatamente todas e quaisquer remunerações à Primeira-dama.

“Suspender imediatamente o processamento dos salários à senhora Primeira-dama; suspender imediatamente o uso de transporte, segurança e outras regalias até que estas matérias sejam definitiva e cabalmente reguladas por lei, na linha, de resto, do que consta na proposta de nova Lei Orgânica da Presidência da República que submetemos ao Governo”, disse José Maria Neves, numa comunicação ao país feita nas redes sociais e numa televisão privada.

O chefe de Estado afirmou que tomou a decisão na tarde de sábado porque “sobre o Presidente da República não pode nem deve pairar dúvidas sobre a lisura com que exerce as funções”.

Em Cabo Verde não existe, oficialmente, a figura de Primeira-dama, nem um estatuto que a regulamente. Por isso, os analistas citados pela imprensa nacional avançam que “o Tribunal de Contas pode, perfeitamente, condenar Débora Carvalho a repor os montantes recebidos até então, através de remunerações sem qualquer base legal”.

Quando foi Primeiro-ministro, entre 2001 e 2016, José Maria Neves posicionou-se contra um estatuto do cônjuge do chefe de Estado, tendo afirmado, em 2015, que a então Primeira-dama, Lígia Fonseca, não deveria pronunciar-se, nem interferir nas questões relacionadas com a política interna do país por não ter sido eleita.ANG/RFI

 

Guerra Medio Oriente/Chefe do Estado-Maior do exército israelita assume que guerra vai durar "muitos meses mais"

Bissau, 27 dez 23 (ANG) – O chefe do Estado-Maior do exército israelita, Herzi Halevi, assumiu terça-feira que a guerra contra o grupo Hamas na Faixa de Gaza irá “continuar por muitos meses mais”.

“Os objetivos desta guerra não são fáceis de alcançar. A guerra vai continuar por muitos mais meses”, disse Halevi durante uma conferência de imprensa, após encontro com soldados na Faixa de Gaza.

“Não existem soluções mágicas, ou atalhos, no desmantelamento de uma organização terrorista, exceto combates persistentes e determinados. E nós estamos muito determinados”, acrescentou o chefe do Estado-Maior do Exército israelita, acrescentando que a liderança do Hamas será destruída, “quer demore uma semana ou meses”.

Halevi explicou que a pressão militar irá permitir atingir os objetivos da guerra – desmantelar o grupo islamita Hamas e o regresso dos reféns – pelo que assegurou que a estratégia está a ser cumprida como estabelecido.

“Matámos muitos terroristas e comandantes do Hamas. Alguns renderam-se às nossas forças e centenas foram feitos prisioneiros. Destruímos infraestruturas subterrâneas e grandes quantidades de armas”, disse Halevi.

O comandante do Exército israelita também prometeu transparência ao longo de todo o processo, dizendo que irá “divulgar toda a informação ao público”, referindo-se aos dados sobre o progresso da operação militar contra o Hamas.

Halevi admitiu que algumas decisões tomadas pelos comandantes das forças israelitas são difíceis, mas garantiu que “todas poderão ser totalmente investigadas”.

Israel está em guerra com o Hamas, apoiado pelo Irão, desde 07 de outubro, quando comandos do grupo islamita palestiniano invadiram o sul do país a partir da Faixa de Gaza.

O ataque causou 1.200 mortos, segundo as autoridades israelitas.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva contra a Faixa de Gaza, que matou 20.915 pessoas, segundo um balanço divulgado hoje pelas estruturas do Hamas.ANG/Lusa

 

China/Governo acusa candidato presidencial e atual vice de Taiwan de colocar ilha "à beira da guerra"

Bissau, 27 dez 23 (ANG) – O Governo chinês acusou hoje o atual vice-presidente de Taiwan e candidato presidencial do partido no poder, William Lai, de "empurrar" a ilha "para a beira da guerra".

