sexta-feira, 5 de abril de 2019

Arroz doado pela China


      Ministro de Agricultura nega que o produto esteja a ser comercializado

Bissau, 05 Abr 19 (ANG) – O ministro de Agricultura e Desenvolvimento Rural negou  quinta-feira que o arroz doado pela República Popular da China esteja a ser comercializado ou desviado para outros fins.

Citado pela Rádio Bombolom FM, Nicolau dos Santos disse que a apreensão de 52 toneladas do referido produto pela Policia Judiciaria em Bafatá esta semana ocorreu devido a  falta de comunicação entre as duas organizações.

O governante afirmou que antes da actuação da Policia Judiciaria, comunicou a directora daquela instituição do que está a acontecer, salientando que o arroz tinha que ser guardado em algum lugar em Bissau ou nas regiões para posterior distribuição.

“Penso que deve existir colaboração entre as instituições para facilitar o trabalho. Acho que houve a falta de comunicação entre as partes e penso que no futuro isso não voltará a acontecer “disse.

Nicolau dos Santos disse que nesta fase estão a armazenar o arroz em diferentes partes da Guiné-Bissau e depois do regresso do Primeiro-ministro do exterior ou seja no próximo dia 17 do corrente mês, será feito o acto de entrega simbólica  pelo Embaixador chinês acreditado no país ao governo.

Questionado sobre como o produto foi parar no mercado, Nicolau dos Santos disse que as Casas de Acolhimento existentes no país, centros de saúde, hospitais e instituições religiosas já receberem o arroz, afirmando que compete-lhes dar a proveniência que entender.

“Por isso, peço a todos para identificarem e fazerem denuncias das pessoas que estão a comercializar o arroz em causa porque não é para vender mesmo no seu saco está escrito “Ajuda de China”,, disse.

A Polícia Judiciária anunciou recentemente ter apreendido 52 toneladas desse arroz, doado pela China para fins de caridade mas que se encontra guardado num armazem em Bafatá, à 150 quilómetros de Bissau.

ANG/MSC/AC//SG

Sem comentários:

Enviar um comentário