quinta-feira, 2 de junho de 2016

Novo Governo



Novo governo da Guiné-Bissau compõe-se de 19 ministros e 12 secretários de estado
 
Bissau, 2 Jun 16(ANG)- O novo governo da Guiné-Bissau acaba de ser tornado público e compõe-se de 19 ministros e 12 secretários de estado, que são empossados ainda hoje pelo chefe de estado, José Mário Vaz.

O novo elenco formado na sequência da demissão do governo do PAIGC dirigido por Carlos Correia integra cinco mulheres.
 
A grande novidade do elenco dirigido por Baciro Dja, chama-se Botche Candé, nomeado nas funções de ministro de Estado e do Interior, funções para as quais havia sido recusado pelo presidente da Republica, sob proposta do governo demitido.

O Ministério da Economia e Finanças foi confiado a um quadro do BCEAO, Henrique Horta dos Santos  e o ministério da Comunicação Social ao Porta-voz do PRS, Victor Pereira.

Aristides Ocante da Silva, dirigente do PAIGC é o novo ministro de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, a segunda figura no elenco governamental.

Florentino Mendes Pereira, Secretário-geral do PRS, ministro de Estado da Energia e Industria.

A pasta dos Recursos Naturais  foi confiado a um quadro do Banco Africano de Desenvolvimento(BAD), Epifânio Carvalho de Melo.

Eduardo Costa Sanha, oficial superior das forcas armadas é o novo ministro da Defesa Nacional e dos Antigos Combatentes.

Sandji Fati ,ministro da Educação, Ensino Superior e Investigação Científica.
Domingos Malu, ex-secretario da Estado da Gestão Hospitalar é agora o novo ministro da Saúde Pública.

Malam Banjai, ministro das Obras Públicas ,Construções e Urbanismo.
A pasta dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades ainda não tem titular. 

ANG/LPG/SG

Serviço social


MTN vai investir cerca de 14 milhões de francos CFA em apoio as comunidades guineenses

Bissau, 02 Mai 16 (ANG) – A empresa de telecomunicações (MTN), revelou hoje que vai investir cerca de 14 milhões de francos CFA, em acções de apoio às comunidades.

A revelação é do Director Geral da MTN, em conferência de imprensa,  no quadro do lançamento da campanha denominada " 21 Dias de Serviço à Comunidade", subordinada ao Tema " Investir na Educação para Todos",

Freddie Jabulani Mokoena, disse
que entre as novidades para este ano, a MTN vai equipar a Faculdade de Medicina de Bissau, assim como da zona Leste do país concretamente em Bafatá, com salas de informáticas completas, em colaboração com o Ministério de Saúde Pública.

Segundo o Director, a MTN, está ainda a comemorar os 10 anos da fundação do referido serviço, que considera positivo pelo o impacto que tem estado a ter junto das comunidades em que opera.

De acordo com aquele responsável, a MTN já investiu cerca de 30 milhões de FCA na Guiné-Bissau, visando proporcionar oportunidades e ajudar as comunidades a terem uma vida melhor.

Jabulani Mokoena acrescentou  que em campanhas anteriores a empresa efectuou diversas doações entre as quais a construção de três salas de informática nas escolas de ensino básico de Bula, Quinhamel, e Salvador Allende com conexão à Internet.

A oferta de cinquenta bolsas de estudo com o nome de Nelson Mandela à estudantes com bons resultados escolares mas com poucos recursos financeiros, para prosseguimento dos estudos  em universidades do país foram, entre outras, as  acções realizadas pela MTN. 

ANG/LLA/SG





 

 


Ramadão


Muçulmanos se preparam para mais um mês de jejum

Bissau 02 jun 16 (ANG) – Os fiéis muçulmanos do país se preparam para o cumprimento de mais um período de 30 dias de jejum  prescrito para todos os crentes que professam esta religião, considerada a segunda maior no mundo.

As intenções dos fiéis muçulmanos do país foram recolhidas durante a auscultação pública realizada pela Agência de Notícias da Guiné (ANG) no quadro dos preparativos do mês de Ramadão que começa na próxima segunda-feira.