Chen Binhua, porta-voz do Gabinete dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (executivo chinês), fez esta declaração em resposta às recentes observações de Lai, que afirmou que, se for eleito presidente nas eleições de janeiro, as hipóteses de guerra entre os dois lados do Estreito de Formosa são “mínimas”.

"A busca pela 'independência de Taiwan' implica guerra", disse Chen, em conferência de imprensa.

De acordo com o porta-voz, as autoridades do Partido Democrático Progressista (DPP), no poder em Taiwan, "aderem obstinadamente à posição independentista, aumentando as tensões e a situação volátil no Estreito, e empurrando Taiwan para a beira da guerra".

O porta-voz acrescentou que o princípio “Uma só China” reúne consenso entre a comunidade internacional e que a atitude correta a tomar é opor-se à independência de Taiwan e salvaguardar a paz.

Taiwan realiza eleições presidenciais a 13 de janeiro, cujo resultado definirá o rumo da sua política em relação à China, numa altura de tensões crescentes entre Taipé e Pequim, que reivindica a soberania sobre a ilha.

O candidato do DPP lidera as sondagens, com um apoio estável de cerca de 30%, contra os opositores Kuomintang (Partido Nacionalista) e Partido do Povo de Taiwan (TPP), que inicialmente iam disputar as eleições como uma frente unida, mas não chegaram a acordo sobre o seu candidato presidencial.

As eleições em Taiwan estão também sob a sombra da China, que descreve o DPP como "pró-independência".

Taipé acusa Pequim de querer interferir no resultado da votação através de pressões militares e económicas.ANG/Lusa

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Comunicação Social/ Muniro Conté passa dossiê a nova ministra  Maria da Conceição Évora

Bissau, 26 dez 23 (ANG) – O ex-Secretário de Estado da Comunicação Social procedeu hoje a transferencia de dossiê a nova ministra da tutela Maria da Conceição Évora, com a entrega do relatório dos planos de parcerias ainda por assinar com algumas instituições do Estado.

Na ocasião, Muniro Conté relacionou a demora de passação,   com a sua participação nas exéquias fúnebres do seu tio falecido na vizinha República do Senegal, com a autorização da actual ministra para que processo de passação tenha lugar hoje dia 26 de dezembro.

Muniro Conté apontou sensibilidade,  espirito de equipa e de inter ajuda como pré condições para alcançar os resultados, quando dirige uma Secretaria ou Ministério com um certa especifidade, como no caso da comunicação social.

Indicou a mudança do paradigma no sector da comunicação que tem sido subalternizado ou reduzido a insignificância, situação que diz que tentou mudar junto do governo para que o sector possa assumir o seu papel.

Por sua vez, a ministra da Comunicação Social prometeu melhor dias e de bem para o sector.

A governante disse que,  primeiro vai fazer um diagnóstico exaustivo da situação dos órgãos da comunicação Social e até aos privados para constatar “in loco” dos seus funcionamento e dos problemas que enfrentam para que em conjunto com governo procurar soluções.

Instado a falar sobre a polémica que envolve o Director Geral da Radiodifusão Nacional (RDN), com os funcionários, a ministra da Comunicação Social disse que vai reunir com os funcionários, a direcção do Sindicato de Base e o Diretor para depois tomar medidas adequadas, para que haja um bom ambiente de trabalho naquela instituição.

Em relação a melhoria de  condições de trabalho dos órçãos de  comunicação social, disse que para melhorar a situação é preciso ter um orçamento, buscar os subsídios estipulados e que nunca foram atribuidos por forma a dignificar a classe.

“Quando conseguimos exercer a nossa função com isenção, imparcialidade com base no respeito ao código deontológico, ai passaremos a ser o quarto poder”,afirmou a ministra da Comunicação Maria da Conceição Évora.ANG/LPG/ÂC  

Balanço de festividades de Natal/”48 casos deram entrada no Hospital Nacional Simão Mendes”, disse enfermeira chefe Signeira Mendes

Bissau,26 Dez 23(ANG) – Quarenta e oito casos deram entrada nos Serviços de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM), durante as festividades do Natal, revelou a enfermeira chefe daquela instituição.

