quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Presidencias de 16 Março



Paulo Gomes pede guineenses oportunidade de “pagar dívida” para com o país

Bissau, 06 Fev. 14 (ANG) – O candidato independente às eleições presidenciais de 16 de Março, Paulo Gomes pediu hoje ao povo guineense para lhe dar a oportunidade de pagar a dívida que tem para com o país, votando na sua pessoa nas eleições presidenciais.

Em declarações à imprensa, depois de ter depositado sua candidatura no Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Gomes justifica a sua pretensão com a necessidade de “mudar a página”, restaurar imagem de outrora do país e coloca-lo no rumo da prosperidade.
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“Pretendo fazer da Guiné-Bissau um país protagonista na sub-região, com um papel fundamental na transformação dessa sub-região e da África em geral”, almejou o político.

O candidato independente sublinhou que, há muitos anos atrás, a Guiné-Bissau era uma grande nação, ao contrário do que é hoje a situação, contudo prometeu que em caso de vitória pretende se tornar num dos elementos catalisador do processo de transformação do país.

Perguntado sobre o que a moldura humana que o acompanhou ao Supremo Tribunal de Justiça representa para a sua candidatura, Paulo Gomes respondeu que, não sabe explicar.

“Fizemos trabalho de mobilização desde 12 de Setembro do ano passado, mas não imaginava que haveria uma massa crítica silenciosa, que certamente não está habituada a uma política de claque, e quis participar nesse momento importante da minha candidatura”, salientou.

Paulo Gomes considera ser urgente mudar o estado da nação, porque a janela de oportunidade da Guiné-Bissau está quase a fechar-se. “A Comunidade Internacional está ainda disponível a dar uma última possibilidade liderado para o futuro próspero”.

O candidato independente Paulo Gomes é o quarto a apresentar a sua candidatura no Supremo Tribunal de Justiça, depois de Iaia Djaló, apoiado pelo Partido da Nova Democracia (PND), Tcherno Djaló e Luís Nancassa ambos candidatos independentes.
ANG/ÂC  


 

Congresso do PAIGC




Delegados reprovam alterações nos estatutos em vigor

Bissau, 06 fev 14 (ANG) – Os delegados ao VIII congresso do PAIGC que decorre em Cacheu, Norte da Guiné-Bissau votaram esta madrugada contra a revisão dos estatutos do Partido que previa que as funções do presidente do partido se resumisse a coordenação de acções partidárias.

Os proponentes não conseguiram os dois terços de votos dos cerca de 1128 delegados necessários para a aprovação da referida revisão e em consequência o líder do partido a ser eleito no decurso deste congresso será a cabeça de lista do partido e automaticamente, o Primeiro-ministro em caso de vitória nas eleições legislativas previstas pata 16 de Março.

Os resultados da votação divulgados pela presidente da mesa do congresso, Carmem Pereira revelaram que num universo de 1128 delegados 410 votaram contra  e 718 a favor, e a aprovação da revisão dos estatutos necessitava de pelo menos 854 votos.

A reprovação da revisão dos estatutos pôs fim a polémica instalada no partido e que  levou os delegados divididos para  o congresso, varias vezes adiados por força de contradições a volta da revisão dos estatutos.

De um lado estava a própria direcção do partido que se apropriou da iniciativa de revisão dos estatutos e mais alguns candidatos à liderança do partido entre eles Domingos Simões Pereira, Cipriano Cassamá e Aristides Ocante da Silva.

De outro, o empresário Braima Camará , candidato a liderança do PAIGC que desde a primeira hora se opôs a tal revisão.

Braima Câmara,  Domingos Simões e todos os que  querem faze-lo podem agora a luz dos estatutos em vigor concorrer a liderança do partido.

Os trabalhos do congresso vão prosseguir esta quinta-feira com a discussão e aprovação do regulamento eleitoral. 

ANG/SG


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eleições gerais




 Luís Nancassa entrega  candidatura ao Supremo Tribunal de Justiça

Bissau, 5 Fev 14 (ANG)- O  Candidato independente, professor Luís  Nancassa entregou hoje  a sua  Candidatura ao Supremo Tribunal de Justiça em Bissau para  concorrer as próximas eleições presidenciais previstas para   16 de Março de 2014.