Segundo Bacari Manba o jejum , apesar da actual crise política estar a  abalar o país, é  uma obrigação para todo o muçulmano que goza de sua plena saúde física e mental,.

“A crise política que tem abalado o país pode ter o seu impacto negativo em termos de organização e acesso à produtos da primeira n
ecessidade durante o mês de Ramadão. Mas enquanto crentes não podemos abdicar do nosso jejum que é um pilar de fé”, afirmou.

Por sua vez, o comerciante no Mercado Central, Ussumane Sanhá disse que está armado de fé de que Deus lhe dará boa vida e saúde para que possa cumprir integralmente este mês sagrado do calendário islâmico.

“Apesar da crise vivida no país, estamos mais preocupados em cumprir com este pilar do islão que foi recomendado à todo muçulmano que não esteja doente”, referiu.

O Secretário-Geral da organização islâmica caritativa “Bamba FEPP”, Mamadu Sarr considerou o mês de Ramadão como sendo o único mês do ano em que o muçulmano pode ganhar mais misericórdia directa de Allah pelo que  deve ser tomado em consideração por todo o crente muçulmano.

“Sendo um evento grande da nossa religião nós os muçulmanos devemos prestar toda a nossa atenção desde o seu inicio até ao  fim”, aconselhou.

Mamadu Sarr disse que a sua organização já há três anos que tem estado a doar produtos de primeira necessidade às diferentes mesquitas de Bissau e afirmou que já estão preparados para a implementação de mais uma campanha de distribuição de géneros de primeira necessidade às mesquitas.

Por último, Baciro Seck disse estar preparado para receber o mês de Ramadão como sendo um período de sacrifício e partilha entre  crentes muçulmanos. 

ANG/FGS

Crise política


UDEMU condena demissões de governos constitucionais do PAIGC

Bissau, 2 Jun 16-(ANG)- A União Democrática das Mulheres (UDEMU) condenou  as frequentes demissões  dos governos constitucionais do PAIGC e  criticou o Presidente da República “por alegados actos da ditadura e tirania  perpetrados contra o povo guineense”.

Em comunicado à imprensa, datado de 30 Maio,  à que a ANG teve hoje acesso, a organização feminina do PAIGC exigiu ao Presidente da República  o escrupuloso  cumprimento da Constituição  e do Acórdão  nº 1 / 2015 do Supremo Tribunal de Justiça sobre a inconstitucionalidade dos seus actos.

De acordo com o documento, tendo em conta a crise que  assola o país e considerando a situação da decadência política em que se encontra a Guiné-Bissau, causada pelo Presidente da República, a UDEMU qualifica o acto de grave violação dos direitos humanos.

"E como se não bastasse, os mesmos culminaram em flagrantes espancamentos por militares de militantes e simpatizantes do PAIGC, incluindo deputados da Nação, além de mulheres membros da UDEMU", refere a nota.

A UDEMU  qualifica o acto de abuso de poder por parte da Polícia Militar.

"Essa situação é inadmissível num Estado de Direito Democrático, onde o primado da Constituição da República deve ser respeitado" ,destaca a nota.

A UDEMU diz solidarizar-se com o líder  do PAIGC, Domingos Simões Pereira e o ex-Primeiro-ministro, Carlos Correia  e membros do Governo demitido, e elogiou a forma "sabia e transparente"  como os mesmos tem vindo a gerir a actual crise politica.

A  UDEMU apela à Comunidade Internacional para continuar a seguir de perto a evolução da crise política causada "pelos abusos" do Presidente da República, José Mário Vaz. 

ANG/PFC/JAM/SG

Nomeação do Baciro Djá


Veteranos da Luta de Libertação Nacional consideram-na “acto ilegal e inconstitucional” 

Bissau, 02 Jun 16 (ANG) - O Comité de Veteranos da Luta de Libertação Nacional considerou recentemente de ilegal e  inconstitucional a nomeação de Baciro Djá como Primeiro-ministro da Guiné-Bissau pelo Presidente da Republica, José Mário Vaz.

A informação consta numa nota de imprensa à que a ANG teve acesso, na qual os veteranos exortam ao Presidente da República a exonerar o Djá do cargo e devolver o poder ao partido vencedor das eleições legislativas, neste caso concreto, o PAIGC.