Signeira Mendes que falava hoje em conferência de imprensa alusiva ao balanço das festividades do Natal, disse que, na totalidade dos casos, não foram registados nenhum óbito.

Aquela responsável informou  igualmente que, atenderam nos Serviços de Cirurgia e Ortopedia do HNSM  14 casos ligeiros de acidentes de viação e 8 de agressões físicas.

“Podemos considerar de positivo as festividades do Natal do ano 2023, tendo em conta o número mais reduzidos de casos que são de 48, em comparação com os 76 verificados no ano 2022, dentre os quais 17 eram de acidentes de viação e 12 de agressões fisicas”, afirmou.

Signeira Mendes frisou que, as causas da maioria dos casos tem a ver com excesso de velocidade, consumode bebidas alcoolicas e de drogas.ANG/ÂC

 


Política/Coligação Pai-Terra Ranka reafirma a sua determinação em lutar pela restauração da ordem constitucional

Bissau, 26 Dez 23 (ANG) – A Coligação PAI-TERRA reafirma a sua determinação em lutar pela restauração da ordem democrática e constitucional no país.

Em comunicado à imprensa, a Pai Terra Ranka, insta a CEDEAO e toda a comunidade internacional a acompanhar o país e a disponibilizar total apoio ao processo de consolidação de Estado de Direito Democrático, através da implementação das resoluções emanadas da 64º Conferência dos Chefes do Estado e do Governo da organização realizada no dia 10 de Dezembro em Abuja.

A Pai Terra Ranka, refere que, neste momento o país não dispõe de qualquer instituição a funcionar dentro do quadro constitucional, quer o Governo, quer Parlamento, nem sequer o Supremo Tribunal de Justiça.

"Neste senda estão em curso ameaças a liberdade dos cidadãos em geral, à integridade física dos dirigentes da Coligação e à vida do Presidente da Assembleia Nacional Popular, refere o comunicado

Segundo o comunicado, perante tal quadro, a Coligação Pai-Terra Ranka reitera o conteúdo integral do comunicado de 20 de Dezembro do corrente ano, apelando à reposição da Ordem Constitucional, promoção do normal e regular funcionamento das instituições democráticas.

A nota indica que, sendo  inconstitucional o decreto presidencial que pretendeu a dissolução do Parlamento, todos os atos subsequentes praticados pelo Presidente da República, quais sejam, a nomeação, exoneração de Primeiro-ministros e respetivos governos, colocam o país fora do quadro constitucional.

A Coligação encoraja as Forças de Defesa e Segurança a assumirem o seu papel republicano, alinhando a sua conduta com respeito da vontade popular claramente expressa nas urnas, defesa da legalidade democrática e garantia da segurança interna e dos direitos dos cidadãos.

No passado dia 04 de Dezembro,  Embalo dissolveu o parlamento e anunciou o fim do Governo saído das eleições de Junho passado, em decorrência do que afirma ser uma tentativa de golpe de Estado que estava em curso no país.

O golpe estaria a ser preparado pela Guarda Nacional, de acordo com o Presidente e o chefe de Estado Maior General das Forças Armadas,  Biague Na Ntan ANG/MI/ÀC


CMB/José Medina Lobato nomeado presidente interino e Juviano Landim como secretário-geral  da instituição camarária

Bissau, 26 Dez 23(ANG) – José Anastácio  Medina Lobato foi nomeado interinamente como presidente da Câmara Municipal de Bissau(CMB) e Juviano  Leopoldo Correia Landim para o cargo de secretário Geral daquela instituição.

