sexta-feira, 2 de setembro de 2016

IV Conferencia de Embaixadores




Governo pugna pela reconquista da credibilidade externa

Bissau, 05 Set 16 (ANG) - O Principal desafio da política externa guineense é a melhoria da imagem externa do Estado e reconquista da credibilidade e do prestígio do país junto à comunidade internacional, em particular dos parceiros do desenvolvimento.

É o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades, Soares Sambu quem o diz no último fim-de-semana, na sessão de abertura  da IV Conferência de Embaixadores guineense realizado em Uaque, sector de Mansoa.

Trata-se de um órgão consultivo, que reúne periodicamente para receber informações e orientações sobre a política externa e proceder a análise sobre o relacionamento externo do pais e o funcionamento das estruturas internas e externas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, face aos objectivos e desafios da governação no plano internacional.

Soares Sambu reconheceu que a constante instabilidade governativa, os ecos "perturbadores" sobre o tráfico de drogas e a necessidade de dinamização e coordenação, de maneira responsável, das ajudas ao desenvolvimento, como alguns dos factores que afectam, de forma negativa, o país ao nível internacional.

Para melhorar este quadro, segundo Soares Sambu, programa do executivo definiu como objectivo o redimensionamento e a dignificação das missões diplomáticas guineenses no exterior e o reforço das suas missões de atrair investimentos estrangeiros.

"A realização dos objectivos da política externa passa pela construção, diversificação e consolidação das relações de cooperação e parceria com países, organizações  e agentes internacionais de cooperação para o desenvolvimento", sublinhou o MNE.

Apontou a relação com os países da sub-região como o ponto principal da política externa nacional, tendo realçado a necessidade de reforço dos laços históricos, culturais e linguísticos com os Estados membros da Comunidade dos Países da Língua Português (CPLP) como uma opção estratégica da mesma.

Soares Sambu revelou que a mobilização da assistência externa para a consolidação da estabilidade, reforma do Estado e reforço da sua capacidade institucional, promoção da reconstrução económica e consolidação da integração do país na UEMOA e CEDEAO, são as ações preconizados pela diplomacia guineense.

Constituem também as prioridades que regerão a política externa da Guiné-Bissau, a curto e médio prazos, a edificação de parcerias sólidas e dinâmicas com os parceiros de cooperação para o desenvolvimento, o incentivo da cooperação Sul-Sul e a participação nas ações coletivas globais, nomeadamente a luta contra o terrorismo e crime organizado internacional.

O ministro anunciou, sem indicar a data, a realização de movimentações do pessoal diplomático, no quadro do redimensionamento das embaixadas e postos consulares, consubstanciado nas reformas que se pretende implementar ao nível da diplomacia guineense.

O Encontro encerrado no domingo decorreu sob o lema "Servir o Desenvolvimento e Dignificar a Carreira Diplomática, reuniu cerca de 50 participantes entre, embaixadores, ex-ministros dos negócios estrangeiros e diplomatas aposentados, entre outros.

ANG/JAM/SG






IV Conferencia de Embaixadores



PR reconhece que missões diplomáticas "trabalham sem mínimas condições "

Bissau, 05 Set 16 (ANG) - O Presidente da República lamentou no último fim-de-semana o facto das missões diplomáticas guineenses trabalharem em chancelarias "inapropriadas, sem viaturas e residências de Embaixadores pouco dignificantes face aos seus homólogos".

"Reconhecemos, reprovamos e estamos revoltados face à esta situação", indignou-se José Mário Vaz na cerimónia de abertura da IV Conferencia de Embaixadores guineenses que iniciou hoje na localidade de Uaque, sector de Mansoa.

A conferência de Embaixadores é um órgão consultivo, que reúne periodicamente para receber informações e orientações sobre a política externa, analisar a política externa do país e o funcionamento das estruturas internas e externas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, face aos objectivos e desafios da governação no plano internacional.

O Chefe de Estado sublinhou que tal situação é fruto da "nossa" desorganização interna, por o pais não ter adequado os serviços pretendidos à sua real situação económica e financeira.

"Em vez de termos quatro a cinco missões diplomáticas e equipá-las com todas as condições que a representação exige...optamos por abrir embaixadas em todas as esquinas, sem que o país esteja preparado intelectual e financeiramente para tal", ilustrou o Presidente da Republica.

Face à esta situação, José Mário Vaz defendeu a implementação de reformas que passam pela redução de embaixadas em função dos recursos disponíveis, seleção de quadros e fixação do número de funcionários para cada missão diplomática.

Aliás, o chefe de Estado disse ter chegado o momento de definição dos objectivos gerais e estratégicos, planos de ações operacionais, bem como a introdução do hábito de realização de avaliações semestrais e anuais às referidas missões.

O Presidente da República disse que até Setembro de 2017, as missões diplomáticas deverão ser capazes de mobilizar fundos e captar investimentos estrangeiros e apoiar a diáspora na remessa de fundos para o país.


Para a prossecução deste desiderato, o Presidente Vaz instou as missões a apresentarem, até Novembro próximo, planos de ações operacionais para serem discutidos e validados.

A intervenção regular nos canais de comunicação social do país acreditado, a realização de recenseamento da diáspora e conhecimento do respectivo perfil e ainda a fixação de número de audiência com o ministério de tutela, com o Primeiro-ministro e o Presidente da República, constam na lista das recomendações feitas as missões diplomáticas pelo PR.

O Encontro terminou no domingo e decorreu sob o lema "Servir o Desenvolvimento e Dignificar a Carreira Diplomática, tendo contado com cerca de 50 participantes entre, embaixadores, ex-ministros dos negócios estrangeiros e diplomatas aposentados, entre outros. ANG/JAM/SG





Ensino público



Empossados membros da comissão organizadora do debate nacional sobre problemática do sector

Bissau 02 set. 16 (ANG) – O ministro da Educação, Ensino Superior e Investigação Científica conferiu hoje posse aos membros da comissão organizadora do debate nacional sobre a situação da educação a realizar-se em dezembro.

Ministro da Educação Nacional Sandji Fati
Na ocasião Sandji Fati realçou que a comissão é composta de pessoas que sempre serviram a educação nomeadamente os técnicos do Ministério, os sindicatos do sector, SINAPROF e SINDEPROF, SIESI, representantes dos pais e encarregados da educação.

“Este debate que estamos a organizar é uma iniciativa criada pelos técnicos do Ministério da Educação e todos os parceiros do sector”, afirmou.

Fati recomendou aos membros da comissão para que trabalhassem para juntar todos os guineenses, sem exceção, no processo de debate para a busca de solução para o ensino.

Por sua vez, a Presidente da referida comissão, Marcelina Santos de Barros referiu que o encontro de dezembro abrangerá toda a camada nacional de maneira que cada um possa falar daquilo que acha que não está bem ao nível do sector.

Esta responsável disse que a comissão já iniciou os seus trabalhos e deve terminar em novembro para dar lugar ao debate de dezembro.

Marcelina Barros explicou que serão convidados ao debate todos os parceiros nacionais e internacionais, associações das mulheres e jovens, “porque a questão da educação interpela a todos”.

“Esta comissão vai levantar questões tais como, porquê que há greves no MENESIC? É precisamente porque há coisas que não estão a ser cumpridas”, disse.

ANG/FGS/LLA/SG