O Comité dos Veteranos co
ndena o acto de demissão do segundo governo “constitucional” liderado por Carlos Correia.

“Lamentamos o comportamento dos militares face a manifestação do pleno gozo dos direitos cívicos e políticos por parte das populações”, lê-se na nota.

Os veteranos afirmaram na nota  que os militares responsáveis pela situação de ferimentos de certas pessoas durante a manifestação ocorrida recentemente a frente do Palácio da República são  da Marinha Nacional e do Batalhão da Presidência da República, que alegam terem agido a mando do chefe de Estado Maior das Forças Armadas. 

Segundo a referida nota à imprensa, os veteranos da Luta de Libertação Nacional apelam as forças de defesa e segurança para se absterem das questões políticas.

Os veteranos elogiaram os partidos políticos que se juntaram ao PAIGC na "luta pela democracia" em defesa dos "interesses da pátria de Amílcar Cabral e do povo da Guiné-Bissau" e encorajam aos membros do governo demitido a prosseguirem com a gestão do país.

Na nota os veteranos instam a comunidade internacional a acompanhar a crise que assola a Guiné-Bissau “e que bloqueia, por completo, a vida do povo guineense”.

ANG/AALS/JAM/SG






Mulheres parlamentares


Angola continua na liderança da CPLP 

Bissau, 02 Jun 16 (ANG) - Angola ocupa a 23.ª posição na classificação da União Interparlamentar (UIP), com 36,8 por cento de mulheres representadas no Parlamento, disse a perita Karen Jabre, na sequência da divulgação do relatório anual da organização com sede em Genebra.
Angola sobe cinco lugares, sem conhecer nenhum incremento no número de deputadas.

O número de mulheres deputadas em Portugal passou de 31,3 por cento em 2014 para 34,8 por cento  em 2015, mas Portugal continua na 30.ª posição na lista global.
A perita sublinhou ainda que “mais oito mulheres acederam ao parlamento após a formação do Governo” em Portugal.

O Brasil conheceu um ligeiro aumento no número de mulheres no parlamento em 2015 em relação ao ano anterior, encontrando-se actualmente 9,9 por cento de mulheres na Câmara dos Deputados e 16 por cento de mulheres no Senado Federal, enquanto no ano anterior se contabilizava nove por cento de mulheres na Câmara dos Deputados e 13,6 por cento de mulheres no Senado Federal. 
Apesar de melhorar a sua pontuação, o Brasil ainda ocupa a última posição entre os países da CPLP e está no 154.º lugar da classificação da organização.
“Com 9,9 por cento de mulheres, a percentagem é relativamente baixa em relação aos 27,7 por cento da região das Américas”, disse a especialista da UIP.
Os restantes países lusófonos não conheceram alterações particulares em relação às estatísticas divulgadas no ano passado. “Não houve eleições naqueles países lusófonos. Isso explica a ausência de mudança”, disse Karen Jabre. 
Moçambique continua a ser o país lusófono com o maior número de mulheres no parlamento. O país ocupa o 15.º lugar, com 39,6 por cento de mulheres no parlamento, mas perdeu dois lugares em relação ao ano anterior apesar de manter as mesmas estimativas.

A Moçambique seguem-se, por ordem decrescente, Timor-Leste, Angola, Portugal, Guiné Equatorial, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Brasil. 
Na 20.ª posição, Timor-Leste perdeu dois lugares em relação ao ano anterior, com 38,5 por cento de mulheres representadas no parlamento nacional. Como no ano anterior, o país obtém o melhor resultado da região Ásia e Pacífico. 
A Guiné Equatorial, o mais novo membro da CPLP, está no 68º lugar da classificação mundial, com 24 por cento de mulheres representadas no parlamento, enquanto Cabo Verde sai do 80º lugar (20,8 por cento) e ocupa agora o 71.° lugar, com uma Assembleia Nacional constituída por 23,6 por cento de mulheres. 
Já São Tomé e Príncipe está na 110.ª posição, com 18,2 por cento de mulheres representadas, seguido da Guiné-Bissau, no 129.º lugar, com 13,7 por cento de mulheres.