A informação consta no despacho  número 38, do ministro da Administração Territorial e Poder Local,  divulgado no último fim de semana, que indica igualmente que Júlio Cesar Nosoliny, foi suspenso das suas funções, numa altura em que o sindicato de base da edilidade está de costas voltadas com a Direção da CMB, exigindo, entre outras, o pagamento de 4 meses de salário e 20 meses de segurança social.

Entretanto no despacho número 39, vem expresso a nomeação de Fernando Gomes, como Vice-presidente da CMB.

O antigo Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, José Anastácio Medina Lobato, já tinha desempenhado as funções do Presidente da Câmara Municipal de Bissau entre meados de fevereiro de 2023, até a entrada em funções do Governo da Coligação Pai Terra Ranka, após a sua vitória nas eleições legislativas de 04 de junho de 2023.

A cerimónia de passação será hoje dia 26 de dezembro de 2023.ANG/JD/ÂC

  Desporto/Binar FC perde três pontos na secretaria a favor do FC Canchungo

Bissau,26 Dez 23(ANG) - Falta de corpo de segurança no campo, obriga o Binar FC a perder os três pontos e empurra os “Lobos” de Canchungo à liderança isolada.

O Conselho Disciplinar da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, puniu o Binar FC, com perda de pontos, no jogo frente ao FC Canchungo.

A decisão, foi anunciada numa deliberação dessa instância disciplinar da instituição gestora do futebol nacional, datada de 19 de dezembro do ano em curso, a que o FUT 245 teve acesso.

Binar FC, punido com pena de derrota e multa de 20. 000 FCA, nos termos do artigo 65, numero 2, do regulamento disciplinar“, lê-se no documento na posse do Portal Desportivo FUT 245.

Lembra-se que jogo em causa, contava para a segunda jornada do Campeonato Nacional da Primeira Divisão.

No estádio Lino Correia, com o Binar FC em condição da equipa anfitriã, estava presente, incluindo a equipa visitante, nesse caso, o FC Canchungo e, após os 35 minutos de atraso a espera do corpo de segurança e sem nada avista na altura, a equipa de arbitragem liderada por Rui Jorge, deu por cancelado o jogo, alegando a falta de segurança.

Já com essa perda de pontos, o Binar FC, mantém-se com apenas 3 pontos na tabela classificativa, fruto da vitória tangencial de (0-1), conseguida diante do Desportivo de Gabú, na ronda inaugural da Guines-Liga (2023/2024).

Enquanto o Futebol Clube de Canchungo (Campeão Nacional), sobe para a liderança isolada da competição, com 9 pontos na tabela classificativa, ao cabo da terceira jornada.

Eis a tabela classificativa após a terceira jornada, está a ser liderada pelo FC Canchungo com 9 pontos, seguido do SB Benfica com 7 pontos, na terceira posição encontra-se o FC Pelundo  6.

Na quarta vem o Arados de Nhacra  6 pontos, na quinta posição está os Portos de Bissau   6 pontos, seguido da UDIB  5, Sporting  CGB na sétima com     5 pontos, oitavo lugar vem o Sonaco FC   4 pontos, no nono lugar encontra-se o CDR Gabu com 4 pontos.

Na décima posição está o Flamengo Pefine 4 pontos, décima primeira TF S.Domingos com    3, Binar FC  no décimo segundo com   3 pontos, o NTFC Bula na décima terceira posição com  2,  FC Cuntum   na décima quarta com  1 pontos, seguido por SC Bafatá na décima quinta com  1 pontose na lanterna vermelha está os Balantas de Mansoa  com  0 pontos. 

ANG/Fut 245   

Guerra Medio Oriente/OMS revela testemunhos “dilacerantes” após bombardeamento de campo de refugiados em Gaza

Bissau, 26 dez 23 (ANG) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou testemunhos “dilacerantes” que as suas equipas recolheram no domingo, num hospital da Faixa de Gaza onde se encontram as vítimas do bombardeamento do campo de refugiados de Al-Maghazi.