Depois da entrega,  o Presidente de Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF)  disse estar   confiante de que o Supremo não irá reprovar a sua candidatura, e que se passar estará em condições de dar o seu máximo ao serviço do povo e do país. 

Nancassa que concorre pela segunda vez disse que a Guiné-Bissau não merece estar na situação em que se encontra e que nem o povo guineense merece viver nas condições miseráveis em que vive.

O responsável  Sindical informou que a sua Candidatura tem como lema” Candidatura para servir a Guiné-Bissau”.

Luís Nancassa disse que  neste momento já tem  6220 assinaturas , o que  para ele  demonstra um grande esforço e sacrifício   de pessoas que foram mobilizados para tornar realidade o seu desejo de concorrer. 

Para além de Luís Nancassa, o Supremo já recebeu para efeitos de legalização as candidaturas de Iaia Djaló, do partido Nova Democracia, Fernando Jorge Almada, e Tcherno Baldé , ambos participam na qualidade de independentes.

ANG/PFC/SG




África





Carlos Lopes  e os  desafios do continente  para os próximos tempos

Bissau, 05 Fev 14 (ANG)- O guineense, Carlos Lopes, secretário executivo da Comissão Económica da ONU para a África defendeu recentemente que, no domínio comercial, não se pode discutir hoje com a África  da mesma maneira que há 12 anos atrás.

“Hoje o produto económico combinado de África é de 3.3 triliões de dólares e nessa altura era de 600 milhões de dólares”, disse.

Carlos Lopes referia-se ao processo negocial para o estabelecimento de novas parcerias económicas entre a União Europeia e África, numa entrevista à  Rádio França Internacional(RFI) a margem da  cimeira de governos e chefes de estados da União Africana decorrida em Addis Abeba, na Etiópia, sob o lema Agricultura Sustentável e Segurança Alimentar”.

A União Europeia tem previsto o início de aplicação de taxas caso os países africanos se recusassem estabelecer essa nova parceria.

Lopes lamentou entretanto o facto de se continuar, mesmo com esse crescimento económico espantoso de África , a utilizar nas negociações, a  lógica das compensações em matéria de reforço de capacidades e de cooperação técnica.

No próximo mês de Abril  deve decorrer em Bruxelas uma cimeira Europa-África, e a esperança dos africanos, segundo Carlos Lopes, é que se possa discutir questões comerciais em Bruxelas e  não antes.

“Digo antes porque há pressão da Comissão Europeia para que se faça negociações antes com vários blocos regionais africanos e há uma pressão da União Africana para que isso não aconteça e se faça uma negociação global do conjunto do continente”, revelou.

Carlos Lopes esclarece que, independentemente do que vier a acontecer, o que de controverso está na mesa “é o facto de que as referidas parcerias económicas entre Europa e  África possam trazer prejuízos importantes à África”.

Como alternativa as referidas parcerias, alguns analistas defendem o estabelecimento de uma união alfandegária africana.

A propósito, Carlos Lopes, defende que a alternativa é criar um mercado integrado africano ou seja uma zona livre de comércio dentro da própria África.

“Segundo os nossos cálculos é muito mais importante do que essas negociações trazem para  o continente”, afirma.

Para isso – acrescenta – é preciso que os africanos façam um esforço muito grande de integração. Primeiro, a nível de cada um dos blocos sub regionais e depois a nível do continente no seu todo. “O objectivo é que isso possa acontecer até 2017”, desejou.

O secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para Africa reconhece ser um objectivo ambicioso mas disse que é  partilhado, politicamente, por toda a classe dirigente africana.

Outro assunto abordado na entrevista à Carlos Lopes feita pela RFI são os acordos de Maputo, de 2003, segundo os quais os estados africanos deveriam investir 10 por cento na agricultura.

O balanço que se faz é de que, volvidos 10 anos, alguns cumpriram outros não , e os referidos acordos deverão ser revistos em Julho deste ano.