Comparativamente a 2014 (22,1 por cento), a nível mundial, a percentagem de mulheres representadas em parlamentos subiu sensivelmente em 2015 para 22,6 por cento.
Desde a adopção em 1995 do programa de Pequim para a Emancipação das Mulheres, a média mundial passou de 11,3 por cento em 1995 para 22,1 por cento em 2015 e atinge actualmente 22,6 por cento. Ruanda, Bolívia e Cuba estão à cabeça da lista na representação de mulheres no parlamento.

A perita da UIP acrescentou que “quotas sólidas, com sanções, partidos políticos engajados, vontade política e mulheres capacitadas” são iniciativas chaves para aumentar o número de mulheres nos parlamentos. 
O relatório referencia a nível mundial o número de mulheres nos parlamentos até dia 1 de Janeiro de 2016. 
A classificação da UIP abarca 191 países. A UIP agrupa 166 membros e dez membros associados e foi criada em 1889, com sede em Genebra, na Suíça. 
ANG/JA

CAN 2017


Jogadores da selecção nacional exigem esclarecimento sobre pagamento de prémios em dívida

Bissau, 02 Jun 16(ANG) –O Internacional guineense, Lassana Camará vulgo Saná considerou quarta-feira que a queda do governo de Carlos Correia não pode servir de pretexto para não lhes serem pagos os  prémios em dívida, referentes a quatro  jogos ao serviço da selecção nacional de futebol.

Sana falava em conferência de imprensa sobre a situação de mal-estar que paira no grupo de seleccionados para o jogo de sábado contra a Zâmbia, em Bissau, a contar para o apuramento  ao CAN2017.

O desânimo dos seleccionados e a falta de entrega nos treinos tem caracterizado os  treinos dos “Djurtus” desde que o grupo se considerou que e
stá a ser enganado pelas autoridades desportivas.

"Queremos que a situação seja esclarecida o mais rapidamente possível: se vamos ou não receber o nosso dinheiro. Não podem estar a brincar connosco como se fossemos crianças. Dizem sempre, amanhã vão receber o vosso dinheiro, o que nunca acontece", disseram Saná e Ansu Fati aos jornalistas, no final de uma sessão de treino pouco produtiva. 

Os internacionais guineenses, que vão defrontar a Zâmbia no próximo sábado, garantem que vão jogar a qualquer preço, mas querem apenas saber se vão ou não ser pagos. 

"Jogar futebol é a nossa profissão. Temos famílias e não podem continuar a brincar com a nossa profissão. Podíamos e muito bem abandonar o centro de estágios devido a falta de respeito e a humilhação a que estamos a passar", criticou Saná que, no entanto, assegurou que vão disputar a partida apenas pelo respeito e amor ao povo guineense. 

Os jogadores devem jantar-se ainda esta quinta-feira com o Presidente da República, José Mário Vaz. 

ANG/R.Jovem

Crise política


Governo português defende "consenso político mínimo" como única saída 

Bissau,02 Jun 16(ANG) - O Governo português defende que a única solução para a "situação muito crítica" da Guiné-Bissau é um "consenso político mínimo" que garanta a estabilidade e apela às forças militares para que mantenham a "atitude correcta" de permanecerem à margem do processo.

A posição portuguesa foi hoje revelada pelo
ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

A situação na Guiné-Bissau "é muito crítica" e, para Portugal, a única saída é "a constituição de um governo capaz de fazer pontes com os diferentes interlocutores políticos, seja entre diferentes órgãos de soberania, seja entre as diferentes famílias políticas", considerou.

Portugal apela para que os agentes políticos da Guiné-Bissau "mantenham a situação sobre controlo" e "se entendam entre si de forma a construírem um consenso político mínimo capaz de garantir a estabilidade", declarou o governante, no final da reunião, aos jornalistas.

Por outro lado, o Governo português apela  às forças militares da Guiné-Bissau para que "mantenham a atitude correta que têm tido, que é a de deixar aos políticos a solução dos problemas políticos".