“A equipa da OMS registou testemunhos dilacerantes do pessoal médico e das vítimas sobre os sofrimentos infligidos pelas explosões”, declarou o chefe da organização da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no X (ex-Twitter).

“Uma criança perdeu toda a sua família no ataque [israelita] sobre o campo. Uma enfermeira do hospital teve a mesma perda, toda a sua família foi morta”, acrescentou na rede social.

Segundo ministério de Saúde do Hamas, pelo menos 70 pessoas foram mortas num ataque na noite de domingo que atingiu o campo de refugiados de Al-Maghazi, no centro da Faixa de Gaza. O Exército israelita disse que iria “verificar o incidente”.

Numerosos corpos sem vida, em sacos mortuários brancos, foram alinhados junto ao hospital Al-Aqsa, em Deir al-Balah, centro da Faixa de Gaza, antes dos funerais, indicou a agência noticiosa AFP.

Segundo o chefe da OMS, o hospital indicou ter recebido uma centena de feridos após o bombardeamento.

“O número de doentes acolhidos pelo hospital ultrapassa de longe as suas capacidades em camas e em pessoal”, sublinhou. “Muitos não vão sobreviver à espera”.

“Este último ataque sobre uma comunidade de Gaza demonstra por que motivo é necessário um cessar-fogo imediato”, escreveu ainda Ghebreyesus.

Sean Casey, membro da missão da OMS, indicou ter assistido aos cuidados fornecidos a um rapaz de 9 anos gravemente ferido e de nome Ahmed.

“Foi simplesmente tratado através de um sedativo para aliviar o seu sofrimento, antes de morrer”, descreveu num vídeo registado em pleno hospital.

“Ninguém conseguiu fazer nada por ele. Como em tantos outros casos, não existem condições para abordar casos neurológicos complexos, casos de traumatismos complexos”, lamentou.

“As salas de operações trabalham 24 horas sem interrupção. A sala de urgências está muito abaixo das suas capacidades”, acrescentou este responsável da OMS. “Uma situação inaceitável, que tem de parar”, sublinhou.

O mais recente conflito entre Israel e o Hamas foi desencadeado após um ataque sangrento e sem precedentes do movimento islamita palestiniano em território israelita em 07 de outubro.

No total, 1.140 pessoas, na maioria civis, foram mortas nesse dia, segundo uma contagem da agência noticiosa AFP a partir dos últimos números oficiais israelitas. Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados, com Israel a indicar que 127 permanecem em Gaza.

Em retaliação, Israel, que prometeu destruir o movimento islamita palestiniano, bombardeia desde 07 de outubro a Faixa de Gaza, onde, segundo o governo local liderado pelo Hamas, já foram mortas de 20.600 pessoas – na maioria mulheres, crianças e adolescentes – e feridas mais de 53 mil, na maioria civis, destruídas a maioria das infraestruturas e perto de dois milhões forçadas a abandonar as suas casas, a quase totalidade dos 2,3 milhões de habitantes do enclave.

A população da Faixa de Gaza também se confronta com uma crise humanitária sem precedentes, devido ao colapso dos hospitais, o surto de epidemias e escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade. Desde 07 de outubro, mais de 300 palestinianos também já foram mortos pelo Exército israelita e por ataques de colonos na Cisjordânia e Jerusalém leste, ocupados pelo Estado judaico.ANG/Lusa

Rússia/Navalny diz que está bem após ter sido localizado em penitenciária no Ártico russo

Bissau, 26 dez 23 (ANG) – O opositor russo Alexei Navalny, detido numa colónia penitenciária no Ártico russo após ter permanecido com destino desconhecido durante quase três semanas, disse hoje que “está bem”.

Numa mensagem publicada no X (ex-Twitter), Alexei Navalny afirma que a viagem foi “cansativa”, mas garante que “está bem”.

"Não se preocupem comigo. Estou bem. Estou aliviado por finalmente estar aqui", disse.