“Essas proclamações não nos trazem grandes resultados senão haver uma métrica para medir esse progresso e também chegar à uma integração entre as várias políticas sectoriais”.

Lopes afirma  que  está-se  a tentar promover através do processo de elaboração da agenda 2063 uma integração dos vários quadros sectoriais estratégicos de África dentro de uma arquitectura comum.

Lopes se referia ao chamado “Objectivos de Desenvolvimento Africano” que serão complementares aos objectivos de desenvolvimento mundiais.

“Aí sim pode-se cobrar aos países de não terem um projecto de transformação económica que permita ao desenvolvimento de Africa e efectivamente a integração no mercado mundial”, rematou. 

A África está com uma previsão de crescimento de 6 por cento nos próximos tempos, um nível muito próximo ao  7 por cento, que permite  a redução da pobreza no espaço de uma geração, a semelhança do que aconteceu nos países de Ásia.

Carlos Lopes reitera que a transformação dessa esperança em realidade depende das políticas que serão adoptadas nos vários sectores, nomeadamente nos domínios dos recursos humanos, industria e agricultura.

Na agricultura, por exemplo, justifica que a produtividade é muito baixa, 1,5 toneladas por cada hectare, apesar dos investimentos que os próprios países fizeram na área e os 15 mil milhões de dólares investidos no quadro da Cooperação para o Desenvolvimento.

Lopes aponta duas  falhas de políticas no continente como estando na origem dessa situação, sendo a primeira a que transformou a agricultura num sector social como se fosse ajuda à pobreza e segurança alimentar.

“Não queremos que as pessoas morram mas transformar a agricultura numa mera disposição social faz com que nunca se transforme num potencial económico”, disse.

A segunda grande falha, acrescenta, são as políticas comerciais mundiais que penalizam os agricultores africanos, que não entram no mercado global em termos competitivos e acabam por comer o que os outros produzem.

“Temos que mudar essas políticas, temos que transformar a agricultura num factor de desenvolvimento económico e de progresso”, defendeu. 

ANG/SG


Cancro



Mais de 200 mulheres morreram de cancro de mama em três anos

Bissau, 05. Fev.014 (ANG) – Duzentas e treze mulheres morreram entre Setembro de 2007 à 2009, vítimas de cancro de mama, dentre os quinhentos e doze casos de tumores registados neste período no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM).

A revelação foi feita hoje a ANG pelo médico-cirúrgico do HNSM, Mustafa na Lamba numa altura em que o mundo assinala o dia internacional da luta contra o cancro.

 De acordo Mustafa na lamba as mortes ocorreram falta de diagnostico atempado, ou seja as vitimas apresentavam-se num “estado da invasão total da doença”, ora atingindo os pulmões, os ossos, o cérebro, o fígado e outros órgãos e sistemas como o linfático. 

Em 2010 o registo dos doentes de cancro ficou interrompido e, apenas, sido retomado no ano transacto, informou ainda o medico cirúrgico, sem no entanto avançar com as razões que estariam por detrás desta interrupção.  

Perante os dados, o médico considera a situação desta doença de “séria” na Guiné-Bissau, pelo que sugeriu um diagnóstico clínico precoce das mesmas, sobretudo a de mama, para tomar medidas preventivas e de controlo.

Neste momento, revelou, o Ministério da Saúde não tem condições para tratar de cancro e, por outro lado, o seu diagnóstico é “complexo”, onde para efeito, precisa-se, por exemplo, da mamografia, ecografia e laboratório de anatomia patológica para análise de “tumores malignos” que provocam esta doença que, até agora não tem vacina.

De acordo com relatório da Organização Mundial da saúde (OMS) divulgado este ano, anualmente, dez milhões de casos de cancro são diagnosticados em todo o mundo e seis milhões morrem por causa da doença. Ainda conforme a OMS, em 2020 a incidência anual será de quinze milhões, conforme as situações de tabagismo, de alimentação e actividade física.

Para além do cancro da mama, de acordo com as informações médicas, também existe, entre outros, o de útero e de próstata.  

ANG/QC/JAM