As autoridades portuguesas estão a acompanhar "muito de perto" a situação no país, onde o Presidente, José Mário Vaz, nomeou na semana passada, Baciro Djá, deputado dissidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), como primeiro-ministro, situação que o partido não admite, o que levou os membros do Governo demitido pelo chefe de Estado a ocupar o palácio do executivo.

Santos Silva lembrou que, para que a comunidade internacional possa prestar o apoio previsto no programa "Terra Ranka", no valor de mil milhões de euros, a Guiné-Bissau deve "dotar-se das condições de estabilidade institucional, para que possa ter sucesso".

"No plano bilateral, Portugal mantém o seu programa de cooperação com a Guiné-Bissau em curso", referiu, recordando que Lisboa tem insistido para que seja renovado o mandato do contingente militar da Comunidade da África Ocidental (Ecomib), nomeadamente junto da União Europeia.


ANG/Lusa

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Ensino público


Primeiro de Junho assinalado com fraca participação das crianças em algumas escolas

Bissau, 01 jun 16 (ANG) - As escolas do ensino básico da capital nomeadamente, “Patrice  Lumbumba” e  “ Amizade Guiné-Bissau / Suécia”  sentiram os reflexos das dificuldades financeiras nas festividades do dia  Dia Internacional das crianças.   

Em declarações à ANG, o Director da escola "Patrice Lumbumba", lamentou a fraca participação das crianças nas actividades comemorativas do primeiro de Junho na sua escola devido as dificuldades  financeiras alegadas pelos  pais e encarregados  de educação para justificar o não pagamento das contribuições solicitadas a cada aluno.

 Braima Mané acrescentou que, apesar de tudo ,a sua instituição assinalou a data no período de manhã com um gesto simbólico de içar da bandeira  acompanhado de entoação do  hino nacional  à frente da escola.

"Seguiu-se depois um pequeno evento cultural e recreativo   e que juntou as crianças e alguns adolescentes  que  estudam nos diferentes períodos do 1º , 2º e 3º ciclos", acrescentou.

Por sua vez, a  Directora da escola do Ensino Básico "Amizade Guiné-Bissau / Suécia" disse que a festa de primeiro de Junho não passou despercebida, naquela  escola porque organizaram  um pequeno lanche para as crianças, no qual  participaram somente os meninos   que estudam no 1º ano á 4º ano do primeiro ciclo e alguns adolescentes do segundo ciclo.

Valentina Joaquim Ferreira disse  que para tal foram realizadas palestras sobre “o dever e direitos das crianças” e actividades desportivas e académicas (perguntas e respostas referentes  ao  contexto do Dia Internacional  das crianças).

Valentina apelou, na ocasião, aos  pais e encarregados de educação para colaborarem no acompanhamento dos seus filhos nos estudos como forma de  controlar as suas actividades escolares.  
ANG/PFC/JAM/SG


 


Crise política



         Guineenses apelam consenso dos políticos para desbloquear país 
Bissau, 01 Jun 16 (ANG) – Alguns cidadãos nacionais apelam  o bom senso dos políticos para o  desbloqueamento do país da actual crise em que se encontra mergulhado.
Numa auscultação feita pelo repórter da ANG, os referidos cidadãos consideram que esse desiderato é fundamental para a formação do novo governo e consequentemente o retorno ao normal funcionamento das instituições e em particular da Assembleia nacional Popular (ANP).
 Valdo Gomes da Silva, Maria Embalo e Sali Mané todos foram unânimes nas considerações de que a actuação dos políticos constituem um fracasso para a democracia por não serem capazes de , “ até agora”, encontrar uma solução para a situação de crise politica que o país enfrenta .
Para Valdo Gomes da Silva, os políticos não podem continuar com as divergências, uma vez que já chegou o momento de se sentarem a mesma mesa para encontrar saídas que garantam a estabilidade governativa.
Maria Embaló sublinhou, por sua vez, que enquanto guineense acha que os políticos estão a defender os seus interesses e não o interesse do povo, acrescentado que por isso é que continuaram a se divergir.
Segundo ela, deviam unir os seus esforços e as sua capacidades para o bem da sociedade em geral e do desenvolvimento do país..
Relacionou o insucesso escolar às sucessivas instabilidades políticas, indicando o cumprimento das leis existentes no país, como a única via para acabar, de uma vez por todas, com as divergências políticas que afectam o funcionamento dos sectores sociais da Guiné-Bissau, neste caso, a educação e saúde.
Por sua vez, o funcionário público Finaba Sanó afirmou que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) deve obedecer a decisão do Supremo Tribunal da Justiça que considerou de ilegal a perda de mandato dos 15 deputados expulsos do partido.
Finaba Sanó responsabilizou o PAIGC pela actual crise política, por ter ganho a eleição legislativas e presidenciais e não conseguir governar com estabilidade por falta de coesão no seio do partido.
“ Este partido não merece mais nada nesta terra. O PAIGC obteve muitos mandatos ou seja ganhou muitas eleições e veja o país na situação em que se encontra, porque nunca trabalhou para o desenvolvimento do país”, criticou.
Finaba Sanó criticou igualmente o comportamento de elementos do governo demissionário que protestam a nomeação de novo Primeiro-ministro abrigando-se no Palácio do Governos desde o dia 27 de Maio.
Contudo, Finaba Sanó apelou aos políticos para se dialogarem para  resolver o problema e para que haja a paz e estabilidade na Guiné-Bissau. ANG/LPG, AALS