Alexei Navalny, ativista anticorrupção, oposicionista e crítico do Presidente russo, Vladimir Putin, foi detido em 2021 e posteriormente condenado a uma pena de 19 anos de prisão.

Na segunda-feira, os apoiantes do líder oposicionista russo informaram na rede social X que Alexei Navalny está preso na colónia penitenciária perto da cordilheira dos Urais, no Ártico, depois de quase três semanas sem qualquer contacto com o mundo exterior.

"Encontrámos Navalny. Está na colónia prisional número 3 na cidade de Kharp", disse Kira Iarmych no X (antigo Twitter), indicando que Navalny "está bem" e que o seu advogado o visitou.

Kharp, uma pequena cidade com uma população de cerca de 5.000 habitantes, situa-se em Yamalo-Nenetsia, uma região remota do norte da Rússia, a norte do Círculo Polar Ártico, e alberga várias colónias penitenciárias.

Acusado de extremismo, segundo a sentença do tribunal, Navalny deve cumprir a sua pena numa colónia de "regime especial", uma categoria de estabelecimentos onde as condições de detenção são as mais duras e que são normalmente reservadas a presos a cumprir pena de prisão perpétua e aos detidos mais perigosos.

Uma das colónias de "regime especial" situa-se precisamente em Kharp, a colónia número 18, ou "Coruja Polar".

Os serviços penitenciários russos admitiram, em 15 de dezembro, que Navalny tinha sido transferido da cadeia de Vladimir, onde cumpria pena desde junho de 2022, mas não precisaram o seu novo destino.

Os advogados do opositor, sentenciado a 30 anos de prisão, não tinham contacto com o seu cliente desde 05 de dezembro e os seus colaboradores lançaram a campanha mundial "Onde está Navalny?".

Em 07 de dezembro, Navalny apelou da cadeia ao voto contra Putin nas eleições de 17 de março próximo.

No sábado, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, manifestou-se preocupado com a falta de informação sobre o paradeiro de Alexei Navalny e exigiu ao Kremlin que o opositor russo fosse libertado o quanto antes.

Na mesma mensagem, Blinken exigiu a "libertação imediata" do opositor russo e que o Governo do Presidente Vladimir Putin deixe de "reprimir as vozes independentes na Rússia".ANG/Lusa

 

         Sudão/ Forças de Apoio Rápido à conquista do sul do país

Bissau,26 Dez 23(ANG) - As Forças de Apoio Rápido estão a dirigir-se para o sul do Sudão numa guerra que dura há mais de oito meses, segundo informações recolhidas pela AFP.

As Forças de Apoio Rápido, comandadas pelo general Mohamed Hamdane Daglo, passam pelas aldeias onde roubam o que é necessário na caminhada, rumo ao sul do país, segundo testemunhos recolhidos pela AFP.

A guerra sangrenta opõe o chefe do exército, o general Abdel Fattah al-Burhane, e o general Mohamed Hamdane Daglo, que lidera as Forças de Apoio Rápido.

Esse conflito já levou meio milhão de pessoas a encontrar refúgio no sul do país, numa região agrícola que não entrava nos desacatos.

Mas há pouco tempo, o grupo paramilitar, que controla a maior parte da capital, Cartum, avança em direcção ao sul, roubando tudo o que é necessário para eles, e também com o receio das mulheres de sofrerem violências sexuais.

O exército combate por via aérea, utilizando a vantagem que tem visto que é a única força a ter aviões de combate.

O conflito, que explodiu a 15 de Abril, já causou a morte de 12 mil pessoas, segundo a ONU.

O Conselho de Segurança da ONU, reunido na passada sexta-feira, declarou-se preocupado com a intensificação da violência no Sudão.

No sábado, oito pessoas foram abatidas pelas Forças de Apoio Rápido na aldeia de Artadhwa porque se opuseram às pilhagens, segundo testemunhos recolhidos pela agência francesa de notícias, a AFP.ANG/RFI