Internacional



                          Rússia nega ser ameaça para  Europa

Bissau, 01 Jun 16 (ANG) - A Rússia acusou terça-feira a OTAN de recorrer a esquemas herdados da Guerra Fria, um dia depois de a Assembleia Parlamentar da Aliança Atlântica ter apelado ao reforço da defesa colectiva face à “ameaça potencial” russa.

“A Aliança utiliza esquemas de segurança próprios da época da Guerra Fria e praticamente convida-nos a regressar ao passado”, afirmou o embaixador russo junto da OTAN, Alexandr Grouchko, numa entrevista ao jornal  "Rossiskaia Gazeta".

“E com essa tendência as nossas relações continuam a deteriorar-se”, acrescentou, realçando que “a Aliança prossegue uma política de "contenção" com a Rússia, apesar dos seus próprios apelos para um diálogo político”.

O termo "contenção" remonta à Guerra Fria e refere-se à política dos Estados Unidos para contrariar a influência soviética.

Na segunda-feira, o presidente da Assembleia Parlamentar da OTAN, o norte-americano Michael Turner, referiu que a Rússia representa um desafio “real e sério”.

“A OTAN não tem alternativa a considerar uma acção agressiva da Rússia contra um membro da Aliança como sendo uma ameaça potencial e adoptar respostas adaptadas e proporcionadas”, afirmaram numa declaração comum os 250 deputados dos 28 países da organização.

Para o embaixador russo, “a OTAN sente-se desconfortável com a ausência de um grande adversário”, cuja imagem é “utilizada para fazer a Aliança voltar à vanguarda da cena política internacional” e para convencer a Europa de que a OTAN é a única organização capaz de garantir a segurança mundial.

“É uma política deliberada que visa demonstrar a importância da OTAN  e fazer os europeus gastar na Defesa e comprar o equipamento militar norte-americano”, disse.

A OTAN suspendeu todos os aspectos práticos da cooperação com a Rússia na sequência do processo que levou à adesão da península ucraniana da Crimeia à Rússia em 2014, mas anunciou conversações com Moscovo antes da próxima cimeira OTAN-Rússia, prevista para 8 e 9 de Julho em Varsóvia, na Polónia.

Entretanto, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, garantiu terça-feira que Moscovo não vai abandonar o leste da Ucrânia e não deixa  de dar apoio político, económico e humanitário aos territórios russófonos controlados pelos separatistas. 

“Não abandonamos o leste da Ucrânia, não o esqueceremos e apoiamo-lo. E não só politicamente mas com ajuda humanitária e com a resolução de problemas económicos e do dia-a-dia”, disse o chefe da diplomacia russa num evento organizado pelo jornal  "Komsolskaya Pravda", em que respondeu em directo a perguntas de cidadãos e jornalistas.

Questionado por dois habitantes da região ucraniana de Donetsk, que pediram a manutenção do apoio de Moscovo, Lavrov assegurou esse apoio e afastou a possibilidade de uma missão policial internacional nas regiões separatistas, como pretende a Ucrânia, por não estar prevista nos Acordos de Minsk.

“Não está contemplada nos Acordos de Minsk. O Donbass (as regiões de Donetsk e Lugansk) nunca a aceita e, segundo os acordos, todos os passos para resolver o conflito devem ser objecto de consulta”, disse.

O Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, tenta transformar essa missão policial num “tema fundamental”. E relacionou a sua instalação ao cumprimento por parte de Kiev dos compromissos políticos conseguidos pelo país nos acordos de Minsk.

Mais de um ano depois da assinatura dos Acordos de Minsk, a Ucrânia e os separatistas pró-russos não têm conseguido manter o cessar-fogo, apesar das numerosas tréguas adoptadas no âmbito do chamado Grupo de Contacto para a Ucrânia, o único fórum em que as duas partes têm conversações directas. Também sem acordo mantém-se a convocação de eleições locais em 2016 nas zonas controladas pelos pró-russos.
ANG/JA


Crise política




Bispos da Igreja Católica apelam  a paz e diálogo construtivo

Bissau, 01 jun 16 (ANG) – Os Bispos da Diocese de Bissau e Bafatá, respectivamente  Dom José Câmnate na Bissign e Dom Pedro Carlos Zilli apelaram hoje aos actores políticos, em particular os titulares de órgãos de soberania para serem perseverantes nas suas acções políticas  na procura  da paz, do diálogo construtivo e inclusivo, tendo em vista a convivência democrática e a estabilidade político-governativa.
 
O apelo dos dois Bispos consta numa carta assinada pelas duas entidades superiores da Igreja Católica, e que representa a contribuição da Igreja Católica para a resolução da crise política vigente no país.

Referiram na carta que a classe política deve assumir com firmeza o seu compromisso político de servir com dignidade e sentido de missão de cidadania ao povo guineense criando condições políticas para um diálogo e uma parceria estratégica entre as Instituições da República, com vista a edificação de um Pacto de Estabilidade para a governação.

“Apelamos os guineenses, no seu todo, para que sejam perseverantes na luta comum por um país melhor. Por um país de homens e mulheres comprometidos com a verdade,  liberdade,  paz, o progresso e a justiça”, exortaram.

Na mesma carta os Bispos apelaram também as forças de Defesa e Segurança para que continuem as suas missões de manter a ordem e a segurança das pessoas e das instituições da República;

Da mesma forma, aconselharam aos Magistrados para que continuem a promover a justiça em conformidade com a missão que lhes foi confiada pelo Estado de direito democrático.

À Comunidade Internacional pediram para que continue a ser solidária e a ajudar o povo guineense a realizar as suas aspirações mais profundas.

Por último, convocaram os crentes para que confiem à Deus a situação do país, na certeza de  que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os construtores”.

O referidos Bispos manifestaram as suas posições num momento em que o país se encontra mergulhado numa escalada de crise política que tem fragilizado as  instituições do Estado, agravando a situação económica do pais,  vulnerabilisando ainda mais as populações.
AGN/FGS/SG

ONU


“Tabaco mata seis milhões de indivíduos anualmente”, diz Ban Ki-moon

Bissau, 01 Mai. 16 (ANG) -“Os cigarros e outros produtos derivados do tabaco matam quase 6 milhões de pessoas todos os anos” no mundo.

Estes dados foram avançados pelo Secretário-Geral das Nações Unidas em mensagem sobre o “Dia Mundial sem Tabaco” assinalado  terça-feira.

Segundo um comunicado da UNIOGIB à que a ANG teve acesso, Ban Ki-moon, disse que  a ONU está a dar o seu apoio à uma “medida simples”, com eficácia comprovada na redução da procura destes produtos, com a simplificação da embalagem dos produtos do tabaco. 

Ban Ki-moon indicou que o uso do tabaco é uma das maiores causas de doenças não transmissíveis evitáveis, tais como o cancro, doenças cardíacas e pulmonares.

 Fez questão de recordar aos Estados  o compromisso , em prol do fortalecimento da implementação da Convenção-Quadro da Organização Mundial de Saúde para o Controlo do Tabaco em todos os países, com vista à redução do número de pessoas que o usam .

Por isso, no Dia Mundial Sem Tabaco, o Secretário-Geral das Nações Unidas apela aos governos de todo o mundo “para se prepararem para a embalagem simples”, com vista à redução da actratividade dos produtos do tabaco. 

ANG/QC/SG







Novo governo


"Foi o PRS que propôs Baciro Djá para Primeiro-ministro", afirma porta-voz dos renovadores 

Bissau,01 Jun 16(ANG) - O Partido da Renovação Social(PRS), foi quem propôs ao Chefe de Estado, José Mário Vaz o nome de Baciro Djá, para liderar o executivo, afirmou o porta-voz dos renovadores.

Victor Pereira em declarações aos jornalistas a saída de uma reunião da comissão política do partido, assegura que a segunda maior força política do país vai mesmo suportar o governo de Baciro Djá no parlamento.

Perante este cenário, o porta-voz do Partido da Renovação Social, sublinhou que o partido está a negociar com o grupo dos 15 deputados dissidentes do PAIGC com vista a formar uma nova maioria no parlamento.

Questionado pelos jornalistas sobre a previdência cautelar interposto pelo PAIGC no Tribunal Supremo Tribunal com vista a cancelar a nomeação de Baciro Djá, Victor Pereira, escusou-se a comentar o assunto.

O Chefe de Estado nomeou Baciro Djá para assumir o governo, a semelhança  do que aconteceu em Setembro do ano passado mas 48 horas depois Djá viu-se forçado a abandonar o governo após uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça que declarou q ilegalidade de sua nomeação.

Na segunda-feira, o líder do PAIGC, disse que o Chefe de Estado, prepara-se para dar posse a um governo ilegítimo e inconstitucional e por isso vai desafia-lo a mostrar publicamente a proposta apresentado pelo PRS, a partir da qual se vai formar o novo governo. 

ANG/R. Jovem

Política


PRS anuncia disponibilidade de integrar novo governo de Baciro Djá

Bissau, 01 Jun 16(ANG) - O PRS, segunda maior força no Parlamento da Guiné-Bissau anunciou a disponibilidade para integrar o novo governo do país e ser liderado por Baciro Djá, dirigente do PAIGC, mas proposto pelos renovadores.

De acordo com Victor Pereira, porta-voz do Partido da Renovação Social (PRS), a autorização para que o partido integrasse a equipa de Baciro Djá foi dada na noite de terça-feira à direção, numa reunião da comissão executiva.

Pereira sublinhou que apesar de ter sido o PRS a propor o nome de Baciro Djá, um dos 15 deputados dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), para liderar o próximo governo, só agora irá iniciar as negociações "com os demais parceiros" para a formação do executivo.

"O Presidente da República pediu-nos que apresentássemos uma solução governativa e naturalmente não podemos encetar as negociações sem que isso passasse pelo crivo da nossa comissão executiva", indicou o porta-voz dos renovadores guineenses.

Victor Pereira enalteceu o facto de, na opinião do partido, o Presidente guineense, José Mário Vaz, ter esgotado os trâmites constit
ucionais ao pedir, primeiro ao PAIGC, que apresentasse uma solução estável para o novo governo, para só depois solicitar ao PRS que o fizesse.

O porta-voz dos renovadores diz ser "normal e aceitável" à luz dos estatutos do partido que um elemento extra seja convidado a liderar um governo do PRS, neste caso Baciro Djá, com o qual vão agora iniciar as negociações para a formação da nova equipa executiva.

Victor Pereira adiantou que dentro de dois ou três dias as negociações com o grupo dos 15 deputados dissidentes do PAIGC serão concluídas e o novo executivo será conhecido, tendo já as bases para uma nova maioria no Parlamento, sublinhou.

Sobre o facto de a lei guineense não permitir a figura de  deputados independentes, o porta-voz do PRS contrapôs, dizendo que não existem deputados de partidos, mas sim da nação, para demonstrar a legalidade da formação de uma "nova maioria" entre o seu partido, que detêm 41 mandatos no Parlamento  e os 15  dissidentes do PAIGC. 

ANG/Lusa